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<journal-title><![CDATA[Estudos e Pesquisas em Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagens ao ensino: implicações no processo de aprendizagem dos alunos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro de Investigação em Psicologia e Educação do AEAH - CIPE  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the SAL (Student Approaches to Learning) research view teachers' transmissive and comprehensive approach to teaching has a direct influence in the students' approach to learning. The purpose of this literature review is to urge teachers think about both their teaching methods and the way they nourish their students' learning at the required stage. The purpose of this meta-cognitive reflection is to make teachers able to recognize the many factors which need to be enhanced to get her with the ones which will have to be overlooked so that their students' learning can be improved. It also referred to the importance of knowing the conceptions of students about their learning situation, in order to develop teaching and learning contexts students to experience as deep approaches to learning engines. This necessarily implies the choice of an approach to teaching student-centered. This text aims at making an enhanced contribution towards a better understanding of teaching approaches and at the same time promoting a more suitable and adjusted studying and learning behavior which has to be the most suitable one to meet the students' purposes. Are also indicated some educational implications as well as possible future research.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En la perspectiva de la investigación SAL (Student Approaches to Learning) el enfoque a la enseñanza de los profesores (transmisora y comprensiva) influye en el abordaje del aprendizaje de los estudiantes. El objetivo de este artículo es ayudar a los profesores a reflexionar sobre sus prácticas de enseñanza y sobre la forma de promover el aprendizaje del estudiante en el nivel requerido. A partir de la reflexión meta-cognitiva, los profesores pueden comprobar que hay muchos factores que pueden reforzarse y otros olvidados, con el fin de aumentar la calidad del aprendizaje de los estudiantes. Fue referida también la importancia de conocer la concepción de los estudiantes acerca de su situación de aprendizaje, con el fin de desarrollar contextos de enseñanza y aprendizaje que los estudiantes entiendan como motores de enfoques a los aprendizajes profundos. Se espera que este texto de reflexión pueda contribuir a una mejor comprensión de los enfoques para la enseñanza, para fomentar en los estudiantes conductas de aprendizaje y de estudio que mejor se adapten a sus metas y estilos de aprendizaje. Son referidas algunas implicaciones educativas, así que potenciales futuras investigaciones.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[abordagens ao ensino]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Abordagens ao ensino: implica&ccedil;&otilde;es no processo de aprendizagem dos alunos</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Approaches to teaching: implications in the process of the students learning</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Enfoques de ense&ntilde;anza: implicaciones en el proceso de aprendizaje de los estudiantes</b> </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria Ol&iacute;mpia Almeida de Paiva<sup><a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></sup>; Ab&iacute;lio Afonso Louren&ccedil;o<sup><a name="t**"></a><a href="#n**">**</a></sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o do AEAH &ndash; CIPE, Porto, Portugal</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  <hr nonshade="" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na perspetiva da investiga&ccedil;&atilde;o SAL (<i>Student Approaches to Learning</i>) a abordagem ao ensino dos professores (transmissiva e compreensiva) influencia a abordagem &agrave; aprendizagem dos alunos. O objetivo deste texto &eacute; estimular os professores a refletirem sobre as suas pr&aacute;ticas docentes e sobre a maneira como fomentam o sucesso educativo dos seus alunos no n&iacute;vel exigido. A partir da reflex&atilde;o metacognitiva, os docentes poder&atilde;o constatar a exist&ecirc;ncia de diversos fatores que poder&atilde;o ser refor&ccedil;ados e outros esquecidos, de modo a melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos. &Eacute;, tamb&eacute;m, referida a import&acirc;ncia de conhecer as conce&ccedil;&otilde;es dos alunos acerca da forma como aprendem, com o objetivo de desenvolver contextos de ensino e aprendizagem que os alunos vivenciem como motores de abordagens &agrave; aprendizagem profundas. Isto implica necessariamente a op&ccedil;&atilde;o por uma abordagem ao ensino centrada no aluno. Espera-se que este texto reflexivo possa contribuir para uma melhor compreens&atilde;o das abordagens ao ensino, a fim de promover nos alunos comportamentos mais ajustados para a mestria escolar. S&atilde;o referidas algumas implica&ccedil;&otilde;es educativas, assim como poss&iacute;veis investiga&ccedil;&otilde;es futuras.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>Palavras-chave: </b>abordagens ao ensino, estrat&eacute;gias de ensino, sucesso escolar.</font></p>  <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> In the SAL (<i>Student Approaches to Learning</i>) research view teachers' transmissive and comprehensive approach to teaching has a direct influence in the students' approach to learning. The purpose of this literature review is to urge teachers think about both their teaching methods and the way they nourish their students' learning at the required stage. The purpose of this meta-cognitive reflection is to make teachers able to recognize the many factors which need to be enhanced to get her with the ones which will have to be overlooked so that their students' learning can be improved. It also referred to the importance of knowing the conceptions of students about their learning situation, in order to develop teaching and learning contexts students to experience as deep approaches to learning engines. This necessarily implies the choice of an approach to teaching student-centered. This text aims at making an enhanced contribution towards a better understanding of teaching approaches and at the same time promoting a more suitable and adjusted studying and learning behavior which has to be the most suitable one to meet the students' purposes. Are also indicated some educational implications as well as possible future research.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>Keywords:</b> approaches to learning, teaching strategies, school success.</font></p>  <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">En la perspectiva de la investigaci&oacute;n SAL (Student Approaches to Learning) el enfoque a la ense&ntilde;anza de los profesores (transmisora y comprensiva) influye en el abordaje del aprendizaje de los estudiantes. El objetivo de este art&iacute;culo es ayudar a los profesores a reflexionar sobre sus pr&aacute;cticas de ense&ntilde;anza y sobre la forma de promover el aprendizaje del estudiante en el nivel requerido. A partir de la reflexi&oacute;n meta-cognitiva, los profesores pueden comprobar que hay muchos factores que pueden reforzarse y otros olvidados, con el fin de aumentar la calidad del aprendizaje de los estudiantes. Fue referida tambi&eacute;n la importancia de conocer la concepci&oacute;n de los estudiantes acerca de su situaci&oacute;n de aprendizaje, con el fin de desarrollar contextos de ense&ntilde;anza y aprendizaje que los estudiantes entiendan como motores de enfoques a los aprendizajes profundos. Se espera que este texto de reflexi&oacute;n pueda contribuir a una mejor comprensi&oacute;n de los enfoques para la ense&ntilde;anza, para fomentar en los estudiantes conductas de aprendizaje y de estudio que mejor se adapten a sus metas y estilos de aprendizaje. Son referidas algunas implicaciones educativas, as&iacute; que potenciales futuras investigaciones. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>Palabras clave:</b> enfoques de ense&ntilde;anza, estrategias de ense&ntilde;anza, &eacute;xito escolar.</font></p>  <hr noshade="noshade" size="1">     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1 Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>O ensino de qualidade n&atilde;o consiste na utiliza&ccedil;&atilde;o</i>    <br>  <i>&nbsp;de modelos e t&eacute;cnicas infal&iacute;veis de ensino, na medida em que cada situa&ccedil;&atilde;o de ensino e aprendizagem &eacute; singular e irrepet&iacute;vel.