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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensinando com tecnologia no passado e no presente: dois momentos do projeto Apple Classrooms of Tomorrow (ACOT)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to analyze two moments of the project Apple Classrooms of Tomorrow (ACOT). Its first edition, the ACOT happened between the years 1985 to 1995. The second, called ACOT2, started in 2008. The two projects have been presented as a reference for educators who research and study the technology relations and interactions in the classroom. From the objective standpoint, it is a descriptive, in order to detail the characteristics of the technology phenomenon in two distinctly different times, so that favors the interpretation of the technology current context in Brazilian education. It is therefore a comparative study and discussion of the technology role and use in education, which showed a more social concern about the use of technology in ACOT2. While the ACOT technology appears to support the learning, ACOT2 defines six main keys for the century education, set in a digital society. It is not only the functional aspects use of the educational and technological devices in educational practice, widespread in the ACOT experience. In addition, ACOT2 born before the new discourses and forms of communication in virtual learning platforms, through collaboration, community, and interdisciplinary, characterized by the need to also know how to organize knowledge, aiming at solving complex and real problems. © Cien. Cogn. 2010; Vol. 15 (1): 033-042]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <html> <head> <title></title> <meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"></head>      <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>Artigo Cient&iacute;fico</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><b>Ensinando com tecnologia no passado e no presente:dois momentos do projeto <i>Apple Classrooms of Tomorrow</i> (ACOT)</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Teaching with technology in the past and present: two moments of the project Apple Classrooms of Tomorrow (ACOT)</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ludhiana Bertoncello; Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o: Curr&iacute;culo, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
<hr size="1" noshade="">
    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Essa pesquisa teve como finalidade analisar os dois momentos do projeto <i>Apple Classrooms of Tomorrow</i> (ACOT). A sua primeira edi&ccedil;&atilde;o, o ACOT aconteceu entre os anos de 1985 a 1995. A segunda, chamada de ACOT2, teve seu in&iacute;cio em 2008. Os dois projetos t&ecirc;m se apresentado como refer&ecirc;ncia para educadores que pesquisam e estudam as rela&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es da tecnologia em sala de aula. Do ponto de vista de seu objetivo, trata-se de uma pesquisa descritiva, com vistas a pormenorizar as caracter&iacute;sticas do fen&ocirc;meno da tecnologia em duas &eacute;pocas marcadamente distintas, para que favore&ccedil;a a interpreta&ccedil;&atilde;o do contexto atual das tecnologias na educa&ccedil;&atilde;o brasileira. &Eacute;, portanto, um estudo comparativo e de reflex&atilde;o do papel e uso da tecnologia na educa&ccedil;&atilde;o, que mostrou uma preocupa&ccedil;&atilde;o mais social sobre o uso da tecnologia no ACOT2. Enquanto no ACOT a tecnologia aparece para apoiar a aprendizagem, o ACOT2 delimita seis princ&iacute;pios essenciais para a educa&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo XXI, estabelecida em uma sociedade digital. N&atilde;o se trata somente do uso dos aspectos funcionais e educativos dos aparatos tecnol&oacute;gicos na pr&aacute;tica educativa, muito presente na experi&ecirc;ncia do ACOT. Al&eacute;m disso, o ACOT2 nasce frente a novos discursos e formas de comunica&ccedil;&atilde;o em plataformas de aprendizagem virtual, por meio da colabora&ccedil;&atilde;o, comunidade e interdisciplinaridade, caracterizado pela necessidade de conhecer tamb&eacute;m como se organiza o conhecimento, com vistas &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de problemas complexos e reais. &copy; Cien. Cogn. 2010; Vol. 15 (1): 033-042.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: integra&ccedil;&atilde;o de tecnologias; sociedade digital; educa&ccedil;&atilde;o; sala de aula.</font></p>  <hr size="1" noshade="">      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This study aimed to analyze two moments of the project Apple Classrooms of Tomorrow (ACOT). Its first edition, the ACOT happened between the years 1985 to 1995. The second, called ACOT2, started in 2008. The two projects have been presented as a reference for educators who research and study the technology relations and interactions in the classroom. From the objective standpoint, it is a descriptive, in order to detail the characteristics of the technology phenomenon in two distinctly different times, so that favors the interpretation of the technology current context in Brazilian education. It is therefore a comparative study and discussion of the technology role and use in education, which showed a more social concern about the use of technology in ACOT2. While the ACOT technology appears to support the learning, ACOT2 defines six main keys for the century education, set in a digital society. It is not only the functional aspects use of the educational and technological devices in educational practice, widespread in the ACOT experience. In addition, ACOT2 born before the new discourses and forms of communication in virtual learning platforms, through collaboration, community, and interdisciplinary, characterized by the need to also know how to organize knowledge, aiming at solving complex and real problems. &copy; Cien. Cogn. 2010; Vol. 15 (1): 033-042.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords: </b>integration of technologies; digital society; education; classroom.</font></p>  <hr size="1" noshade=""> 
