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<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel da terapia cognivo-comportamental na anorexia nervosa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although the cause of anorexia nervosa (AN), a disease characterized by excessive food restriction and irrational fear of gaining weight, is still unknown, it is believed that its etiology is multifactorial, including genetic and psychological factors. Currently there is no effective treatments for the disease, and most patients drop out of treatment, or show a minimum improvement or relapse after it. Cognitive-behavioral therapy (CBT), which focuses on treatment adherence, weight gain and the development of a regular and flexible eating pattern, has been seen as a possible treatment for AN. Several cognitive-behavioral models have been proposed, developed and tested, but, their long-term effectiveness is not well established. The current study is a review of recent studies investigating the role of TCC in anorexia nervosa, aiming at an update of information regarding the effectiveness of cognitive-behavioral therapy in anorexia nervosa, with focus on nutritional treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REVIS&Atilde;O DA LITERATURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>O papel da terapia cognivo-comportamental na    anorexia nervosa </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The role of cognitive-behavioral therapy    in the nutritional treatment of anorexia nervosa </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Helena Beyer Nardi<sup>I</sup>; Cristiane Melere<sup>II,</sup><a href="#end1"><sup>*</sup></a> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto de Pesquisas Ensino e Gest&atilde;o em Sa&uacute;de     <br> <sup>II</sup>Nutricionista do Grupo de Estudos e Assist&ecirc;ncia em Transtornos Alimentares (GEATA), Mestre em Epidemiologia pela UFRGS</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da causa da anorexia nervosa (AN), doen&ccedil;a caracterizada por medo excessivo de engordar e busca irracional da magreza, ser ainda desconhecida, acredita-se que a sua etiologia &eacute; multifatorial, incluindo fatores gen&eacute;ticos e psicol&oacute;gicos. Atualmente h&aacute; poucas evid&ecirc;ncias de tratamentos eficientes para a doen&ccedil;a, observando-se que a maioria dos participantes abandonam o tratamento, ou mostram uma melhora m&iacute;nima ou reca&iacute;das ap&oacute;s o mesmo. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), psicoterapia bastante moderna, tem como foco a ades&atilde;o ao tratamento, o aumento de peso e o desenvolvimento de um padr&atilde;o regular e flex&iacute;vel de alimenta&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rios modelos cognitivo-comportamentais t&ecirc;m sido propostos, desenvolvidos e testados. Entretanto, sua efic&aacute;cia a longo prazo n&atilde;o &eacute; bem estabelecida. Assim, justifica-se uma revis&atilde;o atualizada dos estudos investigando o papel da TCC na anorexia nervosa. Este trabalho tem como objetivo geral atualizar as informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; efici&ecirc;ncia da terapia cognitivo-comportamental na anorexia nervosa, com foco no tratamento nutricional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> anorexia nervosa; terapia cognitivo-comportamental; efici&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Although the cause of anorexia nervosa (AN), a disease characterized by excessive food restriction and irrational fear of gaining weight, is still unknown, it is believed that its etiology is multifactorial, including genetic and psychological factors. Currently there is no effective treatments for the disease, and most patients drop out of treatment, or show a minimum improvement or relapse after it. Cognitive-behavioral therapy (CBT), which focuses on treatment adherence, weight gain and the development of a regular and flexible eating pattern, has been seen as a possible treatment for AN. Several cognitive-behavioral models have been proposed, developed and tested, but, their long-term effectiveness is not well established. The current study is a review of recent studies investigating the role of TCC in anorexia nervosa, aiming at an update of information regarding the effectiveness of cognitive-behavioral therapy in anorexia nervosa, with focus on nutritional treatment.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> anorexia nervosa; cognitive-behavioral therapy; effectiveness.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme o DSM-IV-TR e o gloss&aacute;rio tem&aacute;tico do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2006), a anorexia nervosa (AN) &eacute; definida como um "dist&uacute;rbio alimentar multideterminado por fatores biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos, familiares e culturais de fundo psicol&oacute;gico caracterizado por: restri&ccedil;&atilde;o quantitativa e tamb&eacute;m qualitativa; recusa a manter o peso corporal em um n&iacute;vel igual ou acima do m&iacute;nimo normal adequado &agrave; idade e &agrave; altura, ou, perda excessiva de peso, levando &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do peso corporal abaixo de 85% do esperado; medo intenso de ganhar peso ou se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal; distor&ccedil;&atilde;o da imagem corp&oacute;rea; e nas mulheres