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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuições gestálticas no trabalho com portadores de transtorno mental através da Oficina de Teatro e imagem]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this work is theoretically contribute to studies and practices related to the role of gestalt therapist with therapeutic groups , whose target audience are the mentally ill and to verify the contributions of using theater and image as therapeutic tools . Starting from the literature review , using texts with Gestalt basement ranters on mental health and therapeutic groups , coupled with practical and theoretical experience of the author in working with the mentally ill , in a theater workshop and image of I in CAPS Green coast of Rio de Janeiro . This text contextualizes the process of formation and development of this workshop , reserving a space for reflection on the emerging Gestalt concepts in it. The results indicate the use of theater and image as an experiment that shows up as a fertile field for major changes in the lives of participants and an interesting tool for social and family relationships of same . In addition to an invitation to the therapist to use their creative adjustment and expand their possibilities for action within the CAPS .]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Contribui&ccedil;&otilde;es gest&aacute;lticas no trabalho com portadores de    transtorno mental atrav&eacute;s da Oficina de Teatro e imagem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Gestalt contribuitions in working with the mentally ill through teh ]heater    Workshop and image</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Carolina    Pacheco de Paula<sup><a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">IGT-Instituto de    Gestalt Terapia e Atendimento Familiar - Rio de Janeiro, Brasil </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  O objetivo deste trabalho &eacute; contribuir teoricamente com estudos e pr&aacute;ticas    relacionados &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do gestalt-terapeuta com grupos    terap&ecirc;uticos, cujo p&uacute;blico-alvo s&atilde;o portadores de transtorno    mental, al&eacute;m de verificar as contribui&ccedil;&otilde;es do uso do teatro    e da imagem como ferramentas terap&ecirc;uticas. Partindo da revis&atilde;o    de literatura, utilizando textos com o embasamento gest&aacute;ltico que discursam    sobre sa&uacute;de mental e grupos terap&ecirc;uticos, somado a experi&ecirc;ncia    pr&aacute;tica e te&oacute;rica da autora no trabalho com portadores de transtorno    mental, em uma oficina de teatro e imagem, de um CAPS I na Costa Verde do Rio    de Janeiro. Neste texto contextualizo o processo de forma&ccedil;&atilde;o e    desenvolvimento desta oficina, reservando um espa&ccedil;o para reflex&atilde;o    acerca dos conceitos gest&aacute;lticos emergentes na mesma. Os resultados apontam    o uso do teatro e da imagem como um experimento que mostra-se como um campo    f&eacute;rtil para importantes mudan&ccedil;as na vida dos participantes e uma    interessante ferramenta de inser&ccedil;&atilde;o social e familiar dos mesmos.    Al&eacute;m de um convite ao terapeuta &agrave; utilizar seu ajustamento criativo    e ampliar suas possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o dentro do CAPS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> CAPS; Gestalt-terapia; teatro; imagem; oficina terap&ecirc;utica.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The objective of this work is theoretically contribute to studies and practices    related to the role of gestalt therapist with therapeutic groups , whose target    audience are the mentally ill and to verify the contributions of using theater    and image as therapeutic tools . Starting from the literature review , using    texts with Gestalt basement ranters on mental health and therapeutic groups    , coupled with practical and theoretical experience of the author in working    with the mentally ill , in a theater workshop and image of I in CAPS Green coast    of Rio de Janeiro . This text contextualizes the process of formation and development    of this workshop , reserving a space for reflection on the emerging Gestalt    concepts in it. The results indicate the use of theater and image as an experiment    that shows up as a fertile field for major changes in the lives of participants    and an interesting tool for social and family relationships of same . In addition    to an invitation to the therapist to use their creative adjustment and expand    their possibilities for action within the CAPS .</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords :</b> CAPS , Gestalt therapy, theater , image, therapeutic workshop .</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></font></p>   <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente trabalho monogr&aacute;fico foi constru&iacute;do durante meu curso    de especializa&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica (Gestalt-Terapia,    Indiv&iacute;duo, Grupo e Fam&iacute;lia). Nasceu da experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica    e te&oacute;rica da autora com portadores de transtorno mental, somado ao interesse    nos desafios atuais da sa&uacute;de p&uacute;blica, em especial a temas relacionados    &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, observando-os sob uma perspectiva    gest&aacute;ltica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar dos mais de trinta anos da reforma psiqui&aacute;trica no Brasil, mostra-se    um desafio constante para a sa&uacute;de p&uacute;blica, a inser&ccedil;&atilde;o    social, familiar e cultural dos portadores de transtorno mental. Alguns autores,    profissionais de sa&uacute;de e membros da sociedade em geral, n&atilde;o acreditam    na efic&aacute;cia da reforma psiqui&aacute;trica, alguns a v&ecirc;em como    uma utopia ou algo cuja responsabilidade est&aacute; restrita aos profissionais    de sa&uacute;de mental. Al&eacute;m do pr&eacute;-conceito e exclus&atilde;o    social historicamente sofridos por estes clientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista    a reforma psiqui&aacute;trica<sup><a name="t1"></a><a href="#n1">1</a></sup>    vigente no Brasil, regulamentada em abril de 2001 atrav&eacute;s da Lei Federal    de Sa&uacute;de Mental n.10.216, proponho uma reflex&atilde;o sobre a inser&ccedil;&atilde;o    do olhar gest&aacute;ltico no campo de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial e    a contribui&ccedil;&atilde;o dos gestaltistas na busca do preenchimento de uma    lacuna te&oacute;rica. Para tal, partiremos de contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas    e de experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas em oficinas terap&ecirc;uticas que funcionam    nesse contexto e utilizam o teatro e a imagem como instrumento facilitador.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;A vis&atilde;o de homem e de mundo da Gestalt-terapia, bem como sua    forma de compreens&atilde;o diagn&oacute;stica, servem como ferramentas para    a discuss&atilde;o em torno deste tema no campo da Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial.    Entender o homem como um ser cuja viv&ecirc;ncia singular &eacute; constru&iacute;da    e re-constru&iacute;da a partir das rela&ccedil;&otilde;es que estabelece com    o campo, em um processo ininterrupto de busca de auto-regula&ccedil;&atilde;o    e crescimento, nos permite uma vis&atilde;o mais ampla de suas possibilidades    de exist&ecirc;ncia.&#8221;</em> (PEREIRA,2008)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na &uacute;ltima d&eacute;cada houve um vis&iacute;vel aumento de gestaltistas    engajados na luta antimanicomial, o que podemos observar quanto a produ&ccedil;&atilde;o    de textos nos congressos de Sa&uacute;de Mental e de Gestalt-terapia. Os pressupostos    te&oacute;ricos da Gestalt-terapia est&atilde;o sendo utilizados como instrumento    de inclus&atilde;o social e familiar para portadores de transtorno mental, com    hist&oacute;rico de interna&ccedil;&otilde;es, sofrimento e discrimina&ccedil;&atilde;o.    Por&eacute;m o embasamento te&oacute;rico para atua&ccedil;&atilde;o dos gestaltistas    em institui&ccedil;&otilde;es comprometidas com a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    da loucura &eacute; algo que est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o neste momento    atrav&eacute;s da atua&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de, familiares    e usu&aacute;rios de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Torna-se relevante    essa constru&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, visando uma contribui&ccedil;&atilde;o    sobre o trabalho com grupos terap&ecirc;uticos com portadores de transtorno    mental, utilizando o teatro e a imagem, beneficiando psic&oacute;logos que atuam    nesta &aacute;rea, seus clientes, familiares e pessoas interessadas por este    tema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>JUSTIFICATIVA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na &uacute;ltima d&eacute;cada podemos observar que apesar de n&atilde;o termos    alcan&ccedil;ado efetivamente todos os objetivos da reforma psiqui&aacute;trica    brasileira, a luta antimanicomial tem conquistado novos militantes e parceiros.    