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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Compreensão da morte e desenvolvimento Humano: contribuições à Psicologia Hospitalar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study presents a theoretical revision of the way in which death is understood at different stages of the cycle of life, with view to contribute to hospital psychology work. In order to construct this research, articles in the Portuguese language were consulted as well as other works by eminent authors. From this study it was possible to observe that death is understood in a distinct way during the phases of life, being influenced by factors such as culture, information and experiences of the situation. The authors propose that the understanding of death can be seen in a continuum. Furthermore, a table in which were included the main aspects of death understanding is presented to facilitate the comprehension of the results of this study.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4">   <b>Compreens&atilde;o da  morte e desenvolvimento Humano: contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; Psicologia Hospitalar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Understanding death and human development: contributions  to Hospital Psychology</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jean   Von Hohendorff <sup>I</sup>; Wilson  Vieira de Melo <sup>II, <a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></b></sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <sup>I</sup> Acad&ecirc;mico do curso de Psicologia da FACCAT  – Faculdades Integradas de Taquara, Taquara, RS, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Diretor e professor do curso de  Especializa&ccedil;&atilde;o em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental da WP - Centro de  Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, Porto Alegre, RS, Brasil     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Professor  do curso de Psicologia da FACCAT – Faculdades Integradas de Taquara, Taquara,  RS, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans–serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endereço para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo  apresenta uma revis&atilde;o te&oacute;rica sobre a compreens&atilde;o da morte nas diferentes  etapas do desenvolvimento humano com o objetivo de contribuir para o trabalho  de psic&oacute;logos hospitalares. Foram realizadas consultas a artigos indexados na  l&iacute;ngua portuguesa, al&eacute;m de livros de autores importantes. Foi poss&iacute;vel observar  que a morte &eacute; compreendida de maneira distinta durante as fases do  desenvolvimento humano, sofrendo influ&ecirc;ncia de alguns fatores, tais como:  cultura, informa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias com a situa&ccedil;&atilde;o. Os autores prop&otilde;em que a  compreens&atilde;o da morte pode ser vista em um continuum. Al&eacute;m disso, um quadro no  qual foram inclu&iacute;dos os principais aspectos da compreens&atilde;o da morte &eacute; proposto  com vistas a facilitar o entendimento dos resultados deste estudo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <b>Palavras-chave:</b> Morte, Desenvolvimento humano, Psicologia  hospitalar.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This study presents a theoretical revision of the way  in which death is understood at different stages of the cycle of life, with  view to contribute to hospital psychology work.&nbsp;  In order to construct this research, articles in the Portuguese language  were consulted as well as other works by eminent authors.&nbsp; From this study it was possible to observe  that death is understood in a distinct way during the phases of life, being  influenced by factors such as culture, information and experiences of the situation.&nbsp; The authors propose that the understanding of  death can be seen in a continuum.&nbsp;  Furthermore, a table in which were included the main aspects of death  understanding is presented to facilitate the comprehension of the results of  this study.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <b>Keywords:</b> Death, Human development, Hospital  psychology.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  que pode haver de interessante em investigar um tema como a morte? Atualmente  nos deparamos com uma nega&ccedil;&atilde;o acerca desse tema (SILVA, 2003). A sociedade,  marcada por um ritmo alucinante, parece ter deixado de lado o fato de todos n&oacute;s  sermos seres finitos. Assim, o homem tende a n&atilde;o pensar sobre sua finitude e a  das pessoas que o rodeiam. Nota-se um despreparo no que diz respeito ao  enfrentamento dessa situa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m da popula&ccedil;&atilde;o em geral, esse despreparo est&aacute;  presente em profissionais ligados &agrave; sa&uacute;de, que t&ecirc;m sua forma&ccedil;&atilde;o voltada para a  vida (FIDELIS, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Sendo  a psicologia uma ci&ecirc;ncia que lida com seres humanos e suas vidas e,  conseq&uuml;entemente, com a morte, tal assunto torna-se relevante. Especialmente,  dentro da psicologia hospitalar, &eacute; necess&aacute;rio  estar preparado para situa&ccedil;&otilde;es de finitude (KOV&Aacute;CS, 1989). O hospital &eacute; o lugar  onde as pessoas buscam ajuda para restituir a sa&uacute;de. Entretanto, a vida tamb&eacute;m  pode chegar ao seu fim neste local. Atualmente, &eacute; cada vez mais freq&uuml;ente que a  morte venha a ocorrer em hospitais, devido, principalmente, aos avan&ccedil;os da  medicina (OKAMOTO, 2004). Sendo assim, &eacute; imprescind&iacute;vel que o psic&oacute;logo que  atua neste contexto esteja preparado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A  maneira como a morte &eacute; compreendida &eacute; din&acirc;mica ao longo do