<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1677-0471</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Avaliação Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aval. psicol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1677-0471</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP)]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1677-04712003000200004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A estrutura fatorial do Inventário do Significado e Motivação do Trabalho, IMST]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The factor structure of Work Meaning and Motivation]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[Livia de Oliveira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antônio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Potiguar  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>123</fpage>
<lpage>145</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1677-04712003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1677-04712003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O Inventário da Motivação e Significado do Trabalho compõe-se de quatro escalas, sendo duas referentes às facetas do significado do trabalho - atributos valorativos (como o trabalho deve ser) e atributos descritivos (como o trabalho é concretamente) - e duas referentes aos componentes da motivação - expectativas (o que se espera que o trabalho seja) e instrumentalidade (quanto o esforço ou dedicação ao trabalho garante a obtenção de resultados desejáveis ou não). O estudo tem por objetivo aperfeiçoar o inventário, buscando melhores índices de consistência e verificando a estabilidade da estrutura fatorial das escalas. Aplicou-se o inventário numa amostra de 525 participantes, dos quais 55,2% eram profissionais de saúde, 23,4%, trabalhadores de uma distribuidora de petróleo e 21,3%, bancários de um Banco de economia mista. As análises fatoriais confirmatórias e os coeficientes Alfa de Cronbach das escalas indicaram que as modificações implementadas implicaram melhorias de consistência e nas estruturas fatoriais.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The motivation and work meaning inventory has four scales. Two scales are about the facets of the meaning of work: values attributes (how work should be), and descriptive attributes (how work actually is). Other scales refer to the components of motivation: the expectation (what it is hoped that the work be), and the instrumentality (how much the effort or dedication to work imply obtaining the desirable results or not). This study aims to improve the inventory, searching for better coefficients of consistency, and verifying the stability of factor structures of thee scales. A sample of 525 participants completed the inventory. Of these, 55.2% were health professionals, 23.4% were workers from a distributor of oil, and 21,3%, of a government bank. The factor analysis and Cronbach's Alpha coefficients indicated that the changes resulted in better consistency and factor structures.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Significado do trabalho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Motivação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Análise fatorial]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Meaning of Work]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Motivation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Factor Analysis]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A estrutura fatorial  do Invent&aacute;rio do Significado e Motiva&ccedil;&atilde;o do Trabalho, IMST</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">The factor structure of Work Meaning and Motivation</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Livia de Oliveira Borges <sup>I</sup>; Ant&ocirc;nio Alves Filho <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup> Universidade    Federal do Rio Grande do Norte    <br>   <sup>II</sup> Universidade Potiguar</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="ender"></a><a href="#enderb">Endereço    para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESUMO</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O Invent&aacute;rio da Motiva&ccedil;&atilde;o e Significado do Trabalho comp&otilde;e-se    de quatro escalas, sendo duas referentes &agrave;s facetas do significado do    trabalho - atributos valorativos (como o trabalho deve ser) e atributos descritivos    (como o trabalho &eacute; concretamente) - e duas referentes aos componentes    da motiva&ccedil;&atilde;o - expectativas (o que se espera que o trabalho seja)    e instrumentalidade (quanto o esfor&ccedil;o ou dedica&ccedil;&atilde;o ao trabalho    garante a obten&ccedil;&atilde;o de resultados desej&aacute;veis ou n&atilde;o).    O estudo tem por objetivo aperfei&ccedil;oar o invent&aacute;rio, buscando melhores    &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia e verificando a estabilidade da estrutura    fatorial das escalas. Aplicou-se o invent&aacute;rio numa amostra de 525 participantes,    dos quais 55,2&#37; eram profissionais de sa&uacute;de, 23,4&#37;, trabalhadores de    uma distribuidora de petr&oacute;leo e 21,3&#37;, banc&aacute;rios de um Banco de    economia mista. As an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias e os coeficientes    Alfa de Cronbach das escalas indicaram que as modifica&ccedil;&otilde;es implementadas    implicaram melhorias de consist&ecirc;ncia e nas estruturas fatoriais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Significado do trabalho, Motiva&ccedil;&atilde;o, An&aacute;lise fatorial.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> The motivation and work meaning inventory has four scales. Two scales are about  the facets of the meaning of work: values attributes (how work should be), and  descriptive attributes (how work actually is). Other scales refer to the components  of motivation: the expectation (what it is hoped that the work be), and the instrumentality  (how much the effort or dedication to work imply obtaining the desirable results  or not). This study aims to improve the inventory, searching for better coefficients  of consistency, and verifying the stability of factor structures of thee scales.  A sample of 525 participants completed the inventory. Of these, 55.2&#37; were health  professionals, 23.4&#37; were workers from a distributor of oil, and 21,3&#37;, of a government  bank. The factor analysis and Cronbach's Alpha coefficients indicated that the  changes resulted in better consistency and factor structures.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>    Meaning of Work, Motivation, Factor Analysis.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assinalar o crescimento da influ&ecirc;ncia da Cogni&ccedil;&atilde;o Social na  Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) j&aacute; &eacute; lugar comum (Bastos,  2000; Bastos &amp; Siqueira, no prelo; Bruner, 1997/1990; Katzell, 1994) e, sem  d&uacute;vidas, &eacute; tamb&eacute;m de reconhecimento geral que sua influ&ecirc;ncia  incrementou as pesquisas na &aacute;rea e marcou grandes tend&ecirc;ncias como  a busca permanente de base emp&iacute;rica, a ado&ccedil;&atilde;o de um perspectiva  sist&ecirc;mica, a disposi&ccedil;&atilde;o de estar pondo a prova modelos e teorias  e o direcionamento da aten&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos e psicologistas  para novos te-mas, a maior parte relativos &agrave; cultura, como significado  do trabalho, comprometimento no trabalho, aprendizagem nas organiza&ccedil;&otilde;es,  percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional, cren&ccedil;as e valores. A  influ&ecirc;ncia da Cogni&ccedil;&atilde;o Social, no entanto, &eacute; alvo tamb&eacute;m  de muitas cr&iacute;ticas e preocupa&ccedil;&otilde;es, inclusive algumas originadas  entre aqueles que a representam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Assim, segundo Bruner (1997/1990) desde a revolu&ccedil;&atilde;o cognitivista  que se reivindica uma aborda-gem mais interpretativa e centrada na constru&ccedil;&atilde;o  de significados, o que n&atilde;o se consolidou at&eacute; o momento. Tanto o  referido autor, como outros estudiosos (como Fiske, 1992) afirmam que a influ&ecirc;ncia  da aten&ccedil;&atilde;o centrada no processamento da informa&ccedil;&atilde;o  e na analogia do computador levou ao tecnicismo, tornando a abordagem da Cogni&ccedil;&atilde;o  Social alvo da cr&iacute;tica segundo a qual obteve seus &ecirc;xitos &agrave;  custa da desumaniza&ccedil;&atilde;o do conceito de mente. Para retomar a abordagem  dentro de uma perspectiva de constru&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-hist&oacute;rica  da mente &eacute; preciso conceder maior centralidade aos conceitos de cultura  e de significados, os quais para Bruner s&atilde;o componentes centrais na explica&ccedil;&atilde;o  do que seja a natureza humana e situam-se na linha divis&oacute;ria da evolu&ccedil;&atilde;o  humana, sendo os principais elementos na configura&ccedil;&atilde;o das mentes  dos que vivem sob a influ&ecirc;ncia dos mesmos. S&atilde;o, portanto, os significados  componentes mediadores importantes da rela&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo  com o seu mundo. Compreender os significados &eacute;, no entanto, sem-pre uma  tarefa complexa, devido seu car&aacute;ter sempre multifacetado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ilustrativo e elucidativo da complexidade de conceitos como significados e cultura  &eacute; a frase de Bruner (1997/1990): &quot;Uma psicologia culturalmente sens&iacute;vel  (...) &eacute;, e deve ser, baseada n&atilde;o apenas no que as pessoas realmente  fazem, mas no que elas dizem fazer e no que dizem que as levou a fazer o que fizeram.  Diz igualmente respeito ao que as pessoas dizem que os outros fizeram e porqu&ecirc;.  E, acima de tudo, refere-se ao que as pessoas dizem ser os seus mundos&quot; (p.  26-27). Desta forma, dizer e fazer se constituem em uma unidade dial&eacute;tica  e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, a cultura e os significados constru&iacute;dos  pelos indiv&iacute;duos, em conformidade com a cultura em que se insere, s&atilde;o  causas da a&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Uma segunda linha de cr&iacute;tica, associada ao que j&aacute; foi assinalado  sobre a desumaniza&ccedil;&atilde;o do conceito de mente, diz respeito a secundariza&ccedil;&atilde;o  do contexto socioecon&ocirc;mico (&Aacute;lvaro-Estramiana, 1995; 1999; Borges,  1998; Bruner, 1997/1990; Fiske, 1992; Katzell, 1994), concretizada pela ado&ccedil;&atilde;o  de uma estrat&eacute;gia te&oacute;rico-metodol&oacute;gica de descri&ccedil;&atilde;o  do fen&ocirc;meno mental sem elucidar seus nexos dial&eacute;ticos com o ambiente  no qual tem sentido. Reconhece-se, no entanto, como cada vez mais presente, a  tend&ecirc;ncia de busca de sentido na rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica  cogni&ccedil;&atilde;o/ contexto. A import&acirc;ncia atribu&iacute;da aqui ao  contexto traz a baila a discuss&atilde;o entre o universalismo e particulariza&ccedil;&atilde;o  da produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, ainda faltando muito para ser poss&iacute;vel  ter clareza de at&eacute; que ponto aspectos da cogni&ccedil;&atilde;o s&atilde;o  universais ou particulares &agrave; individualidade e ao regionalismo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outra cr&iacute;tica corrente &agrave; Cogni&ccedil;&atilde;o Social aponta a  forma fragmentada em que lida com os temas, embora alguns autores j&aacute; identifiquem  uma tend&ecirc;ncia a ado&ccedil;&atilde;o de perspectivas mais molares (Katzell,  1994; &Aacute;lvaro-Estramiana, 1995), o que se faz notar no surgimento de modelos  que tentam relacionar v&aacute;rios construtos. Na literatura especializada em  medidas de comportamento organizacional, tal cr&iacute;tica toma corpo apontando  &agrave; multiplicidade de instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o em Psicologia  Organizacional e do Trabalho, bem como a ambig&uuml;idade e interse&ccedil;&atilde;o  dos construtos nos quais se baseiam as pesquisas (por exemplo, Borges, 2001; Borges  &amp; Alves, 2002; Pasquali, 1999; Siqueira, 2002). Mas longe de tais cr&iacute;ticas  significarem que os investimentos no aperfei&ccedil;oamento instrumental devam  ser reduzidos, a literatura tem apontado na dire&ccedil;&atilde;o de que o avan&ccedil;o  na clareza dos construtos &eacute; interdependente ao aperfei&ccedil;oamento instrumental.  O uso de t&eacute;cnicas como a an&aacute;lise fatorial, ao mesmo tempo, que contribui  na elucida&ccedil;&atilde;o sobre a capacidade de cada item dos question&aacute;rios  estruturados medirem o que se prop&otilde;e, estimando quanto contribuem para  mensura&ccedil;&atilde;o de um determinado fator (valida&ccedil;&atilde;o), termina  tamb&eacute;m avaliando a qualidade conceitual do construto. Explicando melhor,  lembra-se uma frase de Konder (1985, p.71), descrevendo princ&iacute;pios da dial&eacute;tica:  &quot;...a pr&aacute;tica exige um reexame da teoria e a teoria servia para criticar  a pr&aacute;tica em profundidade, servia para questionar e corrigir a pr&aacute;tica&quot;.  