<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1519-9479</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cógito]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cogito]]></abbrev-journal-title>
<issn>1519-9479</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Círculo Psicanalítico da Bahia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1519-94792001000100004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O lugar sem pai ou um eixo para a subversão institucional]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos Pinto]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Círculo Psicanalítico da Bahia  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<volume>3</volume>
<fpage>31</fpage>
<lpage>38</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-94792001000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1519-94792001000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1519-94792001000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O autor faz uma revisão crítica do sistema estrutural das instituições psicanalíticas, e propõe que deixando o modêlo jurídico, possa ser re-pensada em termos dos discursos de Lacan. Com base em experiência de sua própria instituição, o Círculo Psicanalítico da Bahia, apresenta uma síntese de procedimentos para transformação da instituição psicanalítica.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Instituição]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Formação psicanalítica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Discurso]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FUN&Ccedil;&Atilde;O    PATERNA</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O lugar sem    pai ou um eixo para a subvers&atilde;o institucional</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carlos Pinto    Corr&ecirc;a<a href="#2"><sup>1</sup></a><a name="1"></a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C&iacute;rculo    Psicanal&iacute;tico da Bahia</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> RESUMO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O autor faz uma    revis&atilde;o cr&iacute;tica do sistema estrutural das institui&ccedil;&otilde;es    psicanal&iacute;ticas, e prop&otilde;e que deixando o mod&ecirc;lo jur&iacute;dico,    possa ser re-pensada em termos dos discursos de Lacan. Com base em experi&ecirc;ncia    de sua pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o, o C&iacute;rculo Psicanal&iacute;tico    da Bahia, apresenta uma s&iacute;ntese de procedimentos para transforma&ccedil;&atilde;o    da institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Institui&ccedil;&atilde;o,    Forma&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica, Discurso.</font></p> <hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada ramo do saber    humano ou das ci&ecirc;ncias est&aacute; fatalmente ligado a um grande nome.    Seja o fundador, uma figura singular, um pensador profundo, ou aquele que produziu    algum tipo de avan&ccedil;o significativo para o saber. S&oacute;crates e Plat&atilde;o    na filosofia antiga, Thomas de Aquino e depois Hegel na reformula&ccedil;&atilde;o    da l&oacute;gica, Pit&aacute;goras na matem&aacute;tica, Galileu Galilei na    geografia, Shakespeare na literatura, Bach na m&uacute;sica e Freud nos estudos    sobre o inconsciente, s&atilde;o &iacute;cones que marcam e definem por si &aacute;reas    de atua&ccedil;&atilde;o do intelecto humano. Mas, nenhum saber possui uma rela&ccedil;&atilde;o    t&atilde;o intensa com a sua origem como a psican&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Surgindo recentemente,    a psican&aacute;lise foi marcada por circunst&acirc;ncias e condi&ccedil;&otilde;es    muito especiais. Sua cria&ccedil;&atilde;o &eacute; obra de um cientista que    conseguiu revolucionar a psiquiatria e a psicopatologia, influenciando as ci&ecirc;ncias    sociais e dando ao homem uma nova forma de ver a si e o mundo. Reuniu em torno    de si os principais seguidores, sendo um mestre atento e atuante frente &agrave;    conduta de seus disc&iacute;pulos aos quais exigia fidelidade. Por sua condi&ccedil;&atilde;o    de judeu, em uma &eacute;poca de marcada competi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica,    sofreu como membro da minoria, press&atilde;o e preconceito, o que tornou seu    grupo inicial recusado e defensivo. Al&eacute;m disso, a longa vida de Freud    fez com que persistisse por muito tempo a presen&ccedil;a marcante do fundador    e idealizador. Isto foi determinante para que se estabelecesse uma aprecia&ccedil;&atilde;o    simbi&oacute;tica entre a figura do Freud fundador, de suas id&eacute;ias e    da psican&aacute;lise como esp&eacute;cie de doutrina de conhecimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo da primeira    institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica, herdeira do comit&ecirc; criado    em 1912, defendia o discurso do mestre que predominava em Viena, foi transferido    para a Inglaterra e se transformou em esp&eacute;cie de paradigma. Mas o discurso    foi fragmentado com a busca e a imposi&ccedil;&atilde;o de novos mestres. Seja    entre os diletos seguidores de Freud abarcados pela IPA, ou pelos in&uacute;meros    opositores que na tentativa de inovar ou revolucionar voltam e repetem o modelo    original. Todas as institui&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas s&atilde;o    muito parecidas em sua estrutura. Mesmo Caruso que fugindo &agrave; ortodoxia,    pensou em uma nova condi&ccedil;&atilde;o para o trabalho e forma&ccedil;&atilde;o    dos analistas, acabou caindo na cilada institucional ao ampliar o Wiener Arbeitskreiss    fur Thiefenpsychologie e mais ainda quando se uniu a Fromm e Charnowski pensando    na libert&aacute;ria e democr&aacute;tica International Federation of Psychoanalytic    Societies, reeditando uma nova esp&eacute;cie de IPA. Tamb&eacute;m Lacan, de    in&iacute;cio se prop&otilde;e como um reformulador. Depois, alterando o exerc&iacute;cio    da j&aacute; consagrada t&eacute;cnica psicanal&iacute;tica, produz sua exclus&atilde;o,    ou um cisma na psican&aacute;lise francesa. Formulou e dissolveu sua escola,    mas tanto ele quanto seus seguidores caem na