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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implicações do trabalho na saúde mental dos Agentes Comunitários de Saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aimed to reflect upon the implications of the work of the community health agents in their mental health, through the theoretical reference of the psychodynamics of work. Thus, focus groups with CHAs of a Basic Health Unit (BHU) were formed in a central city of the State of the Rio Grande do Sul, Brazil. Data analysis was done through discourse analysis. The results were divided into two categories: one on mental health and work, and the other on strategies used by workers to maintain mental health at work. We concluded that it is important to think about work and its consequences on mental health, since it sometimes produces health, sometimes suffering, while constituting the identity of the workers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="tx"></a>Implica&ccedil;&otilde;es do trabalho na sa&uacute;de mental dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Implications of work in the mental health of community health agents</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Giana R&uuml;benich Cremonese<a href="#nt01"><sup>1</sup></a>; Roberta Fin Motta<a href="#nt02"><sup>2</sup></a>; Elisete Soares Traesel<a href="#nt03"><sup>3</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Centro Universit&aacute;rio Franciscano (Santa Maria, RS)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo teve intuito de refletir acerca das implica&ccedil;&otilde;es do trabalho dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACSs) na Sa&uacute;de Mental dos mesmos, a partir do referencial te&oacute;rico da Psicodin&acirc;mica do Trabalho. Para isso, foram realizados grupos focais com ACSs de uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS), em uma cidade na regi&atilde;o central do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A an&aacute;lise dos dados foi feita por meio da an&aacute;lise do discurso. Os resultados obtidos foram divididos em duas categorias. Uma delas discorre sobre a sa&uacute;de mental e o trabalho; a outra diz respeito &agrave;s estrat&eacute;gias utilizadas pelos trabalhadores para manter a sa&uacute;de mental no trabalho. Conclui-se que &eacute; importante refletir acerca do trabalho e suas consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de mental, visto que o mesmo ora produz sa&uacute;de, ora sofrimento, ao mesmo tempo que constitui a identidade dos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Trabalho, Psicologia, Agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de, Psicodin&acirc;mica do trabalho, Sa&uacute;de mental.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article aimed to reflect upon the implications of the work of the community health agents in their mental health, through the theoretical reference of the psychodynamics of work. Thus, focus groups with CHAs of a Basic Health Unit (BHU) were formed in a central city of the State of the Rio Grande do Sul, Brazil. Data analysis was done through discourse analysis. The results were divided into two categories: one on mental health and work, and the other on strategies used by workers to maintain mental health at work. We concluded that it is important to think about work and its consequences on mental health, since it sometimes produces health, sometimes suffering, while constituting the identity of the workers.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Work, Psychology, Community health agents, Psychodynamics of work, Mental health.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo teve a inten&ccedil;&atilde;o de abordar as quest&otilde;es que envolvem a sa&uacute;de mental e o trabalho dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACSs). Para isso, utilizaram-se os fundamentos te&oacute;ricos da Psicodin&acirc;mica do Trabalho, iniciada por Christophe Dejours na d&eacute;cada de 1980, com influ&ecirc;ncia da psican&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Seligmann-Silva et al. (2010), os agravos ps&iacute;quicos relacionados ao trabalho aumentaram significativamente entre 2006 e 2009. As autoras ainda asseveram que in&uacute;meras pesquisas realizadas no Brasil apontam para o acirramento dos agravos ps&iacute;quicos relacionados a condi&ccedil;&otilde;es laborais desgastantes e degradantes que levam o trabalhador ao consumo de drogas, a acidentes e, frequentemente, &agrave; incapacita&ccedil;&atilde;o para o trabalho (e, por fim, &agrave; sua exclus&atilde;o da atividade laboral), com pesados custos ps&iacute;quicos e sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso adv&eacute;m do fato de o trabalho ser um elemento constitutivo da identidade e n&atilde;o poder ser considerado neutro em rela&ccedil;&atilde;o ao sujeito e &agrave;s demais dimens&otilde;es da vida do trabalhador. Ao contr&aacute;rio, a gama de significados presentes na rela&ccedil;&atilde;o com a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho &eacute; t&oacute;pico central na constru&ccedil;&atilde;o da identidade do sujeito e perpassa as viv&ecirc;ncias subjetivas de prazer e sofrimento originadas no fazer profissional (Seligmann-Silva, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir de um breve resgate hist&oacute;rico da profiss&atilde;o dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de no Brasil, pode-se refletir sobre o trabalho efetivado por eles e suas implica&ccedil;&otilde;es para sua sa&uacute;de mental. O trabalho do ACS foi estruturado com a constitui&ccedil;&atilde;o do Programa de Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de (PACS), em 1992, a partir de experi&ecirc;ncias anteriores desenvolvidas no estado do Cear&aacute;, como uma tentativa de racionalizar os gastos em sa&uacute;de (Theisen, 2004). Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2002), o PACS representa um grande avan&ccedil;o na execu&ccedil;&atilde;o das Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Sa&uacute;de, tendo como principal ator o ACS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Barros et al. (2010), o ACS surge em um momento em que o pa&iacute;s busca estrat&eacute;gias para suplantar o modelo cl&aacute;ssico de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, a partir da mudan&ccedil;a do modelo biom&eacute;dico para um modelo de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Campos et al. (2010) apontam a import&acirc;ncia da inser&ccedil;&atilde;o da Equipe de Sa&uacute;de no dia a dia da comunidade, pois &eacute; essa valoriza&ccedil;&atilde;o da narrativa cultural de cada local, advinda da presen&ccedil;a dos profissionais na comunidade, que agrega "valor &agrave; vida de pessoas e ao trabalho em sa&uacute;de" (Campos et al., 2010, p. 139).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o trabalho realizado pelo PACS foi condi&ccedil;&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) pelo Governo Federal em 1994. Conforme Morosini, Corbo e Guimar&atilde;es (2007), o PACS passa a ser integrado ao trabalho e &agrave; equipe de sa&uacute;de constitu&iacute;da por m&eacute;dico, enfermeiro e ACS, que incorpora o PSF, viabilizando, por meio dos esfor&ccedil;os desses programas, a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave; Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de se reconhecer a import&acirc;ncia do ACS nas Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em sa&uacute;de, somente em 2002 foi criada a profiss&atilde;o de ACS (Barros et al., 2010). Destaca-se que o processo de capacita&ccedil;&atilde;o desses profissionais deve ocorrer gradualmente e necessita da constante (re)orienta&ccedil;&atilde;o do enfermeiro instrutor, com participa&ccedil;&atilde;o de toda a equipe (Brasil, 2002). Tais quest&otilde;es constam na Portaria 1886/GM, de dezembro de 1997 (Brasil, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Decreto Federal nÂº 3.189, de 4 de outubro de 1999, cont&eacute;m diretrizes para o exerc&iacute;cio dos ACSs. Em seu Artigo 2Âº, constam as atividades a serem realizadas pelo ACS em sua micro&aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o. De acordo com esse decreto, s&atilde;o atribui&ccedil;&otilde;es do ACS: cadastramento e diagn&oacute;stico; mapeamento; identifica&ccedil;&atilde;o de micro&aacute;reas de risco; realiza&ccedil;&atilde;o de visitas domiciliares; a&ccedil;&otilde;es coletivas e a&ccedil;&otilde;es inter-setoriais. O Artigo 3Âº, por sua vez, descreve que &eacute; necess&aacute;rio que o ACS resida na comunidade em que atua e tenha habilidades de lideran&ccedil;a e solidariedade. O trabalho realizado por esse profissional deve ser supervisionado e orientado por um enfermeiro respons&aacute;vel em uma unidade de sa&uacute;de local, conforme publica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2012), atualmente h&aacute; no pa&iacute;s cerca de 200 mil ACSs. Estes devem visitar, pelo menos uma vez por m&ecirc;s, aproximadamente quinhentas pessoas, educando-as para que tenham os cuidados prim&aacute;rios com a pr&oacute;pria sa&uacute;de. Os ACSs podem fazer parte da rede do SUS, estando ligados a uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS), n&atilde;o sendo parte da equipe, mas mediando as interlocu&ccedil;&otilde;es entre a equipe e a comunidade, ou estando ligados a uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia como membro da equipe multiprofissional (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2012).