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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article deals with the process of health-disease of professor workers. The aim was to verify the relations among the process of the professor work, the conditions under which it is developed and the possible physical and mental illnesses of professors in a federal university in Brazil. A survey was conducted with 189 professors. The results show that the professors present emotional distress, considering the high manifestation of symptoms such as nervousness, stress, mental fatigue, forgetfulness, insomnia, among others. The data obtained are important directions on how work processes currently in Brazilian public university interfere in the teacher health, while it has been little attention from government and university leaders for a growing teacher burnout, in terms of physical, psychological and interpersonal]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO CIENT&Iacute;FICO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de do/a professor/a universit&aacute;rio/a</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Work and health conditions of university professors</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria de F&aacute;tima Evangelista Mendon&ccedil;a Lima<sup>I</sup>; Dario de Oliveira Lima-Filho<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento de Ci&ecirc;ncias Humanas, Cento de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil    <br> <sup>II</sup>Departamento de Economia e Administra&ccedil;&atilde;o, Cento de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, UFMS, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo aborda o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a do trabalhador docente. O objetivo da pesquisa foi verificar as rela&ccedil;&otilde;es entre o processo de trabalho docente, as condi&ccedil;&otilde;es sob as quais ele se desenvolve e o poss&iacute;vel adoecimento f&iacute;sico e mental dos professores em uma universidade federal. Para tanto, foi conduzida uma pesquisa explorat&oacute;ria junto a 189 professores. Os resultados mostram que os docentes apresentam exaust&atilde;o emocional, considerando a elevada manifesta&ccedil;&atilde;o de sintomas tais como nervosismo, estresse, cansa&ccedil;o mental, esquecimento, ins&ocirc;nia, entre outros. Os dados obtidos nos permitem afirmar que os depoimentos analisados constituem importantes indicativos sobre como os processos de trabalho atualmente em cursos em institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias p&uacute;blicas brasileiras interferem na sa&uacute;de de professores(as), ao mesmo tempo que tem sido pequena a aten&ccedil;&atilde;o das autoridades governamentais e mesmo dos dirigentes institucionais para um quadro crescente de mal-estar entre os docentes, tanto em termos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos como interpessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> magist&eacute;rio superior; trabalho; exaust&atilde;o emocional; estresse.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This article deals with the process of health-disease of professor workers. The aim was to verify the relations among the process of the professor work, the conditions under which it is developed and the possible physical and mental illnesses of professors in a federal university in Brazil. A survey was conducted with 189 professors. The results show that the professors present emotional distress, considering the high manifestation of symptoms such as nervousness, stress, mental fatigue, forgetfulness, insomnia, among others. The data obtained are important directions on how work processes currently in Brazilian public university interfere in the teacher health, while it has been little attention from government and university leaders for a growing teacher burnout, in terms of physical, psychological and interpersonal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> teacher burnout; university; professor job; emotional exhaustion; stress.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; escassa a literatura sobre condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de de docentes, principalmente no n&iacute;vel universit&aacute;rio, quando comparada a outras &aacute;reas trabalhistas; at&eacute; pouco tempo, os estudos privilegiavam as rela&ccedil;&otilde;es entre sa&uacute;de e trabalho, em contextos fabris, onde a rela&ccedil;&atilde;o entre trabalho e sa&uacute;de &eacute; mais direta e os riscos &agrave; sa&uacute;de s&atilde;o mais evidentes (Ara&uacute;jo <i>et al</i>., 2005). Entretanto, os professores tornaram-se um trabalhador intelectual na &aacute;rea de servi&ccedil;os (Fernandes, 1989; Oliveira, 2006). Segundo Francelino (2003: 136),</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"a partir a d&eacute;cada de 1960, o professor se v&ecirc; submetido &agrave;s mesmas condi&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores fabris, pois a escola adquire a nova fun&ccedil;&atilde;o de formar trabalhadores. O aluno passa a ser visto como produto e a escola como uma institui&ccedil;&atilde;o produtora da for&ccedil;a de trabalho."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na &uacute;ltima d&eacute;cada, o trabalho docente tornou-se tema de diversos estudos, com o incentivo de forma&ccedil;&atilde;o de grupos e de redes de pesquisadores organizados para esse fim (Gasparin <i>et al</i>., 2005). A Rede de Estudos Sobre Trabalho Docente &#91;REDESTRADO&#93;, criada em 1999, por exemplo, tem como principal objetivo propiciar o interc&acirc;mbio entre pesquisadores latino-americanos que se debru&ccedil;am sobre a tem&aacute;tica "trabalho docente". Essas investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m revelado processos de adoecimento entre docentes e defendido a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es laborais dos professores/as.<a name="n1"></a><a href="#nt1"><sup>1</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O movimento de globaliza&ccedil;&atilde;o e de pol&iacute;ticas de ajuste neoliberal, tendo a economia como metodologia principal para a defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas (Coraggio, 2000), promoveu mudan&ccedil;a no processo de trabalho e de gest&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o superior (Durham e Sampaio, 2000), repercutindo nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, no <i>status</i>social do professor e no valor que a sociedade destina &agrave; pr&oacute;pria educa&ccedil;&atilde;o (Ara&uacute;jo <i>et al</i>., 2005). Segundo Mancebo e colaboradores (2006: 43):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"O sentido de todas essas mudan&ccedil;as &eacute; claro: de um modo geral, as pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o superior da quase totalidade dos pa&iacute;ses est&atilde;o levando a universidade a adotar um modelo, tamb&eacute;m chamado 'anglo-sax&ocirc;nico', que a configura n&atilde;o mais como uma institui&ccedil;&atilde;o social, em moldes cl&aacute;ssicos, mas como uma organiza&ccedil;&atilde;o social neoprofissional, heter&ocirc;noma, operacional e empresarial/competitiva."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enfim, a orienta&ccedil;&atilde;o dominante na pol&iacute;tica educacional imp&otilde;e &agrave; universidade p&uacute;blica constrangimentos que v&atilde;o desde mecanismos dos mais diferentes tipos, usados para adequ&aacute;-la &agrave; l&oacute;gica do mercado, at&eacute; a amea&ccedil;a pura e simples de privatiza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o as leis do mercado tornando-se cada vez mais presentes nas rela&ccedil;&otilde;es das institui&ccedil;&otilde;es educacionais. Assim, assistimos a um deterioramento das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos docentes que tem provocado mudan&ccedil;as em sua atua&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&atilde;o social (Resende, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&oacute;voa (1995, 1999) e Esteve (1995, 1999) denominam de "mal-estar docente" o fen&ocirc;meno decorrente dessa mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica educacional, o qual se relaciona ao ambiente profissional do professor, estando presentes defici&ecirc;ncias nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, falta de recursos humanos e materiais, viol&ecirc;ncia nas salas de aulas e esgotamento f&iacute;sico. Esse quadro favorece significativo desgaste biops&iacute;quico do educador, produzindo, segundo Rocha e Sarrierra (2006), um deslocamento do perfil das doen&ccedil;as relacionadas ao trabalho, destacando-se na atualidade, doen&ccedil;as como hipertens&atilde;o arterial, doen&ccedil;as coronarianas, dist&uacute;rbios mentais, estresse e c&acirc;ncer, dentre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em recente pesquisa, Oliveira (2006) tamb&eacute;m aborda esse "mal-estar docente", revelando como resultado desse processo manifesta&ccedil;&otilde;es como desinteresse, apatia, desmotiva&ccedil;&atilde;o e "sintomas psicossom&aacute;ticos": ang&uacute;stia, fobias, crises de p&acirc;nico, o que parece caracterizar sintomas da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, conforme apontam Carlotto (2002), Reis e colaboradores (2006), Oliveira (2006) e Tavares e colaboradores (2007). Outras pesquisas (Bosi, 2007; Mancebo <i>et al.</i>, 2007; Ara&uacute;jo <i>et al</i>., 2005; Gasparin <i>et al</i>., 2005; Leite <i>et al</i>., 2003; Carvalho, 1995) apontam para a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho do professor universit&aacute;rio, evidenciada pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o da imagem do professor, baixos sal&aacute;rios, intensidade de exposi&ccedil;&atilde;o a agentes de risco, car&ecirc;ncia de recursos materiais e humanos, aumento do ritmo e intensidade do trabalho. Todas estas situa&ccedil;&otilde;es configuram fatores psicossociais do trabalho que podem gerar sobrecargas de trabalho f&iacute;sicas e mentais que trazem conseq&uuml;&ecirc;ncias para a satisfa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e bem-estar dos trabalhadores (Martinez, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dejours (1994), partindo da an&aacute;lise da psicodin&acirc;mica das situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, considera que quando o trabalho torna-se fonte de tens&atilde;o e de desprazer, gerando um aumento da carga ps&iacute;quica sem possibilidade de al&iacute;vio desta carga por meio das vias ps&iacute;quicas, ele d&aacute; origem ao sofrimento e &agrave; patologia. Sendo assim, a insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute; uma das formas fundamentais de sofrimento no trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho &eacute; energia, tempo e habilidade que se vende para obter condi&ccedil;&otilde;es de sobreviv&ecirc;ncia, nos situando na hierarquia social dos valores. Conseq&uuml;entemente, o trabalho &eacute; uma totalidade complexa que desafia entendimento, gera subjetividade, rela&ccedil;&otilde;es sociais, identidade, produtos, mercadorias (Sampaio <i>et al</i>., 1995a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que revela a ess&ecirc;ncia do homem &eacute; a sua atividade produtiva. Ao contr&aacute;rio dos animais, o homem tem de produzir suas condi&ccedil;&otilde;es materiais de exist&ecirc;ncia. Como a sua ess&ecirc;ncia est&aacute; nessa capacidade transformadora, a hist&oacute;ria ser&aacute; a hist&oacute;ria dos seres humanos reais. Por conseguinte, as representa&ccedil;&otilde;es, os conceitos, as id&eacute;ias s&atilde;o produtos da atividade humana, de acordo com a organiza&ccedil;&atilde;o de sua atividade produtiva (Leontiev, 1978).