p&oacute;s-menarca, amenorreia, isto &eacute;, aus&ecirc;ncia de pelo menos tr&ecirc;s ciclos menstruais". O quadro pode tamb&eacute;m ser acompanhado por exerc&iacute;cio compulsivo (Dalle Grave, 2009). S&atilde;o enfatizadas ainda as consequ&ecirc;ncias sociais, nutricionais e emocionais desse tipo de dist&uacute;rbio (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2006; DSM-IV-TR,2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora estudos anteriores tenham trazido importantes contribui&ccedil;&otilde;es para a compreens&atilde;o da AN, atualmente h&aacute; poucas evid&ecirc;ncias que indiquem a exist&ecirc;ncia de tratamentos eficientes para a doen&ccedil;a, e n&atilde;o h&aacute; recomenda&ccedil;&atilde;o de um tratamento espec&iacute;fico (revisado por Wood, Al-Khairulla &amp; Lask, 2011). V&aacute;rias revis&otilde;es sobre esta tem&aacute;tica concluem que a maioria dos pacientes abandonam o tratamento, ou mostram uma melhora m&iacute;nima ou reca&iacute;das ap&oacute;s o tratamento (revisado por Satir, Goodman, Shingleton, Porcerelli, Gorman, Pratt, Barlow &amp; Thompson-Brenner, 2011). Tendo em vista as altas taxas de abandono e pobres resultados dos tratamentos dispon&iacute;veis, a investiga&ccedil;&atilde;o de novas alternativas terap&ecirc;uticas para a AN torna-se extremamente necess&aacute;ria (Herpertz, Hagenah, Vocks, von Wietersheim, Cuntz, Zeeck, 2011). Entre estas novas alternativas, encontra-se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A TCC &eacute; uma psicoterapia bastante moderna que se baseia em dois princ&iacute;pios: o primeiro diz que nossas cogni&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m influ&ecirc;ncia sobre o nosso comportamento; o segundo refere-se ao fato de que o modo como agimos afeta nossas emo&ccedil;&otilde;es e pensamentos (Wright, Basco &amp; Thase, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A TCC para a AN tem como foco a ades&atilde;o ao tratamento, o aumento de peso e o desenvolvimento de um padr&atilde;o regular e flex&iacute;vel de alimenta&ccedil;&atilde;o. A TCC tamb&eacute;m &eacute; importante para o trabalho da imagem corporal e dos padr&otilde;es est&eacute;ticos que s&atilde;o muito elevados nas pessoas com AN. Apresentase como uma alternativa de grande valor, mas os resultados, at&eacute; o presente momento, n&atilde;o t&ecirc;m sido conclusivos quanto &agrave; sua relev&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios modelos cognitivo-comportamentais t&ecirc;m sido propostos, desenvolvidos e testados (Fairburn, Shafran &amp; Cooper, 1999), sugerindo que a TCC &eacute; eficiente para a anorexia nervosa (Fairburn, Cooper, Doll, O'Connor, Bohn, Hawker, Wales &amp; Palmer, 2009). Entretanto, a efic&aacute;cia a longo prazo de psicoterapias especializados como a TCC para adultos com anorexia nervosa n&atilde;o &eacute; bem estabelecida (Bulik, Berkman, Brownley, Sedway &amp; Lohr, 2007). A maioria dos estudos com adultos envolve amostras pequenas e, entre os resutados, h&aacute; pouca evid&ecirc;ncia para apoiar algum tratamento psicol&oacute;gico espec&iacute;fico (Fenichel &amp; Warren, 2007). Em adolescentes, a investiga&ccedil;&atilde;o tem sido concentrada principalmente na terapia familiar, de modo que a efic&aacute;cia da TCC em pacientes com AN mais jovens &eacute; pouco clara, sendo bem menos conhecida do que para a bulimia (Bulik et al., 2007; Murphy, Straebler, Cooper &amp; Fairburn, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, justifica-se uma revis&atilde;o atualizada dos estudos investigando o papel da TCC na anorexia nervosa. Este trabalho tem como objetivo geral atualizar as informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; efici&ecirc;ncia da terapia cognitivo-comportamental na anorexia nervosa, com foco no tratamento nutricional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho consiste em uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica da literatura, referente aos resultados do emprego da terapia cognitivo-comportamental na anorexia nervosa. As buscas foram realizadas por meio de pesquisa nas bases de dados PubMed (NCBI Databases), Scopus, SciELO e LILACS, buscando identificar estudos publicados no per&iacute;odo compreendido entre o ano de 2005 a 2012, validando trabalhos relevantes para a revis&atilde;o. A escolha deste per&iacute;odo foi baseada na inten&ccedil;&atilde;o de atualizar revis&otilde;es mais antigas, dispon&iacute;veis sobre o assunto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As palavras-chave usadas foram "Cognitive Behavioral" E "Anorexia" para PubMed e Scopus, "Terapia Cognitivo-Comportamental" E "Anorexia" na base SciELO, e "Cognitive Behavioral" AND "Anorexia" ou "Terapia Cognitiva" E "Anorexia" no LILACS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No total de publica&ccedil;&otilde;es encontradas, foram exclu&iacute;dos os artigos duplicados e aqueles que n&atilde;o se adequaram aos objetivos da revis&atilde;o. Os estudos relevantes encontrados foram classificados com rela&ccedil;&atilde;o ao seu tipo - (1) artigos originais, com fornecimento de dados ou (2) artigos de revis&atilde;o. Os artigos originais foram usados para compor essa revis&atilde;o sobre o tema, e os de revis&atilde;o foram reservados para a discuss&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram encontrados diferentes n&uacute;meros de artigos em cada base de dados. Nas bases LILACS e SciELO, foram