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</front><body><![CDATA[ <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Educar crian&ccedil;as, grandes desafios: como enfrentar?<sup><a name="nota1"></a><a href="#nota1a">1</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adriana Satico Ferraz<sup><a name="nota2"></a><a href="#nota2a">2</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade S&atilde;o Francisco</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a proposta de auxiliar pais e professores na grande tarefa de educar crian&ccedil;as e adolescentes, o livro "Educar crian&ccedil;as, grandes desafios: como enfrentar?" apresenta estrat&eacute;gias para promover a aprendizagem em diferentes situa&ccedil;&otilde;es. Com linguagem acess&iacute;vel, o livro &eacute; dividido em duas partes contendo breves cap&iacute;tulos, com temas que norteiam o cotidiano dos alunos. A primeira parte aborda a afetividade das crian&ccedil;as, abarcando temas como a autoestima, o estresse e a perda de um ente querido. Os cap&iacute;tulos da segunda parte discorrem sobre a rela&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com a escola, debatendo as dificuldades comumente enfrentadas por alunos, pais e professores no contexto da aprendizagem.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No primeiro cap&iacute;tulo, "Forma&ccedil;&atilde;o da autoestima na crian&ccedil;a: responsabilidade dos pais e professores", a autora, Gislene de Campos Oliveira, ressalta a import&acirc;ncia da autoestima para a supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades encontradas no dia a dia da crian&ccedil;a. A forma&ccedil;&atilde;o da autoestima est&aacute; ligada &agrave; maneira com que a fam&iacute;lia e os professores lidam com as dificuldades da crian&ccedil;a e ao modo como ela se v&ecirc; diante do olhar do meio externo. Os genitores exercem grande influ&ecirc;ncia na constitui&ccedil;&atilde;o da autoestima da crian&ccedil;a. A autora classifica quatro tipos de pais: os perfeccionistas, que cobram exageradamente; os superprotetores, que evitam a frustra&ccedil;&atilde;o dos filhos; os autorit&aacute;rios, que criticam excessivamente; os compreensivos, que real&ccedil;am os pontos positivos da crian&ccedil;a e os incentivam a superar suas adversidades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No segundo cap&iacute;tulo, Lucila Diehl Tolaine Fini discorre sobre a incid&ecirc;ncia crescente de estresse em crian&ccedil;as, devido a eventos geradores de grande ansiedade. Os efeitos do estresse comprometem o desenvolvimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a. Na maioria das vezes, o estresse &eacute; observado por meio da mudan&ccedil;a repentina de comportamento. Dentro do &acirc;mbito familiar, s&atilde;o apontados como fatores estressantes o excesso de atividades extracurriculares e a exposi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a a ambientes conturbados. Desse modo, o ideal seria manter uma boa estrutura no ambiente familiar, com espa&ccedil;o para que a crian&ccedil;a se expresse e para que seus anseios sejam compreendidos. A escola, por sua vez, pode ser ambiente estressor pela forma com que acolhe a crian&ccedil;a, impondo- lhe cobran&ccedil;a, rotina e dificuldades de aprendizagem t&iacute;picos do contexto escolar.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo seguinte, Gislene de Campos Oliveira aborda o comportamento de birra das crian&ccedil;as. A birra &eacute; expressa com o intuito de obter algo em troca. Esse comportamento costuma ser refor&ccedil;ado quando ocorre em p&uacute;blico, pois os pais acabam cedendo &agrave;s chantagens emocionais da crian&ccedil;a. Na escola, a birra tamb&eacute;m &eacute; observada por meio do comportamento inadequado e do baixo rendimento escolar. Cabe aos pais e &agrave; escola estabelecer dialogar com a crian&ccedil;a, estabelecendo limites e regras.