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<journal-title><![CDATA[Estudos e Pesquisas em Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O terapeuta e o contrato terapêutico: em busca de possibilidades]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present work has the objective to demonstrate how feasible it is for the therapist to provide his client with a legitimate therapeutic contract, despite the obstacles involving theory and practice. Also, it reinforces the fact that the contract deals with rules of negotiation under an objective character, but it only remains as a therapeutic contract as a result of a linkage between its protagonists. Analyzing three clinic cases of patients in a institution, such work highlights how fundamental are the actions on the part of therapists which implicate in the consideration with the other and the creation of pragmatic context are fundamental for the engagement of the client in the purpose of the psychotherapy. In its conclusion, the present work states that for the therapist to undertake such actions, it paramount that he have flexibility before his theoretic references, as well as understand that, due to people singularity, the therapeutic process may take place in diversified manners.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contrato terapêutico]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Actions]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O terapeuta e o contrato  terap&ecirc;utico: em busca de possibilidades<sup><a name="1t"></a><a href="31n">1</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The therapist and the therapeutic contract: in search of possibilities</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>Maur&iacute;cio  S. Neubern<sup><a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></sup></b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Professor  adjunto do Instituto de Psicologia da Universidade de Bras&iacute;lia &ndash; UnB, Bras&iacute;lia,  DF, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endereço para correspondência</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O presente trabalho  tem como objetivo demonstrar como &eacute; poss&iacute;vel ao terapeuta proporcionar um  leg&iacute;timo contrato terap&ecirc;utico com seu cliente, apesar dos obst&aacute;culos de ordem  te&oacute;rica e t&eacute;cnica. Ressalta que o contrato envolve regras de negocia&ccedil;&atilde;o de  car&aacute;ter objetivo, mas s&oacute; se configura enquanto contrato terap&ecirc;utico a partir da  vincula&ccedil;&atilde;o emocional de seus protagonistas. Partindo de tr&ecirc;s hist&oacute;rias cl&iacute;nicas  de pacientes atendidas numa institui&ccedil;&atilde;o, o trabalho enfatiza como atitudes por parte  do terapeuta podem implicar na considera&ccedil;&atilde;o com o outro e na cria&ccedil;&atilde;o de um  contexto pragm&aacute;tico, que s&atilde;o fundamentais para o engajamento do cliente na  proposta da psicoterapia. Em sua conclus&atilde;o, destaca que o terapeuta, para assumir  tais atitudes, possua flexibilidade diante de seu marco te&oacute;rico, como ainda a  compreens&atilde;o de que, devido &agrave; singularidade das pessoas, o processo terap&ecirc;utico  pode acontecer de formas diversificadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>Palavras-Chave:</b> Contrato terap&ecirc;utico, V&iacute;nculo,  Psicoterapia, Atitudes. </font></p> <hr noshade size="1">       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   The present work has the objective to demonstrate how  feasible it is for the therapist to provide his client with a legitimate  therapeutic contract, despite the obstacles involving theory and practice.  Also, it reinforces the fact that the contract deals with rules of negotiation  under an objective character, but it only remains as a therapeutic contract as  a result of a linkage between its protagonists. Analyzing three clinic cases of  patients in a institution, such work highlights how fundamental are the actions  on the part of therapists which implicate in the consideration with the other  and the creation of pragmatic context are fundamental for the engagement of the  client in the purpose of the psychotherapy. In its conclusion, the present work  states that for the therapist to undertake such actions, it paramount that he  have flexibility before his theoretic references, as well as understand that,  due to people singularity, the therapeutic process may take place in  diversified manners.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>Keywords:</b> Therapeutic contract, Linkage, Psychotherapy, Actions.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  compreens&atilde;o do contrato terap&ecirc;utico como algo que vai al&eacute;m do estabelecimento  de regras objetivas e remete a um engajamento emocional encontra-se discutida  em diferentes abordagens seja em termos de psicoterapia, seja em termos de  cl&iacute;nica de um modo geral (L&Eacute;VY, 1997). Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel destacar a  &ecirc;nfase conferida a quest&otilde;es de ordem t&eacute;cnica, como ainda a &ecirc;nfase conferida a  quest&otilde;es intersubjetivas como a aceita&ccedil;&atilde;o do outro e a disposi&ccedil;&atilde;o para uma  compreens&atilde;o profunda de sua hist&oacute;ria de maneira a se promover um contexto prop&iacute;cio  ao processo terap&ecirc;utico em si (ANDERSON, 1997; ANDERSON; GEHART, 2007; ERICKSON;  ROSSI, 1979; WHITE, 2007; YAPKO, 2001). A figura do terapeuta, portanto, possui  uma import&acirc;ncia central para facilitar o engajamento do sujeito no processo  terap&ecirc;utico, tanto por poder transmitir-lhe seguran&ccedil;a em fun&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que  respondam a suas necessidades, como de proporcionar-lhe um espa&ccedil;o acolhedor e  respeitoso onde suas demandas sejam devidamente consideradas. Assim sendo, &eacute;  poss&iacute;vel conceber que suas a&ccedil;&otilde;es diante do cliente s&atilde;o de grande import&acirc;ncia  para que o contrato n&atilde;o se restrinja a um conjunto de regras de trabalho (como  hor&aacute;rios, pagamentos, f&eacute;rias, dentre outras) e se constitua num dos momentos  fundamentais da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, caracterizando-se pelo engajamento de seus  protagonistas quanto a uma proposta espec&iacute;fica, seja de promover mudan&ccedil;as,  aliviar sintomas ou proporcionar o crescimento emocional do cliente (WOLBERG,  1967).