Nessa linha de racioc&iacute;nio, compreende-se que um bom question&aacute;rio  &eacute; concebido a partir de um arcabou&ccedil;o te&oacute;rico claro, no qual  tanto o construto mais amplo (latente) &eacute; tanto melhor definido quanto se  identificam os seus indicadores operacionais. O teste emp&iacute;rico do question&aacute;rio,  por sua vez, permite criticar e reavaliar a qualidade conceitual do construto  e da identifica&ccedil;&atilde;o dos indicadores (Pasquali, 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os avan&ccedil;os conceituais e instrumentais, por sua vez, respondem melhor &agrave;s  necessidades da pr&aacute;tica profissional e da pesquisa em Psicologia. Quanto  melhores os instrumentos dispon&iacute;veis no sentido de que realmente me&ccedil;am  o que declaram, melhores diagn&oacute;sticos psicossociais e pesquisas os psic&oacute;logos  realizam nas organiza&ccedil;&otilde;es ou sobre categorias ocupacionais e profiss&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por isso, o Invent&aacute;rio de Motiva&ccedil;&atilde;o e Significado do Trabalho  (IMST) foi criado, pensando em melhor munir os profissionais e pesquisadores com  um instrumento confi&aacute;vel e, ao mesmo tempo, reunir evid&ecirc;ncias que  permitam criticar os conceitos nos quais se embasa. Essas preocupa&ccedil;&otilde;es  com exatid&atilde;o justificam-se no fato de que interessa ao mundo do trabalho  maior compet&ecirc;ncia gerencial nas organiza&ccedil;&otilde;es e investir no  bem-estar do trabalhador, demandado um maior conhecimento da rela&ccedil;&atilde;o  do indiv&iacute;duo com o seu trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A elabora&ccedil;&atilde;o do IMST (Borges &amp; Alves (2001) ocorreu atrav&eacute;s  da amplia&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio do Significado do Trabalho (Borges,  1997, 1999) pela absor&ccedil;&atilde;o de conceitos da teoria da motiva&ccedil;&atilde;o  designada como Teoria da Expect&acirc;ncia (Vroom, 1995/1964; 1969) e das categorias  emp&iacute;ricas a partir de entrevistas com banc&aacute;rios e profissionais  de sa&uacute;de em Natal. Importa recordar que o IST, por sua vez, foi criado  fundamentando-se em ampla e multidisciplinar revis&atilde;o de literatura sobre  o assunto (significado do trabalho) e de categorias emp&iacute;ricas levantadas  em entrevistas com oper&aacute;rios da constru&ccedil;&atilde;o habitacional,  costureiras e comerci&aacute;rios. S&atilde;o com tais estrat&eacute;gias te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas  que se concretizam aqui uma perspectiva interpretativa dos significados a luz  do contexto socioecon&ocirc;mico e cultural e, ao mesmo tempo, sist&ecirc;mico  atentando para as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre os componentes dos significados  atribu&iacute;dos ao trabalho e da viv&ecirc;ncia da motiva&ccedil;&atilde;o para  esse mesmo trabalho. Como se partiu da no&ccedil;&atilde;o, j&aacute; referida  (Bruner, 1997/1990), de que os significados s&atilde;o componentes fundantes da  natureza humana, compreende-se que os significados que os indiv&iacute;duos atribuem  ao seu trabalho est&atilde;o associados a suas motiva&ccedil;&otilde;es e ambos  ao que fazem no ambiente de trabalho e como se relacionam com esse e com a organiza&ccedil;&atilde;o  empregadora. A motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho, por sua vez, &eacute; um dos  t&oacute;picos que mais tem ocupado os psic&oacute;logos, acompanhando toda a  hist&oacute;ria da POT desde os anos de 20.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O IMST conta com um estudo anterior (Borges &amp; Alves, 2001) de valida&ccedil;&atilde;o.  Sua aprecia&ccedil;&atilde;o geral aponta que as diferentes escalas, as quais  o comp&otilde;em, s&atilde;o consistentes e &uacute;teis, levando em conta as  propor&ccedil;&otilde;es da vari&acirc;ncia explicada, os Coeficientes Alfa de  cada fator, os coeficientes de fatorabilidade e a capacidade dos escores nos fatores  diferenciarem as categorias ocupacionais (profissionais de sa&uacute;de e banc&aacute;rios).  No entanto, dois problemas foram constatados: o primeiro referia-se ao fato da  escala dos atributos valorativos (caracter&iacute;sticas atribu&iacute;das ao  trabalho definindo como esse deve ser) mostrar-se menos consistente do que no  IST e o segundo, &agrave; distin&ccedil;&atilde;o acentuada da estrutura fatorial  da escala de instrumentalidade. Esses problemas conduziam, por sua vez, a d&uacute;vidas  sobre a adequa&ccedil;&atilde;o do formato tabular do question&aacute;rio (IMST),  al&eacute;m de que aquele primeiro estudo de valida&ccedil;&atilde;o sugeria a  pertin&ecirc;ncia de elimina&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios itens tornando  o question&aacute;rio mais leve para a aplica&ccedil;&atilde;o. Desenvolveu-se,  ent&atilde;o, o presente estudo com os seguintes objetivos:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 1 - Aperfei&ccedil;oar o Invent&aacute;rio da Motiva&ccedil;&atilde;o e do Significado  do Trabalho, buscando melhores &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia e verificando  a estabilidade da estrutura fatorial dos componentes da motiva&ccedil;&atilde;o  e do significado do trabalho mensurados no referido question&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 2 - Ampliar a aplicabilidade para outras categorias ocupacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para que se torne compreens&iacute;vel a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de tais  objetivos, descreve-se sucintamente, nas se&ccedil;&otilde;es subseq&uuml;entes,  os principais conceitos sobre significado do trabalho e motiva&ccedil;&atilde;o  os quais fundamentam o IMST. </font>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Significado    do Trabalho</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Aborda-se (segundo Borges, 1998a) o significado do trabalho como uma cogni&ccedil;&atilde;o    subjetiva, s&oacute;cio-hist&oacute;rica e din&acirc;mica, caracterizado por    m&uacute;ltiplas facetas que se articulam de diversificadas maneiras. &Eacute;    subjetiva, apresentando uma varia&ccedil;&atilde;o individual, a qual reflete    a hist&oacute;ria pessoal de cada um e representa a forma que o indiv&iacute;duo    interpreta e d&aacute; sentido ao seu trabalho. &Eacute; social, porque al&eacute;m    de apresentar aspectos compartilhados por um conjunto de indiv&iacute;duos,    reflete as condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas da sociedade, na qual est&atilde;o    inseridos. &Eacute; din&acirc;mico, no sentido de que &eacute; construto inacabado,    em permanente processo de constru&ccedil;&atilde;o. Decorrente disto, sua caracteriza&ccedil;&atilde;o    variar&aacute; conforme seu pr&oacute;prio car&aacute;ter s&oacute;cio-hist&oacute;rico.    &Eacute; din&acirc;mico tamb&eacute;m no sentido de que est&aacute; sempre em    constru&ccedil;&atilde;o para cada indiv&iacute;duo. Tal constru&ccedil;&atilde;o    individual ocorre atrav&eacute;s do processo de socializa&ccedil;&atilde;o,    no qual o indiv&iacute;duo ativa e criativamente, apropria-se e recombina elementos    da realidade social e material, bem como das concep&ccedil;&otilde;es do trabalho    oriundas das diversas formas de conhecimento do seu tempo hist&oacute;rico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   &Eacute; importante perceber que esta conceitua&ccedil;&atilde;o do significado    do trabalho &eacute; concernente com as tend&ecirc;ncias reclamadas &agrave;    Cogni&ccedil;&atilde;o Social na introdu&ccedil;&atilde;o deste artigo no sentido    de assumir uma perspectiva interpretativa, contextual e sist&ecirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A bibliografia especializada tem convergido quanto a assumir o construto - significado    do trabalho - como multifacetado, embora haja diverg&ecirc;ncias na identifica&ccedil;&atilde;o    de quais s&atilde;o as principais facetas. Borges (1998) e Borges e Tamayo (2001)    tem identificado essas como: a centralidade do trabalho, atributos valorativos,    atributos descritivos e hierarquia dos atributos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A primeira faceta - centralidade do trabalho - sup&otilde;e uma hierarquiza&ccedil;&atilde;o    das esferas de vida (fam&iacute;lia, trabalho, religi&atilde;o, lazer e comunidade)    como &eacute; exposto por England e Misumi (1986) e a Equipe do MOW (1987).    &Eacute;, certamente, a faceta mais ampla-mente aceita.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Atributos descritivos designam a percep&ccedil;&atilde;o do trabalho como ele    &eacute; concretamente. Borges (1997, 1998a e 1999) identificou a estrutura    fatorial destes atributos primeiramente a partir de uma amostra de trabalhadores    da constru&ccedil;&atilde;o civil e de redes de supermercados no Distrito Federal,    atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do IST. A estrutura fatorial prim&aacute;ria    comp&ocirc;s-se dos seguintes fatores (Borges, 1998a e 1999): &Ecirc;xito e    Realiza&ccedil;&atilde;o Pessoal, Justi&ccedil;a no Trabalho, Sobreviv&ecirc;ncia    Pessoal-Familiar e Independ&ecirc;ncia Econ&ocirc;mica e Carga Mental. Com o    desenvolvimento do IMST, Borges e Alves (2001) explorando a estrutura fatorial    dos atributos descritivos com profissionais de sa&uacute;de e banc&aacute;rios,    identificaram um novo conjunto de fatores prim&aacute;rios, a saber:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Auto-express&atilde;o (r2&#61; 53,3 e alfa&#61;0,86): indica que o trabalho representa    concretamente possibilidades de opinar, influenciando nas decis&otilde;es; de    expressar a criatividade; de merecer confian&ccedil;a e reconhecimento; ser    pessoa e crescer pessoalmente;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Responsabilidade e Dignidade (r2&#61; 16,6 e alfa&#61;0,80): indica que no trabalho    se assume responsabilidades, sente-se produtivo e, por isso, uma pessoa digna    e respeitadora;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 13,7 e alfa&#61;0,63): indica quanto    o trabalho implica no desgaste e na desumaniza&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Recompensa Econ&ocirc;mica (r2&#61; 8,7 e alfa&#61;0,70): indica quanto o trabalho    garante o auto-sustento e independ&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   e) Condi&ccedil;&otilde;es de Trabalho (r2&#61; 7,9 e alfa&#61;0,84): indica quanto    no trabalho se pode contar com equipamentos adequados, seguran&ccedil;a, higiene,    assist&ecirc;ncia e amparo social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Essa estrutura fatorial dos atributos descritivos diferencia os profissionais    de sa&uacute;de e banc&aacute;rios dos trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o    habitacional e de redes de supermercados do Distrito Federal (participantes    do estudo referido anterior de Borges, 1999 e de Borges &amp; Tamayo, 2001).    Esses resultados s&atilde;o mais pr&oacute;ximos aos resultados encontrados    no estudo da equipe MOW. Provavelmente, o fato est&aacute; associado ao n&iacute;vel    de instru&ccedil;&atilde;o dos participantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O fator Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o faz parte da estrutura fatorial,    mas, a exemplo da estrutura fatorial encontrada no estudo com oper&aacute;rios    da constru&ccedil;&atilde;o habitacional e trabalhadores de redes de supermercado    (Borges, 1997; 1999; Borges e Tamayo, 2001), tamb&eacute;m apresenta um coeficiente    alfa inferior aos demais fatores da escala.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os atributos valorativos    consistem em uma defini&ccedil;&atilde;o sobre o que o trabalho <i>deve ser</i>.    