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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O psicólogo nas instituições hospitalares: características e desafios]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this article consists of presenting empiric data about the insertion of psychologists in hospitals located in Florianópolis and its surroundings, relating these data to other regional surveys. A data survey has been performed in order to describe the socialdemographic characteristics and the professional formation as well as the professional activities of all psychologists who work in the hospitals of Florianópolis and its surroundings. It has been observed that the majority of socialdemographic data about the professional formation and the patterns of performance obtained in Florianópolis and its surroundings are approximated the same as those observed in Curitiba, Federal District and Natal. As a conclusion, the challenge of psychologists in Florianópolis and its surroundings and also from other States in Brazil still consists of increasing the number of professionals and places of performance, besides consolidating the pattern of integral attention to health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=4><b>O psicólogo nas instituições hospitalares: características e  desafios</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>Psychologists working in hospitals:  features and challenges</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> <FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Claudete Marcon<sup>I, <A name=nota*></A><A href="#nota">*</A></SUP>; Ivana Jann Luna<sup>II,   <A name=nota**></A><A href="#nota">**</A></sup>; Márcia Lucrécia Lisbôa<sup>III,    <A name=nota***></A><A href="#nota">***</A></sup></font></b></p>      <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><sup>I,III<a href="#nota"></a></sup>Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina    <br> <sup>II<a href="#nota"></a></sup>Universidade do Vale do Itajaí</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="topo"></a> <a href="#end">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <HR size="1" noshade>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>RESUMO</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Este artigo tem como objetivo apresentar dados  empíricos sobre a inserção do psicólogo em hospitais da Grande Florianópolis, relacionando-os com outras  pesquisas regionais. Foi realizada uma pesquisa de levantamento para descrever as características sociodemográficas,  formação profissional e atividades profissionais de todos os psicólogos que atuam nos hospitais da Grande Florianópolis.  Observou-se que a maioria dos dados obtidos na Grande Florianópolis aproximam-se daqueles observados em Curitiba, Distrito  Federal e Natal. Conclui-se que o desafio dos psicólogos da Grande Florianópolis, como em outros Estados brasileiros, ainda  consiste em ampliar o número de profissionais e os locais de atuação, além de consolidar o modelo de atenção integral à saúde.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Palavras-chave:</b>    Saúde, Psicologia, Hospital</font></p> <HR size="1" noshade>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>The objective of this article consists of presenting  empiric data about the insertion of  psychologists in hospitals located in Florianópolis and its surroundings, relating  these data to other regional surveys. A data survey has been performed in order to describe the socialdemographic characteristics  and the professional formation as well as the professional activities of all psychologists who work in the hospitals of  Florianópolis and its surroundings. It has been observed that the majority of socialdemographic data about the professional  formation and the patterns of performance obtained in Florianópolis and its surroundings are approximated the same as those  observed in Curitiba, Federal District and Natal. As a conclusion, the challenge of psychologists in Florianópolis and its  surroundings and also from other States in Brazil still consists of increasing the number of professionals and  places of  performance, besides consolidating the pattern of integral attention to health.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Keywords:</b>    Health, Psychology, Hospital</font></p> <HR size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Historicamente, a atuação do psicólogo  brasileiro consolidou-se prioritariamente na esfera privada, tendo a prática psicoterápica como  principal instrumento de trabalho. Logo, era compreensível que a área clínica consistisse na principal  fonte de interesse profissional da grande maioria dos psicólogos ingressantes e concluintes dos cursos  de Psicologia, desde a década de 60 (Gonçalves & Bock, 1996). Entretanto, a partir da década de 80, a  área da saúde pública passou a constituir-se em mais uma possibilidade de absorção profissional.