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No  entanto, n&atilde;o &eacute; incomum que as a&ccedil;&otilde;es do terapeuta n&atilde;o consigam promover a  constru&ccedil;&atilde;o de um contrato leg&iacute;timo em fun&ccedil;&atilde;o de determinados obst&aacute;culos que  podem remeter a diferentes dimens&otilde;es (NEUBERN, 2004; 2005a). Em certas  circunst&acirc;ncias, o apego a conceitos te&oacute;ricos e procedimentos t&eacute;cnicos o impedem  de desenvolver uma compreens&atilde;o pertinente sobre o cliente e, o que for trazido  por ele, acaba sendo reduzido a alguma categoria te&oacute;rica consagrada que pouco  diz a respeito de sua experi&ecirc;ncia vivida. &Eacute; assim que queixas ligadas ao  desemprego, &agrave; competi&ccedil;&atilde;o no trabalho, &agrave; viol&ecirc;ncia e a uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica podem  ser facilmente reduzidas a categorias como padr&otilde;es disfuncionais de rela&ccedil;&atilde;o,  problemas mal resolvidos e long&iacute;nquos da inf&acirc;ncia ou a um diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico  (ANDERSON; GOOLISHIAN, 1993; GERGEN; KAYE, 1998). Esse tipo de enrijecimento do  pensar do terapeuta, al&eacute;m de lhe proporcionar uma pseudo-seguran&ccedil;a diante do  campo obscuro da cl&iacute;nica, tamb&eacute;m &eacute; &uacute;til para conquistar a simpatia de seus  pares, tantas vezes preocupados em estabelecer diferen&ccedil;as entre o conhecimento  psicol&oacute;gico e o saberes pouco confi&aacute;veis aos olhos da ci&ecirc;ncia (FIGUEIREDO,  1996; ROUSTANG, 1991). O problema &eacute; que tal apego aos referenciais te&oacute;ricos e  suas promessas de saber cient&iacute;fico, freq&uuml;entemente, inviabiliza a efetiva&ccedil;&atilde;o do  contrato e proporciona consider&aacute;vel distanciamento do cliente que pode se  sentir desvalorizado e at&eacute; desistir do processo terap&ecirc;utico (ERICKSON; ROSSI,  1979; HALEY, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Outra  fonte de obst&aacute;culos &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do terapeuta, muito ligada ao que foi descrito  acima, refere-se a processos institucionais que podem facilmente incluir  interesses que acabam concorrendo com as demandas do cliente (GONZALEZ REY,  2007; VIEIRA FILHO; N&Oacute;BREGA, 2004; NEUBERN, 2005a). A rigidez de determinados  procedimentos e regras, o apego a protocolos de pesquisa e levantamentos de  informa&ccedil;&otilde;es, a fixa&ccedil;&atilde;o na seq&uuml;&ecirc;ncia de determinadas rotinas de servi&ccedil;o, a  preocupa&ccedil;&atilde;o excessiva com aspectos financeiros e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica s&atilde;o alguns  exemplos de a&ccedil;&otilde;es que se imp&otilde;em como priorit&aacute;rias ao terapeuta que, caso n&atilde;o  consiga se flexibilizar quanto &agrave;s mesmas, corre &nbsp;s&eacute;rio risco de favorecer um processo sutil de desqualifica&ccedil;&atilde;o  do cliente e suas queixas. Tais processos, que muitas vezes remetem a disputas  pol&iacute;ticas no seio da institui&ccedil;&atilde;o, podem exigir uma fidelidade inconteste ao  terapeuta que, ao cumpri-la, facilmente tem seu pensar adoecido, ficando  estagnado, repetitivo e superficial (KOCH, 1981; MORIN, 1991) de maneira a se restringir  a um cumpridor mec&acirc;nico de rotinas. Nesse sentido, se ele abandona sua condi&ccedil;&atilde;o  de sujeito (MORIN, 1991; NEUBERN, 2005b), expressa por meio de seu potencial de  reflex&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil que o cliente passe a confirmar uma s&eacute;rie de  cren&ccedil;as negativas sobre a institui&ccedil;&atilde;o e aumente em muito sua indisposi&ccedil;&atilde;o para  aderir aos processos terap&ecirc;uticos por ela oferecidos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Diante  do exposto, o presente trabalho tem como objetivo demonstrar, atrav&eacute;s de tr&ecirc;s  hist&oacute;rias cl&iacute;nicas, como &eacute; poss&iacute;vel ao terapeuta se posicionar diante de alguns  obst&aacute;culos de maneira a proporcionar a constru&ccedil;&atilde;o de um leg&iacute;timo contrato  terap&ecirc;utico com seu cliente. Tais hist&oacute;rias possuem um car&aacute;ter ilustrativo e,  n&atilde;o consistindo em estudos de caso detalhados, conferem maior &ecirc;nfase aos  obst&aacute;culos de ordem te&oacute;rica e t&eacute;cnica em termos dos riscos de enrijecimento do pensar  que podem facilmente inviabilizar o processo terap&ecirc;utico. Nesse sentido ser&aacute;  destacado de que modo atitudes como a considera&ccedil;&atilde;o com o outro e a proposta de  um contexto pragm&aacute;tico (ERICKSON, 1985; ERICKSON; ROSSI, 1979) s&atilde;o fundamentais  para a efetiva&ccedil;&atilde;o do contrato terap&ecirc;utico, principalmente por privilegiar o  atendimento das necessidades dos clientes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Vale  ainda ressaltar que as hist&oacute;rias cl&iacute;nicas aqui descritas referem-se a  atendimentos de tr&ecirc;s clientes mulheres que possu&iacute;am demandas ligadas a dores  cr&ocirc;nicas e recorreram a t&eacute;cnicas de hipnose e psicoterapia na cl&iacute;nica escola de  uma universidade. As tr&ecirc;s clientes estavam sob acompanhamento m&eacute;dico devido a  suas dores que j&aacute; duravam v&aacute;rios meses. Os atendimentos, que ocorreram numa  perspectiva de terapia breve (ERICKSON, 1985) cumprindo em torno de 6 a 8  sess&otilde;es, foram conduzidos pelo pesquisador (o autor deste trabalho) e  registrados por filmagens e anota&ccedil;&otilde;es pelo grupo de pesquisa, no qual alguns integrantes  observaram os caso pelo espelho unidirecional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Hist&oacute;rias Cl&iacute;nicas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Dona  Silvia, 57 anos, era uma estudante do grupo de est&aacute;gio e sentia dores muito  intensas nas costas e no joelho esquerdo, acometido de uma artrose. Movia-se  com dificuldade e vez por outra era vista chorando discretamente em algum canto  da cl&iacute;nica escola de maneira que, quando interrogada, respondia apenas que  "tinha que se formar de qualquer jeito". Dona Silvia vivia um impasse  consider&aacute;vel quanto a sua situa&ccedil;&atilde;o, pois, enquanto o m&eacute;dico lhe recomendava  repouso absoluto, havia o forte desejo de se formar em psicologia e realizar um  sonho e tamb&eacute;m de se casar novamente, mudando-se de cidade. Por&eacute;m, Dona Silvia  ocupava um lugar de cuidadora na sua fam&iacute;lia, tanto de quest&otilde;es emocionais e  financeiras e era colocada, frequentemente, em outra situa&ccedil;&atilde;o contradit&oacute;ria,  pois ao mesmo tempo em que seus familiares lhe exigiam obedi&ecirc;ncia &agrave;s ordens do  m&eacute;dico, esperavam que ela continuasse a cuidar dos problemas emocionais e  financeiros da fam&iacute;lia. Para agravar ainda mais sua situa&ccedil;&atilde;o, antes de morrer  seu pai havia lhe dito que sua m&atilde;e n&atilde;o estaria mais presente na &eacute;poca de sua  formatura e isso lhe trazia uma intensa afli&ccedil;&atilde;o, pois, para ela, consistia numa  esp&eacute;cie de profecia e a formatura ocorreria em poucos meses. Tal quadro era  marcado por momentos que pareciam assumir um car&aacute;ter de oposi&ccedil;&atilde;o  irreconcili&aacute;vel na subjetividade de Dona Silvia, envolvendo a rela&ccedil;&atilde;o entre si  e os outros. Isto porque, investir em si de alguma forma, como a formatura, o  casamento e o auto-cuidado, colocava-se como algo contr&aacute;rio &agrave; sua miss&atilde;o  familiar de cuidar, ser uma boa crist&atilde; e &agrave; pr&oacute;pria vida de sua m&atilde;e. Concluir a  formatura poderia implicar