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quarto cap&iacute;tulo, Ana Paula Clemente Sena trata de rea&ccedil;&otilde;es causadas pelo luto, como o choque diante da perda, os estados transit&oacute;rios e a aceita&ccedil;&atilde;o da morte. A autora ressalta a import&acirc;ncia de explicar as reais causas da aus&ecirc;ncia do ente querido para que a crian&ccedil;a n&atilde;o se sinta abandonada. Conversar com a crian&ccedil;a sobre a morte e permitir a sua presen&ccedil;a em rituais f&uacute;nebres podem ajudar a superar essa fase. Ao final do cap&iacute;tulo, s&atilde;o apresentadas publica&ccedil;&otilde;es infantis que abordam a tem&aacute;tica da morte de maneira sutil, com linguagem acess&iacute;vel &agrave;s crian&ccedil;as.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo "Com todo prazer! As atividades expressivas na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as", Luzia Mara Lima- Rodrigues prop&otilde;e a aplica&ccedil;&atilde;o de atividades expressivas &agrave;s crian&ccedil;as. As atividades expressivas tanto estimulam como desenvolvem a psicomotricidade, os aspectos afetivos e emocionais, a comunica&ccedil;&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e a habilidade cognitiva referente a aten&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria, imagina&ccedil;&atilde;o, criatividade e pensamento. Pais e professores devem atuar como intermediadores das atividades expressivas, que englobam as express&otilde;es art&iacute;sticas (dan&ccedil;a, desenho, pintura, m&uacute;sica, dramatiza&ccedil;&atilde;o), brincadeiras e jogos.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O sexto cap&iacute;tulo, de Paulo Eduardo Luiz de Mattos, descreve os sintomas, as peculiaridades e o diagn&oacute;stico do TDAH. O TDAH se caracteriza pela desaten&ccedil;&atilde;o, agita&ccedil;&atilde;o e impulsividade. Trata-se de um transtorno neurobiol&oacute;gico, associado a fatores gen&eacute;ticos e comorbidades. Esse transtorno se reflete no desempenho escolar e nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. O seu tratamento engloba a psicoterapia, atividades pedag&oacute;gicas e a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Susy Generoso Sacco e Evely Boruchovitch, no s&eacute;timo cap&iacute;tulo, apresentam a li&ccedil;&atilde;o de casa como ferramenta que possibilita a extens&atilde;o das atividades escolares ao cotidiano do aluno, aprofundando assuntos estudados em sala de aula, para desenvolver suas potencialidades. Cabe aos professores elaborarem atividades atrativas, transmitindo-as de forma clara para que n&atilde;o haja d&uacute;vidas no momento de resolv&ecirc;-las. O papel da escola &eacute; informar os pais sobre a import&acirc;ncia dessas atividades. Aos pais, compete o incentivo &agrave; crian&ccedil;a para realizar as tarefas e o organizar a rotina de estudos. Ao final do cap&iacute;tulo, s&atilde;o apontados estudos que demonstram que, quanto maior a demanda de li&ccedil;&atilde;o de casa ao aluno, melhor o seu rendimento e desempenho escolar.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No oitavo cap&iacute;tulo, as autoras Bet&acirc;nia Alves Veiga Dell&acute;Agli e Rosely Palermo Brenelli ressaltam a import&acirc;ncia dos jogos de regras como forma l&uacute;dica para desenvolver a crian&ccedil;a nos aspectos psicomotor, cognitivo, social, afetivo e moral. &Eacute; indispens&aacute;vel que o jogo seja compat&iacute;vel com a faixa et&aacute;ria da crian&ccedil;a, a fim de promover o desenvolvimento de estrat&eacute;gias e planejamento propostos pelo jogo. Dentro do contexto escolar, os jogos de regras estimulam o racioc&iacute;nio, a coopera&ccedil;&atilde;o, a incorpora&ccedil;&atilde;o de regras e as estrat&eacute;gias para resolu&ccedil;&atilde;o de problemas.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pedagoga Lucila Diehl Tolaine Fini exp&otilde;e, no nono cap&iacute;tulo, as dificuldades dos alunos no entendimento da matem&aacute;tica. Muitas vezes, a dificuldade est&aacute; relacionada &agrave; forma como a disciplina &eacute; ministrada pelo professor, bem como &agrave; postura com que os pais lidam com suas pr&oacute;prias dificuldades nessa disciplina. A crian&ccedil;a com dificuldades em matem&aacute;tica come&ccedil;a a ser cobrada na escola e em casa, o que culmina em baixa autoestima e altos n&iacute;veis de ansiedade. O ideal seria identificar as dificuldades no in&iacute;cio da escolariza&ccedil;&atilde;o, para evitar problemas futuros. Uma maneira de transmitir os conceitos &eacute; utilizar formas concretas para as representa&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas, relacionando-as com as pr&aacute;ticas do cotidiano.