encontrados, respectivamente, oito e cinco artigos relevantes para o tema pesquisado, por&eacute;m com data de publica&ccedil;&atilde;o anterior de 2005. Nas bases PubMed e Scopus, foram encontrados no total 86 artigos, dos quais 57 foram excluidos pois n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o com o objeto de estudo. Entre as demais 29 publica&ccedil;&otilde;es, 18 artigos de revis&atilde;o foram excluidos, permanecendo neste estudo 11 artigos originais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os artigos encontrados sobre a terapia cognitivo-comportamental,  foram selecionados aqueles com enfoque mais convencional, contemplando tanto os modelos propostos por Fairburn e colaboradores (Fairburn, 2008; Fairburn et al., 1999; Fair-burn, Cooper &amp; Shafran, 2003) quanto por Garner colaboradores (Garner, Vitousek &amp; Pike, 1997), ou com modifica&ccedil;&otilde;es desses. Eles foram analisados com detalhe para coleta das informa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; idade e ao sexo dos pacientes descritos, aos objetivos do estudo, e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o e ao tipo de tratamento utilizado, avaliando-se como resultado final a sua efetividade. O enfoque espec&iacute;fico da terapia cognitivo-comportamental de cada publica&ccedil;&atilde;o &eacute; descrito na <a href="/img/revistas/rbtcc/v16n1/a06tab01.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes estudos descrevem a terapia em tr&ecirc;s fases distintas: (1) envolvimento e educa&ccedil;&atilde;o do paciente, com obten&ccedil;&atilde;o do m&aacute;ximo de altera&ccedil;&otilde;es iniciais de comportamento; (2) aprofundamento das conquistas obtidas na fase 1, abordando a psicopatologia do paciente; e (3) manuten&ccedil;&atilde;o do progresso ap&oacute;s a conclus&atilde;o do tratamento, organizando o tempo de acompanhamento do paciente por per&iacute;odos mais prolongados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na quase totalidade dos casos, os pacientes s&atilde;o do sexo feminino e com idade m&eacute;dia entre 23 e 25 anos, sendo poucos estudos encontrados que avaliaram pacientes em faixas et&aacute;rias mais amplas (16 aos 45 anos). Entre os artigos consultados, poucos trabalhos avaliam os resultados da TCC em per&iacute;odos de tratamento considerados mais longos (doze meses ou mais). Em um destes estudos (Ricca, Castellini, Lo Sauro, Mannucci, Ravaldi, Rotella &amp; Faravelli, 2010), a efic&aacute;cia da TCC individual em pacientes com anorexia nervosa em n&iacute;vel cl&iacute;nico (AN) ou subcl&iacute;nico (s-AN) foi avaliada em 50 mulheres, com idade entre 16 a 45 anos, ao final do tratamento e, tamb&eacute;m, tr&ecirc;s anos ap&oacute;s seu t&eacute;rmino. As pacientes foram avaliadas por meio de question&aacute;rios autoaplicados sobre alimenta&ccedil;&atilde;o e comportamento, desconforto quanto ao corpo e a caracter&iacute;sticas psicopatol&oacute;gicas em geral. Os resultados mostraram que a TCC teve efici&ecirc;ncia similar para pacientes com AN e s-AN, e que pacientes com maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a forma tiveram menor probabilidade de recupera&ccedil;&atilde;o a longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dalle Grave, Calugi, Brambilla, Abbate-Daga, Fassino &amp; Marchesini (2007) investigaram um grupo maior de pacientes com transtornos alimentares com objetivos semelhantes. Do total de 149 pacientes (136 mulheres), com idade m&eacute;dia de 24,6±9,3 anos, 60 foram diagnosticados com anorexia nervosa. O estudo avaliou os efeitos de um tratamento cognitivo-comportamental transdiagn&oacute;stico, adaptado para pacientes hospitalizados, sobre par&acirc;metros analisados por meio de um invent&aacute;rio de temperamento e car&aacute;ter, no in&iacute;cio e logo ap&oacute;s a conclus&atilde;o do tratamento, que teve dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 118,6±27,0 dias. Al&eacute;m deste invent&aacute;rio, as an&aacute;lises inclu&iacute;ram antropometria, exame de transtorno alimentar e invent&aacute;rio de depress&atilde;o de Beck. Os resultados demonstraram que o tratamento n&atilde;o teve efeitos sobre os par&acirc;metros "busca de novidade", "depend&ecirc;ncia de recompensa" e "coopera&ccedil;&atilde;o", mas mudan&ccedil;as significativas foram observadas sobre as vari&aacute;veis evitar dano, persist&ecirc;ncia, autodirecionamento e autotranscend&ecirc;ncia, demonstrando que a TCC &eacute; capaz de modificar significativamente algumas escalas de temperamento e car&aacute;ter, em rela&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;as na psicopatologia e depress&atilde;o, independentemente da alimenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudo similar, a efici&ecirc;ncia da TCC na modifica&ccedil;&atilde;o dos sintomas e psicopatologia de pacientes com AN ap&oacute;s tratamento hospitalar foi avaliada logo ap&oacute;s a alta hospitalar e 1 ano mais tarde (Bowers &amp; Ansher, 2008). Neste grupo de 32 pacientes do sexo feminino, a avalia&ccedil;&atilde;o de aspectos como a psicopatologia geral, o transtorno alimentar e a depress&atilde;o mostrou melhoras significantes logo ap&oacute;s o tratamento. Alguns aspectos desta melhora, principalmente quanto &agrave; psicopatologia do transtorno alimentar e depress&atilde;o, foram mantidos ap&oacute;s um ano de acompanhamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a efici&ecirc;ncia da TCC na