na morte de algu&eacute;m muito especial &ndash; sua m&atilde;e &ndash; o que,  possivelmente, fizesse com que ela assumisse a culpa por algo t&atilde;o terr&iacute;vel. Da&iacute;  a sensa&ccedil;&atilde;o de paralisia, de uma impossibilidade vivida de mover-se e de uma dor  de alma e de corpo que a fazia sofrer consideravelmente, sem que os tratamentos  m&eacute;dicos e fisioter&aacute;picos pudessem lhe trazer algum al&iacute;vio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O  pesquisador, ent&atilde;o, lhe prop&ocirc;s o atendimento cl&iacute;nico no pr&oacute;prio grupo do  est&aacute;gio, destacando que ambos tinham um problema, pois ela possu&iacute;a uma doen&ccedil;a  de origem org&acirc;nica e o m&eacute;dico j&aacute; lhe havia dito o que fazer. Disse ainda que  n&atilde;o repetiria o que todos deveriam estar lhe dizendo e que confiaria nela  quanto &agrave;s provid&ecirc;ncias que deveria tomar, enquanto, de sua parte, trabalharia  com a hipnose. Ap&oacute;s uma sess&atilde;o em que a paciente sentiu consider&aacute;vel al&iacute;vio de  suas dores, o pesquisador ainda lhe prop&ocirc;s que ela poderia, de fato, escrever  sua monografia, pois j&aacute; havia pensado bastante nela e s&oacute; faltava coloc&aacute;-la, aos  poucos, no papel. Ent&atilde;o, ela faria o teste de, estando de repouso em sua cama,  gravar suas falas sobre a monografia, pedir a algu&eacute;m que as transcrevesse e, em  seguida, revisar o texto numa posi&ccedil;&atilde;o confort&aacute;vel. Tal maneira de trabalhar a  animou consideravelmente, uma vez que p&ocirc;de dar continuidade a seus planos,  escrever a monografia e, principalmente, atender as prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de  repouso. Ap&oacute;s, esses momentos iniciais, Dona Silvia disse estar vislumbrando,  depois de muito tempo e l&aacute;grimas, um futuro acess&iacute;vel e poss&iacute;vel a suas  pretens&otilde;es. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Entretanto,  durante os transes hipn&oacute;ticos, Dona Silvia relatou estar vendo seu pai e estar sentindo  toda a carga de peso em seu corpo que, provavelmente, estaria ligada &agrave; profecia  da morte de sua m&atilde;e. O pesquisador procedeu retomando alguns momentos  hist&oacute;ricos afetivos e positivos entre ela e o pai, ao mesmo tempo em que a  convidava a visualizar a apar&ecirc;ncia atual de seu pai, como seus cabelos, suas  roupas, seus olhos e, sobretudo, seu semblante. Ent&atilde;o, Dona Silvia se emocionou  e disse que seu pai havia lhe beijado e vinha pedir perd&atilde;o pelo que havia dito,  pois apenas Deus teria o poder de prever a morte das pessoas. Para ela as  vis&otilde;es de seu pai durante o transe n&atilde;o se tratavam de um processo de  imagina&ccedil;&atilde;o, mas de um leg&iacute;timo encontro espiritual que traziam muita felicidade  por ter not&iacute;cias de seu pai e aliviar suas dores. Tendo cumprido as recomenda&ccedil;&otilde;es  m&eacute;dicas e os exerc&iacute;cios fisioter&aacute;picos, ela p&ocirc;de concluir seus planos, como o  trabalho final, a formatura e o casamento e, embora tenha modificado aspectos  importantes da rela&ccedil;&atilde;o com os familiares, continuou mantendo seu papel de  cuidadora na fam&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em  outra situa&ccedil;&atilde;o, Dona Marlene, 48 anos, divorciada, buscou terapia por  interm&eacute;dio de um de seus filhos que havia visto uma palestra do pesquisador.  Sentia dores muito intensas pelo corpo, oriundas de uma fibromialgia que j&aacute;  durava mais de dois anos e encontrava-se num processo depressivo. Quando ouviu  falar no trabalho de pesquisa, disse a seu filho: "se &eacute; uma pesquisa, ent&atilde;o, o  neg&oacute;cio &eacute; s&eacute;rio." Ao chegar, relatou que seus tratamentos anteriores n&atilde;o haviam  levado a lugar algum; que os m&eacute;dicos do conv&ecirc;nio eram como os do servi&ccedil;o  p&uacute;blico que nem lhe olhavam no rosto e prescreviam um medicamento; e que o  &uacute;ltimo m&eacute;dico a enviou a um psiquiatra que tamb&eacute;m n&atilde;o a ouviu e prescreveu  alguns antidepressivos. Revoltada com a falta de aten&ccedil;&atilde;o, jogou todos os rem&eacute;dios  no lixo e ficou sem saber onde buscar ajuda. Ap&oacute;s duas sess&otilde;es em que relatou  se sentir aliviada de algumas dores, disse ao pesquisador que, se quisesse  trabalhar com ela, deveria conhec&ecirc;-la melhor, pois "n&atilde;o sabia da missa a  metade". O pesquisador, ao inv&eacute;s de dar continuidade ao trabalho hipn&oacute;tico  programado, simplesmente colocou-se para escut&aacute;-la por quase duas horas nas  quais Dona Marlene contou sua hist&oacute;ria, perpassada por muitos acontecimentos de  intenso sofrimento, como as humilha&ccedil;&otilde;es de seu marido, a perda do emprego, o  suic&iacute;dio do novo companheiro, seu isolamento atual e a eclos&atilde;o de suas dores. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ouvindo-a  com aten&ccedil;&atilde;o, o pesquisador disse que tinha sido muito bom para ele conhecer  mais da metade da missa, mas que ele tamb&eacute;m teria outras "coisas dessa missa  para lhe contar na pr&oacute;xima sess&atilde;o". Nesta, em situa&ccedil;&atilde;o de transe hipn&oacute;tico,  contou-lhe a met&aacute;fora sobre a instabilidade do clima de Bras&iacute;lia, onde as  pessoas podem viver o Sol e a chuva, o frio e o calor num mesmo dia e ainda  podem aproveitar isso; que a vida das pessoas pode possuir muito sofrimento e  que elas podem crescer com isso; e que ela, Marlene, havia conseguido vir para  uma cidade grande, tirar a carteira sem ajuda, fazer bons amigos, conseguir seu  trabalho, ser respeitada em sua profiss&atilde;o e criar tr&ecirc;s filhos respons&aacute;veis e  estudiosos. Por meio dessas t&eacute;cnicas, os aspectos positivos passaram a ganhar  maior visibilidade em suas narrativas, auxiliando Dona Marlene a deixar a  depress&atilde;o, retomar sua vida social e aliviar consideravelmente suas dores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   J&aacute;  o caso de Dona Paula, 49 anos, estava ligado a um grande sofrimento devido &agrave;  perda de sua irm&atilde; mais pr&oacute;xima e querida. Al&eacute;m das dores intensas de  fibromialgia, h&aacute; aproximadamente seis meses ela n&atilde;o trabalhava, mal dormia e se  alimentava, como ainda havia se afastado da maioria de seus espa&ccedil;os de conv&iacute;vio  social. Era comum que chorasse escondido dos outros, em algum lugar afastado da  casa ou de madrugada, o que costumava ser reprovado pelos familiares que diziam  n&atilde;o suportar mais v&ecirc;-la assim. Mas o que chamou a aten&ccedil;&atilde;o do pesquisador desde  o in&iacute;cio foram os sentidos contradit&oacute;rios envolvendo seu ato de chorar. Isto  porque era talvez a &uacute;nica forma de express&atilde;o de um sofrimento intenso que  possu&iacute;a, mas, ao mesmo tempo, uma forma que para si e sua fam&iacute;lia era um sinal  de fraqueza (pois "choro &eacute; coisa de gente fraca") e um sinal de perturba&ccedil;&atilde;o  espiritual, j&aacute; que seu choro atrapalharia a evolu&ccedil;&atilde;o da irm&atilde; no plano astral e  impediria seu contato com a mesma durante os sonhos, segundo as cren&ccedil;as da religi&atilde;o  de sua fam&iacute;lia. Envolvida em semelhante conflito, Dona Paula tinha a sensa&ccedil;&atilde;o  de completa paralisa&ccedil;&atilde;o de seu mundo, de um corpo pesado e sofrido, de uma  profunda solid&atilde;o e de um bloqueio t&atilde;o grande que a impedia de vislumbrar  qualquer tra&ccedil;o do futuro. Entretanto, ela estava ali encaminhada por uma  profissional de sa&uacute;de com quem possu&iacute;a um bom v&iacute;nculo e dizia estar disposta a  colaborar com o trabalho que o "doutor" (no caso, o pesquisador) lhe oferecia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O  pesquisador, diante deste quadro, ap&oacute;s uma escuta atenta de sua queixa, disse  que poderia ajud&aacute;-la, mas seria necess&aacute;rio que ela fizesse algo muito dif&iacute;cil.  