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No d&eacute;cimo cap&iacute;tulo, Maria Aparecida Mezzalira Gomes e Evely Boruchovitch descrevem a import&acirc;ncia de pais, professores e educadores na promo&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de leitura em crian&ccedil;as. A motiva&ccedil;&atilde;o pode ser tanto extr&iacute;nseca (ler por obriga&ccedil;&atilde;o) como intr&iacute;nseca (ler por prazer), envolvendo estrat&eacute;gias de compreens&atilde;o e o reconhecimento do valor da leitura. Compete &agrave; escola desenvolver atividades interdisciplinares com pesquisas, para que o aluno leia v&aacute;rias refer&ecirc;ncias, motivando-se e habituando-se a ler.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo "A estrat&eacute;gia de pedir ajuda: sua import&acirc;ncia para a aprendizagem", as autoras T&acirc;nia Maria Serafim e Evely Boruchovitch consideram a atitude de pedir ajuda e saber escolher com quem sanar uma d&uacute;vida (pais, professores, colegas) uma estrat&eacute;gia para enfrentar as dificuldades acad&ecirc;micas. Essa estrat&eacute;gia mobiliza fatores cognitivos, sociais e motivacionais. Os professores devem ser receptivos &agrave;s d&uacute;vidas dos alunos, fomentar atividades em grupos, promovendo a intera&ccedil;&atilde;o social e o rendimento escolar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, Ac&aacute;cia Aparecida Angeli dos Santos e Thatiana Helena de Lima discorrem, no d&eacute;cimo segundo cap&iacute;tulo, sobre os diferentes estilos de estudo. Os estilos cognitivos se referem &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o e ao processamento da informa&ccedil;&atilde;o. J&aacute; os estilos de aprendizagem englobam a maneira como o indiv&iacute;duo se envolve nas situa&ccedil;&otilde;es de ensino. A congru&ecirc;ncia entre o estilo empregado pelo professor para ensinar e o estilo adotado pelo aluno para aprender pode favorecer o desempenho escolar, embora seja importante o est&iacute;mulo para que o aluno diversifique seus estilos de aprendizagem.</font></p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O livro, em suma, pretende apresentar aos pais, professores e educadores formas de lidar com a educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes em contexto escolar. Os cap&iacute;tulos do livro buscam integrar o contexto familiar e escolar com o intuito de promover o desempenho dos alunos e amenizar o impacto sofrido em situa&ccedil;&otilde;es desconfort&aacute;veis, tanto para as crian&ccedil;as como para os adultos, que, muitas vezes, n&atilde;o sabem como proceder em importantes momentos da educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em abril de 2014    <br>   Aprovada em junho de 2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a autora</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adriana Satico Ferraz:</b> &eacute; Discente do curso de Psicologia da Universidade S&atilde;o Francisco. Bolsista CNPq de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font></p>     <br>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="nota1a"></a><a href="#nota1">1</a></sup>Refer&ecirc;ncia do livro: Oliveira, G. C., Fini, L. D. T., Boruchovith, E., & Brenelli, R. P. (2014). <i>Educar crian&ccedil;as, grandes desafios: como enfrentar?</i> Rio de Janeiro: Vozes.     <br>   <sup><a name="nota2a"></a><a href="#nota2">2</a></sup>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: R. Jos&eacute; Franco de Oliveira, 99, Bairro Arraial, 12.930-000, Tuiuti-SP. E-mail: <a href="mailto:adrianasatico@hotmail.com">adrianasatico@hotmail.com</a>    <br> </font></p>      ]]></body>

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