anorexia nervosa tem se mostrado vari&aacute;vel, alguns estudos mais recentes t&ecirc;m tentado identificar quais os fatores que predisp&otilde;em para o sucesso ou falha deste tipo de terapia. Em um grupo de 32 pacientes do sexo feminino com AN, com idade m&eacute;dia de 26,1±8,74 anos, Marcoulides &amp; Waller (2012) buscaram identificar os fatores psicol&oacute;gicos que influenciaram os n&iacute;veis de ganho de peso, da sexta at&eacute; a vig&eacute;ssima sess&atilde;o de terapia cognitivo-comportamental. Foi observado um ganho de peso mais lento entre as vinte sess&otilde;es, o qual foi significantemente correlacionado a h&aacute;bitos alimentares pouco saud&aacute;veis no momento do in&iacute;cio da terapia. Assim, apesar da import&acirc;ncia de trabalhar aspectos de patologias do Eixo I do DSM-IV (p. ex., depress&atilde;o, hostilidade e ansiedade) durante a TCC, os resultados indicam que no in&iacute;cio do tratamento, pode ter maior relev&acirc;ncia a abordagem de quest&otilde;es mais diretas envolvendo alimenta&ccedil;&atilde;o, forma e peso. Outro estudo recente do mesmo grupo (Lockwood, Serpell &amp; Waller, 2012) investigou o impacto de caracter&iacute;sticas individuais sobre as primeiras respostas &agrave; terapia cognitivo-comportamental para anorexia nervosa, em um grupo de 40 pacientes do sexo feminino com idade m&eacute;dia de 28,0±5,69 anos. As caracter&iacute;sticas inclu&iacute;ram atitudes alimentares, &iacute;ndice de massa corporal (IMC) e caracter&iacute;sticas com&oacute;rbidas, e a avalia&ccedil;&atilde;o incluiu vari&aacute;veis como abandono do tratamento e altera&ccedil;&otilde;es no peso, ao longo das dez sess&otilde;es de TCC. Foi observado que, enquanto pacientes com menor n&iacute;vel de ansiedade abandonaram com maior frequ&ecirc;ncia o tratamento, as com n&iacute;veis mais altos no in&iacute;cio do tratamento tiveram menor ganho de peso. Estes resultados indicam a import&acirc;ncia de implementar t&eacute;cnicas de redu&ccedil;&atilde;o de ansiedade dos pacientes, para aumento do n&iacute;vel de sucesso da TCC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento &eacute; um dos problemas que mais interferem na efici&ecirc;ncia da TCC. Para investigar os fatores psicol&oacute;gicos do abandono da terapia em pacientes anor&eacute;xicas, Nozaki, Motoyama, Arimura, Morita, Koreeda-Arimura, Kawai, Takii &amp; Kubo (2007) utilizaram o Invent&aacute;rio Multif&aacute;sico de Personalidade de Minnesota (<i>Minnesota Multiphasic Personality Inventory,</i> MMPI). A avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada em 75 pacientes diagnosticadas com AN, as quais foram tratadas com TCC durante as duas semanas de hospitaliza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o houve diferen&ccedil;as significativas entre pacientes que completaram o tratamento (n=51) e desistentes (n=24) quanto ao tipo de transtorno alimentar, idade de in&iacute;cio, dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, idade ou IMC na admiss&atilde;o. Fatores avaliados pela MMPI, como esquizofrenia, hipomania, comportamento anormal e atitude antissocial, mostraram-se bons preditores da conclus&atilde;o ou abandono da TCC. Estes resultados permitem concluir que o uso de TCC em pacientes AN deve ser cuidadosamente adaptado para pacientes que apresentam elementos psicopatol&oacute;gicos definidos, identificados neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A complementa&ccedil;&atilde;o da TCC com outros tipos de interven&ccedil;&atilde;o foi investigada em um grupo de 99 pacientes com AN cr&ocirc;nica (Gentile, Manna, Ciceri &amp; Rodeschini, 2008). Neste estudo, as pacientes, com idade m&eacute;dia de 21 anos, receberam um tratamento multidisciplinar intensivo, com participa&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos, nutricionistas e psic&oacute;logos. As pacientes s&oacute; receberam alta ap&oacute;s atingirem IMC m&iacute;nimo de 18 kg/m<sup>2</sup>, sendo acompanhadas por um per&iacute;odo m&eacute;dio de 17 meses. Os resultados mostraram que 75% das pacientes completaram o tratamento, tendo alcan&ccedil;ado IMC m&eacute;dio de 18,3±0,8 18 kg/m<sup>2</sup>, que evoluiu at&eacute; 19,1±1,6 kg/m<sup>2</sup>, em m&eacute;dia, durante  o acompanhamento ap&oacute;s a alta hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um dos poucos estudos randomizados e controlados publicados recentemente, McIntosh, Jordan, Carter, Luty, McKenzie, Bulik, Frampton &amp; Joyce (2005) compararam a efici&ecirc;ncia da TCC com outros dois tratamentos, em pacientes anor&eacute;xicas. Al&eacute;m da TCC, um outro tipo de psicoterapia espec&iacute;fica foi utilizada, a psicoterapia interpessoal, e a terceira abordagem consistiu-se em um tratamento controle combinando o apoio cl&iacute;nico com psicoterapia de apoio. Participaram do estudo 66 mulheres, com idade variando de 17 a 40 anos, e o tratamento incluiu vinte sess&otilde;es ao longo de um m&iacute;nimo de vinte semanas. Os resultados foram analisados ap&oacute;s a d&eacute;cima sess&atilde;o e ao final do tratamento, por meio de avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, avalia&ccedil;&atilde;o de imagem corporal, question&aacute;rios e uma entrevista cl&iacute;nica estruturada. Estes resultados indicaram que a terapia cl&iacute;nica de apoio foi mais eficiente que a psicoterapia interpessoal, enquanto a TCC teve efici&ecirc;ncia intermedi&aacute;ria entre as outras