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa linha de racioc&iacute;nio, o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a<a name="n2"></a><a href="#nt2"><sup>2</sup></a> &eacute; tamb&eacute;m constru&iacute;do no trabalho; de tr&iacute;plice natureza - biol&oacute;gica, psicol&oacute;gica e social - interdependente e contradit&oacute;ria, o trabalho nos remete para possibilidades variadas de consumo, satisfa&ccedil;&atilde;o, adoecimento e morte (Sampaio <i>et al</i>., 1995b). De um lado, &eacute; um espa&ccedil;o de reafirma&ccedil;&atilde;o da auto-estima, de desenvolvimento de habilidades, de express&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es, o que o torna um espa&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria individual e de identidade social. De outro lado, o ambiente de trabalho pode produzir "enfermidades ocupacionais", comprometendo a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental do indiv&iacute;duo (Ara&uacute;jo <i>et al</i>., 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta tematiza&ccedil;&atilde;o sobre o trabalho apresenta-o como ess&ecirc;ncia constitutiva do ser humano, como categoria que institui o ser social. Se o trabalho alicer&ccedil;a o homem, no instante em que o trabalhador &eacute; explorado e n&atilde;o se sente livre em sua atividade vital, torna-se estranho a ele (Oliveira, 2006). Dessa forma, o trabalho provoca sofrimento,</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"amea&ccedil;a o pr&oacute;prio corpo, fadado &agrave; decad&ecirc;ncia; o mundo externo, que pode voltar-se contra ele com for&ccedil;as de destrui&ccedil;&atilde;o e o relacionamento com outros, colocado como talvez sendo a fonte de sofrimento mais penoso. A defesa imediata contra este sofrimento seria o isolamento, por&eacute;m que o melhor caminho &eacute; o de tornarmo-nos membros da comunidade humana." (Oliveira, 2006: 30)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos que tragam &agrave; tona cen&aacute;rios locais quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de vivenciadas pelos professores nas universidades brasileiras possibilitar&atilde;o uma maior visibilidade desses aspectos, o que contribuir&aacute; para a composi&ccedil;&atilde;o de um quadro geral sobre a tem&aacute;tica. Conhecer a din&acirc;mica de produ&ccedil;&atilde;o do desgaste gerado na situa&ccedil;&atilde;o de trabalho poder&aacute; viabilizar as medidas de preven&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, o presente estudo se constituiu num desafio para se entender o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a do trabalhador docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), buscando levantar suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de na institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1. Amostra</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o-alvo corresponde a 556 professores efetivos do <i>campus</i>de Campo Grande da UFMS, segundo a rela&ccedil;&atilde;o fornecida pela Ger&ecirc;ncia de Recursos Humanos (GRH/UFMS). O tamanho da amostra &#91;n=181&#93; foi calculado com base em Cooper e Schindler (2003) para propor&ccedil;&otilde;es, supondo um n&iacute;vel de precis&atilde;o &#91;D&#93; de + ou - 0,07, intervalo de confian&ccedil;a &#91;IC&#93; = 95%, valor z = 1,96 e um desvio padr&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o &#91;Pi&#93; de 0,64. Os 189 entrevistados foram escolhidos por sorteio sem reposi&ccedil;&atilde;o. Assim, a amostra pesquisada responde por 34% do universo.<a name="n3"></a><a href="#nt3"><sup>3</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.2. Coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a entrevista foram feitos contatos com as dire&ccedil;&otilde;es dos Centros, Departamentos e Faculdades, no sentido de saber como encontrar o professor, para agendar a entrevista. O question&aacute;rio, que abrange oito quest&otilde;es fechadas e abertas, permitiu a introdu&ccedil;&atilde;o de outras quest&otilde;es que viriam a surgir no processo de aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento de coleta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios houve algumas dificuldades, levando a uma extens&atilde;o do prazo de levantamento de dados. De um lado, a dificuldade em localizar o professor (a agenda di&aacute;ria de um professor &eacute; bastante diversificada), de outro, nem todos tinham disponibilidade de responder naquele momento e, ainda, alguns se negaram a responder o question&aacute;rio. Outro aspecto de demora na aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foi a n&atilde;o atualiza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o de professores cedida pela GRH: daqueles sorteados, muitas vezes, uns estavam aposentados, outros de licen&ccedil;a, outros ainda, j&aacute; tinham falecido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conv&eacute;m tamb&eacute;m destacar a preocupa&ccedil;&atilde;o de alguns professores em esclarecer se o projeto de pesquisa havia sido aprovado por um comit&ecirc; ou comiss&atilde;o de &eacute;tica. Entre estes, alguns se mostraram preocupados se realmente o seu question&aacute;rio, ou seja, suas respostas ficariam inc&oacute;gnitas, se seriam mesmo preservadas as identidades dos participantes. Por que indiv&iacute;duos que integram uma institui&ccedil;&atilde;o na qual se advoga a livre express&atilde;o se preocupam tanto se suas opini&otilde;es ser&atilde;o conhecidas e identificadas, se a universidade &eacute; considerada um local de liberdade para a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento e express&atilde;o?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, o levantamento de dados, realizado pelos/as estudantes de 4º e 5º anos de gradua&ccedil;&atilde;o em psicologia, se prolongou por dois semestres letivos: entre maio de 2007 e maio de 2008. Inicialmente foi realizado o pr&eacute;-teste, com uma amostra de tr&ecirc;s professores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.3. T&eacute;cnicas de an&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram feitas an&aacute;lises quantitativas com base em estat&iacute;stica descritiva para as quest&otilde;es de respostas fechadas, enfocando a distribui&ccedil;&atilde;o percentual de freq&uuml;&ecirc;ncia (Cooper e Schindler, 2003). Num segundo momento, foi realizada an&aacute;lise qualitativa para quest&otilde;es de respostas abertas, utilizando-se da an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 1977). Enquanto esfor&ccedil;o de interpreta&ccedil;&atilde;o, a an&aacute;lise de conte&uacute;do oscila entre os p&oacute;los da objetividade e subjetividade; isenta e garante o investigador por um interesse pelo escondido, o latente, o n&atilde;o-dito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada entrevista foi lida e relida v&aacute;rias vezes para possibilitar uma an&aacute;lise em profundidade, com o levantamento dos temas mais freq&uuml;entes e daqueles pouco enfatizados, sua seq&uuml;&ecirc;ncia e encadeamento, pausas, hesita&ccedil;&otilde;es e, inclusive, o n&atilde;o dito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse levantamento indicou os n&uacute;cleos de sentidos das entrevistas, sem perder de vista o contexto mais amplo de inser&ccedil;&atilde;o da mesma. Os n&uacute;cleos de sentidos compuseram os recortes do texto, constituindo a an&aacute;lise tem&aacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o dos sujeitos por seis Centros ou Faculdades contempla cursos de diversas &aacute;reas, incluindo medicina, odontologia, ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, farm&aacute;cia, enfermagem, medicina veterin&aacute;ria, zootecnia, engenharias, an&aacute;lise de sistemas, ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o, f&iacute;sica, qu&iacute;mica, matem&aacute;tica, ci&ecirc;ncias econ&ocirc;micas, administra&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncias sociais, psicologia, pedagogia, letras, artes visuais, comunica&ccedil;&atilde;o social, arquitetura e urbanismo, m&uacute;sica, jornalismo, hist&oacute;ria e direito. A <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab01.gif">tabela 1</a> apresenta o perfil da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O maior percentual de professores &eacute; do sexo masculino (61,5%), o que n&atilde;o surpreende; no n&iacute;vel superior de ensino o sexo masculino lidera, ao contr&aacute;rio de outros n&iacute;veis, ou seja, quanto mais prest&iacute;gio social mais presente o sexo masculino. Os casados lideram em percentual (72,3%), enquanto os solteiros (15,8%) e separados (12%%) aparecem com baixo percentual em rela&ccedil;&atilde;o aos casados. O catolicismo (42,4%) &aacute; a principal religi&atilde;o, seguido dos "sem religi&atilde;o" (32,6%) e espiritismo (10,3%); finalmente, os protestantes (7,4) - nestes est&atilde;o inclu&iacute;das as religi&otilde;es batista, adventista e evang&eacute;lica - e outras religi&otilde;es (2,6%), que englobam budismo, messi&acirc;nica, umbanda e agn&oacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os professores apresentam um alto n&iacute;vel de qualifica&ccedil;&atilde;o, na medida em que 60,5% possuem doutorado, 3,8% possuem p&oacute;s-doutorado, 25,4% possuem mestrado, 9,2% possuem especializa&ccedil;&atilde;o e apenas 1,1% s&atilde;o graduados. Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de cargos, os professores adjuntos foram maioria (54,0%), seguidos dos professores assistentes (19,3%) e associados (18,2%); os titulares (5,3%) e auxiliares (3,2%) constitu&iacute;ram-se em minoria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O regime de trabalho (RT) mais presente na amostra foi DE (dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva), que correspondeu a 74,9%, seguido do RT de 40 horas (17,6%), sendo minoria o RT de 20 horas (7,5%). O tempo m&eacute;dio de servi&ccedil;o dos professores na UFMS &eacute; de 17,8 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.2. Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns aspectos das condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas de trabalho dos professores foram levantados (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab02.gif">tabelas 2</a> e <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab03.gif">3</a>). Os fatores referentes ao ambiente de trabalho t&ecirc;m sido considerados como fatores de risco com potencial para causar dano f&iacute;sico ou mental ao trabalhador. As condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas de trabalho englobam aspectos como: ru&iacute;do, ventila&ccedil;&atilde;o, umidade, temperatura, arranjo f&iacute;sico e posto de trabalho e seguran&ccedil;a (aus&ecirc;ncia de riscos) (Martinez, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De uma forma geral, h&aacute; satisfatoriedade<a name="n4"></a><a href="#nt4"><sup>4</sup></a> quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sala de aula, para a maioria dos professores, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ilumina&ccedil;&atilde;o (70,2%), temperatura (65,1%), n&iacute;vel de higiene (52,1%) e estado de conserva&ccedil;&atilde;o dos equipamentos existentes (34,6%). Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de ru&iacute;do, 46,5% dos depoentes expressaram que &eacute; baixo; ele &eacute; considerado alto apenas para 14,1% dos participantes e muito alto para 9,1%. Entretanto, quanto &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o dos mobili&aacute;rios de sala de aula, a maioria se mostrou insatisfeito: 56,6% dos entrevistados declararam que sua cadeira &eacute; inadequada para uma boa postura. Igualmente, a mesa &eacute; considerada inadequada para 48,1% (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab04.gif">tabela 4</a>). Ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sala de aula, 97,8% dos professores n&atilde;o fazem uso de microfone e 68,7% n&atilde;o tomam &aacute;gua durante a aula (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab05.gif">tabela 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma queixa bastante presente entre os entrevistados &eacute; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; falta de equipamentos para o desenvolvimento do trabalho. Alguns depoimentos expressam isso: "o setor necessita de multim&iacute;dia (<i>datashow</i>), projetor de <i>slides</i>, sendo que muitos professores usam o seu pessoal" (entrevistado). Para outro professor: "equipamentos insuficientes provoca 'briga' entre docentes" (entrevistado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma quest&atilde;o n&atilde;o tratada na pesquisa, mas importante e que mereceu muitos coment&aacute;rios dos professores &eacute; quanto ao estado de conserva&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;dios da universidade: "encontra-se sem pintura, com m&oacute;veis velhos, com teto caindo na cabe&ccedil;a, sem ilumina&ccedil;&atilde;o e sujo" (entrevistado). "Percebe-se que n&atilde;o h&aacute; esfor&ccedil;o da universidade de reformar e introduzir melhorias nos pr&eacute;dios" (entrevistado). Essa falta "influencia a qualidade de trabalho e o modo de todos se relacionarem" (entrevistado). De acordo com outro participante: "o pedido de reforma do pr&eacute;dio foi protocolado h&aacute; 5 anos" (entrevistado). Para outro depoente, "no setor, o extintor de inc&ecirc;ndio est&aacute; obsoleto, desde 1997, e n&atilde;o tem sa&iacute;da de emerg&ecirc;ncia" (entrevistado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como se pode ver, o n&iacute;vel de insatisfa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;dio e a falta de equipamentos &eacute; acentuado, embora n&atilde;o haja consenso. Nota-se que a insatisfa&ccedil;&atilde;o se faz mais presente em alguns departamentos do que em outros. Como a universidade funciona em v&aacute;rios pr&eacute;dios, dentro do pr&oacute;prio <i>campus</i>, alguns encontram-se em melhores condi&ccedil;&otilde;es que outros. Tamb&eacute;m existe diversifica&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; exist&ecirc;ncia de equipamentos e mobili&aacute;rios dos departamentos: alguns t&ecirc;m muito e outros t&ecirc;m pouco, ou quase nada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os departamentos que desenvolvem mais pesquisas e que prestam outros servi&ccedil;os (por exemplo, cursos de especializa&ccedil;&atilde;o, assessorias) contam com mais recursos para suas necessidades. Os cortes dos recursos p&uacute;blicos for&ccedil;am as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino superior a se descaracterizarem como p&uacute;blicas e gratuitas, ao buscarem outras fontes de financiamento: consultorias, conv&ecirc;nios, ofertas de cursos pagos (principalmente no campo das especializa&ccedil;&otilde;es - p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>lato sensu</i>) e associa&ccedil;&atilde;o de empresa, entre outros mecanismos de arrecada&ccedil;&atilde;o financeira. Como comenta Resende (2005), esse contexto, comum, atualmente nas universidades p&uacute;blicas, leva a institui&ccedil;&atilde;o a se atrelar a interesses desvinculados da promo&ccedil;&atilde;o da autonomia do indiv&iacute;duo e vinculados aos interesses do mercado, o que, conseq&uuml;entemente, faz com que o homem aja de forma heteron&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo os entrevistados, tem sido pr&aacute;tica comum na UFMS a aquisi&ccedil;&atilde;o de materiais, tais como computador, multim&iacute;dia (<i>datashow</i>), mesa, cadeira, estante, papel, etc, via recursos de projetos financiados. Sendo assim, aqueles professores que conseguem desenvolver projetos de pesquisa com financiamento, teoricamente ter&atilde;o mais condi&ccedil;&otilde;es de aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamento e mobili&aacute;rio para seu departamento. Segundo relato de um entrevistado, em alguns departamentos, "os professores j&aacute; utilizaram recursos pr&oacute;prios para pintarem a pr&oacute;pria sala" (entrevistado). Portanto, a aquisi&ccedil;&atilde;o de material e equipamento para atender a necessidade dos departamentos fica condicionada, principalmente, ao financiamento de pesquisas e cursos pagos. Percebe-se que aqueles departamentos em que o mercado tem mais interesse em seus projetos e assessorias, s&atilde;o os que disp&otilde;em de melhores condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e materiais para o desenvolvimento de seu trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; medida que os recursos dispon&iacute;veis para a pesquisa s&atilde;o canalizados pelas &aacute;reas consideradas mais "rent&aacute;veis", eles passam a ser usados privativamente dentro da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o: laborat&oacute;rios, computadores, salas, audit&oacute;rios e equipamentos que servem apenas e exclusivamente aos grupos, n&uacute;cleos e centros de pesquisa constru&iacute;dos &agrave;s expensas do dinheiro p&uacute;blico (propriamente os editais) e em parceria com empresas. Para Bosi (2007), cada vez mais privatizados os meios de produ&ccedil;&atilde;o do trabalho decente (e do conhecimento), resta aos professores desenvolverem suas pr&oacute;prias condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, combinando "competi&ccedil;&atilde;o", "empreendedorismo", e "voluntarismo".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste quadro, o professor aproxima-se do trabalhador, do prolet&aacute;rio. Alienado do produto do seu trabalho, passa a vender a for&ccedil;a de trabalho, produzindo "em s&eacute;rie", em intermin&aacute;veis jornadas de esfor&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto fatores ambientais quanto exig&ecirc;ncias f&iacute;sicas e mentais s&atilde;o destacados como geradores de estresse no trabalho. Com refer&ecirc;ncia &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais, ru&iacute;do, temperatura, vibra&ccedil;&atilde;o, ilumina&ccedil;&atilde;o e polui&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido apontadas como estressores produzidos no ambiente de trabalho. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, atividades mon&oacute;tonas, repetitivas e fragmentadas predisp&otilde;em ao estresse mais que outras. Al&eacute;m disso, sobrecarga, conflito e ambig&uuml;idade de papel tamb&eacute;m s&atilde;o ressaltados como poss&iacute;veis estressores no trabalho. A sobrecarga de trabalho n&atilde;o leva diretamente ao estresse. O problema surge, principalmente, quando essa sobrecarga associa-se &agrave; falta de autonomia e, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, as alternativas para se lidar com a situa&ccedil;&atilde;o ficam muito restritas (Codo <i>et al</i>., 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Dejours (1994: 133), certas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho fazem "emergir um sofrimento que pode ser atribu&iacute;do ao choque entre uma hist&oacute;ria individual, portadora de projetos, de esperan&ccedil;as e de desejos e uma organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho que os ignora".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O impacto das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho sobre a sa&uacute;de dos trabalhadores levou o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil, 1999) a elaborar o documento "Doen&ccedil;as Ocupacionais e Acidentes de Trabalho", que inclui as les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos, doen&ccedil;as osteomusculares relacionadas ao trabalho e os dist&uacute;rbios mentais relacionados ao trabalho nas prefer&ecirc;ncias para notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e reconhece o trabalho como importante fator de adoecimento, de desencadeamento e de crescente aumento de dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, institui a Portaria nº 1339, que comporta um rol de doen&ccedil;as relacionadas ao trabalho, abrangendo os transtornos mentais e comportamentais que teriam como agente etiol&oacute;gico ou fator de risco as "condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de trabalho", as "circunst&acirc;ncias relativas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho", "ritmo de trabalho penoso", a "m&aacute; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (trabalho em turnos ou noturnos)" e "outras dificuldades f&iacute;sicas e mentais relacionadas ao trabalho" (Brasil, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.3. Atividades executadas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos professores encontra-se com excesso de carga hor&aacute;ria, ou seja, 70,4% est&atilde;o com encargos acima de 8 horas semanais (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab06.gif">tabela 6</a>). Entretanto, 7,3% ministram menos de 8 horas semanais de aula, o que est&aacute; aqu&eacute;m do preconizado pelas normas da institui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; poss&iacute;vel que esse percentual esteja relacionado a professores que exercem cargos de chefia, o que, muitas vezes, dificulta ou impede o cumprimento de no m&iacute;nimo 8 horas de aula semanal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab07.gif">tabela 7</a> mostra o envolvimento dos professores com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade administrativa, de pesquisa e de extens&atilde;o. Chama aten&ccedil;&atilde;o a alta carga hor&aacute;ria dispensada &agrave; atividade administrativa: 74,9% dos professores dedicam at&eacute; 10 horas/semanais &agrave; tarefas administrativas, muito mais do que &agrave; pesquisa (47,1%) ou &agrave; extens&atilde;o (57,8%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dado apontado pelos entrevistados &eacute; a insufici&ecirc;ncia de apoio administrativo dispensado aos professores, principalmente no gerenciamento de atividades relacionadas aos recursos financeiros de projetos de pesquisa, como compra de material, manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos, atividade de laborat&oacute;rio: "tudo funciona com a m&atilde;o-de-obra do aluno e do professor" (entrevistado). Com isso, grande parte do tempo do professor &eacute; dedicada a atividades administrativas, o que desgasta e sobrecarrega o professor, al&eacute;m de tomar um tempo em que os professores poderiam se dedicar mais a atividades acad&ecirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se esses n&uacute;meros j&aacute; mostram a sobrecarga de trabalho a que est&aacute; submetida a maioria dos professores, uma quest&atilde;o n&atilde;o presente no instrumental de pesquisa &eacute; o n&uacute;mero de horas dedicado, pelo professor, ao preparo de aulas, atendimento de alunos, corre&ccedil;&atilde;o de trabalhos, avalia&ccedil;&atilde;o, preenchimento de di&aacute;rio, lan&ccedil;amento de notas/freq&uuml;&ecirc;ncia no sistema. Em virtude da sobrecarga de trabalho, os professores relataram que acabam desenvolvendo trabalhos nos fins de semana, nos per&iacute;odos de interrup&ccedil;&atilde;o do ano letivo, isto &eacute;, nos momentos institucionalmente destinados ao descanso e lazer. Nesses momentos, eles preparam