</i>    <br>  (Prosser &amp; Trigwell, 2000)</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde os prim&oacute;rdios da Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o sempre foi vis&iacute;vel o cuidado em encontrar os fatores de influ&ecirc;ncia no entendimento dos diversos processos de aprendizagem do aluno. Igualmente, e por motivos semelhantes, houve a sensibilidade de se procurar indagar acerca das abordagens ao ensino utilizadas na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica dos professores em sala de aula, conforme &eacute; poss&iacute;vel inferir a partir da investiga&ccedil;&atilde;o de Prosser, Trigwell e Taylor (1994). Frequentemente, aprendemos ao longo da vida sem nos preocuparmos com a natureza desse processo nem com a busca de um suporte te&oacute;rico que explique o processo de ensino e de aprendizagem (Vasconcelos, Praia&amp; Almeida, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A revis&atilde;o da literatura PSI &eacute; un&acirc;nime ao considerar que as abordagens adotadas pelos professores, nas respetivas pr&aacute;ticas educativas, influenciam linearmente as op&ccedil;&otilde;es das abordagens utilizadas nas aprendizagens dos alunos. Esta constata&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais evidente quando nos debru&ccedil;amos especificamente no racional te&oacute;rico SAL (<i>Student Approaches to Learning</i>) (Biggs, 1987; Chaleta, 2002; Duarte, 2002, 2004; Gr&aacute;cio, 2002; Kember, 2000; Kember, Biggs &amp; Leung, 2004; Marton &amp; S&auml;lj&ouml;, 1976; Prosser &amp; Trigwell, 2000; Ros&aacute;rio, Almeida, N&uacute;&ntilde;ez &amp; Gonz&aacute;lez-Pienda, 2004; Ros&aacute;rio, Ferreira &amp; Cunha, 2003; Ros&aacute;rio, Ferreira &amp; Guimar&atilde;es, 2001; Ros&aacute;rio et al., 2005; Trigwell &amp; Prosser, 2004).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A linha de investiga&ccedil;&atilde;o SAL pode ser encarada como uma tentativa de fortalecer o papel din&acirc;mico do aluno no seu processo de aprendizagem, aumentando a sua compreens&atilde;o do sentido do mundo que nos circunda e desenvolvendo uma abordagem profunda ao real (Tsai, Tsai &amp; Hwang, 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os vastos estudos realizados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, contemplando distintas culturas educativas, mostraram que este racional te&oacute;rico, relativamente &agrave;s abordagens ao ensino e, concomitantemente, &agrave;s abordagens &agrave; aprendizagem, &eacute; uma linha de investiga&ccedil;&atilde;o cred&iacute;vel, bem estruturada e que tem revelado resultados coincidentes na grande maioria dos estudos realizados (Louren&ccedil;o &amp; Nogueira, 2014; Louren&ccedil;o &amp; Paiva, 2010a; Paiva, 2007; Ros&aacute;rio, et al., 2010; Ros&aacute;rio et al., 2013). </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&nbsp;Este racional te&oacute;rico mostra-nos a import&acirc;ncia de estimular os professores a refletirem acerca das suas pr&aacute;ticas docentes e sobre a maneira como fomentam a aprendizagem dos alunos no n&iacute;vel exigido. A partir da reflex&atilde;o metacognitiva, pondo em quest&atilde;o as suas pr&aacute;ticas e desafios, os docentes poder&atilde;o constatar, muito embora n&atilde;o haja, reconhecidamente, um m&eacute;todo de ensino ideal, a exist&ecirc;ncia de muitos fatores que poder&atilde;o ser refor&ccedil;ados e outros esquecidos, de modo a aumentar a qualidade da aprendizagem dos alunos (Biggs &amp; Moore, 1993). Os mesmos autores referem que, se os professores pretendem estimular os seus alunos para a pr&aacute;tica metacognitiva da sua aprendizagem, devem, acima de tudo, praticar a metacogni&ccedil;&atilde;o no seu ensino. O meta-ensino encaminha os professores a refletir sobre como e o que ensinar, tendo em considera&ccedil;&atilde;o que cada uma das suas atitudes revela dois aspetos a serem tidos em conta: um lado funcional - o que &eacute; evidente para si pr&oacute;prio; e um lado de impacto - o que &eacute; evidente para os seus alunos. Ros&aacute;rio (1999) d&aacute;-nos alguns exemplos de m&eacute;todos que fomentam distintas abordagens &agrave;s atividades acad&ecirc;micas dos alunos e &agrave; aprendizagem em geral, tais como o tipo de testes de avalia&ccedil;&atilde;o, o valor que lhes &eacute; aplicado na avalia&ccedil;&atilde;o final, tipo e frequ&ecirc;ncia dos trabalhos de casa, tipos de aulas lecionadas, entre outros. Estes assuntos ser&atilde;o dilu&iacute;dos ao longo desta explana&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, ancorado na teoria SAL, este artigo tem como objetivo estimular os professores a pensarem nas suas pr&aacute;ticas docentes e na maneira como fomentam o sucesso educativo dos seus alunos no n&iacute;vel exigido. Pretende-se, tamb&eacute;m, apresentar a contribui&ccedil;&atilde;o de uma reflex&atilde;o, dando &ecirc;nfase &agrave;s abordagens de ensino dos professores e procurar associ&aacute;-las &agrave;s abordagens &agrave; aprendizagem dos alunos, descrevendo o predom&iacute;nio de algumas delas nas perspectivas de ensino que foram sendo assumidas de uma forma progressiva.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Abordagem ao ensino, uma aproxima&ccedil;&atilde;o ao conceito</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grande parte das pesquisas acerca do ensino referidas na literatura PSI manifesta, como finalidade principal, encontrar maneiras de aperfei&ccedil;oamento, isto &eacute;, formas de aumentar os resultados acad&ecirc;micos dos alunos, focando, essencialmente, a an&aacute;lise das estrat&eacute;gias e dos m&eacute;todos usados pelos docentes na sua pr&aacute;tica letiva (Biggs &amp; Tang, 2011). Quando se quer uma altera&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica dos professores, &eacute; evidente o papel desempenhado pelas inten&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave;s estrat&eacute;gias de ensino. Nesta perspectiva, Trigwell, Prosser e Taylor (1994) referem que, para incrementar a qualidade do ensino, &eacute; imprescind&iacute;vel combinar as inten&ccedil;&otilde;es &agrave;s estrat&eacute;gias. Al&eacute;m do mais, as pesquisas que evidenciam como meta descrever a realidade do processo de ensino e de aprendizagem t&ecirc;m sido efetuadas atrav&eacute;s do ponto de vista do observador ou investigador, focando-se, principalmente, na avalia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias usadas pelos professores. Tendo como suporte as investiga&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; aprendizagem e o modelo sugerido por Biggs (Biggs &amp; Moore, 1993), a identifica&ccedil;&atilde;o das inten&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave;s estrat&eacute;gias de ensino deve ser um fim a seguir se desejarmos aperfei&ccedil;oar a qualidade do ensino (Trigwell &amp; Prosser, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Modelo 3P (press&aacute;gio &ndash; processo &ndash; produto) de Biggs, um quadro te&oacute;rico fundamental na aprendizagem do aluno, fornece uma ferramenta poderosa para a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre as percep&ccedil;&otilde;es dos alunos sobre o ambiente de ensino e aprendizagem, estrat&eacute;gias de aprendizagem e resultados acad&ecirc;micos (Ros&aacute;rio et al., 2013). Um estudo de Ginns, Martin e Papworth (2014) sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis de press&aacute;gio, de processo e de produto, com uma amostra de 5198 alunos, em contexto de ensino secund&aacute;rio australiano, revelou que as vari&aacute;veis press&aacute;gio, percep&ccedil;&atilde;o da autoefic&aacute;cia acad&ecirc;mica e o entendimento que o aluno tem sobre o apoio dado pelo professor t&ecirc;m uma influ&ecirc;ncia forte e direta sobre vari&aacute;veis de resultado, bem como efeitos fortes e indiretos atrav&eacute;s das vari&aacute;veis de produto. As vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas (idade, sexo, escolaridade dos pais) e de personalidade (Big Five) apresentaram menor import&acirc;ncia. Este estudo ilustrou a utilidade e atualidade do modelo 3P neste contexto de ensino, para que quando o aluno melhora a sua percep&ccedil;&atilde;o da autoefic&aacute;cia, bem como do apoio dado pelo professor, melhores ser&atilde;o os processos e os produtos da aprendizagem.