desenvolvimento  humano. Desde a inf&acirc;ncia, as pessoas t&ecirc;m contato com perdas, mas &eacute; a partir da  adolesc&ecirc;ncia que realmente entendemos o significado da morte. Na idade adulta  evidenciamos tal fato como algo poss&iacute;vel de acontecer, mas &eacute; na velhice que sua  possibilidade parece ser mais aceita, uma vez que tal etapa &eacute; encarada como  &uacute;ltima no ciclo de desenvolvimento humano. Al&eacute;m das vari&aacute;veis relacionadas com  o desenvolvimento humano, a cultura e as situa&ccedil;&otilde;es de perda que vivenciamos  contribuem para que formemos nossa vis&atilde;o sobre a finitude humana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para um melhor entendimento acerca do assunto, faz-se  importante o estudo sobre a tem&aacute;tica. Sendo assim, o presente trabalho tem como  objetivo realizar uma revis&atilde;o te&oacute;rica de estudos que abordaram a tem&aacute;tica da  compreens&atilde;o da morte ao longo do desenvolvimento humano. Com isso, pretende-se  aprofundar o conhecimento sobre o tema, atrav&eacute;s de reflex&otilde;es acerca do material  coletado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para que o objetivo deste trabalho fosse alcan&ccedil;ado,  foram realizadas consultas a artigos indexados publicados na l&iacute;ngua portuguesa  nos bancos de dados Scielo, BVS-Psi e CNPQ, al&eacute;m de alguns artigos importantes  citados nessas publica&ccedil;&otilde;es. Os descritores utilizados foram &ldquo;morte&rdquo;, &ldquo;luto&rdquo;,  &ldquo;inf&acirc;ncia&rdquo;, &ldquo;adolesc&ecirc;ncia&rdquo;, &ldquo;idade adulta&rdquo;, &ldquo;terceira idade&rdquo;, &ldquo;velhice&rdquo;,  &ldquo;idoso&rdquo;, &ldquo;psicologia hospitalar&rdquo;. Os trabalhos que n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis na  &iacute;ntegra foram utilizados apenas para consulta do resumo<i>.</i> Ademais, foram  pesquisados livros de autores importantes da constru&ccedil;&atilde;o da teoria (ALMEIDA,  2000; ASSUMP&Ccedil;&Atilde;O, 2001; BEE, 1997; BROWN, 2001; ELKIND, 1984; KOV&Aacute;CS, 1992;  K&Uuml;BLER-ROSS, 2005; PAPALIA; OLDS, 2000). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ap&oacute;s a leitura do material pesquisado, procurou-se  construir um texto que abarcasse a compreens&atilde;o da morte ao longo do  desenvolvimento humano com vistas a contribuir para aqueles profissionais  ligados a &aacute;rea de cuidados psicol&oacute;gicos, especialmente o psic&oacute;logo hospitalar.  Para tal, foram considerados os principais resultados dos estudos investigados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es  sobre a psicologia hospitalar e sua interface com a finitude humana</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida  (2000) evidencia que o psic&oacute;logo hospitalar tem papel na humaniza&ccedil;&atilde;o dos  cuidados com o paciente; no atendimento ao paciente e sua fam&iacute;lia; na  elabora&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia vivida com a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de atuar junto &agrave;  equipe de sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, o profissional presente em hospitais ter&aacute; que  lidar com a morte, pois sendo um profissional de sa&uacute;de, tal situa&ccedil;&atilde;o far&aacute; parte  de seu cotidiano profissional (KOV&Aacute;CS, 1989). No que diz respeito ao estudo da  morte (tanatologia), Wilma da Costa Torres foi pioneira. Tal assunto, al&eacute;m de  presente no seu cotidiano profissional, foi tema de estudos, tendo diversas  publica&ccedil;&otilde;es sobre o assunto (KOV&Aacute;CS, 2004). Evidencia-se assim, a import&acirc;ncia e  a relev&acirc;ncia de se estudar tal assunto, especialmente no que tange aos  profissionais que trabalham em hospitais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Apesar  de a morte ser reconhecida como natural, universal e inevit&aacute;vel, o homem &eacute;  incapaz de imaginar a sua pr&oacute;pria morte (COSTA, 1999) e, por isso, na  sociedade, a maioria das pessoas tende a evit&aacute;-la (K&Uuml;BLER-ROSS, 2005). Tal  situa&ccedil;&atilde;o, segundo Silva (2003), contribui para que ocorra um despreparado para  lidar com a finitude humana. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   &nbsp;A morte &eacute; um acontecimento que faz parte do  desenvolvimento e est&aacute; presente no cotidiano de todos (COMBINATO; QUEIROZ,  2005), por&eacute;m est&aacute; inserida em um contexto s&oacute;cio hist&oacute;rico de nega&ccedil;&atilde;o (QUINTANA;  ARPINI, 2002). V&aacute;rios s&atilde;o os motivos para tal nega&ccedil;&atilde;o. Segundo Bellato e  Carvalho (2005) atrav&eacute;s dos novos conhecimentos e t&eacute;cnicas adquiridos, a  medicina busca ludibriar a morte, sendo considerado um fato natural somente na  velhice. O modo como a nossa finitude foi e &eacute; encarada pelo homem ao longo do  tempo &eacute; o tema de um estudo realizado por Araujo e Vieira (2001), no qual as  autoras relatam que na Antig&uuml;idade, a morte era tratada com certo romantismo,  embora os mortos fossem temidos e se procurava mant&ecirc;-los afastados. J&aacute; na Idade  M&eacute;dia, o homem convivia de forma mais harmoniosa com a morte, sem grandes  temores e era permitido que as crian&ccedil;as participassem dos seus rituais. Por  fim, nos tempos modernos, a morte passou a ser negada e a ser vista como  representa&ccedil;&atilde;o de fracasso e interrup&ccedil;&atilde;o nos projetos de vida. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Cada vez mais autores procuram  mostrar que a morte pode ser encarada como um acontecimento que faz parte do  ciclo vital de todos os seres (PAZIN-FILHO, 2005; TONETTO; RECH, 2001) e,  assim, enfrent&aacute;-la de forma menos temerosa. Cabe aos profissionais de sa&uacute;de a  responsabilidade de discutir e refletir sobre este assunto<b></b>para que  possam oferecer subs&iacute;dios a quem necessite  (SOUZA & BOEMER, 2005). Para profissionais de sa&uacute;de ou futuros  profissionais o assunto abordado neste texto &eacute; uma constante, seja por  situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas ou pela imin&ecirc;ncia delas. Kov&aacute;cs (1989) lembra que a morte  deve ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o para a psicologia, embora possa ser evitada em nossa  sociedade, a mesma nega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria ocorrer por parte do psic&oacute;logo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o psic&oacute;logo hospitalar tal tema  &eacute; ainda mais presente, fazendo-se necess&aacute;rio  o conhecimento sobre o modo como as pessoas reagem perante a morte. Embora a  profissionaliza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de esteja voltada para uma &ecirc;nfase na vida  (FIDELIS, 2001), a morte sempre estar&aacute; presente, necessitando  preparo para o aux&iacute;lio &agrave;queles que a vivenciam. Assim, &eacute; fundamental que o  profissional saiba como essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; compreendida durante as diferentes etapas  da vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A compreens&atilde;o da morte ao longo do desenvolvimento  humano</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  ser humano se diferencia por ser o &uacute;nico a ter consci&ecirc;ncia sobre sua finitude  (MELO; VALLE, 1999), sendo que tal percep&ccedil;&atilde;o se inicia na inf&acirc;ncia, definida  como o per&iacute;odo que se estende dos zero aos 12 anos de idade incompletos  (PAPALIA; OLDS, 2000). Nunes, Carraro, Jou e Sperb (1998), realizaram estudo  que teve como objetivo investigar como as crian&ccedil;as elaboram o conceito de  morte. Partindo de uma perspectiva desenvolvimental cognitiva, foi resgatada a  teoria de Jean Piaget para embasar a pesquisa. Os conceitos de  irreversibilidade (algu&eacute;m que morre n&atilde;o pode voltar a viver),  n&atilde;o-funcionalidade (com a morte cessam  as fun&ccedil;&otilde;es vitais) e universalidade (todos os seres-vivos morrem) s&atilde;o aspectos  fundamentais para a obten&ccedil;&atilde;o do conceito de morte. Esses s&atilde;o adquiridos no  est&aacute;gio operat&oacute;rio concreto da teoria de Jean Piaget, no qual a crian&ccedil;a passa a  entender a reversibilidade das coisas que a cercam. Conhecendo a  reversibilidade, a crian&ccedil;a consegue conceber a irreversibilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em  pesquisa realizada com crian&ccedil;as de dois a cinco anos v&iacute;timas de c&acirc;ncer, Almeida  (2005) constatou que as crian&ccedil;as possu&iacute;am inabilidade para compreender a morte  como sendo irrevers&iacute;vel. Por&eacute;m, no estudo de Nunes, Carraro, Jou e Sperb  (1998), realizado com seis crian&ccedil;as entre seis e sete anos que foram  investigadas atrav&eacute;s de entrevistas e desenhos, foi poss&iacute;vel verificar que tais  crian&ccedil;as mostraram compreender a irreversibilidade da morte. Cabe salientar que  al&eacute;m da influ&ecirc;ncia do desenvolvimento cognitivo, a experi&ecirc;ncia da crian&ccedil;a com  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; morte e as representa&ccedil;&otilde;es formais &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o na cultura tamb&eacute;m  est&atilde;o relacionadas com a elabora&ccedil;&atilde;o do conceito de morte. Tais fatos podem  explicar a diferen&ccedil;a constatada entre os estudos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Torres  (2002) buscou investigar a  aquisi&ccedil;&atilde;o do conceito de morte em crian&ccedil;as portadoras de diferentes patologias,  comparando-as com crian&ccedil;as sadias de mesma condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e mesmo  n&iacute;vel cognitivo. Atrav&eacute;s do estudo, concluiu-se que h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre a  aquisi&ccedil;&atilde;o do conceito de morte e o n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo da  crian&ccedil;a. Sendo assim, podemos perceber, dentre os outros fatores relacionados,  a import&acirc;ncia do desenvolvimento cognitivo para a compreens&atilde;o da morte,  fazendo-se necess&aacute;ria a adequa&ccedil;&atilde;o das  informa&ccedil;&otilde;es sobre a morte para o entendimento infantil. Tal fato &eacute; citado por Gauderer (1987),  pois muitas vezes os adultos tendem a dar-lhes respostas inadequadas, tais como  &ldquo;papai do c&eacute;u levou&rdquo; ou &ldquo;foi fazer uma viagem muito longa&rdquo; (ASSUMP&Ccedil;&Atilde;O, 2001, p.  12). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Segundo  Mazorra (2001), a morte de um genitor se caracteriza como uma das experi&ecirc;ncias  de maior impacto sobre a crian&ccedil;a, podendo desencadear quadros psicopatol&oacute;gicos  na idade adulta. Em pesquisa realizada, Zavaschi <i>et. al.</i>,&nbsp; (2002), foram  encontrados v&aacute;rios estudos que evidenciaram a associa&ccedil;&atilde;o entre trauma na  inf&acirc;ncia, tais como a perda de v&iacute;nculos afetivos devido &agrave; morte de pais ou de  irm&atilde;os, e depress&atilde;o na vida adulta. Franco e Mazorra (2007) realizaram estudo  com cinco crian&ccedil;as de tr&ecirc;s a oito anos investigando as fantasias dessas  crian&ccedil;as e sua rela&ccedil;&atilde;o com o processo  de elabora&ccedil;&atilde;o e luto de seus genitores. O estudo obteve a conclus&atilde;o de que o  sentimento de desamparo predomina na  mobiliza&ccedil;&atilde;o de fantasias, uma vez que a morte de um ou ambos os pais gera sentimentos  de amea&ccedil;a &agrave; sobreviv&ecirc;ncia f&iacute;sica e emocional da crian&ccedil;a. Dentre as fantasias,  estavam a de culpa pela morte do pai/m&atilde;e que tende a dificultar o processo de elabora&ccedil;&atilde;o dessa perda. Finalmente, o  estudo conclui que atrav&eacute;s das fantasias &eacute; poss&iacute;vel conhecer o processo de