Ele acreditava que ela conseguiria realizar tal tarefa, mas que isso n&atilde;o seria  muito f&aacute;cil, pois talvez mexesse muito com ela. Ent&atilde;o, com seu compromisso de  aceitar a tarefa, o pesquisador lhe prop&ocirc;s que colocasse uma foto de sua irm&atilde;  entre os santos de seu altar e que chorasse ali o quanto quisesse e que caso  algu&eacute;m da fam&iacute;lia lhe perguntasse sobre isso, ela deveria dizer que fazia parte  do novo tratamento e que poderiam buscar esclarecimento com o pr&oacute;prio  pesquisador. Tal tarefa deveria ser realizada em alguns hor&aacute;rios  pr&eacute;-estabelecidos pela paciente e tamb&eacute;m quando sentisse muita saudade de sua  irm&atilde;. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desta tarefa, juntamente com outros procedimentos  t&eacute;cnicos, Dona Paula sentiu uma melhora significativa de suas dores, retomou  sua vida social e seu espa&ccedil;o de cuidadora na fam&iacute;lia e j&aacute; estava se preparando  para retornar ao trabalho. Al&eacute;m de voltar a dormir e comer bem, a paciente  passou a se posicionar de outra forma diante do choro, prescrevendo-o como  forma de terapia aos parentes que ainda sofriam com a perda da irm&atilde;. Na &uacute;ltima  sess&atilde;o, relatou ter tomado caf&eacute; com sua irm&atilde; durante o transe hipn&oacute;tico, tendo  finalmente not&iacute;cias de que ela estava bem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Promovendo o Contrato  Terap&ecirc;utico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A  despeito das v&aacute;rias possibilidades de compreens&atilde;o sobre a promo&ccedil;&atilde;o, por parte  do terapeuta, de um contrato terap&ecirc;utico leg&iacute;timo e eficaz, os exemplos  cl&iacute;nicos acima descritos podem destacar duas atitudes de grande import&acirc;ncia. A  princ&iacute;pio eles se referem, de forma ampla, a uma atitude de reconhecimento do  outro, que considera o sujeito n&atilde;o como um conjunto de conceitos te&oacute;ricos, mas  como uma pessoa concreta e singular, em seus processos de produ&ccedil;&atilde;o de sentidos  e em suas necessidades subjetivas. O que &eacute; importante para esta pessoa naquele  momento, o que ela gostaria de receber do terapeuta, como ela enxerga e  vivencia sua situa&ccedil;&atilde;o atual, como ela se sente em meio &agrave;s realidades geradas a  partir de sua situa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o algumas das quest&otilde;es que n&atilde;o podem passar  desapercebidas ao terapeuta. &Eacute; importante que ele transmita aten&ccedil;&atilde;o e interesse  genu&iacute;nos sobre essas quest&otilde;es de maneira a comunicar ao sujeito, de alguma  forma, uma considera&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima com sua pessoa. Uma vez que o cliente percebe  uma disposi&ccedil;&atilde;o do terapeuta para aceit&aacute;-lo e compreend&ecirc;-lo existem maiores  possibilidades de que ele se disponha &agrave; terapia, que participe da constru&ccedil;&atilde;o de  um contexto de mudan&ccedil;a e crie confian&ccedil;a na pessoa do terapeuta, mesmo que n&atilde;o  compreenda inteiramente o que ela faz. Semelhante atitude, al&eacute;m de criar a  perspectiva de uma rela&ccedil;&atilde;o compartilhada, uma esp&eacute;cie de ch&atilde;o comum em termos  afetivos (BINSWANGER, 1935), pode possibilitar uma rela&ccedil;&atilde;o distinta do sujeito  consigo mesmo, onde este passa a acreditar mais em si e a mobilizar, com mais  facilidade e maestria, seus pr&oacute;prios recursos (ERICKSON; ROSSI, 1979).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por  outro lado, outra atitude importante do terapeuta na promo&ccedil;&atilde;o do contrato  terap&ecirc;utico refere-se &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o da terapia como um processo pragm&aacute;tico no  sentido da cria&ccedil;&atilde;o de um contexto voltado para a constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es que  atendam &agrave;s necessidades do sujeito. Ou seja, &eacute; importante que as solu&ccedil;&otilde;es  busquem contemplar os sentidos subjetivos, os significados, as emo&ccedil;&otilde;es, as  trocas sociais, o modo de express&atilde;o que s&atilde;o particulares a esta pessoa (e n&atilde;o  de uma teoria a priori) e se organizam em torno de suas necessidades. Embora  semelhante perspectiva seja ressaltada nas psicoterapias de um modo geral, n&atilde;o  &eacute; raro que o terapeuta busque atender suas pr&oacute;prias necessidades te&oacute;ricas e  t&eacute;cnicas e desconsidere ou deixe para um segundo plano as necessidades e processos  do sujeito (GONZALEZ REY, 2007; NEUBERN, 2004). O contexto pragm&aacute;tico, aqui ressaltado,  refere-se &agrave; import&acirc;ncia de uma compreens&atilde;o da singularidade desse sujeito, em  termos de suas caracter&iacute;sticas, recursos e potenciais e ainda como tais  processos podem ser utilizados, por ele mesmo, a favor da terapia. Aquilo que  por muitos pode ser visto como um defeito, tal como um sintoma, um  comportamento inadequado, uma resist&ecirc;ncia, ou uma caracter&iacute;stica de  personalidade, pode ser redefinido e utilizado para promover mudan&ccedil;as na  rela&ccedil;&atilde;o do sujeito consigo, com o outro e seu sofrimento (ERICKSON, 1958). Este  contexto, que comporta consider&aacute;vel diversidade de t&eacute;cnicas e formas de rela&ccedil;&atilde;o  (ZEIG, 2001), &eacute; perpassado ainda por uma perspectiva do poss&iacute;vel, na qual o  problema trazido &eacute; compreendido dentro de narrativas que oferecem solu&ccedil;&otilde;es  poss&iacute;veis para o mesmo (HALEY, 2001; WHITE, 2007). Assim, quando a pessoa se  torna mais importante do que as regras e teorias, o terapeuta pode evitar a  tenta&ccedil;&atilde;o de enquadr&aacute;-la em referenciais consagrados e apriori, ajudando-a a  pensar e viver a situa&ccedil;&atilde;o de um modo mais flex&iacute;vel por meio de perspectivas que  oferecem um encaminhamento concreto e acess&iacute;vel para o problema trazido. A  negocia&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre os protagonistas da rela&ccedil;&atilde;o permite que os  passos sejam dados na sensa&ccedil;&atilde;o de que o processo avan&ccedil;a e ganha, em seus  distintos momentos, um car&aacute;ter de novidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No  primeiro exemplo cl&iacute;nico descrito, pelo pr&oacute;prio relato posterior da cliente, &eacute;  poss&iacute;vel notar como a aceita&ccedil;&atilde;o de trabalhar com a cliente naquela situa&ccedil;&atilde;o foi  importante para seu processo terap&ecirc;utico. Isso porque semelhante aceita&ccedil;&atilde;o  propiciou o oferecimento de um espa&ccedil;o onde os impasses vivenciados por D.  