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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Anorexia em Adolescentes Sob a Ótica da Gestalt-terapia: The anorexia in adolescents from the perspective of Gestalt therapy]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this desk study was to evaluate anorexia in adolescents from the perspective of Gestalt therapy. Initially, the challenges of adolescence are described, with emphasis on the historical origins of this developmental stage, according to the socio-historical approach. Gestalt therapy has been shown to help adolescents with this condition through methods and experiments like &#8216;the rose tree' and &#8216;quick play', among others highlighted in the study. Information was retrieved from books, journals, scientific publications and theses. As shown in the literature, anorexia in adolescents is a common health concern worldwide. Our findings confirm the relevance of Gestalt therapy for anorexic adolescents. As a holistic approach, Gestalt therapy considers the whole being; not just speech, but bodily communication of meaning through posture, microgestures, breathing, voice, look and other aspects. During the sessions, the patient is made aware of such actions, favoring the occurrence of insights. Gestalt therapy offers a unique means to treat anorexic adolescents based on the perception of the condition in a wider context and of the subject as being-in-the-world. It is hoped our results will serve as subsidy for further studies in the field and on the use of Gestalt therapy to treat other eating and non-eating disorders]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <div class=WordSection1>      <p align=right style='text-align:right'><b><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>ARTIGO</span></b></p>      <p><b><span style='font-size:13.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A Anorexia em Adolescentes Sob a &Oacute;tica da Gestalt-terapia</span></b></p>      <p><b><span lang=EN-US style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>The anorexia in adolescents from the perspective of Gestalt therapy</span></b></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Marianne Lima de Carvalho<a name="t*"></a><sup><a href="#n*">*</a></sup>; Deyseane Maria Araujo Lima</span></b><a name="t**"></a><sup><span style='font-size:10.0pt; font-family:"Verdana","sans-serif"'><a href="#n**">**</a></span></sup></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio FIC - CE.</span></p>      <p><a name=mailtopo></a><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></span></p>      <p>&nbsp;</p>      <div class=MsoNormal align=center style='text-align:center'>  <hr size=1 width="100%" align=center>  </div>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>RESUMO</span></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O presente estudo tem por finalidade analisar a anorexia em adolescentes sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia, desse modo, foram salientados, inicialmente, os desafios da adolesc&ecirc;ncia, com &ecirc;nfase na concep&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica deste per&iacute;odo de desenvolvimento na abordagem da Psicologia S&oacute;cio-hist&oacute;rica. Assim, pode-se observar como a Gestalt-terapia pode auxiliar atrav&eacute;s de m&eacute;todos e experimentos, tais como a Fantasia da Roseira, Jogo R&aacute;pido, entre outras enfatizadas no estudo. Al&eacute;m disso, por meio das bibliografias estudadas, foi verificado a ocorr&ecirc;ncia do alto &iacute;ndice de anorexia em adolescentes. A presente pesquisa qualitativa &eacute; de car&aacute;ter bibliogr&aacute;fico e utiliza como fontes: livros, revistas acad&ecirc;micas, artigos cient&iacute;ficos, disserta&ccedil;&otilde;es e teses. Como resultado, o estudo apresentou a grande relev&acirc;ncia da Gestalt-terapia com adolescentes anor&eacute;xicas, visto que, sendo uma terapia hol&iacute;stica, trabalha com a totalidade do organismo, n&atilde;o considera apenas a fala, mas o corpo e seus significados atrav&eacute;s da postura corporal, microgestos, respira&ccedil;&atilde;o, voz, olhar, dentre outros aspectos. Dessa forma, o cliente &eacute; incitado a reconhecer tais a&ccedil;&otilde;es, facilitando a tomada de consci&ecirc;ncia das mesmas e propiciando o <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>insight</span></em>. Tamb&eacute;m &eacute; relevante mencionar que a citada abordagem possui recursos privilegiados para trabalhar com esse tipo de manifesta&ccedil;&atilde;o, a partir de uma percep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a como contextualizada e do sujeito como ser-no-mundo. Espera-se que o presente artigo possa vir a servir como material de apoio para estudos e pesquisas de acad&ecirc;micas da &aacute;rea, al&eacute;m de demais interessados, os quais poder&atilde;o, por meio deste, desenvolver estudos sobre outras doen&ccedil;as, sejam estas relacionadas a transtornos alimentares ou n&atilde;o, sob a abordagem da Gestalt-terapia.</span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Palavra-chave:</span></b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'> Gestalt-terapia; Adolescente; Anorexia.</span></p>      <div class=MsoNormal align=center style='text-align:center'>  <hr size=1 width="100%" align=center>  </div>      <p><b><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ABSTRACT</span></b></p>      <p><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>The purpose of this desk study was to evaluate anorexia in adolescents from the perspective of Gestalt therapy. Initially, the challenges of adolescence are described, with emphasis on the historical origins of this developmental stage, according to the socio-historical approach. Gestalt therapy has been shown to help adolescents with this condition through methods and experiments like &#8216;the rose tree&#8217; and &#8216;quick play&#8217;, among others highlighted in the study. Information was retrieved from books, journals, scientific publications and theses. As shown in the literature, anorexia in adolescents is a common health concern worldwide. Our findings confirm the relevance of Gestalt therapy for anorexic adolescents. As a holistic approach, Gestalt therapy considers the whole being; not just speech, but bodily communication of meaning through posture, microgestures, breathing, voice, look and other aspects. During the sessions, the patient is made aware of such actions, favoring the occurrence of insights. Gestalt therapy offers a unique means to treat anorexic adolescents based on the perception of the condition in a wider context and of the subject as being-in-the-world. It is hoped our results will serve as subsidy for further studies in the field and on the use of Gestalt therapy to treat other eating and non-eating disorders.</span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Keywords:</span></b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'> Gestalt therapy; Adolescent; Anorexia</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O presente estudo, que adota a Gestalt-terapia como referencial, apresenta grande relev&acirc;ncia, visto que a busca pelo corpo perfeito acarreta diversas implica&ccedil;&otilde;es e consequ&ecirc;ncias para as pessoas que sofrem de transtornos alimentares, tal como a anorexia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Atualmente, o padr&atilde;o de beleza estipulado pela sociedade &eacute; de um corpo longil&iacute;neo e magro, e a massa corporal abaixo do &iacute;ndice recomendado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (KAKESHITA; ALMEIDA, 2006; MARTINS et al., 2012; SECCHI et al., 2009 apud NAVES, 2017), neste sentido, a busca incessante por esse modelo pr&eacute;-estabelecido, pode causar s&eacute;rios problemas quanto &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o com corpo, podendo desenvolver dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos (KAKESHITA; ALMEIDA, 2006).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Na realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa bibliogr&aacute;fica, foram utilizados os descritores &#8220;Gestalt-terapia&#8221;, &#8220;Adolescente&#8221; e &#8220;Anorexia&#8221;, em peri&oacute;dicos, livros, sites especializados, artigos, monografias e teses, temas relacionados &agrave; anorexia nervosa e &agrave; bulimia. Sendo assim, o presente estudo traz como assunto principal a anorexia em adolescentes, por se tratar de um tema frequente na procura de atendimento psicoter&aacute;pico, optou-se pela realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo bibliogr&aacute;fico com base nos conceitos da Gestalt-terapia. No que diz respeito &agrave; anorexia, o trabalho experiencial &eacute; de extrema import&acirc;ncia, visto que se observa que a maioria das pessoas que apresentam esse tipo de transtorno demonstra uma rela&ccedil;&atilde;o limitada ou desconectada com seu pr&oacute;prio corpo e seus sentimentos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Nesta perspectiva, salienta-se que os transtornos alimentares compreendem, nos dias atuais, um conjunto de doen&ccedil;as que afetam uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o mundial, especialmente os adolescentes. Neste sentido, menciona-se que o presente estudo tem por objetivo principal compreender a anorexia em adolescentes na perspectiva da Gestalt-terapia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Descrevem-se, ainda, os objetivos espec&iacute;ficos deste estudo, os quais buscam identificar caracter&iacute;sticas da adolesc&ecirc;ncia que possam vir a contribuir para o aparecimento da anorexia; analisar como o gestalt-terapeuta pode trabalhar com adolescentes com anorexia; analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a anorexia e a adolesc&ecirc;ncia na Gestalt-terapia e, por fim; salientar a atua&ccedil;&atilde;o do gestalt-terapeuta,</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A Gestalt-terapia trabalha os sentimentos do sujeito, tendo como principal prop&oacute;sito que esse sujeito, o paciente, cumpra sua miss&atilde;o, se perceba vivo, din&acirc;mico e, principalmente, cheio de infinitas possibilidades. O gestalt-terapeuta assume a fun&ccedil;&atilde;o de catalisador da autopercep&ccedil;&atilde;o do paciente, mais conhecida como <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;awareness&quot;</span></em>, a redescoberta de que ainda se est&aacute; vivo e pronto para fechar velhas portas e atravessar novas janelas (MONTEIRO J&Uacute;NIOR, 2009).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Neste sentido, a Gestalt-terapia busca atrav&eacute;s desse enfoque fenomenol&oacute;gico, compreender a compuls&atilde;o alimentar enquanto uma totalidade em si que, no entanto, cabe destacar que a mesma &eacute; parte integrante de uma totalidade bem mais complexa, a qual representa o ser humano, e que esta, por sua vez, faz parte de uma totalidade ainda maior e mais complexa que representa a rela&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo e seu meio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Portanto, a Gestalt-terapia ainda tem muito a contribuir para os problemas relacionados aos transtornos alimentares, tal como a anorexia. Segundo Teixeira (2005, p. 44) <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;isto se d&aacute; principalmente por ser uma abordagem que tem uma vis&atilde;o hol&iacute;stica do ser humano, evitando privilegiar somente o racional e verbal, cuidando tamb&eacute;m da linguagem corporal&#8221;</span></em>.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; anorexia nervosa, destaca-se que este &eacute; um transtorno alimentar em que o indiv&iacute;duo se recusa a manter o peso corporal adequado para sua idade e altura; assim, este indiv&iacute;duo teme o ganho de peso ou se tornar gordo, al&eacute;m disso, apresenta um comportamento perturbador relacionado ao modo de vivenciar seu peso (DSM-V, 2013).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ao longo dos anos, o corpo magro vem sendo visto como sin&ocirc;nimo de beleza, bem-estar f&iacute;sico, riqueza e poder. Diante desta realidade, a m&iacute;dia tamb&eacute;m possui uma parcela de &#8220;culpa&#8221; no que se refere aos transtornos alimentares, neste vi&eacute;s, o estudo ora apresentado aborda a anorexia nervosa.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Este transtorno alimentar geralmente possui maior incid&ecirc;ncia entre adolescentes do sexo feminino, provocando fortes preju&iacute;zos biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e sociais e, consequentemente, proporcionando o aumento das taxas de morbidade e mortalidade entre esta popula&ccedil;&atilde;o (CORD&Aacute;S, 2004).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, pode-se afirmar que a maior ocorr&ecirc;ncia de anorexia no sexo feminino ocorre devido aos padr&otilde;es de moda ditados pela m&iacute;dia, muitas meninas se encontram saud&aacute;veis, dentro do seu peso normal, por&eacute;m, essa influ&ecirc;ncia ditada pelo mundo moderno faz emergir o desejo, muitas vezes descomedido, por um corpo perfeito e a preocupa&ccedil;&atilde;o em alinhar-se com o que a sociedade legitima como ideal e aceit&aacute;vel.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Conforme Andrade e Bosi (1998), na contemporaneidade, a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica &eacute; um dos principais mecanismos de legitima&ccedil;&atilde;o social, pois o corpo magro &eacute; sinal de beleza e sa&uacute;de, no entanto, o corpo gordo remete &agrave; imagem de descuido e doen&ccedil;a, resultando em baixa autoestima.