    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O projeto <i>Apple Classrooms of Tomorrow</i> (ACOT) &eacute; uma experi&ecirc;ncia americana de integra&ccedil;&atilde;o das tecnologias em sala de aula muito conhecida entre educadores, bem como entre profissionais de outras &aacute;reas que estudam e pesquisam tecnologias na educa&ccedil;&atilde;o, como indicam os trabalhos de Kusman e Amaral (1999), Odon Ferreira de Mello Junior (2001) e Marson e Santos (2008). O que o faz diferente, desde os idos da d&eacute;cada de 80, &eacute; a investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e a sua publica&ccedil;&atilde;o que relata minuciosamente a atividade de inser&ccedil;&atilde;o e uso de computadores na escola, resultando em uma rica e detalhada experi&ecirc;ncia que traz, n&atilde;o s&oacute; a descri&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es na &eacute;poca inovadoras, mas tamb&eacute;m a reflex&atilde;o sobre essas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os anos se passaram e o projeto do ACOT se tornou uma refer&ecirc;ncia, principalmente pelos muitos princ&iacute;pios epistemol&oacute;gicos desenvolvidos ao longo do curso do projeto que durou 10 anos (Haertel e Means, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Atualmente, o projeto retoma sua proposi&ccedil;&atilde;o em uma segunda fase como ACOT2, com a finalidade de reavaliar, refletir e rever a integra&ccedil;&atilde;o de tecnologias nas salas de aula de hoje.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como ponto de partida, a equipe do ACOT2 estabelece seus par&acirc;metros e princ&iacute;pios, condizentes com a gera&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo XXI, que traz suas rela&ccedil;&otilde;es e compreens&otilde;es diferentes com a tecnologia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, este estudo pretende pormenorizar as caracter&iacute;sticas do fen&ocirc;meno da tecnologia em duas &eacute;pocas marcadamente distintas, do ACOT e ACOT2, para que favore&ccedil;a, por meio da experi&ecirc;ncia da pr&aacute;tica e pesquisa, a discuss&atilde;o do contexto atual das tecnologias na educa&ccedil;&atilde;o brasileira. No entanto, considerando que o ACOT2 ainda est&aacute; se encetando e, portanto, traz em seu escopo um rol de propostas e n&atilde;o de resultados, n&atilde;o se pretende aqui fazer correla&ccedil;&otilde;es dos dados e suas an&aacute;lises entre os diferentes momentos do projeto ACOT. Almeja-se, sim, verificar suas proposi&ccedil;&otilde;es, nos diferentes contextos, marcados por uma fenda temporal de mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas e pedag&oacute;gicas de mais de 10 anos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O aporte te&oacute;rico deste trabalho se apoia na perspectiva epistemol&oacute;gica da literatura que descreve o projeto, trazidas por Sandholtz (1997), Apple (1991, 2008), Baker, Gearhart e Herman (1999) e Ringstaff, Sandholtz e Dwyer (1991).</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto ACOT: de 1985 a 1995</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O projeto ACOT &eacute; uma colabora&ccedil;&atilde;o de pesquisa entre universidades e escolas p&uacute;blicas americanas, juntamente com a <i>Apple Computer</i>, que por meio de uma coleta sistem&aacute;tica de dados transversais, incluindo relatos pessoais de professores, pais e alunos, trouxeram experi&ecirc;ncias ricas e detalhadas sobre a inser&ccedil;&atilde;o do uso das tecnologias no ambiente escolar, bem como o desenvolvimento de um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica dos computadores e outras tecnologias em sala de aula (Baker, Gearhart e Herman, 1999). </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram cinco salas de aulas, localizadas em cinco escolas diferentes, nas quais os alunos, fam&iacute;lias e professores receberam computadores e acess&oacute;rios, para transformar a aula tradicional criando diferentes formas de aprendizagem e ensino com a ajuda da tecnologia. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O projeto teve in&iacute;cio no meio da d&eacute;cada de 80, em um contexto marcado por poucas pesquisas sobre o uso de computadores em sala de aula, mas, ao mesmo tempo, muito otimista quanto ao potencial de aparatos tecnol&oacute;gicos na educa&ccedil;&atilde;o. Ainda havia muita expectativa positiva frente &agrave;s mudan&ccedil;as que a tecnologia poderia promover &agrave; aprendizagem efetiva e ao processo de ensino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estrat&eacute;gia de implanta&ccedil;&atilde;o do projeto ACOT teve uma a&ccedil;&atilde;o linear, mais explorat&oacute;ria, por meio de experi&ecirc;ncias e de estudo de caso, embasando-se na perspectiva epistemol&oacute;gica do construtivismo, onde os alunos s&atilde;o vistos como participantes respons&aacute;veis pela pr&oacute;pria aprendizagem e o professor se apresenta como facilitador na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento destes alunos. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entre os objetivos, podem ser destacados:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><ul>    <li>Trabalhar de forma cooperativa com educadores.</li>      <li>Integrar tecnologias de ponta na estrutura instrucional do ensino.</li>      <li>Estudar o impacto e verificar os resultados do acesso total aos computadores pelos professores, alunos e no processo instrucional.</li>    </ul></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O projeto se fundamentava em uma preocupa&ccedil;&atilde;o bastante espec&iacute;fica: como inserir a tecnologia, enquanto ferramenta, no contexto de sala de aula, com a finalidade de apoiar a aprendizagem no curr&iacute;culo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Durante os 10 anos houve muitas adequa&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as porque a tecnologia tamb&eacute;m mudou. No entanto, alguns dos importantes achados dessa experi&ecirc;ncia, sistematizada e organizada, que servem de norte at&eacute; hoje coloca que:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">    <blockquote>"a tecnologia &eacute; vista como um catalizador e uma ferramenta que reativa a empolga&ccedil;&atilde;o de professores e alunos pelo aprender e que torna a aprendizagem mais relevante ao s&eacute;culo XXI. Mas a tecnologia n&atilde;o &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o m&aacute;gica, ela &eacute; somente um ingrediente necess&aacute;rio nos esfor&ccedil;os de reforma. A tecnologia &eacute; utilizada de forma mais poderosa como uma nova ferramenta para apoiar a indaga&ccedil;&atilde;o, composi&ccedil;&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos alunos. Ao inv&eacute;s de ser ensinada separadamente, a tecnologia deveria ser integrada na estrutura instrucional e curricular mais geral. Os alunos precisam de um acesso adequado &agrave; tecnologia, incluindo m&aacute;quinas na sala de aula e recursos port&aacute;teis adicionais que possam ser compartilhados entre as classes." (Sandholtz, 1997: 174)</blockquote></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entre outros fatores, o projeto identificou que a apropria&ccedil;&atilde;o de tecnologias acontece por fases e que os professores est&atilde;o no centro das atividades da reforma. Al&eacute;m disso, os resultados evidenciaram que as tecnologias tamb&eacute;m podem escancarar os problemas de sala de aula e que a forma de uso &eacute; que traz inova&ccedil;&atilde;o e resultados (Ringstaff, Sandholtz e Dwyer, 1991). </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De maneira geral, esses dados mostram que a entrada da tecnologia na sala de aula, por si s&oacute;, n&atilde;o potencializa a aprendizagem. O papel da tecnologia na educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; t&atilde;o &oacute;bvio e s&atilde;o in&uacute;meras as vari&aacute;veis em um contexto rico em tecnologias, muitas delas, inesperadas. &Eacute; importante antecipar os problemas que a entrada de tecnologias no cotidiano escolar pode ocasionar e construir estrat&eacute;gias para super&aacute;-los.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Essas evid&ecirc;ncias, destacadas h&aacute; mais de 10 anos, s&atilde;o ainda bastante atuais. Os cinco est&aacute;gios, criados (Sandholtz, 1997) para verificar o n&iacute;vel de uso e apropria&ccedil;&atilde;o que os professores fazem da tecnologia em sala de aula, s&atilde;o utilizado por muitos pesquisadores, entre eles Luis Mercado (2006) e Maria Luiza Belloni (2002). </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esses cinco est&aacute;gios sistematizam o processo e externam a evolu&ccedil;&atilde;o instrucional para a incorpora&ccedil;&atilde;o do computador como ferramenta educacional, a saber: </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><ul>    <li>Exposi&ccedil;&atilde;o: onde a aprendizagem dos professores se d&aacute; no &acirc;mbito bem inicial e os aspectos t&eacute;cnicos e de administra&ccedil;&atilde;o do equipamento tecnol&oacute;gico s&atilde;o as preocupa&ccedil;&otilde;es mais vis&iacute;veis. Neste momento, os professores do projeto ACOT1 ainda apresentavam ressalvas quanto ao acesso dos alunos ao computador, o que gerava indisciplina e algumas frustra&ccedil;&otilde;es com o tempo e o gerenciamento da aula.</li>      <li>Ado&ccedil;&atilde;o: aqui os professores concentram-se menos nos aspectos t&eacute;cnicos e j&aacute; t&ecirc;m mais autonomia no uso do equipamento. Inicia-se o processo de integra&ccedil;&atilde;o com a tecnologia com o objetivo de apoiar as pr&aacute;ticas existentes, ou seja, o uso da tecnologia se estende para apoiar a instru&ccedil;&atilde;o j&aacute; empregada na sala de aula. Neste n&iacute;vel, os professores mantinham as aulas expositivas e trabalho individual, incorporando atividades no computador, "cujo objetivo principal era ensinar as crian&ccedil;as como utilizar tecnologia (Sandholtz, 1997: 50).