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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação Psicológica no Brasil: Entrevista com Luiz Pasquali]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological Assessment in Brazil: Interview with Luiz Pasquali]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicol&oacute;gica no Brasil: Entrevista com Luiz Pasquali</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psychological    Assessment in Brazil: Interview with Luiz Pasquali</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Evaluaci&oacute;n    Psicol&oacute;gica en Brasil: Entrevista con Luiz Pasquali</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Ramos    Caldas Lins</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Centro Universit&aacute;rio    de Bras&iacute;lia - UniCEUB. <a href="https://orcid.org/0000-0002-0827-7245" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0827-7245</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicol&oacute;gica &eacute; uma das &aacute;reas mais antigas da psicologia    e que mais mostrou avan&ccedil;os ao longo do tempo (Faiad, Pasquali, &amp;    Oliveira, 2019; Nakano &amp; Roama-Alves, 2019). Esses avan&ccedil;os dizem    respeito ao desenvolvimento e/ou aperfei&ccedil;oamento de aspectos conceituais    (teorias), instrumentais (instrumentos e an&aacute;lise de dados) e t&eacute;cnicos    (orienta&ccedil;&otilde;es normativas e resolu&ccedil;&otilde;es).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, entende-se    a Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica como um processo investigativo,    no qual se busca compreender o funcionamento emocional e/ou cognitivo de pessoas    ou grupos, com o aux&iacute;lio de in&uacute;meras ferramentas, como observa&ccedil;&otilde;es,    entrevistas e testes psicol&oacute;gicos (Conselho Federal de Psicologia, 2018).    Entende-se, logo, que os testes podem vir a compor a avalia&ccedil;&atilde;o,    desde que sejam adequados para o caso e, nessas situa&ccedil;&otilde;es, devem    ser interpretados com cautela, em conjunto com as informa&ccedil;&otilde;es    advindas de outros instrumentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Analisando o percurso    da &aacute;rea, percebe-se que esse entendimento mais complexo, abrangente e    cuidadoso do que &eacute; avalia&ccedil;&atilde;o e quais ferramentas podem    ser utilizadas foi sendo desenvolvido no decorrer dos anos. Por muito tempo,    a Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica foi percebida como sin&ocirc;nimo    de testagem psicol&oacute;gica (Andrade &amp; Sales, 2017). Isto &eacute;, foi    reduzida a uma de suas poss&iacute;veis etapas, o que levou a muitas interpreta&ccedil;&otilde;es    equivocadas e, por conseguinte, interven&ccedil;&otilde;es inadequadas, tanto    no contexto internacional quanto nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No contexto nacional,    mais especificamente, a Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica passou por    v&aacute;rios per&iacute;odos, marcados desde uma valoriza&ccedil;&atilde;o    exacerbada dos testes psicol&oacute;gicos at&eacute; o descr&eacute;dito total    desses instrumentos. De forma geral, pode-se dizer que os testes eram compreendidos    como instrumentos capazes de fornecer credibilidade cient&iacute;fica &agrave;    psicologia e come&ccedil;aram a ser constru&iacute;dos e utilizados largamente.    Mas esse movimento n&atilde;o foi acompanhado por investimento em pesquisa e    produ&ccedil;&atilde;o de material psicometricamente embasado. Em fun&ccedil;&atilde;o    dessa falta de crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, muitas cr&iacute;ticas foram    tecidas, o que levou a uma rejei&ccedil;&atilde;o desses instrumentos e, consequentemente,    da &aacute;rea. V&aacute;rias medidas foram tomadas &agrave; &eacute;poca visando    a melhoria da qualidade dos instrumentos e da forma&ccedil;&atilde;o profissional.    