&nbsp; &nbsp;</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A m&iacute;dia possui uma significativa parcela de responsabilidade com rela&ccedil;&atilde;o a essa distor&ccedil;&atilde;o dos conceitos de <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>corpo saud&aacute;vel</span></em> e <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>corpo n&atilde;o saud&aacute;vel</span></em>, afinal, est&atilde;o a&iacute; para quem quiser ver e ouvir, v&aacute;rios programas de televis&atilde;o que mostram homens e mulheres com seus corpos perfeitos e m&uacute;sculos &agrave; mostra.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para o desenvolvimento adequado tanto de crian&ccedil;as, como de adolescentes e, neste contexto, uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada se reflete na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental do jovem, o que propicia subs&iacute;dios para o total aproveitamento de sua potencialidade. Entretanto, um padr&atilde;o alimentar adequado nem sempre &eacute; do conhecimento dos adolescentes (CORD&Aacute;S, 1994).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Fromm (1980) destaca que:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Numa sociedade que privilegia o consumo e a imagem, observa-se um movimento crescente em torno do &#8220;ter&#8221;, muitas vezes em detrimento de um ' ser', onde o valor recai sobre o que as pessoas possuem mais do que sobre o que s&atilde;o ou o que representam</span></em><span style='font-size:10.0pt; font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;. (p. 89)</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Cuidar do corpo e, consequentemente, da sa&uacute;de, &eacute; algo essencial na vida de todo ser humano, por&eacute;m, &eacute; necess&aacute;rio estar atento aos limites de cada pessoa, al&eacute;m disso, essa busca exige uma s&eacute;rie de fatores, tais como exerc&iacute;cios f&iacute;sicos regulares, sempre com o acompanhamento de uma equipe interdisciplinar e uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Isso pode ser associado a uma transforma&ccedil;&atilde;o na vis&atilde;o de ser humano e de mundo, na qual a apar&ecirc;ncia possui uma relev&acirc;ncia cada vez maior, essa tend&ecirc;ncia serve de solo f&eacute;rtil para acentuar os transtornos alimentares como a anorexia, podendo ser vinculada ao ideal est&eacute;tico supervalorizado nos &uacute;ltimos tempos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Devido ao fato de apresentar incid&ecirc;ncia crescente, esse transtorno demanda preven&ccedil;&atilde;o e tratamento atrav&eacute;s da psicoterapia, avali&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, orienta&ccedil;&atilde;o nutricional, promovendo assim, um acompanhamento de uma equipe interdisciplinar composta por nutricionista, psic&oacute;logo, educador f&iacute;sico, psiquiatra e cl&iacute;nico geral. Isto &eacute; necess&aacute;rio pois se trata de um dos transtornos alimentares que mais matam no mundo, seja por desnutri&ccedil;&atilde;o, problemas card&iacute;acos e at&eacute; mesmo suic&iacute;dio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, em grande parte dos casos, a pessoa com anorexia, assim como outros transtornos alimentares, n&atilde;o se considera doente, recusando qualquer tratamento, mesmo com o surgimento de comorbidades.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Destaca-se, ainda, que a Gestalt-terapia &eacute; uma abordagem que pode trabalhar com todos os tipos de transtorno alimentar, visto que a concep&ccedil;&atilde;o de um processo terap&ecirc;utico calcado na rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva recoloca o sujeito do terapeuta em rela&ccedil;&atilde;o direta com a pessoa do cliente. Frente a isso, como a Gestalt-terapia pode influenciar no tratamento de adolescentes diagnosticados com anorexia?</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por fim, coloca-se que o estudo &eacute; estruturado sob duas se&ccedil;&otilde;es, a primeira descreve os desafios da adolesc&ecirc;ncia, destacando breves considera&ccedil;&otilde;es sobre essa fase e a adolesc&ecirc;ncia na Psicologia S&oacute;cio-Hist&oacute;rica. A segunda se&ccedil;&atilde;o se baseia em demonstrar o tema central deste trabalho, onde s&atilde;o salientados aspectos sobre a Gestalt-terapia com adolescentes e a anorexia. </span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>II - M&Eacute;TODO</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O presente estudo foi realizado por meio da abordagem qualitativa e o m&eacute;todo de pesquisa bibliogr&aacute;fica. Para isso, foi necess&aacute;ria a coleta de informa&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rias fontes, tais como livros, revistas acad&ecirc;micas, artigos cient&iacute;ficos e disserta&ccedil;&otilde;es.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Na primeira etapa foram selecionadas, atrav&eacute;s de sites, livros, revistas acad&ecirc;micas, obras, disserta&ccedil;&otilde;es e artigos cient&iacute;ficos para embasamento, contando com mais de 20 fontes a serem escolhidas atrav&eacute;s da leitura e an&aacute;lise dos resumos e introdu&ccedil;&otilde;es, sendo doze artigos, entre os anos de 1997 a 2010, lidos na &iacute;ntegra, uma monografia e duas disserta&ccedil;&otilde;es. &nbsp;</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Os crit&eacute;rios de escolha foram: analisar a anorexia sob a perspectiva da Gestalt-terapia, texto escrito por autores renomados da Gestalt-terapia e artigos cient&iacute;ficos e disserta&ccedil;&otilde;es que investiguem temas vinculados aos transtornos alimentares em adolescentes sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A revis&atilde;o de literatura &eacute; essencial, pois fornece elementos para evitar a duplica&ccedil;&atilde;o de pesquisas sobre o mesmo enfoque do tema, al&eacute;m de favorecer a defini&ccedil;&atilde;o de contornos mais precisos do problema a ser estudado.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, com base nas diversas fontes utilizadas, foi realizada uma leitura cr&iacute;tica a fim de selecionar aquelas que mais se encaixavam no tema de estudo, buscando respostas aos objetivos da pesquisa e, em seguida, uma leitura interpretativa, quando foram selecionadas as informa&ccedil;&otilde;es e ideias dos autores classificados com os problemas para os quais se buscavam solu&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das leituras, foi elaborado um texto de an&aacute;lise dos dados. </span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Pesquisa Qualitativa</span></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A pesquisa qualitativa se caracteriza pela qualifica&ccedil;&atilde;o dos dados coletados, durante a an&aacute;lise do problema, tende a salientar<em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'> &#8220;os aspectos din&acirc;micos, hol&iacute;sticos e individuais da experi&ecirc;ncia humana, para apreender a totalidade no contexto daqueles que est&atilde;o vivenciando o fen&ocirc;meno&#8221;</span></em> (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 201).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>No que tange ao emprego do m&eacute;todo ou abordagem qualitativa, ressalta-se que esta se diferencia do quantitativo pelo fato de n&atilde;o empregar dados estat&iacute;sticos como centro do processo de an&aacute;lise de um problema, assim, a diferen&ccedil;a se concentra no fato de que o m&eacute;todo qualitativo n&atilde;o possui o prop&oacute;sito de numerar e medir unidades ou categorias homog&ecirc;neas. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, a pesquisa qualitativa ir&aacute; se fundamentar na coleta de informa&ccedil;&otilde;es da pesquisa bibliogr&aacute;fica, pois, para Richardson (1999, p. 80): <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interven&ccedil;&atilde;o de certas vari&aacute;veis, compreender e classificar processos din&acirc;micos vividos por grupos sociais&#8221;</span></em>.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Destaca-se ainda que a pesquisa qualitativa possui um ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador como principal instrumento, os dados coletados ser&atilde;o descritivos e a an&aacute;lise dos dados tende a seguir um processo dedutivo, o qual pressup&otilde;e que s&oacute; a raz&atilde;o &eacute; capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. O racioc&iacute;nio dedutivo tem por finalidade explicar o conte&uacute;do das premissas, por meio de uma cadeia de racioc&iacute;nio em ordem descendente, de an&aacute;lise do geral para o particular, chegando-se assim a uma conclus&atilde;o final das informa&ccedil;&otilde;es coletadas (GIL, 1999).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A abordagem qualitativa se traduz em uma s&eacute;rie de leituras sobre o assunto da pesquisa, para efeito da apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo em si, ou seja, descrever pormenorizada ou relatar detalhadamente o que os diferentes autores ou especialistas escrevem a respeito do assunto e, a partir da&iacute;, determinar uma s&eacute;rie de correla&ccedil;&otilde;es a fim de estabelecer o ponto de vista conclusivo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Desse modo, os dados coletados atrav&eacute;s de pesquisa bibliogr&aacute;fica ser&atilde;o utilizados para elabora&ccedil;&atilde;o de um levantamento, com rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios da Gestalt-terapia diante dos casos de anorexia em adolescentes.</span></p>      <p>&nbsp; </p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Pesquisa Bibliogr&aacute;fica</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A pesquisa bibliogr&aacute;fica consiste no exame da bibliografia, para o levantamento e an&aacute;lise do que j&aacute; foi produzido sobre o assunto que assumimos como tema de pesquisa cient&iacute;fica (RUIZ, 1992). Lima e Mioto (2007) enfatizam que a pesquisa bibliogr&aacute;fica implica em um conjunto ordenado de procedimentos de busca por solu&ccedil;&otilde;es, atento ao objeto de estudo, e que, por isso, n&atilde;o pode ser aleat&oacute;rio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Para isso, destacam-se aqui algumas obras que ser&atilde;o utilizadas para embasamento do estudo, sendo elas: Ribeiro (2012); Zanella (2013); Schillings (2005); Frota (2007) e demais colaboradores, entre outras obras e demais fontes bibliogr&aacute;ficas.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Dessa maneira, cita-se como justificativa de escolha a afirma&ccedil;&atilde;o de Lakatos e Marconi (1992):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;A pesquisa bibliogr&aacute;fica permite compreender que, se de um lado a resolu&ccedil;&atilde;o de um problema pode ser obtida atrav&eacute;s dela, por outro, tanto a pesquisa de laborat&oacute;rio quanto a de campo (documenta&ccedil;&atilde;o direta) exigem, como premissa, o levantamento do estudo da quest&atilde;o que se prop&otilde;e a analisar e solucionar. &#8220;A pesquisa bibliogr&aacute;fica pode, portanto, ser considerada tamb&eacute;m como o primeiro passo de toda pesquisa cient&iacute;fica&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>. (p. 43-44).</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A pesquisa bibliogr&aacute;fica possibilita a representa&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, a cria&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e o resgate de saberes que servem para elucida&ccedil;&atilde;o de um problema de pesquisa, assim como para a proposi&ccedil;&atilde;o de novas quest&otilde;es para estudo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Portanto, conclui-se que a pesquisa bibliogr&aacute;fica &eacute; uma das etapas mais fundamentais em todo trabalho cient&iacute;fico, a qual ir&aacute; influenciar todo o desenvolvimento de uma pesquisa, na medida em que fornecer o embasamento te&oacute;rico em que se fundamentar&aacute; o trabalho. Consiste no levantamento, sele&ccedil;&atilde;o, fichamento e arquivamento de informa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; pesquisa.</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>An&aacute;lise dos Dados</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise dos dados foram realizados os seguintes passos: </span></p>  <ul type=disc>  <li class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Sele&ccedil;&atilde;o      das fontes bibliogr&aacute;ficas;</span></li>  <li class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Tabula&ccedil;&atilde;o      dos dados, onde os mesmos foram organizados a partir da leitura das fontes      selecionadas;</span></li>  <li class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Interpreta&ccedil;&atilde;o      e an&aacute;lise dos dados tabulados.</span></li>  <li class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>An&aacute;lise      por meio dos autores citados no embasamento te&oacute;rico,      interpreta&ccedil;&atilde;o conforme a abordagem e an&aacute;lise do      conte&uacute;do; </span></li>  <li class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Reda&ccedil;&atilde;o      do estudo escrita de modo apurado, ou seja, gramaticalmente correto,      preciso, objetivo e estilisticamente agrad&aacute;vel de se ler.</span></li>     </ul>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A an&aacute;lise foi realizada com o intuito de atender aos objetivos do estudo, tanto geral como espec&iacute;ficos, al&eacute;m de responder &agrave; pergunta de partida. Dessa maneira, salienta-se que os dados da pesquisa foram organizados da seguinte forma: a adolesc&ecirc;ncia, destacando-se as caracter&iacute;sticas desta transi&ccedil;&atilde;o, os comportamentos e a adolesc&ecirc;ncia na Psicologia S&oacute;cio- hist&oacute;rica; a Gestalt-terapia com adolescentes e a anorexia em adolescentes sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por fim, destaca-se que o estudo se baseia na chamada Revis&atilde;o Integrativa, m&eacute;todo utilizado desde o ano de 1980, no &acirc;mbito da Pr&aacute;tica Baseada em Evid&ecirc;ncias (PBE), envolvendo a sistematiza&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o dos resultados de uma pesquisa bibliogr&aacute;fica em sa&uacute;de para que possam ser &uacute;teis &agrave; assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, acentuando a relev&acirc;ncia da pesquisa acad&ecirc;mica na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Dessa maneira, a principal finalidade da Revis&atilde;o Integrativa &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o entre a pesquisa cient&iacute;fica e a pr&aacute;tica profissional no &acirc;mbito da atua&ccedil;&atilde;o profissional.