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista quem s&atilde;o os ACSs e como se estrutura seu trabalho, este artigo buscou na Psicodin&acirc;mica do Trabalho o aporte te&oacute;rico para an&aacute;lise dos dados coletados na pesquisa. De acordo com Seligmann-Silva (1994), a psicodin&acirc;mica do trabalho est&aacute; voltada para o estudo da origem e das varia&ccedil;&otilde;es do sofrimento mental atrelado &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, bem como para as estrat&eacute;gias mentais utilizadas pelos trabalhadores para arcar com tal sofrimento gerado por essa organiza&ccedil;&atilde;o (Brant &amp; Minayo-Gomez, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme Merlo e Mendes (2009), o enfoque dessa corrente te&oacute;rica possibilitou transpor a ideia reducionista de que o sujeito era o &uacute;nico respons&aacute;vel pelas sequelas do trabalho sobre sua sa&uacute;de. Ao contr&aacute;rio, deu visibilidade &agrave; agress&atilde;o mental originada na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho autorit&aacute;rio, que n&atilde;o permite a descarga adequada de energia ps&iacute;quica, provocando adoecimento, uma vez que impede o indiv&iacute;duo de expressar seus desejos (Martins, 2006; Brant &amp; Minayo-Gomez, 2004; Jacques, 2003; Dejours, 1992).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste caso, para a Psicodin&acirc;mica do Trabalho, o prazer decorrente do trabalho &eacute; resultado da descarga de energia ps&iacute;quica que a ocupa&ccedil;&atilde;o permite. Por outro lado, o sofrimento situa-se em um est&aacute;gio transit&oacute;rio entre a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a, e &eacute; desencadeado pela impossibilidade da descarga ps&iacute;quica de dar conta da oposi&ccedil;&atilde;o do trabalho &agrave; livre atividade do aparelho ps&iacute;quico (Dejours, 1992, 1994). Assim, segundo Brant e Minayo-Gomez (2004), o sofrimento possibilita que o sujeito se defenda das for&ccedil;as que o levariam a um estado de adoecimento mental. Deve-se esclarecer, todavia, acompanhando os estudos de Neves e Seligmann-Silva (2006), que o sofrimento e o prazer, apesar de opostos, n&atilde;o excluem um ao outro, podendo, de forma din&acirc;mica, coexistir. Logo, sob o prisma do referencial da Psicodin&acirc;mica do trabalho, entende-se a import&acirc;ncia do trabalho na constru&ccedil;&atilde;o dos sujeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Salienta-se assim a import&acirc;ncia do reconhecimento das implica&ccedil;&otilde;es que o trabalho infere aos participantes da pesquisa. Busca-se a compreens&atilde;o e a valoriza&ccedil;&atilde;o do seu fazer, proporcionando condi&ccedil;&otilde;es para que tais trabalhadores reflitam acerca de si mesmos e de suas atua&ccedil;&otilde;es. Objetiva-se tamb&eacute;m compreender suas viv&ecirc;ncias no trabalho e, portanto, a modifica&ccedil;&atilde;o do sofrimento vivenciado por eles nesse contexto (Merlo, Traesel &amp; Baierle, 2011; Merlo &amp; Mendes, 2009; Dejours, 1999, 2008).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>M&eacute;todo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Delineamento</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo &eacute; uma pesquisa social qualitativa em sa&uacute;de, de car&aacute;ter explorat&oacute;rio-descritivo. Segundo Leopardi (2002), a pesquisa qualitativa &eacute; uma estrat&eacute;gia de aproxima&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos dos sujeitos que vivenciam a experi&ecirc;ncia, destacando, como acrescentam Bauer, Gaskell e Allum (2008), o contexto social em que est&atilde;o inseridos. Neste caso, a pesquisa foi realizada a partir da intera&ccedil;&atilde;o dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACSs) com os pesquisadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa social, afirma Minayo (2010), trabalha com a realidade hist&oacute;rico-social e os significados atrelados ao dinamismo das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas e transformadas pelos sujeitos em sociedade. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, pode-se afirmar ainda que o m&eacute;todo de pesquisa participante tamb&eacute;m fez parte do processo, pois os sujeitos atuaram em conjunto com os pesquisadores na resolu&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es da pesquisa (Brand&atilde;o, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; o car&aacute;ter explorat&oacute;rio da investiga&ccedil;&atilde;o visou proporcionar maior conhecimento acerca do objeto em quest&atilde;o, enquanto o car&aacute;ter descritivo propiciou o estudo das caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o &#150; mais especificamente, nesta pesquisa, o estudo e o conhecimento do grupo de ACSs (Leopardi, 2002b).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B><i>Participantes</i></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi realizada com a participa&ccedil;&atilde;o de cinco Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACSs) vinculados a uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS) situada em uma cidade na regi&atilde;o central do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Por conveni&ecirc;ncia, a amostra n&atilde;o teve crit&eacute;rios de exclus&atilde;o. O <a href="/img/revistas/cpst/v16n2/a10qdr01.jpg">Quadro 1</a> ilustra as caracter&iacute;sticas dos participantes em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i><B>Instrumentos e procedimentos para a coleta dos dados</B></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta de dados foi desenvolvida a partir da realiza&ccedil;&atilde;o de grupos focais com os sujeitos da pesquisa. De acordo com Romero (2008), o grupo focal, proporciona condi&ccedil;&otilde;es de debate livre, existindo no entanto um foco estabelecido a partir de um roteiro norteador. Apresenta, segundo Minayo (2008), condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias para discuss&otilde;es que aprofundem o tema em foco. Os grupos contaram com a presen&ccedil;a da pesquisadora e de uma pesquisadora-auxiliar, que contribuiu para a observa&ccedil;&atilde;o e manejo dos trabalhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram realizados quatro encontros, com dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente uma hora e trinta minutos, entre os meses de agosto e setembro. Durante os encontros, foram trabalhadas quest&otilde;es que envolvem o trabalho e as atribui&ccedil;&otilde;es do ACS. A partir disso, discutiram-se situa&ccedil;&otilde;es vivenciais e outros assuntos que surgiram a partir das demandas e necessidades do grupo. Tais assuntos permearam os quatro encontros. No entanto, no primeiro deles, tratou-se especificamente das atribui&ccedil;&otilde;es do ACS. No segundo, discutiram-se casos fict&iacute;cios escolhidos pelas pesquisadoras. Os casos abordaram situa&ccedil;&otilde;es vivenciais, a fim de possibilitar reflex&otilde;es acerca dos temas. O terceiro encontro propiciou um olhar direcionado para a vida pessoal e sua rela&ccedil;&atilde;o com o trabalho. E, por sua vez, o &uacute;ltimo encontro focou as estrat&eacute;gias observadas no grupo e a devolu&ccedil;&atilde;o aos participantes dos conte&uacute;dos trabalhados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><i>An&aacute;lise dos dados</i></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Posteriormente, os dados coletados nos encontros com os ACSs, gravados e transcritos na &iacute;ntegra, foram analisados a partir da An&aacute;lise do discurso, que busca, conforme Orlandi (2001, p. 59), "o real do sentido em sua materialidade lingu&iacute;stica e hist&oacute;rica". Note-se que, para essa autora, uma mesma palavra possui diferentes significados, que dependem da posi&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e das rela&ccedil;&otilde;es conscientes e inconscientes que cada pessoa constr&oacute;i em torno do discurso. Os dados da pesquisa foram divididos, ap&oacute;s a an&aacute;lise, em duas categorias, intituladas "Sa&uacute;de Mental e sofrimento vivenciado no trabalho dos ACSs" e "Possibilidades de enfrentamento e supera&ccedil;&atilde;o na manuten&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Mental", que ser&atilde;o explicitadas posteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><i>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</i></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Consideraram-se as diretrizes para pesquisa com seres humanos, para prote&ccedil;&atilde;o dos direitos dos envolvidos na pesquisa, conforme os aspectos &eacute;ticos apontados pela Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de. O trabalho tamb&eacute;m foi aprovado pelo N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o Permanente em Sa&uacute;de (NEPeS), vinculado &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio e, posteriormente, pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP &#150; UNIFRA).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Resultados e discuss&otilde;es</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o dos grupos focais com os ACSs vinculados a uma Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS) do interior do Rio Grande do Sul, optou-se por dividir os dados obtidos em duas categorias tem&aacute;ticas. A fim de facilitar a compreens&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o do texto, a primeira categoria, intitulada "Sa&uacute;de Mental e sofrimento vivenciado no trabalho dos ACSs", discute quest&otilde;es referentes ao universo da sa&uacute;de mental e o trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda categoria, "Possibilidades de enfrentamento e supera&ccedil;&atilde;o na manuten&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Mental", por sua vez, possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias utilizadas individual e coletivamente pelos sujeitos da pesquisa na manuten&ccedil;&atilde;o de sua sa&uacute;de mental. Cabe ressaltar que todos os temas perpassaram os encontros, pois est&atilde;o intimamente interligados. Fez-se a separa&ccedil;&atilde;o apenas para facilitar o esclarecimento dos pontos mais relevantes para o objetivo deste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><i>Sa&uacute;de Mental e sofrimento vivenciado no trabalho dos ACSs</i></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta categoria, apresentam-se as rela&ccedil;&otilde;es observadas entre o trabalho e a manuten&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da