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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Vice-Presidência de Serviços de Referência e Ambiente Núcleo de Biossegurança]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <html> <head> <title></title> <meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"></head>      <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>Artigo Cient&iacute;fico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><b>Desenvolvimento sustentado e consci&ecirc;ncia ambiental: natureza, sociedade e racionalidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bernardo Elias Correa Soares<sup>I</sup>; Marli Albuquerque Navarro<sup>I</sup>; Aldo Pacheco Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>N&uacute;cleo de Biosseguran&ccedil;a, Vice-Presid&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os de Refer&ecirc;ncia e Ambiente, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil;    <br> <sup>II</sup>Departamento de Saneamento e Sa&uacute;de Ambiental, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apesar do enfoque integrado, hoje praticado, entre condi&ccedil;&otilde;es e conhecimentos s&oacute;cio-econ&ocirc;micos e ambientais, o papel desempenhado por essa integra&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; reconhecido por projetos que envolvam impactos estrat&eacute;gicos sobre o ambiente, nem figuram seriamente no contencioso das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, principalmente dos pa&iacute;ses em desenvolvimento. &Eacute; necess&aacute;ria, pois, uma abordagem epistemol&oacute;gica que reconhe&ccedil;a a responsabilidade coletiva sobre as crises ambientais globais, indicando-se a necessidade de considera&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica ambiental nos programas coletivos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica. Por outro lado, os padr&otilde;es ideol&oacute;gicos e tecnol&oacute;gicos, importados dos pa&iacute;ses centrais, n&atilde;o permitem a utiliza&ccedil;&atilde;o adequada do potencial ambiental de cada regi&atilde;o, o que pode levar &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas. Al&eacute;m da gest&atilde;o racional e ecol&oacute;gica dos recursos, ambientais, os autores concluem que &eacute; preciso uma reeduca&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gico-ambiental, que respeite os crit&eacute;rios de interdisciplinaridade cient&iacute;fica, os ditames de sobreviv&ecirc;ncia do planeta, bem como as perspectivas diferenciadas da cultura, do ser e do pensar humanos. &copy; Ci&ecirc;ncias &amp; Cogni&ccedil;&atilde;o 2004; Vol. 02: 42-49.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Biodiversidade; Cogni&ccedil;&atilde;o; Desenvolvimento sustent&aacute;vel; Educa&ccedil;&atilde;o ambiental; Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Despite the integrated approach often applied nowadays among social, economic and environmental conditions, the role played by such joint knowledge may not always be recognized by projects involving strategic environmental applications and may not be placed within public policies in developing countries. An epistemological view that considers a collective responsibility over global environmental crisis is therefore demanded, indicating the need for an environmental ethics within global ecological consciousness programmes. On the other hand, ideologic and technologic standards taken from central countries do not allow a clear use of each region's resources or environmental potential, decaying ecossystems. A rational management of such resources is required to set up an environmental re-education that respects interdisciplinary scientific criteria, planet survival rules as well as cultural and human thought perspectives. &copy; Ci&ecirc;ncias &amp; Cogni&ccedil;&atilde;o 2004; Vol. 02: 42-49.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: Biodiversity; Cognition; Sustainable Development; Environmental Education; Public Policies.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O s&eacute;culo XX testemunhou o maior e mais r&aacute;pido avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico da hist&oacute;ria da humanidade e tamb&eacute;m as maiores agress&otilde;es ao meio ambiente, decorrentes de um desenvolvimento que n&atilde;o considerou os impactos relevantes da revolu&ccedil;&atilde;o industrial e a finitude dos recursos naturais. Por outro lado, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o conceito ecol&oacute;gico vem se ampliando, dentro de um modelo de desenvolvimento que busca uma rela&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio, resgatando uma nova &eacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o do homem com a natureza (Schramm, 1999). </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas Sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo de 1972, projetou mundialmente a necessidade de tomadas de posi&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses, em especial os industrializados, frente ao modelo de desenvolvimento vigente, caracterizado pelas a&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas que consideravam os recursos naturais como fonte inesgot&aacute;vel de riqueza, levando &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e humana. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Historicamente, o capitalismo subsidiado pela ci&ecirc;ncia e pela tecnologia moderna consolidou processos de desumaniza&ccedil;&atilde;o da natureza e desnaturamento do homem, elaborados pelas etapas da constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia moderna, baseada no racionalismo, confirmando externalidades rec&iacute;procas entre o homem e a natureza, ou seja, o homem entendido como ser exclu&iacute;do do conceito de natureza, estando acima desta, pela superioridade de sua propriedade racional, legitimando a degrada&ccedil;&atilde;o da natureza, percebida meramente como fonte inesgot&aacute;vel dos mesmos recursos, pois, considerava-se que a natureza possu&iacute;a mecanismos e engrenagens, tal como as m&aacute;quinas, que a capacitava a reproduzir-se eternamente de maneira homog&ecirc;nea. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta vis&atilde;o orientou, por exemplo, o capitalismo mercantil respons&aacute;vel pelos primeiros projetos de explora&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro.Historicamente, no Brasil e em outros territ&oacute;rios destinados &agrave; explora&ccedil;&atilde;o colonial predat&oacute;ria, como por exemplo, a &Aacute;frica, a devasta&ccedil;&atilde;o ambiental de grandes propor&ccedil;&otilde;es remonta aos s&eacute;culos XVII e XVIII, com a cria&ccedil;&atilde;o da economia moderna que teve como um dos principais instrumentos de expans&atilde;o as navega&ccedil;&otilde;es europ&eacute;ias e a introdu&ccedil;&atilde;o dos sistemas coloniais. A realidade colonial brasileira organizou-se a partir de uma: </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">    <blockquote>"(...) id&eacute;ia-eixo que vai se perpetuar ao longo de nossa hist&oacute;ria. Tal id&eacute;ia tem por pressuposto uma a&ccedil;&atilde;o colonizadora, isto &eacute;, a ocupa&ccedil;&atilde;o dos fundos territoriais n&atilde;o explorados vai ser al&ccedil;ada &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de projeto nacional b&aacute;sico. (...) Tal projeto ainda localiza o povo em seu lugar subalterno na forma&ccedil;&atilde;o nacional, posto que ele &eacute; a&iacute; concebido como mero instrumento do processo"<i> (Moraes: 2002).</i></blockquote></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ali&aacute;s, &eacute; bom lembrar, que o sufixo <b>eiro </b>presente em brasil <b>eiro </b>, &eacute; um indicador de profiss&atilde;o, tal como pedr <b>eiro </b>, jardin <b>eiro </b>, etc, e n&atilde;o indicador de nacionalidade. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A orienta&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica assumida pelo Estado brasileiro buscou ancorar-se na manuten&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o dos fundos territoriais, exercendo sobre estes a&ccedil;&otilde;es predat&oacute;rias, levando ao m&aacute;ximo a explora&ccedil;&atilde;o e a dilapida&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, atrav&eacute;s da l&oacute;gica dos investimentos m&iacute;nimos para o alcance de m&aacute;ximos lucros utilizando-se da perspectiva imediatista, ajustando tamb&eacute;m uma sociedade autorit&aacute;ria, cujas oportunidades se abrigaram no campo da negocia&ccedil;&atilde;o, descaracterizando-se, portanto, como sociedade contratual, baseada na l&oacute;gica dos direitos institu&iacute;dos e do reconhecimento da cidadania. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>"A este Estado corresponde uma sociedade de r&iacute;gida hierarquia, em que a produ&ccedil;&atilde;o repousa sobre rela&ccedil;&otilde;es escravistas de trabalho. E uma sociedade com escravos ser&aacute; sempre uma sociedade da vigil&acirc;ncia e da viol&ecirc;ncia . Mais ainda, onde vigora o escravismo os preceitos liberais da cidadania e da soberania popular n&atilde;o conseguem enraizar-se, gerando formas de identidades negativas (por diferencia&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o). Em vez da igualdade perante a lei, a diferen&ccedil;a vem ao centro como crit&eacute;rio de estrutura&ccedil;&atilde;o social. Isto &eacute;, a vig&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es escravistas acaba marcando a estrutura&ccedil;&atilde;o de toda a sociabilidade reinante, mesmo as rela&ccedil;&otilde;es entre os n&atilde;o-escravos. Neste universo desenvolve-se o compadrio como rela&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, institui&ccedil;&atilde;o de claro perfil patrimonial e diferenciador. O mandonismo local e a forma&ccedil;&atilde;o das redes clientel&iacute;sticas t&ecirc;m seu fundamento no favor e na a&ccedil;&atilde;o pessoalizada, campos interditados aos escravos, logo diferenciadores da condi&ccedil;&atilde;o restrita de cidad&atilde;o." (Moraes: 2002).