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Essa mudança de inserção profissional foi registrada  em pesquisas realizadas por Lo Bianco, Bastos, Nunes & Silva (1994), Sebastiani (2000), Seidl & Costa  (1999) e Carvalho & Yamamoto (1999). A discussão delineada por esses autores aponta a crítica que  a própria categoria profissional fez com relação à função social da Psicologia na sociedade brasileira,  principalmente no que diz respeito à população mais carente. Além disso, a restrição do mercado de trabalho  privado para o psicólogo, devido ao contexto econômico, político e social presente no País a partir da década  de 60, mobilizou-o a procurar outros espaços.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Observa-se que, desde a  década de 1960<a name="nota1"></a><sup><a href="#nota">1</a></sup>, a atuação do psicólogo na saúde pública brasileira esteve ligada à área da saúde mental,  principalmente junto aos hospitais psiquiátricos, sendo o enfoque clínico o modelo de atuação priorizado.  Lo Bianco (1994) aponta que, nesse espaço, o psicólogo ocupava um papel secundário - considerando a primazia  do tratamento médico - e a avaliação psicodiagnóstica consistia na principal forma de atuação desse profissional.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Embora a partir da década de 1970 a saúde  pública brasileira tenha sido questionada no que se refere à organização da rede sanitária de assistência, às políticas de  saúde e aos modelos conceituais sobre o processo saúde e doença, até o final da década de 80 as instituições psiquiátricas  ainda eram os locais privilegiados de inserção do psicólogo. Observou-se, então, que a abertura de novos espaços e práticas  profissionais só lentamente se consolidou, uma vez que os hospitais gerais pouco absorviam esse profissional.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>A inserção da Psicologia junto aos hospitais  gerais iniciou-se entre os anos de 1954 e 1957, através da implantação do Serviço de Psicologia no Hospital das  Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Sebastiani, 2000). O trabalho consistia na preparação  psicológica de crianças para a realização de cirurgia do aparelho locomotor, mas constituía-se em uma iniciativa isolada  no cenário nacional.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os movimentos sociais, representados por  várias categorias profissionais e pela comunidade em geral, promoveram uma discussão pública e democrática  nas Conferências Nacionais de Saúde de 1986, 1992 e 1996, bem como nas Conferências Nacionais de Saúde Mental<a name="nota2"></a><sup><a href="#nota">2</a></sup>  de 1987 e 1992 (Carvalho & Yamamoto, 1999), sobre a situação precária da saúde e da rede de assistência no País.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>A partir da mobilização política nacional e  dessas Conferências, um conjunto de ações específicas foi implementado pelo governo brasileiro desde a década de 70. Observa-se  que a primeira ação referiu-se à discussão sobre a atenção primária à saúde e à sua implantação no interior do Brasil. A segunda  ação foi a criação de uma rede de assistência interligada, composta por unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais gerais  e especializados. A terceira ação consistiu na criação e implantação de um novo modelo de atenção à saúde, que solidificou administrativamente  e politicamente as ações anteriores e foi denominado de Sistema Único de Saúde, refletindo a reorganização do sistema de saúde pública brasileiro  (Seidl & Costa, 1999).</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Essas mudanças no cenário da  saúde pública brasileira culminaram com a ampliação da inserção do psicólogo junto à rede de assistência básica à  saúde e o fortalecimento do trabalho do psicólogo na área da saúde mental. Carvalho & Yamamoto (1999) revelam que  o número de psicólogos participantes da rede pública de saúde no Brasil passou de 726 em 1976, para 3671, em 1984,  o que significa um crescimento de empregos de 21,47% em Psicologia na área da saúde. Os espaços ocupados por esses  psicólogos foram ambulatórios e hospitais psiquiátricos, hospitais (gerais e especializados) e unidades básicas de saúde.