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</front><body><![CDATA[ <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A fam&iacute;lia e o idoso: desafios da contemporaneidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adriana Munhoz Carneiro</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade S&atilde;o Francisco</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Falc&atilde;o, D. V. da S. (Org.). (2010). A fam&iacute;lia e o idoso: desafios da contemporaneidade. Campinas: Papirus, 255 p.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O cen&aacute;rio atual indica o crescimento populacional de idosos e, junto a isto, a necessidade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e pesquisas a respeito do tema. No Brasil, os estudos ainda s&atilde;o recentes, e a literatura carece de livros. Deusiv&acirc;nia Vieira da Silva Falc&atilde;o, ao organizar o livro "A fam&iacute;lia e o idoso: desafios da contemporaneidade" tenta, em parceria com os outros colaboradores, mudar essa perspectiva. A obra se divide em 12 cap&iacute;tulos, sendo o pref&aacute;cio escrito por J&uacute;lia S. N. F. Bucher-Malushke, a qual comenta sobre o in&iacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica voltada para a &aacute;rea e seu estado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, apontando que, apesar do crescimento, ainda mostra-se insuficiente. No pref&aacute;cio h&aacute; tamb&eacute;m uma reflex&atilde;o sobre os impactos que a longevidade traz para a sociedade, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e a economia, tal como para o sujeito que a experiencia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O primeiro cap&iacute;tulo, "Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica de Fam&iacute;lias com Idosos", &eacute; escrito por Deusiv&acirc;nia V. da S. Falc&atilde;o e Makilim Nunes Baptista, que discutem a dif&iacute;cil defini&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia, apresentando perspectivas de como ela &eacute; compreendida ao longo dos tempos e seus reflexos nos processos de enfrentamento a per&iacute;odos cr&iacute;ticos, como doen&ccedil;as decorrentes do envelhecimento, demonstrando, assim, o papel do equil&iacute;brio familiar nestes processos. Durante o cap&iacute;tulo, s&atilde;o apresentadas formas de se analisar a estrutura familiar e realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o familiar com idosos. Para auxiliar os leitores, os autores citam alguns instrumentos que foram validados para a realidade brasileira para esse fim, descrevendo as fun&ccedil;&otilde;es e particularidades de uso de cada um.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jaqueline Marangoni e Maria Cl&aacute;udia Santos Lopes de Oliveira s&atilde;o as autoras do segundo cap&iacute;tulo, denominado "Relacionamentos intergeracionais: av&oacute;s e netos na fam&iacute;lia contempor&acirc;nea", e comentam as mudan&ccedil;as da estrutura familiar, inclusive, mudan&ccedil;as de pap&eacute;is, como no caso em que os principais respons&aacute;veis pelo sustento familiar s&atilde;o os av&oacute;s. O cap&iacute;tulo se dedica a um tema que possui poucas pesquisas, a intergeracionalidade. Discorre sobre sua contribui&ccedil;&atilde;o para se compreender o contexto familiar e a continuidade da cultura, apresentadas mediante resultados de uma pesquisa com idosos.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dando continuidade, o terceiro cap&iacute;tulo, "Representa&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es entre jovens/adultos e seus pais e av&oacute;s: um estudo comparativo entre grupos &eacute;tnicos", elaborado por Edson de Souza Filho, Angel Beldarrin-Durandegui e Anderson Scardua amplia a quest&atilde;o do dinamismo pelo qual rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o permeadas e constru&iacute;das, comentando sobre as influ&ecirc;ncias dos pap&eacute;is familiares e do idoso nestas novas estruturas. Ainda, s&atilde;o apresentados dados de pesquisa que demonstram a import&acirc;ncia da individua&ccedil;&atilde;o, principalmente ao idoso, tal como discuss&otilde;es mais frequentes sobre esta quest&atilde;o.