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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There are different ways to be a father. One is through the adoption. The present study aimed to investigate the fatherhood in the context of adoption. The specific aims are: describe the experience of fathers while they were waiting for the child; characterize the parenting experience; and identify the feelings and perceptions of fathers about their children. Study participants were four fathers who had an adopted child at the age of three or four years. It was realized an interview, whose content was analyzed qualitatively by thematic categorical analysis. It was found as result that: a) the moment of waiting for the child was experienced as a moment of anxiety; b) fathers experienced the fatherhood as something rewarding; c) among the feelings that fathers have with their children is the love and fear/concern aboutthe child's welfare. It was concluded that adoptive fathers are very involved with their children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Paternidade    no contexto da ado&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Fatherhood in    the context of adoption</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rovana Kinas    Bueno<a href="#1b" name="1a"><sup>1</sup></a>; Mauro Lu&iacute;s Vieira<a href="#2b" name="2a"><sup>2</sup></a>;    Maria Aparecida Crepaldi<a href="#3b" name="3a"><sup>3</sup></a></b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Federal    de Santa Catarina (UFSC)<sup> </sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#and">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><sup><a name="top"></a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Existem diferentes    caminhos para ser pai. Um deles &eacute; por meio da ado&ccedil;&atilde;o. O    presente estudo</b>   tem como objetivoinvestigar a paternidade nesse contexto. Os objetivos espec&iacute;ficos    s&atilde;o:descrever a</b>   viv&ecirc;ncia dos pais durante a espera pela crian&ccedil;a; caracterizar a    experi&ecirc;ncia de paternidade; e</b>   identificar os sentimentos e as percep&ccedil;&otilde;es dos pais com rela&ccedil;&atilde;o    aos filhos. Participaram do</b>   estudoquatro pais (homens) que possu&iacute;am um filho adotivo na idade de    tr&ecirc;s ou quatro anos.Realizouse uma entrevista, cujo conte&uacute;do foi    analisadoqualitativamente por meio da an&aacute;lise categorial</b>   tem&aacute;tica. Verificou-se, dentre os resultados, que: a) o per&iacute;odo    de espera pela crian&ccedil;a foi vivenciado</b>   como um momento de ansiedade; b) os pais experienciarama paternidade como algo    gratificante; e c)</b>   dentre os sentimentos que os pais nutrem pelos seus filhos est&aacute; o amor    e medo/preocupa&ccedil;&atilde;o com</b>   rela&ccedil;&atilde;o ao bem-estar do filho. Conclui-se que os pais adotivos    se mostraram envolvidos com seus</b>   filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>Palavras-chave</b>: paternidade;    rela&ccedil;&otilde;es pai-filho; ado&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> There are different    ways to be a father. One is through the adoption. The present study aimed to</b>   investigate the fatherhood in the context of adoption. The specific aims are:    describe the experience of</b>   fathers while they were waiting for the child; characterize the parenting experience;    and identify the</b>   feelings and perceptions of fathers about their children. Study participants    were four fathers who had</b>   an adopted child at the age of three or four years. It was realized an interview,    whose content was</b>   analyzed qualitatively by thematic categorical analysis. It was found as result    that: a) the moment of</b>   waiting for the child was experienced as a moment of anxiety; b) fathers experienced    the fatherhood</b>   as something rewarding; c) among the feelings that fathers have with their children    is the love and</b>   fear/concern aboutthe child's welfare. It was concluded that adoptive fathers    are very involved with</b>   their children.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>Keywords:</b>    fatherhood; father-child relations; adoption.</font></p> <hr nonshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O papel do pai    e as expectativas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; paternidade sofreram altera&ccedil;&otilde;es    ao longo dos</b>   anos(Dessen, 2010). Constata-se maior envolvimento do pai com os filhos e com    as tarefas</b>   dom&eacute;sticas (Staudt &amp; Wagner, 2008). O envolvimento paterno pode ser    entendido por meio das</b>   dimens&otilde;es intera&ccedil;&atilde;o (o que o pai faz com a crian&ccedil;a),    disponibilidade (acessibilidade f&iacute;sica ou</b>   psicol&oacute;gica do pai para a intera&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a)    e responsabilidade (tarefas que o pai assume com</b>   rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a)(Lamb, 1997). A paternidade pode    ser pensada a partir do envolvimento do pai com</b>   seu filho(a), assim como a forma como ele vivencia ser pai e os sentimentos    que nutre pelo seu</b>   filho(a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O envolvimento    paterno pode receber influ&ecirc;ncia de diversos fatores, como por exemplo,    a</b>   motiva&ccedil;&atilde;o em ser pai, habilidades que o mesmo possui com crian&ccedil;as,    o apoio que recebe das</b>   pessoas para se envolver com a crian&ccedil;a,as demandas do trabalho (o quanto    que o pai poder&aacute; estar</b>   dispon&iacute;vel) (Lamb, 1997), as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a    e do pr&oacute;prio pai (Pleck, 1997) e o</b>   relacionamento conjugal (Bossardi, 2015). A paternidade, a forma como esta &eacute;    vivenciada, e essas</b>   caracter&iacute;sticas que interferem no envolvimento paterno t&ecirc;m sido    foco de diferentes estudos(Piccinini,</b>   Silva, Gon&ccedil;alves, Lopes, &amp; Tudge, 2004, 2012; Pleck, 1997), os quais    intensificaram-se nas &uacute;ltimas</b>   tr&ecirc;s d&eacute;cadas (Lamb, 1997).