repeti&ccedil;&atilde;o do modelo    padr&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estreita vincula&ccedil;&atilde;o    entre um novo saber ou um novo apanhado de id&eacute;ias psicanal&iacute;ticas    e um nome que as defende e acolhe os adeptos, ainda &eacute; a t&ocirc;nica    destas organiza&ccedil;&otilde;es. Dito de outro modo pode-se afirmar que a    difus&atilde;o, a transmiss&atilde;o e o reconhecimento da psican&aacute;lise    continuam ligados a um ideal e a um sistema identificat&oacute;rio. H&aacute;    sempre um v&iacute;nculo ao nome. Os pr&oacute;prios profissionais sentem necessidade    de declarar sua identifica&ccedil;&atilde;o se dizendo freudiano, lacaniano,    junguiano, kleiniano, ou os analistas desligados das institui&ccedil;&otilde;es    e destitu&iacute;dos do necess&aacute;rio pedigree encontram interessante e    discut&iacute;vel posi&ccedil;&atilde;o quando se intitulam freudianos ecl&eacute;ticos,    ou como afirmam alguns autores americanos, n&eacute;o-freudianos.</font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EM    NOME DA LEI</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica tem sido uma organiza&ccedil;&atilde;o grupal que distingue,    autoriza, mant&eacute;m e repete o modelo familiar onde a presen&ccedil;a e    reconhecimento deste grande outro passar&aacute; &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o    de uma garantia da manuten&ccedil;&atilde;o de uma circula&ccedil;&atilde;o    controlada do poder. Da&iacute; um sub-produto insepar&aacute;vel desta personaliza&ccedil;&atilde;o    que &eacute; a legaliza&ccedil;&atilde;o institucional. Os grupos estabelecem    um complexo jur&iacute;dico formado pelos Estatutos, Regimentos e Normas, aprovados    em Assembl&eacute;ias Gerais e que passam a se constituir em uma esp&eacute;cie    de superestruturas organizacionais em nome das quais tudo na institui&ccedil;&atilde;o    deve funcionar. O poder soberano da Assembl&eacute;ia (no sentido de reuni&atilde;o    de pessoas para um determinado fim), que seria o momento do entendimento e desentendimento,    cala no momento da cria&ccedil;&atilde;o coletiva e se amesquinha em uma vota&ccedil;&atilde;o    controlada. Ergue-se uma lei e a palavra fica cassada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estranha arma esta    para uso dos psicanalistas que se fundaram sob a &eacute;gide da liberdade pela    palavra e preferem troc&aacute;-la pela letra de uma lei que supostamente garante    a persist&ecirc;ncia do grupo como um ramo do Direto Civil, regula as trocas    internas como o Direito Comercial e possibilita as puni&ccedil;&otilde;es como    o Direito Penal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio do C&iacute;rculo Psicanal&iacute;tico de Minas Gerais, ou    seja, da se&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais do C&iacute;rculo Brasileiro de    Psicologia Profunda, buscando diferenciar da Se&ccedil;&atilde;o do Rio Grande    do Sul, fomos apontados que a exist&ecirc;ncia de um estatuto registrado em    cart&oacute;rio garantia nossa exist&ecirc;ncia legal. Logo nos reunimos e produzimos    um Estatuto Mineiro. Em seguida fizemos a nova constitui&ccedil;&atilde;o para    o transformado C&iacute;rculo Brasileiro, que alguns anos depois, com a entrada    de colegas do Rio de Janeiro, produziu uma nova revis&atilde;o. Vieram os novos    grupos e o C&iacute;rculo da Bahia foi fundado com a aprova&ccedil;&atilde;o    de sua carta, galard&atilde;o que logo nos deu uma semelhan&ccedil;a com a crian&ccedil;a    registrada que passa a ter um nome oficial reconhecido. Da Bahia surgiram os    grupos de Pernambuco, o CBP-Rio de Janeiro e o de Sergipe, todos com sua Constitui&ccedil;&atilde;o    legal. Como os demais, tivemos nossa legisla&ccedil;&atilde;o refeita algumas    vezes, nem sei quantas, mas at&eacute; h&aacute; pouco tempo tinha uma pasta    cheia deles, ocupando muito espa&ccedil;o em meus arquivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; algum    tempo me pergunto que efeito tem realmente sobre n&oacute;s os regulamentos    escritos e o que temos ganhado com a troca do di&aacute;logo pela forma impessoal    de comportamento e decis&otilde;es burocr&aacute;ticas. De minha parte, creio    que todas as vezes que a legitimidade &eacute; questionada e recorremos &agrave;    carta legal, estamos em um tipo de crise qualquer. O encontro de uma lei, na    maioria dos casos vale apenas como um corte unilateral, estribo para imposi&ccedil;&atilde;o    de algo decidido anteriormente e que pode ser invocado apenas para manuten&ccedil;&atilde;o    de um &#8220;status quo&#8221; que cinge e empata nossa evolu&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; como se frente ao perigo de percorrermos alguma cadeia significante    indesej&aacute;vel, nos abrig&aacute;ssemos no real (a lei n&atilde;o significa,    ela &eacute;). Uma coletiviza&ccedil;&atilde;o filha da idealiza&ccedil;&atilde;o    que impede o analista de ser analista em sua institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossas letras podem    ser outras. Vejo uma institui&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel com apenas algumas    poucas linhas de diretrizes marcando una conex&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o    como o arcabou&ccedil;o social e legal onde estamos inseridos. N&atilde;o imagino,    entretanto, um sistema an&aacute;rquico ou de desmandos, mas que a institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica possa ser libertada do modelo personalista e jur&iacute;dico.    