</blockquote></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o da base da sociedade brasileira &eacute; exemplar para refletirmos sobre a profunda rela&ccedil;&atilde;o entre ambiente, desigualdade, viol&ecirc;ncia, n&atilde;o s&oacute; em termos concretos, mas, sobretudo no plano da subjetividade, dos valores e da mentalidade, fatores que obviamente orientam as a&ccedil;&otilde;es da sociedade. A rela&ccedil;&atilde;o campo e cidade, as desigualdades sociais, a consolida&ccedil;&atilde;o de uma sociedade excludente est&atilde;o associadas &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o ambiental, cujo resulto vis&iacute;vel est&aacute; nas favelas, na devasta&ccedil;&atilde;o ambiental, nas cidades problem&aacute;ticas, nos refugiados ambientais, na viol&ecirc;ncia urbana, no desemprego, na perda de valores associados ao trabalho e a constru&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios coletivos, na falta de credibilidade que &eacute; p&uacute;blico, no abandono de crian&ccedil;as e adolescentes, fatores que configuram a busca de sobreviv&ecirc;ncias imediatas e dos valores descart&aacute;veis, descart&aacute;veis tais como os produtos expostos nas vitrines, produtos que consomem uma enorme variedade de recursos extra&iacute;dos da natureza, que n&atilde;o s&atilde;o oferecidos como necessidades, mas como fetiche, como substitutos de egos, que se tornaram emblem&aacute;ticos na sociedade de consumo que se traduz como democr&aacute;tica, pois teoricamente, todo esse poder ter est&aacute; ao alcance dos ricos e dos pobres. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A complexidade da quest&atilde;o ambiental colocou para o mundo contempor&acirc;neo o debate que hoje presenciamos, ou seja, os investimentos das na&ccedil;&otilde;es no sentido de valorizar o paradigma ambiental que tira a natureza de uma posi&ccedil;&atilde;o de passividade e in&eacute;rcia, concebendo o meio ambiente como express&atilde;o de criatividade, diversidade e deposit&aacute;rio da inter-rela&ccedil;&atilde;o de todos os seres, visando &agrave; boa sobreviv&ecirc;ncia e qualidade de vida, visando a constru&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica ambiental, entendida como a conscientiza&ccedil;&atilde;o ambiental que exige a interven&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias com apelo preponderante para valores de preserva&ccedil;&atilde;o, assim como a interse&ccedil;&atilde;o de preocupa&ccedil;&otilde;es que devem abranger a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o, a qualidade de vida, o direito, a pol&iacute;tica e cultura nos desafios presentes de uma da perspectiva sustent&aacute;vel, que por sua vez requer uma articula&ccedil;&atilde;o precisa com valores de justi&ccedil;a social, como a democracia, os direitos humanos, a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades humanas b&aacute;sicas. </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Temas relevantes na atualidade dos debates</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os impactos ecol&oacute;gicos, na vida cotidiana das sociedades, t&ecirc;m sido grandes, afetando a qualidade de vida das pessoas, al&eacute;m de semear interroga&ccedil;&otilde;es e cr&iacute;ticas aos modelos de desenvolvimento s&oacute;cio-econ&ocirc;micos adotados at&eacute; ent&atilde;o. Tencionando resolver esses impasses, tivemos a oportunidade de presenciar reuni&otilde;es de grande import&acirc;ncia tem&aacute;tica, como a C&uacute;pula Mundial para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Rio + 10, na &Aacute;frica do Sul - em 2002. Nesta reedi&ccedil;&atilde;o do evento, pela primeira vez, as empresas multinacionais estiveram fortemente presentes, exercendo pr&aacute;ticas lobistas, juntamente com as ONGs, ainda que com menores recursos, diminuindo o esfor&ccedil;o de Kofi Annan que tentou relan&ccedil;ar as cinco propostas priorit&aacute;rias: &aacute;gua, energia, sa&uacute;de, agricultura e biodiversidade. A dimens&atilde;o proposta pelo encontro n&atilde;o correspondeu &agrave;s expectativas de sua inten&ccedil;&atilde;o original, ou seja, que de encarar os imensos desafios da sustentabilidade. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando o ponto de vista da hist&oacute;ria do planeta, Doblhoff-Dier and Collins (2001) afirmaram que a Terra, conheceu mudan&ccedil;as hidrogr&aacute;ficas, clim&aacute;ticas e biol&oacute;gicas, que diferiram dos epis&oacute;dios anteriores de mudan&ccedil;a global, em virtude de que o fator modificante desta vez &eacute; eminentemente humano. Os momentos anteriores de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na hist&oacute;ria do planeta n&atilde;o tiveram como causa a a&ccedil;&atilde;o humana. O que temos hoje, como exemplo, &eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o da camada de oz&ocirc;nio, atribu&iacute;da ao ac&uacute;mulo de clorofluorcarbonetos (CFCs) na estratosfera, originado em nossas atividades industriais poluentes; o aumento das taxas de di&oacute;xido de carbono na atmosfera, motivado pelo uso crescente de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e pela elimina&ccedil;&atilde;o da cobertura florestal, como tamb&eacute;m a perda da diversidade biol&oacute;gica (extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e de seus habitats), em raz&atilde;o da derrubada crescente de &aacute;reas tropicais de florestas &uacute;midas para fins de explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola n&atilde;o planejada e predat&oacute;ria. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o crescente aumento das libera&ccedil;&otilde;es ambientais de organismos geneticamente modificados - OGMs, em diversas regi&otilde;es do planeta, indica, ainda, a necessidade de m&atilde;o-de-obra qualificada para atividades de vigil&acirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o de riscos. Atualmente, a preocupa&ccedil;&atilde;o mundial com a biodiversidade pede maior compromisso dos cientistas na luta pela preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e pelo planejamento de programas ligados &agrave;s quest&otilde;es sociais (Soares, 1997). A diversidade de ecossistemas requer, tamb&eacute;m, cuidadosa an&aacute;lise caso a caso para as solicita&ccedil;&otilde;es de libera&ccedil;&atilde;o ambiental de OGMs ou de outros produtos derivados da biotecnologia (Hood, 2002). Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel dizer-se que, em futuro pr&oacute;ximo, diante das cautelas adotadas no processo de pesquisa dos OGMs, evoluiremos da imagem caricatural que muitas vezes desfrutam, junto &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica, para uma percep&ccedil;&atilde;o de que, inequivocamente, apesar de se constitu&iacute;rem em novas tecnologias, poder&atilde;o, no futuro, representar alternativas eficientes e sem nenhum risco para a sa&uacute;de humana e coletiva. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, para al&eacute;m das decis&otilde;es t&eacute;cnicas e planejadas somente pela perspectiva administrativa e econ&ocirc;mica, temos praticamente uma vis&atilde;o un&acirc;nime de que as vari&aacute;veis ambientais devem ser consideradas sobre qualquer perspectiva de projetos de desenvolvimento. Nessa perspectiva, surgiu a id&eacute;ia, hoje corrente e seriamente estudada, do desenvolvimento "sustent&aacute;vel". </font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de conciliar desenvolvimento econ&ocirc;mico e preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, duas quest&otilde;es antes tratadas separadamente levaram &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do conceito de desenvolvimento sustent&aacute;vel, que surge como alternativa para a comunidade internacional. A consci&ecirc;ncia de que &eacute; necess&aacute;rio tratar com racionalidade os recursos naturais, uma vez que estes podem se esgotar mobiliza a sociedade no sentido de se organizar para que o desenvolvimento econ&ocirc;mico n&atilde;o seja predat&oacute;rio, mas sim, "sustent&aacute;vel". Tal aspecto &eacute; lembrado por Leff (2001), ao afirmar que "a quest&atilde;o ambiental n&atilde;o &eacute; ideologicamente neutra nem distante dos problemas sociais e interesses econ&ocirc;micos". Nesse sentido, as estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica sobre os processos ecol&oacute;gicos vinculam-se as a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas de desenvolvimento social, sendo relevante nesse processo, a compreens&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o da subjetividade humana, ou seja, a conforma&ccedil;&atilde;o de novos valores e na constru&ccedil;&atilde;o de novas interpreta&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o homem e natureza, buscando como base novos padr&otilde;es cognitivos. </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>O crescimento da consci&ecirc;ncia ambiental: novos padr&otilde;es cognitivos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O conceito de ambiente, ao contemplar com relev&acirc;ncia o homem, deve ser entendido como sendo tamb&eacute;m uma categoria sociol&oacute;gica, "relativa a uma racionalidade social, configurada por comportamentos, valores e saberes, como tamb&eacute;m por novos potenciais produtivos" (Leff, 2001: 224), e n&atilde;o apenas como categoria biol&oacute;gica. Falar em uma consci&ecirc;ncia ambiental implica na busca e na consolida&ccedil;&atilde;o de novos valores na forma de ver e viver no mundo, a partir da complexidade ambiental, que possibilita a constru&ccedil;&atilde;o de novos padr&otilde;es cognitivos na rela&ccedil;&atilde;o homem/natureza, ou seja, na produ&ccedil;&atilde;o de processos cognitivos que reconhe&ccedil;am a interdepend&ecirc;ncia e o inacabamento de qualquer a&ccedil;&atilde;o, de (des)construir e (re)construir o pensamento a partir da ci&ecirc;ncia, da cultura e da tecnologia, a fim de mover o processo criativo humano para gerir novas possibilidades diante dos fen&ocirc;menos da vida e da sobreviv&ecirc;ncia a partir da sinergia existente no tecido social, ambiental e tecnol&oacute;gico. (Leff, 