sa&uacute;de mental dos ACSs participantes da pesquisa. Sob o olhar da Psicodin&acirc;mica do Trabalho, &eacute; poss&iacute;vel refletir acerca dos dados levantados na pesquisa e suas poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es sobre a individualidade dos sujeitos, bem como sobre as alus&otilde;es de car&aacute;ter coletivo presentes nos discursos desses trabalhadores. Isso foi feito com o intuito de perceber de que maneira os efeitos do fazer profissional propiciam a sa&uacute;de ou o adoecimento mental desta categoria. Afinal, as viv&ecirc;ncias no trabalho transcendem as barreiras da organiza&ccedil;&atilde;o e operam nas diversas esferas da vida e do cotidiano do trabalhador, proporcionando-lhe prazer ou sofrimento em momentos e intensidades variadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destacam-se nessa categoria as atribui&ccedil;&otilde;es dos ACSs, o trabalho prescrito e o trabalho real, as implica&ccedil;&otilde;es de morar e trabalhar no mesmo local, os processos de capacita&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o, os altos &iacute;ndices de depress&atilde;o, bem como o reconhecimento e a vida pessoal atrelada ao trabalho &#150; e as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias disso para a sa&uacute;de mental dos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para iniciar a pesquisa com os ACSs, no primeiro encontro discutiu-se acerca das atribui&ccedil;&otilde;es da categoria, com o objetivo de analisar os conhecimentos adquiridos pelos agentes no que se refere &agrave;s normas que regem o trabalho e as atividades realizadas por eles. Tais quest&otilde;es s&atilde;o elencadas abaixo, nas falas dos participantes:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute;... a prioridade &eacute; os menores de 2 anos, gestante, hipertensos, diab&eacute;ticos, mas assim, a gente fica, &agrave;s vezes, sobrecarregado porque al&eacute;m dessas prioridades tem muitas outras, tem os idosos, tem os depressivos, tem os soropositivos, tem os que t&ecirc;m c&acirc;ncer, tem aquelas fam&iacute;lias que t&ecirc;m deficientes, portadores de necessidades especiais, que eles gostam da visita, eles necessitam da visita e n&atilde;o &eacute; prioridade (B.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Eu acho assim tamb&eacute;m, que se a gente for pegar s&oacute; o que t&aacute; escrito a gente s&oacute; vai aonde tem problema, e a gente tem que prevenir, ent&atilde;o a gente tem que ir naquelas casas que n&atilde;o t&ecirc;m problema pra prevenir, pra n&atilde;o ter problema (A.).</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O trabalho do ACS est&aacute; amplamente conectado a a&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Nesse vi&eacute;s, foi poss&iacute;vel observar nos discursos que existem diferen&ccedil;as entre o que &eacute; esperado do trabalho e o que de fato &eacute; realizado por eles. Percebe-se clareza quanto &agrave;s atribui&ccedil;&otilde;es da profiss&atilde;o em quatro verbaliza&ccedil;&otilde;es (entre cinco participantes). Por&eacute;m, ficou evidente nos discursos que a realidade demanda a&ccedil;&otilde;es que transcendam os limites das regras impostas ao trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tais quest&otilde;es foram levantadas pelos ACSs, havendo-se evidenciado nos relatos que algumas vezes as prioridades de a&ccedil;&otilde;es do governo n&atilde;o condizem com as reais necessidades da comunidade. Isso se observa na fala seguinte: "&#91;...&#93; se a gente vai bem pelas regras do Programa, a gente, por exemplo, n&atilde;o poderia levar a medica&ccedil;&atilde;o &#91;...&#93;, porque eu levo &agrave;s vezes pras mulheres que trabalham, levo anticoncepcional, porque o hor&aacute;rio delas n&atilde;o coincide aqui" (B.). Piolli (2011) afirma que, frente &agrave;s press&otilde;es que o trabalho imp&otilde;e, o trabalhador enfrenta invariavelmente situa&ccedil;&otilde;es que mobilizam sua subjetividade e sua criatividade. Portanto, &eacute; na lacuna entre o que &eacute; exigido e a realidade do trabalho que a interven&ccedil;&atilde;o criativa dos trabalhadores se torna poss&iacute;vel (Baierle &amp; Merlo, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o trabalhador precisa transcender o trabalho prescrito, que &eacute; orientado pela defini&ccedil;&atilde;o das tarefas a serem concretizadas a partir do trabalho real, o qual &eacute; expresso pelas pr&aacute;ticas utilizadas pelo trabalhador na busca pelo bem-estar na realiza&ccedil;&atilde;o de tais tarefas (Ferreira, 2004). Com isso, a transposi&ccedil;&atilde;o do trabalho prescrito demonstra um aspecto saud&aacute;vel do grupo em quest&atilde;o, na medida em que o ato criativo &eacute; uma das ferramentas que possibilita a libera&ccedil;&atilde;o de energia ps&iacute;quica, gerando prazer no ambiente de trabalho. Afinal, a partir das brechas existentes entre o que &eacute; esperado do ACS e o que de fato &eacute; observado por ele como oportunidade de interven&ccedil;&atilde;o, constr&oacute;i-se subjetivamente seu fazer e, por consequ&ecirc;ncia, sua individualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro ponto observado foi o fato de que o delineamento de atividades e objetivos a serem seguidos n&atilde;o era percebido nitidamente por uma das agentes do grupo, o que gerou atritos e ang&uacute;stias aos demais participantes. Nota-se, como se discute a seguir, que a capacita&ccedil;&atilde;o oferecida a esses profissionais pode apresentar falhas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, no decorrer dos encontros, quatro dos cinco participantes relataram que a capacita&ccedil;&atilde;o oferecida h&aacute; cerca de cinco anos era mais recorrente e possibilitava os conhecimentos b&aacute;sicos para atua&ccedil;&atilde;o do ACS. Por&eacute;m, nos anos seguintes, esse processo passou a ocorrer com menos frequ&ecirc;ncia, deixando lacunas como o desconhecimento das pr&oacute;prias atribui&ccedil;&otilde;es do ACS observado no relato da participante com sete meses de atua&ccedil;&atilde;o. Esse fato despertou preocupa&ccedil;&atilde;o no restante do grupo, como ilustra a fala a seguir: "&#91;...&#93; n&oacute;s temos agentes comunit&aacute;rios sem capacita&ccedil;&atilde;o e isso me preocupou &#91;...&#93; t&aacute; faltando conhecimento" (A.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se perceber que a lacuna na capacita&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o permanente &eacute; um problema que pode causar o desconhecimento sobre o que de fato &eacute; o trabalho do ACS. Da mesma forma, dificulta o manejo profissional na conduta &eacute;tica que perpassa as informa&ccedil;&otilde;es e atitudes frente &agrave;s fam&iacute;lias atendidas. Esse processo foi percebido no segundo encontro do grupo, quando a participante com menos de um ano de atua&ccedil;&atilde;o narrou um caso de sua experi&ecirc;ncia como ACS. O relato causou desconforto nas participantes com mais de oito anos de trabalho, pois as mesmas consideravam a conduta profissional da colega incoerente com as fun&ccedil;&otilde;es e atribui&ccedil;&otilde;es dos ACSs. Observemos o di&aacute;logo a seguir. A primeira fala da transcri&ccedil;&atilde;o refere-se ao caso de uma senhora que se reconcilia com o marido ap&oacute;s uma breve separa&ccedil;&atilde;o e descobre que o mesmo tem AIDS. A agente em quest&atilde;o fala sobre sua atitude frente a essa senhora. J&aacute; a segunda fala &eacute; uma das respostas ao relato:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">Por que assim n&eacute;, se ela perguntasse a minha opini&atilde;o, o que eu faria, eu seria sincera, olha fulana tu que sabe, mas eu no teu lugar deixava esse homem, antes de pegar AIDS tamb&eacute;m, mas assim, essa &eacute; a minha opini&atilde;o, eu n&atilde;o levaria pra m&eacute;dico disso e daquilo, pra cima e pra baixo n&eacute;, eu ia ser sincera, n&atilde;o ia mentir, se ela perguntasse a minha opini&atilde;o, o que eu faria (E.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Como assim? Esse n&atilde;o &eacute; o trabalho do ACS, t&aacute; errado, n&atilde;o pode dizer a tua opini&atilde;o assim, tem que ensinar ela a prevenir, usar camisinha n&eacute;, t&aacute; errado &#91;...&#93; ainda bem que tu n&atilde;o &eacute; minha agente de sa&uacute;de (A.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir desse debate, abriu-se uma discuss&atilde;o na qual as demais ACSs tentavam argumentar e ensinar a colega a agir da melhor maneira poss&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao caso, mas ela seguiu enf&aacute;tica dizendo que diria sua opini&atilde;o caso a senhora perguntasse. Posteriormente, como ela n&atilde;o compareceu mais aos encontros, ficou claro para o restante do grupo &#150; a partir das discuss&otilde;es em torno das ang&uacute;stias geradas pelo relato &#150; que o comportamento n&atilde;o adequado da colega refletia principalmente a falta de capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista que a capacita&ccedil;&atilde;o desses profissionais deve ocorrer gradualmente e necessita de constante (re)orienta&ccedil;&atilde;o do enfermeiro supervisor e da equipe de sa&uacute;de, de acordo com documentos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2002), percebe-se que existem falhas nesse processo, o que dificulta o trabalho dos participantes do grupo. Confirma-se o fato de que muitas vezes o preparo do ACS n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;rio diante da complexidade de seus deveres (Galavote et al., 2011; Harada &amp; Soares, 2010; Tomaz, 2002). Al&eacute;m disso, o despreparo, pode refor&ccedil;ar pr&aacute;ticas incoerentes com os princ&iacute;pios do SUS, pois a forma&ccedil;&atilde;o permanente dos ACSs &eacute; indispens&aacute;vel para o entendimento e implanta&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria do sistema (Rosa, Cavicchioli &amp; Br&ecirc;tas, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro ponto amplamente discutido pelos participantes e que gerou ansiedade e sofrimento foi a car&ecirc;ncia da supervis&atilde;o. No di&aacute;logo a seguir, pode-se perceber o que se passa quando o assunto &eacute; a supervis&atilde;o da enfermeira:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; a princ&iacute;pio, a nossa enfermeira n&atilde;o participa das reuni&otilde;es de equipe &#91;...