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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Portuguese team &#8220;Aventura Social&#8221; Project carried on during 2006, the translation and adaptation process of Kidscreen instruments (children/adolescents version and parent's version). The aim of Kidscreen European project was built a standardized instrument, to estimate the subjective quality of life in children and adolescents and their parents. A sample of 3195 children and adolescents and their parents (n= 2256) were inquired. Questionnaires were applied in classroom setting, after a random selection of classes and schools, through the all country. The present study focus only in the Kidscreen children and adolescents versions. The results showed a good internal consistency, between auto-perception dimension (±= 0, 60) and economical issues (±= 0, 88). By using ANOVAs analyses were identified gender, age, and socio-economic status and nationality differences concerning the perception about their Health-Related quality of life. This study intends to increase the knowledge about Health-Related Quality of Life, the identification of risk factors and promote specific intervention programs (individual, interpersonal and in the community), contextualized and assessed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right"><b></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Qualidade de    vida e bem-estar em crian&ccedil;as e adolescentes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quality of life    and well-being among children and adolescents</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tania Gaspar    <sup>I</sup>; Margarida Gaspar de Matos <sup>II</sup>; Jos&eacute; Lu&iacute;s    Pais Ribeiro <sup>III</sup>; Isabel Leal<sup> IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Universidade    Lus&iacute;ada de Lisboa &#8211; Portugal; FMH (Projecto Aventura Social) /    Universidade T&eacute;cnica de Lisboa &#8211; Portugal; FPCE - Universidade    do Porto Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia - SFRH/BD/22908/2005    &#8211; Portugal    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>II</sup>    FMH (Projecto Aventura Social) / Universidade T&eacute;cnica de Lisboa &#8211;    Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>III</sup>    FPCE - Universidade do Porto &#8211; Portugal    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>IV</sup>    Instituto Superior de Psicologia Aplicada &#8211; Lisboa - Portugal</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A equipe portuguesa    do projeto Aventura Social concluiu, em 2006, o processo de tradu&ccedil;&atilde;o    e adapta&ccedil;&atilde;o dos instrumentos Kidscreen (vers&atilde;o para crian&ccedil;as    e para pais). O Projeto Europeu Kidscreen foi desenvolvido com o objectivo de    construir um instrumento estandardizado para avaliar a qualidade de vida de    crian&ccedil;as e adolescentes e dos respectivos pais. Um total de 3195 crian&ccedil;as    e adolescentes e 2256 respectivos pais foram inclu&iacute;dos nesta an&aacute;lise.    O presente estudo debru&ccedil;a-se sobre a vers&atilde;o Kidscreen filhos.    Os resultados, a consist&ecirc;ncia interna das 10 dimens&otilde;es propostas    (Alpha de Cronbach), variaram entre 0, 60 (autopercep&ccedil;&atilde;o) e 0,    88 (quest&otilde;es econ&oacute;micas). </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A    qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de foi depois analisada em fun&ccedil;&atilde;o    de g&eacute;nero, idade, estatuto socioecon&oacute;mico e nacionalidade, com    utiliza&ccedil;&atilde;o de ANOVAs. Pretende-se uma maior compreens&atilde;o    da percep&ccedil;&atilde;o de qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de,    a identifica&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es de risco e fornecer    a esta popula&ccedil;&atilde;o programas de interven&ccedil;&atilde;o (individuais,    interpessoais e comunit&aacute;rios), devidamente contextualizados e avaliados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Bem-estar, Qualidade de vida relacionada com    a sa&uacute;de; Crian&ccedil;as e adolescentes.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The Portuguese team &#8220;Aventura Social&#8221; Project carried    on during 2006, the translation and adaptation process of Kidscreen instruments    (children/adolescents version and parent's version). The aim of Kidscreen    European project was built a standardized instrument, to estimate the subjective    quality of life in children and adolescents and their parents. A sample of 3195    children and adolescents and their parents (n= 2256) were inquired. Questionnaires    were applied in classroom setting, after a random selection of classes and schools,    through the all country. The present study focus only in the Kidscreen children    and adolescents versions. The results showed a good internal consistency, between    auto-perception dimension (&plusmn;= 0, 60) and economical issues (&plusmn;=    0, 88). By using ANOVAs analyses were identified gender, age, and socio-economic    status and nationality differences concerning the perception about their Health-Related    quality of life. This study intends to increase the knowledge about Health-Related    Quality of Life, the identification of risk factors and promote specific intervention    programs (individual, interpersonal and in the community), contextualized and    assessed. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>    Well-being, Health-related quality of life, Children and adolescents.