Que seja um grupo pensante em Assembl&eacute;ia Permanente de modo que possa    prevalecer da condi&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica de pensar e analisar sobre    a submiss&atilde;o ao regulamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A institui&ccedil;&atilde;o    legal organizada se estrutura como uma prote&ccedil;&atilde;o desde que h&aacute;    um imagin&aacute;rio sobre o futuro feito de quest&otilde;es previs&iacute;veis    e solucion&aacute;veis pelo imp&eacute;rio da lei. Ao contr&aacute;rio, uma    institui&ccedil;&atilde;o que privilegia o saber ou a possibilidade de um funcionamento    din&acirc;mico e sem certezas, destitui esta suposta seguran&ccedil;a, colocando    a instabilidade e risco permanente &agrave; flor da pele, tal qual acontece    nos grupos que operam sem garantias. E por que esta proposta de abrir m&atilde;o    dessa lei aparentemente t&atilde;o segura? A experi&ecirc;ncia mostra com clareza    que mesmo sendo de in&iacute;cio um fator estruturante para os grupos que se    iniciam ou reiniciam, os participantes nunca s&atilde;o salvos pela lei. Os    regulamentos s&atilde;o comumente invocados como garantia de poder, conservadorismo    ou continuismo. S&atilde;o cumpridos como ordem superior, mas de nada servem    para reavaliar os conflitos, as dissens&otilde;es e crises que tantas vezes    solapam as institui&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas. &Eacute; uma fantasia    julgar-se que os participantes ou a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o    possa ser salva pela lei. Ela se op&otilde;e ao dom&iacute;nio de um saber que    pode apontar para uma evolu&ccedil;&atilde;o. Ningu&eacute;m caminha sem sair    da condi&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio est&aacute;tico que ocorre entre    um passo outro. Da&iacute; nossa proposta de aceitar o fluir de um caminho que    inclui acidentes e crises, como a pr&oacute;pria vida, ou se preferem, como    uma an&aacute;lise. E como tal, em vez de criarmos um sistema de repress&atilde;o,    valorizar um procedimento mais anal&iacute;tico.</font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EM    NOME DO PAI</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fixa&ccedil;&atilde;o    de um modelo via identifica&ccedil;&atilde;o onde se constr&oacute;i um l&iacute;der    &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a do pai, e as institui&ccedil;&otilde;es    a partir do padr&atilde;o pr&eacute;vio, nos parece uma esp&eacute;cie de contram&atilde;o    &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da teoria psicanal&iacute;tica. Repassemos um    pouco a hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da etiologia    sexual da histeria, Freud<a href="#4"><sup>2</sup></a><a name="3"></a> formula sua teoria    do trauma que coloca no fim da linha, ou seja, como a causa de tudo o pai. Nos    anos vinte em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria do trauma vamos encontrar    a teoria da repeti&ccedil;&atilde;o, no qual o pai &eacute; destitu&iacute;do    da condi&ccedil;&atilde;o de causador do trauma fundamental e parte para a descri&ccedil;&atilde;o    do princ&iacute;pio do prazer. De repente o rei est&aacute; morto. O pai aparece    como um sujeito fal&iacute;vel, perdendo sua condi&ccedil;&atilde;o de modelo    identificat&oacute;rio, deixando a crian&ccedil;a no desamparo. Como consequ&ecirc;ncias    metapsicol&oacute;gicas, a teoria psicanal&iacute;tica passa a tratar da organiza&ccedil;&atilde;o    pulsional do homem como um ser desejante. O masoquismo aparece como derivado    da sujei&ccedil;&atilde;o ao pai. Em &#8220;Uma Crian&ccedil;a &eacute; espancada&#8221;    de 1915<a href="#6"><sup>3</sup></a><a name="5"></a> a quest&atilde;o do desamparo &eacute;    reformulada pelas id&eacute;ias de um privil&eacute;gio poss&iacute;vel a um    irm&atilde;o frente ao reconhecimento especial do pai, ratificando-se a preemin&ecirc;ncia    do pai na constitui&ccedil;&atilde;o da realidade ps&iacute;quica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em O Mal Estar    na Civiliza&ccedil;&atilde;o de1930, Freud<a href="#8"><sup>4</sup></a><a name="7"></a>    , mostra que pela submiss&atilde;o insuport&aacute;vel imposta por um dom&iacute;nio    s&aacute;dico do pai, a psican&aacute;lise perde tamb&eacute;m seu poder de    curar ou de resolver este mal estar. Este jogo de exerc&iacute;cio de um poder    imposs&iacute;vel esclarece e tem sido muitas vezes usado como interpreta&ccedil;&atilde;o    das crises nas institui&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas. Mas, este &eacute;    um interpretar in&oacute;cuo, j&aacute; que &eacute; inoperante e mant&eacute;m    uma repeti&ccedil;&atilde;o de um gozo mort&iacute;fero, respons&aacute;vel    pelo processo de fragmenta&ccedil;&atilde;o sado-masoquista das institui&ccedil;&otilde;es.    Nos parece ser tempo de pensar que as crises das institui&ccedil;&otilde;es    psicanal&iacute;ticas interpretadas como a revolu&ccedil;&atilde;o da horda    primitiva s&atilde;o reducionismo conformista que em nada tem nos ajudado. A    repeti&ccedil;&atilde;o deve perder seu cunho fatalista para ser tomada como    um gozo. As formas de aceita&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o de poder    t&ecirc;m sido sempre na dire&ccedil;&atilde;o de um sofrimento inevit&aacute;vel.    Todos os autores psicanalistas, mesmo os reformadores s&atilde;o marcados por    alguma esp&eacute;cie de submiss&atilde;o transferencial, sejam Lacan, Winnicott,    Klein.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pai da orda primitiva    &eacute; invocado por Freud mais como o nome de Deus, que n&atilde;o &eacute;    sujeito. &Eacute; o c&oacute;gito, que sendo onipotente e onisciente, ocupa    todos os lugares, impedindo a ascens&atilde;o dos sujeitos ao poder. &Eacute;    preciso que este pai perca sua condi&ccedil;&atilde;o real pela morte e passe    ao simb&oacute;lico para que os filhos se tornem sujeitos, ainda que marcados    pela representa&ccedil;&atilde;o do Deus-pai morto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enquanto o pai    da sedu&ccedil;&atilde;o, conforme descrito por Freud, trata de um pai real,    at&eacute; imposto ao sujeito, a quest&atilde;o da castra&ccedil;&atilde;o vai    deslocando-o para uma condi&ccedil;&atilde;o referencial e seu nome (pr&oacute;prio)    passa ao plural Nomes-do-pai, que designa os nomes de rela&ccedil;&atilde;o    ao pai.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A express&atilde;o    Nome-do-pai foi introduzida por Lacan em semin&aacute;rio de 1951<a href="#10"><sup>5</sup></a><a name="9"></a>    sobre &#8220;O Homem dos Lobos&#8221;, apresentado de modo corrente e que s&oacute;    vai receber a mai&uacute;scula e h&iacute;fens em seu texto tardio de 1972 &#8211;    O Aturdito<a href="#12"><sup>6</sup></a><a name="11"></a> . Retomando o estandarte a partir    de Freud, ele vai em 1957<a href="#14"><sup>7</sup></a><a name="13"></a> escrever que a    interroga&ccedil;&atilde;o &#8220;O que &eacute; o pai?