&#93; (A.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; bom seria se ela fosse s&oacute; nossa, s&oacute; dos agentes, pra poder fazer visita &#91;...&#93; (D.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; &eacute;, porque ela n&atilde;o consegue n&eacute;, n&oacute;s trabalhamos na real com n&uacute;meros n&eacute;? N&oacute;s passamos s&oacute; os n&uacute;meros pra ela, nem os casos a gente passa (A.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; &eacute; como ela disse, voc&ecirc;s passam, mas entra num ouvido sai no outro (B.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Com isso, foi poss&iacute;vel notar que, apesar de contar-se com uma enfermeira supervisora, na pr&aacute;tica essa orienta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acontece como &eacute; esperado e previsto nas leis que permeiam o trabalho do ACS, contrariando a Portaria nÂº 1886/GM (1997) e tamb&eacute;m as atribui&ccedil;&otilde;es do enfermeiro supervisor. Segundo os relatos, a enfermeira que supervisiona os participantes do grupo est&aacute; sobrecarregada por trabalhar em mais de um local e por ter de atender &agrave;s demandas da enfermaria da UBS, muitas vezes sozinha. Dessa forma, ela n&atilde;o consegue realizar um trabalho conjunto e satisfat&oacute;rio com os agentes. Estes afirmam entender a enfermeira, mas sentem falta de seu suporte, conforme as falas a seguir:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; e &eacute; por isso que eu digo "cad&ecirc; o supervisor?" &#91;...&#93; algu&eacute;m que a gente possa passar essa ang&uacute;stia e dizer: "faz alguma coisa, isso t&aacute; atrapalhando o andamento do nosso trabalho, isso t&aacute; incomodando, isso t&aacute; atrapalhando" (A.).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; se n&oacute;s tiv&eacute;ssemos um supervisor que sentasse conosco e ouvisse, mas n&oacute;s n&atilde;o temos (C.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos relatos, percebe-se que os ACSs em quest&atilde;o est&atilde;o sobrecarregados com a ang&uacute;stia gerada no dia a dia com a comunidade, tendo em vista que n&atilde;o podem contar com a figura fundamental do enfermeiro supervisor para discuss&atilde;o de casos e orienta&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; conduta diante das diversas demandas. Ao contr&aacute;rio: as fam&iacute;lias que eles visitam todos os meses e com as quais mant&ecirc;m v&iacute;nculos de confian&ccedil;a e afeto tornam-se apenas n&uacute;meros a serem repassados. Tal situa&ccedil;&atilde;o impossibilita o compartilhamento e o poss&iacute;vel al&iacute;vio dos sentimentos gerados pelas situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e abandono em que muitas dessas fam&iacute;lias vivem. Isso ocorre porque, como relatado por Ansara e Dantas (2010), n&atilde;o existe o controle institucional da pr&aacute;tica realizada no cotidiano, mas sim a burocratiza&ccedil;&atilde;o desse controle, expressa, neste caso, pela transforma&ccedil;&atilde;o de uma complexa realidade em n&uacute;meros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com isso, perde-se o espa&ccedil;o necess&aacute;rio para que esses trabalhadores da sa&uacute;de verbalizem seus questionamentos e aliviem suas ang&uacute;stias. Ressalta-se, assim, a import&acirc;ncia de espa&ccedil;os alternativos para reflex&atilde;o das demandas relativas ao trabalho, na tentativa de impedir que tais quest&otilde;es interfiram negativamente na vida pessoal desses profissionais da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Dejours (2011), a elabora&ccedil;&atilde;o de regras de trabalho exige a concretiza&ccedil;&atilde;o de uma dimens&atilde;o coletiva e de um espa&ccedil;o espec&iacute;fico de discuss&atilde;o, onde s&atilde;o verbalizadas opini&otilde;es e n&atilde;o somente coment&aacute;rios de ordem t&eacute;cnica e operacional. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, o autor alerta que, se esse espa&ccedil;o de discuss&atilde;o, conviv&ecirc;ncia e escuta aut&ecirc;ntica &eacute; obstru&iacute;do, ficam bloqueadas a evolu&ccedil;&atilde;o e a transforma&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o de trabalho que &eacute; protagonizada pelo coletivo dos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No terceiro encontro, foram elencados fatores referentes a essa intera&ccedil;&atilde;o entre o trabalho e a vida pessoal dos ACSs do grupo. A partir das discuss&otilde;es, a necessidade de morar na micro&aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o foi amplamente discutida, visto que esse fator pode dificultar o discernimento entre o que &eacute; trabalho e o que &eacute; vida pessoal, o que, por vezes, provoca sofrimento ou prazer, como se discute, a partir das falas a seguir:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; a gente faz parte daquela regi&atilde;o n&eacute;, ent&atilde;o assim &eacute; meio-dia e eles batem palmas e v&atilde;o nos pedir alguma informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; a noite tamb&eacute;m, ent&atilde;o &eacute; sempre ligado vinte e quatro horas (A.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; &agrave;s vezes &eacute; s&aacute;bado, as pessoas v&atilde;o na porta da tua casa &#91;...&#93; ent&atilde;o, &eacute; uma coisa assim, que &eacute; vinte e quatro horas tu &eacute; agente de sa&uacute;de (D.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa maneira, morar e trabalhar no mesmo local dificulta a separa&ccedil;&atilde;o entre o ato de trabalhar e o de morar, pois &eacute; dif&iacute;cil delimitar os limites entre as duas a&ccedil;&otilde;es, o que pode gerar sofrimento ps&iacute;quico ao trabalhador. A partir dessa afirma&ccedil;&atilde;o, pode-se pensar que a condi&ccedil;&atilde;o de residir na comunidade de atua&ccedil;&atilde;o &#150; a fim de possibilitar maior contato entre a popula&ccedil;&atilde;o e a rede de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &#150; coloca o ACS em uma situa&ccedil;&atilde;o dual em que &eacute; agente e sujeito simultaneamente (Jardim &amp; Lancman, 2009). Esse conflito adv&eacute;m do fato de que esse profissional ocupa lugares distintos em sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, sendo ora visto e reconhecido como agente de sa&uacute;de, ora como morador, ora como parente (Cardoso &amp; Nascimento, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A condi&ccedil;&atilde;o de morar e trabalhar no mesmo local n&atilde;o &eacute; vista como problema pelos participantes, pois se naturalizou um labor sem hora ou local, o que n&atilde;o impede que tal pr&aacute;tica suscite conflitos entre membros da fam&iacute;lia, como descreve uma das falas: "&#91;...&#93; e apesar de &agrave;s vezes o meu marido dizer 'isso n&atilde;o &eacute; hora, tu n&atilde;o t&aacute; de servi&ccedil;o agora esse hor&aacute;rio', e eu digo 'cala a boca, eu que mando no meu servi&ccedil;o' (risos) sabe ent&atilde;o eu n&atilde;o vejo problema &#91;...&#93;" (A.).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como afirma Dejours (1992), isso ocorre porque, se os mecanismos que o trabalhador utiliza para lidar com o trabalho funcionarem de maneira a impedir a percep&ccedil;&atilde;o do sofrimento, pode-se prever a aliena&ccedil;&atilde;o, impedindo, assim, que o indiv&iacute;duo construa mudan&ccedil;as na situa&ccedil;&atilde;o de trabalho &#150; o que pode, por vezes, contribuir com o grande &iacute;ndice de adoecimento mental entre esses trabalhadores, que eles mesmos relatam:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; tanto que no nosso trabalho tem v&aacute;rias colegas assim com depress&atilde;o, que t&atilde;o de laudo, que tiveram que sair (A.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; isso a&iacute; (depress&atilde;o) acontece bastante na nossa profiss&atilde;o (C.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, conforme relataram os ACSs do grupo, a depress&atilde;o &eacute; frequente no meio de trabalho em que est&atilde;o inseridos. Esse fator reflete os dados levantados pelo INSS, que desde 2001, elenca os transtornos mentais relacionados ao trabalho dentre as principais causas de concess&atilde;o de benef&iacute;cios da Previd&ecirc;ncia Social (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2001). Ao mesmo tempo, vai ao encontro de dados coletados mais recentemente, em uma pesquisa realizada por Silva e Menezes (2008) com 141 ACSs no estado de S&atilde;o Paulo. Essa pesquisa visava constatar a preval&ecirc;ncia da s&iacute;ndrome do esgotamento profissional e de transtornos mentais comuns a esses trabalhadores. O estudo exp&ocirc;s que existem &iacute;ndices elevados de exaust&atilde;o emocional ligada ao esgotamento profissional e de transtornos mentais comuns (como a depress&atilde;o) nos agentes avaliados pela pesquisa, relacionando esses resultados &agrave;s demandas do trabalho e a aspectos pessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro aspecto que pode gerar sofrimento no trabalho e contribuir para os altos n&uacute;meros elencados acima &eacute; o n&atilde;o reconhecimento desses profissionais. Neste aspecto, percebe-se mais uma vez que as experi&ecirc;ncias do trabalho s&atilde;o indissoci&aacute;veis da identidade social. Seligmann-Silva (1997) afirma que tal identidade est&aacute; centrada na identidade profissional, proporcionando ou n&atilde;o o reconhecimento social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dejours (2011) defende que a retribui&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica proporcionada pelo reconhecimento adv&eacute;m do sentido que este confere &agrave;s viv&ecirc;ncias no trabalho, o que tem o poder de transformar o sofrimento em prazer. Conforme o autor, "esta din&acirc;mica do reconhecimento pode estar junto &agrave; din&acirc;mica da sublima&ccedil;&atilde;o na psican&aacute;lise" (Dejours, 2011, p. 89).