duas. Para as pacientes que completaram o tratamento (35, ou 63%), a terapia cl&iacute;nica de apoio foi mais eficiente que as duas terapias especializadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, outra quest&atilde;o importante na avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia da terapia, que se refere &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o dos resultados positivos obtidos, foi tamb&eacute;m considerada nos estudos publicados no per&iacute;odo considerado. Um recente estudo cl&iacute;nico randomizado analisou 52 pacientes com AN que completaram tratamentos com base na TCC, terapia farmacol&oacute;gica (fluoxetina), ou uma combina&ccedil;&atilde;o de ambas (Yu, Stewart Agras, Halmi, Crow, Mitchell &amp; Bryson, 2011). Os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o, ao in&iacute;cio e final do tratamento e durante um ano de acompanhamento, inclu&iacute;ram controle de peso e pontua&ccedil;&atilde;o global de exame do transtorno alimentar, separadamente e combinados. Foi observado aumento de peso entre o final do tratamento e o per&iacute;odo de acompanhamento, e manuten&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o durante os 12 meses em 75% das pacientes. A recupera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica foi est&aacute;vel dentro deste per&iacute;odo, para 40% da amostra. Entretanto, o emprego de crit&eacute;rios de recupera&ccedil;&atilde;o mais restritos mostrou que apenas 21% das pacientes alcan&ccedil;aram recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kaplan, Walsh, Olmsted, Attia, Carter, Devlin, Pike, Woodside, Rockert, Roberto &amp; Parides (2008) realizaram um estudo objetivando identificar os fatores respons&aacute;veis pela manuten&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o por per&iacute;odos mais prolongados. Um grupo de 93 pacientes do sexo feminino com AN, com idade entre 16 e 45 anos, foram tratadas e alcan&ccedil;aram um peso m&iacute;nimo normal. Vari&aacute;veis cl&iacute;nicas, demogr&aacute;ficas e psicom&eacute;tricas foram avaliadas e as pacientes foram ent&atilde;o distribu&iacute;das em dois grupos, um deles recebendo fluoxetina e TCC e o outro uma subst&acirc;ncia placebo e TCC, com avalia&ccedil;&otilde;es aos 6 e 12 meses. Os melhores preditores de manuten&ccedil;&atilde;o de peso, aos 6 e 12 meses ap&oacute;s sua restaura&ccedil;&atilde;o, foram o &iacute;ndice de massa corporal ao in&iacute;cio do tratamento e a taxa de perda de peso nos primeiros 28 dias depois do in&iacute;cio do tratamento. Um IMC maior e uma menor taxa de perda de peso foram associados com maior probabilidade de manuten&ccedil;&atilde;o de IMC normal, aos 6 e 12 meses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Otilde;ES </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo geral, os estudos mais recentes analisando a efici&ecirc;ncia da terapia cognitivo-comportamental na anorexia nervosa t&ecirc;m mostrado resultados modestos desta abordagem terap&ecirc;utica. Estes estudos t&ecirc;m demonstrado uma importante varia&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel de resposta &agrave; terapia cognitivo-comportamental em pacientes anor&eacute;xicos. N&atilde;o existem ainda dados suficientes para uma estimativa da percentagem esperada de sucesso, devido &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es no tipo de pacientes nos diferentes estudos, crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos, abordagem terap&ecirc;utica empregada, complementa&ccedil;&atilde;o da TCC com outros elementos, tempo de tratamento, crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o utilizados entre v&aacute;rios outros par&acirc;metros. Como resultado, estudos que comparam a TCC com outros tipos de terapia t&ecirc;m demonstrado vantagem de outras abordagens. McIntosh et al. (2005), por exemplo, mostraram que a terapia cl&iacute;nica de apoio foi mais eficiente que a psicoterapia interpessoal e TCC. Do mesmo modo, o estudo de Yu et al. (2011) demonstrou uma baixa frequ&ecirc;ncia de recupera&ccedil;&atilde;o de pacientes com AN (21%), considerando um per&iacute;odo de acompanhamento de um ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bulik et al. (2007) realizaram uma ampla revis&atilde;o de estudos controlados randomizados de terapia para AN, encontrando 32 estudos envolvendo apenas medica&ccedil;&atilde;o, apenas TCC, ou uma combina&ccedil;&atilde;o de ambos, com pacientes adolescentes ou adultos. Nesta revis&atilde;o, a TCC mostrou-se eficiente na redu&ccedil;&atilde;o do risco de recidiva em pacientes adultos, enquanto sua efici&ecirc;ncia em adolescentes permaneceu inconclusiva. Revis&otilde;es mais recentes tendem a mostrar conclus&otilde;es mais negativas para a efici&ecirc;ncia da TCC na anorexia nervosa. Schmidt (2009) salientou que, em contraste com o tratamento para bulimia nervosa (BN), na AN n&atilde;o h&aacute; consenso quanto a terapias bem estabelecidas. A TCC parece resultar em baixa ader&ecirc;ncia e ser pouco eficiente, possivelmente por ter sido adaptada para a anorexia nervosa a partir de resultados obtidos com outros tipos de dist&uacute;rbios alimentares. Varchol &amp; Cooper (2009) realizaram uma revis&atilde;o cuidadosa sobre o uso de psicoterapias em pacientes adolescentes com dist&uacute;rbios alimentares, concluindo que, apesar de uma melhora nos sintomas, a maioria das pacientes n&atilde;o mostrou