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Carvalho & Yamamoto (1999) apontaram em sua  pesquisa para o fato de que, no Rio Grande do Norte, 18,6% dos psicólogos trabalhavam nas secretarias públicas  de saúde. No Distrito Federal, Seidl & Costa (1999) identificaram 62 psicólogos contratados pela rede  pública de saúde, correspondendo a 2,8% dos profissionais registrados no Conselho Regional de Psicologia da  1ª Região.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>O trabalho do psicólogo na área da  saúde pública, em Santa Catarina, tem sido tema de constantes debates no Conselho Regional de Psicologia, 12ª Região,  nos últimos anos, principalmente em relação à saúde mental, assim como também o trabalho do psicólogo junto às outras  instituições de saúde (postos de saúde e hospitais gerais). Entretanto, observou-se a carência de dados relativos à  situação profissional dos psicólogos atuantes em hospitais da Grande Florianópolis. Tendo em vista esse contexto,  um grupo de profissionais ligados à área da saúde percebeu a necessidade de realizar uma pesquisa para conhecer  as características profissionais e os desafios da população dos psicólogos que trabalha em hospitais gerais  e psiquiátricos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>Objetivo do Estudo</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Este estudo tem como objetivo  conhecer a inserção profissional dos psicólogos que atuam em hospitais na Grande Florianópolis, a partir  do levantamento das variáveis sociodemográficas, formação, atividades profissionais e modelo de atuação,  comparando-as com dados de pesquisas em outros estados brasileiros<a name="nota3"></a><sup><a href="#nota">3</a></sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>A pesquisa realizada  pode ser definida como um levantamento quantitativo, com caráter descritivo das variáveis apontadas.  O instrumento de coleta de dados consistiu em um formulário composto por 23 perguntas abertas e 15 fechadas.  Esse questionário foi aplicado por meio de uma entrevista individual com cada sujeito nos seus locais de trabalho.  Cada entrevista durou em média 30 minutos, sendo que as respostas dos sujeitos foram registradas no formulário durante  a mesma. Entrevistaram-se todos os psicólogos efetivos, cedidos por outros órgãos públicos e voluntários, que  trabalhavam na rede hospitalar pública e particular da Grande Florianópolis, no período de março a abril de 1999,  sendo que a população encontrada foi de 30 psicólogos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>Apresentação e Discussão dos Resultados</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Na pesquisa realizada na Grande  Florianópolis, identificaram-se 17 instituições hospitalares. Destas, oito eram hospitais gerais e nove eram especializados,  atendendo às especialidades médicas de Pediatria, Oncologia, Ginecologia e Obstetrícia, Infectologia, Cardiologia e  Psiquiatria. Em 10 instituições hospitalares, havia 30 psicólogos atuando, assim distribuídos: 13 trabalhavam  em hospitais gerais e 17 em hospitais especializados (Pediatria, Oncologia, Ginecologia e Obstetrícia,  Cardiologia e Psiquiatria). Das 10 instituições onde os psicólogos atuavam, duas não eram vinculadas administrativamente  ao poder público, mas prestavam atendimento a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Dos psicólogos  que participaram da pesquisa na Grande Florianópolis, a maioria (63,3%) era efetiva, 20% era  voluntária e 16,7% era cedida por outras instituições. Identificaram-se 24 psicólogos  contratados, ou seja, a proporção foi de 2,4 psicólogos por hospital.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Comparando-se com  outras pesquisas, no Distrito Federal (Seidl & Costa, 1999), apenas três hospitais foram estudados,  sendo que estes empregavam 46 psicólogos (média de 15,3 psicólogos por hospital). Em Natal (Cunha & Yamamoto, 1998),  foram constatados 10 hospitais com atendimento psicológico, porém foram entrevistados apenas 05 psicólogos. Em  Curitiba (Albuquerque et al., 1999), encontraram-se 36 profissionais nos seis maiores hospitais da cidade  (média de 6 psicólogos por hospital).</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Na presente  pesquisa, observamos uma atuação dos psicólogos junto a várias especialidades médicas, muito  embora a Psiquiatria tenha sido a predominante, com indicação de 60% dos entrevistados. A maior concentração  de psicólogos da área hospitalar na Grande Florianópolis foi observada na área da saúde mental, ou seja, em  instituições psiquiátricas. Esse resultado é compatível com os locais em que a Psicologia tradicionalmente  tem atuado, que são os serviços de saúde mental em instituições hospitalares psiquiátricas. Atualmente,  porém, o caminho que a política de saúde na área de saúde mental tem percorrido é justamente o da  desospitalização e da busca de atendimentos de prevenção primária e secundária. Dessa forma,  observa-se, a nível nacional, segundo Seidl & Costa (1999), um aumento no número de psicólogos atuando  em serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico tradicional, bem como a criação de equipes multiprofissionais  de educação para a saúde, onde o psicólogo está presente.