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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Alessandra Gotuzo Seabra</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Editora</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Prezados leitores, a revista <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</i> apresenta o segundo n&uacute;mero de seu 19º volume. A cont&iacute;nua busca pela qualidade dos artigos publicados foi evidenciada pela recente classifica&ccedil;&atilde;o da revista no extrato A2 na &aacute;rea da Psicologia, na avalia&ccedil;&atilde;o Qualis realizada pela Capes, referente ao quadri&ecirc;nio 2013-2016, o que reitera a import&acirc;ncia da revista para o meio acad&ecirc;mico. Com a progressiva publica&ccedil;&atilde;o bil&iacute;ngue dos artigos, que estar&aacute; consolidada em 2018, o impacto desses ser&aacute; ainda maior, propiciando amplo interc&acirc;mbio cient&iacute;fico nacional e internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Dando continuidade ao car&aacute;ter plural da Revista, neste n&uacute;mero s&atilde;o publicados artigos nas cinco se&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas, sob diferentes perspectivas te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas. Na se&ccedil;&atilde;o "Psicologia Cl&iacute;nica" s&atilde;o apresentados dois trabalhos. O artigo "Uso de subst&acirc;ncias psicoativas em idosos: uma revis&atilde;o integrativa" foi redigido por Ana Diniz, Sandra Cristina Pillon, Sara Monteiro, Anabela Pereira, Joana Gon&ccedil;alves e Manoel Ant&ocirc;nio dos Santos, autores da Universidade de Aveiro, Portugal, e da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil. Foi realizada uma revis&atilde;o integrativa da literatura para analisar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre o uso de subst&acirc;ncias psicoativas em idosos. Ao examinar os 13 artigos selecionados, observaram-se caracter&iacute;sticas desse grupo, tais como predomin&acirc;ncia de homens com baixos n&iacute;veis de escolaridade e renda, desocupa&ccedil;&atilde;o laboral, n&atilde;o casados, que moravam sozinhos, com comorbidades org&acirc;nicas e ps&iacute;quicas. O &aacute;lcool &eacute; a droga mais comum. O estudo aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre esse perfil de usu&aacute;rios de modo a possibilitar sua identifica&ccedil;&atilde;o precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Em "Motiva&ccedil;&atilde;o para mudan&ccedil;a em usu&aacute;rios de drogas e justi&ccedil;a: revis&atilde;o de literatura", os autores Itamar Jos&eacute; F&eacute;lix J&uacute;nior e Paulo Renato Vit&oacute;ria Calheiros, da Universidade Federal de Rond&ocirc;nia, fizeram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de estudos embasados no Modelo Transte&oacute;rico e conduzidos com popula&ccedil;&atilde;o envolvida judicialmente. Tal modelo tem sido usado na compreens&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o para mudan&ccedil;a de comportamentos relativos a subst&acirc;ncias psicoativas. Segundo os autores, os resultados s&atilde;o promissores e sugerem possibilidades de ressocializa&ccedil;&atilde;o. Nos estudos brasileiros, o foco tem sido os adolescentes infratores. O trabalho sugere a relev&acirc;ncia de se investir tanto no tratamento quanto na sua motiva&ccedil;&atilde;o junto a essas popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A se&ccedil;&atilde;o "Psicologia Social" conta com dois trabalhos. O primeiro, intitulado "Problematizando a produ&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade e da pobreza higienizada na Assist&ecirc;ncia Social", foi redigido por Keli Lopes Santos, da Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetib&aacute;, e Ana Lucia Coelho Heckert, da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo. No artigo, as autoras discorrem sobre os processos de resist&ecirc;ncias e de regulamenta&ccedil;&atilde;o da vida nos Centros de Refer&ecirc;ncia da Assist&ecirc;ncia Social (Cras). S&atilde;o abordados os conceitos de vulnerabilidade e higieniza&ccedil;&atilde;o. A partir da an&aacute;lise de materiais, incluindo conversas individuais e grupais com usu&aacute;rias, profissionais e ex-profissionais dos Cras, s&atilde;o elaboradas discuss&otilde;es e cr&iacute;ticas sobre a estigmatiza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, as