2001) </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O mundo atual nos apresenta a soberania da ci&ecirc;ncia e da tecnologia atrav&eacute;s dos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos jamais registrados anteriormente pela hist&oacute;ria da humanidade. A ci&ecirc;ncia e a tecnologia confirmaram benef&iacute;cios para o homem, mas tamb&eacute;m possibilitou comprometimentos negativos relativos ao ambiente social e natural. Esses efeitos colocaram em pauta a necessidade de uma reapropria&ccedil;&atilde;o subjetiva do conhecimento. A inser&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o nos processos educativos, assim como o est&iacute;mulo a percep&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do que &eacute; oferecido como novas tecnologias, poder&aacute; induzir que, o homem enquanto sujeito se reaproprie do conhecimento para promover suas escolhas na perspectiva da constru&ccedil;&atilde;o do pensamento, considerando a conviv&ecirc;ncia com novos valores, culturas e saberes, baseados em princ&iacute;pios &eacute;ticos, conformando o conhecimento baseado na pr&aacute;tica da " constante a "re-flex&atilde;o" do conhecimento. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A consci&ecirc;ncia ambiental &eacute; estruturada, na atualidade, sobre fatos reais e confi&aacute;veis: a exist&ecirc;ncia do chamado "efeito-estufa", por exemplo, confirmada por meteorologistas e cientistas renomados, assim como outros problemas ecol&oacute;gicos de natureza global, vem sendo enfocados por organismos de credibilidade internacional como a ONU, que notabilizou o seu programa de estudos ambientais (PNUMA, 2003), cuja import&acirc;ncia vem sendo acolhida inclusive pelas classes empresariais dos pa&iacute;ses em desenvolvimento. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A posi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-ativa de industriais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o ambiental &eacute;, entretanto, fato recente. Conforme Gomes (1998), no entanto, &eacute; recente tamb&eacute;m o impacto causado pela atividade industrial humana no ambiente global. Para o autor, a empresa, que at&eacute; h&aacute; um s&eacute;culo mantinha um interesse quase insignificante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, o que propunha uma vis&atilde;o irrespons&aacute;vel de desenvolvimento, evoluiu para uma nova postura, em que empres&aacute;rios e executivos n&atilde;o se colocam mais em oposi&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica aos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais que defendam, porventura, o meio ambiente. Introduziu-se, ent&atilde;o, na maioria das empresas, uma vis&atilde;o nova, de gerenciamento dos recursos naturais e de exame atento dos projetos em rela&ccedil;&atilde;o a seus futuros impactos ambientais. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Percebe-se uma mudan&ccedil;a na maneira de empres&aacute;rios e industriais enxergarem a quest&atilde;o ambiental, compreendendo a perspectiva de que os problemas ambientais globais s&atilde;o, agora, de responsabilidade n&atilde;o mais de unidades isoladas (institui&ccedil;&otilde;es, empresas, comunidades cient&iacute;ficas ou governos), mas sim de toda a sociedade. Nesse contexto, Christiansen e Sandoe (2000) concordam em que &eacute; ineg&aacute;vel a influ&ecirc;ncia da quest&atilde;o ambiental no mundo dos empreendimentos, a tal ponto que as empresas que compreenderem tal realidade ir&atilde;o obter vantagens estrat&eacute;gicas. N&atilde;o se ignora, tampouco, a dificuldade de se incluir conceitos novos de gest&atilde;o ambiental em qualquer organiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o podem ser ignoradas as press&otilde;es impostas pelo mercado e pela sociedade como um todo. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Cortina (1998), por sua vez, apresenta abordagem sint&eacute;tica sobre o relacionamento entre economia e meio ambiente. Argumenta ser dif&iacute;cil, para n&atilde;o dizer imposs&iacute;vel, proteger o meio ambiente sem o uso de instrumentos econ&ocirc;micos. Afirma, ainda, que o meio ambiente sempre fora abordado de maneira subordinada e suplementar nos estudos econ&ocirc;micos, o que foi modificado por nova configura&ccedil;&atilde;o paradigm&aacute;tica, em que a economia passaria a ser integrada e n&atilde;o conflitiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es ecol&oacute;gicas. Avalia, ainda, que os choques do petr&oacute;leo, nos anos 70 do s&eacute;culo passado, e os acidentes nucleares, radioativos e de vazamento de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, que expuseram a evid&ecirc;ncia de perigos &agrave; sobreviv&ecirc;ncia dos ecossistemas, al&eacute;m da possibilidade de esgotamento de recursos naturais escassos, produziram transforma&ccedil;&otilde;es importantes nos conceitos estritamente econ&ocirc;micos, principalmente os afetos &agrave; quest&atilde;o do crescimento. Enfatiza, tamb&eacute;m que, em nossos dias, desde as teorias ortodoxas de