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa dire&ccedil;&atilde;o, pode-se afirmar a necessidade de alertar as organiza&ccedil;&otilde;es para a import&acirc;ncia do reconhecimento, sendo este um papel fundamental dos profissionais que se preocupam com o estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre trabalho e sa&uacute;de: "potencializar os espa&ccedil;os de reconhecimento da contribui&ccedil;&atilde;o do trabalhador &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, grande desafio diante das demandas da atualidade" (Traesel &amp; Merlo, 2010, p. 309).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere aos ACSs, muitas vezes, de acordo com Jardim e Lancman (2009), estes enfrentam resist&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o ao desenvolver atividades como a visita domiciliar. Destaca-se a import&acirc;ncia da qualidade da constru&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo e da confian&ccedil;a com a comunidade como princ&iacute;pio para o reconhecimento desse trabalho, conforme relatado por uma das participantes:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No in&iacute;cio do meu trabalho eu tive uma, uma casa n&eacute;, que ela a mulher n&atilde;o aceitou a minha visita, da&iacute; eu lembro assim como se fosse hoje, ela olhou assim e disse que agente de sa&uacute;de l&aacute; nem pensar, ai aquilo eu lembro foi como se fosse um tapa na minha cara &#91;...&#93; mas eu fui demonstrando meu trabalho &#91;...&#93; e hoje &eacute; aquela que sabe reconhecer meu trabalho (A.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso acontece muitas vezes porque o trabalho dos ACSs &eacute; centrado na intera&ccedil;&atilde;o com o meio social, caracter&iacute;stica do trabalho imaterial. Conforme destaca Dejours (2008), o reconhecimento &eacute; dificultado no contexto do trabalho imaterial, pois parte do trabalho est&aacute; oculto. A no&ccedil;&atilde;o de trabalho imaterial &eacute; desenvolvida a partir da rela&ccedil;&atilde;o do sujeito trabalhador com a obten&ccedil;&atilde;o de conhecimento e de interc&acirc;mbio com o ambiente social, cujo produto &eacute; intang&iacute;vel (Merlo, Traesel &amp; Baierle, 2011; Mansano, 2009; Gorz, 2005). A especificidade desse trabalho tamb&eacute;m pode limitar o reconhecimento do trabalho dos ACSs por parte da equipe de sa&uacute;de do local em que est&atilde;o inseridos, como se nota na fala a seguir: "Tem alguns que dizem 'l&aacute; v&ecirc;m (risos) essas chatas' &#91;...&#93; quando n&oacute;s retornamos foi um choque de novo aqui na unidade porque n&oacute;s trazemos problemas sem querer, trazemos maior demanda" (A.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar-se a fala anterior, pode-se ainda refletir sobre o papel do ACS na equipe de sa&uacute;de. Os participantes relatam que, ao exercer sua atividade, levando maior demanda &agrave; UBS, o restante da equipe, composto pelo coordenador da unidade, pelos funcion&aacute;rios, m&eacute;dicos e enfermeiros, parece n&atilde;o reconhecer a import&acirc;ncia dessa fun&ccedil;&atilde;o para o desempenho do trabalho dos ACSs. Essa restri&ccedil;&atilde;o na valoriza&ccedil;&atilde;o de seu fazer pelos outros membros da equipe pode levar a um sentimento de autodeprecia&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, ao sofrimento desses profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse vi&eacute;s, importa esclarecer que os ACSs em quest&atilde;o fazem parte da rede do SUS, estando ligados a uma UBS e n&atilde;o sendo parte da equipe. Exercem seu papel como elo entre a equipe e a comunidade (Brasil, 2012). Essa perspectiva de que o trabalho do ACS &eacute; apenas servir de liga&ccedil;&atilde;o entre a comunidade e a equipe de sa&uacute;de mostra como a sua participa&ccedil;&atilde;o na equipe ainda &eacute; pouco valorizada e denota "a sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o do papel mediador e, portanto, educativo desse trabalhador", subtraindo valor de seu trabalho e gerando sofrimento (Morosini, Corbo &amp; Guimar&atilde;es, 2007, p. 14). Isso ratifica a afirma&ccedil;&atilde;o de Leite e Veloso (2008), de que a interdisciplinaridade na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica n&atilde;o &eacute; vivenciada no dia a dia dos profissionais da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais um fator relevante no reconhecimento desses profissionais refere-se a quest&otilde;es salariais. Sendo este um profissional de extrema import&acirc;ncia para a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e para a contextualiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas em sa&uacute;de, ainda assim, como relatam as falas a seguir, a baixa remunera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o condiz com a import&acirc;ncia de seu papel:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; como profissional, deveria ter um est&iacute;mulo financeiro, tu quer ser valorizado, n&eacute; (C.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; ningu&eacute;m quer trabalhar de gra&ccedil;a (D.).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; podia aumentar o sal&aacute;rio (B.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do papel fundamental que o ACS ocupa, &eacute; muito grande a diferen&ccedil;a de sal&aacute;rio entre os membros da equipe. Nessa &oacute;ptica, em uma pesquisa realizada por Santos et al. (2011) no Noroeste Paulista, a m&eacute;dia salarial dos ACSs foi de R$ 305,60, enquanto os m&eacute;dicos ganhavam no m&iacute;nimo 4 mil reais, sendo este um dos principais pontos de insatisfa&ccedil;&atilde;o e desvaloriza&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o, como relatam os autores da pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A partir do que foi discutido, &eacute; poss&iacute;vel reconhecer algumas situa&ccedil;&otilde;es, vivenciadas pelos agentes da pesquisa, que desencadeiam sentimentos de prazer e sofrimento no trabalho. Contudo, a presen&ccedil;a de sofrimento nesse contexto n&atilde;o determina necessariamente o adoecimento mental, pois, como abordam Mendon&ccedil;a e Mendes (2005), quando existe espa&ccedil;o para que o sujeito utilize mecanismos capazes de possibilitar novos significados a esse sentimento, pode-se transformar o ambiente de trabalho em um lugar prazeroso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A seguir, apresenta-se a pr&oacute;xima categoria, que permitir&aacute; o esclarecimento dos mecanismos capazes de ressignificar as viv&ecirc;ncias no trabalho. Tais mecanismos foram amplamente discutidos no &uacute;ltimo encontro. Constatou-se que as estrat&eacute;gias saud&aacute;veis constru&iacute;das pelos participantes do grupo muitas vezes possibilitam a preven&ccedil;&atilde;o do adoecimento nesse contexto laboral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><i>Possibilidades de enfrentamento e supera&ccedil;&atilde;o na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental</i></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a psicodin&acirc;mica do trabalho, a sa&uacute;de mental &eacute; resultado da intera&ccedil;&atilde;o do sujeito com a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (Merlo &amp; Mendes, 2009). Assim, os trabalhadores, a fim de proteger-se das limita&ccedil;&otilde;es que o trabalho imp&otilde;e &agrave; liberdade, constroem, coletiva e individualmente, estrat&eacute;gias mentais de enfrentamento e supera&ccedil;&atilde;o (Gernet, 2010; Brant &amp; Minayo-Gomes, 2004; Dejours, 2004). Dessa maneira, apresentam-se nesta categoria as estrat&eacute;gias que foram percebidas no grupo ao longo da pesquisa. Conforme explicita a fala a seguir, os ACSs do grupo entendem que a busca por alternativas para lidar com os sofrimentos gerados pelo trabalho s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es que visam &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; o problema &eacute; que a gente cuida das fam&iacute;lias e esquece da gente, ent&atilde;o quando a gente se d&aacute; conta que n&atilde;o t&aacute; legal acho que tem que procurar recursos pra n&atilde;o causar um dano maior e ter que usar medica&ccedil;&atilde;o (A.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante ressaltar que tais recursos funcionam como procedimentos alternativos frente aos desafios do trabalho dos ACSs. A capacidade de perceber que existem meios de preencher as falhas da profiss&atilde;o e alternativas para lidar com as press&otilde;es do dia a dia foi percebida em quatro dos cinco participantes. Tais meios foram vistos como uma maneira de manter a sa&uacute;de e evitar o adoecimento que acomete grande parte desses profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram encontradas algumas estrat&eacute;gias de enfrentamento utilizadas individualmente pelos ACSs do grupo. A busca por psicoterapia foi relatada por dois dos cinco participantes como uma tentativa de lidar com o sofrimento causado pelas exig&ecirc;ncias do trabalho. As agentes relataram que tinham muita dificuldade em se "desligar" dos problemas que existiam na comunidade. Tinham sono agitado, com muitos sonhos, uma caracter&iacute;stica apresentada como um dos motivos pela busca de ajuda psicol&oacute;gica:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">O sonho j&aacute; estava me trazendo problemas porque eu j&aacute; n&atilde;o tava conseguindo dormir ent&atilde;o eu deitava e come&ccedil;ava a sonhar e era problema em cima de problema &#91;...&#93; da&iacute; eu fiz terapia e melhorei (A.).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O pouco que eu dormia eu sonhava, e faz um m&ecirc;s que eu comecei &#91;a terapia&#93; (D.