</b>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grande parte dos    estudos sobre a paternidade no Brasil refere-se a pais biol&oacute;gicos (Vieira    et al.,</b>   2014). Contudo, como a paternidade &eacute; uma experi&ecirc;ncia que vai sendo    constru&iacute;da ao longo do</b>   tempo(Costa &amp; Rossetti-Ferreira, 2007; Silva &amp; Piccinini, 2007), &eacute;    importante investigar como esse</b>   processo ocorre em fam&iacute;lias com filhos adotivos, uma vez que a ado&ccedil;&atilde;o    &eacute; uma das formas de o</b>   homem se tornar pai. Nesse sentido, pode-se compreender a ado&ccedil;&atilde;o    como acolher uma crian&ccedil;a</b>   abandonada e torn&aacute;-la filha (Weber, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Constata-se que    muitas das obras sobre paternidade e ado&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o    indexadas- ou seja, s&atilde;o</b>   livros, cap&iacute;tulos de livro; teses e disserta&ccedil;&otilde;es sobre    a tem&aacute;tica - e que maioria das produ&ccedil;&otilde;es</b>   brasileiras na &aacute;rea da Psicologia enfoca a paternidade ou o contexto    de ado&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;a a</b>   import&acirc;ncia de estudar essas duas tem&aacute;ticas associadas. Poucas    s&atilde;o as obras (Andrade, Costa, &amp;</b>   Rossetti-Ferreira, 2006) que evidenciam asdiferentes formas de significa&ccedil;&atilde;o    da paternidade adotiva,</b>   o que enfatiza a necessidade de mais estudos sobre o assunto.</b>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se que    a ado&ccedil;&atilde;o pode ser um dos fatores que interfere no envolvimento    do pai com os</b>   filhos e na pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia de paternidade. Que desejos est&atilde;o    envolvidos no processo de</b>   ado&ccedil;&atilde;o? Como o pai adotivo se descreve como pai? Quais s&atilde;o    os sentimentos que esses pais</b>   nutrem pelos seus filhos? Quest&otilde;es como essas s&atilde;o ponto de partida    para compreender melhor essa</b>   influ&ecirc;ncia, e por essa raz&atilde;o, faz-se necess&aacute;rio explorar    como &eacute; ser pai de uma crian&ccedil;a adotiva na</b>   perspectiva desses pais. Ressalta-se que n&atilde;o &eacute; intuito identificar    o quanto a ado&ccedil;&atilde;o interfere na</b>   paternidade, mas compreender melhor a paternidade por meio da ado&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando o    exposto, este artigo, derivado de uma disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado,teve    como</b>   objetivodescrever a paternidade no contexto da ado&ccedil;&atilde;o. Como objetivos    espec&iacute;ficos, elenca-se os</b>   seguintes: a) descrever a viv&ecirc;ncia dos pais durante a espera pela crian&ccedil;a;    b) caracterizar a</b>   experi&ecirc;ncia de paternidade; e c) identificar os sentimentos e as percep&ccedil;&otilde;es    dos pais com rela&ccedil;&atilde;o aos</b>   filhos. Para tanto, compreende-se a paternidade como a viv&ecirc;ncia em ser    pai, a qual &eacute; perpassada</b>   pela rela&ccedil;&atilde;o que o pai estabelece com seu filho. Os termos "viv&ecirc;ncia"    e "experi&ecirc;ncia", embora</b>   distintos, ser&atilde;o considerados neste trabalho como sin&ocirc;nimos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;oda    pesquisa</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de uma    pesquisa qualitativa, do tipo explorat&oacute;ria e descritiva. Nesse sentido,    busca</b>   examinar o fen&ocirc;meno em profundidade, visando, portanto, explorar e descrever    a paternidade no</b>   contexto da ado&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram do    estudo quatro pais (homens) com um filho adotivo na idade de tr&ecirc;s ou quatro</b>   anos, acessados em duas institui&ccedil;&otilde;es que trabalham com a ado&ccedil;&atilde;o,    em uma cidade do sul do Brasil.</b>   Esses pais decidiram pela ado&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s n&atilde;o conseguirem    ter filhos biol&oacute;gicos, e adotaram seus</b>   filhosquando estes estavam entre um e tr&ecirc;s meses de vida. Todos os pais    entrevistados tornaram-se</b>   pais por meio de uma ado&ccedil;&atilde;o legal, ou seja, realizada por meio    de um processo judici&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, participaram    da pesquisa os pais que se enquadravam nos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o</b>   estabelecidos: ter um filho(a) adotivo; estar casados ou com uma uni&atilde;o    heterossexual desde pelo</b>   menos o momento da ado&ccedil;&atilde;o;ter adotado seu filho(a) com at&eacute;    um ano de idade atrav&eacute;s de uma</b>   ado&ccedil;&atilde;o legal; e no momento da coleta de dados a crian&ccedil;a    deveria ter tr&ecirc;s ou quatro anos de idade. O</b>   crit&eacute;rio de exclus&atilde;o foi a crian&ccedil;a ou o pai apresentar    alguma defici&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o presente    estudo, cada fam&iacute;lia foi nomeada com um n&uacute;mero. A seguir, descreve-se</b>   brevemente cada um dos pais.</b>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pai P01 tem 37    anos, &eacute; casado h&aacute; 11 anos com E01 da mesma idade, e adotaram um    menino</b>   que est&aacute; com tr&ecirc;s anos e um m&ecirc;s. Ele tem ensino superior    completo, &eacute; funcion&aacute;rio p&uacute;blico e trabalha</b>   40 horas semanais, e sua esposa &eacute; do lar e tem ensino m&eacute;dio completo.