interven&ccedil;&otilde;es higienistas e a resist&ecirc;ncia de algumas pessoas a tais a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O segundo artigo da se&ccedil;&atilde;o, "Maternidade e sofrimento social em <i>mommy blogs </i>brasileiros", foi redigido por Carlos Del Negro Visintin e T&acirc;nia Maria Jos&eacute; Aiello-Vaisbgerg, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Campinas. Com base no m&eacute;todo psicanal&iacute;tico, foram analisadas postagens de blogues pessoais brasileiros. Reflex&otilde;es sobre a maternidade foram feitas pelos autores, sugerindo a preval&ecirc;ncia de um imagin&aacute;rio coletivo que imp&otilde;e grandes exig&ecirc;ncias &agrave; mulher, o que acaba por promover sofrimento emocional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Na terceira se&ccedil;&atilde;o desse n&uacute;mero, "Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica", s&atilde;o apresentados tr&ecirc;s artigos. No artigo "Norma pessoal de reciprocidade: evid&ecirc;ncias de validade e precis&atilde;o de uma medida", os autores Valdiney Veloso Gouveia, Anderson Mesquita do Nascimento, Alex Sandro de Moura Grangeiro, Tailson Evangelista Mariano e Layrtthon Carlos de Oliveira Santos, da Universidade Federal da Para&iacute;ba, adaptaram o Question&aacute;rio Norma Pessoal de Reciprocidade (QNPR) para o contexto brasileiro. Foram analisadas evid&ecirc;ncias de validade e precis&atilde;o para as duas partes do question&aacute;rio separadamente, de cren&ccedil;as e de reciprocidade. Os resultados revelaram adequa&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica do question&aacute;rio, o que contribui para a &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o da reciprocidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O trabalho "Valida&ccedil;&atilde;o brasileira do Question&aacute;rio de Ansiedade Social para Adultos (CASO)" foi redigido em uma parceria entre pesquisadores espanh&oacute;is e brasileiros, a saber: Vicente E. Caballo, Universidade de Granada, Espanha; Isabel C. Salazar, Funveca, Espanha; Larissa Nobre-Sandoval, Universidade de Bras&iacute;lia, Brasil; Marcia F. Wagner, Faculdade Meridional (IMED), Brasil; Benito Arias, Universidade de Valladolid, Espanha; e L&eacute;lio Louren&ccedil;o, Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil. O artigo apresenta as propriedades psicom&eacute;tricas do Question&aacute;rio de Ansiedade Social para Adultos (CASO), desenvolvido com situa&ccedil;&otilde;es sociais presentes na Am&eacute;rica Latina, na Espanha e em Portugal. Na amostra brasileira, o question&aacute;rio manteve a estrutura de cinco dimens&otilde;es e apresentou altos &iacute;ndices de confiabilidade e consist&ecirc;ncia interna, revelando ser o CASO um instrumento com propriedades psicom&eacute;tricas adequado para uso no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os autores Talita de Ara&uacute;jo Alves e Jacob Arie Laros, da Universidade de Bras&iacute;lia, em seu artigo "Propriedades psicom&eacute;tricas do SON-R 6-40 em pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual", refletem sobre os testes de intelig&ecirc;ncia como uma ferramenta fundamental para o diagn&oacute;stico da defici&ecirc;ncia intelectual e, especificamente, analisam o teste n&atilde;o verbal de intelig&ecirc;ncia SON-R 6-40 para esse prop&oacute;sito. O grupo com defici&ecirc;ncia intelectual apresentou QI baixo no SON, como esperado, e a an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria indicou dois fatores, agrupando os subtestes de racioc&iacute;nio e os de execu&ccedil;&atilde;o. Os resultados sugerem a adequa&ccedil;&atilde;o do teste para a avalia&ccedil;&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Na se&ccedil;&atilde;o "Desenvolvimento Humano", quatro trabalhos s&atilde;o disponibilizados. No artigo "C&acirc;ncer infantil: uma an&aacute;lise do impacto do diagn&oacute;stico", as autoras Fernanda Rosalem Caprini e Alessandra Brunoro Motta, da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo, analisaram o impacto psicossocial do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer em 12 crian&ccedil;as e seus cuidadores. Conforme os resultados, o risco psicossocial apresentou classifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e, em termos de enfrentamento, foram verificadas estrat&eacute;gias adaptativas, como