Toma-se aqui como refer&ecirc;ncia o conceito de valor de Schwartz (1994, p.21),    segundo o qual &eacute; um &quot;alvo transituacional desej&aacute;vel, variando    de import&acirc;ncia que funcionam como princ&iacute;pio-guias na vida de uma    pessoa ou outra entidade social&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Borges (1998a e 1999) e Borges e Tamayo (2001), atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o    do IST (Invent&aacute;rio do Significado do Trabalho) numa amostra de oper&aacute;rios    da constru&ccedil;&atilde;o habitacional e trabalhadores de redes de supermercado,    encontraram a estrutura fatorial de tais atributos, da qual os fatores prim&aacute;rios    s&atilde;o: Exig&ecirc;ncias Sociais, Justi&ccedil;a no Trabalho, Esfor&ccedil;o    Corporal e Desumaniza&ccedil;&atilde;o, Realiza&ccedil;&atilde;o Pessoal e Sobreviv&ecirc;ncia    Pessoal e Familiar. No primeiro teste emp&iacute;rico do IMST desenvolvido por    Borges e Alves (2001), com profissionais de sa&uacute;de e banc&aacute;rios,    foi identificada a seguinte estrutura fatorial dos atributos valorativos:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Justi&ccedil;a no Trabalho (r2&#61; 57,9 e alfa&#61;0,91): define que o trabalho    deve garantir boas condi&ccedil;&otilde;es na forma de higiene, assist&ecirc;ncia,    conforto, eq&uuml;idade de direitos entre colegas; provis&atilde;o salarial,    proporcionalidade entre esfor&ccedil;os e recompensas (ou entre deveres e direitos)    e reconhecimento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 16,9 e alfa&#61;0,77): define que    o trabalho deve implicar em ritmo, desgaste, desumaniza&ccedil;&atilde;o, re-peti&ccedil;&atilde;o,    ocupa&ccedil;&atilde;o, pressa e explora&ccedil;&atilde;o;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Realiza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 10,2 e alfa&#61;0,83): define que o trabalho deve    gerar prazer na forma de gosto pelos resultados, amparo social, acolhimento    e confian&ccedil;a, independ&ecirc;ncia, desafio, auto-respeito, produtividade    e sentido social;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Bem-Estar Socioecon&ocirc;mico (r2&#61; 8,2 e alfa&#61;0,67): define que o trabalho    deve pro-ver reconhecimento pelas recompensas, oportunidades de qualifica&ccedil;&atilde;o,    estabilidade, boas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, crescimento e auto-sustento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   e) Auto-Express&atilde;o (r2&#61; 6,8 e alfa&#61;0,77): define que o trabalho deve prover    oportunidade de express&atilde;o da criatividade, das habilidades interpessoais,    da capacidade de opinar, do racioc&iacute;nio e do bem-estar mental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Observa-se que a estrutura fatorial encontrada para os atributos valorativos    &eacute; qualitativamente distinta daquela encontrada a partir da aplica&ccedil;&atilde;o    do IST em trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o civil e de redes de supermercados.    Indica, pois, que os profissionais de sa&uacute;de e banc&aacute;rios organizam    as atribui&ccedil;&otilde;es de valores ao trabalho de forma diferenciada, sendo    que entre estas diferen&ccedil;as est&atilde;o: (1) o crescimento da propor&ccedil;&atilde;o    da vari&acirc;ncia explicada pelos fatores Justi&ccedil;a no Trabalho e Desgaste    e Desumaniza&ccedil;&atilde;o; (2) o surgimento do fator designado Auto-Express&atilde;o;    (3) a substitui&ccedil;&atilde;o do fator de Sobreviv&ecirc;ncia Pessoal e Familiar    pelo de bem-estar; e (4) a inexist&ecirc;ncia de um fator que represente exig&ecirc;ncias    sociais (demandas da sociedade). No lugar deste &uacute;ltimo, para a presente    amostra, o sentido de dever est&aacute; incluso em justi&ccedil;a no trabalho    e o sentido social vinculado diretamente ao prazer pelo conte&uacute;do do trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Apesar da estrutura conter a mesma quantidade de fatores, os &uacute;ltimos    - bem-estar e auto-express&atilde;o - apresentam consist&ecirc;ncia (coeficiente    alfa) inferior &agrave;quela da estrutura anterior, indicando que o formato    tabular adotado no IMST pode ter afetado negativamente sua confiabilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por fim, entende-se por hierarquia de atributos a organiza&ccedil;&atilde;o    hier&aacute;rquica das caracter&iacute;sticas atribu&iacute;das ao trabalho    pelos indiv&iacute;duos (Salmaso &amp; Pombeni, 1986; Ravlin &amp; Meglino,    1989). Borges (1998) e Borges e Tamayo (2001) t&ecirc;m aplicado este conceito    tanto aos atributos valorativos quanto aos descritivos. Encontraram que, subdividindo    amostra segundo as hierarquias, as correla&ccedil;&otilde;es entre os fatores    se tornam mais fortes. Isto significa que conhecer a organiza&ccedil;&atilde;o    hier&aacute;rquica individual dos atributos, pode tornar previs&iacute;veis    os nexos sist&ecirc;micos existentes entre os diversos fatores valorativos e    descritivos, corroborando a previs&atilde;o da bibliografia consultada sobre    o poder de discrimina&ccedil;&atilde;o da hierarquia dos valores. Tais hierarquias    s&atilde;o aferidas no IMST como uma medida secund&aacute;ria, a partir da compara&ccedil;&atilde;o    dos escores individuais nos diversos fatores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Desde os estudos da equipe do MOW (1987), a tentativa de apreens&atilde;o do    todo do significado do trabalho compartilhada por um grupo vem sendo realizada    atrav&eacute;s do conceito de padr&atilde;o do significado do trabalho, que    consiste na configura&ccedil;&atilde;o de escores dos indiv&iacute;duos nas    diversas facetas e fatores quando &eacute; o caso. Partindo, ent&atilde;o, das    facetas consideradas por Borges (1998 e 1999), os padr&otilde;es do significado    do trabalho consistem na combina&ccedil;&atilde;o dos escores em centralidade    do trabalho, nos fatores valorativos e descritivos e na hierarquia atribu&iacute;da    a tais fatores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Motiva&ccedil;&atilde;o    no trabalho</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Sobre a motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, toma-se como refer&ecirc;ncia    a Teoria das Expectativas, elaborada por Vroom (1995/1964). Essa, segundo Muchinsky    (1994), essa teoria consagrou o conceito de Expectativas no campo da motiva&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; uma teoria cognitiva e assume existir uma rela&ccedil;&atilde;o entre    o esfor&ccedil;o que se realiza e o rendimento do trabalho. Segundo Franc&egrave;s    (1995), centra a aten&ccedil;&atilde;o sobre o processo de motivar e n&atilde;o    exatamente no conte&uacute;do. E concernente com o que se tratou na introdu&ccedil;&atilde;o    desse cap&iacute;tulo a Teoria da Expectativa pressup&otilde;e a unidade entre    a mente e a&ccedil;&atilde;o humana e valoriza a voli&ccedil;&atilde;o humana.    Entretanto, &eacute; muito criticada por sua ahistoricidade, &agrave; medida    que s&oacute; permite revelar a motiva&ccedil;&atilde;o em um dado momento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Tal teoria se sustenta em cinco conceitos b&aacute;sicos (Muchinsky, 1994; Klein,    1990; Franc&egrave;s, 1995; Vroom, 1995/1964): (1) Resultados do trabalho, que    s&atilde;o as conseq&uuml;&ecirc;ncias que uma organiza&ccedil;&atilde;o pode    oferecer a seus empregados a partir do exerc&iacute;cio de suas fun&ccedil;&otilde;es;    (2) Val&ecirc;ncias que consistem nos valores positivos ou negativos atribu&iacute;dos    pelos trabalha-dores aos resultados do trabalho; (3) Expectativa que consiste    na percep&ccedil;&atilde;o de quanto o esfor&ccedil;o conduzem aos resultados    esperados; (4) Instrumentalidade que consiste no grau de rela&ccedil;&atilde;o    percebido entre a execu&ccedil;&atilde;o e a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados;    (5) For&ccedil;a motivacional que &eacute;, ent&atilde;o, a quantidade de esfor&ccedil;o    ou press&atilde;o de uma pessoa para motivar-se. Representa-se matematicamente    pela seguinte express&atilde;o:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>FM &#61; E &#91; Vi    Ii &#93;</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na qual, <b>FM</b>    &eacute; a for&ccedil;a motivadora, <b>E</b> a Expectativa e <b>I</b> a Instrumentalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para Muchinsky (1994), a Teoria da Expectativa proporciona uma base racional    e rica para a compreens&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o em um determinado    trabalho. Oferece ampla possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o e presta-se    ao teste emp&iacute;rico. Apesar das pol&ecirc;micas em torno da adequa&ccedil;&atilde;o    de se multiplicar os escores dos componentes do modelo, o referido autor avalia    que os estudos posteriores fortalecem o modelo e que &eacute; poss&iacute;vel    fazer predi&ccedil;&otilde;es de boa qualidade a partir do produto de seus elementos,    da soma ou de componentes em separado. Segundo Muchinsky (1994), acerca da capacidade    preditiva e validade emp&iacute;rica pode-se consultar os estudos, por exemplo,    de Mitchel e Knudsen (1973) e de Muchinsky e Taylor (1976).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Vroom (1995/1964) desenvolveu seu modelo de motiva&ccedil;&atilde;o considerando    quatro grandes grupos de resultados do trabalho, a saber: a provis&atilde;o    de sal&aacute;rio, o disp&ecirc;ndio de energia f&iacute;sica e mental; a produ&ccedil;&atilde;o    de bens e servi&ccedil;os; as intera&ccedil;&otilde;es sociais com outras pessoas    e status social. O referido autor fundamentou a elei&ccedil;&atilde;o desses    resultados em uma ampla e aprofundada revis&atilde;o de literatura. Entretanto,    as diferen&ccedil;as do contexto sociohist&oacute;rico, tanto no que diz respeito    aonde desenvolveu seu modelo e quando, est&aacute; muito distante da nossa realidade.    Da&iacute;, utilizaram-se (Borges &amp; Alves, 2001) como crit&eacute;rio de    elei&ccedil;&atilde;o desses resultados os itens do IST somados a revis&atilde;o    realizada para cria&ccedil;&atilde;o do IMST (a partir de entrevistas com banc&aacute;rios    e profissionais de sa&uacute;de), para ent&atilde;o lidar com os fatores empiricamente    encontrados. Esses para as Expectativas (r2 &#61; 41,1) foram:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Justi&ccedil;a no Trabalho e Auto-Express&atilde;o (r2&#61; 69,8 e alfa&#61;0,94):    indica quanto o participante espera obter justi&ccedil;a no trabalho, nas formas    de assist&ecirc;ncia, sal&aacute;rio, proporcionalidade entre esfor&ccedil;o    e sal&aacute;rio e higiene, e oportunidade de express&atilde;o da criatividade,    do reconhecimento e da sua influ&ecirc;ncia nas decis&otilde;es;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 15,6 e alfa&#61;0,79): indica quanto    o indiv&iacute;duo espera esgotar-se, ocupar-se, apressar-se e desumanizar-se;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Bem-estar e Independ&ecirc;ncia (r2&#61; 7,7 e alfa&#61;0,87): indica quanto o indiv&iacute;duo    espera encontrar estabilidade no emprego, oportunidade de profissionaliza&ccedil;&atilde;o,    tarefas prazerosas, garantia do sustento, do amparo social e independ&ecirc;ncia    enquanto consumi-dor;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Responsabilidade (r2&#61; 6,9 e alfa&#61;0,76): indica quanto o indiv&iacute;duo    espera ser respons&aacute;vel pelo que faz, pelo respeito &agrave; hierarquia,    pelo cumprimento de normas, por decis&otilde;es e pela qualidade do que faz.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   E para a Instrumentalidade (r2 &#61; 42,5) foram:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Envolvimento (r2&#61; 70,1 e alfa&#61;0,91): indica quanto os indiv&iacute;duos percebem    o pr&oacute;prio desempenho como influente para que se sinta produtivo, identificado    com as tarefas, respons&aacute;vel, digno, merecedor de confian&ccedil;a; inclu&iacute;do    no grupo, adaptado &agrave;s normas e respeitador da hierarquia;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Justi&ccedil;a no Trabalho (r2&#61; 13,6 e alfa&#61;0,92): indica quanto os indiv&iacute;duos    percebem o pr&oacute;prio desempenho como influente para conseguir contar com    equipamentos adequados, conforto, igualdade de direitos, assist&ecirc;ncia,    proporcionalidade entre esfor&ccedil;os e recompensas, sal&aacute;rio e sua    sufici&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 9,2 e alfa&#61;0,76): indica quanto    os indiv&iacute;duos percebem o pr&oacute;prio desempenho como respons&aacute;vel    por provocar desgaste e desumaniza&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Independ&ecirc;ncia e Bem-Estar (r2&#61; 7,1 e alfa&#61;0,72): indica quanto os indiv&iacute;duos    percebem o pr&oacute;prio desempenho como respons&aacute;vel pela obten&ccedil;&atilde;o    de independ&ecirc;ncia, auto-sustento, status, estabilidade e assist&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;todo</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos anunciados anteriormente,    planejou-se o desenvolvimento da pesquisa de forma a proporcionar modifica&ccedil;&otilde;es    no IMST visando superar as limita&ccedil;&otilde;es encontradas anteriormente    e submet&ecirc;-lo a novo teste emp&iacute;rico com uma amostra de profissionais    de sa&uacute;de e banc&aacute;rios, assemelhando-se a pesquisa anterior, mas    incluindo outra categoria ocupacional - trabalhadores de uma distribuidora de    derivados de petr&oacute;leo (petroleiros) privada - dos quais se esperava que    se aproximassem dos primeiros quanto ao n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <i>Amostra</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A amostra foi formada por 525 participantes, sendo 290 (55,2&#37;) profissionais    de sa&uacute;de, 112 (23,4&#37;) trabalhadores de uma empresa de distribui&ccedil;&atilde;o    de derivados de petr&oacute;leo (petroleiros) privada e 123 (21,3&#37;) banc&aacute;rios    de um banco de economia mista. A forma&ccedil;&atilde;o da amostra seguiu uma    estrat&eacute;gia acidental, na qual o crit&eacute;rio de inclus&atilde;o era    a acessibilidade do indiv&iacute;duo. Dos profissionais de sa&uacute;de, 138    trabalham em Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de, (26,3&#37; da amostra total)    e 152 em hospitais (29&#37; da amostra total). Estimando-se o Qui-Quadrado para    exame das distribui&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o    por categoria ocupacional, verifica-se que as duas distribui&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o s&atilde;o independentes (Qui-quadrado &#61; 40,9, p&lt;0,001). Examinando    a Tabela 1 que traz o cruza-mento das duas vari&aacute;veis (n&iacute;vel de    instru&ccedil;&atilde;o e categorias ocupacionais) verifica-se que petroleiros    e banc&aacute;rios apresentam uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de participantes    com n&iacute;vel superior, enquanto os profissionais de sa&uacute;de est&atilde;o    mais divididos entre a instru&ccedil;&atilde;o superior e secund&aacute;ria.    