elabora&ccedil;&atilde;o do luto, al&eacute;m da compreens&atilde;o de  sentimentos, comportamentos e sintomas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ap&oacute;s  a inf&acirc;ncia, chegamos &agrave; adolesc&ecirc;ncia, etapa na qual o jovem se depara com uma  importante tarefa desenvolvimental, a constru&ccedil;&atilde;o de sua identidade. Nessa etapa  da vida o jovem entende o significado da morte, por&eacute;m, habitualmente n&atilde;o pensa  muito sobre este fato. Rodriguez (2005), evidencia que os adolescentes possuem  dificuldade para pensar na possibilidade de perder pessoas pr&oacute;ximas, chegando a  n&atilde;o perceber sua morte como poss&iacute;vel, provavelmente pelos seus sentimentos de  imortalidade e onipot&ecirc;ncia. Rodriguez e Kov&aacute;cs (2005) relatam que o jovem se  encontra no auge da vida, buscando seu lugar no mundo e consolidando sua identidade,  n&atilde;o sobrando espa&ccedil;o para pensar em sua finitude. Por outro lado, G&uuml;nther  (1996), buscando conhecer as preocupa&ccedil;&otilde;es de adolescentes entre 11 e 18 anos,  verificou que 50&#37; ou mais dos jovens se preocupava, entre outros, com a morte  de algum familiar e com a possibilidade da perda de um amigo (a) pr&oacute;ximo (a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O  fato de n&atilde;o pensarem muito sobre o assunto n&atilde;o impede que os adolescentes  percebam as caracter&iacute;sticas essenciais da morte, estando somente afastados  emocionalmente dela (KOV&Aacute;CS, 1992). Isso porque est&atilde;o passando por diversas  mudan&ccedil;as e sentimentos acreditando estar distante da mesma... (RODRIGUEZ;  KOV&Aacute;CS, 2005). Outro fator que colabora para que os adolescentes em sua maioria  n&atilde;o pensem no assunto morte &eacute; o fato de acreditarem que s&atilde;o invulner&aacute;veis.  Elkind (1984) nomeia tal pensamento como f&aacute;bula pessoal, ou seja, o pensamento  que o adolescente tem de n&atilde;o ser vulner&aacute;vel aos acontecimentos vitais. Tal  pensamento fica evidente no estudo realizado por Rodriguez e Kov&aacute;cs (2005), no  qual as autoras nos dizem que comportamentos como o uso de drogas, dire&ccedil;&atilde;o  arriscada levando a acidentes envolvendo adolescentes podem ser explicados pela  necessidade de viver a vida  intensamente e, assim, desafiar a morte. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Domingos  e Maluf (2003) realizaram estudo com adolescentes, investigando as experi&ecirc;ncias  de perda e luto nos mesmos. As rea&ccedil;&otilde;es iniciais (na ocasi&atilde;o da not&iacute;cia do  ocorrido) descritas foram: choque, descren&ccedil;a, susto ou desespero. No tocante &agrave;s  rea&ccedil;&otilde;es a perdas repentinas (n&atilde;o esperadas), as rea&ccedil;&otilde;es indicadas pelas  respostas dos adolescentes foram: tristeza, ressentimento, dor,  autocomisera&ccedil;&atilde;o, desespero, resigna&ccedil;&atilde;o, desorienta&ccedil;&atilde;o, culpa por n&atilde;o ter podido  evitar o ocorrido, raiva e revolta contra o destino. J&aacute; as rea&ccedil;&otilde;es descritas  para as situa&ccedil;&otilde;es de perda esperada foram: raiva, isolamento e atitudes  agressivas. Salientamos, conforme o estudo, que a rea&ccedil;&atilde;o depende em grande  parte da proximidade com a pessoa e as circunst&acirc;ncias da morte. Al&eacute;m disso,  acreditamos que existam rea&ccedil;&otilde;es que podem estar presentes em qualquer tipo de  morte (esperada ou n&atilde;o), tais como: tristeza e dor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ap&oacute;s  ter passado pela adolesc&ecirc;ncia, o ser-humano entra na idade adulta, etapa na  qual a morte vai al&eacute;m dos conceitos de universalidade e irreversibilidade.  Nessa etapa, h&aacute; um significado social, pois a morte de uma pessoa acarreta a  mudan&ccedil;a de pap&eacute;is e rela&ccedil;&otilde;es na fam&iacute;lia. Sempre que uma pessoa idosa vem a  falecer, todos os integrantes da fam&iacute;lia se movimentam uma etapa acima no  sistema de gera&ccedil;&otilde;es (BEE, 1997), al&eacute;m de aproximar o adulto de sua pr&oacute;pria morte  (BROWN, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No  in&iacute;cio da idade adulta os indiv&iacute;duos concluem seus estudos e est&atilde;o em meio a  suas carreiras profissionais, seus casamentos e, provavelmente, possuem filhos.  Est&atilde;o ansiosos para viver tudo aquilo que planejaram e para o qual vinham se  preparando. Assim, a morte pode ser encarada como motivo de frustra&ccedil;&atilde;o. Isso  porque a morte nesta etapa faz com que o adulto se depare com sua finitude em  um momento no qual os indiv&iacute;duos lidam com quest&otilde;es do in&iacute;cio da idade adulta,  tais como os profissionais e familiares (PAPALIA; OLDS, 2000). Em estudo  realizado com adultos jovens (20 a 30 anos), Zilberman (2002) investigou a  concep&ccedil;&atilde;o de morte no processo de  individua&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s deste estudo, foi poss&iacute;vel concluir que existe evita&ccedil;&atilde;o  ou temor acerca do tema nos adultos jovens que se sentiam mais apegados ou  dependentes de sua fam&iacute;lia. Al&eacute;m disso, constatou-se que a morte de algu&eacute;m  pr&oacute;ximo poderia dificultar o processo  de individua&ccedil;&atilde;o que os adultos jovens vivenciam. Tal dado evidencia o impacto  que a morte tem sobre o ser humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por  outro lado, as perdas da idade adulta (n&atilde;o somente a morte), podem trazer certo  crescimento. Melo, Costa, Cardarelli e Moraes (2004) investigaram a elabora&ccedil;&atilde;o  de perda em mulheres adultas saud&aacute;veis, concluindo que diante das perdas houve  possibilidade de fortalecimento, constituindo-se como uma forma de crescimento,  o qual depende da passagem normal pelo luto. Diante destes dados, os quais  evidenciam formas diferentes de enfrentamento