Com essas medidas, um movimento de valoriza&ccedil;&atilde;o e retomada de credibilidade    da &aacute;rea come&ccedil;ou a se expandir (Faiad, Pasquali, &amp; Oliveira,    2019; Nakano &amp; Roama-Alves, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Objetivando compreender    as mudan&ccedil;as implementadas no Brasil e os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados    na &aacute;rea de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, foi entrevistado    o professor Luiz Pasquali, doutor em Psicologia pela <i>Universit&eacute; Catholique    </i>de Louvain. Ele &eacute; um expoente na &aacute;rea, em especial quando    se considera a constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos psicol&oacute;gicos,    sendo um dos percussores no pa&iacute;s. Foi respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o    de in&uacute;meros profissionais, pela constru&ccedil;&atilde;o de variados    instrumentos e pela publica&ccedil;&atilde;o de material t&eacute;cnico de qualidade,    incluindo diversos artigos, cap&iacute;tulos de livros e livros. Al&eacute;m    disso, foi um dos respons&aacute;veis pela funda&ccedil;&atilde;o do Instituto    Brasileiro de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica (IBAP), o qual tem    sido respons&aacute;vel pelo aperfei&ccedil;oamento da &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Professor Pasquali, inicialmente gostaria de dizer que &eacute; uma honra realizar    essa entrevista. Obrigada por aceitar! Gostaria que o senhor iniciasse falando    sobre a sua forma&ccedil;&atilde;o e o seu interesse pela Psicologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Minha forma&ccedil;&atilde;o iniciou nos anos 1940 (apenas no s&eacute;culo    passado!). A filosofia de meu pai era de que os que gostavam da enxada ficavam    na ro&ccedil;a e quem n&atilde;o gostava, ia estudar. Como na &eacute;poca havia    somente semin&aacute;rios onde estudar, para l&aacute; fui mandado. Ap&oacute;s    passar pelo prim&aacute;rio, gin&aacute;sio e col&eacute;gio em v&aacute;rios    estados do Brasil, me formei em filosofia, teologia e pedagogia. Esta &uacute;ltima    foi na Universidade Cat&oacute;lica de Petr&oacute;polis. Depois disso, fui    mandado para Roma para completar os estudos em teologia, mas ent&atilde;o preferi    me mudar para Louvain (B&eacute;lgica) para estudar psicologia. Por que Psicologia?    Porque ela correspondia melhor &agrave; minha tradi&ccedil;&atilde;o educacional    de car&aacute;ter humanista e porque a <i>Universit&eacute; Catholique </i>de    Louvain iria reconhecer minha forma&ccedil;&atilde;o em pedagogia como entrada    para a faculdade de psicologia. L&aacute; tirei o t&iacute;tulo de <i>Docteur    en Psychologie</i>, em 1970. No ano seguinte fui professor de psicologia no    departamento de psicologia no <i>Grand Valley State Colleges </i>de Allendale,    Michigan (Estados Unidos, USA) at&eacute; 1974. Nesse ano, me transferi para    a Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS),    em Porto Alegre, para chefiar o mestrado em psicologia daquela universidade.    No ano seguinte, fui contratado pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) para    o Departamento de Psicologia, na &eacute;poca pertencendo ao Instituto de Biologia.    O objetivo do departamento era criar o mestrado em psicologia. Trabalhei nesse    departamento (sendo ent&atilde;o Instituto de Psicologia) at&eacute; a aposentadoria    for&ccedil;ada, continuando, entretanto, a ensinar como professor associado    at&eacute; 2019, quando a Covid me afastou!</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Quando e por quais raz&otilde;es o senhor se aproximou da &aacute;rea de avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica? Conte-me um pouco como foi esse come&ccedil;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Desde minha disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em 1966 e a tese de doutorado    de 1970, sempre trabalhei com instrumenta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica,    elaborando instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o com an&aacute;lise fatorial.    Nos USA, criei um pequeno teste de avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental,    publicado pela <i>Psychology Today</i>, em 1973. Na PUC-RS trabalhei mais na    metodologia de pesquisa para orientar os mestrandos da universidade em suas    disserta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Sobre a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no Brasil, conte-me como    era efetivada nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990? Como era a qualidade dos instrumentos,    da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e da forma&ccedil;&atilde;o naquela    &eacute;poca?