&#8221; est&aacute; colocada    no centro da mente n&atilde;o resolvida, pelo menos para n&oacute;s analistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com Lacan podemos    repensar o pai a partir dos tr&ecirc;s registros: R-S-I, como segue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Como simb&oacute;lico    o pai &eacute; um significante, e em nenhum momento acess&iacute;vel, a n&atilde;o    ser quando forjado em sua constru&ccedil;&atilde;o m&iacute;tica como acontece    em Totem e Tabu<a href="#16"><sup>8</sup></a><a name="15"></a>. &#8220;Ele &eacute; o    pai morto&#8221; e por isto mesmo conservado como significante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. O pai imagin&aacute;rio    &eacute; o pai assustador, como descrito no Credo: &#8220;todo poderoso, criador    do c&eacute;u e da terra&#8221;, que pune mantendo a culpa. Com ele vive-se    uma rivalidade fraterna que sucumbe ao recalcamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. O pai real &eacute;    de apreens&atilde;o mais dif&iacute;cil. &Eacute; ele que interv&eacute;m como    agente da castra&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que rompe o logro do jogo f&aacute;lico    da crian&ccedil;a com a m&atilde;e e se faz o preferido por ela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deixando a velha    interpreta&ccedil;&atilde;o que toma as crises das institui&ccedil;&otilde;es    psicanal&iacute;ticas como a revolta da horda primitiva e os movimentos renovat&oacute;rios    como tentativas de assassinato do pai, podemos tomar a figura do fundador ou    o grande nome em torno do qual orbita cada institui&ccedil;&atilde;o, como o    fator estruturante interpret&aacute;vel a partir desses tr&ecirc;s registros.    Assim fugimos do parad&iacute;gma e da inevit&aacute;vel condi&ccedil;&atilde;o    cultural. Isto nos permite rever a forma de estrutura&ccedil;&atilde;o institucional    e, quem sabe, tentar novas formas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como grupo, a institui&ccedil;&atilde;o    deve girar em torno de um l&iacute;der que mesmo sendo um modelo identificat&oacute;rio,    dever&aacute; fatalmente estar tamb&eacute;m identificado ao ideal do grupo.    Assim ele tem uma fun&ccedil;&atilde;o significante S(n), inacess&iacute;vel    e que oscila at&eacute; como a representa&ccedil;&atilde;o de um ideal do grupo,    em resposta ao ideal do eu dos participantes. Mesmo destitu&iacute;da de grande    parte do seu poder absoluto, a institui&ccedil;&atilde;o ainda exerce pelas    escolhas, pelos regulamentos, fun&ccedil;&atilde;o de pai real.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por defini&ccedil;&atilde;o,    a institui&ccedil;&atilde;o est&aacute; sempre presa &agrave; realidade. Instituir,    do latim significa dar come&ccedil;o, estabelecer, fundar e dubiamente tamb&eacute;m    criar. O nosso bom Aur&eacute;lio<a href="#18"><sup>9</sup></a><a name="17"></a> ainda    lembra no verbete Institui&ccedil;&atilde;o, da <i>&#8220;Institui&ccedil;&atilde;o    Can&ocirc;nica&#8221;</i>, que &eacute; &#8220;a imposi&ccedil;&atilde;o dos    poderes espirituais pr&oacute;prios de um cargo eclesi&aacute;stico, feita por    um superior hier&aacute;rquico&#8221;. A organiza&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica    n&atilde;o poderia ter melhor batismo do que ser chamada genericamente de institui&ccedil;&atilde;o.    Uma vez fundada e estabelecida, se torna coisa e paira como um estado que tem    nos seus membros os s&uacute;ditos. E, eclesi&aacute;stica, pela imposi&ccedil;&atilde;o    do poder hier&aacute;rquico. Aqui prevalece a figura do pai real, aquele que    interv&eacute;m concretamente como agente da castra&ccedil;&atilde;o, aquele    que n&atilde;o atinge a subjetiva&ccedil;&atilde;o do ser pai.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando Lacan no    estudo da rela&ccedil;&atilde;o objetal introduz o pai tern&aacute;rio RSI<a href="#20"><sup>10</sup></a><a name="19"></a>    , o faz em fun&ccedil;&atilde;o do Simb&oacute;lico e do Imagin&aacute;rio,    aqui devidamente imbricados. H&aacute; uma suposi&ccedil;&atilde;o sobre o pai    real e o Nome-do-pai como o pai simb&oacute;lico. &#8220;O Nome-do-pai &eacute;    a capacidade normativizante do pai enquanto ele n&atilde;o se conforma a uma    m&eacute;dia, mas faz rachar as normas maternas para institui novas&#8221;<a href="#22"><sup>11</sup></a><a name="21"></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como vemos, aquela    atribui&ccedil;&atilde;o de pai ao fundador, ao presidente ou ao chef&atilde;o    da institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica, difere muito do que poder&iacute;amos    entender como psicanalistas pela fun&ccedil;&atilde;o paterna. A conting&ecirc;ncia    de exerc&iacute;cio do corte, cobrando e exigindo em cima de uma realidade,    &eacute; na verdade uma fun&ccedil;&atilde;o materna. Pensando assim e fugindo    do modelo antropol&oacute;gico que define as dissens&otilde;es, podemos pensar    que nossas institui&ccedil;&otilde;es &#8211; vistas de um par&acirc;metro psicanal&iacute;tico-s&atilde;o    ou devem ser, um lugar sem o pai.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CHE    VOI ?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Feitas estas cr&iacute;ticas    t&atilde;o simp&aacute;ticas para alguns, a respeito da institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica uma pergunta &oacute;bvia h&aacute; de surgir. E como se    pode pretender uma outra institui&ccedil;&atilde;o? Sem nos impormos a rigidez    legal costumeira, estamos desde logo na falta. Aus&ecirc;ncia do palp&aacute;vel    que garante e supostamente sustenta, mas partindo do princ&iacute;pio, ou seja,    que o miolo &eacute; o (a), espa&ccedil;o inquietante que nos orienta para uma    institui&ccedil;&atilde;o que jamais se completa. Em seguida, em vez de pensarmos    em um espa&ccedil;o dotado de carga libidinal pr&oacute;pria, como o eu da segunda    t&oacute;pica, pensemos em nossos confrades e companheiros como seres desejantes    de um saber que n&atilde;o visa mais o encontro do desencantado suposto saber,    mas de uma coragem por se nutrir das d&uacute;vidas (que s&atilde;o tamb&eacute;m    faltas) compartilh&aacute;veis com nossos semelhantes. &Eacute; a personifica&ccedil;&atilde;o    do poder e a procura identificat&oacute;ria cedendo lugar a uma verdade buscada,    que jamais ser&aacute; toda. Um imposs&iacute;vel que nos remete ao real e que    escapa ao saber.