</b>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pai P02 tem 50    anos e possui uma uni&atilde;o est&aacute;vel h&aacute; 19 anos com E02 de 47    anos de idade,</b>   sua filha adotiva possui tr&ecirc;s anos e sete meses. Ele tem ensino superior    completo, &eacute; corretor de</b>   im&oacute;veis,e sua esposa temensino m&eacute;dio completo e &eacute; do lar.P02    trabalha aproximadamente 16 horas</b>   por semana.</b>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pai P03 e sua    esposa possuem 53 anos de idade, est&atilde;o casados h&aacute; 30 anos, e seu    filho</b>   adotivo est&aacute; com quatro anos e seis meses. Ambos possuem curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    e trabalham</b>   40 horas por semana, e &agrave;s vezes at&eacute; mais que isso. Ele &eacute;    m&eacute;dico e ela &eacute; professora universit&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E o pai P04 tem    37 anos,sua esposa tem 39 anos, e elesest&atilde;o casados h&aacute; 13 anos.    A filha</b>   adotiva deles tem quatro anos e onze meses. Ambos t&ecirc;m o ensino m&eacute;dio.    Ele &eacute; vigilante, trabalha 36</b>   horas por semana no turno noturno, e sua esposa, aproximadamente, 16 horas como    diarista (no</b>   restante do tempo ela &eacute; do lar).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste artigo ser&atilde;o    apresentados os resultados obtidos por meio de dois instrumentos. Um foi o</b>   Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico que incluiu quest&otilde;es como    idade, escolaridade, tempo de uni&atilde;o,</b>   n&uacute;mero de pessoas da fam&iacute;lia, profiss&atilde;o e jornada de trabalho,e    foi utilizado para caracterizar os</b>   participantes da pesquisa. Ele foi desenvolvido por um grupo de pesquisa do    qual os autores fazem</b>   parte. O outro foi a Entrevista com Roteiro Semiestruturado de Envolvimento    Paterno, elaborado para</b>   a presente pesquisa, cujo roteiro apresentava perguntas sobre a viv&ecirc;ncia    da ado&ccedil;&atilde;o, o envolvimento</b>   paterno e a rela&ccedil;&atilde;o pai-filho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Procedimento    de coleta de dados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo    atendeu aos aspectos &eacute;ticos, sendo aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em</b>   Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH), sob o Parecer Consubstanciado 216.414. A    coleta de</b>   dados durou aproximadamente uma hora e meia com cada um dos participantes. A    coleta foi</b>   realizada na institui&ccedil;&atilde;o em que os pais foram acessados, com exce&ccedil;&atilde;o    de um dos pais, que preferiu</b>   realizar a coleta em sua resid&ecirc;ncia. Para a referida coleta, os pais assinaram    o Termo de</b>   Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias, uma ficando em seu poder, e    ent&atilde;o, responderam</b>   ao Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico e &agrave; Entrevista com Roteiro    Semiestruturado de Envolvimento</b>   Paterno.A entrevista foi gravada com o consentimento dos participantes e transcrita,    posteriormente,</b>   na &iacute;ntegra, para a realiza&ccedil;&atilde;oda an&aacute;lise dos dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise    dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se an&aacute;lise    de conte&uacute;do do tipocategorial tem&aacute;tica(Bardin, 1977), utilizando-se    o</b>   <i> Software Atlas.ti 5.1</i>. Empregou-se dessa an&aacute;lise os seguintes    procedimentos: Leitura flutuante das</b>   entrevistas; nova leitura para identifica&ccedil;&atilde;o dos elementos tem&aacute;ticos    (unidades m&iacute;nimas de an&aacute;lise);</b>   s&iacute;ntese de cada entrevista; elabora&ccedil;&atilde;o do quadro de an&aacute;lise    tem&aacute;tica; e categoriza&ccedil;&atilde;o dos elementos</b>   tem&aacute;ticos a partir dos dados analisados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As categorias tem&aacute;ticas    que emergiram na an&aacute;lise das entrevistas foram submetidas</b> separadamente    a dois ju&iacute;zes, pesquisadores na &aacute;rea da Psicologia. A concord&acirc;ncia    de cada um dos</b> ju&iacute;zes com a pesquisadora foi de 90%. Utilizou-se    a equa&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o de fidedignidade derivada</b>    da metodologia observacional para calcular o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia<a href="#4b" name="4a"><sup>4</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a an&aacute;lise    dos dados, emergiram as seguintes categorias: "Viv&ecirc;ncia do processo    de ado&ccedil;&atilde;o";</b>   "Experi&ecirc;ncia em ser pai"; e "Sentimentos e percep&ccedil;&otilde;es    do pai com rela&ccedil;&atilde;o ao filho". Essas categorias</b>   ser&atilde;o apresentadas a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria    "Viv&ecirc;ncia do processo de ado&ccedil;&atilde;o"</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa categoria    refere-se aos desejos, &agrave;s motiva&ccedil;&otilde;es, e &agrave; ansiedade    que envolve o processo</b>   percorrido para se adotar uma crian&ccedil;a. O desejo ou falta de desejo em    ter um filho &eacute; evidenciado por</b>   todos os pais da seguinte forma: Os pais P01 e P04 relatam que eles e suas esposas    desejavam ter</b>   um filho. Contudo, os pais P02 e P03 relatam que eles n&atilde;o tinham esse    desejo: "<i>N&atilde;o, n&atilde;o, eu nunca</b>   tinha... eu nunca tive muito esse desejo. Nunca me chamou muito aten&ccedil;&atilde;o    ser pai. Sabe, n&atilde;o era</b>   uma coisa que fosse na &eacute;poca pra mim muito importante</i>" (P03).    