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A qualidade de vida &eacute; um constructo relevante e utilizado    da medicina &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, da sociologia &agrave; economia    e da pol&iacute;tica &agrave; psicologia (Ribeiro, 2003; Wallander & Schmitt,    2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Na conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre os direitos    das crian&ccedil;as (Newell, 1993), foi reconhecido o seu direito ao mais elevado    n&iacute;vel de sa&uacute;de, lazer e educa&ccedil;&atilde;o e, tamb&eacute;m,    o direito a um n&iacute;vel de vida adequado ao seu desenvolvimento f&iacute;sico,    mental, espiritual, moral e social. Todas estas s&atilde;o facetas da qualidade    de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Deste modo, a qualidade de vida e bem-estar implicam mais do que aus&ecirc;ncia    de maus tratos e d&eacute;ficits, implica, tamb&eacute;m, for&ccedil;a e qualidades    positivas no contexto e na fam&iacute;lia da crian&ccedil;a. S&atilde;o utilizados    diversos indicadores para avaliar o bem-estar na crian&ccedil;a, principalmente,    o desenvolvimento do comportamento social e cognitivo da crian&ccedil;a (Nelson,    Laurendeau & Chamberland, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Na avalia&ccedil;&atilde;o do bem-estar da crian&ccedil;a e do adolescente,    torna-se fundamental ter em conta a experi&ecirc;ncia subjectiva em vez das    condi&ccedil;&otilde;es de vida. Uma vez que a rela&ccedil;&atilde;o entre as    condi&ccedil;&otilde;es objectivas e o estado psicossocial &eacute; imperfeita    e que, para conhecer a experi&ecirc;ncia da qualidade de vida, &eacute; necess&aacute;rio    o recurso directo &agrave; descri&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio indiv&iacute;duo    sobre o que sente pela sua vida (Ribeiro, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta sa&uacute;de    percebida &eacute; denominada Qualidade de Vida Relacionada com a Sa&uacute;de    (QVRS /Health-Related Quality of Life - HRQOL). &Eacute; descrita como um constructo    que engloba componentes do bem-estar e fun&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicos,    emocionais, mentais, sociais e comportamentais, como s&atilde;o percebidos pelos    pr&oacute;prios (crian&ccedil;as e adolescentes) e pelos outros (pais). O grupo    de qualidade de vida da OMS inclui uma perspectiva transcultural (<i>cross-cultural</i>):    a qualidade de vida &eacute; descrita como uma percep&ccedil;&atilde;o individual    sobre a sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, num contexto cultural e num sistema    de valores no qual o indiv&iacute;duo vive, e em rela&ccedil;&atilde;o aos seus    objectivos, expectativas, metas e preocupa&ccedil;&otilde;es/interesses (WHOQOL,    1995; 1996; 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O bem-estar e a qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de da crian&ccedil;a    e do adolescente devem ser considerados sob uma perspectiva ecol&oacute;gica    que foca m&uacute;ltiplos n&iacute;veis de an&aacute;lise, a crian&ccedil;a,    os pais e a fam&iacute;lia, os pares, a comunidade e a sociedade (Harding, 2001;    Nelson et al., 2001). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As percep&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o influenciados    por diversos factores, tais como: caracter&iacute;sticas da pr&oacute;pria crian&ccedil;a    e da fam&iacute;lia, o estatuto socioecon&oacute;mico, estilo parental, estresse    parental e acontecimentos de vida. Desvantagem socioecon&oacute;mica, isolamento    social, condi&ccedil;&otilde;es de vida pobres, fam&iacute;lias monoparentais,    viol&ecirc;ncia e conflitos interpessoais entre membros da fam&iacute;lia, psicopatologia    dos pais, elevados n&iacute;veis de estresse e falta de suporte social est&atilde;o    geralmente associados a problemas de comportamento na crian&ccedil;a (Bronfenbrenner,    1986; Caldera & Hart, 2004; Kazdin & Whitley, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Ap&oacute;s uma vasta revis&atilde;o de literatura em diversas bases de dados,    foram identificadas diversas vari&aacute;veis que exercem influ&ecirc;ncia na    qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de das crian&ccedil;as e adolescentes    &#8212;ver modelo de trabalho, Figura 1 (Gaspar, Matos, Ribeiro & Leal,    2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As vari&aacute;veis    encontradas podem ser organizadas em duas grandes categorias: (1) caracter&iacute;sticas    pessoais da crian&ccedil;a ou do adolescente; (2) caracter&iacute;sticas sociais    da crian&ccedil;a ou do adolescente. Em seguida, ser&atilde;o apresentadas algumas    considera&ccedil;&otilde;es, aprofundando cada uma destas categorias, sob a    forma de quatro subcategorias consideradas mais relevantes: (a) Crian&ccedil;a/adolescente    em si; (b) Fam&iacute;lia; (c) Grupo de Pares; (d) Estatuto Socioecon&oacute;mico    e Grupo &Eacute;tnico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracter&iacute;sticas pessoais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tem-se verificado    um interesse crescente face &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de uma sa&uacute;de    positiva da crian&ccedil;a e do adolescente. Orienta&ccedil;&otilde;es focadas    positivamente identificam diferentes dom&iacute;nios de resultados positivos,    inclusive em n&iacute;vel da percep&ccedil;&atilde;o de bem-estar subjectivo.    