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para fugirmos ao    discurso da <i>institui&ccedil;&atilde;o can&ocirc;nica</i>, podemos tentar    uma vis&atilde;o topol&oacute;gica. Toda institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica    est&aacute; formada basicamente por tr&ecirc;s espa&ccedil;os superpon&iacute;veis    em suas extremidades, ou seja:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; ESPA&Ccedil;O    DE SUSTENTA&Ccedil;&Atilde;O FORMAL, referente aos registros legais, um endere&ccedil;o,    uma placa com nome, sala, telefone, gadgets eletr&ocirc;nicos, pap&eacute;is,    biblioteca, conta banc&aacute;ria, sala de reuni&otilde;es e at&eacute; um sanit&aacute;rio,    tudo mantido pela contribui&ccedil;&atilde;o financeira dos associados. N&atilde;o    apenas peda&ccedil;os da realidade, mas entendidos como suporte para alega&ccedil;&atilde;o    nas crises, como algo que n&atilde;o &eacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; ESPA&Ccedil;O    DE TRANSMISS&Atilde;O, referindo-se a um saber que pode ser passado aqueles    escolhidos, selecionados, e desejantes. Gente que se hierarquiza, se reconhece,    outorga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; ESPA&Ccedil;O    DE CRIA&Ccedil;&Atilde;O E PRODU&Ccedil;&Atilde;O, para circula&ccedil;&atilde;o    dos j&aacute; iniciados, continuando seus estudos, produzindo semin&aacute;rios    e textos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica &eacute; essencialmente o espa&ccedil;o da fala, na qual    est&aacute; a sua verdadeira raz&atilde;o de ser. Recusando-se um estatuto pr&eacute;vio    regulador que seria a tentativa de se construir uma &eacute;tica institucional,    vamos ao piv&ocirc; da fun&ccedil;&atilde;o da fala, que &eacute; a subjetividade    do Outro, como lembra Lacan. Este Outro que se convence e que mente<a href="#24"><sup>12</sup></a><a name="23"></a>    . A suposta fala de sujeito a sujeito, uma fala que pode enganar, mas que possui    algo tamb&eacute;m que n&atilde;o engane. Da necessidade de se estabelecer um    real, um lugar que n&atilde;o engane, pode ter sugerido a inser&ccedil;&atilde;o    da lei como suposta garantia de uma objetividade (verdade) para sustentar a    institui&ccedil;&atilde;o. Foi assim tamb&eacute;m com Freud, quando introduzindo    a no&ccedil;&atilde;o de discurso a partir do estudo da paran&oacute;ia, nos    chamou aten&ccedil;&atilde;o que o discurso de Schreber fugia ao registro do    real, da&iacute; n&atilde;o verdadeiro. Retomando a liga&ccedil;&atilde;o do    discurso ao registro do real, Lacan mostrou que &#8220;no pr&oacute;prio interior    do fen&ocirc;meno da fala pode-se integrar os tr&ecirc;s planos do simb&oacute;lico,    representado pelo significante do imagin&aacute;rio, representado pela significa&ccedil;&atilde;o,    e do real que &eacute; o discurso mantido realmente em sua dimens&atilde;o diacr&ocirc;nica&#8221;<a href="#26"><sup>13</sup></a><a name="25"></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A no&ccedil;&atilde;o    de discurso come&ccedil;a a perder sua objetividade pretendida nas comunica&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas e come&ccedil;a a ganhar sua dimens&atilde;o inconsciente,    quando se leva em conta que a constru&ccedil;&atilde;o do mesmo se opera sobre    o fundamento da diversifica&ccedil;&atilde;o no registro da realidade, da geratriz    do simb&oacute;lico que &eacute; da met&aacute;fora. Da no&ccedil;&atilde;o    de f(x) Lacan elabora a no&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tios permanentes e termos    m&oacute;veis, mostrando que sendo o discurso da realidade social da comunica&ccedil;&atilde;o,    apresenta muta&ccedil;&otilde;es provocadas pelas determinantes da cadeia significante:    significante, significado substituto. Os termos m&oacute;veis ocupam posi&ccedil;&otilde;es    estruturais, sendo elementos de toda cadeia falada na forma&ccedil;&atilde;o    da s&eacute;rie significante:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mestre ou (S1);    <br>   Bateria significante ou (S2);    <br>   Sujeito barrado ou ($) e    <br>   Mais-de-gozar &#8211; res&iacute;duo da fala (a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os deslocamentos    das s&eacute;ries m&oacute;veis (significantes) se d&atilde;o atrav&eacute;s    dos s&iacute;tios permanentes que correspondem a:</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f1.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Elabora&ccedil;&atilde;o    tardia, as quatro variantes do discurso ocupou Lacan<a href="#28"><sup>14</sup></a><a name="27"></a>    por volta dos anos 60 e conjugam uma estrutura permanente de todo discurso:    verdade, agente, outro, produ&ccedil;&atilde;o, com o deslocamento das cadeias    significantes, figurando os quatro discursos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mestre    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Hist&eacute;rico    <br>   Universit&aacute;rio    <br>   Analista</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Posto sob suspei&ccedil;&atilde;o,    o discurso recebido de acordo com o transmitido, sem a interven&ccedil;&atilde;o    de outras significa&ccedil;&otilde;es diversamente recebidas, voltamos &agrave;s    nossas institui&ccedil;&otilde;es para perguntar: Qual o discurso poss&iacute;vel    &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas? O discurso &eacute;    o efeito do deslizamento de uma cadeia significante, sendo o sujeito produzido    por esta cadeia em vez de ser o centro dela. Mutatis mutantis, a institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica tamb&eacute;m pode ser pensada como produzida pela cadeia    significante, em vez de ser tomada como a causa eficiente do que os psicanalistas    produzem nela e com ela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora todos os    deslocamentos sejam poss&iacute;veis, para melhor compreens&atilde;o no estudo    das institui&ccedil;&otilde;es, seria interessante tomar o s&iacute;tio que    est&aacute; mais ligado &agrave; raz&atilde;o de ser da institui&ccedil;&atilde;o,    que &eacute; O AGENTE. Como tem sido estruturada desde sua inven&ccedil;&atilde;o,    a institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica tem basculado entre dois significantes    como AGENTES: o SABER (S2), e o SIGNIFICANTE MESTRE (S1). O saber (S2) no lugar    do agente define o <b>discurso universit&aacute;rio</b>:</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f2.