Deixando de ser uma luta apenas de familiares, portadores de transtorno mental    e profissionais de sa&uacute;de, ampliando-se para uma luta social, visando    uma transforma&ccedil;&atilde;o social.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;A cl&iacute;nica gest&aacute;ltica tem na no&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    seu primordial eixo norteador. &Eacute; a cren&ccedil;a nas potencialidades    dos indiv&iacute;duos e no seu direcionamento para a autorregula&ccedil;&atilde;o    que &#8211; via de regra &#8211; orienta as a&ccedil;&otilde;es e planos terap&ecirc;uticos.&#8221;</em>    (Carvalho; Costa,2010)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observando os portadores de transtorno mental, crendo e valorizando suas potencialidades,    temos um olhar diferenciado sobre os mesmos, que gera mudan&ccedil;as significativas    na nossa atua&ccedil;&atilde;o profissional na &aacute;rea de sa&uacute;de mental.    Com estes &#8220;&oacute;culos&#8221; podemos construir planos terap&ecirc;uticos,    tamb&eacute;m chamados projetos terap&ecirc;uticos, mais assertivos e coerentes    com as caracter&iacute;sticas pessoais de cada indiv&iacute;duo, favorecendo    assim o estabelecimento de v&iacute;nculos terap&ecirc;uticos e comprometimento    desses clientes com seu tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando que estamos em um mundo em transforma&ccedil;&atilde;o, a gestalt-terapia    apresenta-se como um excelente referencial te&oacute;rico para embasar pr&aacute;ticas    de inclus&atilde;o social que visam uma mudan&ccedil;a cultural, de uma postura    de exclus&atilde;o, preconceito e desvaloriza&ccedil;&atilde;o da qual h&aacute;    d&eacute;cadas os portadores de transtorno mental s&atilde;o submetidos. Os    grupos terap&ecirc;uticos que visam a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    e da qualidade de vida de portadores de transtorno mental s&atilde;o uma ferramenta    importante para inser&ccedil;&atilde;o social, familiar e cultural desses clientes    e para alcan&ccedil;armos uma verdadeira desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    desses clientes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante minha gradua&ccedil;&atilde;o    em psicologia tive oportunidade de apresentar uma roda de conversa sobre o trabalho    do psic&oacute;logo com crian&ccedil;as e adolescentes em situa&ccedil;&atilde;o    de abrigo, no ano de 2008, em um F&oacute;rum Internacional de Sa&uacute;de    Mental, Sa&uacute;de Coletiva e Direitos Humanos. Neste evento tive meu primeiro    contato com profissionais e usu&aacute;rios da rede de sa&uacute;de mental,    sendo que a partir deste momento busquei me aproximar deste tema. Em menos de    um ano estava participando como volunt&aacute;ria de uma oficina terap&ecirc;utica    que utilizava o teatro e mitos no trabalho com portadores de transtorno mental    em um CAPS II<sup><a name="t2"></a><a href="#n2">2</a></sup> . Essa experi&ecirc;ncia    resultou na elabora&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o de um trabalho    sobre este tema no I Congresso Brasileiro de Sa&uacute;de Mental (2008). Ap&oacute;s    o t&eacute;rmino da gradua&ccedil;&atilde;o em 2008, iniciei meu trabalho como    psic&oacute;loga em um CAPS I e a primeira oficina que tive oportunidade de    coordenar foi a oficina de teatro, pela qual me apaixonei enquanto acad&ecirc;mica,    e desde 2009 estou tendo a enriquecedora oportunidade de utiliz&aacute;-la como    ferramenta de tratamento de portadores de transtorno mental e usu&aacute;rios    de &aacute;lcool e outras drogas. Essa oficina tem tido importantes transforma&ccedil;&otilde;es    de 2009 at&eacute; a presente data. Essas transforma&ccedil;&otilde;es e algumas    experi&ecirc;ncias advindas deste processo me motivaram a escrever sobre este    tema e ser&atilde;o descritas neste trabalho monogr&aacute;fico</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO GERAL:</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste trabalho &eacute; contribuir teoricamente com discuss&otilde;es,    estudos e pr&aacute;ticas relacionados a grupos terap&ecirc;uticos, cujo p&uacute;blico-alvo    s&atilde;o portadores de transtorno mental, e compartilhar a experi&ecirc;ncia    da utiliza&ccedil;&atilde;o do teatro e da imagem no trabalho com grupos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO ESPEC&Iacute;FICO:</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Busco verificar    quais as contribui&ccedil;&otilde;es do uso do teatro e da imagem, segundo um    referencial da gestalt-terapia, proporcionam ao trabalho com grupos terap&ecirc;uticos    cujo p&uacute;blico-alvo s&atilde;o portadores de transtorno mental.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>METODOLOGIA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como metodologia    foi utilizado uma revis&atilde;o de literatura sobre o tema, utilizando textos    de Gestalt-terapeutas, sugeridos na bibliografia b&aacute;sica do curso de especializa&ccedil;&atilde;o    em psicologia cl&iacute;nica realizado no IGT<sup><a name="t3"></a><a href="#n3">3</a></sup>, artigos cient&iacute;ficos publicados    no site Scielo e na Revista IGT na Rede, tendo como palavras-chave gestalt-terapia,    sa&uacute;de mental e grupos terap&ecirc;uticos, e livros lan&ccedil;ados no    Congresso Estadual de <em>Gestalt-terapia</em> no Rio de Janeiro em 2012. Somado ao relato    da experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica da autora no trabalho com grupos terap&ecirc;uticos    de 2009 at&eacute; apresente data, tamb&eacute;m chamados de oficinas terap&ecirc;uticas,    em um CAPS I da Costa verde do Rio de janeiro. Ainda foram utilizados registros    desta pr&aacute;tica ao longo desses anos, feitos pela autora em um livro de    di&aacute;rio de bordo da oficina de teatro e os v&iacute;deos que foram criados    ao longo desta oficina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O referencial te&oacute;rico que embasa este trabalho &eacute; a Gestalt-terapia,    por ser a abordagem escolhida pela autora para sua pr&aacute;tica, e ser a abordagem    da qual a mesma est&aacute; especializando-se no IGT. Abordarei no decorrer    deste texto pressupostos te&oacute;ricos desta abordagem relacionados ao tema    escolhido, em especial os conceitos de campo, experimento, ajustamento criativo,<em>    self</em> e fronteira de contato, os quais ser&atilde;o abordados mais detalhadamente    no cap&iacute;tulo II.</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pretendo no cap&iacute;tulo    I contar quando e como come&ccedil;ou meu interesse pelo teatro e pelo uso da    imagem no grupo, falar sobre minha experi&ecirc;ncia como acad&ecirc;mica e    como profissional e dar uma contextualiza&ccedil;&atilde;o do processo de forma&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento da oficina. O cap&iacute;tulo II &eacute; um espa&ccedil;o    reservado para reflex&otilde;es, acerca dos pressupostos gestalticos que pautam    a pr&aacute;tica da autora neste grupo. Concluindo este trabalho com as reflex&otilde;es    que fiz ao longo do processo de pr&aacute;tica no grupo e da elabora&ccedil;&atilde;o    desta monografia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>I - EXPERI&Ecirc;NCIA DA UTILIZA&Ccedil;&Atilde;O DO TEATRO E DA IMAGEM NAS    OFICINAS TERAP&Ecirc;UTICAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O meu interesse pela &aacute;rea de Sa&uacute;de Mental surgiu durante a gradua&ccedil;&atilde;o    em psicologia, quando fazia est&aacute;gio em um Abrigo para crian&ccedil;as    e adolescentes e tive a oportunidade de apresentar um trabalho sobre minha experi&ecirc;ncia    como estagi&aacute;ria no I F&oacute;rum Internacional de Sa&uacute;de Mental,    Sa&uacute;de Coletiva e Direitos Humanos na UERJ em 2008. Este foi o primeiro    de muitos eventos de sa&uacute;de mental dos quais participei, por&eacute;m    posso afirmar que este foi o momento em que me apaixonei pela &aacute;rea de    sa&uacute;de mental. Participar deste evento foi um divisor de &aacute;guas    que estimulou meu desejo em conhecer mais sobre esta &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s este evento acompanhei como volunt&aacute;ria o trabalho de uma    Oficina de Teatro em um CAPS II, onde uma amiga de classe estagiava. Meu interesse    pessoal pelas artes c&ecirc;nicas, somado a sede em conhecer mais sobre a &aacute;rea    de sa&uacute;de mental, culminou em mais um trabalho apresentado em congresso,    dessa vez descrevendo os ganhos terap&ecirc;uticos observados no uso de teatro    e mitos em uma oficina com usu&aacute;rios de um CAPS II, no I Congresso Brasileiro    de Sa&uacute;de Mental na UFSC, tamb&eacute;m em 2008. Neste congresso conheci    o trabalho de um casal de gestalt-terapeutas, Marcos e Rosane M&uuml;ller-Granzotto,    que discutiam, de forma interessante, sobre a atua&ccedil;&atilde;o dos gestaltistas    nos chamados &#8220;ajustamentos psic&oacute;ticos&#8221; ou &#8220;ajustamentos    de busca&#8221;.