diante da morte, podemos perceber  o quanto tal acontecimento &eacute; gerador de diferentes rea&ccedil;&otilde;es, cada uma  acompanhando uma etapa do processo  de luto. Desde o temor e evita&ccedil;&atilde;o do tema diante da ocorr&ecirc;ncia de morte at&eacute; o  fortalecimento advindo da situa&ccedil;&atilde;o, &eacute; not&aacute;vel o processo  gradativo de assimila&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o e a possibilidade de conviv&ecirc;ncia com as  perdas durante o desenvolvimento humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Passada  a idade adulta, o ser humano se depara com a terceira idade, etapa do ciclo  vital na qual h&aacute; um n&uacute;mero maior de perdas, colaborando para que o idoso pense  mais sobre sua finitude (KOV&Aacute;CS, 2005). A perda de amigos e familiares, perda  da sua ocupa&ccedil;&atilde;o, de parte de sua for&ccedil;a f&iacute;sica, redu&ccedil;&atilde;o do aparelho sens&oacute;rio e,  em alguns casos, perda do funcionamento cerebral s&atilde;o comuns nesta idade (SILVA;  CARVALHO; SANTOS; MENEZES, 2007). Em decorr&ecirc;ncia da terceira idade ser uma fase  constitu&iacute;da por perdas, a morte nessa idade, conforme mencionam Lunardi e  Lunardi Filho (1997) pode ser vista como natural e aceit&aacute;vel. Diante disso, &eacute;  poss&iacute;vel perceber que o tema morte &eacute; algo que acompanha freq&uuml;entemente os  indiv&iacute;duos de terceira idade. Bee (1997) nos diz que na velhice as pessoas  tendem a pensar e falar mais sobre o assunto se comparadas a pessoas de  qualquer outra faixa et&aacute;ria. Por&eacute;m, tal fato n&atilde;o quer dizer que a temam menos  do que pessoas de outras idades (ROSENBERG, 1992). De acordo com tais  evidencias, pode-se pensar que a possibilidade eminente de morte que acompanha  indiv&iacute;duos nesta etapa do ciclo vital pode, em alguns casos, ser geradora de  angustia. Segundo Rosenberg (1992,  p. 70), &ldquo;nosso medo da morte n&atilde;o caminha linearmente com nossa idade&rdquo;. Frumi e  Celich (2006) realizaram uma pesquisa com cinco idosos acima de 60 anos com o  objetivo de conhecer o significado do envelhecer e da morte para os idosos. Atrav&eacute;s  do estudo, as autoras puderam perceber que os idosos encaram a morte como uma  certeza, sendo que tal forma de encarar o assunto parece estar alicer&ccedil;ada em  cren&ccedil;as e valores espirituais, que trazem para o idoso a confian&ccedil;a de uma vida  ap&oacute;s a morte. Sendo assim, &eacute; not&aacute;vel a import&acirc;ncia de alguns aspectos, tais  como a espiritualidade para uma viv&ecirc;ncia menos temerosa acerca da morte. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Silva,  Carvalho, Santos e Menezes (2007) realizaram um estudo com o objetivo conhecer  a vida do idoso ap&oacute;s a morte de um amigo asilado. A pesquisa foi realizada com  15 idosos residentes em asilos permitindo concluir que diante da morte de um  companheiro, os idosos se disseram chocados, descrentes, amedrontados,  enfurecidos e tristes. Al&eacute;m disso, diversos sentimentos foram descritos, tais  como sensa&ccedil;&atilde;o de vazio, falta do amigo, saudade, estarrecimento, tristeza,  ansiedade, raiva, lembran&ccedil;a e solid&atilde;o. O estudo tamb&eacute;m evidenciou que a morte  de um amigo pode representar aprendizado, uma vez que os idosos entrevistados  citaram a dor, o sofrimento e a agonia como grandes momentos de aprendizado.  Mais uma vez, podemos perceber a diversidade de rea&ccedil;&otilde;es diante da morte e que  estas, independentemente da idade do indiv&iacute;duo tendem a ter aspectos em comum,  tais como a tristeza e o sofrimento.&nbsp; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Brown  (2001) lembra que quanto mais tarde a morte ocorrer no ciclo de vida, menor  ser&aacute; o estresse associado aos familiares e pessoas pr&oacute;ximas, pois a morte numa  idade avan&ccedil;ada &eacute; encarada como algo natural. Por&eacute;m a autora lembra que, mesmo  que a morte de um idoso seja vista como parte integrante do ciclo de vida, isso  n&atilde;o ir&aacute; acontecer sem nenhum grau de estresse. Sem duvida, um fato como a  morte, seja ela em qualquer fase do desenvolvimento humano, &eacute; vivenciado com  tristeza e estresse. Tal fato pode ser explicado em parte pelo despreparo que  nossa sociedade tem em lidar com o assunto, necessitando  assim, preparo profissional para aux&iacute;lio a quem necessite.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&otilde;es e  Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/epp/v9n2/2a14t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, buscou-se um entendimento geral da  compreens&atilde;o da morte ao longo do desenvolvimento humano. Atrav&eacute;s da leitura de  diversos artigos e a busca por embasamento te&oacute;rico em livros, foi desenvolvido  um quadro explicativo, englobando as quatro etapas do desenvolvimento humano  abordadas, bem como os poss&iacute;veis fatores que exercem influ&ecirc;ncia nesta  compreens&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conclui-se  que as crian&ccedil;as at&eacute; certa idade n&atilde;o s&atilde;o capazes de compreender os aspectos  centrais da morte, e a import&acirc;ncia de disponibilizar informa&ccedil;&otilde;es verdadeiras e  adequadas ao entendimento infantil. Informa&ccedil;&otilde;es verdadeiras no sentido de n&atilde;o  ocultar da crian&ccedil;a a ocorr&ecirc;ncia da morte de algu&eacute;m pr&oacute;ximo, mas sim tornar o  fato compreens&iacute;vel &agrave; linguagem da crian&ccedil;a. Na adolesc&ecirc;ncia, evidenciamos que o  assunto parece ser ignorado, uma vez que o jovem se considera novo demais para  pensar nesse assunto, acreditando ser invulner&aacute;vel. Na vida adulta a  possibilidade da morte se concretiza como algo realmente poss&iacute;vel de acontecer,  tendo um significado social atribu&iacute;do. Por&eacute;m, &eacute; somente na