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da an&aacute;lise do processo de ensino emergiram, assim, entre outras, as seguintes quest&otilde;es: ser&aacute; exequ&iacute;vel identificar abordagens ao ensino qualitativamente distintas? As concep&ccedil;&otilde;es que os professores apresentam sobre o ensino influenciar&atilde;o as suas abordagens ao ensino? Ser&aacute; que as abordagens ao ensino apresentam algum impacto nas abordagens &agrave; aprendizagem adotadas pelos alunos? (Kember &amp; Kwan, 2000)</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prosser e Trigwell, desde a d&eacute;cada de 1990 (Prosser &amp; Trigwell, 1997, 1998, 2000; Trigwell &amp; Prosser, 2004), t&ecirc;m conduzido investiga&ccedil;&atilde;o com a finalidade de encontrar solu&ccedil;&otilde;es para as quest&otilde;es anteriormente formuladas. Esses investigadores efetuaram um estudo na linha fenomenogr&aacute;fica, compreendendo vinte e quatro professores, das licenciaturas de Ci&ecirc;ncias do ensino universit&aacute;rio, que foram sujeitos a uma entrevista sobre as suas experi&ecirc;ncias de ensino numa das suas turmas do primeiro ano (Prosser &amp; Trigwell, 1997, 2000). &Eacute; de real&ccedil;ar que, numa perspectiva fenomenogr&aacute;fica, as abordagens ao ensino e &agrave; aprendizagem encerram uma natureza relacional. O mesmo ser&aacute; dizer que a abordagem escolhida por um professor est&aacute; dependente da sua rela&ccedil;&atilde;o com um contexto particular de ensino e de aprendizagem. Esta linha de investiga&ccedil;&atilde;o, centrada nas abordagens ao ensino, replica nos professores a investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida por Marton (Marton &amp; S&auml;lj&ouml;, 1997) sobre a aprendizagem dos alunos, a qual caracteriza a abordagem &agrave; aprendizagem como a inten&ccedil;&atilde;o e a estrat&eacute;gia que um aluno pratica quando aborda uma atividade ou uma determinada mat&eacute;ria de aprendizagem.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>As entrevistas foram reproduzidas e o seu conte&uacute;do analisado, com o fim de identificar as abordagens ao ensino dos professores em quest&atilde;o e as suas concep&ccedil;&otilde;es de ensino e aprendizagem. As explana&ccedil;&otilde;es dos professores foram, tamb&eacute;m, examinadas de acordo com as estrat&eacute;gias e as inten&ccedil;&otilde;es a si associadas. O resultado final indicou quatro tipos de inten&ccedil;&otilde;es (transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o de conceitos, desenvolvimento conceptual e mudan&ccedil;a conceptual) e tr&ecirc;s de estrat&eacute;gias (centrada no professor, focada na intera&ccedil;&atilde;o professor/aluno e centrada no aluno) que associadas deram origem a cinco abordagens ao ensino qualitativamente distintas (A, B, C, D e E) (Trigwell &amp; Prosser, 2004). Verificou-se, assim, que da mesma forma que nas abordagens dos alunos &agrave; aprendizagem, as abordagens dos professores ao ensino s&atilde;o formadas por uma dimens&atilde;o intencional e outra estrat&eacute;gica (Prosser &amp; Trigwell, 2000, 2006). As abordagens ao ensino assinaladas neste estudo, bem como os seus elementos intencionais e estrat&eacute;gicos, est&atilde;o apresentados na tabela 1.</span></p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/epp/v17n3/a13fig1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><span style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"'>Dos vinte</span><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> e quatro professores participantes, treze foram categorizados   como tendo escolhido a abordagem A, seis a abordagem B, tr&ecirc;s   a   abordagem C, e somente um como tendo escolhido cada uma das abordagens   D e E (Prosser et al., 1994). A maioria dos professores adotou   abordagens exteriorizando a inten&ccedil;&atilde;o de   transferir aos   alunos informa&ccedil;&atilde;o ou conceitos, usando,   principalmente,   estrat&eacute;gias centradas no professor. Em   compensa&ccedil;&atilde;o, uma minoria adotou abordagens com a   inten&ccedil;&atilde;o de auxiliar os alunos a desenvolver ou a   modificar a sua compreens&atilde;o das ideias fundamentais,   utilizando   estrat&eacute;gias focadas nos alunos. As abordagens identificadas   por   estes investigadores foram relatadas como possuindo as caracter&iacute;sticas que se seguem, nomeadamente:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abordagem A: Estrat&eacute;gia de ensino focada no professor com a inten&ccedil;&atilde;o de transmitir conte&uacute;dos aos alunos - os professores que manifestam esta abordagem optam por uma estrat&eacute;gia de ensino focada neles pr&oacute;prios, com a inten&ccedil;&atilde;o de transmitir informa&ccedil;&otilde;es acerca da disciplina que lecionam. O professor que opta por esta abordagem ao ensino tem como principal preocupa&ccedil;&atilde;o dar aos seus alunos muitos apontamentos para que alcancem bons resultados nos testes de avalia&ccedil;&atilde;o (Martin et al., 2000; Trigwell, Prosser &amp; Waterhouse, 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abordagem B: Estrat&eacute;gia de ensino focada no professor com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer com que os alunos adquiram os conceitos da disciplina - os professores que exibem esta abordagem utilizam uma estrat&eacute;gia focada neles pr&oacute;prios, tal como na abordagem A. Estes professores creem que os seus alunos podem aprender conceitos e as suas rela&ccedil;&otilde;es se estes forem transmitidos claramente na aula, n&atilde;o concedendo, todavia, um papel din&acirc;mico aos alunos no processo de ensino e de aprendizagem (Martin, et al., 2000; Prosser et al., 1994; Trigwell, et al., 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abordagem C: Estrat&eacute;gia de intera&ccedil;&atilde;o professor/aluno com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer com que os alunos adquiram os conceitos da disciplina - nesta abordagem, os docentes adotam uma estrat&eacute;gia centrada na intera&ccedil;&atilde;o professor/aluno com a finalidade de auxiliar os alunos a adquirirem os conceitos fundamentais da disciplina, bem como a rela&ccedil;&atilde;o entre estes conceitos. Os professores esfor&ccedil;am-se por explicar os conte&uacute;dos a aprender, tendo como principal objetivo transferir a informa&ccedil;&atilde;o, de uma forma exata, aos alunos (Martin et al., 2000; Prosser et al., 1994; Trigwell et al., 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abordagem D: Estrat&eacute;gia de ensino focada nos alunos com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer com que estes construam os conceitos por si pr&oacute;prios - os professores que escolhem esta abordagem d&atilde;o &ecirc;nfase &agrave;s estrat&eacute;gias focadas nos alunos com a inten&ccedil;&atilde;o de os ajudar a incrementar e alargar as concep&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias e a vis&atilde;o do mundo. Estes docentes expressam a inten&ccedil;&atilde;o de ensinar os alunos a aprenderem os conte&uacute;dos da disciplina, atrav&eacute;s do uso de exemplos relacionados com as suas viv&ecirc;ncias do quotidiano, a partir da demonstra&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios que devem ser aprendidos (Martin et al., 2000; Prosser et al., 1994; Trigwell et al., 1999).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abordagem E: Estrat&eacute;gia de ensino focada nos alunos com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer com que estes mudem os seus pr&oacute;prios conceitos - nesta abordagem, os professores usam uma estrat&eacute;gia centrada nos alunos com a inten&ccedil;&atilde;o de os ajudar a mudar as suas maneiras de ver o mundo ou as suas concep&ccedil;&otilde;es acerca do fen&oacute;meno que est&atilde;o estudando. Os docentes que optam por esta abordagem frente ao seu ensino, entendem que n&atilde;o podem transferir a sua vis&atilde;o do mundo para os alunos. Estes &eacute; que t&ecirc;m de a construir, reorganizando os seus pr&oacute;prios conhecimentos e, desta forma, a sua vis&atilde;o da realidade (Martin et al., 2000; Prosser et al., 1994; Trigwell et al., 1999).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sheppard e Gilbert (1991) concretizaram estudos em que tentaram encontrar uma rela&ccedil;&atilde;o entre os m&eacute;todos de ensino e a aprendizagem dos alunos, onde comprovaram que os docentes que na sua pr&aacute;tica letiva manifestam abordagens semelhantes &agrave; D e E promovem a ado&ccedil;&atilde;o, por parte dos alunos, de abordagens profundas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como nos &eacute; referido pela literatura (Louren&ccedil;o &amp; Nogueira, 2014; Paiva 2007; Ros&aacute;rio et al., 2010), no que respeita &agrave; abordagem profunda, o aluno realiza a tarefa de aprendizagem com o intuito de obter um significado pessoal do texto. Inicia um processo din&acirc;mico de aprendizagem no qual desafia os pensamentos, os argumentos e as certezas expostas pelo autor, onde tenta estabelecer pontos de liga&ccedil;&atilde;o entre os pensamentos do texto e entre estes e a sua experi&ecirc;ncia pessoal. Este mecanismo exige que o indiv&iacute;duo fa&ccedil;a uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, construindo, por sua vez, uma estrutura pr&oacute;pria.