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Conforme ilustrado na Tabela 1, dos  psicólogos efetivos, a metade atuava na instituição hospitalar de 1 a 3 anos, sendo que o restante deles  atuava há, no máximo, 14 anos. Entre os voluntários, observamos que 83,3% deles atuava na instituição há  menos de 3 anos, e nenhum deles trabalhava há mais de 7 anos. O tempo de atuação profissional, em média,  foi de 4,5 anos. Comparando-se com as outras pesquisas citadas anteriormente, no Distrito Federal,  encontrou-se em média um tempo de atuação semelhante, ou seja, 5 anos. Em Natal, constatou-se  que os sujeitos pesquisados estavam atuando em um espectro de 5 a 10 anos.</font></p>     <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Tabela 1.</b> Distribuição de freqüência do tempo de atuação dos  psicólogos na instituição hospitalar.</font></p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04t1.jpg"></p> <p/>      <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Quanto ao sexo, a  grande maioria dos psicólogos atuantes nos hospitais da Grande Florianópolis era composta por mulheres  (90%). No Distrito Federal, foi encontrado um percentual de 95% e em Curitiba, o percentual ficou em  84%. Em Natal, todos os participantes da pesquisa eram do sexo feminino. A média de idade, na Grande  Florianópolis, foi de 35 anos, próximo da média de 33 anos obtida no Distrito Federal.</font></p>      <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Observou-se, na Grande Florianópolis, que  80% dos psicólogos exerciam outras atividades profissionais em Psicologia, além daquela no hospital. A  dedicação exclusiva à atividade hospitalar foi maior no Distrito Federal, onde apenas 43,5% dos profissionais  exerciam outras funções extra-hospitalares. Em Natal, 58% têm outras atividades profissionais fora do  hospital. Pode-se inferir que essa diferença com relação às atividades paralelas pode estar relacionada  à baixa remuneração dos profissionais da Grande Florianópolis (87% recebiam entre 3 e 9 salários mínimos). As  informações referentes à faixa salarial dos entrevistados são apresentadas na tabela a seguir.</font></p>     <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Tabela 2.</b> Distribuição da freqüência da faixa  salarial dos profissionais    <br> que atuam em instituições hospitaleres em salários mínimos.</fonte></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04t2.jpg"></p>      <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Constatou-se, no que se refere à formação   profissional, que 50% realizaram estágio em instituição hospitalar na Grande Florianópolis. Em Natal,   37% dos profissionais fizeram estágio em hospitais. Quanto aos cursos de pós-graduação realizados por   esses profissionais, na Grande Florianópolis, 17% eram especialistas, 14% eram mestrandos e a maior   parte do entrevistados (83%) possuía curso de formação teórico-metodológica em Psicoterapia. No Distrito   Federal, havia uma proporção maior de profissionais com curso de pós-graduação, sendo 39,1% no nível de   especialização (incluindo formação teórico-metodológica em Psicoterapia, com carga acima de 360 horas),   34,8% com Mestrado e 2,2% com Doutorado. Em Natal, 58% dos profissionais tinham nível de especialização   e 5% eram mestres. Em Curitiba, os profissionais são, em sua maioria, especialistas, sem registro de   psicólogos com pós-graduação stricto sensu. Há diversidade nas abordagens teórico-metodológicas, porém   constatou-se, na Grande Florianópolis, o predomínio da Psicanálise (40% dos entrevistados). Em Natal,   há predomínio da Psicoterapia Breve com base analítica (58%), assim como em Curitiba, cuja abordagem   teórica predominante foi a Psicanálise.</font></p>       <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Tabela 3.</b> Distribuição de frequência das    abordagens teóricas dos psicólogos da área hospitalar.</font></p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04t3.jpg"></p>      <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>No que diz respeito à atuação profissional,   a área clínica ainda predominava entre os psicólogos que atuavam em hospitais na Grande Florianópolis,   conforme tabela 4.</font></p>      <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Tabela 4.