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse caso, como afirma Souza (2007), o ACS fica ansioso por resolver os problemas enfrentados pelas pessoas na comunidade, pois, frente ao sofrimento humano, ele teme tamb&eacute;m adoecer, o que pode desencadear, muitas vezes, um sentimento de frustra&ccedil;&atilde;o pela impossibilidade de suprir todas as demandas da comunidade (Lacerda, Dias, Ribeiro &amp; 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outras iniciativas individuais a favor da sa&uacute;de mental constatadas foram: o uso de medica&ccedil;&atilde;o, a pr&aacute;tica de esportes, a cren&ccedil;a em alguma religi&atilde;o, a sa&iacute;da mais cedo do trabalho quando algum parente se encontra doente, o desligamento de aparelhos celulares em determinados momentos do dia e a motiva&ccedil;&atilde;o pessoal de cada em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho. Frente aos desafios da profiss&atilde;o &#150; como a necessidade de maior capacita&ccedil;&atilde;o e as falhas na supervis&atilde;o &#150; os profissionais tamb&eacute;m encontram maneiras de enfrent&aacute;-los por meio de pesquisas na internet e em outros meios de comunica&ccedil;&atilde;o e de di&aacute;logo com os colegas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o sofrimento pode funcionar como propulsor favor&aacute;vel &agrave; sa&uacute;de mental, na medida em que possibilita que os sujeitos construam estrat&eacute;gias de resist&ecirc;ncia &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es provocadas pelas imposi&ccedil;&otilde;es do trabalho. Dessa forma, os recursos individuais apresentados visam &agrave; busca pelo prazer e &agrave; ressignifica&ccedil;&atilde;o do sofrimento (Carrasqueira &amp; Barbarini, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, o discurso dos participantes ressalta a rela&ccedil;&atilde;o entre a confian&ccedil;a e o sentimento de bem-estar. Tal aspecto aparece como importante estrat&eacute;gia. Verificou-se que os profissionais encontram no reconhecimento a satisfa&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o para continuar a desenvolver seu trabalho da melhor forma poss&iacute;vel: "ent&atilde;o assim, confia na gente e n&atilde;o confia no filho, e da&iacute; tu sai, bom, tu fica em &ecirc;xtase, uma pessoa confiar em ti, n&eacute;, ter essa confian&ccedil;a" (D.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se a confian&ccedil;a anunciada por quatro dos cinco participantes como uma forma de reconhecimento ao trabalho que mant&ecirc;m com a comunidade. Assim, ao confiar em seus agentes, as fam&iacute;lias atendidas reconhecem-nos como pessoas capazes de manterem sigilo. Por sua vez, os ACSs, ao vivenciar tal rela&ccedil;&atilde;o, trazem nos seus discursos o sentimento de gratifica&ccedil;&atilde;o que pode promover sa&uacute;de mental. Afinal, como j&aacute; foi dito, o bem-estar mental no contexto do trabalho est&aacute; fortemente ligado ao reconhecimento (Dejours, 2001; Mendon&ccedil;a &amp; Mendes, 2005, Traesel &amp; Merlo, 2010). Conforme Dejours (2011), o reconhecimento significa o trabalho, as ang&uacute;stias e os esfor&ccedil;os do trabalhador, dando sentido ao que ele realiza no ambiente laboral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Da mesma forma, a escuta do grupo propiciou o levantamento de estrat&eacute;gias coletivas para manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental. Entende-se o valor atribu&iacute;do &agrave;s reuni&otilde;es de equipe como a&ccedil;&atilde;o promotora de sa&uacute;de, em busca de um espa&ccedil;o de aprendizado e troca. A import&acirc;ncia das reuni&otilde;es de equipe foi elencada pelas ACSs da zona urbana que participam semanalmente da atividade, como se nota na fala a seguir:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">Porque a gente estuda casos e muitos temas s&atilde;o abordados na reuni&atilde;o, tanto quando n&oacute;s vamos trazer, a gente fala sobre um caso da nossa &aacute;rea da&iacute; j&aacute; envolve a psicologia, j&aacute; envolve a enfermagem, tu entende (A.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A valoriza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es de equipe se encaixa na tentativa de manter a sa&uacute;de no trabalho, pois, como foi discutido, existem falhas tanto no processo de capacita&ccedil;&atilde;o quanto no de supervis&atilde;o. Cabe ressaltar que as reuni&otilde;es n&atilde;o contam com os profissionais da UBS, e sim com os professores e estagi&aacute;rios vinculados a uma Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino Superior (IES) privada que atuam no local.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Assim, o espa&ccedil;o das reuni&otilde;es de equipe &eacute; utilizado para discutir casos e aprender com profissionais e estagi&aacute;rios das &aacute;reas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutri&ccedil;&atilde;o e psicologia. Grando e Dall'agnol (2010) defendem que as reuni&otilde;es de equipe s&atilde;o de grande valia para a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, pois possibilitam que os sujeitos se relacionem e modifiquem algumas de suas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Afinal, conforme afirmam Hallack e Silva (2005), a estabilidade ps&iacute;quica dos trabalhadores est&aacute; at&eacute; certo ponto ancorada no &acirc;mbito subjetivo do grupo, que se d&aacute; justamente na constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de defesa coletivas. De acordo com essa ideia, a participa&ccedil;&atilde;o dos ACSs nos grupos focais propostos pela pesquisa tornou-se uma estrat&eacute;gia coletiva de extrema import&acirc;ncia e permitiu que esses profissionais exercessem mutuamente o reconhecimento pelo trabalho por eles realizado. O grupo propiciou espa&ccedil;o para reflex&atilde;o e troca, bem como para o fortalecimento de pontos positivos no trabalho dos participantes. A participa&ccedil;&atilde;o e a vontade de seguir com o grupo para que esse lugar de trocas se mantenha foram apontadas pelos participantes:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">Bom, da minha parte eu t&ocirc; gostando muito do grupo, que pena que hoje &eacute; o &uacute;ltimo encontro &#91;...&#93; valeu muito a pena, contribuiu muito para os pontos positivos do meu trabalho, da minha pessoa, assim valeu muito a pena mesmo, gostaria que se pudesse continuar, &oacute;timo, porque assim a gente n&atilde;o tem supervisor diretamente ent&atilde;o aqui nesse momento a gente t&aacute; conseguindo passar alguma coisa que t&aacute; angustiando, n&eacute;, ent&atilde;o a gente t&aacute; ficando mais leve e isso t&aacute; ajudando bastante (A.)</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Eu, assim, n&eacute;, veio no momento certo esse grupo, eu comecei a fazer terapia faz pouco porque eu n&atilde;o tava bem mentalmente, ent&atilde;o muito me ajudou, da&iacute; aqui e na terapia, pra mim eu t&ocirc; me sentindo bem melhor, t&ocirc; tendo mais facilidade (D.)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao verbalizar os aspectos positivos do trabalho e o desejo de perman&ecirc;ncia no grupo, os participantes demonstram que t&ecirc;m consci&ecirc;ncia da necessidade de espa&ccedil;os que visem &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do bem-estar mental. Ao utilizar o ambiente do grupo com tal prop&oacute;sito, tamb&eacute;m evidenciam a import&acirc;ncia do olhar direcionado a eles e justificam a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Diante de tal demanda, as estagi&aacute;rias de psicologia daquele local deram continuidade ao grupo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Considera&ccedil;&otilde;es finais</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da an&aacute;lise dos dados coletados na pesquisa, foi poss&iacute;vel perceber que os ACSs participantes do grupo enfrentam diversas dificuldades relacionadas ao trabalho que realizam e por isso necessitam lidar com o sofrimento advindo de tais situa&ccedil;&otilde;es. Na categoria "Sa&uacute;de Mental e sofrimento vivenciado no trabalho dos ACSs", destacam-se como circunst&acirc;ncias que podem gerar sofrimento: as diferen&ccedil;as entre o trabalho prescrito e o trabalho real, as implica&ccedil;&otilde;es de morar e trabalhar no mesmo local, as falhas nos processos de capacita&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o, os altos &iacute;ndices de depress&atilde;o na categoria, bem como o n&atilde;o reconhecimento e a vida pessoal atrelada ao trabalho, incluindo suas poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de mental desses profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi poss&iacute;vel compreender que, para lidar com tais viv&ecirc;ncias geradoras de sofrimento, os ACSs, buscando o bem-estar, constru&iacute;ram algumas estrat&eacute;gias para enfrentar e superar os diversos desafios. Na categoria "Possibilidades de enfrentamento e supera&ccedil;&atilde;o na manuten&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Mental", as a&ccedil;&otilde;es que visam &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental referem-se &agrave;s iniciativas individuais e coletivas que buscam a preven&ccedil;&atilde;o do adoecimento. Temos, como exemplos de tais iniciativas: a busca por psicoterapia, o uso de medica&ccedil;&atilde;o, a pr&aacute;tica de esportes, a cren&ccedil;a em alguma religi&atilde;o, a sa&iacute;da mais cedo do trabalho quando algum parente se encontra doente, o desligamento de aparelhos celulares em determinados momentos do dia, a busca de conhecimento em diferentes meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es de equipe e do grupo focal para pesquisa e a motiva&ccedil;&atilde;o de cada profissional em seu trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Embora encontrem dificuldades no desempenho do trabalho, a maioria dos participantes do grupo enfrentam as adversidades de maneira que os aspectos positivos prevale&ccedil;am. Ao mesmo tempo, apresentam-se como profissionais comprometidos e conhecedores dos efeitos do trabalho desenvolvido na vida das fam&iacute;lias atendidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se a import&acirc;ncia