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prosser e colaboradores (1994) salientam que o ensino centrado no aluno promovia o aproveitamento escolar na medida em que tinha em conta a apresenta&ccedil;&atilde;o e a elabora&ccedil;&atilde;o de concep&ccedil;&otilde;es alternativas de conhecimento e era apoiado na discuss&atilde;o. Os mesmos autores recordam, ainda, que "os resultados obtidos no estudo descrito aludem para que os cursos que incluem um tipo de ensino que &eacute; direcionado &agrave;s concep&ccedil;&otilde;es que os alunos j&aacute; possuem, t&ecirc;m mais probabilidade de fomentar a aprendizagem baseada numa orienta&ccedil;&atilde;o de significado pessoal e, em consequ&ecirc;ncia, uma qualidade acrescida dos resultados da sua aprendizagem" (p. 82).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As cinco abordagens ao ensino identificadas por Prosser e Trigwell foram, ent&atilde;o, separadas em dois conjuntos diferentes: (i) Abordagens A, B e C, centradas no professor ou na intera&ccedil;&atilde;o entre o professor e o aluno, retratando um ensino cuja inten&ccedil;&atilde;o resume-se &agrave; transmiss&atilde;o de conhecimentos; e (ii) Abordagens D e E, centradas no aluno e caracterizando um ensino cuja inten&ccedil;&atilde;o consta em facilitar os alunos a desenvolverem o seu pr&oacute;prio conhecimento. Cada um dos conjuntos revela a sua pr&oacute;pria estrutura interna, n&atilde;o tendo sido reconhecidas inten&ccedil;&otilde;es ou estrat&eacute;gias presentes nos dois conjuntos ao mesmo tempo: as abordagens A e B t&ecirc;m em comum uma estrat&eacute;gia, as abordagens B e C uma inten&ccedil;&atilde;o e as abordagens D e E tamb&eacute;m uma estrat&eacute;gia. N&atilde;o foram, deste modo, identificadas abordagens interm&eacute;dias, como por exemplo, abordagens com inten&ccedil;&otilde;es de incrementar os conceitos dos alunos mas operacionalizadas com estrat&eacute;gias centradas no professor (Trigwell &amp; Prosser, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se pode observar no estudo descrito, as abordagens ao ensino apresentam comunalidades com as abordagens dos alunos &agrave; aprendizagem, designadamente os elementos intencional e estrat&eacute;gico. Assim, apesar de n&atilde;o ser indicada a presen&ccedil;a de uma rela&ccedil;&atilde;o causal entre si, as abordagens ao ensino A e B parecem revelar caracter&iacute;sticas comuns com a abordagem superficial &agrave; aprendizagem. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como refere Paiva (2007), na abordagem superficial n&atilde;o ocorre um envolvimento pessoal no ato de aprender, pois este &eacute; percebido como uma obriga&ccedil;&atilde;o extr&iacute;nseca. O aluno focaliza-se simplesmente no texto propriamente dito, preocupando-se, especialmente, com a memoriza&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de acontecimentos, fatos e ideias apresentadas, sem se preocupar em estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre si. Alude a um mecanismo autom&aacute;tico de memoriza&ccedil;&atilde;o, no qual o aluno raramente diferenciar&aacute; o fundamental do acess&oacute;rio.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As abordagens ao ensino D e E parecem, por sua vez, manifestar caracter&iacute;sticas comuns com a abordagem profunda &agrave; aprendizagem. Em face destes resultados, emerge a quest&atilde;o: os docentes que optam pelas abordagens ao ensino A e B, desenvolvendo abordagens muito centradas na transmiss&atilde;o de conhecimentos, promover&atilde;o, nas suas salas de aula, abordagens superficiais &agrave; aprendizagem? (Prosser et al., 1994; Trigwell &amp; Prosser, 1996). Com vista a encontrar resposta a esta quest&atilde;o, estes investigadores deram in&iacute;cio a um projeto que invocou metodologias de natureza quantitativa, na medida em que se tornava irrealiz&aacute;vel, na perspectiva pragm&aacute;tica e econ&ocirc;mica, o prosseguimento deste estudo com m&eacute;todos qualitativos (Trigwell &amp; Prosser, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atrav&eacute;s dos dados alcan&ccedil;ados nas investiga&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter qualitativo, Trigwell e Prosser (1996) constru&iacute;ram um question&aacute;rio &ndash; o ATI (<i>Approaches to Teaching Inventory</i>), com o objetivo de medir as inten&ccedil;&otilde;es e as estrat&eacute;gias identificadas nos estudos fenomenogr&aacute;ficos. O ATI revelou-se uma escala suficientemente forte e razo&aacute;vel, separando os professores que, na pesquisa qualitativa, se encontravam nos extremos da inten&ccedil;&atilde;o e da estrat&eacute;gia. Este invent&aacute;rio foi desenvolvido a partir de um estudo relacional, pelo que os dados conseguidos n&atilde;o s&atilde;o for&ccedil;osamente transpostos para outros contextos. Os autores referem, deste modo, a necessidade de ser testado de forma mais cuidada para se autenticar a sua validade em outros contextos (Prosser &amp; Trigwell, 2006; Trigwell &amp; Prosser, 1996). Em s&iacute;ntese, os resultados das investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por Prosser e Trigwell (Prosser &amp; Trigwell, 1997, 2000; Trigwell &amp; Prosser, 1996, 2004) e por Kember e colaboradores (Kember &amp; Kwan, 2000) deixam transparecer a exist&ecirc;ncia de duas orienta&ccedil;&otilde;es ou abordagens ao ensino, com caracter&iacute;sticas id&ecirc;nticas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Abordagens ao ensino <i>vs</i> abordagens &agrave; aprendizagem - implica&ccedil;&otilde;es educativas</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em considera&ccedil;&atilde;o, novamente, as quest&otilde;es iniciais deste trabalho, e conjugando as contribui&ccedil;&otilde;es do construto estudado (abordagens ao ensino) e do modelo te&oacute;rico SAL associado, importa, agora, refletir sobre as diferentes contribui&ccedil;&otilde;es da revis&atilde;o da literatura efetuada para a pr&aacute;tica educativa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta sequ&ecirc;ncia, Entwistle e Ramsden (1983) constataram que uma avalia&ccedil;&atilde;o geral positiva do contexto estava relacionada com o uso de uma abordagem profunda &agrave; aprendizagem. No mesmo prop&oacute;sito, uma investiga&ccedil;&atilde;o de Ramsden e Entwistle (1981) referiu que em departamentos percebidos pelos alunos como favorecendo um ensino de maior qualidade pedag&oacute;gica se observavam resultados superiores na orienta&ccedil;&atilde;o para o significado (abordagem profunda). No entender de Richardson (2000), a investiga&ccedil;&atilde;o tenta certificar que as abordagens &agrave; aprendizagem est&atilde;o dependentes da motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca frente ao material a aprender e do modo de avalia&ccedil;&atilde;o que se espera. O mesmo autor refere, ainda, que instigar os alunos a esperar uma avalia&ccedil;&atilde;o focada nas propriedades superficiais do material relativo &agrave; aprendizagem parece incutir uma abordagem superficial. Os docentes devem, portanto, fazer um esfor&ccedil;o para estimular os seus alunos a escolherem abordagens &agrave; aprendizagem de elevada complexidade estrutural. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; de destacar, todavia, que existem limites para essa influ&ecirc;ncia, na medida em que muitos alunos adotam uma abordagem superficial apesar de vivenciarem um ensino de qualidade. Em consequ&ecirc;ncia, a responsabilidade da op&ccedil;&atilde;o por certa abordagem &agrave; aprendizagem n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da apenas ao ambiente educativo embora, dada a natureza responsiva das abordagens &agrave; aprendizagem, a forma como os alunos percebem o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, e em geral o ambiente de aprendizagem, deve ser tida em considera&ccedil;&atilde;o pelos diferentes agentes educativos. Este aspecto sugere a necessidade de trabalhar e equipar os alunos para poderem autorregular as suas atividades de aprendizagem (Ros&aacute;rio, 2004). Por outro lado, quando um aluno &eacute; exposto a um ensino pouco instrutivo, ou seja, pouco centrado no aluno e mais centrado na transmiss&atilde;o dos conte&uacute;dos, &eacute; menos plaus&iacute;vel que adote e mantenha uma abordagem profunda (Biggs, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um ambiente educativo af&aacute;vel e cognitivamente estimulante, onde os erros podem ser criticados construtivamente, possui as condi&ccedil;&otilde;es para incentivar os alunos e fomentar o desenvolvimento de abordagens profundas (Biggs, 1996; Entwistle, Koz&eacute;ki &amp; Tait, 1989). Por todos estes indicadores e exemplos, &eacute; f&aacute;cil concluir a dificuldade de promover a escolha de uma abordagem profunda (Biggs, 2003; Marton &amp; S&auml;lj&ouml;, 1997; Ramsden, 1997), por&eacute;m, determinados investigadores tentaram encontrar maneiras de incitar a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem profunda e, em consequ&ecirc;ncia, beneficiar a aprendizagem. Marton (1988) apresenta tr&ecirc;s maneiras distintas de a operacionalizar. Depois de definirem e informarem qual o tipo de abordagem que elegem como mais adequada, os professores podem estabelecer um sistema educacional que lhes facilite a concretiza&ccedil;&atilde;o desses objetivos. O modelo de ensino e de aprendizagem que o professor arquiteta e o tipo de aprendizagem que defende podem ser concordantes com o modo de aprender de um grupo de alunos, contudo, outros podem ter muitos impedimentos para se adaptar ao tipo de aprendizagem preconizado pelo docente. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deste modo, &eacute; fundamental determinar meios instrutivos a partir dos quais os alunos possam construir um rumo que lhes facilite atingir as suas expectativas. Uma das formas de o conseguir consiste em propor aos alunos conflitos cognitivos que os levem a repensar e a ponderar a sua forma usual de enfrentar um determinado fen&oacute;meno. Ter consci&ecirc;ncia de que h&aacute; diversas maneiras de refletir e de abordar uma atividade de aprendizagem pode ser uma forma muito v&aacute;lida, n&atilde;o s&oacute; de incrementar o entendimento numa tarefa de aprendizagem particular mas, igualmente, de aprender a aprender (Marton, 1988). </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tobin (1987) refere que quando o tempo de espera entre as perguntas do professor e a resposta do aluno &eacute; aumentado, os alunos podem meditar sobre as suas respostas e, mesmo, elaborar novas quest&otilde;es. Se, como salienta Bruner (1971), a presen&ccedil;a do professor na sala de aula permite errar sem penaliza&ccedil;&otilde;es, ent&atilde;o a qualidade do discurso cognitivo dos alunos &eacute; incrementada, bem como os seus resultados acad&ecirc;micos. Aprender &eacute; um tipo de intera&ccedil;&atilde;o com o mundo. Durante a aprendizagem, as nossas concep&ccedil;&otilde;es acerca dos fen&oacute;menos variam, uma vez que encaramos o mundo de outra maneira. Mas, n&atilde;o &eacute; a informa&ccedil;&atilde;o propriamente dita a causa de tal mudan&ccedil;a, mas sim a maneira como organizamos essa informa&ccedil;&atilde;o e a refletimos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta sequ&ecirc;ncia, como refere Biggs (2001, 2003), a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma modifica&ccedil;&atilde;o conceptual e n&atilde;o somente um incremento de conhecimento. Esta modifica&ccedil;&atilde;o de conceitos &eacute; mais f&aacute;cil que ocorra quando: (i) se gera uma situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem onde os alunos e professores conhe&ccedil;am nitidamente quais s&atilde;o os objetivos que s&atilde;o previstos para os alunos alcan&ccedil;arem; (ii) os alunos vivenciam a import&acirc;ncia de atingir tais objetivos e onde a motiva&ccedil;&atilde;o &eacute;, assim, um resultado de um trabalho de cumplicidade com o material de aprendizagem e n&atilde;o o seu pr&eacute;-requisito (Ros&aacute;rio, 2005); (iii) os alunos se centram na tarefa e n&atilde;o em inquieta&ccedil;&otilde;es colaterais, como as classifica&ccedil;&otilde;es escolares; e (iv) o ben&eacute;fico di&aacute;logo entre os alunos e o professor leva a atividades que elaboram, aperfei&ccedil;oam e aprofundam a compreens&atilde;o. Estes pontos revelam influ&ecirc;ncias importantes para o desenho do ensino e para uma reflex&atilde;o pessoal do professor sobre a sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e sobre os pressupostos que lhe est&atilde;o inerentes.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Perante o que foi mencionado, a reconceptualiza&ccedil;&atilde;o do ensino, importante para o aumento da qualidade da aprendizagem dos alunos, passa mais por uma nova forma de pensar sobre este e acerca da sua interfer&ecirc;ncia na aprendizagem e n&atilde;o tanto pelo uso de novos m&eacute;todos de ensino (Entwistle, 1997). N&atilde;o entusiasmar abordagens superficiais, aumentando um trabalho escolar que estimule abordagens profundas dos alunos &agrave; aprendizagem, surge, deste modo, como um dos primordiais desafios para todos os participantes do sistema educativo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em conson&acirc;ncia com as conclus&otilde;es das investiga&ccedil;&otilde;es relatadas, se os docentes desejam melhorar a qualidade da aprendizagem dos seus alunos, deveriam, em primeiro lugar, ter em perspectiva a situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem do ponto de vista dos alunos, o que requer, entre outros aspetos: (i) ter no&ccedil;&atilde;o da sua maneira de conceituar a aprendizagem e o ensino, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mat&eacute;rias ou &agrave; disciplina que leciona; (ii) estudar o contexto em que se est&aacute; ensinando, na medida em que este influencia o modo como se aborda o ensino; (iii) procurar ser consciente e compreender a maneira como os seus alunos concebem a situa&ccedil;&atilde;o de ensino e aprendizagem em que se situam; e (iv) fazer uma revis&atilde;o ao seu ensino, adequando-o e incrementando-o &agrave; evid&ecirc;ncia dessa consci&ecirc;ncia (Prosser &amp; Trigwell, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ensino de qualidade n&atilde;o consiste, assim, na utiliza&ccedil;&atilde;o de receitas milagrosas ou de modelos e t&eacute;cnicas infal&iacute;veis de ensino, na medida em que cada situa&ccedil;&atilde;o de ensino e aprendizagem &eacute; singular e irrepet&iacute;vel. O que se pretende &eacute; a compreens&atilde;o de determinados princ&iacute;pios gerais para um ensino de qualidade, uma monitoriza&ccedil;&atilde;o atenta da maneira como os alunos vivenciam a sua situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem e o conhecimento de determinadas solu&ccedil;&otilde;espara situa&ccedil;&otilde;es urgentes (Prosser &amp; Trigwell, 2000).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Biggs e Tang (2011) um ensino de qualidade consiste num processo cont&iacute;nuo de observa&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de ensino e aprendizagem, na perspectiva do aluno, adequando o seu ensino em conson&acirc;ncia com os dados procedentes de uma continuada e aperfei&ccedil;oada monitoriza&ccedil;&atilde;o. Um ensino de qualidade depende do contexto, pois o que resulta num certo contexto pode n&atilde;o resultar noutro. As estrat&eacute;gias de ensino e de aprendizagem que funcionam com alguns alunos podem n&atilde;o funcionar com outros. Inclui, tamb&eacute;m, a consci&ecirc;ncia da multiplicidade de alunos que fazem parte das turmas e tentativas de avaliar as suas percep&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem, com a finalidade de alterar, se for preciso, o contexto de ensino e aprendizagem, de modo a fomentar a op&ccedil;&atilde;o por abordagens profundas. &Eacute; imprescind&iacute;vel um trabalho permanente de autoavalia&ccedil;&atilde;o, por parte do docente, para a pr&aacute;tica de um ensino de qualidade. No entender de Ramsden (1992), pode n&atilde;o existir uma s&oacute; solu&ccedil;&atilde;o para a quest&atilde;o da melhoria da qualidade do ensino.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com os dados das pesquisas neste &acirc;mbito (Koedinger, Booth &amp; Klahr, 2013;&nbsp;Schwartz &amp; Goldstone, 2016) poder-se-&aacute; dizer que, para fomentar um ensino de qualidade, &eacute; essencial que os docentes tenham conhecimento das suas pr&oacute;prias concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem e de ensino, da sua maneira de abordar o ensino e dos respetivos resultados.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na medida em que a abordagem focada no professor (abordagem transmissiva) parece desencorajar a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem profunda por parte dos alunos, pensamos ser &uacute;til que os professores se esforcem no sentido de refletirem sobre o modo como abordam o seu ensino (Louren&ccedil;o &amp; Nogueira, 2014; Paiva 2007). A pr&aacute;tica docente poder&aacute; estimular os alunos a desenvolverem abordagens &agrave; aprendizagem mais significativas, encaminhando a aten&ccedil;&atilde;o dos mesmos mais para o entendimento dos conte&uacute;dos do que para a sua reprodu&ccedil;&atilde;o (Paiva &amp; Louren&ccedil;o, 2015).