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>           <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;O          ajustamento psic&oacute;tico n&atilde;o &eacute; uma doen&ccedil;a. Ele          tamb&eacute;m &eacute; um ajustamento criador, para usar a letra de Jean-Marie          Robine. &Eacute; uma forma de viver face &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es          de campo que a ele se imp&otilde;em e que tem rela&ccedil;&atilde;o com          um funcionamento at&iacute;pico da fun&ccedil;&atilde;o id. Nos ajustamentos          psic&oacute;ticos, o self inventa - junto aos dados na fronteira de contato          - a hist&oacute;ria que ele n&atilde;o pode reter ou espontaneamente arranjar.          Quando bem sucedida, essa inven&ccedil;&atilde;o vem substituir os excitamentos          que, diante do dado, i) ou n&atilde;o se apresentaram, ii) ou se apresentaram          de modo falhado ou, ainda, iii) se apresentaram de modo desarticulado.&#8221;</em>          (M&Uuml;LLER-GRANZOTTO; M&Uuml;LLER-GRANZOTTO,2008)</font></p>  </blockquote>   </blockquote>  </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Retornei deste &uacute;ltimo congresso, decidida a estudar os pressupostos    gest&aacute;lticos, que j&aacute; me atraiam, como embasamento te&oacute;rico    para atua&ccedil;&atilde;o na cl&iacute;nica, verificando sua rela&ccedil;&atilde;o    e contribui&ccedil;&atilde;o no trabalho com portadores de transtornos mentais.  </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s concluir a gradua&ccedil;&atilde;o, um dos meus primeiros empregos    como psic&oacute;loga foi em um CAPS I, onde atuo at&eacute; a presente data.    Neste, fui convidada a planejar uma oficina terap&ecirc;utica para trabalhar    com os usu&aacute;rios, pois no momento em que entrei estavam reestruturando    as oficinas j&aacute; oferecidas e criando novas oficinas. N&atilde;o tive d&uacute;vidas    em optar pelo trabalho do uso do teatro como ferramenta terap&ecirc;utica, que    j&aacute; me encantava. Com base na minha experi&ecirc;ncia anterior como acad&ecirc;mica,    e levando em considera&ccedil;&atilde;o os interesses pessoais dos usu&aacute;rios    deste CAPS, estruturei uma oficina utilizando contos e teatro como ferramentas    terap&ecirc;uticas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta primeira    fase da oficina de teatro convidava os usu&aacute;rios do CAPS, a utilizar contos    e hist&oacute;rias reais, ou criadas por eles, alucinadas ou n&atilde;o, como    instrumento desta oficina. As hist&oacute;rias compartilhadas pelos usu&aacute;rios    eram transformadas em pe&ccedil;as teatrais representadas pelos mesmos. Neste    contexto, eles tinham a oportunidade de fazer valer seu modo de ver o mundo    de uma forma vis&iacute;vel para todos, transformando muitas vezes cria&ccedil;&otilde;es    pessoais em uma cria&ccedil;&atilde;o compartilhada e observada atrav&eacute;s    do teatro. Cada membro desta oficina participa ativamente desta constru&ccedil;&atilde;o,    seja como ator, como figurinista ou apenas assistindo a pe&ccedil;a e dando <em>   feedback</em><sup><a name="t4"></a><a href="#n4">4</a></sup> sobre suas percep&ccedil;&otilde;es    ao assistir a mesma e se de fato ela expressava ou n&atilde;o a hist&oacute;ria    que foi relatada. Em geral, o usu&aacute;rio que contava a hist&oacute;ria ficava    na posi&ccedil;&atilde;o de diretor, orientando os demais sobre a forma que    a mesma deveria ser interpretada, buscando aproximar a encena&ccedil;&atilde;o    do imagin&aacute;rio daquele sujeito. O casal Marcos e Rosane M&uuml;ller-Granzotto    (2012) relatam: &#8220;O &ecirc;xito nos processos de aprendizagem, de express&atilde;o    art&iacute;stica e de inser&ccedil;&atilde;o laboral &eacute; prova da capacidade    desses sujeitos para participar da intelig&ecirc;ncia social.&#8221; </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pude verificar    que a possibilidade de expressar atrav&eacute;s do teatro os sentimentos e pensamentos,    al&eacute;m da oportunidade de compartilhar suas viv&ecirc;ncias atrav&eacute;s    das artes c&ecirc;nicas, mostrava-se como uma ferramenta facilitadora de inser&ccedil;&atilde;o    social para os mesmos; observei que atrav&eacute;s do teatro alguns usu&aacute;rios    ampliaram sua rede social, conseguiram falar de temas e sentimentos que n&atilde;o    conseguiam falar em outras interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, como    atendimentos individuais ou outros grupos terap&ecirc;uticos, por exemplo. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente as pe&ccedil;as constru&iacute;das na oficina eram apresentadas    somente para os usu&aacute;rios que participavam da mesma. Depois de um tempo    os usu&aacute;rios solicitaram que as apresenta&ccedil;&otilde;es fossem ampliadas    e os t&eacute;cnicos fossem convidados a assisti-las. No dia desta oficina toda    a equipe transformava-se em plateia para o nosso grupo de &#8220;atores&#8221;    que atuavam contando relatos de sua pr&oacute;pria vida ou da vida de seus companheiros    de grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda em 2009, o grupo come&ccedil;ou a criar algumas pe&ccedil;as tem&aacute;ticas,    falando, por exemplo, sobre o natal. Estas pe&ccedil;as come&ccedil;aram a ser    apresentadas em algumas festas da institui&ccedil;&atilde;o, onde j&aacute;    n&atilde;o haviam apenas usu&aacute;rios e t&eacute;cnicos, mas que s&atilde;o    abertas aos familiares e a sociedade em geral. Na apresenta&ccedil;&atilde;o    de natal do ano de 2009, filmamos depoimentos dos usu&aacute;rios sobre como    estavam se sentindo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o    e posteriormente utilizamos estes v&iacute;deos na oficina e o efeito disso    me surpreendeu. Ao ver sua imagem nos v&iacute;deos, os usu&aacute;rios experimentaram    uma percep&ccedil;&atilde;o diferente sobre sua postura e sua forma de se colocar    no mundo. O efeito do uso do v&iacute;deo foi t&atilde;o positivo que escolhi    utiliz&aacute;-lo n&atilde;o apenas em apresenta&ccedil;&otilde;es em datas    festivas, mas inseri-lo como instrumento terap&ecirc;utico nesta oficina. Neste    contexto a oficina que inicialmente recebeu o nome de Oficina de contos e teatro,    em 2010 transformou-se em Oficina de teatro e imagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente a oficina de teatro se dava com os mesmos moldes anteriores, por&eacute;m    durante a apresenta&ccedil;&atilde;o teatral eu filmava com minha c&acirc;mera    fotogr&aacute;fica e posteriormente, apresentava para eles em meu <em>notebook</em>.    Fez-se necess&aacute;rio utilizar minha m&aacute;quina e meu computador pessoal    nessa fase inicial do uso da imagem nesta oficina, mesmo n&atilde;o tendo o    melhor &aacute;udio e a proje&ccedil;&atilde;o da imagem na tela do computador    ser pequena, para o n&uacute;mero de participantes da mesma (de 10 a 18 usu&aacute;rios),    pois a institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possu&iacute;a esses equipamentos.    Foi not&oacute;rio o quanto a inser&ccedil;&atilde;o do uso da imagem, mudou    a cara desta oficina e a viv&ecirc;ncia dos usu&aacute;rios neste processo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2011, ainda utilizando os mesmos recursos &aacute;udios visuais, a institui&ccedil;&atilde;o    come&ccedil;ou a organizar-se para comemora&ccedil;&atilde;o do anivers&aacute;rio    da mesma, que seria em um espa&ccedil;o cedido por um resort localizado no mesmo    munic&iacute;pio. Pensando nisso os usu&aacute;rios propuseram contar, atrav&eacute;s    de uma encena&ccedil;&atilde;o, o olhar dos usu&aacute;rios sobre o atendimento    no CAPS. Observando que em cada ensaio a pe&ccedil;a se configurava de uma forma    diferente, eles pensaram a respeito e sugeriram que ao inv&eacute;s de interpret&aacute;-la    no dia do evento de anivers&aacute;rio do CAPS, ela fosse filmada e apresentada    como um &#8220;curta metragem&#8221; produzido nesta oficina. Motivada com entusiasmo    dos usu&aacute;rios, conversei com a equipe t&eacute;cnica do CAPS e possibilitamos    o uso da estrutura da institui&ccedil;&atilde;o como um grande cen&aacute;rio,    onde os usu&aacute;rios transformaram-se no personagem que desejavam interpretar,    dentre eles t&eacute;cnicos e usu&aacute;rios da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o    ou baseados em experi&ecirc;ncias anteriores em outros servi&ccedil;os de sa&uacute;de    mental. Eles criaram um roteiro e escolheram os personagens que seriam interpretados,    atrav&eacute;s de din&acirc;micas realizadas nesta oficina. Dedicamos duas tardes    para grava&ccedil;&atilde;o de nosso primeiro &#8220;curta metragem&#8221;,    onde a institui&ccedil;&atilde;o foi o cen&aacute;rio que possibilitou uma amplia&ccedil;&atilde;o    da viv&ecirc;ncia dos usu&aacute;rios no servi&ccedil;o de sa&uacute;de mental.  </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No dia do evento, apresentou-se a constru&ccedil;&atilde;o feita por eles nesta    oficina, para um p&uacute;blico maior do que o rotineiro, pois neste encontro    estavam usu&aacute;rios e t&eacute;cnicos deste e de outros Centros de Aten&ccedil;&atilde;o    Psicossocial, representantes da sociedade e das secretarias municipais, como    por exemplo, de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, dentre    outras. Ver sua constru&ccedil;&atilde;o em uma proje&ccedil;&atilde;o semelhante    a do cinema, foi uma experi&ecirc;ncia inesquec&iacute;vel para eles, abriu    novas possibilidades de inser&ccedil;&atilde;o social e de legitimar a opini&atilde;o    e express&atilde;o dos mesmos perante a sociedade e fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s este evento recebemos em nosso CAPS uma c&acirc;mera fotogr&aacute;fica    com um &aacute;udio e imagem melhor do que a minha c&acirc;mera, que at&eacute;    esse momento estava sendo utilizada, e um aparelho de televis&atilde;o com entrada    USB, que melhoraram a qualidade da produ&ccedil;&atilde;o audiovisual desta    oficina. Al&eacute;m de possibilitar aos usu&aacute;rios uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o    dos v&iacute;deos produzidos nesta e em outras oficinas e em eventos do CAPS.  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lembro-me de que em uma das assembleias<sup><a name="t5"></a><a href="#n5">5</a></sup> realizadas no CAPS, um dos familiares    relatou que sua irm&atilde; havia lhe dito que toda sexta-feira (dia em que    realizo esta oficina no CAPS), estava se vendo na televis&atilde;o e que ela    estava preocupada achando que ela estava tendo algum tipo de del&iacute;rio    ou alucina&ccedil;&atilde;o persistente. Ao assistir um dos v&iacute;deos desta    oficina durante a assembleia e observar a atua&ccedil;&atilde;o de sua irm&atilde;    na pe&ccedil;a, compreendeu o que sua irm&atilde; disse e afirmou: &#8220;N&atilde;o    &eacute; que &eacute; verdade?! Eu nunca pensei que ela fosse capaz de fazer    isso&#8221;. Era not&oacute;rio que algo estava mudando na forma dos usu&aacute;rios    se colocarem no mundo e que isso estava sendo refletido na forma em que eram    percebidos pela sociedade e por seus familiares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta oficina est&aacute; em constante transforma&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o,    de acordo com o que &eacute; trago pelos usu&aacute;rios. Inicialmente era realizada    no per&iacute;odo matutino, devido &agrave; necessidade da oficina de Gera&ccedil;&atilde;o    de Renda realizada no mesmo dia, ser feita no per&iacute;odo matutino, alteramos    o hor&aacute;rio da mesma para o per&iacute;odo da tarde. Percebeu-se que neste    dia o n&uacute;mero de usu&aacute;rios que escolhia permanecer no CAPS para    participar da oficina do per&iacute;odo da tarde, era maior que nos outros dias    e que a mudan&ccedil;a de hor&aacute;rio n&atilde;o prejudicou a frequ&ecirc;ncia    dos usu&aacute;rios nesta oficina, mesmo com o &#8220;costume&#8221; que alguns    usu&aacute;rios tinham de s&oacute; participarem das oficinas matutinas em outros    dias da semana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No in&iacute;cio de 2012 produzimos um &#8220;document&aacute;rio&#8221; baseado    em discuss&otilde;es dos usu&aacute;rios sobre a Luta Antimanicomial, comemorada    no dia 18 de maio. Neste document&aacute;rio eles escolheram relatar suas experi&ecirc;ncias    pessoais de interna&ccedil;&atilde;o em hospitais psiqui&aacute;tricos, discrimina&ccedil;&atilde;o    e dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o social e familiar vividas ou observadas,    como um convite &agrave; reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia desta luta,    apresentando o olhar deles sobre este tema. Neste v&iacute;deo eles tamb&eacute;m    entrevistaram alguns t&eacute;cnicos, visando verificar o olhar dos mesmos sobre    esta quest&atilde;o. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No dia 18 de maio de 2012 a equipe do CAPS realizou a I Mostra de Sa&uacute;de    mental, sa&uacute;de cultura e inser&ccedil;&atilde;o social. Montou tendas    com o intuito de conscientizar a comunidade sobre o tema e apresentar o trabalho    realizado nas diversas oficinas terap&ecirc;uticas. Durante o evento al&eacute;m    de apresentarem o document&aacute;rio em frente a uma das principais pra&ccedil;as    p&uacute;blicas da cidade - embora com problemas t&eacute;cnicos para visualiza&ccedil;&atilde;o    do mesmo - houve uma tenda da Oficina de Teatro onde tr&ecirc;s usu&aacute;rios,    escolhidos em um dos encontros da oficina atrav&eacute;s de elei&ccedil;&atilde;o    entre os participantes, foram designados a entrevistar alguns participantes    do evento. Esta atividade visava checar com o p&uacute;blico da Mostra, como    estavam compreendendo as informa&ccedil;&otilde;es trazidas e o que estavam    achando sobre este evento. Posteriormente essas entrevistas tamb&eacute;m foram    utilizadas como material terap&ecirc;utico. Muitos se emocionaram ao ver o resultado    desses v&iacute;deos e a compreens&atilde;o da comunidade sobre os mesmos. Esta    oficina segue em andamento at&eacute; a presente data, ajustando-se criativamente    as mudan&ccedil;as institucionais e sugeridas pelos participantes deste grupo.    No pr&oacute;ximo cap&iacute;tulo estarei ampliando a reflex&atilde;o sobre    a oficina, relacionando alguns conceitos gest&aacute;lticos com a pr&aacute;tica    da autora nesta oficina. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>II - REFLEX&Otilde;ES ACERCA DA PR&Aacute;TICA GEST&Aacute;LTICA </b></font></p>     <blockquote>     <blockquote>     <blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#8220;N&atilde;o h&aacute; loucura quando os loucos j&aacute; confundem os    normais&#8221;</b></font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trecho da m&uacute;sica NE&Oacute;FITO da Banda Resgate</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O trabalho com grupos mostra-se como uma excelente oportunidade de troca de    viv&ecirc;ncias e intera&ccedil;&atilde;o social. O psic&oacute;logo ocupa um    papel de mediador para facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o e troca do grupo,    al&eacute;m de ser um instrumento de <em>feedback</em> para o mesmo. Levando em considera&ccedil;&atilde;o    as especificidades dos clientes portadores de transtorno mental e das dificuldades    apresentadas por grande parte deles de sentir-se pertencente a um determinado    grupo, propomos esta interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em grupo. Principalmente    devido barreiras e preconceitos de uma ideologia social, que apesar das mudan&ccedil;as    advindas da reforma psiqui&aacute;trica, tentam diariamente coloc&aacute;-los    a margem da sociedade. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho terap&ecirc;utico em grupo mostra-se como um espa&ccedil;o favor&aacute;vel,    para que seus participantes compartilhem suas ang&uacute;stias, potencialidades,    d&uacute;vidas e alegrias; trabalhar o sentimento de pertencimento a um determinado    grupo e de sua pr&oacute;pria identidade e desejos, enquanto sujeito que possui    direitos, deveres e espa&ccedil;o na sociedade.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>           <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&quot;Em          outras palavras, o pr&oacute;prio grupo, bem como a aplica&ccedil;&atilde;o          de t&eacute;cnicas e interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas pelo          terapeuta treinado, servem como um instrumento para a mudan&ccedil;a.          Esta caracter&iacute;stica d&aacute; &agrave; psicoterapia de grupo seu          potencial terap&ecirc;utico singular&quot;.</em> (VINOGRADOV, S.; YALOM,          I.D. 1992,p.3)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Proponho um estudo sobre o funcionamento do grupo terap&ecirc;utico, direcionado    por um olhar gest&aacute;ltico, realizado com portadores de transtorno mental,    do qual a autora participa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Revisitando o caminho percorrido do in&iacute;cio da &#8220;oficina de teatro&#8221;    at&eacute; a &#8220;oficina de teatro e imagem&#8221; no CAPS em Dezembro de    2012, pude repensar os diferentes momentos que vivemos nesta oficina. Para tal    escolhi reler anota&ccedil;&otilde;es referentes a esta oficina e rever v&iacute;deos    feitos nela em diferentes momentos. Polster (2001,p.238) diz: &#8220;A gestalt-terapia    tenta recuperar a conex&atilde;o entre o falar sobre e a a&ccedil;&atilde;o.