Segundo relato de P04, sua fam&iacute;lia</b>   tamb&eacute;m expressou o desejo de que o casal tivesse filhos, o pressionando    para ter.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As motiva&ccedil;&otilde;esdizem    respeito &agrave;s raz&otilde;es pelas quais os pais referiram o que os impeliram    a adotar</b>   uma crian&ccedil;a. Verifica-se que o principal motivo foi a infertilidade,    verificada em todos os casais, ap&oacute;s</b>   tentativas de ter filhos biol&oacute;gicos. Todavia, tamb&eacute;m surge como    motiva&ccedil;&atilde;o para ado&ccedil;&atilde;o a caridade</b>   (P01). J&aacute; P04 tamb&eacute;m elencou como motiva&ccedil;&atilde;o "ter    algu&eacute;m para os cuidar quando</b>   envelhecerem".No trecho a seguir, contata-se a idade avan&ccedil;ada da    m&atilde;e aliada &agrave; infertilidade.</font></p>     <blockquote>        <blockquote>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A&iacute;        a gente tentou ter filhos e n&atilde;o conseguimos, ela n&atilde;o engravidou.        (...) A gente tentou um ano.</b>       Ter filho natural. E como n&atilde;o conseguiu, os dois j&aacute; estavam        com uma idade relativamente</b>       avan&ccedil;ada nessa &eacute;poca, 40 e poucos, "ah, ent&atilde;o        vamos adotar!"</i>(P03).</b>       </font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos sentimentos    evidenciados ao longo das entrevistas nesse processo de espera pela</b>   crian&ccedil;a foi aansiedade, a qual foi evidenciada por todos os pais, os    quais alegaram que achavam que</b>   a ado&ccedil;&atilde;o n&atilde;o iria mais acontecer. P02 afirma: "<i>A    gente esperava, mas n&atilde;o esperava, porque j&aacute;</b> haviam passado cinco anos, e eu vinha aqui seguido pra ver se eles n&atilde;o    tinham nos tirado da lista de</b> espera, mas n&atilde;o, era assim mesmo</i>". Essa demora foi mensurada pelo    tempo de espera pela crian&ccedil;a,</b>   cuja m&eacute;dia foi de quatro anos e tr&ecirc;s meses: P01, P02, P03 e P04    esperaram, respectivamente, tr&ecirc;s</b>   anos, cinco anos, cinco anos e quatro anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria    "Experi&ecirc;ncia em ser pai"</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa categoriacontempla    como o pai delineia a transi&ccedil;&atilde;o para a paternidade, os sentimentos    em</b>   ser pai e como se descreve como pai. A transi&ccedil;&atilde;o para a paternidade    foi experienciada de diferentes</b>   maneiras. P01 relata "(...) <i>Assim, me colocaram o crach&aacute; de    pai de um dia pro outro, ent&atilde;o foi bem</b>   assim, estressante, mas pelo lado bom assim, porque a gente n&atilde;o tinha    nada</i> (...)". P01 referiu ter</b>   experienciadoessa transi&ccedil;&atilde;o de modo brusco, possivelmente porque    n&atilde;o houve uma gesta&ccedil;&atilde;o</b>   biol&oacute;gica e, portanto, n&atilde;o houve um per&iacute;odo mais concreto    de prepara&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. P02 explicou que no dia a dia    foi aprendendo a t&eacute;cnica de ser pai. Al&eacute;m disso, ressalta-se que    os pais tamb&eacute;m</b>   falam que a chegada do filho foi um "marco" e relatam que foi uma    mudan&ccedil;a radical em suas vidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sentimentos    em ser pai se referem &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es e &agrave; sua viv&ecirc;ncia    da paternidade. Esses</b>   foram relatados positivamente por todos os pais, os quais afirmaram ter sido    uma experi&ecirc;ncia muito</b>   boa: "<i>Eu s&oacute; tenho a falar coisas boas. A experi&ecirc;ncia    foi a melhor poss&iacute;vel, a melhor poss&iacute;vel</i>" (P01). </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pais tamb&eacute;m    relataram ser gratificante ser pai. P01 afirma que se surpreendeu</b>   positivamente consigo mesmo, e P04 ressalta que para ele, ser pai &eacute; uma    experi&ecirc;ncia &uacute;nica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pais,    ao se descreverem muito positivamente como pais, afirmaram que seu papel &eacute;</b>   importante para a crian&ccedil;a. A seguinte frase exemplifica essa percep&ccedil;&atilde;o:    "<i>Olha, em termos de</b>   qualidade eu acho que eu posso me dizer que eu sou um pai, um pai, acima da    m&eacute;dia</i>" (P01). Os pais</b>   tamb&eacute;m se perceberam como amigos do filho (P02 e P04), preocupados com    o filho (P01 e P03),</b>   atenciosos (P02), carinhosos (P01 e P02), protetores (P02 e P03), provedor (P02),    participativo (P01),</b>   mas tamb&eacute;m impaciente (P01).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria    "Sentimentos e percep&ccedil;&otilde;es do pai com rela&ccedil;&atilde;o    ao filho"</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa categoriaengloba    o amor como sentimento dos pais com rela&ccedil;&atilde;o aos filhos, e medos    e</b>   preocupa&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a.    Assim, um dos sentimentos mais mencionados pelos pais foi o</b>   "amor". P01 e P02 falaram do amor sentido como algo instant&acirc;neo    no momento em que conheceram</b>   a crian&ccedil;a e que sentiram que esse amor "maravilhoso" &#91;sic&#93;    foi algo que facilitou seu envolvimento</b>   paterno. A fala de P01 exemplifica esse sentimento:</font></p>     <blockquote>        <blockquote>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(...) a        gente foi l&aacute; conhecer a crian&ccedil;a e assim, parece que ela j&aacute;        tinha sa&iacute;do da maternidade,</b>       porque, foi uma coisa t&atilde;o... uma empatia, uma afinidade, um amor        que logo se criou (...) mas, foi</b>       assim, amor &agrave; primeira vista, claro que ningu&eacute;m ama assim        &agrave; primeira vista, mas digo naquela</b>       conota&ccedil;&atilde;o, que todo mundo gostou, minha fam&iacute;lia toda        assim, v&ecirc; ele como uma crian&ccedil;a</b>       iluminada, e foi bem legal.