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Na concep&ccedil;&atilde;o de Mendes (2008), a Revis&atilde;o Integrativa inclui a an&aacute;lise de pesquisas importantes que ir&atilde;o oferecer suporte para a tomada de decis&atilde;o e a melhoria da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, possibilitando, assim, uma s&iacute;ntese detalhada do estado do conhecimento de determinado assunto, al&eacute;m de apresentar lacunas do conhecimento que necessitam ser preenchidas com a realiza&ccedil;&atilde;o de novos estudos. </span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>III - OS DESAFIOS DA ADOLESC&Ecirc;NCIA</span></b></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>3.1 - Breve Contextualiza&ccedil;&atilde;o da Adolesc&ecirc;ncia</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A palavra <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>adolesc&ecirc;ncia</span></em>, deriva do latim &#8220;adolescere&#8221;, que significa &#8220;fazer-se homem/mulher&#8221; ou ainda &#8220;crescer na maturidade&#8221; (MUUSS, 1976), sendo que apenas a partir do final do s&eacute;culo XIX, a adolesc&ecirc;ncia come&ccedil;ou a ser vista como uma fase distinta do desenvolvimento do ser humano. Na contemporaneidade, compreende-se que a defini&ccedil;&atilde;o da palavra <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>adolescente</span></em> envolve v&aacute;rios ramos do conhecimento, sendo: biol&oacute;gico, sociol&oacute;gico, psicol&oacute;gico, antropol&oacute;gico e jur&iacute;dico. Muuss (1974, p. 16) destaca que:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Sociologicamente adolesc&ecirc;ncia &eacute; o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia infantil para a autossufici&ecirc;ncia adulta. Psicologicamente, adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma &#8220;situa&ccedil;&atilde;o marginal&#8221; na qual novos ajustamentos, que distinguem o comportamento da crian&ccedil;a do comportamento adulto em uma determinada sociedade tem que ser feitos. Cronologicamente, &eacute; o tempo que se estende dos doze ou treze at&eacute; a casa dos vinte e um, vinte e dois com grandes varia&ccedil;&otilde;es individuais e culturais. Este per&iacute;odo tende a ocorrer mais cedo para as mo&ccedil;as do que para os rapazes, e terminar mais cedo em sociedade mais primitivas&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt; font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>De acordo com Formigli, Costa e Porto (2000), a adolesc&ecirc;ncia pode ser definida como um per&iacute;odo biopsicossocial, o qual compreende, conforme afirma&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de - OMS (1965), a segunda d&eacute;cada da vida, isto &eacute;, dos 10 aos 20 anos. Esse crit&eacute;rio tamb&eacute;m foi adotado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil (BRASIL, 2007a), bem como pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Alguns te&oacute;ricos da adolesc&ecirc;ncia, tal como Piaget, h&aacute; muito tempo t&ecirc;m concordado que a passagem da inf&acirc;ncia para a idade adulta &eacute; acompanhada por v&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es como, por exemplo, o desenvolvimento das opera&ccedil;&otilde;es formais, por meio do qual o adolescente reflete sobre seus pensamentos e constr&oacute;i teorias, a partir disso, ele come&ccedil;a a definir seus conceitos e valores.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Para o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), o per&iacute;odo de adolesc&ecirc;ncia vai dos 12 aos 18 anos (BRASIL, 2007b). Em suma, pode-se afirmar que a adolesc&ecirc;ncia se inicia a partir das mudan&ccedil;as corporais da puberdade, terminando com a inser&ccedil;&atilde;o social, profissional e econ&ocirc;mica na sociedade adulta.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Eisenstein (2005) destaca ainda que no Brasil, o ECA sob a Lei 8.069, de 1990, considera como crian&ccedil;a toda pessoa at&eacute; 12 anos de idade incompletos e define a adolesc&ecirc;ncia como a faixa et&aacute;ria de 12 a 18 anos de idade (artigo 2o), e, em casos excepcionais e quando estabelecido em lei, o Estatuto &eacute; aplic&aacute;vel at&eacute; os 21 anos de idade (artigos 121 e 142). Segundo o ECA, o adolescente pode ter o voto opcional como eleitor e cidad&atilde;o a partir dos 16 anos.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Cabe salientar que existem muitos autores que insistem em considerar a adolesc&ecirc;ncia como uma fase de transi&ccedil;&atilde;o, em que o adolescente passa por diversas mudan&ccedil;as, quando n&atilde;o &eacute; considerado como crian&ccedil;a e nem como adulto. Contudo, a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o pode ser considerada como um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; algo que transcende a isso.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, destaca-se que a adolesc&ecirc;ncia deve ser vista e compreendida muito al&eacute;m da idade cronol&oacute;gica, da puberdade e transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, a qual deve ser entendida como uma categoria que se constr&oacute;i, exercita-se e se reconstr&oacute;i dentro de uma hist&oacute;ria e tempo espec&iacute;ficos (FROTA, 2007).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Observa-se, ent&atilde;o, que a concep&ccedil;&atilde;o de adolesc&ecirc;ncia mais difundida atualmente se baseia em uma vis&atilde;o naturalista e universal, em que os desequil&iacute;brios e instabilidades s&atilde;o apresentados como fatores inerentes aos jovens.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma parte da vida de um indiv&iacute;duo essencial ao seu desenvolvimento, com in&uacute;meras caracter&iacute;sticas que se diferem conforme as determina&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-hist&oacute;ricas, tais como a cultura, valores, cren&ccedil;as e situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ser adolescente &eacute; viver um processo de mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, cognitivas e sociais, estas ajudam a tra&ccedil;ar o perfil desta popula&ccedil;&atilde;o. Nessa perspectiva, a adolesc&ecirc;ncia &eacute; compreendida como um per&iacute;odo atravessado por crises, que encaminham o indiv&iacute;duo na constru&ccedil;&atilde;o de sua subjetividade (FROTA, 2007). Portanto, assevera-se que a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o deve ser reduzida apenas a um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, pois ela deve ser vista e compreendida de acordo com o per&iacute;odo hist&oacute;rico na qual est&aacute; inserida.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Frota (2007) destaca mediante o exposto, que os conceitos de adolesc&ecirc;ncia devem ser constitu&iacute;dos a partir de um momento hist&oacute;rico, al&eacute;m de serem subjetivados por todas as for&ccedil;as e poderes atravessados nesta fase, permitindo, assim, maneiras diferentes de se pensar conforme o tempo em que se vive. Al&eacute;m de compreender a hist&oacute;ria de como foi constitu&iacute;da a adolesc&ecirc;ncia, se faz fundamental ainda compreender como est&atilde;o sendo subjetivados os adolescentes que comp&otilde;em o mundo contempor&acirc;neo e a qual concep&ccedil;&atilde;o de adolesc&ecirc;ncia est&atilde;o submetidos os mesmos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, compreende-se que a adolesc&ecirc;ncia se caracteriza por um per&iacute;odo de muitas turbul&ecirc;ncias que merecem muita aten&ccedil;&atilde;o, visto que podem se transformar, ou n&atilde;o, em s&eacute;rios problemas futuros e comprometer o desenvolvimento saud&aacute;vel do sujeito.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Zanella (2013) compreende a fase da adolesc&ecirc;ncia como o segundo grande salto para a vida. Para a autora mencionada, consiste em um salto em dire&ccedil;&atilde;o a si mesmo, como ser individual, distinguindo, ainda, puberdade de adolesc&ecirc;ncia, e ressaltando que a puberdade se refere aos fen&ocirc;menos fisiol&oacute;gicos, quando ocorrem as mudan&ccedil;as corporais e hormonais, enquanto a adolesc&ecirc;ncia compreende os componentes psicossociais desse processo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Isso faz parte do seu desenvolvimento como ser humano, atrav&eacute;s destas descobertas ele come&ccedil;a a descobrir sua identidade, seu estilo, enfim, caracter&iacute;sticas que ir&atilde;o determinar o seu comportamento na fam&iacute;lia e na sociedade em geral. No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade e consigo mesmo, este &eacute; um momento em que o ser humano sente a necessidade de pertencer e de ser aceito em determinados grupos sociais.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, cabe ressaltar que a m&iacute;dia, pode influenciar a vida dos adolescentes, independente da classe social destes. Assim, a m&iacute;dia interfere na maneira deles se vestirem, na forma de falarem, se expressarem, entre outras caracter&iacute;sticas. Seguir a moda &eacute; uma das maneiras que a maioria dos adolescentes encontra, para serem aceitos e valorizados pelos amigos.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Em contrapartida, a adolesc&ecirc;ncia deve ser compreendida como uma etapa da vida que envolve diversas necessidades, tais como: educa&ccedil;&atilde;o, lazer, prote&ccedil;&atilde;o, cuidado, afeto, sa&uacute;de e, acima de tudo, respeito por parte da fam&iacute;lia e da sociedade em geral.</span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>3.2 - A Adolesc&ecirc;ncia na Psicologia S&oacute;cio-hist&oacute;rica</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A Psicologia, ao longo do seu desenvolvimento, tem apresentado v&aacute;rias teorias que naturalizam o ser humano, diante disso, esta se&ccedil;&atilde;o tem por finalidade demonstrar como a adolesc&ecirc;ncia &eacute; vista sob a &oacute;tica da Psicologia S&oacute;cio-hist&oacute;rica.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Bock (2004) ressalta que o per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia &eacute; apresentado como se fizesse parte da natureza humana, portanto, seria tomada por caracter&iacute;sticas naturais a todos os indiv&iacute;duos normais, muitas vezes, independentemente da cultura na qual est&atilde;o introduzidos, dessa maneira, todos os indiv&iacute;duos passariam por esse est&aacute;gio de desenvolvimento denominado &#8220;tens&atilde;o emocional&#8221;, consequente do desenvolvimento biol&oacute;gico.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Tomio e Facci (2009) enfatizam que a ideia de est&aacute;gios evolutivos &eacute; uma constante presente em muitos estudos contempor&acirc;neos da Psicologia do Desenvolvimento. A partir deste contexto, compreende-se que a adolesc&ecirc;ncia focaliza os elementos de transforma&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e de altera&ccedil;&atilde;o no comportamento.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ainda de acordo com Tomio e Facci, (2009, p. 90), <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;(...) ao negligenciar a condi&ccedil;&atilde;o social de desenvolvimento cognitivo em sua teoria, n&atilde;o contempla a import&acirc;ncia do grupo social que, neste per&iacute;odo, &eacute; base nas rela&ccedil;&otilde;es do adolescente e constituem mola propulsora de seu desenvolvimento s&oacute;cio-cultural&#8221;</span></em>.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ao analisar o desenvolvimento do psiquismo humano atrav&eacute;s da Teoria S&oacute;cio- hist&oacute;rica, remete-se &agrave; an&aacute;lise detalhada de eixos da Psicologia enquanto ci&ecirc;ncia e concep&ccedil;&atilde;o norteadora de homem como objeto de estudo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Tomio e Facci (2009) salientam algumas produ&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas da Psicologia voltadas para a compreens&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia, nas quais se institui a adolesc&ecirc;ncia como fase &#8220;naturalizada&#8221; do desenvolvimento humano, desconsiderando o contexto hist&oacute;rico e social em que os indiv&iacute;duos est&atilde;o inseridos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, conforme apresentado por essas teorias, o desenvolvimento psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo ocorre de forma progressiva atrav&eacute;s de est&aacute;gios fixos e invari&aacute;veis, os quais cada pessoa precisa atravessar, obrigatoriamente, os mesmos est&aacute;gios e seguir a mesma sequ&ecirc;ncia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A partir disso, considera-se que as estruturas cognitivas apresentam uma propriedade sequencial, as quais s&atilde;o necess&aacute;rias para a forma&ccedil;&atilde;o da fase seguinte, a adulta (TOMIO; FACCI, 2009).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Mesmo diante das caracter&iacute;sticas esperadas durante a fase da adolesc&ecirc;ncia, elas podem variar de acordo com o contexto hist&oacute;rico em que acontecem, pois &eacute; natural que os jovens se voltem para o meio social em busca de sentido e significados para sua vida, pois &eacute; importante e fundamental para a forma&ccedil;&atilde;o da sua subjetividade. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Conforme afirma Pitombeira (2005), assim como a inf&acirc;ncia, a adolesc&ecirc;ncia tamb&eacute;m &eacute; entendida nos dias atuais como uma categoria hist&oacute;rica, que recebe significados longe de serem essencialistas. A naturaliza&ccedil;&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia, bem como a sua homogeneiza&ccedil;&atilde;o, s&oacute; pode ser analisada &agrave; luz da pr&oacute;pria sociedade, desse modo, as caracter&iacute;sticas naturais desta fase apenas podem ser compreendidas quando inseridas na hist&oacute;ria que a geraram.</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>IV - COMPREENDENDO A ANOREXIA EM ADOLESCENTES PELOS CAMINHOS DA GESTALT-TERAPIA</span></b></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>4.1 - Gestalt-terapia</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A Gestalt-terapia trabalha com transtornos alimentares, observando a anorexia em adolescentes sob esta &oacute;tica, percebe-se o quanto a mesma est&aacute; relacionada com o desenvolvimento e crescimento do ser humano. A Gestalt-terapia teve a influ&ecirc;ncia da Teoria da Gestalt, Teoria do Campo, Teoria Hol&iacute;stica, Humanismo, Existencialismo e a Fenomenologia. Tamb&eacute;m incorporou saberes da Teoria Reichiana e do Zen-Budismo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ribeiro (2006, p. 31) destaca que:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;A Gestalt-terapia, como uma terapia do encontro e do contato, preocupa-se pouco com uma psicologia centrada no passado ou preventiva do amanh&atilde;. Preocupamo-nos com uma ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica que encontre respostas reais &agrave;s demandas do aqui e agora das pessoas, que pare de psicologizar situa&ccedil;&otilde;es e encare a realidade, abrindo caminhos para respostas mais adequadas &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es do mundo moderno&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Dessa maneira, a Gestalt-terapia percebe o ser humano de forma hol&iacute;stica, corpo e mente, respons&aacute;vel por suas escolhas e flex&iacute;vel a mudan&ccedil;as. Para a presente abordagem, o sujeito tem tend&ecirc;ncia a se autorregular por interm&eacute;dio de seu potencial criativo e deve direcionar seu olhar para a descri&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia vivenciada no presente e quais significados atribui &agrave; mesma. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Para Ribeiro (2012, p. 80):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Quando mencionamos bloqueio de contato, introduzimos certo n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, embora precise ficar claro que, consciente ou inconsciente, o organismo est&aacute; tendo seu melhor desempenho, da&iacute; o cuidado que se deve ter para n&atilde;o quebrar, retirar esses bloqueios, com se fossem algo dispens&aacute;vel na organiza&ccedil;&atilde;o que o organismo, como um todo, faz de suas pr&oacute;prias defesas e reservas&quot;.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A interrup&ccedil;&atilde;o do contato pode ser entendida como forma de resist&ecirc;ncia do sujeito de entrar em rela&ccedil;&atilde;o com seus conte&uacute;dos dolorosos, diante disso, Kiyan (2006) cita como mecanismos de defesa, a retroflex&atilde;o, que &eacute; um voltar-se rispidamente contra si mesmo quando n&atilde;o consegue resolver algo no contato com o outro. Dessa forma alivia sua tens&atilde;o em seu pr&oacute;prio corpo, entretanto, o indiv&iacute;duo &eacute; capaz de reconhecer o meio como, por exemplo, na anorexia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, a retroflex&atilde;o se baseia em fazer consigo mesmo o que gostaria de fazer com o outro. Na proje&ccedil;&atilde;o, o sujeito remete ao mundo e aos outros seus conte&uacute;dos, eximindo-se de responsabilidade. A conflu&ecirc;ncia ocorre quando a aus&ecirc;ncia da fronteira de contato gera uma fus&atilde;o, na qual o sujeito confunde-se com o meio, evitando assim o contato verdadeiro.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O mecanismo de defesa da introje&ccedil;&atilde;o ocorre quando o indiv&iacute;duo absorve, sem senso cr&iacute;tico, o que lhe &eacute; transmitido, como regras, comportamentos, valores, moral, dentre outros. Constitui o alicerce da educa&ccedil;&atilde;o infantil. O egotismo &eacute; um voltar-se para si mesmo, contudo, n&atilde;o reconhece o meio, ou seja, o outro, apenas a ele pr&oacute;prio. (KYIAN, 2006) </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Portanto, para Ribeiro (2012, p. 35):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;(...) a a&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica &eacute; orientada para o todo do cliente, cada uma de suas partes est&aacute; sendo mexida, considerada; quando &eacute; orientada para uma parte do cliente, por exemplo, para uma energia localizada na respira&ccedil;&atilde;o, toda pessoa est&aacute; sendo atingida, porque a rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas de causa e efeito, mas uma rela&ccedil;&atilde;o existencial entre as partes e o todo, entre cada nota e sinfonia&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family: "Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O corpo, para a Gestalt-terapia, &eacute; de extrema signific&acirc;ncia, visto que a pele &eacute; o maior &oacute;rg&atilde;o do corpo e possui grande parte das termina&ccedil;&otilde;es nervosas e, consequentemente, muita sensibilidade. &Eacute; no corpo que s&atilde;o expressados os anseios, as emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos, sensa&ccedil;&otilde;es, imagens, podendo ser de forma consciente ou algumas vezes inconsciente.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Miller (2002) enfoca a import&acirc;ncia do trabalho terap&ecirc;utico, como forma de compreender como o sujeito cresce e se desenvolve, e isso possivelmente se aplica aos adolescentes que sofrem com a anorexia, visto que, a hist&oacute;ria de vida e os significados que o sujeito atribui a seus eventos, s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o do momento presente em que o indiv&iacute;duo se encontra.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Polito (1999, p. 88) assevera que o objetivo principal do gestalt-terapeuta, com rela&ccedil;&atilde;o ao seu cliente, refere-se a:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;(...) justamente a de facilitar o resgate daquilo que est&aacute; vivo no paciente, encorajando-o a vivenciar a amplitude de for&ccedil;as internas que lhe pertencem...O terapeuta precisa atentar para o qu&atilde;o deformada est&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o do paciente consigo mesmo e seu meio, percebendo suas dificuldades, seu sofrimento e fragilidade, sem precipitar qualquer tipo de mobiliza&ccedil;&atilde;o que possa &#8220;atropelar&#8221; a experi&ecirc;ncia do mesmo&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt; font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, percebe-se que a Gestalt-terapia preconiza uma pr&aacute;tica psicoter&aacute;pica experiencial, sendo baseada na tomada de consci&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia atual do ser, o que demonstra a sua relev&acirc;ncia e aplica&ccedil;&atilde;o na anorexia. Esta pr&aacute;tica estabelece a rela&ccedil;&atilde;o entre paciente e terapeuta, a qual deve ser baseada em um di&aacute;logo aut&ecirc;ntico e genu&iacute;no, pois dessa forma facilita o sujeito a olhar para si e atribuir seus pr&oacute;prios significados. </span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>4.2- Gestalt-terapia com adolescentes: atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo </span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A adolesc&ecirc;ncia caracteriza-se por ser uma fase marcada por mudan&ccedil;as, dentre elas, pode-se mencionar os problemas de comportamento, as mudan&ccedil;as biol&oacute;gicas e f&iacute;sicas, as constantes flutua&ccedil;&otilde;es de humor, o rompimento com modelos de autoridade (fam&iacute;lia e professores), a introspec&ccedil;&atilde;o, a identifica&ccedil;&atilde;o com &#8220;&iacute;dolos&#8221;, a descoberta do primeiro amor, enfim, &eacute; um per&iacute;odo em que se busca uma nova forma de enxergar a si e o mundo. O marco dessa passagem imp&otilde;e v&aacute;rios momentos de escolha ao adolescente, tal como a escolha de profiss&atilde;o. Esta &eacute; uma fase da vida do ser humano que o amadurecimento se acelera tanto no plano f&iacute;sico quanto psicol&oacute;gico e social. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Neste momento acontecem diversas oscila&ccedil;&otilde;es de humor e de conduta, al&eacute;m disso, &eacute; comum que ocorra uma revis&atilde;o de muitas experi&ecirc;ncias j&aacute; vividas, elaborando melhor os pontos de vista, de maneira mais atualizada, organizada e madura. Nesta fase ocorrem muitas experimenta&ccedil;&otilde;es, as quais constroem e agregam caracter&iacute;sticas &agrave; personalidade (ZANELLA, 2013).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Compreende-se, assim, que o adolescente vivencia uma fase nova em sua vida, na qual ele busca encontrar a defini&ccedil;&atilde;o do seu papel dentro do c&iacute;rculo social que est&aacute; inserido. Ao longo dessa nova fase, novas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais s&atilde;o vividas e estabelecidas, aos poucos se forma a subjetividade atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o dentro de um grupo de iguais.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Desse modo, Almeida (2010) assevera que grande n&uacute;mero de adolescentes s&atilde;o encaminhados para a psicoterapia atrav&eacute;s da escola, a qual alega inadapta&ccedil;&atilde;o ou rebeldia, visto que apenas pequena parcela dos mesmos deseja, por conta pr&oacute;pria, viver um processo terap&ecirc;utico.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Geralmente, o adolescente n&atilde;o procura de forma espont&acirc;nea por tratamento psicoter&aacute;pico, normalmente este &eacute; encaminhado pelos pais, por um psicopedagogo, professor e/ou psiquiatra. Devido a isso, o adolescente acaba apresentando pouca ou nenhuma motiva&ccedil;&atilde;o para o tratamento e, em muitos casos, n&atilde;o apresenta um sofrimento manifesto, contudo, para o sucesso da terapia psicol&oacute;gica precisa, primeiramente, de sua implica&ccedil;&atilde;o no processo. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Na Gestalt-terapia com adolescentes costumam-se ser abordados temas como relacionamentos, autoconhecimento, inseguran&ccedil;as, conflitos entre gera&ccedil;&otilde;es, escolhas profissionais, ansiedade, fobias, sexualidade, timidez e agressividade.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com o gestalt -terapeuta baseia-se na autenticidade, no respeito e, acima de tudo, no sigilo. Desse modo, Zanella (2013) salienta que o prop&oacute;sito n&atilde;o est&aacute; em enquadrar o adolescente em um padr&atilde;o pr&eacute;-existente, mas sim, acolher suas caracter&iacute;sticas, trabalhando tanto as suas dificuldades, como tamb&eacute;m as potencialidades. Al&eacute;m disso, s&atilde;o utilizados recursos variados e diferentes para tornar o momento terap&ecirc;utico adequado a cada adolescente.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Diante disso, o psic&oacute;logo deve favorecer ao adolescente momentos de introspec&ccedil;&atilde;o e de autoconhecimento, para que o mesmo possa compreender seus sentimentos, comportamentos, desejos, fantasias, sua rela&ccedil;&atilde;o com a autoridade parental e com os grupos a que pertence ou idealiza, dentre outros aspectos. Muitas vezes, o comportamento desafiador e agressivo est&aacute; relacionado &agrave; busca de aceita&ccedil;&atilde;o em um grupo e, quando isso n&atilde;o ocorre, e a fam&iacute;lia tamb&eacute;m n&atilde;o o acolhe, pode acarretar em baixa autoestima e possivelmente uma depress&atilde;o. </span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Para a Gestalt-terapia o adolescente &eacute; um ser livre e respons&aacute;vel por suas escolhas e que se utiliza, com frequ&ecirc;ncia, do ajustamento criativo. &Eacute; facilmente influenciado pelos amigos e se sente seguro inserido em um grupo. Possui atitudes de confrontamento, pois quer impor sua opini&atilde;o, demonstrar que cresceu, em fim, alcan&ccedil;ar seu lugar e espa&ccedil;o.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&Eacute; uma fase de distanciamento dos pais para mostrar &agrave; sociedade que cresceu, contudo, muitas vezes est&aacute; carente e perdido, sem rumo e os pais devem estar atentos para dar o suporte necess&aacute;rio, pois precisam muito dessa seguran&ccedil;a, por tamb&eacute;m ser uma fase de muitas escolhas, transforma&ccedil;&otilde;es corporais, etc. O adolescente se sente poderoso e muitas vezes usa da agressividade para se impor. &Eacute; normal oscilar entre fases de tristeza e euforia, pois tudo vivencia de maneira extrema.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Observa-se, geralmente, dificuldades, por parte da fam&iacute;lia, em lidar com o adolescente, pois ficam perdidos diante de tantas mudan&ccedil;as emocionais e comportamentais, e um conflito ainda maior &eacute; a falta de di&aacute;logo entre ambas as partes n&atilde;o permitindo uma aproxima&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e emp&aacute;tica e muitas vezes tornando a conviv&ecirc;ncia insuport&aacute;vel.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>No que tange aos experimentos utilizados pela Gestalt-terapia, Ginger e Ginger (1995) salientam que eles apenas t&ecirc;m sentido em seu contexto global quando s&atilde;o integradas a um m&eacute;todo coerente, bem como praticados conforme uma filosofia geral.