&#8221;    &Eacute; not&oacute;ria o quanto essa conex&atilde;o &eacute; experimentada    nesta oficina terap&ecirc;utica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observei neste caminho o quanto alguns usu&aacute;rios haviam mudado n&atilde;o    apenas em termos de autonomia, express&atilde;o verbal e dramatiza&ccedil;&atilde;o    de personagens, como muitos deles haviam mudado fisicamente. Era not&oacute;rio    no semblante de alguns a mudan&ccedil;a que tiveram em seu &#8220;visual&#8221;    ao longo do processo e o quanto nos v&iacute;deos e fotos da oficina estavam    registrados diferentes momentos da vida desses atores. Nem todos denotavam momentos    &#8220;bonitinhos&#8221; e &#8220;arrumadinhos&#8221;. Alguns demarcavam, por    exemplo, um momento que antecedia uma crise, mas que mesmo nesses casos, foram    um instrumento para percebermos ind&iacute;cios singulares da forma que cada    sujeito demonstra sua eminente crise. A crise pode variar de uma pessoa para    o outra, por isso &eacute; importante estar atento &agrave; singularidade de    cada um, ou seja, falar alto e aceleradamente pode ser um indicativo de iminente    crise para um usu&aacute;rio e pode ser uma caracter&iacute;stica pessoal de    um outro. Entende-se como crise neste contexto, uma situa&ccedil;&atilde;o onde    h&aacute; uma ruptura da homeostase<sup><a name="t6"></a><a href="#n6">6</a></sup> ps&iacute;quica de uma pessoa e perda/ mudan&ccedil;a    dos elementos estabilizadores habituais, sendo necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o    suplementar para manter o equil&iacute;brio ou estabilidade emocional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns usu&aacute;rios ao longo deste processo mudaram tamb&eacute;m a sua    posi&ccedil;&atilde;o dentro do grupo. Por exemplo, uma usu&aacute;ria que entrou    no CAPS com um quadro de depress&atilde;o severo, que n&atilde;o conseguia nem    mesmo falar por muito tempo, sem que seu choro &#8211; que naquele momento tinha    um tom o tanto quanto desesperador a cala-se, impedindo-a de prosseguir em um    di&aacute;logo. Ao chegar no espa&ccedil;o da oficina ela conseguia apenas sentar,    chorar, assistir e ouvir o que era trazido pelos outros participantes. Como    uma telespectadora, que aparentemente s&oacute; est&aacute; com o corpo presente,    buscando distrair-se com o que assistia. Depois de um tempo ela foi sentindo-se    mais confort&aacute;vel para compartilhar suas hist&oacute;rias pessoais e angustias    com o grupo. Ela permitiu a dramatiza&ccedil;&atilde;o de algumas de suas viv&ecirc;ncias,    passando de telespectadora para autora; depois come&ccedil;ou a dirigir algumas    cenas, permitindo-se ocupar o papel de diretora e em um dado momento sentiu-se    segura para tornar-se atriz e ocupar um novo espa&ccedil;o naquele grupo.Isto    lhe permitiu fazer coisas que antes parecia que n&atilde;o daria conta. Percebeu    o quanto era capaz de criar personagens, dramatiz&aacute;-los e se expor perante    o grupo sem constrangimentos. Descobriu que o teatro era um instrumento facilitador    para expor suas ideias e opini&otilde;es, inclusive se dando a oportunidade    de posteriormente sair do papel de atriz, abandonando os personagens e transformando-se    em uma das principais vozes de um document&aacute;rio que falava sobre a luta    antimanicomial, pelo olhar dos usu&aacute;rios de um CAPS. Essa mudan&ccedil;a    no grupo gerou not&oacute;rias modifica&ccedil;&otilde;es em seu comportamento    como um todo, saindo do r&oacute;tulo de depress&atilde;o severa, para algo    mais ameno, fazendo com que a equipe pensasse em uma poss&iacute;vel alta, em    um futuro breve.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <blockquote>   <blockquote   >    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;Cada um faz contato com o mundo de uma maneira singular. Isto porque    cada um &eacute; singular. No contato ocorre o encontro de singularidades. Singularidades    que se estranham e se entranham permitindo o surgimento de uma terceira singularidade.&#8221;</em>    (SILVEIRA; PEIXOTO,2012,p.21)</font></p> </blockquote> </blockquote> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido a oficina operou como um instrumento de amplia&ccedil;&atilde;o    das fronteiras de contato, de experimenta&ccedil;&atilde;o de novas possibilidades,    permitindo com que o seu contato com o outro e com o mundo mudasse de configura&ccedil;&atilde;o.    Ouso falar que neste sentido, muitos de nossos usu&aacute;rios experimentam    a possibilidade de sair da posi&ccedil;&atilde;o de PACIENTE, ou seja, daquele    que &eacute; passivo de interven&ccedil;&otilde;es externas, para CLIENTE, aquele    que est&aacute; ali buscando mudan&ccedil;as em sua vida e que &eacute; ator    e autor dessas mudan&ccedil;as, sendo o psic&oacute;logo um facilitador e n&atilde;o    um direcionador das mesmas. Esta mudan&ccedil;a de vis&atilde;o do usu&aacute;rio    do CAPS de PACIENTE para CLIENTE, por si s&oacute; &eacute; uma reflex&atilde;o    de influ&ecirc;ncia gest&aacute;ltica, condizente com o entendimento de usu&aacute;rio,    uma pessoa que utiliza um servi&ccedil;o de sa&uacute;de, contr&aacute;ria a    vis&atilde;o de paciente como algu&eacute;m que &eacute; passivo as interven&ccedil;&otilde;es    deste servi&ccedil;o.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>           <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;...Atrav&eacute;s          da vis&atilde;o gest&aacute;ltica, podemos perceber o positivo, o potencialmente          transformador, mesmo diante dos limites e dificuldades mais severos. Acreditamos          que aquela &eacute; a melhor configura&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel          do sujeito naquele momento, que mesmo diante de tantas limita&ccedil;&otilde;es,          h&aacute; ali um potencial criativo que constr&oacute;i como pode sua          forma particular de estar no mundo. E &eacute; somente desta forma que          poderemos &#8220;penetrar em sua paisagem&#8221; como sua, como reflexo          daquilo que o constitui e, por fim, acompanh&aacute;-lo deste ponto em          diante, em um caminho rumo a formas de encontro mais saud&aacute;veis          e genu&iacute;nas.&#8221;</em>(PEREIRA,2008, p.182)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A oficina de teatro trabalha com as potencialidades de cada participante. O    foco n&atilde;o est&aacute; no que eles n&atilde;o podem fazer, nem no que o    r&oacute;tulo dado a esses sujeitos, por sua categoriza&ccedil;&atilde;o na    CID10<sup><a name="t7"></a><a href="#n7">7</a></sup> . Acredito que a forma como cada sujeito apresenta-se nesta oficina, &eacute;    de fato, a melhor forma poss&iacute;vel para ele, naquele dado momento. Nosso    interesse est&aacute; em auxiliar os participantes a perceberem aquilo que s&atilde;o    capazes de fazer e como eles podem fazer valer o seu modo de ser na sociedade.</font></p>       <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;...Tomando como exemplo um grupo enquanto sistema-sob-considera&ccedil;&atilde;o,    focalizam-se as rela&ccedil;&otilde;es entre pessoas, pap&eacute;is, regras,    normas de comportamento, estilo de comunica&ccedil;&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o    no contexto social. Ao fazer isto, n&atilde;o se suprime o indiv&iacute;duo,    por sua vez sistema &uacute;nico. Por&eacute;m, sua posi&ccedil;&atilde;o e    papel neste ou aquele grupo confere novos significados aos seus comportamentos,    tanto quanto as suas caracter&iacute;sticas pessoais exercem influ&ecirc;ncia    na constela&ccedil;&atilde;o estrutural e funcional do grupo em quest&atilde;o.&#8221;</em>    (TELLEGEN, 1984,p.70)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das t&eacute;cnicas que fizeram uma grande diferen&ccedil;a no andamento    deste grupo, foi a inser&ccedil;&atilde;o de imagens. Quando comecei a filmar    as pe&ccedil;as constru&iacute;das pelo grupo e mostrar as produ&ccedil;&otilde;es    para os mesmos como forma de espelhamento, pudemos verificar o quanto este espelhamento    gerava mudan&ccedil;as significativas, na forma em que os participantes observavam-se.    Uma das usu&aacute;rias ao observar-se no v&iacute;deo percebeu o quanto &#8220;balan&ccedil;ava-se&#8221;    ao andar e verbalizou desejo de melhorar isso e come&ccedil;ou a prestar mais    aten&ccedil;&atilde;o em seu corpo, em seus movimentos. Percebeu que uma dor    na coluna era um dos principais motivos que a levavam a esse movimento, buscou    um ortopedista, descobriu uma h&eacute;rnia de disco, est&aacute; em tratamento    da mesma e teve uma melhora significativa nesse &#8220;balan&ccedil;ar&#8221;.    Quando ela come&ccedil;ou a dar-se conta de como estava o seu corpo e come&ccedil;ou    a prestar aten&ccedil;&atilde;o nele, isso lhe motivou a cuidados pessoais e    iniciativas que beneficiaram sua sa&uacute;de. A utiliza&ccedil;&atilde;o da    imagem propicia al&eacute;m de um espelhamento, uma possibilidade de awareness<sup><a name="t8"></a><a href="#n8">8</a></sup>    , ou seja, de dar-se conta amplamente do que est&aacute; acontecendo.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;&Eacute; a arte das composi&ccedil;&otilde;es que faz da abordagem gest&aacute;ltica    uma experi&ecirc;ncia que ultrapassa os consult&oacute;rios, as diversas institui&ccedil;&otilde;es    para poder, por conseguinte, ser uma vis&atilde;o do mundo onde inclui uma vis&atilde;o    de homem que atualiza as sua pot&ecirc;ncias, os seus poderes atrav&eacute;s    de suas capacidades de contatar o mundo, o outro, a cidade, o planeta.