recupera&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de acompanhamento de 6 meses. Allen &amp; Dalton (2011) revisaram estudos usando diferentes tipos de terapia para anorexia nervosa, bulimia nervosa (BN) e transtorno compulsivo alimentar peri&oacute;dico (TCAP), encontrando evid&ecirc;ncia da efici&ecirc;ncia da TCC para BN e TCAP, enquanto a terapia familiar parece ser mais apropriada para a AN. A mesma conclus&atilde;o foi alcan&ccedil;ada por Wilson &amp; Zandberg (2012), que v&atilde;o mais al&eacute;m afirmando que a TCC &eacute; contraindicada para pacientes com anorexia nervosa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As raz&otilde;es para a baixa efici&ecirc;ncia da TCC em pacientes com anorexia nervosa n&atilde;o s&atilde;o muito claras. &Eacute; prov&aacute;vel que a heterogeneidade interpessoal dos pacientes com AN n&atilde;o permita o estabelecimento dos crit&eacute;rios mais adequados para previs&atilde;o dos resultados da terapia. Conforme o estudo de Ricca et al. (2010), a preocupa&ccedil;&atilde;o com a forma corporal representa o melhor preditor da efici&ecirc;ncia da TCC na terapia da anorexia nervosa, sobrepondo-se a caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas ou psicopatol&oacute;gicas em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A busca por alternativas terap&ecirc;uticas para a AN n&atilde;o tem ainda uma resposta de consenso. Estas alternativas foram apresentadas em detalhe em recente estudo de Herpertz-Dahlmann &amp; Salbach-Andrae (2011), salientando-se a import&acirc;ncia de uma abordagem multidisciplinar. Os resultados obtidos por Gentile et al. (2008) fornecem tamb&eacute;m forte suporte para o uso de um programa altamente estruturado para tratar pacientes com AN grave, com a participa&ccedil;&atilde;o de uma equipe multidisciplinar de m&eacute;dicos e psic&oacute;logos especializados no tratamento de transtorno alimentar. Entre as alternativas terap&ecirc;uticas, a terapia familiar parece ser a mais indicada (Wilson, Grilo &amp; Vitousek, 2007; Keel &amp; Haedt, 2008). Na terapia familiar, tamb&eacute;m referida como modelo de Maudsley, a fam&iacute;lia &eacute; incorporada na equipe que executa o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em revis&atilde;o recente, Lock (2010) analisou tr&ecirc;s estudos cl&iacute;nicos randomizados, concluindo que a terapia familiar se apresenta como a abordagem mais eficiente para adolescentes com AN, apesar de uma diminui&ccedil;&atilde;o neste efeito ao longo do tempo. A complementa&ccedil;&atilde;o da terapia familiar com outras abordagens, como psicofarmacoterapia e uma abordagem individual, tem sido sugerida, principalmente no caso de crian&ccedil;as e adolescentes (Barton &amp; Nicholls, 2008; Chakraborty &amp; Basu, 2010). Outra quest&atilde;o importante &eacute; o adequado treinamento dos profissionais envolvidos com o processo terap&ecirc;utico (Reiter &amp; Graves, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ainda observar que, apesar das indica&ccedil;&otilde;es de uma maior efici&ecirc;ncia da terapia familiar para a AN, nem sempre esta op&ccedil;&atilde;o &eacute; dispon&iacute;vel. Lock &amp; Fitzpatrick (2009) sugeriram, nestes casos, uma adapta&ccedil;&atilde;o da TCC, em que o alvo n&atilde;o seria o alimento, peso ou aspecto do paciente, mas as defici&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas e de desenvolvimento que causam os sintomas de transtorno alimentar. Esta forma "melhorada" de terapia cognitivo-comportamental &eacute; melhor explorada por Murphy et al. (2010), sendo baseada em uma teoria transdiagn&oacute;stica que tem como alvo a psicopatologia e n&atilde;o  o dist&uacute;rbio alimentar. Neste formato, a TCC emprega v&aacute;rias novas estrat&eacute;gias visando melhorar o resultado por meio da supera&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos que s&atilde;o "externos" ao dist&uacute;rbio alimentar, tais como perfeccionismo cl&iacute;nico, baixa autoestima e dificuldades interpessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em conclus&atilde;o, esta revis&atilde;o dos estudos publicados entre 2005 e 2012 com emprego da terapia cognitivo-comportamental convencional para anorexia nervosa mostra que, apesar desta abordagem terap&ecirc;utica ser mais eficiente que outros tipos de terapias, os resultados ainda n&atilde;o s&atilde;o satisfat&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta revis&atilde;o tem como principal limita&ccedil;&atilde;o o fato de ter considerado apenas os estudos em que a TCC foi utilizada em seu sentido mais tradicional, com modelos propostos por Fairburn e colaboradores e Garner e colaboradores, incluindo assim um n&uacute;mero reduzido de publica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, um dos dados mais importantes resultantes desta revis&atilde;o indica a necessidade de mais estudos rand&ocirc;micos, de prefer&ecirc;ncia multic&ecirc;ntricos, que permitam avaliar as diferentes alternativas terap&ecirc;uticas para este complexo grupo de pacientes, permitindo sua plena integra&ccedil;&atilde;o na sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Allen, S., &amp; Dalton, W.T. (2011). Treatment of eating disorders in primary care: a systematic review. <i><b>Journal of Health Psychology, 16,</b></i>1165-1176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892314&pid=S1517-5545201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barton, R., &amp; Nicholls, D. (2008). Management