Tal como ocorre nos adultos, diversos autores propuseram um modelo tripartido    que envolve tr&ecirc;s componentes do bem-estar subjectivo da crian&ccedil;a    e do adolescente, sendo que se encontram simultaneamente inter-relacionados    e separados: a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida global, os afectos positivos    e os afectos negativos. A satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida global define-se    como a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva positiva da vida como um todo. Os afectos    positivos referem-se &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia com que a pessoa experiencia    emo&ccedil;&otilde;es positivas (orgulho, interesse, etc.), pelo contr&aacute;rio,    os afectos negativos referem-se &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia com que a crian&ccedil;a    experiencia emo&ccedil;&otilde;es negativas (estresse, hostilidade, etc.). Numa    perspectiva evolutiva, um bem-estar subjectivo, predominantemente positivo,    &eacute; vantajoso, pois motiva a sociabilidade humana, promove comportamentos    explorat&oacute;rios, curiosidade e estrat&eacute;gias de <i>coping</i>. Os    estudos no &acirc;mbito do bem-estar subjectivo em crian&ccedil;as s&atilde;o    recentes e devem focar-se na rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    (p. ex. idade, g&eacute;nero e estatuto socioecon&oacute;mico), caracter&iacute;sticas    intrapessoais (p. ex. autoconceito, extrovers&atilde;o, <i>l&oacute;cus</i>    de controle interno) e o bem-estar. As vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    tendem a contribuir modestamente para o bem-estar subjectivo, as vari&aacute;veis    intrapessoais contribuem mais substancialmente. Especificamente o autoconceito    &eacute; factor intrapessoal, mais fortemente correlacionado com a satisfa&ccedil;&atilde;o,    a vida e a percep&ccedil;&atilde;o de felicidade. Entende-se por autoconceito    global a avalia&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo face &agrave;s suas caracter&iacute;sticas    pessoais e &agrave; sua compet&ecirc;ncia comportamental (Mccullough, Huebner    & Laughlin, 2000). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05f1.gif"></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura    1</b> - Modelo de trabalho para a an&aacute;lise dos factores promotores da    qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de em crian&ccedil;as e adolescentes</font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A estrutura do autoconceito sofre altera&ccedil;&otilde;es e amplifica os seus    dom&iacute;nios ao longo do desenvolvimento da crian&ccedil;a. Segundo Harter    (1985; 1989), crian&ccedil;as dos 8 aos 12 anos de idade j&aacute; conseguem    fazer julgamento acerca do seu valor e diferenciam 5 dom&iacute;nios do seu    autojulgamento: compet&ecirc;ncia escolar, compet&ecirc;ncia atl&eacute;tica,    aceita&ccedil;&atilde;o social, aspectos comportamentais e apar&ecirc;ncia f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   N&atilde;o se verificam diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no autoconceito global,    mas os meninos apercebem-se mais competentes em determinados dom&iacute;nios,    como compet&ecirc;ncia atl&eacute;tica e apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, e as    meninas notam-se mais competentes em n&iacute;vel do comportamento. As autopercep&ccedil;&otilde;es    das crian&ccedil;as, socioeconomicamente, desfavorecidas s&atilde;o menos positivas,    caracterizadas por baixa auto-estima e autodeprecia&ccedil;&otilde;es (Peixoto    & Mata, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   No sentido de promover comportamentos socialmente adequados na inf&acirc;ncia    e na adolesc&ecirc;ncia, &eacute; necess&aacute;rio, entre outros, treino de    pais para a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educativas parentais adequadas,    melhoramento das rela&ccedil;&otilde;es afectivas, uso apropriado de refor&ccedil;o    positivo contingente a comportamentos pr&oacute;-sociais, incremento de compet&ecirc;ncias    para resolver problemas, supervis&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o parental,    melhoramento do desempenho escolar, aumento da auto-estima e desenvolvimento    de compet&ecirc;ncias sociais (Marinho & Caballo, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O estado de humor e de ansiedade t&ecirc;m impacto no bem-estar da crian&ccedil;a.    Crian&ccedil;as deprimidas (n&atilde;o cl&iacute;nicas) referem mais problemas    relacionados com a perda de interesse e baixa motiva&ccedil;&atilde;o, e t&ecirc;m    uma perspectiva mais negativa deles pr&oacute;prios. As crian&ccedil;as ansiosas    (n&atilde;o cl&iacute;nicas) relatam uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com    o futuro, com o seu bem-estar e com as reac&ccedil;&otilde;es dos outros. Uma    afectividade negativa &eacute; comum na depress&atilde;o e na ansiedade (Lonigan,    Carey & Finch, 1994; Lonigan, Phillips & Hooe, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Verifica-se uma    rela&ccedil;&atilde;o entre as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e a sa&uacute;de    mental, uma vez que estrat&eacute;gias de <i>coping</i> adequadas s&atilde;o    factores moderadores nos efeitos do estresse na sa&uacute;de mental. Crian&ccedil;as    e adolescentes em risco de desenvolverem doen&ccedil;as mentais utilizam estrat&eacute;gias    activas e internas e estrat&eacute;gias disfuncionais, tais como: afastamento,    nega&ccedil;&atilde;o, evitamento e atitudes fatalistas. Aqueles que recorrem    a estrat&eacute;gias mais activas (procura de suporte social, pensar em alternativas    e conseq&uuml;&ecirc;ncias de solu&ccedil;&otilde;es), t&ecirc;m menos risco    de desenvolver problemas de sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bom ajustamento,    auto-estima mais elevada e melhor desempenho escolar est&atilde;o associados    a estrat&eacute;gias activas positivas. Pelo contr&aacute;rio, um mau ajustamento    est&aacute; associado a estrat&eacute;gias de <i>coping</i> dependentes (confiar    a solu&ccedil;&atilde;o a outros, suporte e assist&ecirc;ncia). Existem diferen&ccedil;as    de g&eacute;nero em n&iacute;vel das estrat&eacute;gias de <i>coping</i>,    as meninas t&ecirc;m melhores estrat&eacute;gias de <i>coping</i> que os meninos.    