</b> Distribuição   de freqüência das atividades profissionais dos psicólogos    <br> da área hospitalar da Grande Florianópolis.</font></p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04t4.jpg"></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>No estudo do Distrito  Federal, 32,6% dos psicólogos desenvolviam seu trabalho baseados em conceitos e práticas do chamado  modelo clínico, e o restante, 67,4 % teve sua prática denominada de modelo de atenção integral à saúde<a name="nota4"></a><sup><a href="#nota">4</a></sup> ; em Natal,  o modelo clínico foi citado por quatro dos cinco entrevistados. A predominância deste modelo pode estar  relacionada à história e evolução da Psicologia clínica no Brasil. Segundo Lo Bianco (1994), observa-se  que a Psicologia aplicada à saúde no país é decorrente da expansão e evolução da Psicologia clínica  (enquanto abordagem metodológica), saindo dos consultórios e instituições particulares para o desenvolvimento  de serviços junto à comunidade e instituições públicas.</font></p>       <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Dessa forma, o psicólogo no contexto  hospitalar teria o papel clínico, mas também o social, o organizacional e o educacional na forma de  assistência psicológica, que incluiria, como clientela, além do paciente e seus familiares, a equipe  multiprofissional e demais funcionários do hospital, abrangendo atividades de assessoria, consultoria e  interconsulta psicológica (Campos, 1995).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Na pesquisa realizada na Grande Florianópolis,  dois dos entrevistados denominaram sua intervenção de social-comunitária, que pressupõe a busca na  adequação da realidade das instituições hospitalares psiquiátricas a seus novos objetivos sociais e o  papel do psicólogo a novas perspectivas técnicas e a uma concepção de objeto e de trabalho revisada.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Acompanhando mudanças no âmbito nacional e  internacional, os profissionais nas instituições psiquiátricas, através de suas intervenções, vêm tentando  implementar práticas alternativas ao tratamento médico asilar característico destas instituições. Isso  significa ampliar e diversificar a assistência aos pacientes, ‘inventando’ outros espaços e modos de  intervenção, e transformando a instituição em um lugar de produção de novas relações, geradas a partir  da sociabilidade prevista na atual concepção de saúde mental, que tem gerado um modelo terapêutico definido  como psicossocial (Lo Bianco, 1994 e Campos, 1992).</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Podemos observar, nesta pesquisa, que os  psicólogos de hospitais gerais centralizavam suas atividades em ambulatórios e enfermarias, e estavam  pouco presentes nas unidades de terapia intensiva e ausentes nas emergências, conforme Tabela 5.</font></p>     <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Tabela 5.</b> Tabela de  freqüência da distribuição do setor de atuação dos psicólogos    <br> da área hospitalar da Grande Florianópolis.</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04t5.jpg"></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os profissionais das instituições  psiquiátricas elencaram, além da enfermaria e ambulatório, outros espaços de atuação, como a pensão  protegida e unidades de convivência. Essas mudanças parecem vir de encontro ao movimento atual de  repensar o papel do psicólogo nas instituições psiquiátricas, conforme afirma Roteei, citado por Lo  Bianco (1994): “É ridículo continuar a usar as práticas psicoterápicas de uma maneira simplesmente  tradicional, sem ter a coragem de enfrentar a complexidade dos níveis de intervenção para conseguir  curar com dignidade as pessoas” (p. 32).</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com relação às atividades realizadas pelos  psicólogos entrevistados na Grande Florianópolis, observou-se uma diversidade de trabalhos desenvolvidos  junto a pacientes, familiares e equipe de saúde, conforme ilustra o quadro abaixo.</font></p>      <p align="center"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b>Quadro 1.</b> Atividades  desenvolvidas com pacientes, familiares, equipe de saúde    <br> e estudantes pelos profissionais entrevistados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/1a04q1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>Considerações finais</b></font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Considerando as variáveis apresentadas  sobre a inserção profissional do psicólogo nos hospitais da Grande Florianópolis, podemos depreender  que, quanto ao modelo de atuação, o predominante ainda é o clínico, embora já se visualize a passagem  para um modelo de atenção integral à saúde ou biopsicossocial.