Importa observar que esta caracter&iacute;stica dos profissionais de sa&uacute;de    se deve, principalmente, a inclus&atilde;o dos t&eacute;cnicos e auxiliares    de enfermagem e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, h&aacute; maior concentra&ccedil;&atilde;o    de pessoas com apenas instru&ccedil;&atilde;o superior nos profissionais de    sa&uacute;de atuantes na rede hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No entanto, importa observar que tal varia&ccedil;&atilde;o embora significativa    ocorre principalmente dentro do intervalo da instru&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia    (secund&aacute;ria) e superior. A Figura 1 permite perceber isto com mais clareza.    Por isso, julga-se que a inclus&atilde;o dos petroleiros atende a caracter&iacute;stica    esperada de n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o. Tal diferen&ccedil;a j&aacute;    existia no estudo anterior entre banc&aacute;rios e profissionais de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04f1.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A amostra foi composta de 67,2&#37; de mulheres e 32,8&#37; de homens. A maioria dos    participantes declaram-se cat&oacute;licos (73,9&#37;). A maioria tamb&eacute;m    &eacute; casada (60&#37;) e tem filhos (71,4&#37;). Quanto a renda familiar declarada,    25,9&#37; da amostra t&ecirc;m renda de 1 a 5 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos, 25,3&#37;,    de 6 a 10 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos, 28,5&#37;, de 11 a 21 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos    e 20,2&#37;, mais de 21 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos. Apresentam uma m&eacute;dia    de idade de 38,2 anos com desvio padr&atilde;o de 9,6.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Os instrumentos    de pesquisa e seus aperfei&ccedil;oamentos</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O IMST inicia-se por uma apresenta&ccedil;&atilde;o e as instru&ccedil;&otilde;es,    nas quais se trata dos seus objetivos, do anonimato do participante, do compromisso    da equipe com o sigilo das respostas individuais, do conte&uacute;do do question&aacute;rio,    da forma de respond&ecirc;-lo e oferece exemplos de quest&otilde;es extras com    o mesmo estilo das que ser&atilde;o respondidas. Em seguida, apresenta-se a    escala dos Atributos Valorativos composta de 64 itens na forma de frases, cada    uma descrevendo um valor do trabalho. O participante responde, escrevendo pontos    de 0 a 4 em linha tracejada que antecede a frase, apontando quanto a frase descreve    algo que o trabalho deve ser.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Segue-se, ent&atilde;o, as escalas de expectativas e atributos descritivos,    com 62 itens. Est&atilde;o precedidas por nova instru&ccedil;&atilde;o contendo    exemplos de quest&otilde;es extras respondidas. Os itens s&atilde;o poss&iacute;veis    resultados do trabalho. Para essas escalas foi mantida a forma tabular, por&eacute;m.    no lugar de marcar um n&uacute;mero, o participante o escreve. Essa pequena    modifica&ccedil;&atilde;o tem um impacto forte na apresenta&ccedil;&atilde;o    (apar&ecirc;ncia) do question&aacute;rio que se torna mais leve. Nessas escalas,    o participante apresenta duas respostas para cada item. Uma dizendo quanto espera    que o resultado indicado no item ocorra (expectativa) e outra dizendo quanto    observa aquele resultado na pr&aacute;tica (Atributos descritivos).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por fim, apresenta-se a escala de instrumentalidade, composta de 49 itens (resultados    do trabalho), aos quais o participante responde atribuindo pontos de 0 a 4 (escreve    em linha tracejada antes do item) indicando quanto o seu desempenho &eacute;    &uacute;til para obter o referido resultado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Tal formato descrito &eacute; bastante diferente da vers&atilde;o testada anteriormente    que, assumindo a forma tabular para as quatro escalas (atributos valorativos    e descritivos, expectativas e instrumentalidade), exigia do participante quatro    respostas simult&acirc;neas a cada item. O IMST foi aplicado, inserido em um    protocolo de coleta de dados mais amplo, porque a presente pesquisa &eacute;    parte de um Projeto Integrado de Pesquisa, intitulado Comportamento e Sa&uacute;de    no Trabalho. Ao final do protocolo, h&aacute; uma ficha sociodemogr&aacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Procedimentos</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Entre os profissionais de sa&uacute;de os question&aacute;rios eram entregados    pessoalmente e o aplicador orientava o participante sobre as instru&ccedil;&otilde;es    do question&aacute;rio. Nesses casos, o participante devolvia posteriormente    preenchidos. No setor de sa&uacute;de p&uacute;blica, esse foi o &uacute;nico    procedimento percebido como vi&aacute;vel diante da press&atilde;o que cada    profissional vivencia tendo em vista atender aos diversos usu&aacute;rios, seja    nas Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de, seja nos Hospitais. No intuito    de garantir representatividade da amostra nesse setor, foram escolhidas Unidades    B&aacute;sicas de Sa&uacute;de nos quatro Distritos Sanit&aacute;rios da cidade    de Natal. E procuravam-se aqueles que faziam parte das profiss&otilde;es mais    numerosas (M&eacute;dicos, Enfermeiros, T&eacute;cnicos e Auxiliares de Enfermagem,    Assistentes Sociais, Nutricionistas, Dentistas e Psic&oacute;logos), em conformidade    com os par&acirc;metros levantados junto a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.    Em cada Distrito se mantinham as propor&ccedil;&otilde;es destas profiss&otilde;es    da amostra como existia na sua popula&ccedil;&atilde;o. Nos Hospitais, aplicavam-se    os question&aacute;rios nos mesmos profissionais buscadas nas Unidades B&aacute;sicas,    mantidas as propor&ccedil;&otilde;es existentes em cada um. Participaram da    pesquisa um hospital universit&aacute;rio geral, um hospital infantil, um hospital    de emerg&ecirc;ncia, um hospital militar e um hospital geral localizado em bairro    de periferia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No banco de economia mista, os question&aacute;rios foram enviados por malote    aos funcion&aacute;rios de todas as ag&ecirc;ncias mantida por aquele banco    nas capitais brasileira. Os question&aacute;rios eram acompanhados de uma carta    explicativa adicional solicitando a ades&atilde;o de cada um. Era feito contado    com um facilitador em cada ag&ecirc;ncia, os quais j&aacute; exercem esse papel    no cotidiano, intermediando os contatos do &oacute;rg&atilde;o de gerenciamento    de recursos humanos e os funcion&aacute;rios. A esse facilitador competia divulgar    a pesquisa e procurar conquistar a ades&atilde;o. Os funcion&aacute;rios respondiam    e devolviam sem identifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m por malote. Na Ag&ecirc;ncia    na qual um colaborador da pesquisa trabalha, foi posto uma urna para que o funcion&aacute;rio    ao devolver n&atilde;o se sentisse identificado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Na empresa de distribui&ccedil;&atilde;o de derivados de petr&oacute;leo, contava-se    com a colabora&ccedil;&atilde;o do gerente de recursos humanos. Na sede da empresa    (Natal) os question&aacute;rios foram aplicados por estagi&aacute;rios de psicologia.    Nas demais filiais, os question&aacute;rios foram enviados por malote e as estagi&aacute;rias    contatavam, por telefone, os gerentes das mesmas, mantendo contatos sempre que    necess&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As respostas dos participantes foram registradas na forma de banco de dados    do SPSS (Statistical Package for Social Science) e as an&aacute;lises estat&iacute;sticas    desenvolvidas atrav&eacute;s das rotinas desse programa. Foram realizadas an&aacute;lises    fatoriais confirmat&oacute;rias (t&eacute;cnica dos eixos principais) para cada    escala. Para cada uma fazia-se uma aplica&ccedil;&atilde;o inicial sem estabelecer    o n&uacute;mero de fatores. Nessa, avaliavam-se os coeficientes de fatorabilidade    (Tabanichnick &amp; Fidell, 1989), os coeficientes de comunalidade de cada item,    a explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia total e o Scree Plot que revela    a rela&ccedil;&atilde;o entre os valores-crit&eacute;rio (Eigenvalues) e a propor&ccedil;&atilde;o    explicada da vari&acirc;ncia por cada fator. Nos casos de verificar-se itens    com comunalidade menor que 0,30, examinava-se na matriz de correla&ccedil;&atilde;o    se aquele item apresentava coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o superior    a 0,30 com pelo menos um outro item. Em caso negativo, entendendo que o item    n&atilde;o apresenta uma boa inser&ccedil;&atilde;o em seu conjunto, era eliminado    das demais an&aacute;lises.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Depois de eliminados os itens, realizava-se nova an&aacute;lise fatorial, sendo    encontrados os coeficientes fatorial designando esse n&uacute;mero de fatores    e solicitando a solu&ccedil;&atilde;o com rota&ccedil;&atilde;o obl&iacute;qua.    Caso a matriz de correla&ccedil;&atilde;o entre fatores indicasse alguma correla&ccedil;&atilde;o    superior a 0,30, essa era tomada como a solu&ccedil;&atilde;o final, o que aconteceu    apenas com a escala de Instrumentalidade. Caso contr&aacute;rio, solicitava-se    nova an&aacute;lise fatorial como rota&ccedil;&atilde;o ortogonal (Varimax),    sendo portanto a &uacute;ltima solu&ccedil;&atilde;o. Como se adotou o n&uacute;mero    de fatores sugerido pelo Scree Plot, a explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia    exposta nos resultados &eacute; bem inferior a da Tabela 1, porque esta op&ccedil;&atilde;o    significa ficar apenas com os fatores que contribuem mais efetivamente para    a explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Estimaram-se tamb&eacute;m os coeficientes Alfa de Cronbach para cada escala    (no total) e para cada fator. Conhecida a estrutura fatorial de cada escala,    estimaram-se tamb&eacute;m os escores nos fatores, atrav&eacute;s de m&eacute;dia    ponderada pelas cargas fatoriais, e foram realizadas an&aacute;lises de Vari&acirc;ncia    comparando as m&eacute;dias de escores nos fatores por categoria ocupacional    (profissionais de sa&uacute;de, banc&aacute;rios e petroleiros).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por &uacute;ltimo, estimou-se a For&ccedil;a Motivacional atrav&eacute;s do    produto dos somat&oacute;rios dos escores nos fatores de expectativas e o somat&oacute;rio    dos escores nos fatores de instrumentalidade, subtra&iacute;do o produto dos    escores no fator de expectativa e de instrumentalidade referidos a resultados    do trabalho n&atilde;o desej&aacute;veis (ou n&atilde;o atrativos), ou seja,    para os de fatorabilidade resumidos na Tabela 2, os quais s&atilde;o considerados    favor&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Observando-se, ent&atilde;o, o n&uacute;mero de fatores sugeridos pelo Scree    Plot, desenvolvia-se nova an&aacute;lise quais por hip&oacute;tese se atribui    val&ecirc;ncia negativa. As m&eacute;dias desses escores por categoria ocupacional    (banc&aacute;rios, profissionais de sa&uacute;de e petroleiros) foram comparadas,    aplicando-se an&aacute;lise de vari&acirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a consecu&ccedil;&atilde;o    dos objetivos estabelecidos a compara&ccedil;&atilde;o com o estudo anterior    &eacute; fundamental. Assim, ser&atilde;o apresentadas as quatro estruturas    fatoriais referentes aos dois componentes do significado do trabalho - atributos    valorativos e descritivos - e os dois componentes da motiva&ccedil;&atilde;o    - expectativas e instrumentalidade - desenvolvendo a compara&ccedil;&atilde;o    com as estruturas fatoriais encontradas no estudo anterior uma a uma.