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Em 1974 fui convidado para participar do encontro sobre avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica no Brasil, na Reuni&atilde;o Anual de Psicologia de Ribeir&atilde;o    Preto. Na confer&ecirc;ncia, todos os participantes insistiam na calamitosa    situa&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no Brasil,    inclusive eu, e a deficiente forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea nos departamentos    de psicologia no pa&iacute;s. Essas queixas foram se alastrando e aumentando    ao ponto que um artigo na Folha de S&atilde;o Paulo, em 1981 creio, saiu com    a t&iacute;tulo de "As Empresas Aposentaram os Testes Psicol&oacute;gicos".    Nessa d&eacute;cada de 1980, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) procurou    avaliar e melhorar a &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.    J&aacute; em 1981, criou uma comiss&atilde;o de seis psic&oacute;logos (lembro-me    de alguns deles: Aroldo Rodrigues, Carolina Bori, Oswaldo Cruz, Arrigo Angelini,    eu) que se reuniu em um sobrado no Rio de Janeiro e apresentou um relat&oacute;rio    ao CFP. Outras comiss&otilde;es foram feitas nessa d&eacute;cada como, por exemplo,    a Comiss&atilde;o Interinstitucional, que se reuniu v&aacute;rias vezes, mas    poucos avan&ccedil;os puderam ser percebidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    E quais medidas foram tomadas nesse per&iacute;odo visando a melhoria da &aacute;rea?    De que forma o senhor buscou contribuir?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Diante dos poucos resultados das a&ccedil;&otilde;es da d&eacute;cada de 1980,    achei que a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o viria de comiss&otilde;es dessa    natureza. Assim, solicitei financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos    (FINEP) para criar um laborat&oacute;rio de pesquisa na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o    em psicologia. Em 1987, fui contemplado com o financiamento e criei o PAM (depois,    LABPAM), Laborat&oacute;rio de Pesquisa em Avalia&ccedil;&atilde;o e Medida    no Departamento de Psicologia da UnB. O objetivo do laborat&oacute;rio consistia    em formar psic&oacute;logos na &aacute;rea da psicometria e criar testes psicol&oacute;gicos    dentro desse esp&iacute;rito. O primeiro teste de car&aacute;ter nacional criado    foi o Invent&aacute;rio Fatorial de Personalidade (IFP) publicado em 1997 pela    Casa do Psic&oacute;logo, de S&atilde;o Paulo. Nesse mesmo per&iacute;odo, v&aacute;rios    psic&oacute;logos pesquisadores se reuniam periodicamente para discutir a cria&ccedil;&atilde;o    de um instituto orientado para a pesquisa na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica. Desse esfor&ccedil;o finalmente surgiu a cria&ccedil;&atilde;o    do Instituto Brasileiro de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica (IBAP),    que foi institu&iacute;do em 1997 e homologado no ano seguinte. Por falta de    outra pessoa, fui obrigado a assumir a primeira presid&ecirc;ncia do instituto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Especificamente, qual o papel do Instituto Brasileiro de Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicol&oacute;gica (IBAP) no avan&ccedil;o da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    brasileira?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Os objetivos do IBAP continuam os mesmos, ou seja: (1) Promover o desenvolvimento    da &aacute;rea de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica; (2) Defender e    propor medidas de apoio e de incentivo &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    e &agrave;s atividades relacionadas; (3) Incentivar e realizar pesquisas no    campo da avalia&ccedil;&atilde;o em psicologia, visando a melhoria da qualidade    e a excel&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os psicol&oacute;gicos, bem como outros    benef&iacute;cios consequentes destas pesquisas para a comunidade e para a cidadania    no Brasil; (4) Propor crit&eacute;rios e projetos de padroniza&ccedil;&atilde;o    para procedimentos, instrumentos, testes e provas psicol&oacute;gicas; (5) Divulgar    conhecimentos na &aacute;rea de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica por    meio do incentivo e da realiza&ccedil;&atilde;o de eventos t&eacute;cnicos e    cient&iacute;ficos, de cursos e de publica&ccedil;&otilde;es, entre outros;    (6) Orientar os psic&oacute;logos e os membros da comunidade com interesses    nos procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica; (7) Prestar    consultorias, assessorias e servi&ccedil;os em avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica;    (8) Incentivar e promover a forma&ccedil;&atilde;o de especialistas e pesquisadores    nos diversos n&iacute;veis, nas diferentes &aacute;reas e nos v&aacute;rios    procedimentos da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica; (9) Certificar    profissionais e prestar subs&iacute;dios para o credenciamento de profissionais    para as diferentes &aacute;reas e procedimentos em avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.    