economia (liberais, neoliberais e neocl&aacute;ssicas), passando pelas teorias keynesianas e neokeynesianas e chegando &agrave;s heterodoxas, como a marxista, coexistem e s&atilde;o interpenetradas pelos novos conceitos oriundos da "economia ambiental", que procura embutir nos processos econ&ocirc;micos os ciclos biof&iacute;sicos do planeta. Assim, a economia ambiental, recentemente formada, apresenta elementos das teorias que a precederam, incorporando elementos de outras &aacute;reas de conhecimento, como a biologia e a ecologia. Enfim, ressalta o autor que as respostas dadas pela economia neocl&aacute;ssica, dominante no mundo ocidental at&eacute; como uma esp&eacute;cie de "pensamento &uacute;nico", n&atilde;o s&atilde;o suficientes para resolverem os problemas universais de escassez de recursos, mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, perdas significativas na camada de oz&ocirc;nio, extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies essenciais ao equil&iacute;brio ecol&oacute;gico, efeito-estufa, etc. </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Hoje, o trin&ocirc;mio econ&ocirc;mico-social-ambiental constitui a base do desenvolvimento sustent&aacute;vel e as decis&otilde;es empresariais devem ser avaliadas &agrave; luz dos impactos ambientais, fazendo parte da estrat&eacute;gia corporativa da gest&atilde;o ambiental em um conjunto de atividades e a&ccedil;&otilde;es integradas dentro de um complexo paradigma ecol&oacute;gico (Fiocruz, 1998; Ferreira, 2000). </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Gest&atilde;o empresarial e meio ambiente no Brasil</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel valorar e quantificar os recursos ambientais? &Eacute; poss&iacute;vel formar uma nova linhagem de gestores ambientais, que aglutinem v&aacute;rios campos de conhecimento e sejam capazes de responder &agrave;s quest&otilde;es que a nova consci&ecirc;ncia do sistema global-ecol&oacute;gico suscitam neste Terceiro Mil&ecirc;nio? </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Partindo-se do princ&iacute;pio de que os conceitos econ&ocirc;micos e ecol&oacute;gicos tradicionais n&atilde;o s&atilde;o satisfat&oacute;rios para ultrapassar tais questionamentos (Marques, 1999), a coexist&ecirc;ncia de teorias econ&ocirc;micas diferentes, concebidas ao longo da hist&oacute;ria dos pa&iacute;ses capitalistas ocidentais, pautou-se pela inclus&atilde;o das vari&aacute;veis ambientais nas m&uacute;ltiplas e mais importantes teorias. Observando-se as novas proposi&ccedil;&otilde;es para o relacionamento entre economia/meio ambiente/gest&atilde;o ambiental, constata-se que existe uma converg&ecirc;ncia no sentido de se valorizar as inten&ccedil;&otilde;es e tentativas de valora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, uma vez que as preocupa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas s&atilde;o fundamentadas em fatos ineg&aacute;veis - como vimos - j&aacute; disseminados, comprovados pela ci&ecirc;ncia e adotados pela sociedade como sinais inequ&iacute;vocos da necessidade de ado&ccedil;&atilde;o do novo paradigma. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; necess&aacute;rio esclarecer que esses n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia ainda n&atilde;o s&atilde;o totalmente praticados no Brasil, onde existem s&eacute;rias pend&ecirc;ncias sociais e econ&ocirc;micas a serem resolvidas, sobretudo as desigualdades de rendas, o que n&atilde;o induz &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o completa pelo desenvolvimento econ&ocirc;mico e social das vari&aacute;veis ambientais, ainda contaminadas por uma vis&atilde;o um pouco atrasada de preservacionismo, tal como praticada pelos governos federal e estaduais, nos idos dos anos 60 do s&eacute;culo passado. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, vale dizer que, para um pa&iacute;s em desenvolvimento, um estatuto de prote&ccedil;&atilde;o ambiental e a avalia&ccedil;&atilde;o ambiental como f&oacute;rmula estrat&eacute;gica n&atilde;o s&atilde;o luxos, mas parte de um projeto de sustenta&ccedil;&atilde;o da vida humana, melhoria social e de qualidade de vida para muitos segmentos de popula&ccedil;&atilde;o desassistidos. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dessa forma, os alertas de ecologistas e da comunidade cient&iacute;fica devem ser tratados com a m&aacute;xima aten&ccedil;&atilde;o, sob pena de o futuro reservar-nos problemas ainda mais graves. Al&eacute;m disso, se o desenvolvimento nacional for orientado por um caminho sustentado, pode-se estabelecer uma forma pioneira de crescimento econ&ocirc;mico que n&atilde;o ensejem os mesmos erros cometidos pelas na&ccedil;&otilde;es desenvolvidas, que adiaram a preocupa&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente at&eacute; o limite onde este n&atilde;o possa mais ser desconsiderado. No Brasil, pode-se adotar, desde j&aacute;, uma consci&ecirc;ncia de crescimento ambientalmente saud&aacute;vel, o que n&atilde;o significa apenas exig&ecirc;ncias e encargos, ainda que estes possam existir, mas tamb&eacute;m oportunidades novas paras empresas nacionais que consigam se adaptar &agrave; nova mentalidade ambiental. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Egler (2001) argumenta que &eacute; poss&iacute;vel quantificar os recursos ambientais atrav&eacute;s de sua avalia&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, que assegurem que fatores ambientais e sociais sejam adequadamente considerados no processo de tomada de decis&otilde;es de desenvolvimento. Em sua forma mais comum, uma Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental pressup&otilde;e um procedimento de avalia&ccedil;&atilde;o inicial (screening); identifica&ccedil;&atilde;o dos aspectos econ&ocirc;micos, sociais e ambientais significativos; prepara&ccedil;&atilde;o de Estudo de Impactos Ambientais; revis&atilde;o do estudo, prepara&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rio e implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es pertinentes, que incluam medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o e um sistema de monitoramento, que objetivem verificar se as medidas foram realmente implementadas para mitigar os efeitos negativos ambientais dos empreendimentos. Ainda segundo o autor, quest&otilde;es como a considera&ccedil;&atilde;o de diferentes alternativas (economia de escala, localidade, tempo e tecnologia) e as medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o de efeitos negativos sobre os ecossistemas (territ&oacute;rios, bacias, rios, etc) podem dar uma perspectiva correta da quantifica&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais em jogo, principalmente se considerarmos devidamente que a natureza das interven&ccedil;&otilde;es feitas em territ&oacute;rio brasileiro s&atilde;o significativamente diferentes, se comparadas com aquelas feitas em pa&iacute;ses europeus ou nos Estados Unidos. Diferentemente desses pa&iacute;ses, o Brasil ainda disp&otilde;e de imensas &aacute;reas a serem ocupadas, bem como s&atilde;o d&iacute;spares os nossos projetos de eixos de desenvolvimento e programas de zoneamento ecol&oacute;gico e econ&ocirc;mico, praticados nos estados da federa&ccedil;&atilde;o, e que diferem fundamentalmente dos projetos lan&ccedil;ados por pa&iacute;ses do Primeiro Mundo. </font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais: consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, sociedade e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os governos, como organiza&ccedil;&otilde;es institucionais pesadas, raramente respondem &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es das sociedades, o que tamb&eacute;m ocorreu no plano das quest&otilde;es ecol&oacute;gicas. Foram mais de quarenta anos, transcorridos, desde a d&eacute;cada de 60 do s&eacute;culo passado, para que o organograma administrativo dos governos ocidentais adotassem, sistematicamente, minist&eacute;rios e secretarias dedicados &agrave;s quest&otilde;es de controle e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de ecossistemas e mananciais h&iacute;dricos. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Hoje, as quest&otilde;es de exaust&atilde;o de reservas de petr&oacute;leo e de &aacute;gua pot&aacute;vel no mundo v&ecirc;m ensejando uma s&eacute;rie de confer&ecirc;ncias preventivas sobre quais as novas alternativas energ&eacute;ticas a serem usadas (termoel&eacute;trica, solar, e&oacute;lica, etc), sendo que a comunidade cient&iacute;fica vem acenando com pesquisas cada vez mais excitantes nos campos da biotecnologia, da gen&eacute;tica, da qu&iacute;mica fina e outras oportunidades a serem descobertas, inclusive as mais recentes, de fus&atilde;o dos &aacute;tomos de hidrog&ecirc;nio. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os pol&iacute;ticos, sempre sens&iacute;veis &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica, perseguem denodadamente as percep&ccedil;&otilde;es de suas popula&ccedil;&otilde;es sobre a problem&aacute;tica ecol&oacute;gica, que incluem quest&otilde;es de bem-estar e qualidade de vida. No entanto, a crise ambiental &eacute; acima de tudo um problema de conhecimento (Leff, 2000), o que nos leva a repensar o ser do mundo complexo e entender suas vias de complexifica&ccedil;&atilde;o. Esta via de compreens&atilde;o da complexidade ambiental emerge por meio da desnaturaliza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria natural, que culminou na tecnifica&ccedil;&atilde;o e economiza&ccedil;&atilde;o do mundo, com base nas quais o ser e o pensar se encontram relacionados pelo c&aacute;lculo e pela planifica&ccedil;&atilde;o, pela determina&ccedil;&atilde;o e pela legalidade; deste mundo dominado e assegurado que chega a seu limite com o caos e a incerteza. Leff (2000) assinala que: </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">    <blockquote>"(...) a crise ambiental leva-nos a interrogar o conhecimento do mundo, (...) corporifica um questionamento da natureza e do ser no mundo, com base na flecha do tempo e na entropia vistas como leis da mat&eacute;ria e da vida, com base na morte vista como lei limite na cultura que constitui a ordem simb&oacute;lica do poder e do saber. (...) A complexidade ambiental inaugura uma nova reflex&atilde;o sobre a natureza do ser, do saber e do conhecer, sobre a hibridiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos na interdisciplinaridade e na transdisciplinaridade; sobre o di&aacute;logo de saberes e a inser&ccedil;&atilde;o da subjetividade, dos valores e dos interesses nas tomadas de decis&atilde;o e nas estrat&eacute;gias de apropria&ccedil;&atilde;o da natureza."