Silvia pudessem ser trabalhados e sua hist&oacute;ria pudesse ser considerada de nova  forma. Tratava-se de uma situa&ccedil;&atilde;o de ensino na qual a cliente era tamb&eacute;m aluna  de psicologia inserida num grupo de est&aacute;gio onde todos sabiam das restri&ccedil;&otilde;es  t&eacute;cnicas e &eacute;ticas para que tal atendimento pudesse ali ocorrer<sup><a name="2t"></a><a href="#2n">2</a></sup>. Mas, apesar das  v&aacute;rias restri&ccedil;&otilde;es para isso (ou talvez por causa delas), a postura do  pesquisador em atend&ecirc;-la serviu como uma forma de considera&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a que  a colocou numa disposi&ccedil;&atilde;o muito profunda para o trabalho terap&ecirc;utico. Entre  l&aacute;grimas disse aceitar as condi&ccedil;&otilde;es do processo e que daria o melhor de si para  que o mesmo a beneficiasse e aliviasse suas dores, o que permitiu considerar um  grande engajamento na proposta de terapia a ela oferecida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assim,  no primeiro momento da terapia, o pesquisador se aproveitou dessa disposi&ccedil;&atilde;o e  tomou uma atitude inesperada ao conferir &agrave; paciente a responsabilidade quanto a  seu tratamento m&eacute;dico. Ao inv&eacute;s de repetir o movimento da fam&iacute;lia de  pression&aacute;-la insistindo com que se tratasse, ele apenas disse que confiaria em  suas atitudes e n&atilde;o tocaria mais no assunto, pois cada um faria sua parte. Em  seguida, ofereceu-lhe uma sa&iacute;da concreta e poss&iacute;vel para um problema crucial de  seu impasse &ndash; a elabora&ccedil;&atilde;o de seu trabalho monogr&aacute;fico. Ela poderia se colocar  na condi&ccedil;&atilde;o de repouso recomendada pelo m&eacute;dico e, ao mesmo tempo, trabalhar em  seu projeto, pensando sobre ele, organizando suas id&eacute;ias e gravando-as num pequeno  gravador, tendo o trabalho apenas de revisar posteriormente a transcri&ccedil;&atilde;o do  material feita por outra pessoa. De certa maneira, o pesquisador, utilizando-se  de uma interven&ccedil;&atilde;o que incluiu o paradoxo por ela vivido (ERICKSON; ROSSI,  1979), ofereceu-lhe uma possibilidade de cuidar de si e realizar seu projeto de  vida, id&eacute;ias que at&eacute; o momento eram incompat&iacute;veis para D. Silvia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   J&aacute;  num momento posterior, as vis&otilde;es de seu pai durante o transe foram assumidas no  sentido pr&oacute;prio que possu&iacute;am para cliente e n&atilde;o dissolvidas em alguma categoria  psicol&oacute;gica consagrada como arqu&eacute;tipos ou processos imagin&aacute;rios (NEUBERN, no  prelo). Assim, &agrave; medida que o pesquisador mostrava interesse pela figura de seu  pai, como aparecia ali naqueles momentos, a cliente trabalhava de forma intensa  na constru&ccedil;&atilde;o de uma nova forma de rela&ccedil;&atilde;o com o mesmo, saindo de uma profecia  assustadora para a retomada de processos afetivos marcantes de sua pr&oacute;pria  hist&oacute;ria como filha. A aceita&ccedil;&atilde;o de suas cren&ccedil;as, associada &agrave; possibilidade de  resolu&ccedil;&atilde;o de sua pend&ecirc;ncia com o pai, consistiram em formas muito efetivas de  oferecer &agrave; cliente a continuidade do engajamento no processo terap&ecirc;utico, que  culminou com importantes momentos de reconstru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e reconfigura&ccedil;&atilde;o de  sua experi&ecirc;ncia de dor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O  caso de D. Marlene tamb&eacute;m &eacute; bastante ilustrativo pela sua forma de buscar a  terapia, como relatou a seu filho: "se &eacute; pesquisa, ent&atilde;o, o neg&oacute;cio &eacute; s&eacute;rio."  Para ela, era muito importante que sua hist&oacute;ria fosse escutada e recebesse  aten&ccedil;&atilde;o, pois al&eacute;m dos v&aacute;rios momentos de sofrimento, tratava-se de algu&eacute;m que  vivenciava uma posi&ccedil;&atilde;o dolorosa de isolamento social, que havia perdido sua  profiss&atilde;o e o posto de ser refer&ecirc;ncia para muitas pessoas. A desaten&ccedil;&atilde;o de  outros profissionais de sa&uacute;de quanto a sua hist&oacute;ria era vivida como uma falta  de seriedade, uma forma de menosprezo e desconsidera&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria pessoa,  como ainda de inefici&ecirc;ncia terap&ecirc;utica. Da&iacute; porque, embora j&aacute; tivesse realizado  uma sess&atilde;o de acolhimento inicial e outra de hipnose, o pesquisador compreendeu  que seria importante n&atilde;o ceder &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de dar continuidade a um protocolo de  pesquisa, j&aacute; que as necessidades da cliente eram ligadas a uma situa&ccedil;&atilde;o de  escuta e precisavam, naquele momento, ser atendidas sob a pena de que o  contrato, em termos de engajamento emocional, n&atilde;o fosse efetivado. Foi curioso  notar que, entre l&aacute;grimas, sorrisos e uma sucess&atilde;o de eventos tr&aacute;gicos  narrados, D. Marlene respirou profundamente e perguntou: "Ent&atilde;o, Doutor, ser&aacute;  que eu tenho jeito?"</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assim,  ao finalmente ter acesso a um leg&iacute;timo espa&ccedil;o de escuta, a cliente colocou-se  mais dispon&iacute;vel e receptiva para as a&ccedil;&otilde;es do pesquisador que lhe ofereceu  outras possibilidades para lidar com suas pr&oacute;prias demandas de conceber  possibilidades e perspectivas que fugissem ao negativismo de seu pensamento. Ele  optou por partir das express&otilde;es utilizadas por ela na terapia, isto &eacute;, de algo  que j&aacute; viesse dela, tanto como uma forma de usar suas refer&ecirc;ncias, como de  demonstrar que estava atento ao que havia dito. Para responder a esta &uacute;ltima pergunta  ("ser&aacute; que eu tenho jeito?"), o pesquisador se utilizou de outra express&atilde;o da  cliente, reformulando-a em outros termos para apontar novas dire&ccedil;&otilde;es do  processo terap&ecirc;utico &ndash; "coisas dessa missa para lhe contar na pr&oacute;xima sess&atilde;o". Ent&atilde;o,  procedeu a um conjunto de met&aacute;foras e hist&oacute;rias associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de certos  fen&ocirc;menos hipn&oacute;ticos (ERICKSON; ROSSI, 1979) conotando que na trajet&oacute;ria  hist&oacute;rica das pessoas existe tristeza e alegria, sofrimento e prazer e que isso  n&atilde;o as impede de conquistar vit&oacute;rias e aprender a enxergar suas vidas de outras  maneiras. &Eacute; interessante