O impacto do instituto na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    no Brasil tem sido e vendo sendo inigual&aacute;vel, sobretudo, na seriedade    cient&iacute;fica para a &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    E de onde surgiu a ideia de publicar uma revista vinculada ao Instituto Brasileiro    de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica (IBAP)? Qual a import&acirc;ncia    da revista de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para a melhoria da    &aacute;rea?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Uma revista para a publica&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, especialmente os    cient&iacute;ficos, do IBAP praticamente surgiu com a pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o    do instituto. O impacto da revista deve ser averiguado com os que trabalham    com ela, inclusive porque ela j&aacute; impactou a &aacute;rea ibero-americana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Em que medida a cria&ccedil;&atilde;o do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o    de Testes Psicol&oacute;gicos (SATEPSI) auxiliou na cientificidade da psicologia?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Esse sistema est&aacute; atrelado &agrave; Comiss&atilde;o Consultiva em Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicol&oacute;gica (CCAP) do CFP e o impacto dele se situa no uso dos testes    psicol&oacute;gicos no pa&iacute;s e no desenvolvimento cient&iacute;fico na    &aacute;rea. Controlando a qualidade dos instrumentos psicol&oacute;gicos utilizados    no pa&iacute;s, esse conselho impacta na seriedade t&eacute;cnico-cient&iacute;fica    que se deve dar aos mesmos. Ele tem sido e &eacute; decisivo na elimina&ccedil;&atilde;o    da "zorra" que existia no uso de testes psicol&oacute;gicos no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Como o senhor percebe os testes psicol&oacute;gicos hoje? E quais as perspectivas    futuras?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Hoje os testes psicol&oacute;gicos no Brasil s&atilde;o confi&aacute;veis de    um ponto vista cient&iacute;fico, dentro do avan&ccedil;ado conhecimento atual    em psicologia. Digo assim, porque o conhecimento em psicologia ainda deixa muito    a desejar, pois ela ainda n&atilde;o tem a posse do conhecimento do seu objeto    espec&iacute;fico, ou seja, dos processos mentais (o famoso construto). Situa&ccedil;&atilde;o    similar &agrave; Biologia antes da descoberta do DNA. Assim, o avan&ccedil;o    substantivo na avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica est&aacute; a depender    da descoberta epistemol&oacute;gica desse objeto espec&iacute;fico da psicologia,    trabalho em que est&atilde;o interessadas as ci&ecirc;ncias neuropsicol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Como o senhor v&ecirc; a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica nos dias atuais? Em que medida se avan&ccedil;ou?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Estou fora h&aacute; anos do ambiente acad&ecirc;mico e, assim, n&atilde;o saberia    responder este quesito. Contudo, o avan&ccedil;o na &aacute;rea a partir dos    anos 2000 tem sido substantivo com o advento do IBAP e do SATEPSI.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Se o senhor pudesse deixar uma mensagem para os que est&atilde;o ingressando    na Psicologia e tem se interessado pela nossa &aacute;rea, o que diria?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Sejam interessados em neuroci&ecirc;ncias e psicometria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Manuela Lins:</b>    Professor Pasquali, novamente agrade&ccedil;o o seu aceite em participar e por    ser sempre t&atilde;o gentil. Saiba que &eacute; uma honra ter sido sua orientanda,    ter convivido um pouco com o senhor e conhecer a sua hist&oacute;ria, a qual    se confunde com a pr&oacute;pria hist&oacute;ria da avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica brasileira. Muito obrigada!