projetos, preenchem formul&aacute;rios, escrevem artigos, fazem relat&oacute;rios de pesquisa, l&ecirc;em os textos ainda n&atilde;o foram lidos, entre outras atividades. Com a informatiza&ccedil;&atilde;o, fica facilitada a constitui&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de trabalho, em qualquer lugar, o que resulta numa modifica&ccedil;&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o (Nunes e Teixeira, 2000) e, poder&iacute;amos dizer, no aumento da carga de trabalho do professor. Como destacam Mancebo e colaboradores (2006), o professor vai fisicamente para casa, mas o dia de trabalho n&atilde;o termina, pois as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas possibilitam a derrubada das barreiras entre o mundo pessoal e o mundo profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar que o aumento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica docente vem sendo bastante estimulado pelas institui&ccedil;&otilde;es reguladoras da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e de fomento &agrave; pesquisa (CAPES, CNPq e cong&ecirc;neres nos estados). Para os professores isso se torna importante tanto para conseguir se manter em programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, como para conseguir financiamentos para pesquisas. Dessa forma, a busca quase "fren&eacute;tica" de aumento da produ&ccedil;&atilde;o acaba desenvolvendo certa competi&ccedil;&atilde;o entre os pr&oacute;prios professores, levando-os ao cansa&ccedil;o, estresse e, muitas vezes, &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o. Imprime-se ao trabalho docente a l&oacute;gica do mercado ao se implantar um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o produtiva, perverso, em que a quantidade &eacute; valorizada em detrimento, na maioria das vezes, da qualidade. Cultiva-se, assim, uma l&oacute;gica que diferencia quem &eacute; produtivo de quem n&atilde;o &eacute;. Mancebo e colaboradores (2006: 78) contestam essa ordem de produ&ccedil;&atilde;o, destacando que boa parte dos trabalhos resvala para o terreno do mero produtivismo, onde prima a aus&ecirc;ncia de pensamento e de cria&ccedil;&atilde;o.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"Para o pensamento &eacute; preciso um tempo de resson&acirc;ncias, de elabora&ccedil;&atilde;o que o termo "experi&ecirc;ncia" bem expressa, de modo que o imediatismo ditado pelo mercado e a exig&ecirc;ncia do aspecto "aplicado" para o saber caminha em sentido contr&aacute;rio ao processo de cria&ccedil;&atilde;o e de respeito ao tempo de matura&ccedil;&atilde;o intelectual necess&aacute;rios a qualquer atividade conceitual e de reflex&atilde;o."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Bosi (2007: 1517):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"Aparentemente, esse docente tende a acreditar que o seu desempenho &eacute; excepcional, fruto de algum tipo de genialidade que o distingue de seus pares. Em ess&ecirc;ncia, geralmente passa despercebido que sua suposta genialidade &eacute; eleita por crit&eacute;rios definidos pelos interesses do mercado e que, ela mesma, &eacute; produto da pr&oacute;pria escassez dos recursos que se tornam alvo de disputa. &#91;...&#93; Esse drama hamletiano, vivenciado cotidianamente pelos docentes, tem refor&ccedil;ado um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho docente que, ano a ano, alarga o limite da escala de mensura&ccedil;&atilde;o da produtividade acad&ecirc;mica. &#91;...&#93; A cada volta desse parafuso, os professores tornam-se ref&eacute;ns dos crit&eacute;rios de produtividade que, ao institu&iacute;rem novos valores no espa&ccedil;o universit&aacute;rio, ressocializam todas as atividades componentes do trabalho acad&ecirc;mico, permitindo e legitimando a invas&atilde;o crescente do tempo do trabalho na vida dos docentes. Envolvidos nesse ambiente de intensa competitividade, torna-se dif&iacute;cil a produ&ccedil;&atilde;o de uma identidade que se d&ecirc; pela percep&ccedil;&atilde;o de que &eacute; preciso organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o para mudan&ccedil;a desse sistema. &#91;...&#93; A competi&ccedil;&atilde;o &eacute; naturalizada, tornando-se a regra. A escassez de recursos para pesquisa (e para o trabalho docente em geral) tamb&eacute;m &eacute; naturalizada e se transforma em realidade que avaliza a "compet&ecirc;ncia" dos que conseguem acessar tais recursos. E o resultado dessa din&acirc;mica traz conseq&uuml;&ecirc;ncias comuns ao mundo do trabalho, tais como o estresse, o estado permanente de cansa&ccedil;o, a depress&atilde;o e at&eacute; o suic&iacute;dio."</blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Dejours (1994), as frustra&ccedil;&otilde;es resultantes de um conte&uacute;do significativo inadequado &agrave;s potencialidades e &agrave;s necessidades da personalidade podem provocar esfor&ccedil;os de adapta&ccedil;&atilde;o que nem sempre ficam na linha do toler&aacute;vel para a sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.4. Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os problemas associados &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica, &agrave; sa&uacute;de mental e &agrave;s doen&ccedil;as relacionadas ao trabalho, respectivamente, mais citados pelos entrevistados, est&atilde;o associados &agrave; sobrecarga ocupacional (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab08.gif">tabelas 8</a>, <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab09.gif">9</a> e <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab10.gif">10</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As queixas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas - dor nas costas, dor nas pernas, dor nos bra&ccedil;os - podem estar relacionadas ao fato dos professores permanecerem por longos per&iacute;odos de p&eacute; (escrever em quadro de giz), carregar material did&aacute;tico para salas de aulas, ser respons&aacute;vel pela instala&ccedil;&atilde;o de recursos audiovisuais, deslocamento constante de um pr&eacute;dio para outro e inadequa&ccedil;&atilde;o das mesas e cadeiras. Pesquisa de Porto e colaboradores (2004) mostra que as doen&ccedil;as mais frequentes entre professores est&atilde;o a tendinite, bursite, rinite, sinusite, doen&ccedil;as da laringe e das cordas vocais. Todas essas queixas, tamb&eacute;m, foram destacadas em estudo de Ara&uacute;jo e colaboradores (2005) com professores universit&aacute;rios, al&eacute;m das relacionadas &agrave; sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de queixas relacionadas &agrave; rinite e alergias respirat&oacute;ria e dermatol&oacute;gica, pode ser explicada pelo fato de os docentes ainda usarem o quadro de giz, ficando expostos ao p&oacute; de giz e poeira, j&aacute; que h&aacute; defici&ecirc;ncia de recursos audiovisuais. H&aacute;, tamb&eacute;m, a queixa associada ao uso intensivo da voz. O trabalho docente exige o uso intensivo da fala, pois se trata de uma profiss&atilde;o que trabalha com comunica&ccedil;&atilde;o. Contudo, o uso inadequado da voz &eacute; um fator que contribui para os problemas relatados, observando-se aus&ecirc;ncia de prepara&ccedil;&atilde;o do professor para usar adequadamente a voz (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab05.gif">tabela 5</a>), considerando que 68,8% relataram n&atilde;o tomar &aacute;gua durante as aulas e 100% n&atilde;o fazem uso de microfone.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da amostra de 183 respondentes, 39 entrevistados (21,3%) afirmaram ter desenvolvido doen&ccedil;a relacionada ao trabalho (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab10.gif">tabela 10</a>). As doen&ccedil;as mais citadas revelam, mais uma vez, que est&atilde;o associadas &agrave; sobrecarga ocupacional, muitas vezes, relacionadas a sobrecarga na articula&ccedil;&atilde;o dos membros e postura inadequada - LER, tendinite e dores na coluna cervical.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A LER, a tendinite e as dores lombares s&atilde;o problemas comuns, sobretudo devido &agrave; sobrecarga ocupacional (Almeida <i>el al.</i>, 2008; Chiesa <i>et al</i>., 2000; Oliveira, 2000); principalmente a LER tem chamado a aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; pelo aumento da sua incid&ecirc;ncia, mas por existirem evid&ecirc;ncias de sua associa&ccedil;&atilde;o com o ritmo de trabalho, (Regis Filho <i>et al</i>., 2006; Chiesa <i>et al</i>. 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m chama aten&ccedil;&atilde;o a alta porcentagem e diversidade de queixas relacionadas a sintomas psicossom&aacute;ticos (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab09.gif">tabela 9</a>). Os sintomas de maior preval&ecirc;ncia foram: cansa&ccedil;o mental (53,9%), estresse (52,4%), ansiedade (42,9%), esquecimento (42,9%), frustra&ccedil;&atilde;o (37,8%), nervosismo (31,1%), ang&uacute;stia (29,3%), ins&ocirc;nia (29,1%) e depress&atilde;o (16,8%). Esses sintomas est&atilde;o presentes na s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, como apontam alguns autores (Carlotto, 2002; Reis <i>et al.</i>, 2006; Oliveira, 2006; Tavares <i>et al.</i>, 2007). Na <a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab10.gif">tabela 10</a> parte dessas queixas - estresse e depress&atilde;o - torna a aparecer nas doen&ccedil;as surgidas no decorrer da profiss&atilde;o, segundo os depoentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estresse tem sido citado no quadro de problemas de sa&uacute;de das v&aacute;rias profiss&otilde;es, um destes profissionais &eacute; o professor (Tavares <i>et al</i>., 2007; Witter, 2003; Silvany-Neto <i>et al</i>., 2002; Codo, 1999). Estresse &eacute; um estado geral de tens&atilde;o fisiol&oacute;gica e mant&eacute;m rela&ccedil;&atilde;o direta com as demandas do ambiente. De acordo com Lipp (2002), citado em Reis e colaboradores (2006: 231):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"o estresse ocupacional constitui experi&ecirc;ncia extremamente desagrad&aacute;vel, associada a sentimentos de hostilidade, tens&atilde;o, ansiedade, frustra&ccedil;&atilde;o e depress&atilde;o, desencadeados por estressores localizados no ambiente de trabalho. Os fatores contribuintes para o estresse ocupacional v&atilde;o desde as caracter&iacute;sticas individuais de cada trabalhador, passando pelo estilo de relacionamento social no ambiente de trabalho e pelo clima organizacional, at&eacute; as condi&ccedil;&otilde;es gerais nas quais o trabalho &eacute; executado."</blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos de Codo (1999) e Silvany-Neto e colaboradores (2002) revelam elevado n&iacute;vel de estresse associado ao trabalho entre os docentes de 1º e 2º graus. Por outro lado, pesquisa de Paiva e colaboradores (2002) aponta elevado &iacute;ndice de estresse entre professores de n&iacute;vel universit&aacute;rio. Para Witter (2003: 13), as situa&ccedil;&otilde;es de trabalho respons&aacute;veis por um quadro exacerbado de estresse docente est&atilde;o requerendo pesquisas cuidadosas: "h&aacute; que se considerar a necessidade de se conhecer melhor as vari&aacute;veis das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que geram estresse no professor". Segundo Tavares e colaboradores (2007), pesquisas realizadas no Brasil apontam como fontes de estresse nos professores, o demasiado trabalho para fazer, as turmas dif&iacute;ceis, o n&iacute;vel de barulho bastante elevado, estudantes pouco motivados, sal&aacute;rio inadequado, comportamento inadequado dos estudantes, forma&ccedil;&atilde;o inadequada, m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, press&atilde;o de tempo. Ainda, segundo Tavares e colaboradores (2007: 19):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"Ser professor &eacute; uma das profiss&otilde;es mais estressantes na atualidade. Geralmente as jornadas de trabalho dos professores s&atilde;o longas, com raras pausas de descanso e/ou refei&ccedil;&otilde;es breves e em lugares desconfort&aacute;veis. O ritmo intenso e vari&aacute;vel, com in&iacute;cio muito cedo pela manh&atilde;, podendo ser estendido at&eacute; &agrave; noite em fun&ccedil;&atilde;o de dupla ou tripla jornada de trabalho. No corre-corre os hor&aacute;rios s&atilde;o desrespeitados, perdem-se horas de sono alimenta-se mal, e n&atilde;o h&aacute; tempo para o lazer. S&atilde;o exigidos n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas. Quando o trabalho &eacute; desprovido de significa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; reconhecido ou &eacute; uma fonte de amea&ccedil;as &agrave; integridade f&iacute;sica e/ou ps&iacute;quica acaba por determinar sofrimento ao professor."