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A interrup&ccedil;&atilde;o de contato est&aacute; relacionada a algo desagrad&aacute;vel, no entanto, os recursos terap&ecirc;uticos t&ecirc;m o objetivo de aproximar o adolescente desses conte&uacute;dos, pois dessa forma favorece a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;</span></em> e possibilita o crescimento. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Conforme Kiyan (2006), no experimento terap&ecirc;utico Cadeira Vazia ou Cadeira Quente, o adolescente &eacute; solicitado para se sentar em frente a uma cadeira vazia, para que o mesmo possa projetar nela um ser imagin&aacute;rio, entretanto, real em sua vida e, portanto, ele &eacute; estimulado, aos poucos, a dizer para seu personagem imagin&aacute;rio tudo que gostaria de falar se o mesmo estivesse de fato presente, ocorrendo uma catarse e libera&ccedil;&atilde;o de tens&atilde;o. Esta pr&aacute;tica se baseia em uma oportunidade de ser liberado tudo o que antes estava preso na garganta e o adolescente expressar o que est&aacute; sentindo. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Outro experimento que pode ser citado, segundo Kiyan (2006), refere-se ao monodrama, que se trata de uma varia&ccedil;&atilde;o do psicodrama, este, lembra um pouco o experimento anterior, no entanto, o pr&oacute;prio sujeito desempenha v&aacute;rios pap&eacute;is, quase que simult&acirc;neos. Dessa forma, possibilita ao adolescente perceber os pr&oacute;prios sentimentos, sem a presen&ccedil;a de outras pessoas, propiciando assim a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>awareness</span></em>.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ainda em conformidade a Kiyan (2006, p. 191), a exagera&ccedil;&atilde;o <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;consiste, como o pr&oacute;prio nome sugere, em exagerar determinada fala ou gesto que estariam &#8216;dilu&iacute;dos&#8217; num relato ou contexto pouco prop&iacute;cio &agrave; &#8220;awareness&#8221;&#8221;</span></em>. Pode ser bastante utilizada em adolescentes, pois facilita a elimina&ccedil;&atilde;o dos sentimentos que est&atilde;o causando sofrimento, salienta que o terapeuta solicita que o cliente repita v&aacute;rias vezes e cada vez mais alto uma determinada frase, quando percebe ser importante para o processo terap&ecirc;utico.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Segundo Stevens (1988), a Fantasia da Roseira se baseia em solicitar ao adolescente que imagine que &eacute; uma roseira. Assim, muitas sugest&otilde;es s&atilde;o dadas a t&iacute;tulo de motiva&ccedil;&atilde;o ou estimula&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de facilitar a associa&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o do adolescente. Pede-se a ele que imagine que tipo de roseira ele v&ecirc;, se &eacute; mesmo uma roseira ou &eacute; outro tipo de flor, se tem espinho, se &eacute; grande ou pequena, alta ou baixa, magra ou gorda, como s&atilde;o suas ra&iacute;zes, e qual sua profundidade, se tem folhas, como s&atilde;o estas folhas, s&atilde;o muitas ou poucas, como s&atilde;o seu tronco, seus galhos, e em que lugar estar, se est&aacute; sozinha ou acompanhada, como s&atilde;o os companheiros, como se sente neste lugar, o que v&ecirc; em volta de si.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O adolescente &eacute;, deste modo, redirecionado ao seu espa&ccedil;o pr&oacute;prio para um lugar comum e solicitado que desenhe a roseira que imaginou sem se preocupar com a qualidade do desenho, visto que poder&aacute; dar as explica&ccedil;&otilde;es que quiser acerca do que desenhou (PROTASIO, 1997).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m dos recursos terap&ecirc;uticos mencionados, existem outras v&aacute;rias maneiras de se trabalhar em Gestalt-terapia com os adolescentes, por&eacute;m, isso depender&aacute; do estilo pessoal de cada terapeuta, de seu modo de ser, visto que ser gestalt-terapeuta est&aacute; intimamente associado &agrave; pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia do terapeuta como humanista, ao modo de observar o mundo e a si mesmo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Alguns experimentos usados com crian&ccedil;as tamb&eacute;m podem ser adaptados para adolescentes, tais como: desenhos, argila, jogos de tabuleiro, jogos constru&iacute;dos com o cliente, caixa de areia, fantoches, m&uacute;sicas, dentre outros.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Os recursos terap&ecirc;uticos facilitam a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;</span></em>, que &eacute; o processo cont&iacute;nuo de conscientiza&ccedil;&atilde;o, pois o ser humano est&aacute; em constante transforma&ccedil;&atilde;o, um eterno devir. A <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;</span></em> &eacute; a consci&ecirc;ncia que o indiv&iacute;duo adquire acerca dos diversos &acirc;mbitos de sua vida via experi&ecirc;ncia, n&atilde;o se levando em considera&ccedil;&atilde;o a consci&ecirc;ncia como apenas algo racional, mas tamb&eacute;m emocional. Ela pode ser considerada como um dos objetivos principais do processo terap&ecirc;utico.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Polster e Polster (2001) enfatizam que a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221; </span></em>auxilia a recuperar a unidade da fun&ccedil;&atilde;o total e integrada do indiv&iacute;duo, necessitando ele primeiro abranger as sensa&ccedil;&otilde;es e os sentimentos que o acompanham antes mesmo de poder alterar de alguma forma seu comportamento. Os atores ainda destacam que a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;</span></em> &eacute; um meio cont&iacute;nuo para manter-se atualizado com o pr&oacute;prio eu&#8221; (POLSTER; POLSTER, p. 217).</span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>4.3- Anorexia</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>No que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas fundamentais da anorexia, destaca-se a recusa do indiv&iacute;duo em manter um peso corporal na faixa normal m&iacute;nima, al&eacute;m de um temor intenso de ganhar peso e perturba&ccedil;&atilde;o significativa na percep&ccedil;&atilde;o da forma do corpo (DSM-V, 2013).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, compreende-se que a anorexia nervosa, conforme descrita pela psicopatologia, &eacute; um transtorno alimentar em que o indiv&iacute;duo se recusa a manter o peso corporal adequado para sua idade e altura. Embora apresente peso abaixo do normal, ele se percebe gordo e o alimento passa a ser considerado como um inimigo em sua vida.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ademais, destaca-se que &eacute; poss&iacute;vel que a anorexia exista desde os tempos mais remotos, entretanto, h&aacute; aproximadamente cem anos, &eacute; que foi descrita de modo mais espec&iacute;fico na Europa, inicialmente na Fran&ccedil;a e Inglaterra, eliminando-se assim, causas org&acirc;nicas, passando a identific&aacute;-la como uma doen&ccedil;a psicol&oacute;gica (GERLINGHOFF; BACKMUND, 1997).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Appolin&aacute;rio e Claudino (2000) destacam que a anorexia ocorre geralmente em mulheres jovens, posto que a preval&ecirc;ncia pode variar entre 0,5% e 3,7%, entre a faixa et&aacute;ria de 14 a 17 anos. Nos Estados Unidos este &iacute;ndice encontra-se em torno de 0,48%, dessa maneira, estima-se que existe em m&eacute;dia um caso de anorexia a cada 200 adolescentes do sexo feminino entre 15 e 19 anos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A anorexia pode gerar diversas complica&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, sobretudo decorrentes da desnutri&ccedil;&atilde;o e dos comportamentos purgativos como, por exemplo, anemia, altera&ccedil;&otilde;es end&oacute;crinas, osteoporose, dentre outras. Geralmente h&aacute; quadros psiqui&aacute;tricos associados &agrave; anorexia, em especial, transtornos do humor, ansiedade e/ou personalidade (APPOLIN&Aacute;RIO; CLAUDINO, 2000).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A pessoa diagnosticada com anorexia nem sempre procura ajuda por conta pr&oacute;pria, isto geralmente ocorre em virtude do n&iacute;vel de sofrimento ps&iacute;quico, como tamb&eacute;m das sequelas som&aacute;ticas e psicol&oacute;gicas da inani&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, cabe destacar que este sujeito tem uma grande resist&ecirc;ncia em assumir que precisa de ajuda, existe uma nega&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o vivenciada. Dessa maneira, salienta-se que com muita frequ&ecirc;ncia se torna necess&aacute;rio obter informa&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s dos pais ou outras fontes externas, a fim de estabelecer o grau de perda de peso, al&eacute;m de outros aspectos relacionados &agrave; doen&ccedil;a.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A seguir, destacam-se os subtipos que podem ser utilizados para a especifica&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou ainda da aus&ecirc;ncia de compuls&otilde;es peri&oacute;dicas regulares durante o epis&oacute;dio atual de anorexia nervosa, conforme assevera o DSM-V (2013, p. 01), que esse tipo restritivo se caracteriza por <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;apresenta&ccedil;&otilde;es nas quais a perda de peso &eacute; conseguida principalmente atrav&eacute;s de dietas, jejuns ou exerc&iacute;cios excessivos. Durante o epis&oacute;dio atual, esses indiv&iacute;duos n&atilde;o se envolvem com regularidade em compuls&otilde;es peri&oacute;dicas ou purga&ccedil;&otilde;es&#8221;</span></em>.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>J&aacute; o subtipo Compuls&atilde;o Peri&oacute;dica/Purgativo &eacute; utilizado quando a pessoa anor&eacute;xica se envolveu de maneira regular em compuls&otilde;es peri&oacute;dicas ou purga&ccedil;&otilde;es, podendo ser ambas, durante o epis&oacute;dio atual.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Segundo destaca o DSM-V (2013, p. 01):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;A maioria dos indiv&iacute;duos com Anorexia Nervosa que comem compulsivamente tamb&eacute;m fazem purga&ccedil;&otilde;es mediante v&ocirc;mitos auto induzidos ou uso indevido de laxantes, diur&eacute;ticos ou enemas. Alguns indiv&iacute;duos inclu&iacute;dos neste subtipo n&atilde;o comem de forma compulsiva, mas fazem purga&ccedil;&otilde;es regularmente ap&oacute;s o consumo de pequenas quantidades de alimentos. Aparentemente, a maior parte dos indiv&iacute;duos com o Tipo Compuls&atilde;o Peri&oacute;dica/Purgativo dedica-se a esses comportamentos pelo menos 1 vez por semana, mas n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es suficientes que justifiquem a especifica&ccedil;&atilde;o de uma frequ&ecirc;ncia m&iacute;nima&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Quando o sujeito se encontra seriamente abaixo do peso, &eacute; comum apresentarem sintomas depressivos, como distimia, retraimento social, diminui&ccedil;&atilde;o do interesse por sexo, irritabilidade, ins&ocirc;nia, entre outros. Estas pessoas ainda podem apresentar sintomas que abrangem crit&eacute;rios para Transtorno Depressivo Maior.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>De acordo com o exposto no DSM-V (2013), alguns dos sintomas de perturba&ccedil;&atilde;o do humor devem ser reavaliados posteriormente a uma recupera&ccedil;&atilde;o completa ou parcial do peso. Al&eacute;m disso, caracter&iacute;sticas obsessivo-compulsivas, sejam relacionadas ou n&atilde;o com comida, ocorrem com maior frequ&ecirc;ncia.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>No que diz respeito aos achados laboratoriais associados, destaca-se que, conforme o DSM-V (2013, p. 01):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Embora alguns indiv&iacute;duos com Anorexia Nervosa n&atilde;o apresentem anormalidades laboratoriais, a caracter&iacute;stica de semi-inani&ccedil;&atilde;o deste transtorno pode afetar sistemas org&acirc;nicos importantes e produzir uma variedade de dist&uacute;rbios. A indu&ccedil;&atilde;o de v&ocirc;mitos e o abuso de laxantes, diur&eacute;ticos e enemas podem tamb&eacute;m causar diversos dist&uacute;rbios, produzindo achados laboratoriais anormais&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt; font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por fim, ressalta-se que o papel do Psic&oacute;logo neste processo n&atilde;o &eacute; focado no ganho de peso, muito menos nos porqu&ecirc;s do transtorno e na r&aacute;pida melhora, mas sim, um facilitador para que o indiv&iacute;duo comece a ter um olhar para si e, consequentemente, para que possa aumentar sua capacidade de <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;, a</span></em> consci&ecirc;ncia de quem ele &eacute;, e o que deseja para a pr&oacute;pria vida, observando a partir disso como age frente &agrave;s possibilidades que surgem, quanto tamb&eacute;m, as consequ&ecirc;ncias de suas escolhas.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por meio deste processo de autoconhecimento pode-se criar um modo mais saud&aacute;vel de express&atilde;o. Quando o indiv&iacute;duo conseguir falar de alegrias, tristezas, medos, ansiedades, ang&uacute;stia, desejos, d&uacute;vidas, certezas, amor, &oacute;dio, amigos, fam&iacute;lia e conseguir identificar cada um destes fatores, ele estar&aacute; encontrando um modo mais funcional e criativo para viver e se relacionar em sociedade.