</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Pasquali:</b>    Obrigado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o h&aacute;    men&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Financiamento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa n&atilde;o    recebeu nenhuma fonte de financiamento, sendo financiada com recursos dos pr&oacute;prios    autores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Contribui&ccedil;&otilde;es    dos autores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Declaramos que    todos os autores participaram da elabora&ccedil;&atilde;o do manuscrito. Especificamente,    a autora Manuela Ramos Caldas Lins participou da escrita inicial do estudo -    conceitua&ccedil;&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o, visualiza&ccedil;&atilde;o,    an&aacute;lise de dados, escrita final do trabalho - revis&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Disponibilidade    de dados e materiais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os dados    e sintaxe gerados e analisados durante esta pesquisa ser&atilde;o tratados com    completa confidencialidade devido aos requisitos do Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em Pesquisa em Seres Humanos. No entanto, o conjunto de dados e sintaxe que    suportam as conclus&otilde;es deste artigo est&atilde;o dispon&iacute;veis mediante    solicita&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel ao autor principal do estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Conflito de    interesses</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os autores declaram    que n&atilde;o h&aacute; conflitos de interesse.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Andrade, J. M.,    &amp; Sales, H. F. S. (2017). A diferencia&ccedil;&atilde;o entre avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica e testagem psicol&oacute;gica: quest&otilde;es emergentes.    Em M. R. C. Lins &amp; J. C. Borsa (Orgs.). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica:    aspectos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos</i> (pp. 09-22). Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=439453&pid=S1677-0471202200040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho Federal    de Psicologia - CFP (2018). <i>Resolu&ccedil;&atilde;o N&ordm; 009, de 25 de    abril de 2018</i>. Estabelece diretrizes para a realiza&ccedil;&atilde;o de    Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica no exerc&iacute;cio profissional    da psic&oacute;loga e do psic&oacute;logo, regulamenta o Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o    de Testes Psicol&oacute;gicos - SATEPSI e revoga as Resolu&ccedil;&otilde;es    n&deg; 002/2003, n&ordm; 006/2004 e n&deg; 005/2012 e Notas T&eacute;cnicas    n&deg; 01/2017 e 02/2017. Conselho Federal de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=439455&pid=S1677-0471202200040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faiad, C., Pasquali,    L., &amp; Oliveira, K. L. (2019). Hist&oacute;rico da avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica no mundo. Em M. N. Baptista et al. (Orgs.). <i>Comp&ecirc;ndio    de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica </i>(pp. 111-121). Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=439457&pid=S1677-0471202200040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nakano, T. C.,    &amp; Roama-Alves, R. J. (2019). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    no Brasil. Em M. N. Baptista et al. (Orgs.). <i>Comp&ecirc;ndio de Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicol&oacute;gica </i>(pp. 122-132). Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=439459&pid=S1677-0471202200040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/avp/v21n4/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>:    <br>   Manuela Ramos Caldas Lins    <br>   Rua das Pitangueiras, lote 07, Ed. Recanto das &Aacute;guas, Ap. 805    <br>   Bras&iacute;lia - Distrito Federal - Brasil. CEP: 71938-540    <br>   Email: <a href="mailto:manuela_rcl@hotmail.com">manuela_rcl@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em Junho    de 2022    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aceito em Junho de 2022</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Nota sobre o    autor</b>    <br>   <b>Manuela Ramos Caldas Lins </b>&eacute; psic&oacute;loga (UEPB), doutora em    Psicologia pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Atualmente, &eacute;    professora da gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em    Psicologia do Centro Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia.</font></p>      ]]></body>
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