notar como ap&oacute;s esta sess&atilde;o D. Marlene apresentou  melhoras significativas quanto a suas dores e sua depress&atilde;o, passando ainda a  buscar novas possibilidades de trabalho e conv&iacute;vio social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No  caso de D. Paula, o pesquisador se utilizou de sua autoridade e da confian&ccedil;a  que a paciente depositava, pois, embora n&atilde;o enxergasse, naquele momento, uma  possibilidade de futuro, estava disposta a colaborar com o tratamento oferecido  pelo "doutor". Como a constru&ccedil;&atilde;o de sentidos e emo&ccedil;&otilde;es em torno do choro era  bastante contradit&oacute;ria, j&aacute; que havia uma necessidade intensa de chorar e uma  recrimina&ccedil;&atilde;o dessa necessidade, foi importante que o pesquisador pontuasse  inicialmente que ele pediria algo dif&iacute;cil de ser realizado para D. Paula. O que  o pesquisador intencionava era exatamente retificar a dificuldade que a cliente  sentia naquele momento em vista dessas contradi&ccedil;&otilde;es. Com isso, a prescri&ccedil;&atilde;o do  ritual de chorar frente ao altar de sua religi&atilde;o num lugar comum da casa  envolvia, ao mesmo tempo, distintos elementos que buscavam proporcionar um  contexto que favorecesse a produ&ccedil;&atilde;o de novos sentidos sobre o ato de chorar.  Colocava-a exposta diante dos membros da fam&iacute;lia que se sentiam incomodados com  seu choro, mas ao mesmo tempo diante de objetos sagrados do altar, o que  poderia evocar nela e nos outros os sentimentos de respeito que as coisas  sagradas evocam nos adeptos (ELIADE, 1965). Mas, o que talvez fosse ainda mais  decisivo, &eacute; que, por meio de semelhante atividade, era a pr&oacute;pria cliente quem  escolheria o momento de chorar o que come&ccedil;ava a lhe incutir alguma  possibilidade de vivenciar a tristeza de outra forma, como sujeito, e n&atilde;o de  ser atropelada por ela (ERICKSON, 1958). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Tais  a&ccedil;&otilde;es do pesquisador, associadas a outras interven&ccedil;&otilde;es, proporcionaram a D.  Paula a constru&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as significativas quanto a seu pr&oacute;prio sofrimento.  De certa maneira, implicaram no reconhecimento de que havia um sofrimento  intenso que quanto mais fosse negado, sob a id&eacute;ia "os fortes n&atilde;o choram", mais  seria dif&iacute;cil proporcionar-lhe alguma mudan&ccedil;a. Ao mesmo tempo, &agrave; medida que a  pr&oacute;pria cliente vivenciava essa experi&ecirc;ncia dif&iacute;cil de chorar, era ela mesma  quem passava a reconhecer que havia ali um grande sofrimento e que o choro seria  uma express&atilde;o natural do mesmo, ao inv&eacute;s de um ato de fraqueza. Desse modo,  quando ela passou a decidir os momentos de chorar, abriu a possibilidade de  sair de uma posi&ccedil;&atilde;o de paralisa&ccedil;&atilde;o, para um mover-se em sua pr&oacute;pria trajet&oacute;ria  de vida (MERLEAU-PONTY, 1949), podendo, finalmente, sair da subjuga&ccedil;&atilde;o de um  sofrimento intenso para uma forma diferente de se relacionar com ele, onde se  tornava poss&iacute;vel manuse&aacute;-lo, provoc&aacute;-lo, afast&aacute;-lo e at&eacute; mesmo decidir quando  ele poderia ocorrer. &Eacute; assim que, al&eacute;m da concretiza&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as importantes  em termos sociais, como a busca de contatos, trabalho e familiares, a terapia  proporcionou uma leg&iacute;tima forma de reconcilia&ccedil;&atilde;o consigo mesma (BINSWANGER,  1935), como parece ter indicado seu momento final de encontro para um bom caf&eacute;  com a irm&atilde; j&aacute; falecida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Seria  equivocado pressupor, de acordo com a discuss&atilde;o aqui levantada, que a proposta  do contrato terap&ecirc;utico n&atilde;o possa implicar em conflitos entre as necessidades  dos clientes e dimens&otilde;es te&oacute;ricas e institucionais que perpassam a pr&aacute;tica do  terapeuta. Tamb&eacute;m seria err&ocirc;neo considerar que tais dimens&otilde;es devam ser  descartadas situadas numa oposi&ccedil;&atilde;o irreconcili&aacute;vel com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas dos  clientes, como se aquelas implicassem &agrave; princ&iacute;pio numa postura de  distanciamento e de frieza quanto ao sofrimento de quem procura ajuda  profissional de um terapeuta. O presente artigo refere-se ele mesmo a uma  experi&ecirc;ncia que ocorreu no seio de uma institui&ccedil;&atilde;o, com suas pr&oacute;prias  necessidades (tais como de administra&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia) e dentro de  uma proposta de pesquisa cl&iacute;nica com o objetivo de produzir conhecimento sobre  a &aacute;rea. Seria, portanto, um contra-senso desprezar as pr&oacute;prias necessidades que  o precederam que foram origin&aacute;rias tanto do contato cl&iacute;nico com os clientes,  boa parte deles expressando sua insatisfa&ccedil;&atilde;o com determinadas posturas  profissionais, como de problemas te&oacute;ricos e institucionais. Da&iacute; porque o  destaque conferido a conflitos como estes se deu exatamente para demonstrar  alguns poss&iacute;veis caminhos para super&aacute;-los, caminhos estes que n&atilde;o se prendem a  uma abordagem espec&iacute;fica, mas remetem &agrave; import&acirc;ncia de uma considera&ccedil;&atilde;o mais  profunda do outro em sua condi&ccedil;&atilde;o humana. Dito de outro modo, essa considera&ccedil;&atilde;o  surge como um caminho imprescind&iacute;vel para que tais impasses sejam resolvidos e  que, nos termos aqui discutidos, implica em duas vertentes principais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma  delas remete &agrave; necessidade de uma postura, da parte do terapeuta, de  considera&ccedil;&atilde;o com o outro o que permite a possibilidade da abertura de uma  disposi&ccedil;&atilde;o para uma rela&ccedil;&atilde;o profunda, de acolhimento, partilha, import&acirc;ncia e  respeito com o cliente e aquilo que o mobiliza para a terapia, tal como j&aacute;  levantado por diversos autores (ANDERSON; GEHART, 2007; HYCNER, 1995).  Entretanto, embora essa perspectiva n&atilde;o seja nova, &eacute; importante destacar, a  partir das hist&oacute;rias cl&iacute;nicas aqui discutidas, que essa abertura ao outro  remete necessariamente a uma rela&ccedil;&atilde;o de flexibilidade quanto ao marco te&oacute;rico  do terapeuta. A teoria precisa passar pelo questionamento do terapeuta que deve  se colocar diante dela como sujeito. Isto porque, mesmo que o terapeuta possua  uma disposi&ccedil;&atilde;o afetiva para considerar o outro, a rela&ccedil;&atilde;o com o cliente pode  ficar comprometida caso desenvolva uma rela&ccedil;&atilde;o com a teoria de rigidez e servid&atilde;o,  onde a diversidade das express&otilde;es e viv&ecirc;ncias do outro sejam enquadradas, mesmo  que de forma inconsistente, em conceitos que confirmam a teoria acima de  qualquer contradi&ccedil;&atilde;o (GONZALEZ REY, 2003; MAHONEY, 1991; NEUBERN, 2001). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Esse  tipo de atitude, permeada por opera&ccedil;&otilde;es de substancializa&ccedil;&atilde;o e reifica&ccedil;&atilde;o de  conceitos (GONZALEZ REY, 2007), freq&uuml;entemente mina a consist&ecirc;ncia do contrato,  pois, por mais que o cliente perceba boas inten&ccedil;&otilde;es em seu terapeuta, viver&aacute; a  sensa&ccedil;&atilde;o crescente de n&atilde;o ser compreendido e aceito por ele. Nas hist&oacute;rias  cl&iacute;nicas aqui narradas houve a disposi&ccedil;&atilde;o do pesquisador em buscar captar o que  era importante para as clientes, o que fazia sentido para elas e como, no  cen&aacute;rio subjetivo delas, organizavam-se e articulavam-se os diferentes  processos presentes em suas demandas. Desenvolveu-se um contexto que pode  qualificar que as experi&ecirc;ncias de dor que traziam n&atilde;o estavam apriori dadas por  um referencial te&oacute;rico que determinava suas origens e rela&ccedil;&otilde;es com o mundo.  Elas foram compreendidas na rela&ccedil;&atilde;o com as pr&oacute;prias clientes a partir das quais  foi poss&iacute;vel perceber como suas respectivas viv&ecirc;ncias se entrela&ccedil;avam a  problemas cotidianos, como heran&ccedil;as e tramas familiares, a morte de um ente  querido, a perda da condi&ccedil;&atilde;o de trabalho e a rela&ccedil;&atilde;o com outros profissionais.  Vale destacar que semelhante atitude n&atilde;o consiste na proposta de supremacia de  uma determinada abordagem, mas numa possibilidade concreta que &eacute; exercida por  terapeutas de diferentes perspectivas te&oacute;ricas que se posicionam como sujeitos  diante de suas teorias, isto &eacute;, como seres criativos e capazes de  question&aacute;-las, propondo-lhes inova&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am um di&aacute;logo mais pertinente  com as realidades vividas pelos clientes que o buscam (ERICKSON; ROSSI, 1979;  NEUBERN, 2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   J&aacute;  a segunda dimens&atilde;o, muito ligada &agrave; anterior, relaciona-se &agrave; proposta de um  contexto pragm&aacute;tico e se refere a uma forma de considerar as possibilidades  pragm&aacute;ticas a partir da singularidade do cliente. Embora a quest&atilde;o do singular  n&atilde;o seja nova na psicologia (BINSWANGER, 1958; MINKOWSKI, 1933), vale destacar  que os obst&aacute;culos te&oacute;ricos e t&eacute;cnicos aqui mencionados, com muita freq&uuml;&ecirc;ncia,  impedem que ela se concretize no setting cl&iacute;nico, tantas vezes marcado pela  busca de estabilidade e hegemonia, nas quais os terapeutas procuram adequar  diferentes pessoas a uma mesma forma de trabalho ou aplica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica (ERICKSON,  1958; 1985; ROUSTANG, 2001). O que as hist&oacute;rias cl&iacute;nicas procuraram aqui  demonstrar foi que, a partir dessa condi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica de cada sujeito, foi poss&iacute;vel  propor um setting constru&iacute;do sob medida (ZEIG, 2001), isto &eacute;, adequado a suas  formas de express&atilde;o e caracter&iacute;sticas, onde o cliente pudesse utilizar aquilo  que &eacute; apenas seu a favor de sua pr&oacute;pria terapia, seja na valoriza&ccedil;&atilde;o de suas  potencialidades, seja na busca de solu&ccedil;&otilde;es para seu sofrimento. Em outras  palavras, elas apontam para a import&acirc;ncia de se compreender que existem  diferentes vias para o processo de mudan&ccedil;a e que, caso o terapeuta reconhe&ccedil;a  isso, maiores ser&atilde;o suas chances de atender &agrave; diversidade de pessoas e demandas  que procurarem sua ajuda.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ANDERSON, H. <b>Conversation, Language and Possibilities</b>. 1a ed. New York: Basic  Books, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971037&pid=S1808-4281201000030001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ANDERSON, H.; GOOLISHIAN, H. O  Cliente &eacute; o Especialista. <b>Nova  Perspectiva Sist&ecirc;mica, </b>Rio de Janeiro, n. 3, p. 8-24, maio 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971039&pid=S1808-4281201000030001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ANDERSON, H.;  GEHART, D. <b>Collaborative therapy. </b>Relationships  and conversations that make a difference. 2a ed. New York: Routledge, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971041&pid=S1808-4281201000030001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BINSWANGER,  L. &nbsp;De la psychoth&eacute;rapie. In&nbsp;:  ____.<b>Introduction  &agrave; l&rsquo;analyse existentielle</b>. Paris: Minuit, p. 119-147, 1935.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ____. The  existential analysis school of thought. In: MAY, R.; ANGEL, E.; ELLENBERGER, H.  (Orgs.). <b>Existence</b>. New  York&nbsp;: Jason Aranson Book, p. 191-213, 1958.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971044&pid=S1808-4281201000030001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ELIADE, M. <b>Le Sacr&eacute; et le Profane</b>. 1a ed. Paris: Gallimard, 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971046&pid=S1808-4281201000030001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ERICKSON, M.  Naturalistic techniques of hypnosis. <b>The  American Journal of Clinical Hypnosis,</b>Phoenix,  AZ, n. 1, 3-8, July 1958.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971048&pid=S1808-4281201000030001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ____. &nbsp;An introduction to the study and application  of hypnosis in pain control. In: Rossi, E. (Org.). <b>Healing in hypnosis</b>. New York: Irvington, p. 217-278, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971050&pid=S1808-4281201000030001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ERICKSON, M.;  ROSSI, E. <b>Hypnotherapy: </b>An  Exploratory Casebook. 1a ed. New York:  Irvington, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971052&pid=S1808-4281201000030001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   FIGUEIREDO,  L. C. <b>Revistiando as Psicologias. </b>Da  Epistemologia &agrave; &Eacute;tica das Pr&aacute;ticas e Discursos Psicol&oacute;gicos. 3&ordf; ed. Petr&oacute;polis:  Vozes, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971054&pid=S1808-4281201000030001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   GERGEN,  K.; KAYE, J. Al&eacute;m da  Narrativa na Negocia&ccedil;&atilde;o do Sentido Terap&ecirc;utico. In: McNAMME, S.; GERGEN, K. (Orgs.). <b>A Terapia Como Constru&ccedil;&atilde;o Social.</b>Tradu&ccedil;&atilde;o por Cl&aacute;udia Dornelles.  Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas, cap 11, p. 201-222, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971056&pid=S1808-4281201000030001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   GONZALEZ  REY, F. <b>Sujeito e subjetividade</b>. 1&ordf;  ed. S&atilde;o Paulo: Thomson, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971058&pid=S1808-4281201000030001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   GONZALEZ  REY, F. <b>Psicoterapia, Subjetividade e  P&oacute;s-Modernidade</b>. 