</i></font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">P02 imagina que    o amor que sente pela filha n&atilde;o deva ser diferente de um amor por filhos</b>   biol&oacute;gicos. J&aacute; P01 falou que acredita que o amor que sente pelo    seu filho adotivo seria igual ou maior</b>   do que o amor que sentiria por um filho biol&oacute;gico. O pai P04 tamb&eacute;m    relatou se sentir muito apegado</b>   &agrave; sua filha. P03 e P04 alegaram que percebem seus filhos mais apegados    a eles do que a suas</b>   esposas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do    amor, os pais tamb&eacute;m relataram o sentimento de medo:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Sinceramente        eu tinha um pouco de retic&ecirc;ncias porque nunca na minha fam&iacute;lia        tinha hist&oacute;ria de</b>       ado&ccedil;&atilde;o, a gente sempre ouve casos e tal de situa&ccedil;&otilde;es        da crian&ccedil;a que vem com trauma, aquela</b>       coisa toda, eu tinha realmente medo assim, medo, um receio, mas depois eu        fui avaliando,</b>       refletindo e tal... (P01).</i></font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> P03 tamb&eacute;m    comentou:</font></p>     <blockquote>        <blockquote>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(...)<i> Preconceito,        eu acho, sei l&aacute;. (...) Eu tinha muito medo de como &eacute; que eu        ia me sentir em</b>       rela&ccedil;&atilde;o a ele, eu achei que eu poderia at&eacute; n&atilde;o        gostar dele, sei l&aacute;, passava isso na minha cabe&ccedil;a,</b>       mas n&atilde;o existe. Como eu te disse, &eacute; intenso.</i></font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada uma das categorias    descritas nos resultados contempla um objetivo proposto por este</b>   estudo. A seguir, discute-se cada uma das categorias encontradas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Viv&ecirc;ncias    do pai no processo de ado&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como dois dos quatro    pais n&atilde;o tinham inicialmente desejo em ter um filho, mas relatam sentiremse    realizados em sua paternidade e envolvidos com seu filho, pode-se inferir que    a falta inicial desse</b>   desejo n&atilde;o pareceu influenciar no envolvimento paterno. Al&eacute;m disso,    verifica-se que a press&atilde;o social</b>   para que o casal tenha filhos &eacute; uma realidade, o que pode aumentar a    ang&uacute;stia dos casais que</b>   desejam ter filhos, mas biologicamente n&atilde;o conseguem ou apresentam dificuldades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A infertilidade    costuma ser fonte de ang&uacute;stias dos casais (D'Andrea, 2002), os    quais precisam</b>   lidar com essa situa&ccedil;&atilde;o. A infertilidade &eacute; a principal    motiva&ccedil;&atilde;o para a ado&ccedil;&atilde;o evidenciada na</b>   literatura (Schettini, Amazonas, &amp; Dias, 2006; Weber, 2003). Essa motiva&ccedil;&atilde;o    remete o que se</b>   denomina de ado&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica, a qual busca suprir as necessidades    e interesses dos casais, cujos</b>   prim&oacute;rdios tinham o objetivo de deixar descend&ecirc;ncia a quem n&atilde;o    possu&iacute;a filhos biol&oacute;gicos (Weber,</b>   2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, a ado&ccedil;&atilde;o    por caridade elencada por um dos pais remete &agrave; ado&ccedil;&atilde;o moderna    que busca</b>   garantir o direito de toda crian&ccedil;a crescer e ser educada por uma fam&iacute;lia    (Weber, 2003).Contudo, na</b>   ado&ccedil;&atilde;o moderna o principal objetivo &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o    em dar uma fam&iacute;lia a uma crian&ccedil;a, o que n&atilde;o</b>   foi o caso, nesta pesquisa. J&aacute; a motiva&ccedil;&atilde;o em "ter    algu&eacute;m para cuid&aacute;-los quando envelhecerem",</b>   remete &agrave; ado&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica explicitada anteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ansiedade apareceu    como um sentimento presente durante a espera pela crian&ccedil;a, a qual</b>   pareceu intensificar-se por conta da morosidade no processo de ado&ccedil;&atilde;o.    Constata-se que al&eacute;m da</b>   burocracia, o que torna o processo demorado &eacute; o perfil de crian&ccedil;a    escolhido pelos adotantes. Nesse</b>   sentido, se faz importante pensar na possibilidade de os pais saberem quando    s&atilde;o os pr&oacute;ximos da</b>   "fila", e que sejam orientados sobre como costuma ser esse momento,    at&eacute; para que eles possam, se</b>   assim o desejarem, se preparar para quando o filho vier, e n&atilde;o serem    "pegos t&atilde;o de surpresa" &#91;sic&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Experi&ecirc;ncia    de paternidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados revelam    que a paternidade pode ser tanto um momento cheio de significados,</b>   transforma&ccedil;&otilde;es e responsabilidades, como um momento de reavalia&ccedil;&atilde;o    dos valores e da educa&ccedil;&atilde;o</b>   que recebeu de seus pr&oacute;prios pais(Gabriel &amp; Dias, 2011). No presente    estudo, constata-se que h&aacute;</b>   pais que experienciam o tornar-se pai de forma brusca, mas h&aacute; tamb&eacute;m    os que vivenciam o processo</b>   como a paternidade sendo constru&iacute;da no cotidiano. Para muitos homens,    o sentir-se pai pode ocorrer</b>   apenas ap&oacute;s o nascimento/chegada da crian&ccedil;a. Outra hip&oacute;tese    para o