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Observa-se na Tabela 3, que a escala dos atributos valorativos n&atilde;o conseguiu    confirmar a estrutura com cinco fatores, por&eacute;m apenas uma estrutura com    quatro fatores. Isso ocorreu porque dois fatores (do estudo anterior) designados    por Auto-express&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o conseguiram    se diferenciar, mantendo-se como dois fatores distintos. E implicou na redu&ccedil;&atilde;o    da propor&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia explicada pelo conjunto dos fatores    de 37&#37; para 33&#37;. Observou-se, entretanto, um fortalecimento da consist&ecirc;ncia    dos fatores, pois na estrutura anteriormente encontrada os Coeficientes Alfa    variavam de 0,69 a 0,89 enquanto que, na estrutura atual, est&atilde;o variando    de 0,77 a 0,92.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t3.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Al&eacute;m disso, observa-se que, na vers&atilde;o anterior, o primeiro fator    era respons&aacute;vel por uma propor&ccedil;&atilde;o ampla da vari&acirc;ncia    (r2 &#61; 0,21) e todos os demais explicavam parcela muito reduzida (r2 &#61; 0,03 a    0,06). Na vers&atilde;o atual, os dois primeiros fatores explicam propor&ccedil;&otilde;es    amplas (17&#37; e 12&#37; respectivamente), sendo que o segundo, que explica 12&#37; da    vari&acirc;ncia, &eacute; exatamente o fator resultante da fus&atilde;o entre    Auto-Express&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o. Houve, portanto, uma divis&atilde;o    mais equilibrada de explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia pelos dois primeiros    fatores. &Eacute; importante registrar que o fator Sobreviv&ecirc;ncia Pessoal    e Familiar, na vers&atilde;o atual, &eacute; o mais semelhante, em conte&uacute;do,    do fator designado como Bem-estar socioecon&ocirc;mico na vers&atilde;o anterior.    Ambos t&ecirc;m um car&aacute;ter econ&ocirc;mico, mas se diferenciam porque    no fator atual predomina itens que se reportam a garantias b&aacute;sicas (sobreviv&ecirc;ncia,    sustento, assist&ecirc;ncia a si e a fam&iacute;lia). Por conseguinte, equivalendo    ao fator encontrado no estudo com trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o    habitacional e de redes de supermercados (Borges &amp; Tamayo, 2001), justificando    assim a mudan&ccedil;a (retomada) de nomenclatura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por fim importa observar, que a solu&ccedil;&atilde;o fatorial utilizada &eacute;,    no estudo atual, de rota&ccedil;&atilde;o ortogonal e adotou-se o crit&eacute;rio    de eliminar todos os itens com cargas em dois fatores. Por conseguinte, essa    solu&ccedil;&atilde;o s&oacute; utilizou 47 itens, o que significa que o question&aacute;rio    pode ter seu n&uacute;mero de itens diminu&iacute;do, embora tenha melhorado    a consist&ecirc;ncia (coeficientes Alfa). Houve tamb&eacute;m uma melhoria nas    cargas fatoriais. Por exemplo, na estrutura fatorial atual, no primeiro fator    as cargas variam de 0,40 a 0,83 e h&aacute; cinco itens com cargas superiores    a 0,70, enquanto que na estrutura anterior variava de 0,32 a 0,72 havendo apenas    dois itens com cargas superiores a 0,70. Isto significa que, na atual estrutura    fatorial, os fatores est&atilde;o identificados com mais clareza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os fatores dos atributos valorativos encontrados podem ser definidos na seguinte    forma:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Justi&ccedil;a no Trabalho (r2&#61;0,17 e Alfa&#61;0,92): define que o ambiente de    trabalho deve garantir as condi&ccedil;&otilde;es material, de higiene e de    equipamentos adequados &agrave;s caracter&iacute;sticas das atividades e &agrave;    ado&ccedil;&atilde;o das medidas de seguran&ccedil;a, bem como garantir o retorno    econ&ocirc;mico compat&iacute;vel, o equil&iacute;brio de esfor&ccedil;os e    direitos entre os profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Auto-express&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (r2&#61;0,12 e Alfa&#61;0,81):    define que o trabalho deve oportunizar express&atilde;o da criatividade, do    sentimento de produtividade, das habilidades interpessoais, da capacidade de    tomar decis&otilde;es e do prazer pela realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Sobreviv&ecirc;ncia Pessoal e Familiar (r2&#61;0,05 e Alfa&#61;0,78): define que    o trabalho deve garantir as condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas de sobreviv&ecirc;ncia    e de sustento pessoal, a assist&ecirc;ncia &agrave; fam&iacute;lia, a exist&ecirc;ncia    humana, a estabilidade no emprego atrav&eacute;s do desempenho, o sal&aacute;rio    e o progresso social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61;0,04 e Alfa&#61;0,77): define que    o trabalho deve implicar em desgaste, pressa, atarefamento, perceber-se como    m&aacute;quina ou animal (desumanizado), esfor&ccedil;o f&iacute;sico, dedica&ccedil;&atilde;o    e perceber-se discriminado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A an&aacute;lise fatorial dos Atributos Descritivos confirmou a estrutura fatorial    do estudo anterior, identificando os mesmos cinco fatores, embora que, a partir    do segundo fator, tenha ocorrido mudan&ccedil;as quanto a posi&ccedil;&atilde;o    e propor&ccedil;&atilde;o de explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia. A    propor&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia explicada melhorou (passou de 36    para 45&#37;), bem como a consist&ecirc;ncia dos fatores, pois que no estudo anterior    os Coeficientes Alfa variavam de 0,63 a 0,86 e, no atual, variam de 0,70 a 0,91.    As cargas dos itens nos fatores tamb&eacute;m apresentam-se mais elevadas. No    primeiro fator h&aacute; dois itens com cargas acima de 0,70 e mais dois a partir    de 0,60 (Ver Anexo II). Na estrutura anterior, a carga de maior magnitude era    de 0,58. Isto se repete a cada fator, devendo-se destacar que o quarto fator    (Alfa&#61;0,82) &eacute; formado apenas com tr&ecirc;s itens, cujas cargas variam    de 0,64 a 0,74, enquanto o mesmo fator na estrutura anterior (Alfa&#61;0,70) contava    com seis itens por&eacute;m com cargas de 0,47 a 0,56.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Como h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o dos fatores,    ajustou-se a conceitua&ccedil;&atilde;o dos mesmos que passam a ser:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Auto-express&atilde;o (r2&#61;0,24 e Alfa&#61;0,91): descreve o trabalho como oportunizando    a aplica&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es dos participantes e como lugar    de influenciar nas decis&otilde;es, de reconhecimento do que se faz, de sentir-se    tratado como pessoa respeitada, de relacionamento de confian&ccedil;a e de crescimento    pessoal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho (r2&#61;0,07 e Alfa&#61;0,83): descreve o trabalho    exigindo para o desempenho adequado equipamentos espec&iacute;ficos, conforto    material e higi&ecirc;nico, assist&ecirc;ncia e melhores sal&aacute;rios para    o trabalhador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Responsabilidade (r2&#61;0,04 e Alfa&#61;0,70): descreve o trabalho como implicando    na necessidade de cumprir com as tarefas previstas, na ocupa&ccedil;&atilde;o    e no direito de que a organiza&ccedil;&atilde;o cumpra com seus deveres, fazendo    o indiv&iacute;duo sentir-se bem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   d) Recompensa econ&ocirc;mica (r2&#61;0,03 e Alfa &#61; 0,82): descreve o trabalho como    garantia do sustento, independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   e) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61;0,02 e Alfa&#61;0,73): descreve o    trabalho como associando a valoriza&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o    de ser gente &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o da dureza no trabalho, terminando    por faz&ecirc;-lo perceber-se como m&aacute;quina ou animal, exigindo rapidez,    esfor&ccedil;o f&iacute;sico, ritmo acelerado, repeti&ccedil;&atilde;o de tarefas    e at&eacute; discriminando-o em fun&ccedil;&atilde;o do que faz.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Passando a descrever o IMST na mensura&ccedil;&atilde;o dos componentes da motiva&ccedil;&atilde;o,    inicia-se observando a estrutura fatorial das Expectativas no trabalho. A estrutura    fatorial encontrada confirma a estrutura de quatro fatores prim&aacute;rios    e mant&eacute;m a propor&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia explicada (passa    de 41&#37; para 44&#37;). O primeiro fator (Auto-express&atilde;o e Justi&ccedil;a no    trabalho), da mesma forma que no estudo anterior, concentra uma parcela muito    elevada da explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia (28&#37;) em compara&ccedil;&atilde;o    com os demais fatores (8&#37;, 4&#37; e 4&#37; respectivamente). Isso significa que, quando    se refere as expectativas dos indiv&iacute;duos em rela&ccedil;&atilde;o a ocorr&ecirc;ncia    dos resultados esperados do trabalho, as no&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a    no trabalho e auto-express&atilde;o s&atilde;o constru&iacute;das de forma que    h&aacute; interdepend&ecirc;ncia acentuada entre elas. Apesar desse primeiro    fator ser muito semelhante ao primeiro da estrutura fatorial do estudo anterior,    inverteu-se a forma de design&aacute;-lo com a inten&ccedil;&atilde;o de enfatizar    na nomenclatura os conte&uacute;dos de auto-express&atilde;o (rela&ccedil;&otilde;es    interpessoais com a chefia, reconhecimento, ser respeitado, influenciar nas    decis&otilde;es, independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mico-financeira, aprendizagem),    os quais correspondem aos itens de maiores cargas fatoriais. A estes seguem    diversos itens que dizem respeito aos aspectos econ&ocirc;micos (assist&ecirc;ncia    pessoal e familiar, sobreviv&ecirc;ncia, sustento, estabilidade, proporcionalidade    entre recompensas econ&ocirc;mica e esfor&ccedil;o) e, ainda, mesclando com    outros referentes &agrave; auto-express&atilde;o e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    pessoal (crescimento pessoal, contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade,    reconhecimento pelas autoridades, responsabilidade pelas decis&otilde;es). A    revela&ccedil;&atilde;o desta associa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos econ&ocirc;micos,    incluindo id&eacute;ias de reciprocidade e assist&ecirc;ncia familiar, aos conte&uacute;dos    interpessoais e de respeito conduziu ao uso da nomenclatura de Justi&ccedil;a    no Trabalho. Nesse fator de expectativa, ao associar-se o incentivo a auto-express&atilde;o    &agrave; tal no&ccedil;&atilde;o de Justi&ccedil;a no trabalho, entende-se que    o fator traduz a expectativa de que a Justi&ccedil;a no trabalho &eacute; esperada    como representando o reconhecimento do envolvimento auto-expressivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O terceiro fator da escala de Expectativa - Desgaste e desumaniza&ccedil;&atilde;o    - apresentou-se mais consistente (Alfa &#61; 0,83), por&eacute;m a maioria das car-gas    dos itens sofreram uma leve queda. No estudo anterior, variavam de 0,43 a 0,71    e, no atual, variam de 0,40 a 0,69. Mas re&uacute;ne os mesmos conte&uacute;dos:    esgotamento, pressa, atarefamento, exig&ecirc;ncia de rapidez, despropor&ccedil;&atilde;o    entre esfor&ccedil;os e recompensas, nega&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria    condi&ccedil;&atilde;o humana, discrimina&ccedil;&atilde;o e esfor&ccedil;o    f&iacute;sico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nessa escala, dois fatores - o segundo, Seguran&ccedil;a e Dignidade e o quarto,    Responsabilidade - apresentaram queda da consist&ecirc;ncia mensurada atrav&eacute;s    do coeficiente Alfa de Cronbach: eram de 0,87 e de 0,76 respectivamente e passaram    a 0,71 e 0,66. Al&eacute;m de que, no segundo, o conjunto dos itens &eacute;    mais restrito, associando a expectativa de contarem com a ado&ccedil;&atilde;o    de medidas de seguran&ccedil;a &agrave; expectativa de respeito ao profissional    enquanto pessoa e de maneira democr&aacute;tica atingindo a todos igualmente.    