</li>      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Adapta&ccedil;&atilde;o: neste n&iacute;vel a nova tecnologia encontra-se bastante integrada &agrave; pr&aacute;tica tradicional em sala de aula e os professores a utilizam com frequ&ecirc;ncia, ampliando a produtividade dos alunos quanto &agrave; aprendizagem. H&aacute; aqui o uso significativo da tecnologia. Nesta fase, os alunos do projeto ACOT estavam produzindo mais, mais curiosos, de forma mais acelerada e mais participativa, principalmente quanto &agrave;s tarefas realizadas em sala.</li>      <li>Apropria&ccedil;&atilde;o: aqui os professores revelam ter total dom&iacute;nio das tecnologias, introduzindo-as em novas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas e n&atilde;o mais a pr&aacute;ticas tradicionais. Verifica-se uma mudan&ccedil;a de atitude pessoal e a incorpora&ccedil;&atilde;o da tecnologia no dia-a-dia. No projeto ACOT, os professores passam a utilizar as tecnologias pela mudan&ccedil;a em sua cren&ccedil;a e seus valores, substituindo h&aacute;bitos antigos por novos.</li>      <li>Inova&ccedil;&atilde;o (inven&ccedil;&atilde;o): neste n&iacute;vel a tecnologia &eacute; utilizada amplamente pelos professores para criar novos ambientes de aprendizagem diferentes e variados. &Eacute; o uso da tecnologia por meio de experi&ecirc;ncias com novos padr&otilde;es instrucionais. Neste est&aacute;gio, "os professores experimentaram novos padr&otilde;es instrucionais e formas de se relacionar com os alunos e com outros professores" (Sandholtz, 1997: 55).</li>    </ul></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, o projeto ACOT n&atilde;o deixa de retratar uma &eacute;poca e uma preocupa&ccedil;&atilde;o local, com o desenvolvimento tecnol&oacute;gico totalmente diferente do que se tem hoje: o sistema 3G, a gera&ccedil;&atilde;o da WEB 2.0 e a maior abrang&ecirc;ncia e penetra&ccedil;&atilde;o da internet no mundo. &Eacute; nesta nova conjuntura, com novas caracter&iacute;sticas, que nasce o projeto ACOT2. </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto ACOT2</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O Projeto ACOT2 foi retomado nos E.U.A. em virtude de uma crise na educa&ccedil;&atilde;o que vem amea&ccedil;ando a ascens&atilde;o e sucesso na vida e no trabalho das novas gera&ccedil;&otilde;es de norte-americanos, bem como a grande evas&atilde;o escolar no ensino m&eacute;dio. Segundo as estat&iacute;sticas, um em cada tr&ecirc;s estudantes do Ensino M&eacute;dio n&atilde;o vai se formar. Ainda as estrat&eacute;gias de reforma na educa&ccedil;&atilde;o se encontram inadequadas ou deterioradas (Apple, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, o ACOT2 leva em considera&ccedil;&atilde;o o contexto atual marcado:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><ul>    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>pela globaliza&ccedil;&atilde;o, que aumenta consequentemente a interdepend&ecirc;ncia e competitividade,</li>      <li>pelas inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, que proporcionam maior comprometimento de ensino e aprendizado e fornecem novos acessos a conte&uacute;dos, informa&ccedil;&atilde;o e pessoas,</li>      <li>pelas novas pesquisas sobre como as pessoas aprendem.</li>    </ul></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O ACOT2 d&aacute; continuidade &agrave;s pesquisas colaborativas iniciadas com o ACOT, todavia tem o objetivo de criar ambientes de aprendizagem que a gera&ccedil;&atilde;o atual precisa, quer e espera, a fim de que possam permanecer na escola. O foco est&aacute;, ent&atilde;o, no relacionamento entre estudantes, professores e curr&iacute;culo educacional. Al&eacute;m disso, h&aacute; um envolvimento com o meio social, que requer tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias no processo de aprendizagem.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O projeto ACOT2 traz como princ&iacute;pios importantes o aprendizado que acontece fora da escola, o trabalho interdisciplinar, o desenvolvimento de novas habilidades para o s&eacute;culo XXI e o necess&aacute;rio comprometimento dos estudantes em rela&ccedil;&atilde;o ao aprendizado, dando &ecirc;nfase aos jovens de hoje como produtores e consumidores de conhecimento. Reconhece que os ambientes e as ferramentas dispon&iacute;veis oferecem oportunidades de intera&ccedil;&atilde;o e aprendizagem informal, que possibilitam alavancar a aprendizagem, de modo geral (Apple, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estrat&eacute;gia do ACOT2 &eacute; a de oferecer uma aproxima&ccedil;&atilde;o simples e natural dos jovens &agrave; escola, e se concentra em seis princ&iacute;pios essenciais para o s&eacute;culo XXI. S&atilde;o eles (Apple, 2008): </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><ul>    <li>Entendimento das habilidades de quando e como saber ensinar. De acordo com ACOT2, os professores devem estar aptos para fazer escolhas &uacute;teis e relevantes sobre quando e como ensin&aacute;-los, verificando nos seus alunos seu progresso ou n&atilde;o. Repensar que o que n&oacute;s ensinamos deve vir antes de n&oacute;s pensarmos em como ensinar. Neste sentido, a avalia&ccedil;&atilde;o formativa tem fundamental import&acirc;ncia para informar o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, como relevante <i>feedback </i>para todos os envolvidos na educa&ccedil;&atilde;o.</li>      <li>Curr&iacute;culo relevante e aplicado: pressup&otilde;e uma vis&atilde;o inovadora do ambiente de aprendizagem. Este princ&iacute;pio enfatiza o uso das tecnologias ub&iacute;quas e a abrang&ecirc;ncia da WEB 2.0.