As meninas usam mais o suporte social para resolver problemas, investem e confiam    mais em amigos pr&oacute;ximos do que os meninos. Elas t&ecirc;m estrat&eacute;gias    de <i>coping</i> mais passivas e ruminativas, o que pode explicar o maior    risco para a depress&atilde;o nas meninas. Face a problemas familiares, tendem    mais a recorrer aos amigos ou ao isolamento. Aceitam mais apoio, suporte e simpatia,    falam com os outros e exteriorizam os seus problemas e sentimentos, mas, por    outro lado, s&atilde;o mais negativistas e mais resignadas; enquanto que os    meninos s&atilde;o mais agressivos, mas recorrem mais ao humor e &agrave; brincadeira.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O envolvimento    nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais &eacute; uma forma de lidar com os    problemas. As estrat&eacute;gias de <i>coping</i> relacionadas com as emo&ccedil;&otilde;es    v&atilde;o aumentar entre os 5 e os 12 anos de idade, pois as crian&ccedil;as    v&atilde;o desenvolvendo capacidades de verbaliza&ccedil;&atilde;o, diferencia&ccedil;&atilde;o    de sentimentos e controle emocional sem apoio de outros &#8212;pais, educadores,    etc. (Plancherel, Bolognini & Halfon, 1998).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>   Caracter&iacute;sticas Sociais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verifica-se uma associa&ccedil;&atilde;o entre o mal-estar subjectivo,    o desenvolvimento de problemas mentais e de comportamento em crian&ccedil;as    e adolescentes, e o estatuto socioecon&oacute;mico, a fam&iacute;lia e o estilo    parental (Masten, 2001; Kotliarenco, C&aacute;ceres & Fontecilla, 1997).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A crian&ccedil;a    e o adolescente desenvolvem-se no seio de um contexto familiar e s&atilde;o    influenciados pelas caracter&iacute;sticas de pessoas significativas desse contexto,    especialmente por caracter&iacute;sticas dos seus pais. Caracter&iacute;sticas    individuais provocam reac&ccedil;&otilde;es nas outras pessoas do contexto.    Por sua vez, essas reac&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um <i>feedback</i> na    pessoa e influenciam o desenvolvimento individual (Kowal, Krull, Kramer, &    Crick, 2002; Tuijl, Branje, Dubas, Vermulst & Aken, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A natureza do    desenvolvimento emocional e social precoce constitui a base ou o alicerce daquilo    que ser&aacute; o seu desenvolvimento social ao longo da vida. Torna-se importante    compreender o impacto das rela&ccedil;&otilde;es emocionais e sociais precoces    nas estruturas cognitivas e s que a crian&ccedil;a usa para construir as suas    representa&ccedil;&otilde;es do mundo, do <i>self</i> e dos outros, e para    identificar diversos factores preditores de uma posterior performance acad&eacute;mica,    compet&ecirc;ncia social e psicopatologia (Kennedy & Kennedy, 2004; Walker    & Taylor, 1991).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia, da educa&ccedil;&atilde;o familiar    e do funcionamento familiar est&atilde;o correlacionados com o bem-estar socioemocional    da crian&ccedil;a, principalmente, a sensibilidade e resposta &agrave;s necessidades    da crian&ccedil;a, o investimento, a percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia    parental por parte dos pais, em vez da agressividade, hostilidade, comportamentos    punitivos, manipulativos (Kowal et al., 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As amizades s&atilde;o cruciais para o desenvolvimento social da crian&ccedil;a.    Hartput (1996; 1999) defende ser necess&aacute;ria a experi&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es    &#8220;verticais&#8221;, aquelas que se estabelecem com pessoas com mais conhecimento    e poder social, como por exemplo os pais, e nas rela&ccedil;&otilde;es &#8220;horizontais&#8221;,    rela&ccedil;&otilde;es com pessoas que t&ecirc;m a mesma quantidade de conhecimento    e poder social, para que as crian&ccedil;as desenvolvam compet&ecirc;ncia social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A rela&ccedil;&atilde;o com os pares &eacute; especialmente significante durante    a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia, contribuindo para o ajustamento psicossocial    da crian&ccedil;a, principalmente, com o ajustamento escolar, com a sa&uacute;de    psicol&oacute;gica (solid&atilde;o/isolamento) e com problemas de comportamento,    pois estabelece-se uma rela&ccedil;&atilde;o clara entre aceita&ccedil;&atilde;o,    por parte dos pares, e ajustamento psicossocial (Bagwell, Schmidt, Newcomb &    Bukowski, 2001; Erdley, Nangle, Newman & Carpenter, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   De acordo com a perspectiva do suporte social, as rela&ccedil;&otilde;es com    os pares fornecem benef&iacute;cios directos ou indirectos que t&ecirc;m impacto    no