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adotando o discurso    universit&aacute;rio, a institui&ccedil;&atilde;o vai se haver com um impasse    na passagem do $ para o S1, pois este significante mestre expressa uma verdade    que n&atilde;o existe. Partindo de um saber tomado como absoluto, chegamos ao    imposs&iacute;vel de uma verdade que o desmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No segundo caso,    a posi&ccedil;&atilde;o do Agente est&aacute; ocupada pelo S1 que pela posse    do saber psicanal&iacute;tico, pela escolha dos eleitos continuadores e pela    via da identifica&ccedil;&atilde;o pretende estar na posse do Significante mestre    (S1) definindo o <b>discurso do mestre</b>:</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f3.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o discurso    do mestre, vamos encontrar uma impossibilidade na passagem do significante mestre    S1 para o saber, estando a produ&ccedil;&atilde;o no mais-gozar. Tem sido f&aacute;cil    observar em crises institucionais como o deslocamento entre o significante mestre    e o saber se articula de modo a excluir o $, ou seja, barrando ainda mais os    associados que pela exclus&atilde;o deixam de ter acesso ao saber (coisa somente    do mestre).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossa proposta    &eacute; inovar, pensando qual outro modelo poderia ent&atilde;o dar conta da    institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica. Tomemos o <b>discurso do    analista</b>:</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f4.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste discurso    o objeto causa do desejo est&aacute; no lugar de agente. Existe um analista    cuja fun&ccedil;&atilde;o &eacute; estabelecer um tipo de v&iacute;nculo em    que ele &eacute; o agente, como semblante do objeto a, visando produzir S1,    ou que o sujeito produza sua verdade. &Eacute;, pois contr&aacute;rio ao discurso    do mestre. A causa do desejo como agente, n&atilde;o se estabelece na institui&ccedil;&atilde;o,    pois o discurso anal&iacute;tico se dirige &agrave; cura e n&atilde;o ao paciente.    O saber de si que se d&aacute; como verdade do sujeito, somente &eacute; poss&iacute;vel    pela via do espa&ccedil;o de suposto saber que o analista pode oferecer. Tamb&eacute;m    n&atilde;o ocorre aqui a possibilidade deste semblante que se instaura como    agente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resta-nos, portanto    imaginar para a institui&ccedil;&atilde;o o <b>discurso hist&eacute;rico</b>, tomando-se    como Agente o $, que sugere um sujeito que mesmo constitu&iacute;do &eacute;    reconhecedor de sua falta e vai se associar na busca de um significante mestre    (S1), voltando &agrave; quest&atilde;o de um nome ainda representante do pai.    A produ&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o (S2) &eacute; realmente    o saber veiculado sobre a forma da transmiss&atilde;o, ou da veicula&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica entre os pares, sendo a verdade    (a) sabida como inating&iacute;vel.</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f5.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ou, como no enunciado    para o hist&eacute;rico, o sujeito do inconsciente ($) ao interrogar os significantes-mestres    (S1) revela o saber desta verdade: o senhor (masculino ou feminino) &eacute;    por fun&ccedil;&atilde;o castrado; a mestria sobre o corpo (o do outro e o pr&oacute;prio)    &eacute; ren&uacute;ncia ao gozo. Essa interroga&ccedil;&atilde;o produz os    estigmas dessa castra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na verdade, Freud    deu lugar e direito &agrave; histeria como v&iacute;nculo social. A escrita    freudiana &eacute; o saber da verdade da histeria finalmente advinda. Atrav&eacute;s    do sintoma, do sonho, do ato falho e do chiste, o discurso hist&eacute;rico    retoma o que o discurso do mestre recalcou. &Eacute; um saber novo, inteiramente    diferente do saber universit&aacute;rio. Sendo esta verdade parcial, s&oacute;    existe o sujeito que mente. Com Freud, o discurso hist&eacute;rico identificou-se    com a psican&aacute;lise. Ele fez sua a interroga&ccedil;&atilde;o que o hist&eacute;rico    nos coloca: que quer uma mulher, um homem? Que quer esse outro?</font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/cogito/v3/3a04f6.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud soube ouvir    a resposta, descobrindo que n&atilde;o &eacute; da ordem da necessidade, nem    de papeis a representar, nem de tarefas a cumprir, mas concerne diretamente    ao desejo. O hist&eacute;rico quer um mestre, isto &eacute;, um pai enquanto    mestre. Isto est&aacute; bem claro no cap&iacute;tulo VII sobre identifica&ccedil;&atilde;o    em &#8220;Psicologia das Massas e An&aacute;lise do Eu&#8221;<a href="#30"><sup>15</sup></a><a name="29"></a>    . Lacan responde a esta quest&atilde;o fazendo uma distin&ccedil;&atilde;o radical    entre o pai e o mestre, tomando as tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es ou dimens&otilde;es    que chama de Real, Simb&oacute;lico e Imagin&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para abandonar    o modelo original da institui&ccedil;&atilde;o em que o pai e o mestre se fundiam    &eacute; que tentamos pensar em uma nova forma de discurso poss&iacute;vel e    encontramos no discurso hist&eacute;rico um espa&ccedil;o que n&atilde;o possui    o que nele &eacute; buscado. O dif&iacute;cil caminho da institui&ccedil;&atilde;o    psicanal&iacute;tica est&aacute; marcado na sua demanda original de um sujeito    barrado, que buscando o senhor descobre-o castrado, faz uma produ&ccedil;&atilde;o    intelectual estigmatizada por esta castra&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o    a um gozo imposs&iacute;vel.