&#8221;</em>    (Silveira; Peixoto, 2012 p.16)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro fato advindo da inclus&atilde;o da filmagem no grupo foi a exposi&ccedil;&atilde;o    com autoriza&ccedil;&atilde;o de todos os participantes, dos v&iacute;deos criados    por este grupo. Os v&iacute;deos relatam o olhar dos usu&aacute;rios sobre diversos    temas, como o tratamento no CAPS, a luta antimanicomial, dentre outros. As encena&ccedil;&otilde;es    apresentadas atrav&eacute;s de &#8220;curtas metragens&#8221; geram autonomia    e responsabilidade dos mesmos, que se apropriam do trabalho realizado em conjunto    nesta oficina, como algo constru&iacute;do pelo grupo e como algo constru&iacute;do    por v&aacute;rios atores. Esta atividade trabalha a rela&ccedil;&atilde;o com    o outro e cada um responsabiliza-se por sua parte no processo, seja de filmar,    arrumar os personagens, atuar,assistir e avaliar se a mensagem proposta pelo    grupo est&aacute; sendo transmitida com clareza ou n&atilde;o, dentre outras    fun&ccedil;&otilde;es que o grupo permite ao participante vivenciar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silveira &amp; Peixoto (2012, p.83) relatam no texto no qual apresentam o conceito    de pot&ecirc;ncia art&iacute;stica no livro A Est&eacute;tica do contato que    &#8220; A pot&ecirc;ncia artista &eacute; a ess&ecirc;ncia singular daquele    que transforma a sua exist&ecirc;ncia, recompondo-se, regenerando-se com o mundo,    mudando o pr&oacute;prio mundo.&#8221; Os autores apresentam essa pot&ecirc;ncia    como uma caracter&iacute;stica do ajustamento criativo, que conta de uma recomposi&ccedil;&atilde;o    e reconfigura&ccedil;&atilde;o do campo organismo-ambiente, que est&aacute;    em constante mudan&ccedil;a. Creio que falar sobre esta pot&ecirc;ncia nos portadores    de transtorno mental, &eacute; algo coerente. Pois entendo que as transforma&ccedil;&otilde;es    que os mesmos fazem est&atilde;o ligadas ao campo em que vivem e ao campo que    criam em seus ajustamentos ditos psic&oacute;ticos, t&atilde;o criativos quanto    os ajustamentos de n&oacute;s neur&oacute;ticos. E podemos observar nitidamente,    a recomposi&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua desses    atores, em suas cria&ccedil;&otilde;es na oficina a qual estamos mencionando    no presente texto. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vis&atilde;o gest&aacute;ltica sobre o homem v&ecirc; o homem como um ser    de rela&ccedil;&atilde;o, valorizando as rela&ccedil;&otilde;es uns com os outros    e com o meio. Considerando que o p&uacute;blico do qual estamos falando no presente    trabalho, &eacute; em geral, rotulado por sua dificuldade e singularidade na    forma de relacionar-se com o outro e com o mundo, um espa&ccedil;o como esta    oficina, que favorece essas trocas apresenta-se como uma possibilidade de amplia&ccedil;&atilde;o    das fronteiras de contato e das possibilidades de trocas com seus familiares,    amigos e sociedade em geral. Ressaltando que n&atilde;o trabalhamos com textos    prontos, utilizamos para a composi&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as e dos personagens,    aquilo que emerge naquele dado momento, aquilo que &eacute; importante para    o grupo naquele dado encontro. O grupo escolhe investir em ensaios posteriores,    sempre tendo a liberdade do texto ser transformado e reeditado por seus atores,    que s&atilde;o verdadeiramente os autores de suas hist&oacute;rias, aut&ocirc;nomos    e livres para escolher como ir&atilde;o vivenciar a encena&ccedil;&atilde;o    proposta. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha em n&atilde;o utilizar <em>scripts</em> r&iacute;gidos nesta oficina, se d&aacute;    pelo entendimento de n&atilde;o engess&aacute;-los na rigidez de um texto pronto,mas    possibilit&aacute;-los a experimentar a liberdade de exercer sua criatividade.Desta    forma visamos uma amplia&ccedil;&atilde;o dessa postura para o cotidiano desses    usu&aacute;rios, convidando-os a despir-se de uma atitude r&iacute;gida e a    alargar sua fronteira de contato. </font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;O self existe onde est&atilde;o as fronteiras m&oacute;veis do contato.    As &aacute;reas de contato podem ser restritas, como nas neuroses, mas onde    quer que haja uma fronteira e o contato ocorra, este &eacute;, nessa medida,    um self criativo.&#8221;</em>    <br>   (PERLS; HEFFERLINE,GOODMAN,1997. P&aacute;g.179)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo existindo questionamentos te&oacute;ricos quanto ao funcionamento do self    em um psic&oacute;tico, cremos que assim como descrito na cita&ccedil;&atilde;o    acima, nas psicoses tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel encontrarmos um <em>self</em>    criativo. O <em>self</em> pode ser entendido, como a subjetividade de cada indiv&iacute;duo    que &eacute; constru&iacute;da no contato com o outro, no campo onde este indiv&iacute;duo    est&aacute; e na rela&ccedil;&atilde;o deste indiv&iacute;duo com o mesmo.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;Ali j&aacute; se anunciava a perspectiva diferenciada de self em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; forma como &eacute; concebido em outras abordagens te&oacute;ricas    e pr&aacute;ticas no campo da cl&iacute;nica psicoterap&ecirc;utica, ou seja,    a rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre self e campo que cria a base    para a concep&ccedil;&atilde;o de uma subjetividade desde e para sempre enraizada    nas rela&ccedil;&otilde;es.&#8221;</em>(T&aacute;vora, 2007.p&aacute;g.193)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os arcabou&ccedil;os te&oacute;ricos da Teoria de Campo, que tem uma importante    contribui&ccedil;&atilde;o para a Gestalt-terapia, traz a compreens&atilde;o    que o <em>self</em> &eacute; como algo em processo e em intera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua    com o campo.</font>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;Algumas pessoas constroem um self que tem continuidade e harmonia, e    simultaneamente se adaptam com flexibilidade ao campo atual. Pessoas com desordens    no self n&atilde;o conseguem faz&ecirc;-lo, e suas constru&ccedil;&otilde;es    de self n&atilde;o integram harmoniosamente as constru&ccedil;&otilde;es anteriores,    al&eacute;m de n&atilde;o terem um sentido de coes&atilde;o, continuidade, seguran&ccedil;a    e auto-estima em especial quando o campo atual est&aacute; estressado. Em vez    disso, seus processos e suas experi&ecirc;ncias de self est&atilde;o com freq&uuml;&ecirc;ncia    fragmentados estruturados sobre introje&ccedil;&otilde;es e auto-imagens negativas    fixadas com rigidez; a no&ccedil;&atilde;o de auto-estima e coes&atilde;o dessas    pessoas &eacute; facilmente destrut&iacute;vel pelas for&ccedil;as do campo    atual, que se apresentam sem uma uni&atilde;o clara e flex&iacute;vel com quem    s&atilde;o, e a realidade da situa&ccedil;&atilde;o. Outras pessoas constroem    uma no&ccedil;&atilde;o fixa para o self, que n&atilde;o &eacute; afetado pelo    ambiente, que &eacute; sempre o mesmo, independentemente do contexto. Essa gestalt    fixa n&atilde;o tem flexibilidade, e tem apenas pequena capacidade de crescimento    pela intera&ccedil;&atilde;o no campo.&#8221;</em>( YONTEF,1998.p.177)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os portadores de transtorno mental apresentam muitas vezes uma configura&ccedil;&atilde;o    de self,que n&atilde;o interage harmoniozamente com o campo, em muitos aspectos    inflex&iacute;vel, denotando uma <em>gestalt</em> fixa. Por&eacute;m o <em>self</em> &eacute;    algo que est&aacute; em cont&iacute;nuo processo e rela&ccedil;&atilde;o com    o campo e podemos observar que o campo, vivenciado por eles no grupo terap&ecirc;utico,    pode-se apresentar como uma terra f&eacute;rtil para gerar mudan&ccedil;as em    suas <em>gestaten</em> fixas.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;Na teoria de campo, todas as coisas s&atilde;o constru&iacute;das conforme    as condi&ccedil;&otilde;es do campo e os interesses do percebedor. Tudo o que    &eacute; real &eacute; constru&iacute;do desta maneira, independentemente de    qu&atilde;o materialmente concreto ou abstrato seja.&#8221;</em>(YONTEF,1998.p.177)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O entendimento    da Teoria de Campo tamb&eacute;m nos faz compreender o quanto a troca, inerente    do processo de atendimento psicoter&aacute;pico em grupo, &eacute; enriquecedora    e o quanto os ajustamentos criativos realizados pelos participantes em todo    o processo de grupo, favorece a mudan&ccedil;as em seu estilo de vida e forma    de apresentar-se ao mundo. </font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>            <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&quot;O          experimento n&atilde;o deve se transformar num paliativo ou num substitutivo          para o envolvimento v&aacute;lido. Em vez disso a experi&ecirc;ncia &eacute;          mais compar&aacute;vel &agrave; forma da arte. O artista n&atilde;o recria          meramente a cena que v&ecirc;. Ele combina a realidade &#8220;l&aacute;          de fora&#8221; com sua experi&ecirc;ncia interior,e a s&iacute;ntese &eacute;          uma descoberta,at&eacute; para ele pr&oacute;prio. O mesmo acontece no          experimento terap&ecirc;utico. O indiv&iacute;duo n&atilde;o est&aacute;          tentando apenas reproduzir algo que j&aacute; aconteceu ou que poderia          acontecer. Em vez disso,ele se relaciona com a realidade exterior, expressando          suas necessidades nesse momento do tempo. Ele n&atilde;o est&aacute; ensaiando          para um acontecimento futuro nem refazendo algo que j&aacute; aconteceu,          mas experimentando no presente qual a sensa&ccedil;&atilde;o de fluir          com awareness para a a&ccedil;&atilde;o experimental. Uma vez que tenha          sentido o ritmo de seu momento existencial, ele bem pode se comportar          de modo diferente no mundo exterior do que teria feito antes.