ajustamento. M&uacute;ltiplos factores de risco, incluindo aspectos relacionados    com a rejei&ccedil;&atilde;o dos pares, s&atilde;o preditores da externaliza&ccedil;&atilde;o    de problemas (Bagwell et al., 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Tamb&eacute;m o estatuto socioecon&oacute;mico baixo, al&eacute;m dos conflitos    familiares e conjugais, do desemprego, da viol&ecirc;ncia familiar, da perturba&ccedil;&atilde;o    mental na fam&iacute;lia, da rejei&ccedil;&atilde;o dos pares, &eacute; um factor    associado a problemas de comportamento e desajustamento na inf&acirc;ncia e    adolesc&ecirc;ncia (Marinho & Caballo, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A pobreza tem sido descrita como uma condi&ccedil;&atilde;o especialmente geradora    de estresse e sofrimento. A pobreza, bem como pertencer a grupos minorit&aacute;rios,    significa estar exposto a situa&ccedil;&otilde;es que provocam uma deteriora&ccedil;&atilde;o,    assim como ter uma m&atilde;e com perturba&ccedil;&atilde;o mental e conflitos    familiares e parentais. Esta condi&ccedil;&atilde;o significa um grande risco    para a sa&uacute;de e bem-estar f&iacute;sico, mental e social da crian&ccedil;a    e tamb&eacute;m pode afectar a estabilidade e o bom desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es    familiares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   &Eacute; assumida a rela&ccedil;&atilde;o entre pobreza e adversidade. A pobreza    &eacute; um factor de risco para a sa&uacute;de e bem-estar do indiv&iacute;duo    em n&iacute;vel f&iacute;sico, mental e social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As crian&ccedil;as e adolescentes pobres apresentam um maior risco, pois est&atilde;o,    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, expostas a situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as    f&iacute;sicas, estresse familiar, suporte social insuficiente e depress&atilde;o    parental, especialmente da m&atilde;e (Masten, 2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O estatuto socioecon&oacute;mico tem um profundo impacto na sa&uacute;de. Freq&uuml;entemente,    associado ao estatuto socioecon&oacute;mico encontram-se diversos factores,    tais como: n&iacute;veis baixos de educa&ccedil;&atilde;o dos pais, desemprego    dos pais (ou de um dos pais), habita&ccedil;&atilde;o em bairros de zonas urbanas    carentes, agregado familiar numeroso e perten&ccedil;a de uma minoria &eacute;tnica    (Black & Krishnajumar, 1998; Chen, Matthews & Boyce, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Attree (2004)    desenvolveu uma revis&atilde;o de literatura qualitativa sobre a percep&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as que cresceram em contextos de pobreza, concluindo que as    conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais foram as mais apontadas. Considerou que, mesmo    utilizando as suas estrat&eacute;gias de <i>coping</i>, todos os seus recursos    e aproveitando todas as oportunidades, surgiam sempre as restri&ccedil;&otilde;es    econ&oacute;micas, que reduziam as expectativas de futuro e a qualidade de vida    das crian&ccedil;as no presente </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A compet&ecirc;ncia social tem sido vista como mais investida por pais de classe    m&eacute;dia alta do que por pais de estatuto socioecon&oacute;mico baixo, pois    esses &uacute;ltimos consideram que amizades podem impedir a consci&ecirc;ncia    acad&eacute;mica. Para eles, a obedi&ecirc;ncia &eacute; o objectivo priorit&aacute;rio,    e conseq&uuml;entemente, h&aacute; uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o do poder    nas rela&ccedil;&otilde;es pais/filhos, restringindo, assim, a autonomia dos    filhos. Os pais de estatuto socioecon&oacute;mico m&eacute;dio alto procuram    envolver-se mais nas actividades sociais dos filhos e valorizam mais contactos    sociais arranjados do que espont&acirc;neos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A qualidade de vincula&ccedil;&atilde;o entre os pais e a crian&ccedil;a vai    influenciar a sua rela&ccedil;&atilde;o com os pares. Vincula&ccedil;&otilde;es    inseguras surgem mais freq&uuml;entemente em fam&iacute;lias de classe baixa.    As rela&ccedil;&otilde;es de amizade dos pais s&atilde;o geralmente com pessoas    do trabalho ou da vizinhan&ccedil;a e esse padr&atilde;o pode modelar as crian&ccedil;as.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O isolamento social e a rejei&ccedil;&atilde;o dos pares podem ser um factores    de risco para crian&ccedil;as de estatuto socioecon&oacute;mico baixo, sendo    que estas crian&ccedil;as s&atilde;o mais sens&iacute;veis &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    dos pares provavelmente porque pretendem encontrar alternativas ao modelo dos    pais. As crian&ccedil;as de classe m&eacute;dia alta passam mais tempo com os    amigos, o que lhes d&aacute; uma maior oportunidades de treinar e melhorar as    suas compet&ecirc;ncias sociais. As crian&ccedil;as de classe baixa est&atilde;o    menos envolvidas em actividades com os pares depois da escola e durante o intervalo    da mesma (Schneider, Richard, Younger & Freeman, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A pobreza tem efeitos no n&iacute;vel do desempenho escolar e no funcionamento    s&oacute;cio emocional da crian&ccedil;a, sendo os efeitos inflacionados, quando    em conjunto com uma educa&ccedil;&atilde;o parental inconsistente e uma exposi&ccedil;&atilde;o    constante a acontecimentos eestressores (McLoyd, 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Para