of eating disorders in children and adolescents. <i><b>Psychiatry, 7,</b></i>167-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892316&pid=S1517-5545201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bowers, W.A., &amp; Ansher, L.S. (2008). The effectiveness of cognitive behavioral therapy on changing eating disorder symptoms and psychopathology of 32 anorexia nervosa patients at hospital discharge and one year follow-up. <i><b>Annals of Clinical Psychiatry, 20,</b></i>79-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892318&pid=S1517-5545201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bulik, C.M., Berkman, N.D., Brownley, K.A., Sedway, J.A., &amp; Lohr, K.N. (2007). Anorexia nervosa treatment: a systematic review of randomized controlled trials. <i><b>International Journal of Eating Disorders, 40,</b></i>310-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892320&pid=S1517-5545201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chakraborty, K., &amp; Basu, D. (2010). Management of anorexia and bulimia nervosa: <i><b>An evidence-based review. Indian Journal of Psychiatry, 52,</b></i>174-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892322&pid=S1517-5545201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dalle Grave, R. (2009). Features and management of compulsive exercising in eating disorders.<i> <b>Physician and Sports-medicine, 37,</b></i>20-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892324&pid=S1517-5545201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dalle Grave, R., Calugi, S., Brambilla, F., Abbate-Daga, G., Fassino, S., &amp; Marchesini, G. (2007). The effect of inpatient cognitive-behavioral therapy for eating disorders on temperament and character. <i><b>Behaviour Research and Therapy, 45,</b></i>1335-1344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892326&pid=S1517-5545201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DSM-IV-TR (2002). <i><b>Manual Diagno&#769;stico e Estati&#769;stico de Transtornos Mentais.</b></i> 4ª ed. - Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892328&pid=S1517-5545201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fairburn, C.G. (2008). <i><b>Cognitive Behavior Therapy and Eating Disorders.</b></i> New York, NY: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892330&pid=S1517-5545201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fairburn, C. G., Cooper, Z., &amp; Shafran, R. (2003). Cognitive behaviour therapy for eating disorders: a ''transdiagnostic'' theory and treatment. <i><b>Behaviour Research and Therapy, 41,</b></i>509-528.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892332&pid=S1517-5545201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fairburn, C.G., Cooper, Z., Doll, H.A., O'Connor, M.E., Bohn, K., Hawker, D.M., Wales, J.A., &amp; Palmer, R.L. (2009). Trans-diagnostic cognitive-behavioral therapy for patients with eating disorders: a two-site trial with 60-week follow-up. <i><b>American Journal of Psychiatry, 166,</b></i>311-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892334&pid=S1517-5545201400010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fairburn, C.G., Shafran, R., &amp; Cooper, Z. (1999). A cognitive behavioural theory of anorexia nervosa. <i><b>Behaviour Research and Therapy,</b></i>37,1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892336&pid=S1517-5545201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fenichel, R.M., &amp; Warren M.P. (2007). Anorexia, bulimia, and the athletic triad: evaluation and management. <i><b>Current Osteoporosis Reports, 5,</b></i>160-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892338&pid=S1517-5545201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Garner, D.M., Vitousek, K.M., &amp; Pike, K.M. (1997) <i><b>Cognitive-behavioral therapy for anorexia nervosa.</b></i> In: Garner PE, Garfinkel P, eds. <i><b>Handbook of Treatment for Eating Disorders.</b></i> New York, NY: Guilford Press,  94-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892340&pid=S1517-5545201400010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gentile, M.G., Manna, G.M., Ciceri, R., &amp; Rodeschini, E. (2008). Efficacy of inpatient treatment in severely malnourished anorexia nervosa patients. <i><b>Eating and Weight Disorders, 13,</b></i>191-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892342&pid=S1517-5545201400010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Herpertz-Dahlmann, B., &amp; Salbach-Andrae, H. (2009). Overview of treatment modalities in adolescent anorexia nervosa. <i><b>Child &amp; Adolescent Psychiatric Clinics of North America, 18,</b></i>131-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892344&pid=S1517-5545201400010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Herpertz, S., Hagenah, U., Vocks, S., Von Wietersheim, J., Cuntz, U., &amp; Zeeck, A. (2011). The diagnosis and treatment of eating disorders. Society of Psychosomatic Medicine and Psychotherapy; German College for Psychosomatic Medicine.<i> <b>Deutsches &Auml;rzteblatt, 108,</b></i>678-685.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892346&pid=S1517-5545201400010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kaplan, A.S., Walsh, B.T., Olmsted, M., Attia, E., Carter, J.C., Devlin, M.J., Pike, K.M., Woodside, B., Rockert, W., Roberto, C.A., &amp; Parides, M. (2009). The slippery slope: prediction of successful weight maintenance in anorexia nervosa. <i><b>Psychological Medicine, 39,</b></i>1037-1045.