&#8221;</em>          (POLSTER 2001,p.239)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o das artes neste contexto, nos facilita a acessar    em uma linguagem usual e acess&iacute;vel, a percep&ccedil;&atilde;o singular    de nossos clientes sobre as condi&ccedil;&otilde;es do campo e nos instrumentaliza,    a estudar a forma como esta percep&ccedil;&atilde;o, os direciona em suas constru&ccedil;&otilde;es    sejam elas de coisas concretas, ou de coisas abstratas, como as alucina&ccedil;&otilde;es    e del&iacute;rios. Entendo as alucina&ccedil;&otilde;es e del&iacute;rios, como    uma forma de ajustamento criativo dos mesmos e que representam a melhor forma    que eles d&atilde;o conta, naquele dado momento de se apresentar na rela&ccedil;&atilde;o    com o outro e com o mundo. Tal ajustamento criativo, est&aacute; totalmente    relcionado com a percep&ccedil;&atilde;o dos mesmos sobre o campo que est&atilde;o    inseridos. Com este entendimento, refor&ccedil;o a cren&ccedil;a de que atuando    no campo, geramos mudan&ccedil;as que podem favorecer a flexibilidade e amplia&ccedil;&atilde;o    de contato dos mesmos na rela&ccedil;&atilde;o com o outro.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;O experimento &eacute; a pedra angular do aprendizado experiencial.    Ele transforma o falar em fazer, as recorda&ccedil;&otilde;es est&eacute;reis    e as teoriza&ccedil;&otilde;es em estar plenamente aqui, com a totalidade da    imagina&ccedil;&atilde;o, da energia e da excita&ccedil;&atilde;o. Por exemplo,    ao reviver em ato uma antiga situa&ccedil;&atilde;o inacabada, o cliente &eacute;    capaz de compreend&ecirc;-la com mais riqueza e completar essa viv&ecirc;ncia    com os recursos de sua nova sabedoria e entendimento de vida.&#8221;</em> (ZINKER,2007,P.141)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O homem &eacute; um ser relacional. A possibilidade de trabalhar sua forma    de se relacionar com o outro e com o mundo em um grupo, possibilita uma amplia&ccedil;&atilde;o    do seu entendimento sobre si mesmo. E as ferramentas utilizadas nesta oficina    terap&ecirc;utica s&atilde;o um experimento, que utiliza das artes c&ecirc;nicas    e da imagem, como um disparador de ajustamento criativo e <em>awareness</em>.</font></p>       <blockquote>       <blockquote>       <blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;O experimento de Gestalt &eacute; usado para expandir a amplitude do    indiv&iacute;duo, mostrando-lhe como ampliar seu senso habitual de fronteiras    onde existem emerg&ecirc;ncia e excita&ccedil;&atilde;o. Uma emerg&ecirc;ncia    segura &eacute; criada de modo a incentivar o desenvolvimento do auto-apoio    para novas experi&ecirc;ncias. A&ccedil;&otilde;es que eram anteriormente estranhas    e provocavam resist&ecirc;ncia podem se tornar express&otilde;es aceit&aacute;veis    e levar a novas possibilidades.&#8221;</em>(POLSTER e POLSTER, 2001. p.124)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A oficina de teatro e imagem, pode ser visualizada como um grande experimento,    que amplia as fronteiras de contato, favorece a diminui&ccedil;&atilde;o da    rigidez, promove o desenvolvimento do auto-apoio, possibilita a viv&ecirc;ncia    de novas experi&ecirc;ncias e convida os participantes &agrave; experimentarem    novas possibilidades, n&atilde;o apenas dentro do grupo, mas em sua vida em    geral.</font>    <br>       <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <blockquote>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><em>&#8220;A Gestalt permite que eu explore a estreita praia de minha liberdade,    &agrave;s vezes varrida pela tempestade, &agrave;s vezes deserta, &agrave;s    vezes quente, ensolarada e perfumada. Ela me acompanha em minhas produ&ccedil;&otilde;es    espont&acirc;neas de sensa&ccedil;&otilde;es corporais, nas emo&ccedil;&otilde;es    que experimento, nas imagens encontradas ou fantasiadas, nos sonhos noturnos    ou nos devaneios despertos, tudo no contexto atual da rela&ccedil;&atilde;o    estabelecida.&#8221;</em> (GINGER &amp; GINGER,1995, p.195)</font></p>   </blockquote>   </blockquote>   </blockquote>     <p>    <br>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font> </p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na hist&oacute;ria da Gestalt terapia podemos observar o quanto as artes foram    e s&atilde;o utilizadas pelos gestaltistas como ferramenta de trabalho. Tendo    em vista tamb&eacute;m o fato do teatro e do cinema serem admirados por pessoas    das diferentes faixas et&aacute;rias, ra&ccedil;as, religi&otilde;es e classes    sociais, entendo que utiliz&aacute;-los como instrumento de inclus&atilde;o    social &eacute; uma id&eacute;ia interessante, para ser experimentada como forma    de fazer valer a fala dos usu&aacute;rios de CAPS (Centro de Aten&ccedil;&atilde;o    Psicossocial).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As utiliza&ccedil;&otilde;es do teatro e da imagem enriqueceram meu trabalho    no CAPS e ampliaram as possibilidades da atua&ccedil;&atilde;o com este p&uacute;blico-alvo.    Percebi mudan&ccedil;as significativas na forma desses usu&aacute;rios se relacionarem    com o mundo, refletindo como uma ferramenta facilitadora das rela&ccedil;&otilde;es    interpessoais dos mesmos. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A oficina leva a reflex&atilde;o n&atilde;o apenas dos usu&aacute;rios, mas    tamb&eacute;m de seus familiares, pessoas da sociedade e n&oacute;s enquanto    profissionais de sa&uacute;de. Do que de fato essas pessoas s&atilde;o incapazes?    Na verdade quando os escutamos, percebemos que os mesmos s&atilde;o capazes    de ir muito al&eacute;m daquilo que os preconceitos e r&oacute;tulos impostos    presumem que eles podem fazer.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estas ferramentas descritas neste texto, nos desafiam enquanto profissionais    de sa&uacute;de, a utilizar nossa criatividade e lidar com as ferramentas que    temos a nossa disposi&ccedil;&atilde;o, para trabalhar naquele dado momento.    N&atilde;o devemos ter uma vis&atilde;o r&iacute;gida que nos engessa e nos    gruda a um script, mas encararmos as diferentes possibilidades que surgem, como    uma forma de experimento &eacute; algo enriquecedor para nossa pr&aacute;tica.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aus&ecirc;ncia de algumas ferramentas que fazem parte do nosso planejamento    inicial, deve ser algo limitador para nossa a&ccedil;&atilde;o. Entendo que    devemos planejar, mas n&atilde;o ficar presos rigidamente a esses planejamentos;    devemos ter recursos a disposi&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o utiliz&aacute;-los    como uma receita de bolo; devemos trabalhar com tudo o que &eacute; trazido    e &eacute; importante para os nossos clientes naquele dado momento. N&oacute;s    precisamos estar atentos a melhor forma de agir, naquele dado momento, pois    n&oacute;s somos nossa principal ferramenta de trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O uso da c&acirc;mera nesta oficina tem somente a inten&ccedil;&atilde;o de    nos fazer visualizar, a experi&ecirc;ncia pela experi&ecirc;ncia. N&atilde;o    querendo enquadr&aacute;-la em algo r&iacute;gido, mas favorecendo o ajustamento    criativo de cada um, como um convite para sair da rigidez que muitas vezes &eacute;    observada no cotidiano desses usu&aacute;rios.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O CAPS n&atilde;o deve ser entendido como um dep&oacute;sito de seres humanos,    o que era e &eacute; observado, ainda hoje em algumas institui&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de mental. Proponho o entendimento do CAPS, como um espa&ccedil;o    de possibilidades de reciclagem, onde s&atilde;o valorizadas as potencialidades    de cada usu&aacute;rio.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Espero com este    trabalho contribuir com estudo e pr&aacute;tica de outros psic&oacute;logos    e estudantes de psicologia, e encoraj&aacute;-los a escreverem sobre suas pr&aacute;ticas,    visando enriquecer nossos constructos te&oacute;ricos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS    BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARVALHO, L. C.; COSTA, I.I .<b>>A Cl&iacute;nica Gest&aacute;ltica e os ajustamentos    do tipo psic&oacute;tico. Revista da Abordagem Gest&aacute;ltica &#8211;</b> XVI(1):    12-18, jan-jul, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233060&pid=S1807-2526201300020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GINGER, S.; GINGER, A. <b>Gestalt: uma terapia do contato</b> [tradu&ccedil;&atilde;o    Sonia de Souza Rangel] . S&atilde;o Paulo: Summus, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233062&pid=S1807-2526201300020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M&Uuml;LLER-GRANZOTTO, M. J.; M&Uuml;LLER-GRANZOTTO, R. L.. <b>Cl&iacute;nica    dos ajustamentos psic&oacute;ticos, uma proposta a partir da Gestalt-terapia.