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Souza (2001, a depress&atilde;o difusa na escola de hoje prov&eacute;m da aus&ecirc;ncia de sentido instalada no cora&ccedil;&atilde;o do projeto escolar. Essa falta de significado da escola para os alunos possui esse reverso mal conhecido: se a escola n&atilde;o tem sentido para os alunos, inevitavelmente tamb&eacute;m n&atilde;o far&aacute; sentido para os professores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de 71,9% dos professores terem dito que visitam regulamente profissionais de sa&uacute;de, os dados mostram que os docentes n&atilde;o est&atilde;o cuidando dos sintomas de exaust&atilde;o emocional apresentados acima; apenas 4,3% disseram fazer uso de calmantes; 5,9% relataram fazer uso de anti-depressivos; 4,3% disseram fazer uso de ansiol&iacute;ticos e 11,5% relataram fazer uso de anti-hipertensivos. Poucos visitam profissionais mais ligados &agrave; &aacute;rea da sa&uacute;de mental. Apenas 3,1% visitam o psiquiatra, 4,2% visitam o psicanalista e 6,8% fazem uso dos servi&ccedil;os do psic&oacute;logo. O profissional mais procurado &eacute; o dentista (55%), seguido do cardiologista (26,4%), ginecologista (26,4%) e ortopedista (15,9%) (<a href="/img/revistas/cc/v14n3/a06tab11.gif">tabela 11</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso parece revelar que os professores n&atilde;o t&ecirc;m consci&ecirc;ncia que desenvolveram doen&ccedil;as durante a atividade profissional, n&atilde;o percebendo, principalmente, os sintomas relacionados a exaust&atilde;o mental e emocional. O mais preocupante &eacute; que os professores/as n&atilde;o est&atilde;o cuidando desses sintomas apresentados, pois apenas 4,3% disseram fazer uso de calmantes; 5,9% relataram fazer uso de anti-depressivos; 4,3% disseram fazer uso de ansiol&iacute;ticos e 11,5% relataram fazer uso de anti-hipertensivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Resende (2005: 176), "as condi&ccedil;&otilde;es existentes nas universidades p&uacute;blicas federais n&atilde;o favorecem, nas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas, a auto-reflex&atilde;o, dificultando assim, a forma&ccedil;&atilde;o de uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica". Como destaca Sawaia (2004), a consci&ecirc;ncia &eacute; a forma como o indiv&iacute;duo conhece o mundo, num trabalho de interpreta&ccedil;&atilde;o da vida, atrav&eacute;s do pensar, sentir e agir. A consci&ecirc;ncia &eacute;, assim, cognitiva, intelectual e emocional. Retomando Vigotsky (1984) e Leontiev (1978), pode-se dizer que a natureza humana e a exist&ecirc;ncia da consci&ecirc;ncia n&atilde;o podem ser vistas como algo intr&iacute;nseco e a-hist&oacute;rico, mas constru&iacute;das hist&oacute;rica e socialmente. Isto &eacute;, a consci&ecirc;ncia deve ser vista numa processualidade constante, determinada pelas condi&ccedil;&otilde;es sociais e hist&oacute;ricas, que se transformam em produ&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas, em constru&ccedil;&otilde;es singulares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em cada momento hist&oacute;rico, as configura&ccedil;&otilde;es acerca da constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito s&atilde;o "colocadas" pela sociedade. Um novo padr&atilde;o de sujeito tamb&eacute;m se conforma, no momento em que a geopol&iacute;tica do mundo &eacute; modificada, em que as id&eacute;ias de globaliza&ccedil;&atilde;o ganham destaque, em que o avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico torna-se obrigat&oacute;rio e novas formas de saber e fazer s&atilde;o liberadas. Difunde-se o surgimento de um novo ser humano: forte, intelectual, interativo, criativo, que tenha iniciativa, vers&aacute;til, flex&iacute;vel e que demonstre dom&iacute;nio e compet&ecirc;ncia emocional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso parece levar o sujeito a olhar menos para si mesmo, a se perceber menos como sujeito dotado de corpo, sentimento, emo&ccedil;&atilde;o, desejo, apesar de estarmos vivendo uma prolifera&ccedil;&atilde;o de literaturas que oferecem uma reflex&atilde;o sobre a vida cotidiana (Izquierdo, 2000: 15):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"estamos vivendo numa apari&ccedil;&atilde;o repentina auto-reflexiva mais que reflexiva, um pensar sobre si mesmo, valorizar-se a si mesmo, conhecer-se a si mesmo e, naturalmente, ajudar-se a si mesmo mais que uma reflex&atilde;o sobre nosso lugar no mundo, nossas realiza&ccedil;&otilde;es, nossas rela&ccedil;&otilde;es com os demais."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, a sa&uacute;de pode ser vista como o resultado de intera&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas e complexas determinadas pelos dom&iacute;nios sociais, mentais, hist&oacute;ricos e pol&iacute;ticos, onde o trabalho tem car&aacute;ter central (Martinez, 2002). Segundo Dejours (1988), a sa&uacute;de indica ter meios de tra&ccedil;ar um caminho pessoal e original, em dire&ccedil;&atilde;o ao bem-estar f&iacute;sico, ps&iacute;quico e social. Para o bem-estar f&iacute;sico a liberdade para regular as varia&ccedil;&otilde;es que aparecem no estado do organismo, &eacute; necess&aacute;ria, ou seja, ter o direito a atender &agrave;s necessidades f&iacute;sicas como dormir, repousar, comer ou cuidar da doen&ccedil;a quando ela surge. Para o bem-estar ps&iacute;quico, destaca que &eacute; necess&aacute;ria a liberdade para organizar a pr&oacute;pria vida segundo o desejo de cada pessoa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, a an&aacute;lise de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias para grupos entre sexo e trabalho, mostrou que as mulheres se comparadas com os homens apresentam m&eacute;dias maiores de desenvolvimento de doen&ccedil;as associadas ao trabalho: 23,9% das mulheres j&aacute; desenvolveram alguma doen&ccedil;a relacionada ao trabalho, contra 15,9% dos homens. O fato de as mulheres perceberem sua sa&uacute;de geral pior do que os homens, assim como mais estressadas e com dist&uacute;rbios psicossom&aacute;ticos pode ser compreendido a partir do papel que a mulher atualmente ocupa na sociedade. Independentemente das mudan&ccedil;as nos pap&eacute;is do homem e da mulher nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as responsabilidades e disponibilidades para com a fam&iacute;lia ainda s&atilde;o das mulheres, o que leva &agrave; dupla jornada de trabalho, com ineg&aacute;veis repercuss&otilde;es para a sa&uacute;de da mulher (Lima, 2004; Borsoi, 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As tarefas que integram o trabalho dom&eacute;stico s&atilde;o muito diversificadas quanto a sua complexidade, indo desde os servi&ccedil;os dom&eacute;sticos at&eacute; o cuidado e a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. Soma-se a isso que o trabalho docente exige uma jornada dupla de trabalho, considerando que no espa&ccedil;o da universidade em si, n&atilde;o h&aacute; tempo suficiente para desenvolver todas as atividades, como planejar aulas, corrigir trabalhos e provas, fazer pesquisas etc. (Rocha e Sarriera, 2006). Essas professoras, al&eacute;m da press&atilde;o de seu ambiente de trabalho, provavelmente ainda possuem atividades sociais que as remetem n&atilde;o a uma dupla jornada, mas sim a uma tripla jornada de trabalho. Essa sobrecarga pode ser o estopim dos transtornos apresentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.5. A rela&ccedil;&atilde;o com os pares</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos depoimentos com rela&ccedil;&atilde;o aos pares revelou a complexidade do relacionamento interpessoal entre os docentes de um mesmo departamento, que teoricamente, como grupo, t&ecirc;m objetivos inter-relacionados envolvendo a educa&ccedil;&atilde;o dos alunos, mas que tamb&eacute;m sofrem as contradi&ccedil;&otilde;es existentes dentro de um mesmo grupo. A princ&iacute;pio, como se poderia imaginar, n&atilde;o &eacute; de 100% o percentual de conhecimento e/ou de discuss&atilde;o de assuntos acad&ecirc;micos entre os professores de um mesmo departamento. Segundo os dados, 96,8% dos entrevistados disseram conhecer todos os colegas de departamento e 91% disseram discutir assunto acad&ecirc;mico com seu/sua colega de unidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso pode ser ponderado no sentido de que, na &eacute;poca, os departamentos funcionavam com grande volume de professores substitutos. Esse fato pode ser entendido, na medida em que o compromisso dos professores substitutos era apenas com a sala de aula, conseq&uuml;entemente n&atilde;o mantinham, regularmente, contato com o departamento. Entretanto, um certo isolamento e falta de companheirismo fica expresso no momento de confraterniza&ccedil;&otilde;es e comemora&ccedil;&otilde;es de departamento: apenas 53,9% dos entrevistados disseram participar de tais festividades. Para Ulrich (2005: 7):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"Verificar as percep&ccedil;&otilde;es de professores universit&aacute;rios sobre as rela&ccedil;&otilde;es interprofissionais que levam ao estresse, possibilita aferir o quanto os professores compreendem formas de relacionamento interpessoal como poss&iacute;veis determinantes de desgaste f&iacute;sico e psicol&oacute;gico."