al&eacute;m dos problemas habitacionais e ambientais, as situa&ccedil;&otilde;es    de pobreza e exclus&atilde;o social e de riscos de marginalidade social assumem    tamb&eacute;m outras formas de natureza socioecon&oacute;mica e cultural (STEP/BIT,    2003): (a) baixos n&iacute;veis de escolaridade e de qualifica&ccedil;&atilde;o    profissional, traduzindo-se nos adultos em v&iacute;nculos laborais prec&aacute;rios    e desqualificados e em situa&ccedil;&otilde;es freq&uuml;entes de desemprego,    implicando baixos rendimentos; (b) falta de acesso aos direitos sociais b&aacute;sicos    (como a seguran&ccedil;a social), devido &agrave; ilegalidade em que muitos    se encontram; (c) presen&ccedil;a de uma importante economia subterr&acirc;nea    ligada &agrave; droga e &agrave; prostitui&ccedil;&atilde;o; (d) exist&ecirc;ncia    de graves problemas sociais relacionados com o consumo excessivo de &aacute;lcool    e doen&ccedil;as infecto-contagiosas; (e) elevadas taxas de insucesso e abandono    escolar, em parte, devidas &agrave;s dificuldades de dom&iacute;nio da l&iacute;ngua    portuguesa; (f) situa&ccedil;&otilde;es freq&uuml;entes de crian&ccedil;as em    risco, deixadas na rua, sozinhas em casa com a porta trancada ou &agrave; guarda    de irm&atilde;os mais velhos, ou de amas clandestinas (vizinhas), sem condi&ccedil;&otilde;es    habitacionais, econ&oacute;micas e sociais; (g) ocorr&ecirc;ncia de tens&otilde;es    e conflitos inter-&eacute;tnicos entre diferentes grupos de residentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As comunidades de imigrantes confrontam-se com v&aacute;rias adversidades e    enfrentam s&eacute;rios obst&aacute;culos &agrave; completa integra&ccedil;&atilde;o    social, sobretudo os mais jovens (2&ordf; e 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o),    uma vez que crescem entre dois padr&otilde;es sociais e culturais distintos.    Esta experi&ecirc;ncia &eacute; potencialmente geradora de conflitos no processo    de constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade social positiva (Martins &    Silva, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Em suma, a medi&ccedil;&atilde;o da Qualidade de Vida Relacionada com a Sa&uacute;de    (QVRS / Health-Related Quality of Life &#8211; HRQOL) em crian&ccedil;as e adolescentes    tem uma import&acirc;ncia crescente como um meio de monitorizar o estado de    sa&uacute;de desta popula&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo, ao detectar subgrupos    da popula&ccedil;&atilde;o com QVRS baixa e avaliando o impacto de interven&ccedil;&otilde;es,    em n&iacute;vel da sa&uacute;de p&uacute;blica, numa determinada popula&ccedil;&atilde;o.    Actualmente, n&atilde;o existem instrumentos estandardizados que possam ser    aplicados com relev&acirc;ncia equivalente em popula&ccedil;&otilde;es pedi&aacute;tricas    em diferentes popula&ccedil;&otilde;es europeias, de pa&iacute;ses diferentes,    al&eacute;m disso, a sa&uacute;de subjectiva tem vindo a ter maior import&acirc;ncia    na medida do estado de sa&uacute;de em amostras nacionais e em estudos internacionais    de medida dos indicadores perceptivos da sa&uacute;de, como o da OMS: Health    Behaviour in School Aged Children &#8212;HBSC (Currie, Hurrelmann, Settertobulte,    Smith, & Todd, 2000; Currie, Samdal, Boyce, & Smith, 2001; Matos, Sim&otilde;es,    Carvalhosa, Reis & Canha, 2000; Matos & equipe do Projecto Aventura    Social & Sa&uacute;de, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os instrumentos    que v&ecirc;m sendo desenvolvidos no &acirc;mbito da qualidade de vida de crian&ccedil;as    e adolescentes, s&atilde;o apenas aplicados e generalizados no mesmo pa&iacute;s.    Num question&aacute;rio <i>cross-cultural</i>, &eacute; utilizado um consenso    das dimens&otilde;es relevantes e itens sobre a qualidade de vida para determinados    grupos de idade em cada um dos diferentes pa&iacute;ses. Os itens estabelecidos    podem, depois, ser revistos e inclu&iacute;dos no desenvolvimento de um question&aacute;rio    <i>cross-cultural</i>. Quando se analisam resultados no &acirc;mbito da sa&uacute;de    p&uacute;blica e da psicologia da sa&uacute;de, &eacute; pertinente que estes    incluam medidas da QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes. &Eacute; importante    ter em conta a percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de das crian&ccedil;as,    principalmente, f&iacute;sica, cultural, envolvimento social, eestressores sociais,    comportamentos de sa&uacute;de e processos psicossociais, tais como: estilos    de <i>coping</i> e suporte social. Estes factores, em contexto de sa&uacute;de,    podem funcionar como factores protectores ou factores de risco da qualidade    de vida. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia, podem ser identificados crian&ccedil;as    e adolescentes em risco em termos da sua sa&uacute;de subjectiva, tendo em conta    os factores pessoais e sociais que afectam essa qualidade de vida relacionada    com a sa&uacute;de. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A informa&ccedil;&atilde;o recolhida atrav&eacute;s de um instrumento v&aacute;lido    de avalia&ccedil;&atilde;o da QVRS permite a monitoriza&ccedil;&atilde;o do    estado de sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o infantil e juvenil, sendo    esta uma das principais actividades da investiga&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    p&uacute;blica e psicologia da sa&uacute;de. Possibilitando planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o    e avalia&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o adequados    e contextualizados &agrave;s necessidades e aos contextos socioecon&oacute;micos    e culturais em que crian&ccedil;as e adolescentes est&atilde;o inseridos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>   Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Kidscreen &eacute; um instrumento gen&eacute;rico que pode ser utilizado para    medir, monitorizar e avaliar a sa&uacute;de subjectiva associada &agrave; qualidade    de vida para crian&ccedil;as e adolescentes. Pode ser aplicado em hospitais,    estabelecimentos m&eacute;dicos e escolas, por profissionais do campo da sa&uacute;de    p&uacute;blica, psicologia da sa&uacute;de, epidemiologia, medicina e pesquisa    /investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O Kidscreen foi desenvolvido no &acirc;mbito do projecto europeu &#8220;Screening    and Promotion for Health-Related Quality of Life in Children and Adolescents    &#8211; A European Public Health Perspective&#8221;, criado pela Comiss&atilde;o    Europ&eacute;ia. O projecto desenvolveu-se durante 3 anos (2001-2004), e os    participantes do projecto foram a &Aacute;ustria, Rep&uacute;blica Checa, Fran&ccedil;a,    Alemanha, Gr&eacute;cia, Hungria, Irlanda, Pol&ocirc;nia, Espanha, Su&eacute;cia,    Sui&ccedil;a, Holanda e Reino Unido. A equipe portuguesa do projecto Aventura    Social colabora com o projecto europeu Kidscreen e j&aacute; concluiu o processo    de tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o dos instrumentos (vers&atilde;o    para crian&ccedil;as e para pais) Kidscreen (Gaspar et al., 2005; 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   &Eacute; aplic&aacute;vel em crian&ccedil;as e adolescentes, entre os 8 e os    18 anos de idade, e aos seus pais, no &acirc;mbito da sa&uacute;de e da doen&ccedil;a    cr&oacute;nica. &Eacute; um question&aacute;rio de autopreenchimento. As quest&otilde;es    s&atilde;o colocadas num limite temporal: &#8220;Pensa na &uacute;ltima semana&#8221;.    Com tempo de aplica&ccedil;&atilde;o entre dez e quinze minutos. O instrumento    final &eacute; constitu&iacute;do por 52 itens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O instrumento Kidscreen inclui dez dimens&otilde;es, que descrevem a Qualidade    de Vida Relacionada com a Sa&uacute;de (QVRS) (Ravens-Sieberer et al., 2001;    Bisegger et al., 2001; Gaspar et al., 2005; 2006): </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Sa&uacute;de    e Actividade F&iacute;sica (5 itens): o bem-estar f&iacute;sico reflecte o n&iacute;vel    de actividade f&iacute;sica, energia e aptid&atilde;o de crian&ccedil;as/adolescentes.    Avalia a extens&atilde;o que ele/ela sente mal-estar e se queixa de sa&uacute;de    deficit&aacute;ria. Exemplo: &#8220;<i>Estiveste fisicamente activo (ex: correste,    fizeste escalada, andaste de bicicleta)</i>?&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Sentimentos    (6 itens): bem-estar psicol&oacute;gico revela sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es    positivos, como felicidade, alegria e boa disposi&ccedil;&atilde;o. Exemplo:    &#8220;<i>Sentiste-te satisfeito(a) com a tua vida</i>?&#8221;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Estado de Humor    Geral (7 itens): disposi&ccedil;&atilde;o e emo&ccedil;&otilde;es (&#8220;estado    de esp&iacute;rito&#8221;) encobrem freq&uuml;entemente as experi&ecirc;ncias    de disposi&ccedil;&atilde;o, as emo&ccedil;&otilde;es depressivas e os sentimentos    de press&atilde;o em crian&ccedil;as/adolescentes. Exemplo: &#8220;<i>Sentiste-te    sozinho(a)</i>?&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Autopercep&ccedil;&atilde;o    (sobre si pr&oacute;prio) (5 itens): a percep&ccedil;&atilde;o do self explora    a extens&atilde;o a que a apar&ecirc;ncia do corpo do indiv&iacute;duo &eacute;    vista positivamente e inclui perguntas a respeito da satisfa&ccedil;&atilde;o    com a apar&ecirc;ncia, assim como com roupa e outros acess&oacute;rios pessoais.    Exemplo: &#8220;<i>Sentiste-te preocupado(a) com a tua apar&ecirc;ncia</i>?&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Tempo Livre    (5 itens): a autonomia (&#8220;tempo livre&#8221;). Examina o n&iacute;vel de    autonomia de crian&ccedil;as/adolescentes, olhando para a oportunidade dada    &agrave; crian&ccedil;a ou ao adolescente para definir o seu tempo social e    de lazer. Exemplo: &#8220;<i>Foste capaz de fazer actividades que gostas de    fazer no teu tempo livre</i>?&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Fam&iacute;lia    e ambiente familiar (6 itens): rela&ccedil;&otilde;es com os pais e vida em    casa (&#8220;pais&#8221;). Explora a qualidade da interac&ccedil;&atilde;o entre    a crian&ccedil;a/adolescente e os pais ou cuidadores, incluindo sentimentos    de amor, compreens&atilde;o e suporte dos pais. Exemplo: &#8220;<i>Os teus    pais compreendem-te?</i>&#8221; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Quest&otilde;es    Econ&oacute;micas (3 itens): os recursos financeiros reflectem se a crian&ccedil;a/adolescente    sente que tem bastantes recursos financeiros, que lhe permitam que tenha um    estilo de vida compar&aacute;vel com outras crian&ccedil;as/adolescentes e que    conseq&uuml;entemente t&ecirc;m a oportunidade de desenvolver actividades com    os pares. Exemplo: &#8220;<i>Tiveste dinheiro suficiente para fazer as mesmas    actividades que os teus amigos (as)?