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Da    teoria &agrave; pr&aacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Das considera&ccedil;&otilde;es    apresentadas sobre o modelo da institui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica,    podemos nos aventurar em algumas consequ&ecirc;ncias na pr&aacute;tica do novo    modelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Os Estatutos,    regimentos e regulamentos deveriam ser sucintos fugindo a particulariza&ccedil;&otilde;es    determinativas, atendendo &agrave; base legal para o necess&aacute;rio registro    oficial, estabelecimento de conta banc&aacute;ria, e obriga&ccedil;&otilde;es    fiscais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Seria criado    um sistema de Assembl&eacute;ia permanente e soberana com poder decis&oacute;rio    sobre todas as quest&otilde;es de funcionamento da institui&ccedil;&atilde;o.    A proporcionalidade de s&oacute;cios para convoca&ccedil;&atilde;o e vota&ccedil;&atilde;o    poderia ser revista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Cada associado    dever&aacute; ter um espa&ccedil;o pr&oacute;prio na institui&ccedil;&atilde;o,    se poss&iacute;vel determinado por um nome ou cargo que conjugue o seu desejo    com o interesse coletivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Evita-se o sistema    personalista e a concentra&ccedil;&atilde;o decis&oacute;ria. O presidente ser&aacute;    substitu&iacute;do por um comit&ecirc;. Situa&ccedil;&otilde;es novas e complexas    determinam o estabelecimento de comiss&otilde;es que possam estudar e ajudar    na solu&ccedil;&atilde;o dos impasses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. O espa&ccedil;o    da cria&ccedil;&atilde;o sup&otilde;e o novo e uma originalidade poss&iacute;vel.    A exist&ecirc;ncia dos N&uacute;cleos de Estudos permite agrupamentos de s&oacute;cios    por afinidades pessoais e interesses emergentes de estudo te&oacute;rico, pesquisa    ou revis&atilde;o cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. O sintoma n&atilde;o    pode ser esquecido, j&aacute; que a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o    &eacute; uma esp&eacute;cie de sintoma. Como Lembra Eny Iglesias<a href="#32"><sup>16</sup></a><a name="31"></a>    &#8220;a institui&ccedil;&atilde;o deve ser pensada como um recurso do analista    para suportar a psican&aacute;lise e o lugar do analista, pois este &eacute;    o espa&ccedil;o para dar conta dos restos transferenciais das an&aacute;lises,    comunicar o que n&atilde;o foi falado e dar novas formas simb&oacute;licas ao    indiz&iacute;vel atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,    da escrita, do testemunho sobre a permanente passagem para o tornar-se analista    que se viv&ecirc;ncia no espa&ccedil;o do inacabamento&#8221;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. N&atilde;o se    pressup&otilde;e que uma nova estrutura institucional resolva o problema de    conflitos e dificuldades j&aacute; t&atilde;o conhecidas entre analistas. Pensamos    em uma estrutura que n&atilde;o os favore&ccedil;a e que possua novas possibilidades    para conv&iacute;vio com diverg&ecirc;ncias pessoais e uma estrutura que suporte    melhor as contradi&ccedil;&otilde;es e oscila&ccedil;&otilde;es dial&eacute;ticas    pr&oacute;prias da evolu&ccedil;&atilde;o de entes falantes e pensantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. A circula&ccedil;&atilde;o    dos associados por outras institui&ccedil;&otilde;es ou os convites para visitas    e palestras a colegas de fora, favorecem o arejamento das rela&ccedil;&otilde;es    e o despertar para trabalhos inovadores e criativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. O associado    se compromete a somente deixar a sociedade ou se demitir ap&oacute;s prestar    seu depoimento frente a uma comiss&atilde;o especialmente designada. Todas as    sa&iacute;das ser&atilde;o objeto de reflex&atilde;o sobre poss&iacute;veis    descaminhos institucionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. A institui&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o se dissolve ou termina. Rompimentos mais graves e cis&otilde;es sempre    revelam pessoas ou pequenos grupos que assumem como poss&iacute;veis continuadores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS    BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S &#8211; <i>Etiologia da Histeria</i> - 1896 &#8211; ESB vol. III, Rio, Editora    Imago 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591979&pid=S1519-9479200100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">________ &#8211;    <i>Uma Crian&ccedil;a &eacute; Espancada</i> &#8211; 1917 &#8211; ESB vol. XVII, Rio,    Editora Imago 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591981&pid=S1519-9479200100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">________ &#8211;    <i>O Mal Estar na Civiliza&ccedil;&atilde;o &#8211;</i>1930 &#8211; ESB vol. XXI, Rio,    Editora Imago 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591983&pid=S1519-9479200100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>Totem e Tabu </i>(1913) ESB vol. XIII Rio, Editora Imago, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591985&pid=S1519-9479200100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">________ &#8211;    <i>Psicologia de Grupo e An&aacute;lise do Ego </i>(1921) &#8211; ESB vol. XXI, Rio,    Editora Imago, 1974</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591987&pid=S1519-9479200100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. &#8211;    <i>Semin&aacute;rio sobre O Homem dos Lobos</i>, apud</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591988&pid=S1519-9479200100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KAUFMAN, Pierre    &#8211; <i>Dicion&aacute;rio Enciclop&eacute;dico de Psican&aacute;lise</i> &#8211;    Rio Jorge Zahar, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591989&pid=S1519-9479200100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>L&acute;Eturdit</i> &#8211; 1872 &#8211; Scilicet n.4 Paris Seuil, 1973</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591991&pid=S1519-9479200100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>Semin&aacute;rio IV A Rela&ccedil;&atilde;o de Objeto </i>(1957) &#8211; Rio Jorge    Zahar, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591992&pid=S1519-9479200100010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>Semin&aacute;rio RSI.