pai ter vivenciado o "tornar-se</b>   pai" de modo brusco, pode ser porque o processo de ado&ccedil;&atilde;o    demorou para acontecer ou porque a crian&ccedil;a chegou sem um aviso "pr&eacute;vio". A    paternidade como algo constru&iacute;do aos poucos, na rela&ccedil;&atilde;o    do</b>   pai com o filho tamb&eacute;m &eacute; evidenciada em Costa e Rossetti-Ferreira (2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mudan&ccedil;a    no cotidiano das fam&iacute;lias &eacute; esperada, uma vez que com a chegada    de um filho, o</b>   casal precisa construir o que &eacute; denominado de subsistema parental, no    qual o casal deve se</b>   organizar para desempenhar as tarefas de cuidados e de socializa&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a, sem perder o apoio</b>   m&uacute;tuo (Minuchin, 1982). Nesse momento, ampliam-se os pap&eacute;is dos    membros da fam&iacute;lia, como o</b>   casal, al&eacute;m de marido e mulher, tornam-se pais. Assim, quando o casal    torna-se uma fam&iacute;lia, o</b>   mesmo deve se reorganizar e renegociar os pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es    de seus membros (Minuchin, 1982). A</b>   percep&ccedil;&atilde;o sobre esse processo pode variar, como foi constatado    nesta pesquisa, na qual um dos</b>   pais experienciou de modo mais "brusco" enquanto o outro o experienciou    de modo mais gradativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa percep&ccedil;&atilde;o    positiva em como se descrevem como pais qualifica o tipo de participa&ccedil;&atilde;o</b>   prestada pelo pai ao seu filho, a qual se revelou grande (na perspectiva dos    pais)(Bueno, Vieira, &amp;</b>   Crepaldi, 2015). Nesse sentido, os pais afirmam que sua rela&ccedil;&atilde;o    com seu filho &eacute; permeado por trocas</b>   de afeto e carinho(Otuka, Scorsolini-comin, &amp; Santos, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chamou a aten&ccedil;&atilde;o    que, em um estudo com m&atilde;es adotivas (Sonego &amp; Lopes, 2009), estas</b>   alegaram que percebem seus maridos como excelentes pais. Isso refor&ccedil;a    a ideia de que os pais</b>   adotivos se mostram muito participativos e h&aacute; maior igualdade entre eles    e as m&atilde;es no que se refere</b>   &agrave;s tarefas de cuidado das crian&ccedil;as (Schettini et al., 2006). Ressalva-se    que isso n&atilde;o significa que ser</b>   pai adotivo &eacute; melhor do que ser pai biol&oacute;gico; e sim, que o fato    do homem ser pai por ado&ccedil;&atilde;o poder&aacute;</b>   interferir na forma como o pai se envolve com o filho, interfer&ecirc;ncia essa    que resultar&aacute; de in&uacute;meros</b>   fatores, e n&atilde;o apenas do fato de haver inicialmente essa maior igualdade    entre homem e mulher.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sentimentos    dos pais em rela&ccedil;&atilde;o aos filhos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O amor "imediato"    sentido pelos pais tamb&eacute;m foi encontrado em uma pesquisa com m&atilde;es</b>   adotivas (Sonego &amp; Lopes, 2009). Embora os pais alegassem que esse amor    foi imediato, pode-se</b>   pens&aacute;-lo como um sentimento que foi de certa forma, "constru&iacute;do"    durante a espera pela crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo relato    dos pais, parece n&atilde;o haver diferen&ccedil;a em seus sentimentos pelo    fato de os filhos</b>   serem adotivos. Isso &eacute; verificado em um estudo com filhos biol&oacute;gicos    e adotivos (Glover, Mullineaux,</b>   Deater-Deckard, &amp; Petrill, 2010), que n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;a    com rela&ccedil;&atilde;o aossentimentos de pais</b>   e m&atilde;es para com os filhos adotivos ou biol&oacute;gicos. As m&atilde;es    adotivas tamb&eacute;m alegaram que o amor</b>   que sentem pelo filho adotivo &eacute; igual ao de um filho biol&oacute;gico,    resposta esta dada por m&atilde;es que</b>   tamb&eacute;m tinham filhos biol&oacute;gicos e pelas que tinham apenas filhos    adotivos (Sonego &amp; Lopes, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As d&uacute;vidas    e incertezas sobre a capacidade de acolher como filho uma crian&ccedil;a que    n&atilde;o foi</b>   gerada pelo casal precisam ser elaboradas durante o processo de ado&ccedil;&atilde;o (Levy,    Dinana, &amp; Pinho,</b>   2009). Esse receio por parte dos candidatos &agrave; ado&ccedil;&atilde;o pode    estar relacionado ao preconceito que</b>   ainda existe com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as adotadas, ou    pode estar relacionado &agrave;s hist&oacute;rias de ado&ccedil;&atilde;o que</b>   "n&atilde;o deram certo" (Alvarenga &amp; Bittencourt, 2013). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio da an&aacute;lise    dos resultadosda presente pesquisa, constatou-se que a paternidade no</b> contexto da ado&ccedil;&atilde;o &eacute; vivenciada positivamente e experienciada    de diferentes maneiras. Trata-se de</b> uma paternidade perpassada pelos desejos e press&atilde;o em ter uma descend&ecirc;ncia,    bem como</b> ansiedade durante a espera pela crian&ccedil;a, a qual, ap&oacute;s chegar na    fam&iacute;lia, evoca sentimentos de amor</b> e medo nos pais.Desse modo, a compreens&atilde;o da paternidade pode ser m&uacute;ltipla,  dependendo do foco</b> que lhe &eacute; atribu&iacute;do e da forma como &eacute; estudada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como limita&ccedil;&otilde;es    do presente estudo, tem-se o n&uacute;mero reduzido de participantes. Nesse    sentido,</b>   embora esses pais tenham se mostrado muito envolvidos com seus filhos, e tenha    se constatado uma</b>   maior igualdade da participa&ccedil;&atilde;o deles e de suas esposas na vida    da crian&ccedil;a, o estudo