deste trabalho para os sujeitos, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compreens&atilde;o e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o de seu fazer. Na tentativa de manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental desses profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, &eacute; necess&aacute;rio proporcionar condi&ccedil;&otilde;es para que eles reflitam acerca de si mesmos e de suas atua&ccedil;&otilde;es, buscando compreender suas viv&ecirc;ncias no trabalho. Assim, sugere-se que se fa&ccedil;am mais pesquisas sobre o tema, com o intuito de promover a sa&uacute;de dos ACSs. Note-se que o presente estudo teve limita&ccedil;&otilde;es, pois abarcou apenas o universo do trabalho e da sa&uacute;de mental desses profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se a import&acirc;ncia desses profissionais para a comunidade, conclui-se que devem ser desenvolvidas a&ccedil;&otilde;es que levem a uma transforma&ccedil;&atilde;o desse contexto a partir de sugest&otilde;es e sa&iacute;das apontadas pelos pr&oacute;prios trabalhadores. Al&eacute;m disso, salienta-se a necessidade de se lan&ccedil;ar um olhar apurado para a sa&uacute;de mental desses profissionais. Para isso, acredita-se na import&acirc;ncia de promover espa&ccedil;os para troca, reflex&otilde;es e (re) significa&ccedil;&atilde;o do sofrimento advindo das situa&ccedil;&otilde;es do trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ansara, S. &amp; Dantas, B. S. A. (2010). Interven&ccedil;&otilde;es psicossociais na comunidade: desafios e pr&aacute;ticas. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 22</i> (1), 95-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531431&pid=S1516-3717201300020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baierle, T. C. &amp; Merlo, A. R. C. (2008). Sa&uacute;de mental e subjetividade no trabalho de uma guarda municipal: estudo em psicodin&acirc;mica do trabalho. <i>Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 11</i> (1), 69-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531433&pid=S1516-3717201300020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Barros, D. F. et al. (2010). O contexto da forma&ccedil;&atilde;o dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de no Brasil. <i>Texto Contexto Enfermagem, 19</i> (1), 78-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531435&pid=S1516-3717201300020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bauer, M. W., Gaskell, G. &amp; Allum, N. (2008). Qualidade, quantidade e interesses do conhecimento. In M. W. Bauer &amp; G. Gaskell (Orgs.), <i>Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual pr&aacute;tico</i> (pp. 17-36, 7Âª ed., Trad. Pedrinho Guareschi). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531437&pid=S1516-3717201300020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brand&atilde;o, C. R. (Org.) (2006). <i>Pesquisa participante</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531439&pid=S1516-3717201300020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brant, L. C. &amp; Minayo-gomez, C. (2004). A transforma&ccedil;&atilde;o do sofrimento em adoecimento: do nascimento da cl&iacute;nica &agrave; psicodin&acirc;mica do trabalho. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 9</i> (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531441&pid=S1516-3717201300020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (1997). <i>Portaria nÂº 1886/GM (BR), de 18 de dezembro de 1997</i>. Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de e do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531443&pid=S1516-3717201300020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (1999). <i>Decreto nÂº 3.189, de 4 de Outubro de 1999</i>: Fixa diretrizes para o exerc&iacute;cio da atividade de Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de (ACS) e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531445&pid=S1516-3717201300020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (2000). <i>O trabalho do Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de</i> (3Âª ed.). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531447&pid=S1516-3717201300020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (2001). <i>Programa de agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de (PACS)</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria Executiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531449&pid=S1516-3717201300020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (2002). <i>Modalidade de contrata&ccedil;&atilde;o de agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de: um pacto tripartite</i> (Programas e Relat&oacute;rios nÂº 69). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531451&pid=S1516-3717201300020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brasil. (2012). <i>Acerca dos Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531453&pid=S1516-3717201300020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Campos, G. W. S. et al. (2010). Reflex&otilde;es sobre a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e a estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. In G. W. S. Campos &amp; A. V. P. Guerrero. (Orgs.), <i>Manual de praticas de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: sa&uacute;de ampliada e compartilhada</i> (pp. 132-153, 2Âª ed.). S&atilde;o Paulo: Aderaldo &amp; Rothschild.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531455&pid=S1516-3717201300020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cardoso, A. S. &amp; Nascimento, M. C. (2010). Comunica&ccedil;&atilde;o no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: o agente de sa&uacute;de como elo integrador entre a equipe e a comunidade. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 15,</i> 1509-1520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531457&pid=S1516-3717201300020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carrasqueira, F. A. &amp; Barbarini, N. (2010). Psicodin&acirc;mica do trabalho: uma reflex&atilde;o acerca do sofrimento mental nas organiza&ccedil;&otilde;es. <i>Jornada de Sa&uacute;de Mental e Psican&aacute;lise da PUC-PR</i>. Curitiba, <i>5</i> (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531459&pid=S1516-3717201300020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (1992). <i>A loucura do trabalho</i> (5Âª ed.). S&atilde;o Paulo: Obor&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531461&pid=S1516-3717201300020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (1994). <i>Psicodin&acirc;mica do trabalho: contribui&ccedil;&otilde;es da escola dejouriana &agrave; an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o prazer, sofrimento trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531463&pid=S1516-3717201300020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (1999). <i>Confer&ecirc;ncias brasileiras: identidade, reconhecimento e transgress&atilde;o no trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: FGV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531465&pid=S1516-3717201300020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (2001). <i>A banaliza&ccedil;&atilde;o da injusti&ccedil;a social</i> (4Âª ed.). Rio de Janeiro: FGV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531467&pid=S1516-3717201300020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (2004). Subjetividade, trabalho e a&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Produ&ccedil;&atilde;o, 14</i> (3), 27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531469&pid=S1516-3717201300020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (2008). Pref&aacute;cio. In L. Lancman &amp; L. I. Sznelwar (Orgs.), <i>Christophe Dejours: da psicopatologia &agrave; psicodin&acirc;mica do trabalho</i>. Rio de Janeiro: Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531471&pid=S1516-3717201300020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (2011). Addendum. In L. Lancman &amp; L. I. Sznelwar (Orgs.), <i>Christophe Dejours: da psicopatologia &agrave; psicodin&acirc;mica do trabalho</i> (3Âª ed.). Rio de Janeiro: Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531473&pid=S1516-3717201300020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dejours, C. (2011). Patologia da comunica&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o de trabalho e espa&ccedil;o p&uacute;blico: a gera&ccedil;&atilde;o de energia com combust&iacute;vel nuclear. In L. Lancman &amp; L. I. Sznelwar (Orgs.), <i>Christophe Dejours: da psicopatologia &agrave; psicodin&acirc;mica do trabalho</i> (3Âª ed.). Rio de Janeiro: Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531475&pid=S1516-3717201300020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, M. C. (2004). Bem-estar: equil&iacute;brio entre a cultura do trabalho prescrito e a cultura do trabalho real. In A. Tamaio (Org.), <i>Cultura organizacional e sa&uacute;de</i>. S&atilde;o Paulo: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531477&pid=S1516-3717201300020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Galavote, H. S. et al. (2011). Desvendando os processos de trabalho do agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de nos cen&aacute;rios revelados na Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria (ES, Brasil). <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 16</i> (1), 231-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531479&pid=S1516-3717201300020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gernet, I. (2010). Psicodin&acirc;mica do reconhecimento. In A. M. Mendes et al. (Org.), <i>Psicodin&acirc;mica e cl&iacute;nica do trabalho: temas, interfaces e casos brasileiros</i> (pp. 61-76). Curitiba: Juru&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531481&pid=S1516-3717201300020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gorz, A. (2005). <i>O imaterial: conhecimento, valor e capital</i>. S&atilde;o Paulo: Annablume.