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As abordagens ao ensino apresentam, tamb&eacute;m, uma natureza responsiva &agrave;s exig&ecirc;ncias percebidas do contexto. Neste sentido, s&atilde;o tamb&eacute;m respostas dos docentes aos seus ambientes de ensino. Os diferentes modos como os docentes abordam o seu ensino est&atilde;o relacionados com as distintas maneiras de entender o contexto de ensino (Ros&aacute;rio, N&uacute;&ntilde;ez, Ferrando, Paiva, Louren&ccedil;o, Cerezo &amp; Valle, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com frequ&ecirc;ncia, nos diferentes n&iacute;veis de ensino, os professores n&atilde;o entendem a raz&atilde;o pela qual, ap&oacute;s terem dedicado algum tempo a ensinar determinado assunto utilizando distintos m&eacute;todos de ensino, os alunos n&atilde;o o aprendem, alcan&ccedil;ando, assim, classifica&ccedil;&otilde;es insuficientes nos v&aacute;rios momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Questionam-se, igualmente, sobre os motivos pelos quais certas estrat&eacute;gias de ensino e de aprendizagem conseguem resultados positivos com uns alunos e n&atilde;o funcionam com outros, bem como t&ecirc;m muita dificuldade em aceitar que alguns alunos n&atilde;o manifestem certas compet&ecirc;ncias essenciais (Saroyan &amp; Trigwell, 2015; Wang, Poscarella, Laird, &amp; Ribera, 2014).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado, &eacute; observ&aacute;vel, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos estudos emp&iacute;ricos sobre as abordagens &agrave; aprendizagem, que existe uma apreens&atilde;o crescente em dois problemas comuns: os alunos, dos diferentes n&iacute;veis de ensino, tendem a tornarem-se cada vez mais superficiais e menos profundos, relativamente &agrave;s suas abordagens &agrave; aprendizagem (Entwistle &amp; Karagiannopoulou, 2013), e est&atilde;o vivenciando grandes dificuldades em compreender textos informativos (Mart&iacute;nez &amp; Barrenetxea, 2002), mais especificamente nos que apresentam informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A investiga&ccedil;&atilde;o existente sugere que &eacute; elementar entender que, quando os alunos iniciam o estudo de determinada disciplina ou mat&eacute;ria, trazem consigo algumas experi&ecirc;ncias anteriores de aprendizagem. Assim sendo, tem-se que ajudar os alunos a compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre essas experi&ecirc;ncias anteriores e conhecimentos pr&eacute;vios e os novos conhecimentos adquiridos. &Eacute;, ainda, essencial esclarecer a finalidade que se pretende conseguir com o estudo de cada mat&eacute;ria. Fazer exerc&iacute;cios n&atilde;o &eacute; suficiente para que aprendam, t&ecirc;m que compreender o valor e a utilidade de cada assunto, ou seja, a sua instrumentalidade (Louren&ccedil;o, 2007). &Eacute; tamb&eacute;m importante explicitar os m&eacute;todos de ensino e de avalia&ccedil;&atilde;o do professor. Os alunos t&ecirc;m de entender o que &eacute; que o professor valoriza nos seus m&eacute;todos de ensino e avalia&ccedil;&atilde;o. Todos estes pormenores podem ter um papel importante na melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No in&iacute;cio deste artigo foram colocadas algumas quest&otilde;es que todos os intervenientes no processo educativo gostariam de ver respondidas, a fim de incrementar o sucesso educativo. Assim, o desenvolvimento da reflex&atilde;o centrou-se na an&aacute;lise das abordagens ao ensino dos professores, tentando incrementar a sua compreens&atilde;o. Mais concretamente, este trabalho foi desenvolvido para aprofundar a compreens&atilde;o da maneira como os professores abordam a sua forma de ensinar e, consequentemente, a sua influ&ecirc;ncia nos resultados acad&ecirc;micos dos alunos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi finalidade desta investiga&ccedil;&atilde;o estimular os professores a refletirem sobre as suas pr&aacute;ticas docentes e sobre a maneira como fomentam a aprendizagem dos alunos no n&iacute;vel exigido. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspeto que pode condicionar o tipo de abordagem ao ensino &eacute; a falta de prepara&ccedil;&atilde;o dos professores para lidar com os conflitos em sala de aula, podendo contribuir significativamente para uma perspectiva redutora dos problemas dos alunos e, assim, desencadear posturas impositivas sem vislumbrar um caminho para a sua resolu&ccedil;&atilde;o (Lyra, Assis, Njaine, &amp; Pires, 2013).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute;, tamb&eacute;m, importante conhecer as concep&ccedil;&otilde;es dos alunos acerca da sua situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem e atuar de modo a desenvolver contextos de ensino e aprendizagem que os alunos vivenciem como motores de abordagens &agrave; aprendizagem profundas. Isto implica, necessariamente, a op&ccedil;&atilde;o por uma abordagem centrada no aluno (Prosser &amp; Trigwell, 2000).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Relativamente a investiga&ccedil;&otilde;es futuras, a revis&atilde;o da literatura PSI refere a import&acirc;ncia de investigar em que medida as estrat&eacute;gias de ensino e as metodologias adotadas pelos docentes favorecem a eclos&atilde;o da abordagem profunda, uma vez que seria desej&aacute;vel promovermos nos alunos uma atitude de exig&ecirc;ncia e de qualidade no estudo. Estes comportamentos investidos no trabalho acad&ecirc;mico pressup&otilde;em n&iacute;veis de autonomia e responsabilidade pessoais que devem ser trabalhados nas escolas. Outro aspeto a considerar seria realizar estudos de natureza qualitativa e/ou quantitativa que examinem as percep&ccedil;&otilde;es dos alunos e dos professores acerca do ambiente de ensino e de aprendizagem, de modo a se constru&iacute;rem ambientes mais ben&eacute;ficos e impulsionadores de uma aprendizagem significativa. A percep&ccedil;&atilde;o das conting&ecirc;ncias contextuais, ou seja, como &eacute; percebido o ambiente de aprendizagem, o tipo de competi&ccedil;&atilde;o, a toler&acirc;ncia ao erro, o grau de agressividade percebida e a qualidade da entreajuda entre os pares, contribuir&atilde;o para avaliar em que medida a percep&ccedil;&atilde;o de ambientes de aprendizagem mais ou menos fogosos e estimulantes, pode contribuir para a ado&ccedil;&atilde;o de uma determinada abordagem, mais ou menos focada no aluno. &Eacute; pertinente, ainda, o estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre as abordagens ao ensino e vari&aacute;veis relacionadas com o professor, nomeadamente os anos de experi&ecirc;ncia profissional, a organiza&ccedil;&atilde;o da atividade letiva, tipo de trabalhos marcados aos alunos e seu <i>feedback</i>, trabalhos de casa e tutoria.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de haver poucos estudos relativos ao construto Ambiente de Ensino (Louren&ccedil;o &amp; Paiva, 2010b; Paiva &amp; Louren&ccedil;o, 2010), as investiga&ccedil;&otilde;es revelam a import&acirc;ncia do seu impacto na melhoria do processo de ensino e de aprendizagem. Se os professores possu&iacute;rem os conhecimentos e as compet&ecirc;ncias subjacentes a esta &aacute;rea, tal reverter&aacute;, seguramente, a favor da melhoria do rendimento escolar dos alunos. Para al&eacute;m deste conhecimento, ser&aacute; tamb&eacute;m relevante que os professores possam avaliar o tipo de ambiente escolar onde se movimentam para poderem intervir adequadamente e a tempo nas disfun&ccedil;&otilde;es que possam surgir. &Eacute; tamb&eacute;m essencial que percebam o impacto significativo de algumas vari&aacute;veis no ambiente de ensino, bem como possuam compet&ecirc;ncias que lhes permitam criar estrat&eacute;gias tendo sempre como principal objetivo a mestria dos alunos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por &uacute;ltimo, &eacute; consensual que n&atilde;o existe uma s&oacute; forma correta de ensinar nem uma s&oacute; forma correta de aprender. Contudo, apesar de haver algumas diretrizes para um ensino de qualidade, a pr&aacute;tica da aprendizagem e do ensino tem que ser constantemente monitorizada e repensada. Para existir ensino e aprendizagem de qualidade tem de haver entusiasmo e consci&ecirc;ncia de que todos os intervenientes na a&ccedil;&atilde;o educativa est&atilde;o num caminho de descoberta permanente (Prosser &amp; Trigwell, 2000). Os docentes deveriam ter interesse em saber sempre mais acerca da multiplicidade dos seus alunos e incutir nos mesmos semelhante sentimento sobre os conte&uacute;dos estudados. Quando a comunidade educativa, sob a influ&ecirc;ncia de fatores econ&ocirc;micos e socioculturais, for capaz de dominar e gerir um conjunto de fatores que se apresentam como os elementos essenciais de um ensino de elevada qualidade, o processo de mudan&ccedil;a est&aacute; iniciado e &eacute; irrevers&iacute;vel.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Biggs, J. B. (1987). <i>Student Approaches to Learning and Studying. </i>Hawthorn: Australian Council for Educational Research.