n&atilde;o permite</b>   afirmar se estas seriam peculiaridades deste estudo ou dos pais adotivos de    modo geral em</b>   compara&ccedil;&atilde;o aos pais biol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se que,    no final de cada coleta de dados, os paisafirmaram ter gostado de participar    da</b>   pesquisa e se colocaram &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para contribu&iacute;rem    em futuros estudos.Dessa forma, sugere-se</b>   que mais estudos sejam desenvolvidos com pais adotivos, tanto comparando pais    biol&oacute;gicos,</b>   adotivos e padrastos, quanto enfocando os pais com crian&ccedil;as adotivas    de diferentes idades (como os</b>   filhos adolescentes). Estudos longitudinais com pais adotivos e seus filhos    tamb&eacute;m seriam</b>   importantes para a compreens&atilde;o de como essa rela&ccedil;&atilde;o se    desenvolve e se mant&eacute;m ao longo do</b>   tempo. Assim, enfatiza-se a necessidade de maiores estudos sobre o pai adotivo,    os quais poder&atilde;o</b>   contribuir na elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias para a promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de psicossocial das fam&iacute;lias adotivas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Alvarenga, L.    L., &amp; Bittencourt, M. I. G. F. (2013). A delicada constru&ccedil;&atilde;o    de um v&iacute;nculo de filia&ccedil;&atilde;o: O</b>   papel do psic&oacute;logo em processos de ado&ccedil;&atilde;o. <i>Pensando    Fam&iacute;lias</i>, <i>17</i>(1), 41&#8211;53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972161&pid=S1679-494X201600010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Andrade, R. P.    de, Costa, N. R. D. A., &amp; Rossetti-Ferreira, M. C. (2006). Significa&ccedil;&otilde;es    de paternidade</b>   adotiva: Um estudo de caso. <i>Paid&eacute;ia</i>, <i>16</i>(34), 241&#8211;252.    doi:10.1590/S0103-863X2006000200012</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972163&pid=S1679-494X201600010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bardin, L. (1977).    <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972164&pid=S1679-494X201600010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bossardi, C. N.    (2015). <i>Envolvimento e intera&ccedil;&otilde;es paternas com filhos de 4    a 6 anos: Rela&ccedil;&otilde;es com</b>   os sistemas parental e conjugal</i> (Tese de Doutorado). Universidade Federal    de Santa Catarina,</b>   Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972166&pid=S1679-494X201600010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bueno, R. K., Vieira,    M. L., &amp; Crepaldi, M. A. (2015). Envolvimento paterno no contexto da ado&ccedil;&atilde;o.    In</b>   E. R. Goetz &amp; M. L. Vieira (Eds.), <i>Novo pai: Percursos, desafios e possibilidades</i>    (pp. 45&#8211;55).</b>   Curitiba: Juru&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972168&pid=S1679-494X201600010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa, N. R. A.,    &amp; Rossetti-Ferreira, M. C. (2007). Tornar-se pai e m&atilde;e em um processo    de ado&ccedil;&atilde;o</b>   tardia. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o E Cr&iacute;tica</i>, <i>20</i>(3),    425&#8211;434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972170&pid=S1679-494X201600010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b>   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa, N. R. do    A., &amp; Rossetti-Ferreira, M. C. (2009). Becoming mother and father in late    adoption: A</b>   case study. <i>Child &amp; Family Social Work</i>, <i>14</i>(1), 58&#8211;67.    doi:10.1111/j.1365-2206.2008.00581.x</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972172&pid=S1679-494X201600010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">D'Andrea,    A. (2002). O casal adotante. In M. Andolfi (Ed.), <i>A crise do casal: Uma    perspectiva</b>   sist&ecirc;mico-relacional</i> (2 ed., pp. 233&#8211;247). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972173&pid=S1679-494X201600010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessen, M. A. (2010).    Estudando a fam&iacute;lia em desenvolvimento: Desafios conceituais e</b>   te&oacute;ricos.<i> Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o</i>, <i>30</i>,    202&#8211;219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972175&pid=S1679-494X201600010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gabriel, M. R.,    &amp; Dias, A. C. G. (2011). Percep&ccedil;&otilde;es sobre a paternidade: descrevendo    a si mesmo e o</b>   pr&oacute;prio pai como pai. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>16</i>(3),    253&#8211;261. doi:10.1590/S1413-</b>   294X2011000300007</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972177&pid=S1679-494X201600010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Glover, M. B.,    Mullineaux, P. Y., Deater-Deckard, K., &amp; Petrill, S. A. (2010). Parents'    feelings towards</b>   their adoptive and non-adoptive children. <i>Infant Child Development</i>,    <i>19</i>(3), 238&#8211;251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972178&pid=S1679-494X201600010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></b>   Lamb, M. E. (1997). Fathers and child development: an introductory overview    and guide. In <i>The role of</b>   the father in child development</i> (3 ed., pp. 1&#8211;18). New York: John    Wiley &amp; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972180&pid=S1679-494X201600010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b>   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levy, L., Dinana,    S., &amp; Pinho, P. G. R. (2009). O grupo de reflex&atilde;o como estrat&eacute;gia    de promo&ccedil;&atilde;o de</b>   sa&uacute;de com fam&iacute;lias adotivas. <i>Mudan&ccedil;as - Psicologia    da Sa&uacute;de</i>, <i>17</i>(1), 39&#8211;42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972182&pid=S1679-494X201600010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Minuchin, S. (1982).    <i>Fam&iacute;lias: funcionamento e tratamento</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972184&pid=S1679-494X201600010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Otuka, L. K., Scorsolini-comin,    F., &amp; Santos, M. A. dos. (2009). A configura&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos    na</b>   ado&ccedil;&atilde;o: Uma atualiza&ccedil;&atilde;o no contexto latino-americano.    <i>Revista Brasileira de Crescimento e</b>   Desenvolvimento Humano</i>, <i>19</i>(3), 475&#8211;486.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972186&pid=S1679-494X201600010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piccinini, C. A.,    Silva, M. da R., Gon&ccedil;alves, T. R., Lopes, R. S., &amp; Tudge, J. (2004).    O envolvimento</b>   paterno durante a gesta&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e    Cr&iacute;tica</i>, <i>17</i>(3), 303&#8211;314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972188&pid=S1679-494X201600010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piccinini, C. A.,    Silva, M. da R., Gon&ccedil;alves, T. R., Lopes, R. de C. S., &amp; Tudge, J.    (2012).</b>   Envolvimento Paterno aos Tr&ecirc;s Meses de Vida do Beb&ecirc;. <i>Psicologia:    Teoria e Pesquisa</i>, <i>28</i>(3),</b>   303&#8211;314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972190&pid=S1679-494X201600010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pleck, J. H. (1997).    Paternal involvement: levels, sources, and consequences. In M. E. Lamb (Ed.),</b>   <i>The role of the father in child development</i> (3 ed., pp. 66&#8211;103).    New York: John Wiley &amp; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972192&pid=S1679-494X201600010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schettini, S. S.    M., Amazonas, M. C. L. de A., &amp; Dias, C. M. de S. B. (2006). Fam&iacute;lias    adotivas:</b>   identidade e diferen&ccedil;a. <i>Psicologia em Estudo</i>, <i>11</i>(2),    285&#8211;293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972194&pid=S1679-494X201600010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, M. da R.,    &amp; Piccinini, C. A. (2007). Sentimentos sobre a paternidade e o envolvimento:    um</b>   estudo qualitativo. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>24</i>(4), 561&#8211;574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972196&pid=S1679-494X201600010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sonego, J. C.,    &amp; Lopes, R. de C. S. (2009). A experi&ecirc;ncia da maternidade em m&atilde;es    adotivas.</b>   <i>Aletheia</i>, <i>29</i>, 16&#8211;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972198&pid=S1679-494X201600010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></b>   Staudt, A. C. P., &amp; Wagner, A. (2008). Paternidade em tempos de mudan&ccedil;a.<i>    Psicologia: Teoria e</b>   Pr&aacute;tica</i>, <i>10</i>(1), 174&#8211;185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972200&pid=S1679-494X201600010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b>   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vieira, M. L.,    Bossardi, C. N., Gomes, L. B., Bolze, S. D. A., Crepaldi, M. A., &amp; Piccinini,    C. A. (2014).</b>   Paternidade no Brasil: Revis&atilde;o sistem&aacute;tica de artigos emp&iacute;ricos.    <i>Arquivos Brasileiros de</b>   Psicologia</i>, <i>66</i>(2), 36&#8211;52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972202&pid=S1679-494X201600010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Weber, L. N. D.    (2003). <i>Aspectos psicol&oacute;gicos da ado&ccedil;&atilde;o</i> (2 ed.).    Curitiba: Juru&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972204&pid=S1679-494X201600010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Weber, L. N. D.    (2005). Abandono, institucionaliza&ccedil;&atilde;o e ado&ccedil;&atilde;o no    Brasil: Problemas e</b>   solu&ccedil;&otilde;es.<i> O Social em Quest&atilde;o</i>, <i>14</i>, 53&#8211;70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4972206&pid=S1679-494X201600010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="and"></a><a href="#" target="_top"><img src="img/revistas/penf/v20n1/seta.gif" border="0"></a><b>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br>   </b>Rovana Kinas Bueno</b>     <br>   E-mail: <a href="mailto:rovanak@gmail.com">rovanak@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enviado em 09/12/2015</b>        <br>   Primeira revis&atilde;o em 29/03/2016</b>     <br>   Aceito em 28/04/2016</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#1a" name="1b"><sup>1</sup></a>    Psic&oacute;loga. Especialista em Terapia Individual, Familiar e de Casal. Mestre em Psicologia. Doutoranda em Psicologia. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#2a" name="2b"><sup>2</sup></a>    Psic&oacute;logo. Psic&oacute;logo. Mestre e Doutor em Psicologia Experimental. Docente do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#3a" name="3b"><sup>3</sup></a>    Psic&oacute;loga. Mestre em Psicologia Cl&iacute;nica. Doutora em Sa&uacute;de Mental. Docente do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#4a" name="4b"><sup>4</sup></a>    O &iacute;ndice de concord&acirc;ncia resulta do n&uacute;mero de acordos do    juiz com a pesquisadora dividido pelo n&uacute;mero de acordos somados ao n&uacute;mero    de desacordos, o resultado foi multiplicado por 100 para resultar em uma percentagem.</font></p>      ]]></body>
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