</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma quest&atilde;o relevante abordada por Carlotto (2002), a partir de uma revis&atilde;o de literatura sobre a S&iacute;ndrome de <i>Burnout</i>em professores, &eacute; o isolamento social e a falta de senso de comunidade que, geralmente, est&atilde;o presentes no trabalho docente, tornando os professores mais vulner&aacute;veis ao <i>burnout</i>. Como comenta a autora:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"segundo os autores &#91;levantados&#93;, o ensino &eacute; uma profiss&atilde;o solit&aacute;ria, uma vez que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia do professor a vincular suas atividades ao atendimento de alunos, ficando &agrave; parte de atividades de afilia&ccedil;&atilde;o, grupos e engajamento social." (Carlotto, 2002: 25)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os professores pesquisados, a rela&ccedil;&atilde;o com a chefia parece ocorrer sem problemas evidentes, na medida em que 75,1% declararam que sua chefia demonstra preocupa&ccedil;&atilde;o com o seu bem-estar e/ou da equipe. Al&eacute;m disso, 85,1% argumentaram que apresentam &agrave; chefia suas necessidades para um bom trabalho, mas que tamb&eacute;m entendem que a chefia de departamento n&atilde;o tem poder para resolver as quest&otilde;es solicitadas, revelando certa conforma&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o. Isso mostra um reconhecimento da falta de autonomia dos professores. Como salienta Resende (2005), em fun&ccedil;&atilde;o de as universidades se encontrarem tomadas pelas leis do mercado, o processo de autonomia, tanto institucional quanto individual, fica cada vez mais impedido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.6. Lazer</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A op&ccedil;&atilde;o de lazer mais praticada pelos professores &eacute; o cinema (69,8%), seguida de reuni&otilde;es familiares ou com amigos em casa (61,3%) e teatro (42,8%). Al&eacute;m disso, 17,4% declararam optar por barzinho como lazer; 16,4% preferem o esporte; 13,7% disseram que seu lazer restringe-se a viagens sistem&aacute;ticas; enquanto 10,5% declararam ter como lazer a pescaria. As mulheres declararam mais atividades de lazer (78,8%) do que os homens (59,1%). Como mostra pesquisa realizada por Paiva e colaboradores (2002), a redu&ccedil;&atilde;o do lazer e da vida social e familiar mostra-se diretamente relacionada com a ocupa&ccedil;&atilde;o de doc&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O lazer &eacute; um dos aspectos estruturantes da sa&uacute;de mental, interferindo no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a do ser humano (Carvalho e Cunha, 2006). &Eacute; determinado historicamente e possui uma caracter&iacute;stica imut&aacute;vel que &eacute; a busca do prazer. Partindo do princ&iacute;pio de que o prazer pode manifestar-se em qualquer rela&ccedil;&atilde;o ou presen&ccedil;a humana, sua possibilidade atravessa tanto o mundo da vida, da sociabilidade espont&acirc;nea, que &eacute; o lazer, como o mundo guiado pelo poder e moeda, com &ecirc;nfase para as rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, que &eacute; o trabalho (Gutierrez e Almeida, 2008). Nessa perspectiva habermasiana, o entendimento de lazer supera a dicotomia lazer-trabalho; portanto, o trabalho pode ser considerado lazer, no sentido do prazer. Assim como lazer pode se tornar um trabalho no sentido do poder e da moeda. Afinal, na sociedade contempor&acirc;nea, o lazer pode ser considerado inexistente diante da hipertrofia do aspecto econ&ocirc;mico como motor social que se sobrep&otilde;e a qualquer desejo e gratuidade (&Acirc;ngelo, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.7. Expectativas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais uma vez, n&atilde;o existiu consenso na opini&atilde;o dos professores; desta vez com rela&ccedil;&atilde;o a se a universidade busca condi&ccedil;&otilde;es para a melhoria de seu trabalho. Enquanto 57,6% responderam "em termos", 26,9% disseram "n&atilde;o" e 13,7% declararam "sim". Para alguns professores, "a universidade n&atilde;o faz o principal que &eacute; mudar a estrutura universit&aacute;ria" (entrevistado). "A universidade tem que se centrar na transpar&ecirc;ncia, lisura, focar nos objetivos; a estrutura est&aacute; viciada e a universidade pouco produtiva" (entrevistado). Por &uacute;ltimo, a maioria dos entrevistados (78,8%) argumentou sobre a necessidade de uma pol&iacute;tica mais centrada nas necessidades dos professores para um melhor desenvolvimento de seu trabalho. Isto &eacute;, os professores apontaram para a necessidade de a universidade centrar esfor&ccedil;os na "melhoria do atendimento das necessidades de pesquisa e da efici&ecirc;ncia do ensino" (entrevistado), na medida em que, "as condi&ccedil;&otilde;es de melhoria s&atilde;o conseguidas pelos professores atrav&eacute;s de projetos" (entrevistado), ou seja, "os professores &eacute; que correm atr&aacute;s dessa melhoria" (entrevistado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas se um lado, os dados revelam certa apatia dos professores, ou seja, mostram-se pouco cr&iacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o ao momento hist&oacute;rico em que vive a institui&ccedil;&atilde;o, por outro, percebese que os professores ainda acreditam na universidade, e esperam que ela fa&ccedil;a algo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas expectativas. Segundo Resende (2005: 178):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"para n&atilde;o perder a nossa humanidade e nos tornar simplesmente coisa, simplesmente uma etiqueta - sou professor universit&aacute;rio - &eacute; necess&aacute;rio sempre refletir sobre a nossa forma&ccedil;&atilde;o e sobre as possibilidades constitutivas de uma verdadeira autonomia no ambiente universit&aacute;rio, sem esquecer que trabalhamos em uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica com todas suas contradi&ccedil;&otilde;es."</blockquote></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Coment&aacute;rios Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conjunto de dados levantado na pesquisa revela aspectos importantes sobre a realidade dos professores da UFMS. Retomando a proposta central que norteou esse texto, conclui-se que, sob o efeito das novas ordena&ccedil;&otilde;es assumidas pelo Estado brasileiro e da ado&ccedil;&atilde;o feita pela estrat&eacute;gia neoliberal, desencadeou-se um processo de sobrecarga e falta de condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que tem acarretando s&eacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias para a sa&uacute;de do professor, principalmente a exaust&atilde;o emocional e f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chama aten&ccedil;&atilde;o a elevada manifesta&ccedil;&atilde;o de queixas relacionadas &agrave; sa&uacute;de mental. Os sintomas de maior preval&ecirc;ncia foram: cansa&ccedil;o mental (53,9%), estresse (52,4%), ansiedade (42,9%), esquecimento (42,9%), frustra&ccedil;&atilde;o (37,8%), nervosismo (31,1%), ang&uacute;stia (29,3%), ins&ocirc;nia (29,1%) e depress&atilde;o (16,8%). Da mesma forma, s&atilde;o preocupantes as queixas relacionadas &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica, considerando que 55,9% disseram sentir dor nas costas, 38,8% relataram dor nas pernas, 32,2% falaram de dor nos bra&ccedil;os, 21,1% de rinite e 21,2% de alergia respirat&oacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infra-estrutura f&iacute;sica, constatou-se que a situa&ccedil;&atilde;o varia muito conforme o contexto do departamento, revelando uma grande heterogeneidade. Os departamentos que abrigam cursos que atendem os anseios do mercado geralmente apresentam melhores condi&ccedil;&otilde;es quanto ao pr&eacute;dio, equipamentos e nos aspectos de conforto e, portanto, os professores parecem mais satisfeitos com seu trabalho. As respostas dos professores revelam tanto comportamentos de apatia, conforma&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o diante das situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas quanto sentimento de insatisfa&ccedil;&atilde;o e frustra&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e com a realidade institucional e social. Igual comportamento foi revelado por pesquisa de Resende (2005) com professores universit&aacute;rios. Nesse sentido, pode-se afirmar que o trabalho docente na institui&ccedil;&atilde;o pesquisada encontra-se em situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, em raz&atilde;o de v&aacute;rios aspectos: insufici&ecirc;ncia de pessoal, sobrecarga de trabalho, falta de materiais, equipamentos, apoio administrativo e ambiente inadequado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da&iacute; o ac&uacute;mulo de estresse que, levado a graus exagerados, constitui a chamada s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, express&atilde;o inglesa que designa aquilo que deixou de funcionar por <i>exaust&atilde;o</i>de energia (Oliveira, 2006). Segundo Reis e colaboradores (2006), <i>burnout</i>&eacute; resultado dos aspectos negativos do trabalho capazes de produzir redu&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o mental dos trabalhadores. Suas causas s&atilde;o uma combina&ccedil;&atilde;o de aspectos individuais, organizacionais e sociais (Carlotto, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No exerc&iacute;cio profissional da atividade docente, diversos estressores psicossociais encontram-se presentes, quer relacionados &agrave; natureza de suas fun&ccedil;&otilde;es, quer vinculados ao contexto institucional e social onde estas s&atilde;o exercidas. Se os aspectos estressores persistem pode haver um desencadeamento da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, que &eacute; considerada como "um tipo de estresse de car&aacute;ter persistente vinculado a situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, resultante da constante e repetitiva press&atilde;o emocional associada com intenso envolvimento com pessoas por longos per&iacute;odos de tempo" (Carlotto, 2002: 21).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>ser um tipo de estresse emocional que acomete profissionais envolvidos com qualquer tipo de cuidado em uma rela&ccedil;&atilde;o de aten&ccedil;&atilde;o direta, a gravidade de <i>burnout</i>entre os profissionais de ensino supera &agrave; dos profissionais de sa&uacute;de, dado que coloca o magist&eacute;rio como uma das profiss&otilde;es de alto risco (Carlotto, 2002). Essa doen&ccedil;a em professores que surge de forma paulatina e cumulativa, n&atilde;o sendo percebido pelo indiv&iacute;duo,</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>"afeta o ambiente educacional e interfere na obten&ccedil;&atilde;o dos objetivos pedag&oacute;gicos, levando estes profissionais a um processo de aliena&ccedil;&atilde;o, desumaniza&ccedil;&atilde;o, apatia, ocasionando problemas de sa&uacute;de, absente&iacute;smo e inten&ccedil;&atilde;o de abandonar a profiss&atilde;o." (Carlotto, 2002: 21)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Tavares e colaboradores (2007), a s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>&eacute; evidenciada por exaust&atilde;o emocional, apatia extrema, desinteresse pelo trabalho e lazer, depress&atilde;o, altera&ccedil;&otilde;es de mem&oacute;ria e humor, fadiga, enxaqueca, dores musculares e dist&uacute;rbios do sono. O nervosismo (irritabilidade), tamb&eacute;m relacionado ao processo de trabalho, &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica que surge posteriormente ao estado de cansa&ccedil;o mental (Reis <i>et al.</i>, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo argumenta sobre a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de novas investiga&ccedil;&otilde;es destinadas a avaliar, mais detidamente, os problemas aqui avaliados de forma explorat&oacute;ria. &Eacute; atrav&eacute;s da visualiza&ccedil;&atilde;o dessas situa&ccedil;&otilde;es que podemos pensar em medidas que minimizem os problemas enfrentados pelos professores. A preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as em professores n&atilde;o &eacute; uma tarefa solit&aacute;ria deste, mas exige uma a&ccedil;&atilde;o coletiva. As reflex&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es geradas devem visar a busca de alternativas para poss&iacute;veis modifica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; na esfera microssocial de seu trabalho e de suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, mas tamb&eacute;m no &acirc;mbito macro-organizacional que determinam aspectos constituintes da cultura organizacional e social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto importante que merece aten&ccedil;&atilde;o para futuras investiga&ccedil;&otilde;es diz respeito a dimens&otilde;es interpares e do cotidiano de trabalho dos docentes, como disputas internas pelo poder e tradi&ccedil;&otilde;es clientelistas e patrimonialistas presentes nas institui&ccedil;&otilde;es brasileiras. Esse assunto apesar de ter sido levantado neste estudo, n&atilde;o mereceu o destaque e a discuss&atilde;o exigidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, como salienta Mancebo (2007: 79), toda essa conjuntura que se desenhou na universidade p&uacute;blica n&atilde;o conseguiu tornar in&oacute;cuo seu encanto, enquanto lugar de estar e pensar com um outro: "persistem pr&aacute;ticas docentes que remetem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as, de compartilhamento dos conhecimentos, de produ&ccedil;&atilde;o de novos sentidos e significados, mesmo que em espa&ccedil;os espec&iacute;ficos e em momentos particulares".