Em decorr&ecirc;ncia desse conte&uacute;do mais restrito, adotou-se aqui uma    nomenclatura tamb&eacute;m mais espec&iacute;fica. Assim, deixou-se de designar    o fator como Bem-estar e independ&ecirc;ncia para adotar-se a designa&ccedil;&atilde;o    de Seguran&ccedil;a e Dignidade. Os itens de independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica-financeira    carregaram no primeiro fator, mostrado-se indicadores de auto-express&atilde;o    e justi&ccedil;a no trabalho. O quarto fator, cuja consist&ecirc;ncia tamb&eacute;m    diminuiu (coeficiente Alfa de 0,76 para 0,66), teve o n&uacute;mero de itens    que o comp&otilde;e bastante reduzido (tr&ecirc;s itens) e est&aacute; expressando    a responsabilidade atrav&eacute;s das id&eacute;ias de obriga&ccedil;&atilde;o,    ocupa&ccedil;&atilde;o e obedi&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Observando a escala    de instrumentalidade (Tabela 3), constata-se que confirmou a estrutura de quatro    fatores e manteve a propor&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia explicada (de    43&#37; para 42&#37;). O primeiro fator continua concentrando muito da vari&acirc;ncia    explicada (r2&#61;0,23), embora que se comparando com a estrutura encontrada no    estudo anterior tenha ocorrido um pouco de distribui&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o    da vari&acirc;ncia explicada, fortalecendo um pouco os tr&ecirc;s fatores subseq&uuml;entes:    no primeiro estudo, a propor&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia explicada pelos    referidos fatores variava de 3&#37; a 6&#37; e, no atual, varia de 4&#37; a 9&#37;. A consist&ecirc;ncia    dos fatores que no estudo anterior variava de 0,72 a 0,92, no atual, varia de    0,72 a 0,89. Portanto, aqueles mais consistentes apresentaram uma pequena queda,    mas foram mantidos Coeficientes Alfa com magnitudes consideradas muito boas    (0,88 e 0,89). No terceiro fator, sua consist&ecirc;ncia sofreu uma queda mais    significativa (de 0,76 para 0,72), por&eacute;m o quarto melhorou bastante (de    0,72 para 0,81).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O padr&atilde;o de cargas fatoriais dos itens nos fatores, de uma maneira geral,    se fortaleceu (Ver Anexo IV)). Por exemplo, no primeiro fator, dois itens passaram    a apresentar cargas superiores a 0,70, no segundo fator o primeiro item tem    carga de -0,81 e, no quatro, o primeiro item apresenta carga de 0,73. Esse fen&ocirc;meno    s&oacute; n&atilde;o aconteceu no terceiro fator (o mesmo que o coeficiente    Alfa baixou).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A composi&ccedil;&atilde;o e o significado de cada fator est&atilde;o mantidos    muito proximamente nos tr&ecirc;s primeiros. De forma que podem ser conceituados    assim:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   a) Envolvimento (r2&#61;0,23 e Coeficiente Alfa &#61; 0,88): indica quanto os indiv&iacute;duos    percebem o pr&oacute;prio desempenho como influente para que resolva problemas,    seja respons&aacute;vel pelas decis&otilde;es, se sinta digno, adaptado &agrave;s    normas, respeitador da hierarquia, identificado com as tarefas, merecedor de    confian&ccedil;a; inclu&iacute;do no grupo e perceba-se produtivo e tentando    fazer o melhor;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   b) Justi&ccedil;a no Trabalho (r2&#61; 0,09 e alfa&#61;0,89): indica quanto os indiv&iacute;duos    percebem o pr&oacute;prio desempenho como influente para conseguir contar com    equipamentos adequados, conforto, igualdade de direitos, assist&ecirc;ncia,    proporcionalidade entre esfor&ccedil;os e recompensas, sal&aacute;rio e sua    sufici&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   c) Desgaste e Desumaniza&ccedil;&atilde;o (r2&#61; 0,05 e Alfa&#61;0,72): indica quanto    os indiv&iacute;duos percebem o pr&oacute;prio desempenho como respons&aacute;vel    por provocar esfor&ccedil;o f&iacute;sico, percep&ccedil;&atilde;o de tornar-se    m&aacute;quina ou um animal, esgotamento, percep&ccedil;&atilde;o de discrimina&ccedil;&atilde;o,    atarefamento e pressa;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O quarto fator que, conforme j&aacute; se descreveu, fortaleceu-se na consist&ecirc;ncia    (Alfa &#61; 0,81) e na magnitude de suas cargas. Teve sua natureza tamb&eacute;m    modificada, sendo que o item de maior carga diz respeito ao reconhecimento do    que se faz, seguido da considera&ccedil;&atilde;o pelas opini&otilde;es do profissional,    das oportunidades de profissionaliza&ccedil;&atilde;o e de influ&ecirc;ncia    nas decis&otilde;es. S&oacute; a partir da&iacute; passa a incluir itens referentes    a parte da independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e de garantia do sustento. Por    conseguinte, prop&otilde;e-se uma mudan&ccedil;a de nomenclatura, passando a    designar esse fator por Reconhecimento e independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Desenvolvidas as an&aacute;lises de vari&acirc;ncia com os escores obtidos nos    fatores valorativos, constatou-se haver diferen&ccedil;as significativas por    categorias ocupacionais nas m&eacute;dias obtidas nos tr&ecirc;s primeiros fatores.    Assim, os petroleiros valorizam mais Justi&ccedil;a no Trabalho, seguido dos    banc&aacute;rios e, por fim, dos profissionais de sa&uacute;de. Os petroleiros    valorizam mais Auto-express&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, seguidos    dos profissionais de sa&uacute;de e, por fim, dos banc&aacute;rios. Os profissionais    de sa&uacute;de valorizam mais o bem-estar s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, seguido    dos petroleiros e depois dos banc&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As an&aacute;lises de vari&acirc;ncia com os escores obtidos nos fatores descritivos    revela que nos tr&ecirc;s primeiros h&aacute; diferen&ccedil;as significativas    entre as m&eacute;dias obtidas segundo as categorias ocupacionais. Assim, os    petroleiros percebem o trabalho como representando mais oportunidade de auto-express&atilde;o,    com melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e implicando em mais responsabilidade.    Seguem-se por ordem, dos banc&aacute;rios e, por fim, dos profissionais de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O mesmo procedimento estat&iacute;stico com os escores em expectativas n&atilde;o    revelou diferen&ccedil;as significativas entre m&eacute;dias por categorias    ocupacionais. Em compensa&ccedil;&atilde;o encontraram-se diferen&ccedil;as    significativas entre as m&eacute;dias de todos os fatores de instrumentalidade.    Assim, petroleiros percebem mais liga&ccedil;&atilde;o entre o esfor&ccedil;o    aplicado no desempenho e os resultados de envolvimento, de justi&ccedil;a no    trabalho e de reconhecimento e independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e menos liga&ccedil;&atilde;o    entre o desempenho e o resultado de desgaste e desumaniza&ccedil;&atilde;o que    as demais categorias ocupacionais. Isto significa que a motiva&ccedil;&atilde;o    dos indiv&iacute;duos por categoria ter&aacute; mais o impacto da percebida    instrumentalidade no trabalho do que das expectativas que s&atilde;o mais homog&ecirc;neas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Aplicando, ent&atilde;o, a f&oacute;rmula para estimar a For&ccedil;a Motivacional,    os resultados mostram que a for&ccedil;a motivacional dos participantes varia    de 7,6 a 137,56, com m&eacute;dia de 87,45. Dividindo a amostra em quatro intervalos    (Figura 2 e 3), percebe-se que a maior concentra&ccedil;&atilde;o de participantes    ocorre no terceiro intervalo (m&eacute;dio superior) em ambos os estudos. No    entanto, no estudo anterior, havia um n&uacute;mero de participantes proporcionalmente    maior no segundo intervalo (m&eacute;dio inferior) que no presente estudo. Em    compensa&ccedil;&atilde;o, no presente estudo cresceu o n&uacute;mero de participantes    no quarto intervalo (superior).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04f2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04f3.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Comparando-se as m&eacute;dias por categorias ocupacionais (banc&aacute;rios,    profissionais de sa&uacute;de e petroleiros) encontrou-se que os petroleiros    apresentam m&eacute;dia da for&ccedil;a motivacional mais elevada (F &#61; 8,39;    p&lt; 0,001). A Figura 4 ilustra que n&atilde;o s&oacute; as m&eacute;dias s&atilde;o    distintas mas tamb&eacute;m intervalos de distribui&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias,    indicando que h&aacute; predom&iacute;nio de petroleiros entre aqueles com coeficientes    de For&ccedil;a Motivacional acima de 100. Isto significa que a mu-dan&ccedil;a    observada, no segundo estudo, caracterizada na maior freq&uuml;&ecirc;ncia de    participantes no intervalo superior de For&ccedil;a Motivacional (Figuras 2    e 3), derivou da inclus&atilde;o de petroleiros na amostra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Discussão e conslusões</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De uma maneira    geral, as escalas responderam &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es implementadas    com aumento de consist&ecirc;ncia (coeficientes alfa) e com melhoria na estrutura    fatorial (fatores com itens apresentando maiores cargas). Al&eacute;m disso,    compreende-se que os resultados apontam na dire&ccedil;&atilde;o de uma relativa    estabilidade nas estruturas fatoriais para pessoas dentro de um n&iacute;vel    de instru&ccedil;&atilde;o do ensino secund&aacute;rio ao superior. A escala    de atributos valorativos foi a que apontou uma mudan&ccedil;a mais forte na    sua estrutura fatorial, por&eacute;m esta ocorreu transformando dois fatores    em um &uacute;nico (os quais na vers&atilde;o anterior apresentava alta correla&ccedil;&atilde;o)    e ganhando em consist&ecirc;ncia. Entende-se por isso que a varia&ccedil;&atilde;o    de estrutura entre os dois estudos foi uma resposta &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es    implementadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As an&aacute;lises de vari&acirc;ncia demonstraram sensibilidade das escalas    &agrave;s particularidades das categorias ocupacionais com exce&ccedil;&atilde;o    da escala de Expectativas. Assim, na escala de atributos valorativos, observa-se    que os participantes obtiveram escores mais altos de acordo com as caracter&iacute;sticas    da categoria ocupacional na qual se inserem. Petroleiros, como foi exposto na    se&ccedil;&atilde;o de resultados, priorizaram os fatores de Justi&ccedil;a    no Trabalho e de Auto-express&atilde;o, o que de fato tem sido enfatizado na    empresa na qual trabalham. O fator de Justi&ccedil;a no Trabalho contempla v&aacute;rios    itens relativos as condi&ccedil;&otilde;es ambientais/materiais de trabalho,    o que visivelmente &eacute; muito cuidado na empresa. A gest&atilde;o organizacional    da mesma se associa a um forte discurso favor&aacute;vel &agrave; participa&ccedil;&atilde;o,    bem como de &ecirc;nfase nas realiza&ccedil;&otilde;es da jovem empresa. Estes    fatos mostram a coer&ecirc;ncia entre os resultados encontrados e o contexto    no qual esses indiv&iacute;duos trabalham.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ainda sobre a mesma escala, &eacute; pertinente observar que foram os banc&aacute;rios    que apresentaram m&eacute;dias mais baixas no fator valorativo de Auto-express&atilde;o    e realiza&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o exatamente esses profissionais, na amostra    do estudo, que desenvolvem um maior volume de atividades repetitivas e muitos    n&atilde;o tem no ambiente de trabalho indicadores concretos do que realmente    produzem, fato que vem sendo indicado na literatura especializada (por exemplo,    Codo (1995) quando trata da s&iacute;ndrome do trabalho vazio em banc&aacute;rios).    S&atilde;o tamb&eacute;m os banc&aacute;rios dessa amostra aqueles trabalhadores    que no momento da pesquisa estavam vivenciando mais diretamente press&atilde;o    na organiza&ccedil;&atilde;o provenientes de mudan&ccedil;as estruturais as    quais t&ecirc;m posto em pauta as quest&otilde;es de perman&ecirc;ncia no emprego,    em contraste a um passado hist&oacute;rico de plena estabilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Na escala de atributos descritivos as melhores descri&ccedil;&otilde;es do trabalho    s&atilde;o dos petroleiros, o que &eacute; concernente com o fato de estarem    vivenciando um momento de crescimento e destaque da empresa no nordeste. Isto    certamente tem influenciado no sentido de construir uma percep&ccedil;&atilde;o    concreta do trabalho mais favor&aacute;vel. Os que apresentam escores menores    s&atilde;o justamente os profissionais de sa&uacute;de que como conhecido at&eacute;    na imprensa enfrentam condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que contradizem fortemente    os princ&iacute;pios norteadores do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, sendo    hoje conhecida as campanhas de &quot;humaniza&ccedil;&atilde;o&quot; dos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As diferen&ccedil;as nos escores da escala de instrumentalidade por sua vez    refletem o fato das pol&iacute;ticas de pessoal no setor privado conseguir com    mais facilidade estabelecer elos claros entre o esfor&ccedil;o no trabalho e    os resultados obtidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A escala de expectativa foi a &uacute;nica que n&atilde;o foi capaz de refletir    diferen&ccedil;as entre as categorias ocupacionais. Compete, ent&atilde;o, indagar    sobre as raz&otilde;es pelas quais isso ocorre: Estariam as expectativas muito    vinculadas &agrave; cultura geral, por isso sendo mais homog&ecirc;neas que    os demais componentes? O que h&aacute; em comum entre as categorias ocupacionais    que as assemelham seus participantes nas suas expectativas em rela&ccedil;&atilde;o    ao trabalho?