</span></p>      <p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>4.4- Anorexia em adolescentes sob a abordagem da Gestalt-terapia</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Polito (1999) ressalta que quando se fala em transtornos alimentares sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia, se fala em adoecer. Tendo em vista a base fenomenol&oacute;gico-existencial desta abordagem, bem como compreendendo o ser humano a partir de sua exist&ecirc;ncia, seu potencial de constante crescimento e autorregula&ccedil;&atilde;o, o adoecer passa a ser visto como uma etapa de um ajustamento criativo disfuncional, o qual, muitas vezes, &eacute; capaz de proteger o indiv&iacute;duo de certas experi&ecirc;ncias insuport&aacute;veis.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ademais, se faz interessante mencionar o entendimento de Teixeira (2005) com rela&ccedil;&atilde;o aos adolescentes com anorexia, a autora destaca que muitos destes pacientes vivenciam conflitos emocionais n&atilde;o resolvidos que acabam gerando algum tipo de ansiedade. Portanto, a autora correlaciona a anorexia um n&atilde;o s&oacute; como um problema centrado na alimenta&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m no controle da pr&oacute;pria ansiedade. Diante disso, justifica-se a relev&acirc;ncia em se trabalhar quest&otilde;es emocionais trazidas pelo paciente.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, destaca-se que a Gestalt-terapia se enquadra nesse movimento quando se trata de processos psicopatol&oacute;gicos, de acordo com os ensinamentos de Perls, Hefferline &amp; Goodman (1997). Para Ten&oacute;rio (2003): <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;os te&oacute;ricos da Gestalt-terapia desenvolveram uma compreens&atilde;o dos processos psicopatol&oacute;gicos do desenvolvimento a partir dos estudos dos processos de autorregula&ccedil;&atilde;o organ&iacute;smica&#8221;</span></em> (p. 34).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O ser humano possui a tend&ecirc;ncia de se autorregular a fim de se adaptar melhor &agrave;s suas rela&ccedil;&otilde;es com o meio de conv&iacute;vio. Contudo, a autorregula&ccedil;&atilde;o, muitas vezes, n&atilde;o consegue dar conta de todas as situa&ccedil;&otilde;es, sendo necess&aacute;rio nesse caso que o indiv&iacute;duo fa&ccedil;a algo mais. Esse &#8220;algo mais&#8221;, por sua vez, se baseia em um ajustamento criativo, o qual significa, segundo Mattos (2000, p. 16):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;O processo atrav&eacute;s do qual o indiv&iacute;duo se relaciona de forma ativa e criativa com o meio na busca da satisfa&ccedil;&atilde;o plena de suas necessidades, ou seja, na busca de equil&iacute;brio, sendo, ent&atilde;o, um processo de adapta&ccedil;&atilde;o em que n&atilde;o h&aacute; primazia de um sobre o outro, e sim uma negocia&ccedil;&atilde;o entre ambas as partes, como um acordo que se cria entre o indiv&iacute;duo e meio&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Segundo Mattos (2000), um ajustamento criativo, visto fora de seu contexto, quase sempre n&atilde;o representa a melhor op&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, de certo modo, foi o melhor que aquela pessoa conseguiu naquele momento de acordo com a percep&ccedil;&atilde;o que possu&iacute;a da situa&ccedil;&atilde;o e com os recursos que detinha em m&atilde;os.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Em fun&ccedil;&atilde;o disso, se faz necess&aacute;rio observar esse sujeito de maneira inteira, isto &eacute;, sua maneira de estar em contato consigo e com o mundo ao seu redor, n&atilde;o alienando a doen&ccedil;a. Levando todo esse indiv&iacute;duo em considera&ccedil;&atilde;o, tem que se ter cuidado no momento de trat&aacute;-lo, com a retirada do sintoma, que pode se configurar em a &uacute;nica forma de suporte para trabalhar, lidar com as tens&otilde;es do meio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Desse modo, Nunes e Holanda (2008, p. 01) salientam que:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;O melhor caminho &eacute; o contato com esse &#8220;modo doente&#8221;, para que com a tomada de consci&ecirc;ncia essa pessoa consiga criar novas formas de estar no mundo, de lidar com ele, tendo em si um novo suporte e a&iacute; sim mudar sua maneira de lidar com sua alimenta&ccedil;&atilde;o, com seu nutrir-se. O foco deve permear o &#8220;como &#8220;e n&atilde;o o &#8220;porque&#8221;, como esse sujeito est&aacute; no mundo, se relacionando com ele&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Conforme assevera Cardella (2002), na Gestalt-terapia, o auto suporte &eacute; desenvolvido de maneira gradativa, portanto, o gestalt-terapeuta se constituir&aacute; em um facilitador do processo gradual de passagem do apoio em suportes de reconhecimento e cria&ccedil;&atilde;o de recursos pr&oacute;prios do adolescente, para que assim, ele possa determinar contatos plenos.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Frente a isso, compreende-se que a Gestalt-terapia contribui de forma eficaz para o tratamento de transtornos alimentares em adolescentes, nomeadamente para a anorexia, posto que o funcionamento metab&oacute;lico e o psicol&oacute;gico s&atilde;o alvo de aten&ccedil;&atilde;o, sendo que estes fatores contribuir&atilde;o de maneira direta no seu desenvolvimento.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Al&eacute;m disso, a Gestalt-terapia tem por base uma vis&atilde;o hol&iacute;stica, ou seja, ela trabalha o adolescente no contexto em que o mesmo se encontra inserido, atrav&eacute;s da tend&ecirc;ncia ao equil&iacute;brio do pr&oacute;prio organismo. Em suma, a pessoa, na procura da satisfa&ccedil;&atilde;o completa das suas necessidades, ajusta-se ao meio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>De acordo com Nunes e Holanda (2008, p. 01):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Durante o processo psicoterap&ecirc;utico, o paciente aumenta sua capacidade de awareness, isto &eacute;, a consci&ecirc;ncia de si pr&oacute;prio. Outro objetivo da terapia &eacute; desenvolver o auto suporte do paciente para que ele confie mais em si e possa &#8220;andar mais com as suas pr&oacute;prias pernas&#8221;, aumentando desta forma a sua autoestima e autoconfian&ccedil;a</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Cabe salientar ainda que o tratamento com a participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia &eacute; um fator de extrema relev&acirc;ncia, visto que, geralmente, &eacute; com quem o paciente se relaciona na maior parte de sua exist&ecirc;ncia. Desse modo, destaca-se que se o adolescente e o meio em que ele vive forem alvo de interven&ccedil;&atilde;o, o tratamento ir&aacute; gerar mais efeito, mais resultados.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Em outro estudo realizado por Schillings (2007), a autora destaca que no momento em que ocorre ou h&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, a necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o que trabalhe de maneira r&aacute;pida e eficaz, evitando que um grave risco de doen&ccedil;a f&iacute;sica de instala&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, se transforme em algo definitivo, pode se fazer necess&aacute;rio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Tais interven&ccedil;&otilde;es, de car&aacute;ter moment&acirc;neo, podem auxiliar o paciente com anorexia a ter consci&ecirc;ncia do estado debilitado em que se encontra como tamb&eacute;m, lhe possibilitar a disponibilidade para elaborar estrat&eacute;gias importantes para sua sobreviv&ecirc;ncia, isso pode ser de extrema import&acirc;ncia para sua situa&ccedil;&atilde;o e posteriores situa&ccedil;&otilde;es de <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;</span></em>. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Schillings (2007, p. 01) destaca que em alguns casos, estas interven&ccedil;&otilde;es de <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;cunho objetivo s&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; necess&aacute;rias, como tamb&eacute;m, muitas vezes em momentos iniciais e pontuais, imprescind&iacute;veis pelo contexto em que se encontra a pessoa&#8221;</span></em>.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Perls (2002), em seu livro intitulado &#8220;Ego, Fome e Agress&atilde;o&#8221;, ao mencionar a relev&acirc;ncia da terapia de concentra&ccedil;&atilde;o, discorre sobre o m&eacute;todo diretivo como insuficiente, devido ao fato de se tratar de decis&otilde;es superficiais. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ainda de acordo com Perls (2002, p. 319):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Para dissolver um sintoma neur&oacute;tico no pr&oacute;prio organismo, precisamos da awareness do sintoma em toda sua complexidade, n&atilde;o de introspec&ccedil;&atilde;o intelectual e explica&ccedil;&otilde;es; da mesma forma, para dissolver um torr&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, &eacute; necess&aacute;rio &aacute;gua, n&atilde;o filosofia&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>. </span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por&eacute;m, &agrave;s vezes se faz necess&aacute;rio falar e demonstrar a exist&ecirc;ncia do torr&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car para que ele seja assim observado, antes de dissolv&ecirc;-lo. Diante disso, uma dire&ccedil;&atilde;o dada em situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia representa oferecer a possibilidade de o indiv&iacute;duo desviar do aspecto emocional cego para o racional.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Obviamente, conforme bem destaca Schillings (2007), o que se procura na Gestalt-terapia com adolescentes anor&eacute;xicos n&atilde;o &eacute; o direcionamento do que este deva ou n&atilde;o fazer, mas sim criar possibilidades para que esta pessoa disponha novamente de sua responsabilidade mediante as ocorr&ecirc;ncias de sua vida.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Nesse sentido, o trabalho terap&ecirc;utico na abordagem acerca da anorexia em adolescentes, possui como orienta&ccedil;&atilde;o dos atendimentos a perspectiva de que toda experi&ecirc;ncia ocorre no campo organismo-meio, uma vez que a mesma &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da fronteira-contato. O self, por sua vez, representa <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;o sistema de contato em qualquer momento (...) &eacute; a fronteira de contato em funcionamento; sua atividade &eacute; formar figuras e fundos&#8221;</span></em> (PERLS; HEFFERLINE; GOODMAN, 1997, p. 47).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Os autores supracitados ainda asseveram que o self, enquanto processo, possui tr&ecirc;s modos ou fun&ccedil;&otilde;es</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Id, Ego e Personalidade, sendo a fun&ccedil;&atilde;o id a disponibilidade de uma historicidade dispon&iacute;vel atrav&eacute;s do excitamento ou situa&ccedil;&otilde;es inacabadas que se conectam no campo, iniciando o processo de forma&ccedil;&atilde;o de gestalten; a fun&ccedil;&atilde;o ego que identifica e aliena possibilidades na forma&ccedil;&atilde;o de gestalten no contato em andamento, com processos de a&ccedil;&atilde;o no campo e a fun&ccedil;&atilde;o personalidade que nos identifica na destrui&ccedil;&atilde;o das gestalten atrav&eacute;s de atitudes adotadas no contato, explicando quem fomos &agrave;s nossas viv&ecirc;ncias&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>. (PERLS; HEFFERLINE; GOODMAN, 1997, p. 50)</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Desse modo, pode-se compreender que a neurose se d&aacute; a partir do momento que deixa de ocorrer a forma&ccedil;&atilde;o de novas figuras, pois o sujeito perde suas fronteiras, seu senso cr&iacute;tico e vive um eterno descontentamento em sua vida, por n&atilde;o ser capaz de lidar ou ainda por n&atilde;o suportar as ocorr&ecirc;ncias que se apresentam. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Neste sentido, Brand (2003, p. 92) comenta:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;&Eacute; curioso constatar que o anor&eacute;xico sofre as terr&iacute;veis consequ&ecirc;ncias de seus atos, e nem isso o desperta. O pessimismo &eacute; de tal modo gigantesco que parece ter vida pr&oacute;pria. Anda e respira ao nosso lado, como um amigo repulsivo e atraente ao mesmo tempo. A &acirc;nsia em mudar a pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o impele mais e mais a tentativa de subjugar o corpo&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family: "Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Conforme a aludida conceitua&ccedil;&atilde;o, Schillings (2007) considera a anorexia como um processo de neurose, isto &eacute;, um processo onde ocorrem as perdas da fun&ccedil;&atilde;o de ego do self ou do eu, embora muitos terapeutas compreendam a anorexia como sendo um tipo de psicose, devido &agrave; grande distor&ccedil;&atilde;o da imagem corporal.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O foco da psicoterapia n&atilde;o estaria em modificar o comportamento do cliente ou procurar causas no passado, mas sim, facilitar o surgimento de ajustamento criativo funcional para a situa&ccedil;&atilde;o presente.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Diante disso, &eacute; fundamental ressaltar a import&acirc;ncia de um v&iacute;nculo terap&ecirc;utico bem estabelecido, contudo, &eacute; muito comum clientes com anorexia demonstrarem postura defensiva, pois na grande maioria das vezes, por n&atilde;o se consideraram com problema, v&atilde;o obrigados &agrave; terapia, dessa forma, podem evitar o contato visual e quando trazem queixas, essas s&atilde;o referentes a outras pessoas de seu conv&iacute;vio.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A partir do momento que as figuras v&atilde;o aparecendo durante o processo terap&ecirc;utico, o sujeito sente medo e por isso desvia sua aten&ccedil;&atilde;o, impossibilitando a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;awareness&#8221;.