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida, J.S.; Carvalho Filho, G.; Pastre, C.M.; Lamari, L.M. e Pastre, E.C. (2008). Afec&ccedil;&atilde;o    do tend&atilde;o supra-espinal e afastamento laboral. <i>Ci&ecirc;ncia & Sa&uacute;de Coletiva</i>, 13 (2), 517-522.    Retirado em 23/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/csc/v13n2/a27v13n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/csc/v13n2/a27v13n2.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008283&pid=S1806-5821200900030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Acirc;ngelo, F.D. (2007). Consenso do lazer diante de um paradigma hist&oacute;rico-cultural. <i>Revista    Urutagua</i>, 13. Retirado em 15/04/2008, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.urutagua.uem.br/013/13angelo.htm" target="_blank">http://www.urutagua.uem.br/013/13angelo.htm</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008284&pid=S1806-5821200900030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ara&uacute;jo, T. M.; Sena, I.P., Vina, M.A. e Ara&uacute;jo, E.M. (2005). Mal-estar docente: avalia&ccedil;&atilde;o de    condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de em uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior. <i>Revista Baiana de      Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 29(1), 6-21.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008285&pid=S1806-5821200900030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bardin, L. (1977). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008286&pid=S1806-5821200900030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bosi, A.P. (2007). A precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior do    Brasil nesses &uacute;ltimos 25 anos. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, 28 (101), 1503-1523. Retirado em    2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010173302007000400012&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010173302007000400012&lng=pt&nrm=iso</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008287&pid=S1806-5821200900030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borsoi, I.C.F. (1995). A sa&uacute;de da mulher trabalhadora. Em: Codo, W e Sampaio, J.J.C.    (Org.). <i>Sofrimento ps&iacute;quico nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>: sa&uacute;de mental e trabalho (pp. 115-138).    Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008288&pid=S1806-5821200900030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (1999). <i>Doen&ccedil;as ocupacionais e acidentes de trabalho</i>. Bras&iacute;lia.    Retirado em 2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://sa&uacute;de.gov.br/programas/Trabalhador" target="_blank">http://saúde.gov.br/programas/Trabalhador</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008289&pid=S1806-5821200900030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carlotto, M.S. (2002). A s&iacute;ndrome de burnout e o trabalho docente. <i>Psicologia em Estudo</i>,    7(1), 21-29. Retirado em 2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/pe/v7n1/v7n1a03.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/pe/v7n1/v7n1a03.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008290&pid=S1806-5821200900030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carvalho, H.T.T.K. (1995). Professora prim&aacute;ria: amor de dor. Em: Codo, W. e Sampaio, J.J. C. (Org.). <i>Sofrimento ps&iacute;quico nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>: sa&uacute;de mental e trabalho (pp. 127-138).    Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008291&pid=S1806-5821200900030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carvalho, S.R. e Cunha, G.T. (2006). A gest&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de: elementos para se pensar    a mudan&ccedil;a da organiza&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de (pp. 837-868). Em: Campos, G.W.S. <i>Tratado de sa&uacute;de    coletiva</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008292&pid=S1806-5821200900030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chiesa, F.L.; Lunkes, G.; Santos, L. e Signore, L.U. (2000). A preval&ecirc;ncia de sintomatologia    dolorosa por exig&ecirc;ncias profissionais causadas pela les&atilde;o por esfor&ccedil;o repetitivo (L.E.R.) nos    funcion&aacute;rios p&uacute;blicos da prefeitura de S&atilde;o Pedro do Sul. <i>Praxisterapia</i>, 2 (2), 62. Retirado em    14/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.ctec.unicruz.edu.br/revista/artigos/42.pdf" target="_blank">http://www.ctec.unicruz.edu.br/revista/artigos/42.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008293&pid=S1806-5821200900030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Codo, W. (1999). <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i>: caminho e trabalho. Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008294&pid=S1806-5821200900030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Codo, W.; Soratto, L. e Menezes, V.I. (2004). Sa&uacute;de mental e trabalho. Em: Zanelli, J.C.;    Andradre, J.E.B. e Bastos, A.V.B. (Org.). <i>Psicologia, organiza&ccedil;&otilde;es e trabalho no Brasil</i>(p.    276-299). Porto Alegre: Artmed.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008295&pid=S1806-5821200900030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cooper, D.R. e Schindler, P.S. (2003). <i>M&eacute;todos de pesquisa em administra&ccedil;&atilde;o</i>. Porto Alegre:    Bookman.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008296&pid=S1806-5821200900030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coraggio, J.L. (2000). Propostas do Banco Mundial para a educa&ccedil;&atilde;o: sentido oculto ou    problemas de concep&ccedil;&atilde;o. Em: Tommasi, L.D.; Warde, M.J. e Haddad, S. <i>O Banco Mundial e    as pol&iacute;ticas educacionais</i>(pp. 75-193). S&atilde;o Paulo: Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008297&pid=S1806-5821200900030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dejours, C. (1988). <i>A loucura do trabalho</i>: estudo de psicopatologia do trabalho. S&atilde;o Paulo:    Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008298&pid=S1806-5821200900030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dejours, C. (1994). A carga ps&iacute;quica do trabalho. Em: Betiol, M.I.S. (Org.). <i>Psicodin&acirc;mica    do trabalho</i>: contribui&ccedil;&otilde;es da escola dejouriana &agrave; an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o prazer, sofrimento e    trabalho (pp. 21-32). S&atilde;o Paulo: Atlas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008299&pid=S1806-5821200900030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durham, E.R. e Sampaio, H. (2000). O setor privado de ensino superior na Am&eacute;rica Latina. <i>Cadernos de Pesquisa</i>, 110, 7-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008300&pid=S1806-5821200900030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esteve, J.M. (1995). Mudan&ccedil;as sociais e fun&ccedil;&atilde;o docente. Em: N&oacute;voa, A. (org.) <i>Profiss&atilde;o    professor</i>. 2ª ed. Porto, Portugal: Porto Editora.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008301&pid=S1806-5821200900030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esteve, J. M. (1999). <i>O mal-estar docente</i>: a sala de aula e a sa&uacute;de dos professores. S&atilde;o    Paulo: EDUSC.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008302&pid=S1806-5821200900030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fernandes, F. (1989). <i>O desafio educacional</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008303&pid=S1806-5821200900030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Francelino, S.M.R.L. (2003). As transforma&ccedil;&otilde;es do mundo do trabalho e a atividade docente.    Em: Le&atilde;o, I.B. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e psicologia</i>: reflex&otilde;es a partir da teoria s&oacute;cio-hist&oacute;rica (pp. 121-144). Campo Grande: Editora UFMS.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008304&pid=S1806-5821200900030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gasparin, S.M.; Barreto, S.M. e Assun&ccedil;&atilde;o, A.A. (2005). O professor, as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho    e os efeitos sobre sua sa&uacute;de. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>, 31(2), 189-199. Retirado em 2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a03v31n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a03v31n2.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008305&pid=S1806-5821200900030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gutierrez, G. e Almeida, M.B. (2008). Cultura e lazer: uma aproxima&ccedil;&atilde;o habermasiana. <i>Lua    Nova</i>, 74, 74-93. Retirado em 23/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/ln/n74/05.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ln/n74/05.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008306&pid=S1806-5821200900030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Izquierdo, M.J. (2000). <i>Cuando los amores matan</i>. Madrid: Ediciones Libertarias.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008307&pid=S1806-5821200900030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Leite, D.R.; Figueiredo, A.M. e S&oacute;l, N.A.A. (2003). <i>Sa&uacute;de e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos    docentes na Universidade Federal de Ouro Preto</i>. Ouro Preto: UFOP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008308&pid=S1806-5821200900030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Leontiev, A. (1978). <i>O desenvolvimento do psiquismo</i>. Lisboa: Horizonte.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008309&pid=S1806-5821200900030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima, M.F.E.M. (2004). <i>A demanda e escolha das m&atilde;es por educa&ccedil;&atilde;o infantil</i>: um novo tema    para o estudo da educa&ccedil;&atilde;o infantil. Tese de Doutorado, Programa de Estudos P&oacute;s-graduados    em Psicologia Social, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica, S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008310&pid=S1806-5821200900030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mancebo, D. (2007). Trabalho docente: subjetividade, sobreimplica&ccedil;&atilde;o e prazer. <i>Psicologia    Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, 20(1), 74-80. Retirado em 2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/" target="_blank">http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008311&pid=S1806-5821200900030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mancebo, D.; Mau&eacute;s, O. e Chaves, V.L.J. (2006). Crise e reforma do Estado e da    universidade brasileira: implica&ccedil;&otilde;es para o trabalho docente. <i>Educar</i>, 28, 37-53. Retirado em    2/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/er/n28/a04n28.