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531483&pid=S1516-3717201300020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Grando, M. K. &amp; Dall'agnol, C. M. (2010). Desafios do processo grupal em reuni&otilde;es de equipe da estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia. <i>Escola Anna Nery Revista de Enfermagem</i>, 14 (3), 504-510.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531485&pid=S1516-3717201300020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hallack, F. S. &amp; Silva, C. O. (2005). A reclama&ccedil;&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es do trabalho: estrat&eacute;gia defensiva e evoca&ccedil;&atilde;o do sofrimento. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 17</i> (3), 74-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531487&pid=S1516-3717201300020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Harada, O. L. &amp; Soares, M. H. (2010). A percep&ccedil;&atilde;o do agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de para identificar a depress&atilde;o. <i>SMAD Revista Eletr&ocirc;nica Sa&uacute;de Mental &Aacute;lcool e Drogas, 6</i> (2), 315-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531489&pid=S1516-3717201300020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jacques, M. G. C. (2003). Abordagens te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas em sa&uacute;de/doen&ccedil;a mental e trabalho. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 15</i> (1), 97-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531491&pid=S1516-3717201300020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jardim, T. A. &amp; Lancman, S. (2009). Aspectos subjetivos do morar e trabalhar na mesma comunidade: a realidade vivenciada pelo agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de. <i>Interface &#150; Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 13</i> (28), 123-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531493&pid=S1516-3717201300020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lacerda, T., Dias, E. C. &amp; Ribeiro, E. C. O. (2011). 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Alguns aspectos da pesquisa qualitativa. In M. T. Leopardi (Org.), <i>Metodologia da pesquisa na sa&uacute;de</i> (2Âª ed.). Florian&oacute;polis: UFSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531501&pid=S1516-3717201300020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leopardi, M. T. (2002b). Fundamentos gerais da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. In M. T. Leopardi (Org.), <i>Metodologia da pesquisa na sa&uacute;de</i> (2Âª ed.) 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Experi&ecirc;ncias de injusti&ccedil;a, sofrimento e retalia&ccedil;&atilde;o no contexto de uma organiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do Estado de Goi&aacute;s. <i>Psicologia em Estudo, 10</i> (3), 489-498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531509&pid=S1516-3717201300020001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Merlo, A. R. C. &amp; Mendes, A. M. B. (2009). 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Trabalho imaterial e contemporaneidade: um estudo na perspectiva da Psicodin&acirc;mica do Trabalho. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia, 63</i> (n. esp.), 94-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531513&pid=S1516-3717201300020001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Minayo, M. C. S. (2008). <i>O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de</i> (11Âª ed.). S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531515&pid=S1516-3717201300020001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Minayo, M. C. S. (2010). O desafio da pesquisa social. In M. C. S. Minayo &amp; S. F. D. R. Gomes (Orgs.), <i>Pesquisa social: teoria, m&eacute;todo e criatividade</i> (29Âª ed., cap. 1, pp. 9-31). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531517&pid=S1516-3717201300020001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Morosini, M. V., Corbo, A. D. &amp; Guimar&atilde;es, C. C. (2007). O Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas voltadas para a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: concep&ccedil;&otilde;es do trabalho e da forma&ccedil;&atilde;o profissional. <i>Trabalho, Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de, 5</i> (2), 261-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531519&pid=S1516-3717201300020001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Neves, M. Y. R. &amp; Seligmann-Silva, E. (2006). 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Sofrimento e reconhecimento: o papel do trabalho na constitui&ccedil;&atilde;o da identidade. <i>Revista da USP. 88</i>, 172-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531525&pid=S1516-3717201300020001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Romero, S. M. (2008). A utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia dos grupos focais na pesquisa em psicologia. In H. Scarparo (Org.), <i>Psicologia e pesquisa: perspectivas metodol&oacute;gicas</i> ( pp. 84-104, 2Âª ed.). 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O significado que o agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de atribui ao seu trabalho no processo de constru&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de no Brasil. <i>Acta Paulista de Enfermagem, 17</i> (3) 255-261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531529&pid=S1516-3717201300020001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Santos, K. T. et al. (2011). Agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de: perfil adequado &agrave; realidade do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia? <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 16</i>, 1023-1028.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531531&pid=S1516-3717201300020001000051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Seligmann-Silva, E. (1994). <i>Desgaste mental no trabalho dominado</i>. Rio de Janeiro: UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531533&pid=S1516-3717201300020001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Seligmann-Silva, E. (1997). Sa&uacute;de mental e automa&ccedil;&atilde;o: a prop&oacute;sito de um estudo de caso no setor ferrovi&aacute;rio. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 13</i> (suppl. 2), 95-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531535&pid=S1516-3717201300020001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Seligmann-Silva, E., Bernardo M. H., Maeno, M. &amp; Kato, M. (2010). Apresenta&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Ocupacional, 35</i> (122).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531537&pid=S1516-3717201300020001000054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Silva, A. T. C. &amp; Menezes, P. R. (2008). Esgotamento profissional e transtornos mentais comuns em agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 42</i> (5), 921-929.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531539&pid=S1516-3717201300020001000055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sousa, G. C. (2007). <i>O agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de e a sa&uacute;de mental: percep&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es na aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas em sofrimento mental</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531541&pid=S1516-3717201300020001000056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Theisen, N. I. S. (2004). <i>Agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de (ACS): condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sofrimento ps&iacute;quico</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531543&pid=S1516-3717201300020001000057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tomaz, J. B. C. (2002). O agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de n&atilde;o deve ser um "super-her&oacute;i". <i>Interface &#150; Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 6</i> (10), 75-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531545&pid=S1516-3717201300020001000058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Traesel. E. S &amp; Merlo. A. R.C. (2010). Sofrimento no trabalho e possibilidades de sa&uacute;de e realiza&ccedil;&atilde;o: psicodin&acirc;mica do reconhecimento em enfermagem. In A. M. Mendes. (Org.). <i>Psicodin&acirc;mica e cl&iacute;nica do trabalho: temas, interfaces e casos brasileiros</i>. Curitiba: Juru&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=531547&pid=S1516-3717201300020001000059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><a name="end"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/cpst/v16n2/seta.jpg" border="0"></a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</B>    <BR>     <a href="mailto:gianacremonese@hotmail.com">gianacremonese@hotmail.com</a>, <a href="mailto:roberta.fm@hotmail.com">roberta.fm@hotmail.com</a>,     <BR>     <a href="mailto:elisetetraesel@unifra.br">elisetetraesel@unifra.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 15/01/2013    <BR>   Revisado em: 20/05/2013    ]]></body>
<body><![CDATA[<BR>   Aprovado em: 21/05/2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx">1</a> Psic&oacute;loga pelo Centro Universit&aacute;rio Franciscano.    <br>     <a name="nt02"></a><a href="#tx">2</a> Psic&oacute;loga, Mestre e doutoranda em Psicologia pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Professora   do Curso de Psicologia do Centro Universit&aacute;rio Franciscano. Conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do   Sul (Gest&atilde;o 2010/2013).    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx">3</a> Psic&oacute;loga e Graduada em Educa&ccedil;&atilde;o Especial. Mestre e doutoranda em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal   do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora do Curso de Psicologia do Centro Universit&aacute;rio Franciscano.</font></p>      ]]></body>
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