</blockquote> </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Quando o homem procura compensar a sua "falta de ser" pelo conhecimento, procura id&eacute;ias ordenadoras e absolutas sobre si mesmo e sobre a natureza, o que faz uma obstru&ccedil;&atilde;o de sua capacidade de escolher e respeitar a diversidade. Parece que, a princ&iacute;pio, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devem ser redirecionadas no sentido de respeito &agrave; biodiversidade e &agrave;s diferen&ccedil;as, obedecendo a complexidade ambiental. </font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Christiansen, S. B. e Sandor, P. (2000). Bioethics: limits to the interference with life<i>. An. Reprod. Sci.</i>, 60-61, 15-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052807&pid=S1806-5821200400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cortina, A. (1998). &Eacute;tica, Tecnologia y Salud. Buenos Aires: Ed. Salvier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052809&pid=S1806-5821200400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doblhoff-Dier, O. e Collins, C. H. (2001). Biosafety: future priorities for research in health care. <i>J. Biotechnol.</i>, 85, 227-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052811&pid=S1806-5821200400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Egler, P. C. G. (2001). Perspectivas de uso no Brasil do Processo de Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental Estrat&eacute;gica. <i>Parcerias Estrat&eacute;gicas</i>, 11, 175-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052813&pid=S1806-5821200400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ferreira, M. J. L. (2000). Nova ordem econ&ocirc;mica-ambiental. Gazeta Mercantil supl. esp., S&atilde;o Paulo. </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FIOCRUZ - Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (1998). Sa&uacute;de e Ambiente no Processo de Desenvolvimento. Projeto Fiocruz Saud&aacute;vel, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052816&pid=S1806-5821200400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Gomes, W. (1998). Desperd&iacute;cio e improdutividade afligem empresas . Gazeta Mercantil , S&atilde;o Paulo. </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hood, E. E. (2002). From green plants to industrial enzymes<i>. Enzyme Microbial Technol.,</i> 30, 279-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052819&pid=S1806-5821200400020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leff, E. (2000). Epistemologia Ambiental. S&atilde;o Paulo: Ed. Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052821&pid=S1806-5821200400020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leff, E. (2001). Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052823&pid=S1806-5821200400020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marques, M. B. (1999) Em busca de um f&oacute;rum para a bio&eacute;tica na pol&iacute;tica p&uacute;blica do Brasil<i>. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;bl.</i>, 12, 443-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052825&pid=S1806-5821200400020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moraes, A. C. R. (2002). Meio Ambiente e Ci&ecirc;ncias Humanas. S&atilde;o Paulo: Ed. HUCITEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052827&pid=S1806-5821200400020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">PNUMA - Programa de las Naciones Unidas Para el Medio Ambiente. (2003). La ONU y la acci&oacute;n empresarial. Nairobi: United Nations Environment Programme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052829&pid=S1806-5821200400020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schramm, F. R. (1999). A Moralidade das Biotecnologias<i>.</i> I Congresso Brasileiro de Biosseguran&ccedil;a. Rio de Janeiro: ANBio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052831&pid=S1806-5821200400020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Soares, B. E. C. (1997). Perspectivas da Biotecnologia Aplicada &agrave; Sa&uacute;de no Brasil. Boletim Informativo CTNBio, 1, 6-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4052833&pid=S1806-5821200400020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bernardo Elias Correa Soares    <br> <i>E-mail</i>: <a href="mailto:bernardo@fiocruz.br" target="_blank">bernardo@fiocruz.br</a>. </font></p></html>      ]]></body>
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