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levando em considera&ccedil;&atilde;o as mudan&ccedil;as de pap&eacute;is familiares, Mayeve Rochane G. L. Ara&uacute;jo discute este assunto no quarto cap&iacute;tulo: "O estresse das av&oacute;s maternas que cuidam dos netos", discorrendo sobre a rela&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as de av&oacute;s que executam pap&eacute;is como guardi&atilde;s ou m&atilde;es substitutas &agrave; luz da Terapia Racional Emotiva Comportamental-TREC e o quanto a atribui&ccedil;&atilde;o excessiva de responsabilidade pode comprometer a sa&uacute;de das mesmas. O cap&iacute;tulo aborda a import&acirc;ncia do psic&oacute;logo no confrontamento de cren&ccedil;as irracionais, trazendo exemplos de como detect&aacute;-las, citando algumas t&eacute;cnicas para que as responsabilidades sejam vistas de forma mais funcional, e que as idosas possuam uma melhor qualidade de vida.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O quinto cap&iacute;tulo: "O ciclo vital da fam&iacute;lia: percep&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias de mulheres idosas" &eacute; de autoria de Tatiana de Carvalho Socorro e Cristina Maria de S. Britto Dias, e contribui para o cen&aacute;rio de trabalhos sobre o aumento da expectativa de vida, apresentando um estudo realizado com oito idosas que relatam suas viv&ecirc;ncias. As autoras embasaram sua pesquisa na Teoria do Ciclo Vital Familiar, a qual &eacute; explicitada e discutida ao longo do mesmo, mediante relatos obtidos na pesquisa e com dados da literatura, tornando o contato do leitor com a teoria mais convidativa e f&aacute;cil.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nelma Ca&iacute;res Queiroz &eacute; autora do sexto cap&iacute;tulo "Aspectos do conhecimento psicogerontol&oacute;gico para a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, ao cuidador e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de idosos fragilizados". Ela introduz para o leitor o que &eacute; o objeto de estudo da psicogerontologia e amplia suas contribui&ccedil;&otilde;es, comentando sobre os decl&iacute;nios decorrentes do envelhecer. Dentro desse &acirc;mbito, discutem-se as diferen&ccedil;as entre o envelhecer normal e o patol&oacute;gico, sendo comentados os fatores de risco a doen&ccedil;as, o papel protetivo da fam&iacute;lia e os cuidadores e a import&acirc;ncia de uma equipe de sa&uacute;de atuante para detectar a fragiliza&ccedil;&atilde;o do idoso e evitar o desenvolvimento de doen&ccedil;as graves.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No s&eacute;timo cap&iacute;tulo, "Os conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es familiares de idosos com doen&ccedil;a de Alzheimer: contextos cl&iacute;nico e jur&iacute;dico", Deusiv&acirc;nia V. da S. Falc&atilde;o e J&uacute;lia S. N. F. Bucher-Maluschke focam os conflitos relacionados a idosos que possuem a doen&ccedil;a de Alzheimer, seus sintomas e o peso que este diagn&oacute;stico gera ao equil&iacute;brio familiar. A discuss&atilde;o desses temas se d&aacute; mediante exemplos de filmes, leis e trabalhos que citam as vari&aacute;veis atreladas &agrave; doen&ccedil;a, citando os processos jur&iacute;dicos envolvidos na interdi&ccedil;&atilde;o e os fatores implicados, como a import&acirc;ncia da equipe para afirmar as garantias previstas por lei aos idosos, a media&ccedil;&atilde;o, a quest&atilde;o do afeto, do dinheiro, dos interesses e da reestrutura&ccedil;&atilde;o familiar.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Marilia Viana Berzins e Helena Akemi Wada Watanabe dedicam o oitavo cap&iacute;tulo para "A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra a pessoa idosa", no qual apresentam informa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas sobre o desenvolvimento de trabalhos na &aacute;rea, as quest&otilde;es relacionadas &agrave; viol&ecirc;ncia a idosos e o papel da sociedade e dos direitos humanos, sem deixar de lado temas como neglig&ecirc;ncia, discrimina&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o, os tipos de viol&ecirc;ncia contra idosos e a participa&ccedil;&atilde;o familiar. As autoras induzem &agrave; reflex&atilde;o de que, muitas vezes, a viol&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; velada, mas sim expl&iacute;cita, atentando que seria um fen&ocirc;meno f&aacute;cil de detectar, mas que diversos mecanismos sociais impedem que ocorra esta detec&ccedil;&atilde;o, sendo alguns deles elencados no cap&iacute;tulo.