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Biggs, J. B. (1996). Western misperceptions of the Confucian-heritage learning culture. In D. Watkins &amp; J. Biggs (Eds.), <i>The Chinese Learner: cultural, psychological and contextual influences </i>(pp. 45-67). Hong Kong: Cerc and Acer.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Biggs, J. B. (2001). The reflective institution: assuring and enhancing the quality of teaching and learning. <i>Higher Education, 42</i>, 221-237.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Biggs, J. B. (2003). <i>Teaching for quality learning at university </i>(2.&ordf; ed.). Buckingham: Open University Press/Society for research into Higher Education.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Biggs, J. B., &amp; Moore, P. J. (1993). <i>The process of learning.</i> Sydney: Prentice Hall of Australia.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Biggs, J., &amp; Tang, C. (2011). <i>Teaching for quality learning at university</i> (4&ordf; Ed.). England: McGraw-Hill.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bruner, J. S. (1971). The functions of teaching. In W. Morse &amp; G. Wingo (Eds.), <i>Classroom Psychology </i>(pp. 57-72)<i>.</i> Glenview: Scott Foresman.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Chaleta, M. E. R. (2002). <i>Abordagens ao Estudo e Estrat&eacute;gias de Aprendizagem no Ensino Superior </i>(Tese de Doutoramento n&atilde;o publicada). Retirado de <a href="http://roar.eprints.org/1088/" target="_blank">http://roar.eprints.org/1088/</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Duarte, A. (2002). <i>Aprendizagem, ensino e aconselhamento educacional &ndash; uma perspectiva cognitivo-motivacional</i>. Porto: Porto Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duarte, A. (2004). Auto-regula&ccedil;&atilde;o e abordagens &agrave; aprendizagem. In A. Lopes da Silva, A. M. Duarte, I. S&aacute;, &amp; A. M. Veiga Sim&atilde;o (Eds.), <i>Aprendizagem Auto-Regulada pelo Estudante </i>(pp. 43-53). Porto: Porto Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Entwistle, N. J. (1997). Contrasting Perspectives on Learning. In F. Marton, D. Hounsell, &amp; N. Entwistle (Eds.), <i>The Experience of Learning</i> (pp. 3-22). Edinburgh: Scottish Academic Press Limited.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entwistle, N., &amp; Karagiannopoulou, E. (2013). Influences on personal understanding: Intentions, approaches to learning, perceptions of assessment, and a 'meeting of minds'. <i>Psychology Teaching Review, 19</i>(2), 80-96.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Entwistle, N. J., &amp; Ramsden, P. (1983). <i>Understanding student learning. </i>London: Croom-Helm.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entwistle, N. J., Koz&eacute;ki, B., &amp; Tait, H. (1989). Pupils' Perceptions of School and Teachers II-Relationships with Motivation and Approaches to Learning. <i>British Journal of Educational Psychology</i>,<i> 59</i>, 340-350.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ginns, P., Martin, A. J., &amp; Papworth, B. (2014). Student Learning Theory goes (back) to (high) school. <i>Instructional Science, 42</i>(4), 485-504.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Gr&aacute;cio, M. L. F. (2002). <i>Concep&ccedil;&otilde;es do Aprender em Estudantes de Diferentes Graus de Ensino. Do final da Escolaridade Obrigat&oacute;ria ao Ensino Superior. Uma perspectiva fenomenogr&aacute;fica </i>(Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Retirado de <a href="http://roar.eprints.org/1088" target="_blank">http://roar.eprints.org/1088</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Kember, D. (2000). <i>Action Learning and Action Research &ndash; improving the quality of teaching and learning. </i>London: Kogan.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kember, D., Biggs, J., &amp; Leung, D. Y. P. (2004). Examining the multidimensionality of approaches to learning through the development of a revised version of the Learning Process Questionnaire. <i>British Journal of Educational Psychology, 74</i>, 261-280.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Kember, D., &amp; Kwan, K. (2000). Lecturers' approaches to teaching and their relationship to conceptions of good teaching. <i>Instructional Science, 28</i>, 469-490.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Koedinger, K, Booth, J, &amp; Klahr, D. (2013). Instructional complexity and the science to instrain it. <i>Science, 342</i>(61), 935-937.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Louren&ccedil;o, A. A. (2007). <i>Processos auto-regulat&oacute;rios em alunos do 3.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico: contributos da auto-efic&aacute;cia e da instrumentalidade.</i> (Tese de doutoramento). Retirado de <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt" target="_blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Louren&ccedil;o, A. A., &amp; Nogueira, C. M. L. (2014). Percep&ccedil;&otilde;es sobre as abordagens &agrave; aprendizagem: estudo de vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Filosofia, 28</i>(55), 323-372.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Louren&ccedil;o, A. A., &amp; Paiva, M. O. A. (2010a)<i>.</i> A motiva&ccedil;&atilde;o escolar e o processo de aprendizagem. <i>Ci&ecirc;ncias &amp; Cogni&ccedil;&atilde;o, 15</i>(2), 132-141<i>.</i></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Louren&ccedil;o, A. A., &amp; Paiva, M. O. A. (2010b). A percep&ccedil;&atilde;o do clima de escola pelos alunos da ESAH. In L. S. Almeida, B. D. Silva, &amp; S. Caires (Orgs.), <i>Actas do I Semin&aacute;rio Internacional "Contributos da Psicologia em Contextos Educativos" </i>(pp. 1501-1516), Braga: Universidade do Minho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lyra, G. F. D., Assis, S. G., Njaine, K., &amp; Pires, T. O. (2013). Sofrimento ps&iacute;quico e trabalho docente &ndash; implica&ccedil;&otilde;es na detec&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento em alunos.<i> Estudos e Pesquisas em Psicologia, 13</i>(2), 724-744.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Martin, E., Prosser, M., Trigwell, K., Ramsden, P., &amp; Benjamin, J. (2000). What university teachers teach and how they teach it. <i>Instructional Science, 28</i>, 387-412. </font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mart&iacute;nez, M. A. E., &amp; Barrenetxea, I. G. (2002). Dificultades de comprensi&oacute;n lectora en estudiantes universitarios. Implicaciones en el dise&ntilde;o de programas de intervenci&oacute;n. <i>Revista de Psicodid&aacute;ctica, 10</i>, 59-74.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Marton, F. (1988). Describing and Improving Learning. In R. Schmeck (Ed.), <i>Learning strategies and learning styles </i>(pp. 53-82).New York: Plenum Press.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Marton, F., &amp; S&auml;lj&ouml;, R. (1976). On qualitative differences in learning: I &ndash; Outcome and Process. <i>British Journal of Educational Psychology, 46</i>, 4-11.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Marton, F., &amp; S&auml;lj&ouml;, R. (1997). Approaches to learning. In F. Marton, D. Hounsell, &amp; N. Entwistle (Eds.), <i>The Experience of Learning</i> (pp. 39-58). Edinburgh: Scottish Academic Press Limited.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Paiva, M. O. A. (2007). <i>Abordagens &agrave; aprendizagem e abordagens ao ensino: Uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; din&acirc;mica do aprender no Secund&aacute;rio.</i> (Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Retirado de <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt" target="_blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paiva, M. O. A., &amp; Louren&ccedil;o, A. A. (2010). A percep&ccedil;&atilde;o do ambiente de ensino pelos professores da ESAH. In L. S. Almeida, B. D. Silva &amp; S. Caires (Orgs.), <i>Actas do I Semin&aacute;rio Internacional "Contributos da Psicologia em Contextos Educativos" </i>(pp. 1485-1500), Braga: Universidade do Minho.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paiva, M. O. A., &amp; Louren&ccedil;o, A. A. (2015) Abordagens &agrave; aprendizagem: a din&acirc;mica para o sucesso acad&eacute;mico,<i> Revista CES Psicologia, 8</i>(2), 7-75.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Prosser, M., &amp; Trigwell, K. (1997). Relations between perceptions of the teaching environment and approaches to teaching. <i>British Journal of Educational Psychology, 67</i>, 25-35.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Prosser, M., &amp; Trigwell, K. (1998). <i>Teaching for learning in higher education.</i> Buckingham: Open University Press.