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Quanto à variável formação profissional,  observou-se que os psicólogos não tiveram formação específica na área da saúde. Caberia também mencionar  que, nos cursos de graduação em Psicologia, na região da Grande Florianópolis, até há pouco tempo ainda  não existiam disciplinas que abordassem especificamente temáticas sobre saúde e doença do ponto de vista  biopsicossocial, somente estágios que eram oferecidos em alguns hospitais. Portanto, o profissional que  ingressasse na rede pública de saúde não teria sido devidamente capacitado, na formação acadêmica, a exercer  esse papel diferenciado e com outras possibilidades de ação.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com relação às variáveis sociodemográficas,  observou-se que os psicólogos da Grande Florianópolis se inseriram no contexto hospitalar recentemente,  o que demonstra o processo de construção em que se encontra a Psicologia nos hospitais nesta região.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Essa caracterização geral apresentada vem  de encontro à pesquisa realizada nacionalmente, por Romano (1999), com relação às variáveis sócio-demográficas,  formação profissional e modelo de atuação. O único aspecto que se diferenciou dos dados da pesquisa nacional  foi com relação à média de psicólogos inseridos nos hospitais e o crescimento significativo da atuação  dos psicólogos nos hospitais gerais, em detrimento dos psiquiátricos. Na Grande Florianópolis, observou-se  uma grande concentração de psicólogos nos hospitais psiquiátricos e hospital-escola, o que demonstrou  uma defasagem entre as necessidades da população e a quantidade de psicólogos que atuavam nas outras  instituições de saúde.</font></p>      <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Esse déficit pode ser atribuído ao baixo  número de psicólogos contratados regularmente e à falta de concursos públicos no Estado de Santa  Catarina. Identificaram-se muitos profissionais voluntários, recém-formados, que acabavam suprindo  parte das demandas e buscavam ampliar o espaço de atuação do psicólogo nas instituições de saúde.</font></p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>O desafio da Psicologia, na Grande  Florianópolis, consiste em expandir o número de psicólogos na rede hospitalar, além de garantir que  a atuação esteja pautada no modelo de atenção biopsicossocial e seja condizente com as necessidades de  saúde da população brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Referências</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALBUQUERQUE, L., AMORIM, C. A. BUSATTO, J. FLÔR, F.,  GUIMARÃES, A. B. GUIMARÃES, M. F., ROZA, D. & WOLF, M. P. A Psicologia Hospitalar  em Curitiba. Trabalho apresentado no VIII Encontro Nacional dos Psicólogos da Área Hospitalar,  Curitiba, PR,1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097068&pid=S1414-9893200400010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CAMPOS, F. C. B. Considerações Sobre o  Movimento de Reforma dos Serviços de saúde Mental. In M. J. Spink (org.) Psicologia e Saúde: Repensando  Práticas . São Paulo: Hucitec,1992, pp.45-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097069&pid=S1414-9893200400010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CAMPOS, T. C.P. Psicologia Hospitalar: a  Atuação do Psicólogo em Hospitais. São Paulo: EPU,1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097070&pid=S1414-9893200400010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARVALHO, D.B. & YAMAMOTO, O.H. Psicologia e  Saúde: Uma Análise da Estruturação de um Novo Campo Teórico-Prático. Psico, 30(1),1999, pp. 5-28.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097071&pid=S1414-9893200400010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CUNHA, I. M. F. O. & YAMANOTO, O. H. O Psicólogo em Hospitais de Natal: Uma  Característica Preliminar. Psicologia: Reflexão e Crítica, 11 (2),1998, pp. 345-362. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097072&pid=S1414-9893200400010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GONÇALVES, M.G.M. & BOCK, A.M.B. Desenhando  a Psicologia: Uma Reflexão Sobre a Formação do Psicólogo. Psicologia Revista, (2),1996, pp. 141-150.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097073&pid=S1414-9893200400010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LO BIANCO, A.C., BASTOS, A.V.B., NUNES, M.L.T., & SILVA, R.C. Concepções e  Atividades Emergentes na Psicologia Clínica: Implicações Para a Formação.In CFP (org.). Psicólogo  Brasileiro: Práticas Emergentes e Desafios Para a Profissão. São Paulo: Casa do Psicólogo,1994,pp.7-79.