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O nono cap&iacute;tulo, "Servi&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &agrave; terceira idade", de Luciene Freitas Duarte e Heniette Tognetti Penha Moato tem como objetivo mostrar ao leitor a import&acirc;ncia de se realizar trabalhos de atendimento em grupo para idosos, discutindo quest&otilde;es como o papel da cl&iacute;nica e da &eacute;tica. Como exemplo, apresentam um relato de pesquisa com base nos encontros realizados em plant&atilde;o psicol&oacute;gico, trazendo as vantagens dos mesmos aos idosos e aos profissionais que os atendem, atentando para a estreita liga&ccedil;&atilde;o que a cl&iacute;nica e a pesquisa devem ter.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No d&eacute;cimo cap&iacute;tulo, "Doen&ccedil;a cr&ocirc;nica: o processo de morrer e a morte do idoso na fam&iacute;lia", de Fl&aacute;via Renata Fratezi, Beatriz Aparecida Ozello Gutierrez e Deusiv&acirc;nia Vieira da Silva Falc&atilde;o, se discute a respeito de como a diminui&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais, conflitos familiares e a falta de informa&ccedil;&otilde;es corretas da doen&ccedil;a dificultam o cuidado e aumentam riscos de vida. Nele, examina-se como avaliar e manejar o cuidado dos idosos e os desafios vivenciados pelos familiares durante as fases do adoecer at&eacute; a morte do idoso. As autoras apresentam estrat&eacute;gias poss&iacute;veis de serem adotadas para minimizar o sofrimento do luto, argumentando como a rede social pode amparar a fam&iacute;lia e a import&acirc;ncia de entender o funcionamento familiar para poder prestar assist&ecirc;ncia aos membros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pen&uacute;ltimo cap&iacute;tulo, "O significado da viuvez e as rela&ccedil;&otilde;es familiares de vi&uacute;vas idosas" &eacute; realizado por Milena Yuri Suzili e Deusiv&acirc;nia V. da S. Falc&atilde;o, que comentam sobre a "feminiza&ccedil;&atilde;o da velhice", ou seja, o aumento de longevidade associado ao g&ecirc;nero feminino nas atuais estat&iacute;sticas. Dentro desse &acirc;mbito, discute-se sobre a viuvez e seu impacto social e cultural na mulher e o papel do suporte familiar na reestrutura&ccedil;&atilde;o da idosa, com aux&iacute;lio dos resultados fornecidos por uma pesquisa que retrata informa&ccedil;&otilde;es relevantes sobre os sentimentos das entrevistadas e a import&acirc;ncia de se estudar o contexto que elas est&atilde;o inseridas para compreender suas estrat&eacute;gias de enfrentamento.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No &uacute;ltimo cap&iacute;tulo, Deusiv&acirc;nia V. da S. Falc&atilde;o e Andrea Lopes escrevem sobre "A forma&ccedil;&atilde;o e a atua&ccedil;&atilde;o profissional no Brasil: aten&ccedil;&atilde;o &agrave; velhice e ao envelhecimento no S&eacute;culo XXI", descrevendo de forma minuciosa a fun&ccedil;&atilde;o do geront&oacute;logo, suas caracter&iacute;sticas e compet&ecirc;ncias esperadas. Contempla, tamb&eacute;m, dados hist&oacute;ricos do surgimento da profiss&atilde;o e as vari&aacute;veis sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas associadas ao impulsionamento da profiss&atilde;o. O cap&iacute;tulo estimula a reflex&atilde;o sobre a forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dos geront&oacute;logos, o trabalho multi e interdisciplinar e poss&iacute;veis locais nos quais o geront&oacute;logo poder&aacute; atuar, tal como os cursos que possuem esta especializa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A compila&ccedil;&atilde;o dos trabalhos relacionados ao idoso contribui com o cen&aacute;rio da psicologia do envelhecimento, principalmente por sua escassa literatura dispon&iacute;vel. A distribui&ccedil;&atilde;o dos cap&iacute;tulos torna a leitura agrad&aacute;vel, havendo uma complementariedade entre os mesmos. &Eacute; uma importante ferramenta de apoio aos que estudam ou que possuem maior interesse em estudar o processo de envelhecimento e seu nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, principalmente, a fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em maio de 2012    <br>   Aceito em junho de 2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a autora:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adriana Munhoz Carneiro:</b> Graduanda em psicologia pela Universidade S&atilde;o Francisco e Bolsista de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica pelo CNPq.</font></p>      ]]></body>

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