distra&ccedil;&atilde;o e suporte social, assim como estrat&eacute;gias menos adaptativas, como rumina&ccedil;&atilde;o, reiterando a import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em tais quadros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A se&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m traz um artigo internacional, de Cuba, intitulado "Resolu&ccedil;&atilde;o temporal visual em pacientes com anemia drepanoc&iacute;tica". No trabalho, redigido por Ra&uacute;l Mart&iacute;nez Triana, Karen Reytor Alfonso, Ailyn Garc&iacute;a Hern&aacute;ndez, Teresita Machado Almeida, Diunaisy Rodr&iacute;guez Gonz&aacute;lez e Alain Risco Andrade, da Universidad de La Habana, &eacute; analisada a resolu&ccedil;&atilde;o temporal visual em indiv&iacute;duos com anemia drepanoc&iacute;tica. Os resultados revelaram que tal resolu&ccedil;&atilde;o est&aacute; diminu&iacute;da em pacientes com anemia, o que sugere a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no neurodesenvolvimento e indica a necessidade de mais estudos na &aacute;rea, ampliando an&aacute;lises sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o desempenho neuropsicol&oacute;gico e o funcionamento neurol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">No artigo "TDAH nas epilepsias: preval&ecirc;ncia e fatores de risco", as autoras Luciana Cristina Pimentel e Roberta Monterazzo Cysneiros, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, realizaram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura com o objetivo de investigar os fatores associados &agrave; comorbidade entre as duas condi&ccedil;&otilde;es. Os resultados revelaram que sinais de Transtorno do D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade (TDAH) foram relacionados especialmente a alguns tipos ou s&iacute;ndromes epil&eacute;pticas, como a epilepsia rol&acirc;ndica e a epilepsia frontal. Esse estudo contribui para aumentar a compreens&atilde;o sobre a associa&ccedil;&atilde;o entre os dois quadros, o que &eacute; relevante visto que o TDAH &eacute; uma das comorbidades mais prevalentes da epilepsia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">B&aacute;rbara Backes, Regina Basso Zanon e Cleonice Alves Bosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresentam o artigo "Regress&atilde;o de linguagem no transtorno do espectro autista: uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica". As autoras discorrem sobre a perda de habilidades de linguagem que acomete parte das crian&ccedil;as com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por meio de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica, observou-se maior quantidade de estudos a partir dos anos 2000, mas com lacunas ainda importantes na &aacute;rea. Conforme a revis&atilde;o, o in&iacute;cio da regress&atilde;o de linguagem tendeu a ocorrer em torno dos 24 meses de vida da crian&ccedil;a, geralmente acompanhada por perda de outras habilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A quinta se&ccedil;&atilde;o, "Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o", apresenta o artigo "Dificuldades e estrat&eacute;gias de enfrentamento de estudantes universit&aacute;rios com sintomas do TDAH". Nele, as autoras Clarissa Tochetto de Oliveira e Ana Cristina Garcia Dias, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, buscaram identificar as principais dificuldades encontradas por estudantes universit&aacute;rios com sintomas de Transtorno de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade (TDAH) e verificar quais estrat&eacute;gias de enfrentamento est&atilde;o associadas a uma boa adapta&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. Foram mapeadas as dificuldades mais frequentes e as estrat&eacute;gias associadas com melhor adapta&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. Os resultados podem ajudar a compreender a adapta&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica de estudantes com TDAH e, futuramente, embasar interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas com tais alunos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Agradecemos aos autores, aos pareceristas, aos editores de se&ccedil;&atilde;o e a todos os demais envolvidos no processo editorial. Uma excelente leitura a todos!</font></p>     ]]></body>
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