velhice que a morte  &eacute; encarada como natural. Sendo assim, acredita-se que &eacute; poss&iacute;vel ver a  compreens&atilde;o que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m acerca da morte em um continuum, iniciando  pelo desconhecimento infantil, passando pelo entendimento no final da inf&acirc;ncia,  pela cren&ccedil;a adolescente de que tal evento n&atilde;o venha a ocorrer, seguido da  compreens&atilde;o adulta da morte como uma possibilidade real, finalizando pela  naturalidade com a qual o idoso tende a encarar o assunto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Percebe-se  tamb&eacute;m, a influ&ecirc;ncia de diferentes vari&aacute;veis sobre a compreens&atilde;o que se tem da  morte. Os n&iacute;veis de nega&ccedil;&atilde;o, evita&ccedil;&atilde;o, estresse e temor podem contribuir para o  distanciamento do assunto, bem como os avan&ccedil;os m&eacute;dicos, os fatores culturais e  os lutos vivenciados ao longo do desenvolvimento. Todas essas vari&aacute;veis parecem  estar envolvidas no modo como se encara este assunto. Diante disso, &eacute; not&aacute;vel a  inter-rela&ccedil;&atilde;o de diversos fatores quanto &agrave; compreens&atilde;o da morte. Neste ponto  reside a necessidade de se estudar  tal assunto, conhecendo cada vez mais o papel de cada um destes fatores. Dessa  forma, acredita-se que os profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de poder&atilde;o estar  preparados para tal situa&ccedil;&atilde;o, podendo oferecer o cuidado necess&aacute;rio nestas ocasi&otilde;es. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Com  rela&ccedil;&atilde;o aos estudos pesquisados para a composi&ccedil;&atilde;o deste artigo, &eacute; not&aacute;vel a  predomin&acirc;ncia da abordagem qualitativa empregada na coleta de dados. Os  participantes da pesquisa geralmente foram pacientes hospitalizados, familiares  ou pessoas que haviam enfrentado situa&ccedil;&otilde;es de perda e luto. Dessa forma,  acredita-se que para a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas com a tem&aacute;tica da morte faz-se  necess&aacute;rio o extremo cuidado e zelo  para com os participantes. O assunto morte, como &eacute; poss&iacute;vel concluir neste  estudo, mobiliza diversos sentimentos e estes precisam de um apoio. Assim,  sugere-se que sempre seja oferecido a estes participantes o acompanhamento necess&aacute;rio, especialmente, o acompanhamento  psicol&oacute;gico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Faz-se  necess&aacute;rio que haja preparo  constante para a atua&ccedil;&atilde;o profissional. Tal preparo somente &eacute; obtido atrav&eacute;s de  estudos e conhecimentos espec&iacute;ficos sobre o tema.&nbsp; Sugerimos a possibilidade, haja vista a necessidade, de os cursos voltados &agrave; &aacute;rea de sa&uacute;de  oferecerem subs&iacute;dios com rela&ccedil;&atilde;o ao tema. De acordo com Boemer, Veiga, Mendes,  Valle (1991), h&aacute; a necessidade de se  educar os profissionais de sa&uacute;de para o tema morte, uma vez que essa &eacute; uma  constante em seu ambiente profissional. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALMEIDA,  E. C. O psic&oacute;logo no hospital geral. <b>Psicologia:  Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o</b>, Bras&iacute;lia, v. 20, n. 3, p. 24-27, set. 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954928&pid=S1808-4281200900020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ALMEIDA,  F. A. Lidando com a morte e o luto por meio do brincar: a crian&ccedil;a com c&acirc;ncer no  hospital. <b>Boletim de Psicologia</b>, S&atilde;o  Paulo, v. 55, n. 123, p. 149-167, dez. 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954929&pid=S1808-4281200900020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ARAUJO,  P. V. R; VIEIRA, M. J. As atitudes do homem frente &agrave; morte e o morrer. <b>Revista Texto & Contexto Enfermagem</b>,  Santa Catarina, v. 10, n. 3, p. 101-117, set-dez. 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954930&pid=S1808-4281200900020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ASSUMP&Ccedil;&Atilde;O, E. V. D. Os que  partem, os que ficam. Petr&oacute;polis: Editora Vozes, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954931&pid=S1808-4281200900020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BEE,  H. <b>O ciclo vital</b>. Porto Alegre:  Artes M&eacute;dicas, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954932&pid=S1808-4281200900020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BELLATO,  R; CARVALHO, E. C. O jogo existencial e a ritualiza&ccedil;&atilde;o da morte. <b>Revista Latino-Americana de Enfermagem</b>,  S&atilde;o Paulo, v. 13, n. 1, p. 99-104, jan-fev. 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954933&pid=S1808-4281200900020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOEMER,  M. R; VEIGA, E. V; MENDES, M. M. R; VALLE, E. R. M. O tema da morte: uma  proposta de educa&ccedil;&atilde;o. <b>Revista Ga&uacute;cha de  Enfermagem</b>, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 26-32, jan. 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954934&pid=S1808-4281200900020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BROWN,  F. H. O impacto da morte e da doen&ccedil;a grave sobre o ciclo de vida familiar. In:  Carter, B.; McGoldrick, M. <b>As mudan&ccedil;as  no ciclo de vida familiar</b>: uma estrutura para a terapia familiar Porto Alegre:  Artmed, 2001. p. 393-414.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954935&pid=S1808-4281200900020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   COMBINATO,  D. S; QUEIROZ, M. C. Morte: uma vis&atilde;o psicossocial. <b>Estudos de Psicologia</b>, Natal, v. 11, n. 002, p. 209-216, maio-ago.  2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954936&pid=S1808-4281200900020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   COSTA,  W. C. Morte e desenvolvimento humano. In: Py, Ligia. <b>Finitude</b>: uma proposta para reflex&atilde;o e pr&aacute;tica em gerontologia. Rio  de Janeiro: NAU, 1999. p. 55-63.