</span></em> No entanto, &eacute; fundamental que o cliente perceba, acolha e entenda o que o est&aacute; impossibilitando entrar em contato com determinado conte&uacute;do.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Schillings (2007, p. 01) comenta:</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;Nesse momento, o terapeuta precisa lidar intensamente no aqui e agora para resgatar sua aten&ccedil;&atilde;o e, ent&atilde;o, o in&iacute;cio do excitamento aparece, por&eacute;m, &eacute; sufocado e adv&ecirc;m a ansiedade. Este &eacute; o momento da interrup&ccedil;&atilde;o que se torna o foco de awareness. Ter presente o que evita, quais s&atilde;o as sensa&ccedil;&otilde;es por fazer a evita&ccedil;&atilde;o, como o corpo reage a n&iacute;vel motor, como lida com o meio (que aqui se encontra na pessoa do terapeuta) fornece a possibilidade de entrar em contato com a ansiedade, conhecer como a desencadeia uma diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade e um prolongamento da excita&ccedil;&atilde;o nesse novo problema&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Todavia, partindo do princ&iacute;pio que o sujeito se relaciona de maneira similar com diversas situa&ccedil;&otilde;es em sua vida, o psic&oacute;logo n&atilde;o precisa focar seu trabalho apenas na alimenta&ccedil;&atilde;o, e sim, abordar conte&uacute;dos relacionados a profiss&atilde;o, amigos, fam&iacute;lia, namoro, escola, etc. Dessa forma, possibilita-se que o cliente entre em contato com o campo e com eventuais quest&otilde;es que forem surgindo e que fazem parte de sua hist&oacute;ria, mas que estavam esquecidas.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por fim, ressalta-se que ao se apropriar dessas partes relegadas, o paciente com anorexia ir&aacute; come&ccedil;ar a juntar os fragmentos de si mesmo que foram desmembrados ao longo do seu caminho, dispondo assim da possibilidade de que o excitamento prossiga e o eu (<em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;self&#8221;</span></em>) possa se manter em contato, al&eacute;m de reiniciar a possibilidade de novos ajustamentos criativos no campo e, consequentemente, o retorno de que seu corpo possa ser capaz de conter suas emo&ccedil;&otilde;es e que a comida possa novamente ser vista como alimento, e n&atilde;o como um veneno, conforme vinha sendo considerada.</span></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</span></b></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>O presente estudo teve por objetivo abordar a anorexia em adolescentes sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia, desse modo, foram explanados temas como o desenvolvimento e demais caracter&iacute;sticas da adolesc&ecirc;ncia, bem como a pr&aacute;tica da Gestalt-terapia com adolescente.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, ao longo do estudo conseguiu-se responder a todos os objetivos, tanto espec&iacute;ficos como o geral, por meio das fontes utilizadas. Para chegar ao objetivo, foi necess&aacute;rio realizar uma coleta de dados em v&aacute;rias obras e tamb&eacute;m conte&uacute;dos eletr&ocirc;nicos como teses, disserta&ccedil;&otilde;es, artigos cient&iacute;ficos, revistas acad&ecirc;micas.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Observa-se, a partir da pesquisa realizada, que a etiologia dos transtornos alimentares &eacute; multideterminada, pois se desenvolve a partir da influ&ecirc;ncia m&uacute;tua de diversos fatores predisponentes na vida do sujeito, sendo eles: familiares, socioculturais, psicol&oacute;gicos e biol&oacute;gicos, por isso, &eacute; fundamental ter contato com a realidade experiencial do sujeito e perceber como o mesmo est&aacute; vivenciando seu transtorno.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>A pesquisa de cunho bibliogr&aacute;fico ressaltou uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a influ&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o em massa, nos padr&otilde;es de beleza, principalmente em adolescentes, por estarem vivendo um per&iacute;odo em que se deparam com as exig&ecirc;ncias de se posicionarem com rela&ccedil;&atilde;o a sexualidade, assumirem um lugar na vida social tornando-se mais independentes, enfim, uma fase de maior vulnerabilidade e busca de aceita&ccedil;&atilde;o do outro e de si mesma. </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Ainda conforme os resultados do presente estudo, no decorrer dos &uacute;ltimos anos, a anorexia, assim como os demais transtornos alimentares, tornou-se alvo de discuss&otilde;es na m&iacute;dia mundial. Al&eacute;m disso, a anorexia em adolescentes vem sendo discutida amplamente entre os profissionais da sa&uacute;de, incluindo, nutricionistas, cl&iacute;nicos gerais, psic&oacute;logos, psiquiatras.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Diante disso, destaca-se que toda essa discuss&atilde;o alavanca um aspecto positivo: a dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o acerca da anorexia em adolescentes nos chamados ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Cabe salientar que quanto mais precocemente for detectado esse transtorno alimentar, maiores ser&atilde;o as chances de um bom progn&oacute;stico. &Agrave; medida que a aten&ccedil;&atilde;o das pessoas &eacute; voltada para este e dos demais transtornos do comportamento alimentar a popula&ccedil;&atilde;o passa a ter conhecimento de sua exist&ecirc;ncia, sintomas e consequ&ecirc;ncias, maiores s&atilde;o as chances de serem descobertos em um tempo menor.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Sob a perspectiva compreensiva, os artigos apontam que o trabalho terap&ecirc;utico deve ter como prop&oacute;sito a realidade concreta e particular de cada sujeito, como um ser &uacute;nico. Os objetivos e a maneira de se trabalhar com os adolescentes que apresentam em seu quadro cl&iacute;nico a anorexia s&atilde;o similares &agrave;queles com indiv&iacute;duos que apresentam qualquer outra queixa.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Dessa maneira, descreve-se como caminho da sa&uacute;de, conforme Antony e Ribeiro (2004, p. 134):</span></p>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>  <blockquote style='margin-top:5.0pt;margin-bottom:5.0pt'>      <p><em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&quot;&#091;...&#093; o resgate da consci&ecirc;ncia sobre o seu corpo, pensamentos e sentimentos, de forma a tornar-se uma presen&ccedil;a consciente. Aprender a assumir responsabilidade sobre suas a&ccedil;&otilde;es e escolhas. Ser capaz de criar metas e reconhecer limites para dar sentido a sua exist&ecirc;ncia. Exercer a autorregula&ccedil;&atilde;o de forma consciente para poder hierarquizar as suas necessidades e se ajustar criativamente ao meio&quot;</span></em><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></p>  </blockquote>  </blockquote>  </blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Assim, se faz necess&aacute;rio estar atento &agrave; pessoa, e n&atilde;o &agrave; &#8220;doen&ccedil;a&#8221;, por&eacute;m, ainda existem cuidados especiais, podendo-se dizer que a meta do trabalho psicoter&aacute;pico em Gestalt-terapia na anorexia &eacute; a <em><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>&#8220;conscientiza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica patol&oacute;gica que fomenta estes dist&uacute;rbios, visando ampliar as possibilidades existenciais do paciente, que no momento se encontram cristalizadas&#8221;</span></em> (PANAZZOLO, 2002, p. 138).</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Frente a isso, conclui-se que a Gestalt-terapia contribui de maneira significativa na compreens&atilde;o dos aspectos emocionais do adolescente com anorexia, principalmente por sua vis&atilde;o hol&iacute;stica do ser humano, a qual evita privilegiar apenas o racional e o verbal, cuidando tamb&eacute;m da linguagem corporal. A Gestalt-terapia se constitui, nesta perspectiva, em uma excelente abordagem para trabalhar n&atilde;o s&oacute; com a anorexia, mas tamb&eacute;m com os demais transtornos alimentares, posto que possui uma concep&ccedil;&atilde;o de um processo terap&ecirc;utico baseado na rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva, recolocado assim o sujeito do terapeuta em rela&ccedil;&atilde;o direta com o paciente (TEIXEIRA, 2005). </span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Como novas possibilidades de estudo, observou-se que a pesquisa bibliogr&aacute;fica, apesar de sua relev&acirc;ncia, deixa a desejar no que se refere ao tema em quest&atilde;o, desse modo, seria vi&aacute;vel e interessante que se abordasse a tem&aacute;tica por meio de um estudo de campo, entrevistando adolescentes anor&eacute;xicas e tamb&eacute;m os gestalt-terapeutas, no intuito de conhecer novas peculiaridades da doen&ccedil;a e como a mesma &eacute; vivenciada. Como nova forma de estudo, poderia ser realizada uma pesquisa quantitativa para investigar em que classe social tem maior ocorr&ecirc;ncia de anorexia e quais destes buscam com maior frequ&ecirc;ncia o aux&iacute;lio de um psic&oacute;logo.</span></p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Por fim, pode-se mencionar ainda a possibilidade de estudos futuros sobre a rela&ccedil;&atilde;o da anorexia com a psicose, posto que o sujeito demonstra uma evidente vis&atilde;o distorcida da realidade do corpo em que a pessoa, extremamente magra se percebe extremamente gorda.</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>REFER&Ecirc;NCIA BIBLIOGR&Aacute;FICA</span></b></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ALMEIDA, J. M. T. de. <b>Reflex&otilde;es sobre a pr&aacute;tica cl&iacute;nica em Gestalt-terapia: possibilidades de acesso &agrave; experi&ecirc;ncia do cliente</b>.&nbsp;Revista da Abordagem Gest&aacute;ltica, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 217-221, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220347&pid=S1807-2526201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ANDRADE, A.C.; BOSI, M.L.M. <b>Dist&uacute;rbios alimentares em el tercer mundo: uma realidad emergente in el panorana de la salud p&uacute;blica en Brasil</b>. </span><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>In: CONFERENCE OF THE INTERNATIONAL ASSOCIATION OF HEALTH POLICY. Perugia, Italia, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220349&pid=S1807-2526201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ANTONY, S; RIBEIRO, J. P.<b>&nbsp;A crian&ccedil;a hiperativa: uma vis&atilde;o da abordagem Gest&aacute;ltica.</b>&nbsp;Psicologia: Teoria e Pesquisa&nbsp;&#091;online&#093;, Rio de Janeiro, v. &nbsp;20, n. 2, p. 127-134, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220351&pid=S1807-2526201700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>APPOLIN&Aacute;RIO, J. C; CLAUDINO, A. M. <b>Transtornos alimentares.</b>&nbsp;Revista Brasileira de Psiquiatria&nbsp;&#091;online&#093;, S&atilde;o Paulo, v. 22, supl. N. 2, p. 28-31, 2000. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-44462000000600008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso. Acesso em: 04 de set. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220353&pid=S1807-2526201700010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>BOCK, A. M. B. <b>A perspectiva s&oacute;cio hist&oacute;rica de Leontiev e a cr&iacute;tica &agrave; naturaliza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o do ser humano: a adolesc&ecirc;ncia em quest&atilde;o</b>. Cad. CEDES, Campinas, v. 24, n. 62, p. 20-67, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220355&pid=S1807-2526201700010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>BRAND, D. <b>Anorexia: di&aacute;rio de uma adolescente.</b> S&atilde;o Paulo: Eleva&ccedil;&atilde;o, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220357&pid=S1807-2526201700010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______<b> de adolescentes e jovens.</b> Caderneta. (2007a). Dispon&iacute;vel em: http://portal.saude.gov.br/saude/ Acesso em 22 de agosto de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220359&pid=S1807-2526201700010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______ <b>Indicadores sociais. Crian&ccedil;as e adolescentes.</b> (2007b). Retirado em 21/03/2007, de http://www.ibge.gov.br/home/ Acesso em 22 de agosto de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220361&pid=S1807-2526201700010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______ <b>Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990.</b> Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220363&pid=S1807-2526201700010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>CARDELLA, B. H. P.&nbsp;<b>A constru&ccedil;&atilde;o do psicoterapeuta: </b>uma abordagem Gest&aacute;ltica<strong><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>.</span></strong> S&atilde;o Paulo: Summus, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220365&pid=S1807-2526201700010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>CORD&Aacute;S, T. A. <b>Anorexia nervosa</b>. S&atilde;o Paulo: Editora Santos; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220367&pid=S1807-2526201700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______ <b>Transtornos alimentares: classifica&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico.</b> Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, S&atilde;o Paulo, v.31, n.4, p. 10-50, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220369&pid=S1807-2526201700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>DSM-V 2013. <b>Manual de Diagn&oacute;sticos e Estat&iacute;stica da Associa&ccedil;&atilde;o Norte-Americana de Psiquiatria.</b> Psiquiatria Geral. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;http://www.psiquiatriageral.com.br/dsm4/sub_index.htm &nbsp;Acesso em 23 de setembro de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220371&pid=S1807-2526201700010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>EISENSTEIN, E. <b>Adolesc&ecirc;ncia: defini&ccedil;&otilde;es, conceitos e crit&eacute;rios.