</i> &#8211; In&eacute;dito</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591994&pid=S1519-9479200100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;   <i> Televis&atilde;o </i>(1974) Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591995&pid=S1519-9479200100010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>Semin&aacute;rio III As Psicoses</i> (1955/56) Rio de Janeiro: Jorge Zahar 1992</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591997&pid=S1519-9479200100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ &#8211;    <i>Semin&aacute;rio XVII O Avesso da Psican&aacute;lise </i>(1969/70) Rio de Janeiro:    Jorge Zahar Editor, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=591998&pid=S1519-9479200100010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IGLESIAS, Eny Lima &#8211; <i>A Institui&ccedil;&atilde;o Psicanal&iacute;tica:    restos e produ&ccedil;&otilde;es</i> (1999) Anais da Jornada do CPB Salvador CPB    2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=592000&pid=S1519-9479200100010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA, Aur&eacute;lio    Buarque de Holanda &#8211; <i>Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa- S&eacute;culo    XXI</i> &#8211; Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=592002&pid=S1519-9479200100010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="2"></a> Psicanalista. Membro Fundador do C&iacute;rculo    Psicanal&iacute;tico da Bahia    <br>   <a href="#3"><sup>2</sup></a><a name="4"></a> Etiologia da Histeria, 1896     <br>   <a href="#5"><sup>3</sup></a><a name="6"></a> Uma Crian&ccedil;a &eacute; Espancada 1917        <br>   <a href="#7"><sup>4</sup></a><a name="8"></a> O Mal Estar na Civiliza&ccedil;&atilde;o    (1930)    <br>   <a href="#9"><sup>5</sup></a><a name="10"></a> Semin&aacute;rio sobre O Homem dos Lobos,    apud KAUFMAN, Pierre    <br>   <a href="#11"><sup>6</sup></a><a name="12"></a> L&acute;Eturdit (1872)     <br>   <a href="#13"><sup>7</sup></a><a name="14"></a> Semin&aacute;rio IV A Rela&ccedil;&atilde;o    de Objeto (1957)     <br>   <a href="#15"><sup>8</sup></a><a name="16"></a> Totem e Tabu (1913)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a href="#17"><sup>9</sup></a><a name="18"></a> Aur&eacute;lio Buarque de Holanda &#8211;    Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa    <br>   <a href="#19"><sup>10</sup></a><a name="20"></a> Semin&aacute;rio RSI- In&eacute;dito.    <br>   <a href="#21"><sup>11</sup></a><a name="22"></a> Semin&aacute;rio IV A Rela&ccedil;&atilde;o    de Objeto (1957)    <br>   <a href="#23"><sup>12</sup></a><a name="24"></a> Televis&atilde;o (1974)     <br>   <a href="#25"><sup>13</sup></a><a name="26"></a> Semin&aacute;rio III &#8211; As Psicoses    (1955/56)     <br>   <a href="#27"><sup>14</sup></a><a name="28"></a> Semin&aacute;rio XVII O Avesso da Psican&aacute;lise    (1969/70)    <br>   <a href="#29"><sup>15</sup></a><a name="30"></a> Psicologia de Grupo e An&aacute;lise do    Ego (1921)    <br>   <a href="#31"><sup>16</sup></a><a name="32"></a> A Institui&ccedil;&atilde;o Psicanal&iacute;tica:    restos e produ&ccedil;&otilde;es (1999)</font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Etiologia da Histeria]]></source>
<year>1976</year>
<volume>III</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Imago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uma Criança é Espancada]]></source>
<year>1976</year>
<volume>XVII</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Imago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Mal Estar na Civilização]]></source>
<year>1976</year>
<volume>XXI</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Imago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Totem e Tabu]]></source>
<year>1974</year>
<volume>XIII</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Imago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FREUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia de Grupo e Análise do Ego]]></source>
<year>1974</year>
<volume>XXI</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Imago]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LACAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Seminário sobre O Homem dos Lobos]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário Enciclopédico de Psicanálise]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L´Eturdit]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Seuil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Relação de Objeto]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Seminário RSI]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Televisão]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar Editor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As Psicoses]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KAUFMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Avesso da Psicanálise]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar Editor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[IGLESIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eny Lima]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Instituição Psicanalítica: restos e produções]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1999</year>
<conf-name><![CDATA[ Jornada do CPB]]></conf-name>
<conf-date>2000</conf-date>
<conf-loc>Salvador </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aurélio Buarque de Holanda]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário da Língua Portuguesa: Século XXI]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