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Importa ainda destacar que mesmo sendo poss&iacute;vel observar algumas tend&ecirc;ncias    por categorias ocupacionais, h&aacute; um amplo leque de escores individuais,    o que o leitor pode atestar atrav&eacute;s dos escores m&iacute;nimos, m&aacute;ximos    e desvio-padr&atilde;o registrados no Ap&ecirc;ndice A-5. Essa observa&ccedil;&atilde;o    &eacute; reveladora da sensibilidade do IMST &agrave;s diferen&ccedil;as individuais.    &Eacute; preciso, portanto, sublinhar que o amplo n&uacute;mero de itens do    IMST &eacute; um aspecto que facilita a express&atilde;o dessas diferen&ccedil;as,    as quais em conformidade com o referencial te&oacute;rico sumariado na introdu&ccedil;&atilde;o    do presente artigo, origina-se na subjetividade inerente a atribui&ccedil;&atilde;o    de significados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por conseq&uuml;&ecirc;ncia, entende-se aqui que o IMST d&aacute; conta de apoiar    o psic&oacute;logo na percep&ccedil;&atilde;o das homogeneidades e heterogeneidade    ou das generalidades e singularidades simultaneamente. Afinal, um desses aspectos    do fen&ocirc;meno n&atilde;o existe sem o outro. &Eacute; o olhar do profissional    e o seu objetivo ao utilizar o question&aacute;rio que permitir&aacute; privilegiar    um desses aspectos ou deter-se na articula&ccedil;&atilde;o dos dois.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Essas r&aacute;pidas reflex&otilde;es e quest&otilde;es levantadas acerca dos    resultados encontrados e o contexto de trabalho dos participantes da amostra    se coadunam com a concep&ccedil;&atilde;o de significado apresentada na introdu&ccedil;&atilde;o    e demonstra que os psic&oacute;logos e psicologistas ao usarem o IMST podem    interpretar os resultados a luz do contexto de trabalho. Portanto, n&atilde;o    dispensa o dom&iacute;nio do profissional sobre a constru&ccedil;&atilde;o de    significados e sobre a realidade vivencial das pessoas com as quais se aplicam    o IMST. &Eacute; o saber do profissional que permitir&aacute; o uso dos resultados    do IMST de forma interpretativa, focando a rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica    contexto/cogni&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O IMST pode facilitar o caminho de psic&oacute;logos e psicologistas acessarem    aos significados que as pessoas atribuem ao trabalho, mas n&atilde;o deve ser    o &uacute;nico instrumento. O IMST mensura apenas duas facetas do significado    do trabalho - atributos valorativos e descritivos. A hierarquia dos atributos    pode ser aferida como medida secund&aacute;ria como foi tratado por Borges &amp;    Tamayo (2001). Deve ser, no entanto, aplicado junto com as quest&otilde;es de    centralidade do trabalho a fim de permitir uma apreens&atilde;o dos significados    do trabalho multifacetada e mais global, identificando-se seus padr&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Com os par&acirc;metros do IMST dispon&iacute;veis e devido ao fato do presente    estudo ser parte de um projeto de pesquisa mais amplo, &eacute; importante que    outras an&aacute;lises sejam realizadas com os dados, tentando a apreens&atilde;o    dos padr&otilde;es de significado do trabalho, bem como explorando a rela&ccedil;&atilde;o    dos padr&otilde;es com a for&ccedil;a motivacional e entre os componentes da    motiva&ccedil;&atilde;o e do significado do trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por fim, importa assinalar que o estudo atingiu seu objetivo de produzir um    instrumento de qualidade. Isso n&atilde;o significa, no entanto, que se trata    de instrumento acabado. Significado do Trabalho e Motiva&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    construtos din&acirc;micos. Instrumentos para aferi-los precisam de permanente    atualiza&ccedil;&atilde;o. Deixa-se tamb&eacute;m registrada a sugest&atilde;o    de dar continuidade aos estudos sobre o IMST, visando testar sua aplicabilidade    com um n&uacute;mero mais amplo de categorias ocupacionais e re-testando a estabilidade    da estrutura fatorial de suas escalas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referências</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Aacute;lvaro-Estramiana,    J. L. (1995). <i>Psicolog&iacute;a social: perspectivas te&oacute;ricas y metodol&oacute;gicas</i>.    Madrid: Siglo Veintiuno de Espana Editores.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285856&pid=S1677-0471200300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &Aacute;lvaro-Estramiana,    J. L. (1999). Entrevista concedida a L. O. Borges. <i>Estudos de Psicologia,    4</i>, 161-172.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285857&pid=S1677-0471200300020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bastos, A. V.    B. (2000). Organiza&ccedil;&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o: O que emerge    desta interface? Em S. B. Rodrigues &amp; M. P. Cunha (Orgs.), <i>Novas Perspectivas    na administra&ccedil;&atilde;o de empresas: uma colet&acirc;nea luso-brasileira</i>    (pp. 173-211). S&atilde;o Paulo: Iglu.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285858&pid=S1677-0471200300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bastos, A. V.    B. &amp; Siqueira, M. M. M. (no prelo). Organiza&ccedil;&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o.    Em J. C. Zanelli (Org.). <i>Psicologia, Organiza&ccedil;&otilde;es e Trabalho    no Brasil</i>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285859&pid=S1677-0471200300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (1996). A representa&ccedil;&atilde;o Social do Trabalho. <i>Estudos de Psicologia,    1</i>, 7-25.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285860&pid=S1677-0471200300020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (1997). Os Atributos e a Medida do Significado do Trabalho.<i> Psicologia: Teoria    e Pesquisa, 13</i>, 211-220.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285861&pid=S1677-0471200300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (1998a). <i>O Significado do Trabalho e a Socializa&ccedil;&atilde;o Organizacional:    um estudo emp&iacute;rico entre trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o habitacional    e de redes de supermercados</i>. Tese de doutorado, Universidade de Bras&iacute;lia,    Bras&iacute;lia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285862&pid=S1677-0471200300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (1998b). Os pressupostos dos estudos do significado do trabalho na psicologia    social: No caminho do existencialismo. <i>Viv&ecirc;ncias, 12</i>, 87-105.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285863&pid=S1677-0471200300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (1999). A estrutura fatorial dos atributos valorativos e descritivos do trabalho:    Um estudo emp&iacute;rico de aperfei&ccedil;oamento e valida&ccedil;&atilde;o    de um question&aacute;rio. <i>Estudos de Psicologia, 4</i>, 107-158.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285864&pid=S1677-0471200300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    (2001). Tend&ecirc;ncias em Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica nas Organiza&ccedil;&otilde;es.    In Conselho Regional de Psicologia - 13a Regi&atilde;o - PB/RN (Org.), <i>A    diversidade da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Considera&ccedil;&otilde;es    te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas</i>. Jo&atilde;o Pessoa: Id&eacute;ia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285865&pid=S1677-0471200300020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    &amp; Alves-Filho, A. (2002). A mensura&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o    e do significado do trabalho.<i> Estudos de Psicologia, 6</i>, 177-194.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285866&pid=S1677-0471200300020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borges, L. O.    &amp; Tamayo, A. (2001). A estrutura cognitiva do significado do trabalho. <i>Revista    Psicologia: Organiza&ccedil;&otilde;es e Trabalho, 1</i>, 11-44.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285867&pid=S1677-0471200300020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bruner, J. (1997).    <i>Actos de significado: Para uma psicologia cultural</i> (V. Prazeres, Trad.).    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. (Originalmente publicado em 1990)</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Codo, W. , Sampaio,    J. J. C., Hitomi, H. &amp; Bauer, M. (1995) A s&iacute;ndrome do trabalho vazio    em banc&aacute;rios. Em W. Codo &amp; J. J. C. Sampaio (Orgs.). <i>Sofrimento    ps&iacute;quico nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>. (pp.316-329). Petr&oacute;polis,    RJ: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285869&pid=S1677-0471200300020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Fiske, S. (1992).    Thinking is for doing: Portraits of social cognition from Daguerrreotype to    Laserphoto. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 63</i>, 877-889.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285870&pid=S1677-0471200300020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Franc&egrave;s,    R. (1995). <i>Motivation et eficience au travail</i>. Li&egrave;ge: Mardaga.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285871&pid=S1677-0471200300020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Katzell, R. (1994).    Contemporary meta-trends in industrial and organizational psychology. Em H.    C. Triandis, M. D. Dunnette &amp; L. M. Hough (Orgs.). <i>Handbook of Industrial    &amp; Organizational Psychology</i> (v. 4, pp.1-94). California: Consulting    Psychology Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285872&pid=S1677-0471200300020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Klein, J. I. (1990).    Feasibility Theory: A resourcemunificience model of work motivation and behavior.    <i>Academy of Management Review, 15</i>, 646-665.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285873&pid=S1677-0471200300020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Konder, L. (1985).    <i>O que &eacute; dial&eacute;tica</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Brasiliense.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285874&pid=S1677-0471200300020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MOW International    Research Team. (1987). <i>The meaning of working</i>. London: Academic Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285875&pid=S1677-0471200300020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Muchinsky, P.    M. (1994). Motivaci&oacute;n Laboral. Em P. M. Muchinsky (Org.). <i>Psicologia    aplicada al trabajo: Una introduccion a la psicolog&iacute;a industrial y organizacional</i>.    (O. Maiz &amp; M. L. Lupardo, Trad.) (pp. 367-412). Bilbao: Editorial Descl&eacute;e    de Brouwer.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285876&pid=S1677-0471200300020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Pasquali, L. (1999).    Testes referentes a construto: Teoria e modelo de constru&ccedil;&atilde;o.    Em L. Pasquali (Org.), <i>Instrumentos psicol&oacute;gicos: Manual pr&aacute;tico    de elabora&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 37-71). Bras&iacute;lia: LabPAM; IBAPP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285877&pid=S1677-0471200300020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ravlin, E. C.    &amp; Meglino, B. (1989). The transitivity of work values: Hierarchical ordering    of socially desirable stimuli. <i>Organizational behavior and human decision    processes, 44</i>, 494-508.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285878&pid=S1677-0471200300020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Salmaso, P. &amp;    Pombeni, L. (1986). Le concept de travail. Em W. Doise &amp; A. Palmonari (Orgs.).    <i>L'&eacute;tude des representations sociales</i> (pp.196-205). Paris: Pelachaux    &amp; Niestl&eacute; S.A. Neuch&acirc;tel.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285879&pid=S1677-0471200300020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Schwartz, S. H.    (1994). Are there universal aspects in the structure and contents of human values?    <i>Journal of Social Issues, 50</i>, 19-45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285880&pid=S1677-0471200300020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Siqueira, M. M.    M. (2002). Medidas de comportamento organizacional. <i>Estudos de Psicologia,    7</i> (N&uacute;mero Especial), 11-18.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285881&pid=S1677-0471200300020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Soares, C. R.    V. (1992). <i>Significado do trabalho: Um estudo comparativo de categorias ocupacionais</i>.    Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Universidade de    Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285882&pid=S1677-0471200300020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Souza-Filho, E.    A. (1993). An&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es sociais. Em M. J.    P. Spink (Org.). <i>O conhecimento do cotidiano</i> (pp. 109-148). S&atilde;o    Paulo: Brasiliense.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285883&pid=S1677-0471200300020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Tabachnick, B.    G. &amp; Fidell, L. S. (1989). <i>Using multivariate statistics</i>. New York:    HarperCollins Publishers.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285884&pid=S1677-0471200300020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Vroom, V. H. (1995).    <i>Work and motivation</i>. New York: Wiley. (Obra originalmente publicada em    1964)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285885&pid=S1677-0471200300020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Vroom, V. H. (1969).    Industrial social psychology. Em G. Lindsey &amp; E. Aronson. (Orgs.). <i>The    handbook of social psychology</i> (v. 5, pp. 198-268). New York: Randon House.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=285886&pid=S1677-0471200300020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enderb"></a><a href="#ender"><img src="/img/revistas/avp/v2n2/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>    <br> R. Prof. Luis Carlos Teixeira, 10, Bairro Lagoa Nova    <br> 59075-130 Natal-RN    <br> E-mail: <a href="mailto:liviab@digi.com.br">liviab@digi.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Recebido em 11/07/2003    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aceito em 20/09/2003</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Publica&ccedil;&atilde;o decorrente do desenvolvimento do Projeto Integrado    de Pesquisa (Comportamento no trabalho e sa&uacute;de: um estudo com profissionais    de sa&uacute;de em Natal. Os autores agradecem a todos os quje colaboraram,    em especial ao pesquisador Ms. Jo&atilde;o Carlos T. Argolo, aos estudantes    de mestrado Vladimir Claudino O. Barros e Ana Maria S. Lima e &agrave;s estudantes    de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica Viviane S. F&eacute;lix, Hilze    Moura e Pollyanna S. G&ecirc;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t4.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t5.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t6.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t7.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t8.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/avp/v2n2/1a04t9.gif"></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Álvaro-Estramiana]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicología social: perspectivas teóricas y metodológicas]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Siglo Veintiuno de Espana Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Álvaro-Estramiana]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entrevista concedida a L. O. Borges]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>1999</year>
<volume>4</volume>
<page-range>161-172</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organização e cognição: O que emerge desta interface?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Novas Perspectivas na administração de empresas: uma coletânea luso-brasileira]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>173-211</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Iglu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siqueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organização e cognição]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Zanelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A representação Social do Trabalho]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>1996</year>
<volume>1</volume>
<page-range>7-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os Atributos e a Medida do Significado do Trabalho]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Teoria e Pesquisa]]></source>
<year>1997</year>
<volume>13</volume>
<page-range>211-220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Significado do Trabalho e a Socialização Organizacional: um estudo empírico entre trabalhadores da construção habitacional e de redes de supermercados]]></source>
<year>1998</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os pressupostos dos estudos do significado do trabalho na psicologia social: No caminho do existencialismo]]></article-title>
<source><![CDATA[Vivências]]></source>
<year>1998</year>
<volume>12</volume>
<page-range>87-105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A estrutura fatorial dos atributos valorativos e descritivos do trabalho: Um estudo empírico de aperfeiçoamento e validação de um questionário]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>1999</year>
<volume>4</volume>
<page-range>107-158</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendências em Avaliação Psicológica nas Organizações]]></article-title>
<collab>Conselho Regional de Psicologia^d13a Região</collab>
<source><![CDATA[A diversidade da avaliação psicológica: Considerações teóricas e práticas]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[João Pessoa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Idéia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves-Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A mensuração da motivação e do significado do trabalho]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2002</year>
<volume>6</volume>
<page-range>177-194</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tamayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A estrutura cognitiva do significado do trabalho]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psicologia: Organizações e Trabalho]]></source>
<year>2001</year>
<volume>1</volume>
<page-range>11-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bruner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Actos de significado: Para uma psicologia cultural]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições 70]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Codo]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hitomi]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A síndrome do trabalho vazio em bancários]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Codo]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sofrimento psíquico nas organizações]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>316-329</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis^eRJ RJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fiske]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Thinking is for doing: Portraits of social cognition from Daguerrreotype to Laserphoto]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1992</year>
<volume>63</volume>
<page-range>877-889</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Francès]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Motivation et eficience au travail]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Liège ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mardaga]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Katzell]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contemporary meta-trends in industrial and organizational psychology]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Triandis]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunnette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hough]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of Industrial & Organizational Psychology]]></source>
<year>1994</year>
<volume>4</volume>
<page-range>1-94</page-range><publisher-loc><![CDATA[California ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Consulting Psychology Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feasibility Theory: A resourcemunificience model of work motivation and behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Review]]></source>
<year>1990</year>
<volume>15</volume>
<page-range>646-665</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Konder]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O que é dialética]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Brasiliense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MOW International Research Team</collab>
<source><![CDATA[The meaning of working]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muchinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Motivación Laboral]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Muchinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lupardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia aplicada al trabajo: Una introduccion a la psicología industrial y organizacional]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>367-412</page-range><publisher-loc><![CDATA[Bilbao ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Desclée de Brouwer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pasquali]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Testes referentes a construto: Teoria e modelo de construção]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pasquali]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Instrumentos psicológicos: Manual prático de elaboração]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>37-71</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[LabPAM; IBAPP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ravlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meglino]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The transitivity of work values: Hierarchical ordering of socially desirable stimuli]]></article-title>
<source><![CDATA[Organizational behavior and human decision processes]]></source>
<year>1989</year>
<volume>44</volume>
<page-range>494-508</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Salmaso]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pombeni]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Le concept de travail]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Doise]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palmonari]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L'étude des representations sociales]]></source>
<year>1986</year>
<page-range>196-205</page-range><publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pelachaux & Niestlé S.A. Neuchâtel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Are there universal aspects in the structure and contents of human values?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Social Issues]]></source>
<year>1994</year>
<volume>50</volume>
<page-range>19-45</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siqueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas de comportamento organizacional]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2002</year>
<volume>7</volume>
<numero>Especial</numero>
<issue>Especial</issue>
<page-range>11-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Significado do trabalho: Um estudo comparativo de categorias ocupacionais]]></source>
<year>1992</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza-Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise das representações sociais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Spink]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O conhecimento do cotidiano]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>109-148</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brasiliense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tabachnick]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fidell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Using multivariate statistics]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HarperCollins Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vroom]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Work and motivation]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vroom]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Industrial social psychology]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lindsey]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aronson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The handbook of social psychology]]></source>
<year>1969</year>
<volume>5</volume>
<page-range>198-268</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Randon House]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