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Prosser, M., &amp; Trigwell, K. (2000). <i>Understanding Learning and Teaching &ndash; The Experience in Higher Education. </i>Buckingham: Open University Press.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Prosser, M., &amp; Trigwell, K. (2006). Confirmatory factor analysis of the approaches to teaching inventory. <i>British Journal of Educational Psychology, 76</i>, 405-419.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prosser, M., Trigwell, K., &amp; Taylor, P. (1994). A phenomenographic study of academics' conceptions of science learning and teaching. <i>Learning and Instruction, 4</i>, 217-231.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ramsden, P. (1992). <i>Learning to Teach in Higher Education</i>. London: Routledge.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ramsden, P. (1997). The context of learning in academic departments. In F. Marton, D. Hounsell, &amp; N. Entwistle (Eds.), <i>The Experience of Learning </i>(pp. 198-216). Edinburgh: Scottish Academic Press Limited.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ramsden, P., &amp; Entwistle, N. J. (1981). Effects of academic departments on students' approaches to studying. <i>British Journal of Educational Psychology, 51</i>, 368-383.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Richardson, J. T. E. (2000). <i>Researching Student Learning &ndash; Approaches to Studying in Campus-based and Distance Education. </i>The society for research into Higher Education. Buckingham: Open University Press.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ros&aacute;rio, P. (1999). As abordagens dos alunos ao estudo: diferentes modelos e suas inter-rela&ccedil;&otilde;es. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 4</i>(1), 43-61.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ros&aacute;rio, P. (2004). <i>Estudar o estudar: (Des)venturas do Testas.</i> Porto: Porto Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ros&aacute;rio, P. (2005). Motiva&ccedil;&atilde;o e aprendizagem: uma rota de leitura. In M. C. Taveira (Coord.). <i>Temas de Psicologia Escolar. Contributos de um projecto cient&iacute;fico-pedag&oacute;gico</i> (pp. 23-60). Coimbra: Quarteto Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ros&aacute;rio, P., Almeida, L., N&uacute;&ntilde;ez, J. C., &amp; Gonz&aacute;lez-Pienda, J. A. (2004). Abordagem dos alunos &agrave; aprendizagem: an&aacute;lise do construto. <i>Psico-USF, 9</i>(2), 117-127.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ros&aacute;rio, P., Ferreira, I., &amp; Cunha, A. (2003). Invent&aacute;rio de Processos de Estudo (IPE). In M. Gon&ccedil;alves, M. Sim&otilde;es, L. Almeida &amp; C. Machado (Coords.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &ndash; instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa </i>(pp. 145-164). Coimbra: Quarteto Editora.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ros&aacute;rio, P., Ferreira, I., &amp; Guimar&atilde;es, C. (2001). Abordagens ao estudo em alunos de alto rendimento. <i>Sobredota&ccedil;&atilde;o</i>,<i> 2</i>(2), 121-137.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ros&aacute;rio, P., Gonz&aacute;lez-Pienda, J. A., Cerezo, R., Pinto, R., Ferreira, P., Louren&ccedil;o, A., &amp; Paiva, O. (2010). Eficacia del programa "(Des)venturas de Testas" para la promoci&oacute;n de un enfoque profundo de estudio. <i>Psicothema, 24</i>(4), 828-834.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ros&aacute;rio, P., N&uacute;&ntilde;ez, J. P., Ferrando, P. J., Paiva, M. O. A., Louren&ccedil;o, A. A., Cerezo, R., &amp; Valle, A. (2013). The relationship between approaches to teaching and approaches to studying: A two-level structural equation model for biology achievement in high school. <i>Metacognition and Learning, 8</i>, 47-77.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ros&aacute;rio, P., N&uacute;&ntilde;ez, J. C., Gonz&aacute;lez-Pienda, J. A., Almeida, L., Soares, S., &amp; R&uacute;bio, M. (2005). El aprendizaje escolar examinado desde la perspectiva del &laquo;Modelo 3P&raquo; de J. Biggs. <i>Psicothema, 17</i>(1), 20-30.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Saroyan, A., &amp; Trigwell, K. (2015). Higher education teachers' professional learning: Process and outcome. Studies in Educational Evaluation, 46, 92-101.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schwartz, D., &amp; Goldstone, R. (2016). Learning as coordination: cognitive psychology and education. In L. Corno &amp; E. Anderman (Eds.), <i>Handbook of Educational Psychology </i>(pp. 61-75). New York: Routledge.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Sheppard, C., &amp; Gilbert, J. (1991). Course design, teaching method and student epistemology. <i>Higher Education, 22</i>(3), 229-249.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Tobin, K. (1987). The role of wait time. <i>Review of Educational Research, 57</i>, 69-95.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trigwell, K., &amp; Prosser, M. (1996). Congruence between intention and strategy in university science teachers' approaches to teaching. <i>Higher Education, 32</i>(1), 77-87.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Trigwell, K., &amp; Prosser, M. (2004). Development and use of the approaches to teaching inventory. <i>Educational Psychology Review, 16</i>(4), 409-424.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trigwell, K., Prosser, M., &amp; Taylor, P. (1994). Qualitative differences in approaches to teaching first year university science. <i>Higher Education, 27</i>, 75-84.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trigwell, K., Prosser, M., &amp; Waterhouse, F. (1999). Relations between teachers' approaches to teaching and students' approaches to learning. <i>Higher Education, 37</i>, 57-70.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tsai, P-S, Tsai, C-C, &amp; Hwang, G-H. (2015). The effects of instructional methods on students' learning outcomes requiring different cognitive abilities: context-aware ubiquitous learning versus traditional instruction. <i>Interactive Learning Environments, 23</i>(3), doi:10.1080/10494820.2015.1035730.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vasconcelos, C., Praia, J. F., &amp; Almeida, L. S. (2003). Teorias de aprendizagem e o ensino/aprendizagem das ci&ecirc;ncias: da instru&ccedil;&atilde;o &agrave; aprendizagem, <i>Psicologia Escolar e Educacional, 7</i>(1), 11-19.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wang, J-S, Pascarella, E. T., Laird, T. F. N, &amp; Ribera, A. K. (2014). Studies in Higher Education, 39(7). doi:10.1080/03075079.2014.914911.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"> </a><a href="#mailtopo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>  <b>Maria Ol&iacute;mpia Almeida de Paiva</b>    <br>  Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o do AEAH - CIPE    <br>  Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano    <br>  Avenida Camilo, 4300-096, Porto, Portugal    <br>  Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:olimpiapaiva0212@gmail.com">olimpiapaiva0212@gmail.com</a>    <br>  <b>Ab&iacute;lio Afonso Louren&ccedil;o</b>    <br>  Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o do AEAH - CIPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano    <br>  Avenida Camilo, CEP 4300-096, Porto, Portugal    <br>  Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:privadoxy@gmail.com">privadoxy@gmail.com</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 12/01/2014    <br>  Reformulado em: 04/04/2017    <br>  Aceito em: 03/05/2017</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <sup><a name="n*"></a><a href="#t*">*</a></sup> Doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade do Minho, Braga e P&oacute;s-doutoramento em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal. Possui 40 artigos cient&iacute;ficos em revistas nacionais e internacionais, 1 livro, 5 cap&iacute;tulos de livro e com um <i>h</i>-index de 9.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <sup><a name="n**"></a><a href="#t**">**</a></sup> Doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade do Minho, Braga e P&oacute;s-doutoramento em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal. Possui 40 artigos cient&iacute;ficos em revistas nacionais e internacionais, 1 livro, 6 cap&iacute;tulos de livro e com um <i>h</i>-index de 9.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo de revista <b>Estudos e Pesquisas em Psicologia</b> &eacute; licenciado sob uma <i><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/deed.pt_BR" target="_blank">Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o-N&atilde;o Comercial 3.0 N&atilde;o Adaptada</a></i>.</font></p>       ]]></body>

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