</li>      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Cultura de inova&ccedil;&atilde;o e criatividade: parte do princ&iacute;pio de que o conhecimento &eacute; o combust&iacute;vel que dirige a economia global. Por isso as escolas deveriam desenvolver uma cultura que sustente, ap&oacute;ie e reforce a inova&ccedil;&atilde;o 'no' e 'para' o aprendizado do aluno.</li>      <li>Informativo de avalia&ccedil;&atilde;o: vai proporcionar e identificar os tipos e sistemas de avalia&ccedil;&otilde;es que as escolas precisam desenvolver para capturar completamente as dimens&otilde;es do aprendizado no s&eacute;culo XXI. O objetivo &eacute; aumentar o <i>feedback</i> relevante para os alunos, professores, pais e gestores pol&iacute;ticos para melhorar continuamente o aprendizado dos alunos, tornando-os mais independentes e co-respons&aacute;veis em sua aprendizagem. </li>      <li>Conex&otilde;es sociais e emocionais com os alunos, reconhecendo os relacionamentos al&eacute;m sala de aula, entre eles os pessoais, profissionais e familiares que estes trazem para o contexto da aula.</li>      <li>Acesso ub&iacute;quo &agrave;s tecnologias que envolvem o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; tecnologia como direito de alunos e professores. O projeto do ACOT2 parte do pressuposto de que os alunos est&atilde;o cada vez mais digitalmente e virtualmente conectados e, portanto, esperam aprender por meio de um ambiente que integrem instrumentos digitais, um estilo de vida m&oacute;vel que estimule a colabora&ccedil;&atilde;o e o trabalho de equipe em espa&ccedil;os concretos e virtuais.</li>    </ul></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por isso, o projeto ACOT2 entende como necess&aacute;rio o crescimento e o desenvolvimento do aluno enquanto cidad&atilde;o, que subentende a apropria&ccedil;&atilde;o de habilidades, chamadas aqui de habilidades tang&iacute;veis e habilidades intang&iacute;veis (figura 01).</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><img src="/img/revistas/cc/v15n1/1a04f1.jpeg"></font></p>      <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><b>Figura 1</b> - Exemplo das habilidades tang&iacute;veis e habilidades intang&iacute;veis </font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Essas habilidades, principalmente as habilidades intang&iacute;veis, t&ecirc;m como base um mundo em transi&ccedil;&atilde;o, que apresenta novas exig&ecirc;ncias: interdepend&ecirc;ncia e consci&ecirc;ncia global, alfabetiza&ccedil;&atilde;o em meios de comunica&ccedil;&atilde;o e alfabetiza&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica, autodire&ccedil;&atilde;o e responsabilidade (Apple, 2008).</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>ACOT e ACOT2: contextos de semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as </b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se na vers&atilde;o ACOT a proposta era a introdu&ccedil;&atilde;o da tecnologia como apoio &agrave; aprendizagem, o projeto ACOT2 contempla como cerne do seu desafio a necessidade de preparar os alunos, n&atilde;o s&oacute; para o trabalho, mas tamb&eacute;m para a vida, dentro de um mundo globalizado, interconectado sob constante mudan&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os avan&ccedil;os observados no ACOT2, em rela&ccedil;&atilde;o ao projeto inicial, apontam para os conte&uacute;dos e o planejamento como o principal produto da experi&ecirc;ncia do projeto. O exerc&iacute;cio de elabora&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios, a partir da avalia&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as e fraquezas identificadas na primeira experi&ecirc;ncia, trouxe compreens&otilde;es, &agrave; luz dos valores americanos, sobre os riscos existentes, o que levou &agrave; busca de um modelo que melhor atenda aquelas diretrizes nacionais (Apple, 2008)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em termos de dificuldades, a introdu&ccedil;&atilde;o do uso da tecnologia na aprendizagem, que no passado era um desafio, agora se transformou na tarefa de oferecer algum sentido para o uso da tecnologia, j&aacute; sob dom&iacute;nio de muitos dos estudantes, para o cumprimento de objetivos mais nobres, como a prepara&ccedil;&atilde;o para o trabalho e para a vida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A leitura do texto ACOT2 destaca o trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o dos alunos quanto &agrave;s habilidades e compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para a constru&ccedil;&atilde;o da autonomia pr&oacute;pria de cada um. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Aos olhos dos idealizadores do projeto ACOT2, a tarefa de educar a juventude para o sucesso, em um mundo sob constante mudan&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; um desafio pequeno, pois as falhas nesse processo podem ter consequ&ecirc;ncias desastrosas. Para enfrentar esse desafio, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, bem como gestores educacionais e professores, devem estar empenhados no constante repensar da educa&ccedil;&atilde;o (Apple, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Percebe-se, ent&atilde;o, uma preocupa&ccedil;&atilde;o e um enfoque mais social da tecnologia no ACOT2, em detrimento da proposta do ACOT. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta preocupa&ccedil;&atilde;o est&aacute; atrelada ao desenvolvimento de uma sociedade digital, que formaliza, no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o, a escolariza&ccedil;&atilde;o virtual, a aprendizagem cont&iacute;nua e espa&ccedil;os distribu&iacute;dos. N&atilde;o se trata somente do uso dos aspectos funcionais e educativos dos aparatos tecnol&oacute;gicos na pr&aacute;tica educativa, muito presente na experi&ecirc;ncia do ACOT. Al&eacute;m disso, o ACOT2 nasce frente a novos discursos e formas de comunica&ccedil;&atilde;o em plataformas de aprendizagem virtual, com ferramentas de autoria, de publica&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos digitais, de gest&atilde;o do conhecimento e de ferramentas de colabora&ccedil;&atilde;o (Basso, 2009).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para Basso (2009: 8) faz-se necess&aacute;rio reconhecer,</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">    <blockquote>"a capacidade das tecnologias integrarem-se &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para inovar processos de forma&ccedil;&atilde;o, otimizar recursos de aprendizagem, diversificar pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, viabilizar auto-forma&ccedil;&atilde;o, flexibilizar tempo e espa&ccedil;o, estabelecer-se em intera&ccedil;&atilde;o e imprimir mais acessibilidade ao conhecimento."</blockquote></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Poder&iacute;amos dizer que a base diferencial dos dois projetos est&aacute; na proposta curricular, pois no ACOT a tecnologia aparece para apoiar a aprendizagem, que modifica os cronogramas e estrat&eacute;gias de aula, onde professores passam a trabalhar entre as diferentes disciplinas e a incentivar a colabora&ccedil;&atilde;o entre os alunos. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; no ACOT2 o curr&iacute;culo pretende aproximar a escola da realidade do aluno, tamb&eacute;m por meio da colabora&ccedil;&atilde;o, comunidade e interdisciplinaridade, mas caracterizado pela necessidade de saber organizar o conhecimento apreendido e conectando-o a situa&ccedil;&otilde;es-problema, com base nos princ&iacute;pios emergentes j&aacute; colocados, utilizando as infinitas possibilidades da tecnologia (Apple, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora os princ&iacute;pios em si n&atilde;o pare&ccedil;am novos, o que se aponta como novo &eacute; a proposta de articula&ccedil;&atilde;o entre eles, permitindo uma interven&ccedil;&atilde;o imediata e resultados, sem a complexidade que caracteriza a maioria dos modelos de reforma na educa&ccedil;&atilde;o. A escola se estabelece ent&atilde;o como um local n&atilde;o s&oacute; de apropria&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e de aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias b&aacute;sicas, mas um espa&ccedil;o onde os alunos poder&atilde;o desenvolver novas habilidades e novas estruturas conceituais.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A experi&ecirc;ncia do ACOT permitiu avaliar a utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores na sala de aula com mais propriedade e rever suas caracter&iacute;sticas e especificidades. O ACOT2 traz uma sustenta&ccedil;&atilde;o paradigm&aacute;tica da apropria&ccedil;&atilde;o de novas habilidades, advindas de uma sociedade digital, na qual a informa&ccedil;&atilde;o informa, comunica e &eacute; comunicada o tempo todo, de maneira distribu&iacute;da.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ent&atilde;o, que reflex&otilde;es podemos fazer acerca do projeto ACOT e ACOT2, que acontecem no contexto americano, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de tecnologias praticada na educa&ccedil;&atilde;o brasileira?</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em primeiro lugar, apesar de estarmos falando de contextos diferentes, de pa&iacute;ses diferentes, com reformas e pol&iacute;ticas educacionais distintas, h&aacute; uma interliga&ccedil;&atilde;o, marcada pela caracter&iacute;stica atual da globaliza&ccedil;&atilde;o. Os alunos chamados digitais s&atilde;o os mesmos daqui, com as mesmas caracter&iacute;sticas de um modo geral. Em segundo lugar, mesmo que os &iacute;ndices de inclus&atilde;o digital no Brasil apresentem suas desigualdades em v&aacute;rias e distintas regi&otilde;es<a name="1"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a>, h&aacute; um processo de inser&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e digital bastante iminente entre jovens de grandes centros e de classes mais favorecidas (NIC/BR, 2009). Portanto, muitos alunos, professores e escolas se encontram conectados e globalizados. Contudo, questiona-se: ser&aacute; que estamos produzindo, ensinando e aprendendo por meio da tecnologia, com toda a converg&ecirc;ncia e mobilidade que caracterizam o processo da Web 2.0?</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para muitos, n&atilde;o (Bertoncello, 2007; Santos <i>et al</i>., 2007; Almeida, 2005; Santos e Radtke, 2005; Duart e Lupianez, 2005). Resumidamente, para alguns destes autores h&aacute; muitas possibilidades de uso e integra&ccedil;&atilde;o das TIC em &acirc;mbito educacional e mais especificamente em sala de aula, mas nem todas as possibilidades s&atilde;o aproveitadas, porque podem ainda estar invis&iacute;veis aos olhos do professor. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Essa invisibilidade, entre outras quest&otilde;es, se d&aacute; por conta da falta de uma compet&ecirc;ncia-chave: usar as ferramentas tecnol&oacute;gicas de forma interativa, com o objetivo de adapt&aacute;-las aos seus pr&oacute;prios prop&oacute;sitos, de modo a conduzir um di&aacute;logo com o mundo (OCDE, 2008). N&atilde;o seria o simples acesso &agrave;s ferramentas e destreza t&eacute;cnica, mas o dom&iacute;nio da tecnologia como ferramenta s&oacute;cio-cultural que permite a intera&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, em processo de cria&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Desse modo, esta discuss&atilde;o vem nos sobrepujar, enquanto docentes, para uma atitude menos passiva e paralisante, para uma atitude mais ativa, mais palp&aacute;vel e mensur&aacute;vel, que apresente novas formas, estrat&eacute;gias e concep&ccedil;&otilde;es de uso da tecnologia na educa&ccedil;&atilde;o, despida de discursos e modismos e comprometida com a pr&aacute;tica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; prov&aacute;vel que haja no Brasil in&uacute;meros projetos como ACOT e ACOT2. Alguns publicados, outros n&atilde;o. Alguns mais detalhados, outros n&atilde;o. Alguns desenvolvidos de maneira isolada, outros constru&iacute;dos em parceria e colabora&ccedil;&atilde;o. </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o obstante, espera-se que projetos assim deixem de ser somente projetos para tornarem-se pol&iacute;ticas, para integrarem-se ao curr&iacute;culo. Isso deve acontecer quando quebrarmos o paradigma ainda dominante na escola, que privilegia o disciplinamento, os espa&ccedil;os fixos, as t&eacute;cnicas disciplinares e os espa&ccedil;os confinados. Assim, poderemos colher o m&aacute;ximo do potencial da tecnologia para educa&ccedil;&atilde;o. Do contr&aacute;rio, continuaremos a extrair um m&iacute;nimo do potencial das tecnologias, limitando e determinando seu uso dentro de em curr&iacute;culo disciplinar rudimentar e atrofiado (Basso, 2009).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O desafio, como prop&otilde;e ACOT2, &eacute; trazer para a sala de aula uma abordagem interdisciplinar para o ensino e a aprendizagem, incentivando os alunos a um novo uso da tecnologia que j&aacute; utilizam em seu dia-a-dia, para resolver os problemas do mundo real.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Almeida; M.E.B. (2005). Letramento digital e hipertexto: contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. Em: Pellanda, N.M.C.; Schl&uuml;nzen, E.T.M. e Schl&uuml;nzen Junior, K. (Orgs.). <i>Inclus&atilde;o digital: tecendo redes afetivas/cognitivas.</i> (pp. 171-192). Rio de Janeiro: DP&amp;A Editora.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apple (2008). <i>Classrooms of Tomorrow</i> - Today - Learning in the 21st Century. Background Information. Retirado em 04/11/2009, no <i>World Wide Web: </i><a href="http://ali.apple.com/acot2/global/files/ACOT2_Background.pdf" target="_blank">http://ali.apple.com/acot2/global/files/ACOT2_Background.pdf</a> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apple (1991). <i>Apple classrooms of tomorrow</i>: Philosophy and structure and what's happening where. Cupertino, CA: Apple Computer. Retirado em 08/03/2010, no <i>World Wide Web:</i> <a href="http://www.eric.ed.gov/ERICDocs/data/ericdocs2sql/content_storage_01/0000019b/80/23/71/1c.pdf" target="_blank">http://www.eric.ed.gov/ERICDocs/data/ericdocs2sql/content_storage_01/0000019b/    <br>80/23/71/1c.pdf</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Baker, E.L.; Gearhart, M. e Herman, J.L. (1999). <i>Apple Classrooms of Tomorrow (ACOT) Evaluation Study</i>: First- and Second-Year Findings. Report Number 7. Cupertino: Apple Computer, Inc. Retirado em 10/03/2010, no <i>World Wide Web:</i> <a href="http://113.32.175.62/file/173893/download/pdf?PHPSESSID=ftcq45p3fj161fbcduaonfulo5" target="_blank">http://113.32.175.62/file/173893/download/pdf?PHPSESSID=ftcq45p3fj161fbcduaonfulo5</a> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Basso, M.A.J. (2009). Curr&iacute;culo e web 2.0. Argumentos poss&iacute;veis a uma diferencia&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o digital. <i>Revista E-Curriculum,</i> 4, (2). Retirado em 13/11/2009, no <i>World Wide Web</i>: <a href="http://www.pucsp.br/ecurriculum" target="_blank">http://www.pucsp.br/ecurriculum</a> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Belloni, M.L. (org) (2002). A <i>forma&ccedil;&atilde;o na sociedade do espet&aacute;culo</i>. S&atilde;o Paulo: edi&ccedil;&otilde;es Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065359&pid=S1806-5821201000010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bertoncello, L. (2007). <i>A inclus&atilde;o digital na educa&ccedil;&atilde;o superior: uma pesquisa explorat&oacute;ria com professores do curso de letras no interior do Paran&aacute;.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute;, Curitiba, PR.