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097074&pid=S1414-9893200400010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROMANO, B. W. Estado da Arte da Psicologia Hospitalar no Brasil: Revisão da Década de 1987-1997.In B. W. Romano. Princípios Para a  Prática da Psicologia Clínica em Hospitais . São Paulo: Casa do Psicólogo,1999,pp.121-127.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097075&pid=S1414-9893200400010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SEBASTIANI, R.W. Histórico e Evolução  da Psicologia da Saúde Numa Perspectiva Latino-americana. In V.A. Angerami-Camon (org.). Psicologia  da Saúde - Um Novo Significado Para a Prática Clínica. São Paulo: Pioneira,2000,pp.201-222.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097076&pid=S1414-9893200400010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SEIDL, E.M.F. & COSTA, A.L. O Psicólogo na Rede Pública de Saúde do  Distrito Federal. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Janeiro-abril, Vol. 15, nº 1,1999, pp. 27-35. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097077&pid=S1414-9893200400010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pcp/v24n1/seta.gif"></a> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Claudete Marcon</font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Rua Cônego Bernardo, 100, apto 603 - Trindade</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br>   88036-570  Florianópolis - SC</font>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   E-mail: <a href="mailto:marcon@hu.ufsc.br">marcon@hu.ufsc.br</a></font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br> Ivánia Jann Luna    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Rua Professor José Basilício de Souza, 100, apto. 704- Trindade</font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 88036-530  Florianópolis - SC</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>  E-mail: <a href="mailto:jann@globalite.com.br">jann@globalite.com.br</a></font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br>  Márica Lucrécia Lisbôa    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Rua Miguel Salles Cavalcanti, 70, apto 309 - Abraão</font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br> 88085-240  Florianópolis - SC</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>  E-mail: <a href="mailto:lisboa@hu.ufsc.br">lisboa@hu.ufsc.br</a></font>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   </font><font face="Verdana" size="2">Recebido em 06/11/02</font>   <font face="Verdana" size="2">    <br>Aprovado em 02/01/04</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota"></a></font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#nota*"><sup>*</sup></a>Psicóloga do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em  Psicologia pela mesma Universidade</font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="mailto:yarac@fmb.unesp.br"></a></font>    <br> <font face="Verdana" size="2"><a href="#nota**"><sup>**</sup></a></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia  Universidade Católica de São Paulo e professora do Curso de Psicologia da Univali.</font>    <br> <font face="Verdana" size="2"><a href="#nota***"><sup>***</sup></a></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Psicóloga do Hospital da Universidade de  Santa Catarina, Mestre em Psicologia pela mesma Universidade.</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#nota1"><sup>1</sup></a> É importante observar que, somente em 1962, a profissão de psicólogo é regulamentada e o primeiro curso de Psicologia  é implantado na Universidade de São Paulo.</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#nota2"><sup>2</sup></a> Em 1987, a 1&ordf; Conferência de Saúde Mental aprovou a redução progressiva de leitos  em hospitais psiquiátricos e sua substituição por serviços alternativos à internação psiquiátrica. Em  1992, a 2&ordf; Conferência de Saúde Mental aprovou a rede de atenção integral à saúde mental, em  substituição ao hospital psiquiátrico.</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#nota3"><sup>3</sup></a> Foi realizada a comparação de acordo com os dados disponíveis nos artigos  citados.</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#nota4"><sup>4</sup></a>  De acordo com Seild & Costa (1999), nesse modelo, a atuação do profissional caracteriza-se pela abrangência de locais de intervenção, pela realização de ações diversificadas e pela integração com outros profissionais da equipe, sendo  o foco de intervenção ampliado para a família do paciente, o ambiente institucional e/ou comunidade.</font>    <br>   </p>       ]]></body>
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