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954937&pid=S1808-4281200900020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   DOMINGOS,  B; MALUF, M. R. Experi&ecirc;ncias de perda e de luto em escolares de 13 a 18 anos. <b>Psicologia:  Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</b>, Porto Alegre, v.  16, n. 3, p. 577-589, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954938&pid=S1808-4281200900020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ELKIND, D. All grown up  and no place to go. Reading,  MA: Addison-Wesley, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954939&pid=S1808-4281200900020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FIDELIS,  W. M. Z. <b>A morte e o morrer nas  representa&ccedil;&otilde;es sociais dos alunos de curso de ensino m&eacute;dio de enfermagem</b>.  2001. 98f. Tese (Mestrado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem, Universidade  de S&atilde;o Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954940&pid=S1808-4281200900020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FRANCO, M. H. P; MAZORRA, L. Crian&ccedil;a  e luto: viv&ecirc;ncias fantasm&aacute;ticas diante da morte do genitor. Estudos  de Psicologia, Campinas, v. 24, n. 4, p. 503-511, Out-Dez. 2007.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954941&pid=S1808-4281200900020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FRUMI, C; CELICH, K. L. S.&nbsp; O olhar do idoso frente ao envelhecimento e  &agrave; morte. <b>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias  do Envelhecimento Humano</b>, Passo Fundo, p. 92-100, jul-dez. 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954942&pid=S1808-4281200900020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GAUDERER, E. C. A crian&ccedil;a, a morte e  o luto. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 62, n.3, p. 82-90, mar. 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954943&pid=S1808-4281200900020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G&Uuml;NTHER,  I. A. Preocupa&ccedil;&otilde;es de adolescentes ou os jovens t&ecirc;m na cabe&ccedil;a mais do que  bon&eacute;s. <b>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</b>,  Bras&iacute;lia, v. 12, p. 61-69, jan-abr. 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954944&pid=S1808-4281200900020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   KOV&Aacute;CS,  M. J. Educa&ccedil;&atilde;o para a morte. <b>Psicologia  Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o</b>, Bras&iacute;lia, v. 25, n. 3, p. 484-497, set. 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954945&pid=S1808-4281200900020001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   __________  Not&iacute;cia: Wilma da Costa Torres (1934-2004): pioneira da Tanatologia no Brasil. <b>Psicologia: Teoria e Pesquisa</b>,  Bras&iacute;lia, v. 20, n. 1, p. 95-96, Jan-Abr. 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954946&pid=S1808-4281200900020001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   __________  Morte no processo de desenvolvimento  humano: a crian&ccedil;a e o adolescente diante da morte. In: M. J. Kov&aacute;cs. <b>Morte e desenvolvimento humano.</b> S&atilde;o  Paulo: Caso do Psic&oacute;logo, 1992, p. 58-89.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954947&pid=S1808-4281200900020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ________ <b>A quest&atilde;o da morte e a forma&ccedil;&atilde;o do  psic&oacute;logo</b>. 1989. 211 p. Tese (Doutorado em Psicologia) - Instituto de  Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954948&pid=S1808-4281200900020001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">K&Uuml;BLER-ROSS, E. Sobre a  Morte e o Morrer. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954949&pid=S1808-4281200900020001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LUNARDI,  V. L. & LUNARDI Filho, W. D. A  morte do idoso: um fato natural e aceit&aacute;vel. <b>Texto e Contexto  Enfermagem</b>, Florian&oacute;polis, v. 6, n. 2, p. 322-329, maio-ago. 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954950&pid=S1808-4281200900020001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MAZORRA,  L. Luto na inf&acirc;ncia. <b>Encontro</b>, Santo Andr&eacute;, v. 6, p. 23-28, jan-dez.  2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954951&pid=S1808-4281200900020001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MELO,  S. A; COSTA, A; CARDARELLI, G; Moraes, L. S. C. Elabora&ccedil;&atilde;o de perdas por  mulheres maduras saud&aacute;veis. <b>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia,</b> Paran&aacute;, v. 8, n. 1,  p. 129-140, jan-jun. 2004. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954952&pid=S1808-4281200900020001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MELO,  L. L; VALLE, E. R. M. "E a luz est&aacute; se apagando...": viv&ecirc;ncias de uma  crian&ccedil;a com c&acirc;ncer em fase terminal. <b>Revista  Brasileira de Enfermagem</b>, Bras&iacute;lia, v. 52, n. 4, p. 566-575, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954953&pid=S1808-4281200900020001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   NUNES,  D. C; CARRARO, L; JOU, G. I; SPERB, T. M. As crian&ccedil;as e o conceito de morte. <b>Revista  Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</b>, Porto Alegre, v. 11, n. 3, p. 579-590,&nbsp; 1998. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954954&pid=S1808-4281200900020001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   OKAMOTO,  M. R. Y. <b>A morte que invade espa&ccedil;os</b>: viv&ecirc;ncias de profissionais na  institui&ccedil;&atilde;o hospitalar. 2004. 219 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia) -  Instituto de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, SP. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954955&pid=S1808-4281200900020001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAPALIA, D. E; OLDS, S. W. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre:  Artes M&eacute;dicas, 2000. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954956&pid=S1808-4281200900020001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAZIN-FILHO, A. <b>Morte</b>:  considera&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica m&eacute;dica. <b>Revista Medicina</b>, Ribeir&atilde;o Preto,  v. 38, n. 1, p. 20-25, jan-mar. 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954957&pid=S1808-4281200900020001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   QUINTANA, A. M; ARPINI, D. M. A  atitude diante da morte e seu efeito no profissional de sa&uacute;de: uma lacuna da  forma&ccedil;&atilde;o? <b>Revista Psicologia Argumento</b>, Paran&aacute;, v. 19, n. 30, p. 45-50,  2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954958&pid=S1808-4281200900020001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Rodriguez, C. F. <b>O que os jovens  t&ecirc;m a dizer sobre a adolesc&ecirc;ncia e o tema da morte?</b> 2005. 258 p.  Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia) - Instituto de Psicologia, Universidade de  S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, SP. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954959&pid=S1808-4281200900020001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodriguez, C. F; Kov&aacute;cs, M. J.  Falando de morte com adolescente. Estudos  e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 127-143, jan-jun. 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954960&pid=S1808-4281200900020001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROSENBERG,  R. L. Envelhecimento e morte. In: M. J. Kov&aacute;cs. <b>Morte e Desenvolvimento  Humano</b>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo, 1992. p. 58-89. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954961&pid=S1808-4281200900020001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVA, C. A; CARVALHO L. S; SANTOS,  A. C. P. O; MENEZES, M. R. Vivendo ap&oacute;s a morte de amigos: hist&oacute;ria oral de  idosos. Texto e  Contexto Enfermagem, Florian&oacute;polis, v. 16, n. 1, p. 97-104, jan-mar. 2007. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954962&pid=S1808-4281200900020001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVA,  A. L. P. O acompanhamento psicol&oacute;gico a familiares de pacientes oncol&oacute;gicos  terminais no cotidiano hospitalar. <b>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</b>, Paran&aacute;, v.  7, n. 1, p. 27-35, jan-jun. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954963&pid=S1808-4281200900020001400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SOUZA,  L. G. A; BOEMEr, M. O cuidar em situa&ccedil;&atilde;o de morte: algumas reflex&otilde;es. <b>Revista  Medicina,</b>Ribeir&atilde;o Preto, v. 38, n. 1, p. 49-54, jan-mar. 2005. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954964&pid=S1808-4281200900020001400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TORRES,  W. C. O conceito de morte em crian&ccedil;as portadoras de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Bras&iacute;lia, v. 18, n.  2, p. 221-229,&nbsp; maio-ago. 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954965&pid=S1808-4281200900020001400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TONETTO, L. M;  RECH, T. Lidar com a terminalidade: um desafio para o psic&oacute;logo. Revista Psico, Porto Alegre,  v. 32, n. 1, p. 131-145, jan-jun. 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954966&pid=S1808-4281200900020001400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ZAVASCHI,  M. L. S; SATLER, F; POESTER, D; VARGAS, C. F; PIAZENSKI, R; ROHDE, L. A. P;  EIZIRIK, C. L. Associa&ccedil;&atilde;o entre trauma por perda na inf&acirc;ncia e depress&atilde;o na  vida adulta. <b>Revista Brasileira de Psiquiatria</b>, S&atilde;o Paulo, v. 24, n. 4, p.  189-195, Out. 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954967&pid=S1808-4281200900020001400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ZILBERMAN,  A. B. <b>A concep&ccedil;&atilde;o de morte em adultos jovens no processo  de individua&ccedil;&atilde;o</b>. 2002. 82 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia) -  Faculdade de Psicologia, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul.  Porto Alegre. Rio Grande do Sul, RS.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954968&pid=S1808-4281200900020001400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo"><img src="/img/revistas/epp/v9n2/seta.gif" border="0">Endereço para correspondência</a>    <br>   Jean  Von Hohendorff    <br>   Faculdades  Integradas de Taquara, Curso de Psicologia, Av. Oscar Martins Rangel, 4500 (RS  115), Taquara, RS, Brasil. CEP: 95600-000    <br>   Endere&ccedil;o  eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:jorgeguilhermet@yahoo.com.br">jhohendorff@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Wilson  Vieira Melo    <br>   WP  Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, Rua Santa Cec&iacute;lia, 1556, Porto  Alegre, RS, Brasil. CEP: 95600-000    <br>   Endere&ccedil;o  eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:melo@terapiascognitivas.com.br">melo@terapiascognitivas.com.br</a> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido  em: 24/10/2008    <br>   Aceito  para publica&ccedil;&atilde;o em: 04/03/2009    <br>   Acompanhamento  do processo editorial: Adriana Benevides Soares</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <sup><a name="n*"></a><a href="#t*">*</a></sup>  Doutorando em Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS</font></p>     ]]></body>
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