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065361&pid=S1806-5821201000010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Duart, J.M. e Lupi&aacute;&ntilde;ez, F. (2005). La perspectiva organizativa del e-learning. <i>Revista de Universidad Y Sociedad Del Conocimiento (RUSC),</i> 2, (1), 1-4. Retirado em 30/11/2009, no <i>World Wide Web</i>: <a href="http://www.uoc.edu/rusc/" target="_blank">http://www.uoc.edu/rusc/</a> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Haertel G. e Means B. (2003). <i>Evaluating educational technology</i>: effective research designs for improving learning. New York, NY, Teachers College Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065364&pid=S1806-5821201000010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kusman, N.F. e Amaral, M.A. (1999). <i>Tecnologias Avan&ccedil;adas em Educa&ccedil;&atilde;o</i> (Qualidade de vida no Ensino). Em: XX Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o, 1999, Curitiba. Anais do XX Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o. Curitiba: UFPR.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065366&pid=S1806-5821201000010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Marson, I.C. e Santos, A.Y. (2008). <i>Podcast, Audacity, Youtube, Skypecast,Chat e Webquest</i>: Possibilidades did&aacute;ctico-pedag&oacute;gicas na Internet para o docente de l&iacute;ngua.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065368&pid=S1806-5821201000010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mercado, L.P.L. (Org.) (2006). <i>Experi&ecirc;ncias com Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o na Educa&ccedil;&atilde;o</i>. 1<sup>a</sup> Ed. Macei&oacute;-AL: Edufal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065370&pid=S1806-5821201000010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mello Junior, O.F. (2001). <i>Percep&ccedil;&otilde;es do professor universit&aacute;rio sobre a incorpora&ccedil;&atilde;o e o uso de novas tecnologias a sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065372&pid=S1806-5821201000010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">NIC/BR (2009). <i>Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. </i>Retirado em 13/11/2009, no <i>World Wide Web</i>: <a href="http://www.nic.br/imprensa/coletivas/2009/tic-domicilios-2008.pdf" target="_blank">http://www.nic.br/imprensa/coletivas/2009/tic-domicilios-2008.pdf</a> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">OCDE (2008). <i>A defini&ccedil;&atilde;o de sele&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias Chave</i>. Retirado em 05/02/2010, no <i>World Wide Web</i>: <a href="http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;q=cache:FfxfDlthzHcJ:labspace. open.ac.uk/file.php/3310/moddata/forum/7158/3349/Traducao_completa_do_texto.pdf+a+defini%C3%A7%C3%A3o+e+sele%C3%A7%C3%A3o+de+compet%C3%AAncias+chave&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEEShv4qozij3RRIPg34wAosIS94XtpVvg9Ocb8RE0XO ceuZohBkIqUizzhUu7uXK79ZcbuwtIna1Cw1KbSUR_Qs9DzyHqU0IQrUjaf3AtW9XGa6USXSnTuwCxDo7pDwkpn2zpV9&amp;sig=AHIEtbQ4PtGsUWMXShrN_FRBbgNuHcdPNA" target="_blank">http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;q=cache:FfxfDlthzHcJ:labspace. open.ac.uk/file.php/3310/moddata/forum/7158/3349/Traducao_completa_do_texto.pdf    <br>+a+defini%C3%A7%C3%A3o+e+sele%C3%A7%C3%A3o+de+compet%C3%AAncias+chave    <br>&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEEShv4qozij3RRIPg34wAosIS94XtpVvg9Ocb8RE0XO ceuZohBkIqUizzhUu7uXK79ZcbuwtIna1Cw1KbSUR_Qs9DzyHqU0IQrU    <br>jaf3AtW9XGa6USXSnTuwCxDo7pDwkpn2zpV9&amp;sig=AHIEtbQ4PtGsUWMXShrN_FRBbgNuHcdPNA</a> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ringstaff, C.; Sandholtz, J.H. e Dwyer, D.C. (1991) <i>Trading Places</i>: <i>When Teachers Student Expertise in Technology-Intensive Classrooms</i>. Report Number 15. Cupertino, CA. Apple Computer, Inc. Retirado em 09/03/2010, no <i>World Wide Web:</i> <a href="http://www.apple.com/nl/images/pdf/acotlibrary/rpt15.pdf" target="_blank">http://www.apple.com/nl/images/pdf/acotlibrary/rpt15.pdf</a></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sandholtz, J.H. (1997). <i>Ensinando com as tecnologias: criando sala de aula centrada nos alunos. </i>Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065380&pid=S1806-5821201000010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Santos, B.S. e Radtke, M.L. (2005). Inclus&atilde;o digital: reflex&otilde;es sobre a forma&ccedil;&atilde;o docente. Em: Pellanda, N.M.C.; Schl&uuml;nzen, E.T.M. e Schl&uuml;nzen Junior, K. (Orgs.). <i>Inclus&atilde;o digital</i>: tecendo redes afetivas/cognitivas. (pp. 325-343). Rio de Janeiro: DP&amp;A Editora.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, M.G.G.; Carvalho, V.H.V. e Schneider, H.N. (2007). Desafios da Inclus&atilde;o Digital e o Software Livre. <i>Revista da Fapese, </i>1, (3), 7-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4065383&pid=S1806-5821201000010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>L. Bertoncello</b>    <br> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>Pr&oacute;-Reitoria de Pesquisa, P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Extens&atilde;o - Diretoria de Pesquisa. Av. Guedner 1610, bl. 7 T&eacute;rreo, Maring&aacute;, PR 87.050-390.    <br> <b>Telefone para contato</b>: +55-44-30276360 (ramal 346).    <br> <b><i>E-mail </i>para correspond&ecirc;ncia</b>: <a href="mailto:ludhianabertoncello@gmail.com" target="_blank">ludhianabertoncello@gmail.com</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a name="1a"></a><a href="#1">(1)</a> Entende-se por n&iacute;veis desiguais as diferen&ccedil;as de classe, marcadas pelos diferentes n&iacute;veis de facilidade, comodidade, conforto, conveni&ecirc;ncia, custo e extens&atilde;o de acesso as Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o. </font></p>  </html>      ]]></body>
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