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892348&pid=S1517-5545201400010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lock, J. (2010). Treatment of adolescent eating disorders: progress and challenges. <i><b>Minerva Psichiatrica, 51,</b></i>207-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892350&pid=S1517-5545201400010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lock, J., &amp; Fitzpatrick, K.K. (2009). Advances in psychotherapy for children and adolescents with eating disorders. <i><b>American Journal of Psychotherapy, 63,</b></i>287-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892352&pid=S1517-5545201400010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lockwood, R., Serpell, L., &amp; Waller, G. (2012). Moderators of weight gain in the early stages of outpatient cognitive behavioral therapy for adults with anorexia nervosa. <i><b>International Journal of Eating Disorders, 45,</b></i>51-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892354&pid=S1517-5545201400010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Marcoulides, O.K., &amp; Waller, G. (2012). Nonspecific predictors of weight gain in the early stages of outpatient cognitive behavioral therapy for adults with anorexia nervosa: <i><b>Replication and extension. 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Cognitive behavioral therapy for eating disorders. <i><b>Psychiatric Clinics of North America, 33,</b></i>611-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892360&pid=S1517-5545201400010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nozaki, T., Motoyama, S., Arimura, T., Morita, C., Koreeda Arimura, C., Kawai, K., Takii, M., &amp; Kubo, C. (2007). 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Cognitive-behavioral therapy for threshold and subthreshold anorexia nervosa: a three-year follow-up study. <i><b>Psychotherapy and Psychosomatics,</b></i> 79,238-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892368&pid=S1517-5545201400010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Satir, D.A., Goodman, D.M., Shingleton, R.M., Porcerelli, J.H., Gorman, B.S., Pratt, E.M., Barlow, D.H., &amp; Thompson-Brenner, H. (2011). Alliance-focused therapy for anorexia nervosa: integrative relational and behavioral change treatments in a single-case experimental design. <i><b>Psychotherapy (Chic), 48,q</b></i>401-420.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schmidt, U. (2009). Cognitive behavioral approaches in adolescent anorexia and bulimia nervosa. <i><b>Child Adolescent Psychiatriatric Clinics of North America, 18,</b></i>147-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892371&pid=S1517-5545201400010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Thomas, J.J., Weigel, T.J., Lawton, R.K., Levendusky, P.G., &amp; Becker, A.E. (2012). Cognitive-behavioral treatment of body image disturbance in a congenitally blind patient with anorexia nervosa. <i><b>American Journal of Psychiatry, 169,</b></i>16-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892373&pid=S1517-5545201400010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Varchol, L., &amp; Cooper, H. (2009). Psychotherapy approaches for adolescents with eating disorders. <i><b>Current Opinion in Pediatrics, 21,</b></i>457-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892375&pid=S1517-5545201400010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wilson, G.T., &amp; Zandberg, L.J. (2012). Cognitive-behavioral guided self-help for eating disorders: Effectiveness and scalability. <i><b>Clinical Psychology Review, 32,</b></i>343-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892377&pid=S1517-5545201400010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wilson, G.T., Grilo, C.M., &amp; Vitousek, K.M. (2007). <i><b>Psychological treatment of eating disorders. American Psychologist, 62,</b></i>199-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892379&pid=S1517-5545201400010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wood, L., Al-Khairulla, H., &amp; Lask, B. (2011). Group cognitive remediation therapy for adolescents with anorexia nervosa.  <i><b>Clinical Child Psychology and Psychiatry, 16,</b></i>225-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892381&pid=S1517-5545201400010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wright, J.H., Basco, M.R., &amp; Thase, M.E. (2008). <i><b>Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental: Um Guia Ilustrado.</b></i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892383&pid=S1517-5545201400010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Yu, J., Stewart Agras, W., Halmi, K.A., Crow, S., Mitchell, J., &amp; Bryson, S.W. (2011). A 1-year follow-up of a multi-center treatment trial of adults with anorexia nervosa. <i><b>Eating Weight Disorders, 16,</b></i>177-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2892385&pid=S1517-5545201400010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 8 de fevereiro de 2012    <br>  Enviado para modifica&ccedil;&otilde;es em: 12 de agosto de 2012     <br> Aceito em: 18 de junho de 2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end1"></a><a href="#enda">*</a> <a href="mailto:cmelere@gmail.com">cmelere@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
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