</b> Revista Adolesc&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo, v. 2, n. 2, p. 6-7, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220373&pid=S1807-2526201700010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>FORMIGLI, V. L. A; COSTA, M. C. O; PORTO, L. A. <b>Avalia&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de do adolescente. </b>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Rio de Janeiro, v.16, n.3. p. 831-841, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220375&pid=S1807-2526201700010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>FROMM, E. <b>Ter ou Ser.</b> Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220377&pid=S1807-2526201700010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>FROTA, A. M. M. C. <b>Diferentes concep&ccedil;&otilde;es da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: a import&acirc;ncia da historicidade para sua constru&ccedil;&atilde;o.</b> ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICOLOGIA, UERJ, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 147-160, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220379&pid=S1807-2526201700010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>GERLINGHOFF, M; BACKMUND, H. <b>Anorexia e Bulimia.</b> Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220381&pid=S1807-2526201700010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>GIL, A. C. <b>M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de pesquisa social.</b> S&atilde;o Paulo: Atlas, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220383&pid=S1807-2526201700010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>GINGER, S.; GINGER, A. <b>Gestalt: uma terapia do contato.</b> 2. ed. S&atilde;o Paulo: Summus, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220385&pid=S1807-2526201700010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>KIYAN, A. M. <b>E a Gestalt emerge: vida e obra de Frederick Perls. </b>2. ed. S&atilde;o Paulo: Altana, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220387&pid=S1807-2526201700010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. <b>Metodologia Cient&iacute;fica.</b> S&atilde;o Paulo: Atlas, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220389&pid=S1807-2526201700010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>LIMA, T. C. S.; MIOTO, R. C. T. <b>Procedimentos metodol&oacute;gicos na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico: a pesquisa bibliogr&aacute;fica.</b>&nbsp;Revista Kat&aacute;l, Florian&oacute;polis, v. 10, p. 37-45, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220391&pid=S1807-2526201700010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>MATTOS, J. M.&nbsp;<b>A vis&atilde;o de sa&uacute;de e doen&ccedil;a da Gestalt-terapia na compreens&atilde;o da compuls&atilde;o alimentar.</b> Monografia de Conclus&atilde;o de Curso. N&uacute;cleo de Gestalt-terapia Dial&oacute;gico. Rio de Janeiro, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220393&pid=S1807-2526201700010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>MENDES, K. D. S.&nbsp;<b>Revis&atilde;o integrativa: m&eacute;todo de pesquisa para a incorpora&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias na sa&uacute;de e na enfermagem.</b> Texto contexto - enferm, Florian&oacute;polis, v. 17,&nbsp;n. 4, p. 6-19, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220395&pid=S1807-2526201700010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>MILLER, M. V. <b>Teoria do desenvolvimento em Gestalt-terapia.</b> Curso ministrado pelo Instituto Gestalt de Florian&oacute;polis, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220397&pid=S1807-2526201700010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>MONTEIRO JUNIOR, F. A. de B. <b>Da teoria &agrave; terapia: o jeito de ser da gestalt.</b> Psic&oacute;logo. Especialista em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o. Artigo Cient&iacute;fico apresentado a NovaFapi Faculdade. 2009. Dispon&iacute;vel em: http://www.novafapi.com.br/sistemas/revistainterdisciplinar/v3n1/reflex/refl3-v3n1.pdf Acesso em 04 de agosto de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220399&pid=S1807-2526201700010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>MUUSS, R. E. <b>Teorias da Adolesc&ecirc;ncia.</b> 4. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220401&pid=S1807-2526201700010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______. <b>Teorias da adolesc&ecirc;ncia.</b> 5. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220403&pid=S1807-2526201700010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>NAVES, N. T. et al. <b>Significado de comer e percep&ccedil;&atilde;o corporal em mulheres que procuraram o programa multiprofissional na medida.</b> Temas psicol.,&nbsp; Ribeir&atilde;o Preto ,&nbsp; v. 25, n. 1, p. 267-278, mar.&nbsp; 2017 .&nbsp;&nbsp; Dispon&iacute;vel em &lt;http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-389X2017000100016&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em&nbsp; 13&nbsp; nov.&nbsp; 2017.&nbsp; http://dx.doi.org/10.9788/TP2017.1-16Pt.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220405&pid=S1807-2526201700010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>NUNES, A. L.; HOLANDA, A. <b>Compreendendo os transtornos alimentares pelos caminhos da Gestalt-terapia.</b> Revista da Abordagem Cient&iacute;fica. Rev. abordagem gestalt, Goi&acirc;nia, v.14, n.2, p. 21-40, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220407&pid=S1807-2526201700010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O MUNDIAL DA SA&Uacute;DE. <b>Problemas de la salud de la adolescencia</b>. Informe de un comit&eacute; de expertos de la O.M.S (Informe t&eacute;cnico n&deg; 308). Genebra. 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220409&pid=S1807-2526201700010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>PANAZZOLO, M. A. <b>Dist&uacute;rbios Alimentares numa Vis&atilde;o Fenomenol&oacute;gica.</b>&nbsp;Revista do VII Encontro Goiano da Abordagem Gest&aacute;ltica, Goi&acirc;nia, v. 8, p. 114-125, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220411&pid=S1807-2526201700010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>PERLS, F.; HEFFERLINE, R.; GOODMAN, P.&nbsp;<b>Gestalt-terapia</b>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>S&atilde;o Paulo: Summus, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220413&pid=S1807-2526201700010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>PERLS, F. S. <b>Ego, fome e agress&atilde;o.</b> S&atilde;o Paulo: Summus, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220415&pid=S1807-2526201700010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>PITOMBEIRA, D.&nbsp;<b>Adolescentes em processo de exclus&atilde;o social: uma reflex&atilde;o sobre a constru&ccedil;&atilde;o de seus projetos de vida</b>. 2005. 285 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia) - Faculdade de Psicologia - Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220417&pid=S1807-2526201700010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>POLIT, D. F.; BECK, C. T.; HUNGLER, B. P. <b>Fundamentos de pesquisa em enfermagem: m&eacute;todos, avalia&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o.</b> 5. ed. Trad. de Ana Thorell. Porto Alegre: Artmed, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220419&pid=S1807-2526201700010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>POLITO, F. M. <b>Polaridade saud&aacute;vel do processo de adoecer.</b> 1999. Dispon&iacute;vel em: www.fronteirasgest&aacute;lticas.com.br/artigos.asp?codigo=5 Acesso em 29 de agosto de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220421&pid=S1807-2526201700010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>POLSTER, E; POLSTER, M. <b>Gestalt-terapia integrada.</b> S&atilde;o Paulo: Summus, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220423&pid=S1807-2526201700010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>PROT&Aacute;SIO, M. M. <b>T&eacute;cnicas da Gestalt-terapia aplicadas &agrave; Ludoterapia. </b>Revista eletr&ocirc;nica IFEN, Rio de Janeiro, v. 1, n. 0, 1997. Dispon&iacute;vel em: http://www.ifen.com.br/site/revistas/revista%20IFEN%2021%20x%2028cm-3colu-3-v6%20LUDOTERAPIA%20PDF.pdf Acesso em 12 de outubro de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220425&pid=S1807-2526201700010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>&gt;RIBEIRO, J.&nbsp;<b>Vade-M&eacute;cum de Gestalt-Terapia: conceitos b&aacute;sicos. </b>2. ed.&nbsp;S&atilde;o Paulo: Summus, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220427&pid=S1807-2526201700010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>______ <b>Gestalt-terapia: refazendo um caminho.</b> 8. ed. S&atilde;o Paulo: Summus, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220429&pid=S1807-2526201700010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>RICHARDSON, R. J. <b>Pesquisa Social: M&eacute;todos e T&eacute;cnicas.</b> S&atilde;o Paulo: Atlas, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220431&pid=S1807-2526201700010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>RUIZ J. A. <b>Metodologia Cient&iacute;fica: Guia para Efici&ecirc;ncia nos Estudos.</b> S&atilde;o Paulo: Atlas, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220433&pid=S1807-2526201700010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>SCHILLINGS, A.<b>Anorexia sob a &oacute;tica da Gestalt-terapia.</b> Congressos e Encontros Nacionais da Gestalt-Terapia Brasileira (ISSN: 2179-5673),&nbsp;VIII Congresso e XI Encontro Nacional de Gestalt-Terapia - Setembro/2007. Dispon&iacute;vel em: http://igt.psc.br/ojs2/index.php/cengtb/article/view/15/337 Acesso em 11 de outubro de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220435&pid=S1807-2526201700010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>SHMIDTT, A.; OLIVEIRA, C.; GALLAS, J. C. <b>O mercado da beleza e suas consequ&ecirc;ncias</b>. Dispon&iacute;vel em: http://siaibib01.univali.br/pdf/Alexandra%20Shmidtt%20e%20Claudete%20Oliveira.pdf Acesso em 12 de outubro de 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220437&pid=S1807-2526201700010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>STEVENS, J. O. <b>Tornar-se presente: experimentos de crescimento em Gestalt-terapia.</b> 7. ed. S&atilde;o Paulo: Summus, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220439&pid=S1807-2526201700010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>TEIXEIRA, M. J. <b>Fome de vida:a obesidade feminina &agrave; luz da gestalt-terapia.</b> S&atilde;o Paulo: Livro Pleno, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220441&pid=S1807-2526201700010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>TEN&Oacute;RIO, C. M. D.&nbsp;<b>Os Transtornos da Personalidade Histri&ocirc;nica e Obsessiva-Compulsiva na Perspectiva da Gestalt-Terapia e da Teoria de Fairbairn.</b> 2003. 98 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica) - Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220443&pid=S1807-2526201700010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>TOMIO, N. A. O.; FACCI, M. G. D. <b>Adolesc&ecirc;ncia: uma an&aacute;lise a partir da psicologia s&oacute;cio hist&oacute;rica.</b> Revista Teoria e Pr&aacute;tica da Educa&ccedil;&atilde;o, S&atilde;o Paulo, v.12, n.1, p. 89-99, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220445&pid=S1807-2526201700010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <!-- ref --><p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>ZANELLA, R. <b>A cl&iacute;nica Gest&aacute;ltica com adolescentes.</b> S&atilde;o Paulo: Summus, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1220447&pid=S1807-2526201700010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><span style='font-family:"Verdana","sans-serif"'>NOTAS</span></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="n*"></a><sup><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'><a href="#t*">*</a></span></sup><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Marianne Lima de Carvalho:Concludente do curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia. Formada em Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas com Habilita&ccedil;&atilde;o em Marketing    <br> <a name="n**"></a><sup><a href="#t**">**</a></sup>Deyseane Maria Araujo Lima: Psic&oacute;loga. Forma&ccedil;&atilde;o em arteterapia. Forma&ccedil;&atilde;o em gestalt-terapia. Forma&ccedil;&atilde;o em gestalt-terapia com crian&ccedil;as. Especialista em Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva e em Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia. Mestre em Psicologia. Doutora em Educa&ccedil;&atilde;o. Professora da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e de gradua&ccedil;&atilde;o em psicologia. Membro do Instituto de Psicologia Humanista e Fenomenol&oacute;gica do Cear&aacute; - Iphe.</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a name=mailfim></a><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'><a href="#mailtopo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br> <b>Marianne Lima de Carvalho</b>    <br> Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico:<a href="mailto:mariannelcarvalho@gmail.com">mariannelcarvalho@gmail.com</a>    <br> <b>Deyseane Maria Araujo Lima</b>    <br> Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico:<a href="mailto:deyseanelima@yahoo.com.br">deyseanelima@yahoo.com.br</a></span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Recebido em 07/12/2015    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aprovado em 21/11/2017</span></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  </div>       ]]></body>
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