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/er/n28/a04n28.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008312&pid=S1806-5821200900030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Martinez, M.C. (2002). <i>As rela&ccedil;&otilde;es entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com aspectos psicossociais no trabalho    e a sa&uacute;de do trabalhador</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em    Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008313&pid=S1806-5821200900030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&oacute;voa, A. (1999). Os Professores na Virada do Mil&ecirc;nio : do excesso dos discursos &agrave; pobreza    das pr&aacute;ticas. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>, 25(1), 11-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008314&pid=S1806-5821200900030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nunes, M.L. e Teixeira, R.P. (2000). Burnout na carreira acad&ecirc;mica. <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 41, 147-164.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008315&pid=S1806-5821200900030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oliveira, E.S.G. (2006) O "mal-estar docente" como fen&ocirc;meno da modernidade: os    professores no pa&iacute;s das maravilhas. <i>Cien. Cogn.</i>, 7, 27-41. Retirado no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.cienciasecognicao.org" target="_blank">http://www.cienciasecognicao.org</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008316&pid=S1806-5821200900030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oliveira, J.T. (2000). Aspectos comportamentais das s&iacute;ndromes de dor cr&ocirc;nica. <i>Arq.    Neuropsiquiatria</i>, 58, 360-365.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008317&pid=S1806-5821200900030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Paiva, K.C.M.; Deusdedit J&uacute;nior, M.; Silva, M.A.L. e Valen&ccedil;a, M.C.A. (2002). <i>Situa&ccedil;&atilde;o de    trabalho, qualidade de vida e estresse no ambiente acad&ecirc;mico</i>: comparando professores de    institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blica, privada e confessional. Retirado em 14/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.anpad.org.br/enanpad/2002/dwn/enanpad2002-cor-610.pdf" target="_blank">http://www.anpad.org.br/enanpad/2002/dwn/enanpad2002-cor-610.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008318&pid=S1806-5821200900030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Porto, L.A.; Reis, I.; Andrade, J.M.; Nascimento, C.R. e Carvalho, F.M. (2004). Doen&ccedil;as    ocupacionais em professores atendidos pelo centro de estudos da sa&uacute;de do trabalhador    (CESAT). <i>Revista Baiana de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 28(1), 33-49.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008319&pid=S1806-5821200900030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Regis Filho, G.I. e Michels, G. e Sell, I. (2006). Les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos/dist&uacute;rbios    osteomusculares relacionados ao trabalho em cirurgi&otilde;es-dentistas. <i>Revista Brasileira de      Epidemiologia</i>, 9(3), 346-359.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008320&pid=S1806-5821200900030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, E.J.F.B.; Ara&uacute;jo, T.M.; Carvalho, F.M.; Barbalho, L. e Silva, M.O. (2006). Doc&ecirc;ncia e    exaust&atilde;o emocional. <i>Educa&ccedil;&atilde;o & Sociedade</i>, 27(94), 229-253. Retirado em 23/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.scielo.br/pdf/es/v27n94/a12v27n94.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/es/v27n94/a12v27n94.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008321&pid=S1806-5821200900030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resende, M.R.S. (2005). <i>Forma&ccedil;&atilde;o e autonomia do professor universit&aacute;rio</i>: um estudo da    universidade federal de Goi&aacute;s. Tese de Doutorado, Programa de Estudos P&oacute;s-graduados em    Psicologia Social, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica, S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008322&pid=S1806-5821200900030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rocha, K.B. e Sarrieira, J. C. (2006). Sa&uacute;de percebida em professores universit&aacute;rios: g&ecirc;nero,    religi&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. <i>Revista Semestral da Associa&ccedil;&atilde;o de Psicologia Escolar e    Educacional (ABRAPEE)</i>, 10(2), 187-196.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008323&pid=S1806-5821200900030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sampaio, J.J.C.; Hitomi, A.H. e Ruiz, E.M. (1995a). Sa&uacute;de e trabalho: uma abordagem do    processo e jornada de trabalho. Em: Codo, W. e Sampaio, J.J.C. (org.). <i>Sofrimento ps&iacute;quico      nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>: sa&uacute;de mental e trabalho (pp. 65-84). Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008324&pid=S1806-5821200900030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sampaio, J.J.C.; Codo, W. e Hitomi, A.H. (1995b). Sa&uacute;de mental e trabalho: um modelo de    investiga&ccedil;&atilde;o. Em: Codo, W. e Sampaio, J.J.C. (org.). <i>Sofrimento ps&iacute;quico nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>:    sa&uacute;de mental e trabalho (pp. 85-109). Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008325&pid=S1806-5821200900030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sawaia, B.B. (2004). Identidade: uma ideologia separatista? Em: Sawaia, Bader (org.). <i>As    artimanhas da exclus&atilde;o</i>: an&aacute;lise psicossocial e &eacute;tica da desigualdade social. Petr&oacute;polis:    Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008326&pid=S1806-5821200900030000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silvany-Neto, A.M.; Ara&uacute;jo, T.M.; Dutra, F.R.D.; Azi, G.R.; Alves, R.L.; Kavalkievicz, C. e    Reis, E.J. (2002). Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de dos professores da rede particular de ensino    na Bahia. <i>Revista Baiana de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 24(1/2), 42-56.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008327&pid=S1806-5821200900030000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Souza, M.C.C.C. (2001). A psican&aacute;lise e a depress&atilde;o dos professores: notas sobre a    psican&aacute;lise e a hist&oacute;ria da profiss&atilde;o docente. Em: Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da USP (Org.),    Anais, 3 Col&oacute;quio do <i>LEPSI IP/FE-USP</i>. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da USP.    Retirado em 14/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000032001000300012&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000032001000300012&lng=pt&nrm=iso</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008328&pid=S1806-5821200900030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tavares, E.D.; Alves, F.A.; Garbin, L.S.; Silvestre, M.L.C. e Pacheco, R.D. (2007). <i>Projeto    de qualidade de vida</i>: combate ao estresse do professor. Retirado em 14/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.unicamp.br/fef/espec/hotsite/gqve/TCC_GustavoElmaLuciaCi madon.pdf" target="_blank">http://www.unicamp.br/fef/espec/hotsite/gqve/TCC_GustavoElmaLuciaCi madon.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008329&pid=S1806-5821200900030000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ulrich, E. (2005). <i>Percep&ccedil;&otilde;es de professores universit&aacute;rios sobre as rela&ccedil;&otilde;es    interprofissionais que levam ao estresse</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC.    Retirado em 14/2/2009, no <i>Word Wide Web</i>: <a href="http://www.tede.ufsc.br/teses/PPSI0205.pdf" target="_blank">http://www.tede.ufsc.br/teses/PPSI0205.pdf</a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008330&pid=S1806-5821200900030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vygotsky, L.S. (1984). <i>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008331&pid=S1806-5821200900030000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Witter, G.P. (2003). Professor-estresse: an&aacute;lise de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. <i>Psicologia Escolar e    Educacional</i>. 7(1), 33-46.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4008332&pid=S1806-5821200900030000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Submetido em 11/03/2009    <br> Revisado em 28/08/2009     <br> Aceito em 29/10/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt1"></a>(<a href="#n1">1</a>) Daqui para frente, ser&aacute; usado o gen&eacute;rico masculino "professor", para referir-nos a homens e mulheres, a n&atilde;o ser em casos em que o uso da f&oacute;rmula "o(a)" se justifique. Contudo, estamos conscientes do debate de g&ecirc;nero implicado nesta op&ccedil;&atilde;o.</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt2"></a>(<a href="#n2">2</a>) O conceito de sa&uacute;de entendido neste trabalho parte de uma compreens&atilde;o mais ampla baseada n&atilde;o s&oacute; no exame da sa&uacute;de f&iacute;sica, nos sintomas, mas, tamb&eacute;m, na "compreens&atilde;o da import&acirc;ncia da percep&ccedil;&atilde;o subjetiva do sujeito a respeito do seu estado de sa&uacute;de, de sua qualidade de vida e bem-estar, enfatizando os aspectos que podem fortalecer a sa&uacute;de" (Rocha Sarrieira, 2006: 188).</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt3"></a>(<a href="#n3">3</a>) Em 2007, a UFMS tinha um total de 919 professores em exerc&iacute;cio, incluindo todos os <i>campi</i>- Campo Grande, Aquidauana, Corumb&aacute;, Coxim, Chapad&atilde;o do Sul, Parana&iacute;ba e Tr&ecirc;s Lagoas (<a href="http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior" target="_blank">http://www.inep.gov.br/superior/censosuperior</a>).</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt4"></a>(<a href="#n4">4</a>) Entendemos satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho como um conceito onde est&atilde;o envolvidos aspectos subjetivos relacionados a valores, sentimentos e expectativas, uma vez que satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute; um estado emocional que envolve um componente cognitivo e um emocional (Martinez, 2002: 57).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M.F.E.M. Lima</b>&eacute; Psic&oacute;loga, Mestre e Doutora em Psicologia Social (Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo). Atua como Professora Adjunta do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia (UFMS). <i>E-mail</i>para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:fatimamlima10@uol.com.br">fatimamlima10@uol.com.br</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>D.O. Lima-Filho</b>&eacute; Administrador, Mestre e Doutor em Administra&ccedil;&atilde;o (Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas de S&atilde;o Paulo). Atua como Professor Associado do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o (UFMS). <i>E-mail</i>para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:dolima@nin.ufms.br">dolima@nin.ufms.br</a>.</font></p>      ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Afecção do tendão supra-espinal e afastamento laboral]]></article-title>
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