</b>    In: Revista IGT na Rede, vol.5, n.8, p.3 -25, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233064&pid=S1807-2526201300020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_________________________________________________ <b>Psicose    e sofrimento.</b> S&atilde;o Paulo: Summus, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233066&pid=S1807-2526201300020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PEREIRA, M. &#8211; <b>Gestalt-terapia e sa&uacute;de mental: contribui&ccedil;&otilde;es    do olhar gest&aacute;ltico ao campo da aten&ccedil;&atilde;o psicossocial brasileira.</b>    Revista IGT na Rede, v. 5, n&deg; 9, 2008, p.168-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233068&pid=S1807-2526201300020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PERLS, Frederick Salomon; HEFFERLINE, Ralph; GOODMAN, Paul. <b>X Self, Ego, Id    e Personalidade</b> (p.177-189) In: Gestalt-terapia - S&atilde;o Paulo: Summus,    1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233070&pid=S1807-2526201300020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">POLSTER e POLSTER, Miriam e Erving. <b>Gestalt Terapia Integrada.</b> [Tradu&ccedil;&atilde;o    de Sonia Augusto]. S&atilde;o Paulo: Summus,2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233072&pid=S1807-2526201300020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MINIST&Eacute;RIO DA SA&Uacute;DE/Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    Sa&uacute;de, Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas.    <b>Sa&uacute;de mental no SUS: os centros de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial.</b>    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233074&pid=S1807-2526201300020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NE&Oacute;FITO.Banda Resgate. <b>Ainda n&atilde;o &eacute; o fim. Faixa 5</b>, S&atilde;o    Paulo: Sony Music, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233076&pid=S1807-2526201300020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVEIRA, T. M.; PEIXOTO, P.T.C. <b>Est&eacute;tica do contato</b>. Rio de Janeiro:    Arquimedes Edi&ccedil;&otilde;es, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233078&pid=S1807-2526201300020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br>       <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">T&Aacute;VORA, Cl&aacute;udia Baptista. SELF (p.193 a 195) In: D&acute;Acri,    Gladys. Lima, Patr&iacute;cia. Orgler, Sheila. <b>Dicion&aacute;rio de Gestalt-terapia:    Gestalt&ecirc;s</b> - S&atilde;o Paulo : Summus, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233081&pid=S1807-2526201300020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TELLEGEN, A. T. &#8211; <b>IV - Gestalt e Sistemas</b> (p. 55 a 70) In: <b>Gestalt e grupos:    Uma Perspectiva Sist&ecirc;mica</b> - S&atilde;o Paulo : Summus, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233084&pid=S1807-2526201300020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VINOGRAVOD, S.; YALOM, I.D. I <b>O Que &eacute; a Psicoterapia de Grupo?</b> (p.3    a 15). In: <b>Psicoterapia de Grupo: um manual pr&aacute;tico.</b>/ Sofia Vinogradov,    Irvin D. Yalom. Trad. de Dayse Batista. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas,    1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233086&pid=S1807-2526201300020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YONTEF, Gary M. - <b>V - Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria de Campo</b> (p.173-212)    In: <b>Processo, Di&aacute;logo e Awareness</b> - Tradu&ccedil;&atilde;o Eli Stern.    S&atilde;o Paulo: Summus, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233088&pid=S1807-2526201300020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_______________________________________<b>GESTALT-TERAPIA</b>    (p.15-67) In: <b>Processo, Di&aacute;logo e Awareness</b>- Tradu&ccedil;&atilde;o    Eli Stern. S&atilde;o Paulo: Summus, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233090&pid=S1807-2526201300020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ZINKER,J. <b>Processo criativo em Gestalt-terapia.</b> S&atilde;o Paulo:Summus,2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1233092&pid=S1807-2526201300020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   <b>Ana Carolina Pacheco de Paula</b>    <br> 	Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico:<a href="mailto:fcaroldepaulapsi@gmail.com">caroldepaulapsi@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 26/01/2014    <br>   Aprovado em: 03/02/2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="n*"></a><a href="#t*">*</a></sup><sup></sup>IGT-Instituto    de Gestalt Terapia e Atendimento Familiar - Rio de Janeiro, Brasil     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup><a name="n1"></a><a href="#t1">1</a></sup> A reforma psiqui&aacute;trica    &eacute; um processo pol&iacute;tico e social, que visa uma nova forma de tratamento,    do portador de transtorno mental. Ela est&aacute; aos poucos substituindo as    institui&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica,    por outros dispositivos substitutivos do mesmo, como os CAPS e as resid&ecirc;ncias    terap&ecirc;uticas, por exemplo, trazendo uma nova alternativa para o processo    de tratamento. Busca a inser&ccedil;&atilde;o social,cultural e familiar do    mesmo, respeitando seus direitos de individualidade e deixando claro quais s&atilde;o    os seus direitos e deveres na sociedade.    <br>   <sup><a name="n2"></a><a href="#t2">2</a></sup> CAPS &#8211; &#8220;Centro de    Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS) ou N&uacute;cleo de Aten&ccedil;&atilde;o    Psicossocial &eacute; um servi&ccedil;o de sa&uacute;de aberto e comunit&aacute;rio    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Ele &eacute; um lugar de refer&ecirc;ncia    e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses    graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persist&ecirc;ncia justifiquem    sua perman&ecirc;ncia num dispositivo de cuidado intensivo, comunit&aacute;rio,    personalizado e promotor de vida.&#8221;(Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,2004.p&aacute;g.13).    Segundo o manual do CAPS, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de o CAPS I &#8211;    munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o entre 20.000 e 70.000 habitantes    de segunda a sexta-feira; CAPS II &#8211; munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o    entre 70.000 e 200.000 habitantes de segunda a sexta-feira, podendo funcionar    com um terceiro per&iacute;odo, funcionando at&eacute; 21 horas; CAPS III &#8211;    munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o acima de 200.000 habitantes Funciona    24 horas, diariamente, tamb&eacute;m nos feriados e fins de semana; CAPSi &#8211;    munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o acima de 200.000 habitantes de    segunda a sexta-feira, assim como o CAPS II ele pode um terceiro per&iacute;odo,    funcionando at&eacute; 21 horas e CAPSad &#8211; munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o    acima de 100.000 habitantes, de segunda a sexta-feira tamb&eacute;m podendo    ter seu funcionando at&eacute; 21 horas.    <br>   <sup><a name="n3"></a><a href="#t3">3</a></sup> IGT- INSTITUTO DE GESTALT-TERAPIA    E ATENDIMENTO FAMILIAR. Local onde a autora deste texto, cursou seu curso de    especializa&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica.    <br> <sup><a name="n4"></a><a href="#t4">4</a></sup> Feedback- &eacute; uma palavra  em ingl&ecirc;s que significa realimentar ou dar resposta a um determinado pedido  ou acontecimento, retorno, cr&iacute;tica.    <br> <sup><a name="n5"></a><a href="#t5">5</a></sup> Assembleias- Reuni&otilde;es realizadas  no CAPS, onde participam usu&aacute;rios, familiares e profissionais que constituem  a equipe t&eacute;cnica.    <br> <sup><a name="n6"></a><a href="#t6">6</a></sup> Homeostase pode ser definida ,  como o processo de busca do ser humano, por uma autorregula&ccedil;&atilde;o e  um equil&iacute;brio, que o deixe em harmonia com o seu ambiente.    <br> <sup><a name="n7"></a><a href="#t7">7</a></sup> CID10- Classifica&ccedil;&atilde;o  Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados a Sa&uacute;de, que est&aacute;  em sua 10&ordf; edi&ccedil;&atilde;o.    <br> <sup><a name="n8"></a><a href="#t8">8</a></sup> Yontef (1998) define o conceito  de awareness, como &#8220;uma forma de experi&ecirc;ncia que pode ser definida  aproximadamente, como estar em contato com a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia,  com aquilo que &eacute;.&#8221;</font></p>     <p></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[CARVALHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. C.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Clínica Gestáltica e os ajustamentos do tipo psicótico]]></article-title>
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