1&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Thomsom, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971060&pid=S1808-4281201000030001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   HALEY,  J. <b>Aprendendo e ensinando a terapia</b>.  1&ordf; ed. Tradu&ccedil;&atilde;o por Helena Mascarenhas. Porto Alegre: Artmed, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971062&pid=S1808-4281201000030001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   HYCNER,  R. <b>De pessoa a pessoa</b>. Tradu&ccedil;&atilde;o por  Elisa Gomes, Enila Chgas e M&aacute;rcia Portella. S&atilde;o Paulo:  Summus, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971064&pid=S1808-4281201000030001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   KOCH, S. Nature  and Limits of Psychological Knowledge. <b>American  Psychologist,</b> Washington, v.  36, n. 3, p. 257-269, march 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971066&pid=S1808-4281201000030001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   L&Eacute;VY, A. <b>Sciences Cliniques et Organizations  Sociales</b>. 1a ed. Paris: Puf, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971068&pid=S1808-4281201000030001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MAHONEY, M. <b>Human change process</b>. 2a. ed. New York:  Basic Books, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971070&pid=S1808-4281201000030001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MERLEAU-PONTY, M. <b>Ph&eacute;nom&eacute;nologie de la perception</b>. 1a.  ed. Paris: Gallimard, 1949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971072&pid=S1808-4281201000030001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MINKOWSKI, E. <b>Le Temps V&eacute;cu</b>. 1a ed. Paris: Puf, 1933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971074&pid=S1808-4281201000030001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   MORIN, E. <b>La M&eacute;thode IV. </b>Les  Id&eacute;es. 1&ordf; ed. Paris: Seuil,  1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971076&pid=S1808-4281201000030001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   NEUBERN,  M. S. <b>Complexidade e Psicologia Cl&iacute;nica</b>:  Desafios epistemol&oacute;gicos. 1&ordf; ed. Bras&iacute;lia: Plano, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971078&pid=S1808-4281201000030001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ____.  A dimens&atilde;o regulat&oacute;ria da psicologia cl&iacute;nica: o impacto da racionalidade  dominante nas rela&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. <b>Estudos  de Psicologia,</b> Natal, v. 10, n.  1, p. 73-81, janeiro a abril 2005a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971080&pid=S1808-4281201000030001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ____.  A Subjetividade Como No&ccedil;&atilde;o Fundamental do Novo Paradigma. In:  GONZALEZ REY, F (Org.). <b>Subjetividade, Complexidade e  Pesquisa em Psicologia</b>.  1 ed. S&atilde;o Paulo: Thomson, p. 53-79, 2005b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971082&pid=S1808-4281201000030001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ____.  Hipnose e subjetividade: Utilizando a experi&ecirc;ncia religiosa em psicoterapia. <b>Estudos de Psicologia</b>, Campinas, no  prelo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971084&pid=S1808-4281201000030001500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ROUSTANG,  F. <b>L&rsquo;Influence.</b> 1a ed. Paris:  Minuit, 1991.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   VIEIRA  FILHO, N.; N&Oacute;BREGA, S. Aten&ccedil;&atilde;o psicossocial em sa&uacute;de mental. Contribui&ccedil;&atilde;o  te&oacute;rica para o trabalho terap&ecirc;utico em rede social. <b>Estudos de Psicologia</b>, Natal, v. 9, n. 2, p. 373-379, maio a agosto 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971087&pid=S1808-4281201000030001500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WHITE,  M. <b>Maps of narrative practice</b>. 2a  ed. New York: Norton &amp; Company, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971089&pid=S1808-4281201000030001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WOLBERG, L. <b>The Techniques of Psychotherapy</b>. 2a ed.  New York: Grune &amp; Stratton, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971091&pid=S1808-4281201000030001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   YAPKO, M. &nbsp;<b>Treating  depressions with hypnosis</b>. 1a ed. Philadelphia: Brunner-Routledge, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971093&pid=S1808-4281201000030001500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ZEIG,  J. <b>Terapia Feita Sob Medida</b>. 2a ed.  Tradu&ccedil;&atilde;o por Adriana Machado e Eliete Pinto. Belo Horizonte: Diamante, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=971095&pid=S1808-4281201000030001500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo"><img src="/img/revistas/epp/v10n3/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   <b>Maur&iacute;cio  da Silva Neubern</b>    <br>   Universidade de Bras&iacute;lia, Campus  Universit&aacute;rio Darcy Ribeiro, ICC Sul, Instituto de Psicologia, Departamento de  Psicologia Cl&iacute;nica (PCL), CEP 70910-900, Bras&iacute;lia-DF, Brasil     <br>   b <a href="mailto:mneubern@hotmail.com">mneubern@hotmail.com</a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 24/11/2009    <br>   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o em: 15/03/2010    <br>   Acompanhamento do processo editorial:  Eleon&ocirc;ra Torres Prestrelo </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <sup><a name="n*"></a><a href="3t*">*</a></sup>Doutor em Psicologia (UnB), Professor Adjunto  do Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica &ndash; PCL, Instituto de Psicologia &ndash; IP, Universidade  de Bras&iacute;lia &ndash; UnB.     <br>   <sup><a name="1n"></a><a href="#1t">1</a></sup>O presente artigo origina-se do projeto  institucional "Subjetividade, hipnose e dor cr&ocirc;nica: construindo o contexto  terap&ecirc;utico", desenvolvido pelo autor no Centro Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia  (UniCeub). Contou com a aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o e inscrito  no CONEP (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de) de maneira que as regras quanto a estudo com  seres humanos foram devidamente foram devidamente obedecidas. Recentemente este  projeto foi aceito como projeto institucional na Universidade de Bras&iacute;lia, onde  igualmente contou com a aprova&ccedil;&atilde;o de seu comit&ecirc; de &Eacute;tica e inscri&ccedil;&atilde;o no CONEP.    <br>   <sup><a name="2n"></a><a href="#2t">2</a></sup>A capacidade de acolhimento do grupo, os  v&iacute;nculos afetivos ali formados, a maturidade da cliente e algumas regras  negociadas com o pesquisador foram decisivos para que tal atendimento pudesse  ali ser realizado. Pretende-se discutir mais a fundo tais quest&otilde;es  posteriormente em outro trabalho.</font></p>      ]]></body>
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