</i>&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Amigos (6 itens):    os pares e a sustenta&ccedil;&atilde;o social (&#8220;pares&#8221;). Examinam    as rela&ccedil;&otilde;es sociais com amigos/pares e se a crian&ccedil;a/adolescente    se sente aceito e apoiado por eles. Exemplo: &#8220;<i>Passaste tempo com os    teus amigos(as)?</i>&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ambiente Escolar    e Aprendizagem (6 itens): o ambiente escolar (&#8220;escola&#8221;). Explora    a percep&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a/adolescente, a sua capacidade cognitiva    para aprender, concentrar-se, e os seus sentimentos relativos &agrave; escola,    incluindo o relacionamento com os seus professores. Exemplo: &#8220;<i>Sentiste-te    satisfeito(a) com os teus professores?</i>&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Provoca&ccedil;&atilde;o    (Bullying) (3 itens): aceita&ccedil;&atilde;o social (bullying). Investiga o    sentimento de ser rejeitado por outros, bem como a ansiedade causada pelos pares.    Exemplo: &#8220;<i>Tens sentido medo de outros rapazes ou raparigas?</i>&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A aplica&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos resultados obtidos atrav&eacute;s    do instrumento Kidscreen podem contribuir para as pol&iacute;ticas europ&eacute;ias    e nacionais, fornecendo informa&ccedil;&atilde;o sobre os tipos e disparidades    na distribui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, em n&iacute;vel nacional    e europeu. Permite uma melhor compreens&atilde;o da sa&uacute;de percebida em    crian&ccedil;as e adolescentes e ajuda a identificar as popula&ccedil;&otilde;es    de risco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Procedimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tradu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O instrumento    (vers&atilde;o para crian&ccedil;as e adolescentes e vers&atilde;o para pais)    foi traduzido para a l&iacute;ngua portuguesa por dois t&eacute;cnicos especialistas    na &aacute;rea da psicologia da sa&uacute;de e sa&uacute;de p&uacute;blica.    Foram comparadas ambas as tradu&ccedil;&otilde;es e aferida uma vers&atilde;o    harmonizada, posteriormente retraduzida para a l&iacute;ngua inglesa por um    outro especialista. Ap&oacute;s verifica&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia    de ambas as vers&otilde;es inglesas, foi aferida uma vers&atilde;o provis&oacute;ria    final.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Teste piloto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta vers&atilde;o    foi testada em estudo piloto. Primeiro individualmente, com cinco crian&ccedil;as,    com idades entre os 9 e os 12 anos de idade, para aferir a compreens&atilde;o    das quest&otilde;es, do vocabul&aacute;rio utilizado e o tempo m&eacute;dio    despendido. Daqui resultaram pequenas altera&ccedil;&otilde;es. A vers&atilde;o    obtida foi aplicada, em teste piloto, a uma turma do 4&ordm; ano do primeiro    ciclo e duas turmas do 5&ordm; ano de escolaridade. Foi aferido junto dos professores    a sua percep&ccedil;&atilde;o sobre o instrumento e sua aplica&ccedil;&atilde;o    nestas idades. A vers&atilde;o final foi conclu&iacute;da e decidiu-se que o    instrumento n&atilde;o iria ser aplicado em crian&ccedil;as do primeiro ciclo,    pois demonstraram muitas dificuldades de compreens&atilde;o e despenderam muito    tempo no preenchimento do instrumento. Esta &uacute;ltima vers&atilde;o portuguesa    foi enviada para os parceiros europeus e foi sujeita a uma harmoniza&ccedil;&atilde;o    internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aplica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A aplica&ccedil;&atilde;o foi efectuada, no &acirc;mbito da equipe da Aventura    Social, com o mesmo protocolo e procedimento utilizado no estudo internacional    Health Behaviour School Aged-Children, a uma amostra nacional aleat&oacute;ria    e representativa dos 5&ordm; e 7&ordm; anos de escolaridade (Currie, Samdal,    Boyce, & Smith, 2001; Matos, Gaspar & equipa do Projecto Aventura Social    & Sa&uacute;de, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todas as escolas    foram contactadas telefonicamente para confirmar a sua disponibilidade para    participar da investiga&ccedil;&atilde;o. Para cada escola, foram enviados question&aacute;rios    e instru&ccedil;&otilde;es claras de metodologia de aplica&ccedil;&atilde;o.    Os question&aacute;rios (pais/filhos) encontravam-se numerados e emparelhados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A amostra aleat&oacute;ria, constitu&iacute;da por crian&ccedil;as e adolescentes    do 5&ordm; e do 7&ordm; ano de escolaridade, do ensino p&uacute;blico regular,    nas cinco regi&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o de Portugal continental,    &eacute; representativa das crian&ccedil;as e adolescentes destes n&iacute;veis    de ensino.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo    envolve 92 escolas, incluindo 162 turmas do 5&ordm; (48,8%) e do 7&ordm; ano    (51,2%) de escolaridade. A distribui&ccedil;&atilde;o foi representativa para    cada regi&atilde;o (Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Alentejo e Algarve),    num total de 3185 crian&ccedil;as e jovens, 50,8% do sexo feminino, com idades    compreendidas entre os 10 e os 16 anos, m&eacute;dia de idade de 11,81 anos.    O estatuto socioecon&oacute;mico e a nacionalidade s&atilde;o apresentados e    caracterizados como vari&aacute;veis em estudo. A maioria dos inquiridos referem    ter um estatuto socioecon&oacute;mico baixo. A grande maioria tem nacionalidade    portuguesa, enquanto que apenas 3,3% referem ter nacionalidade de um outro pa&iacute;s    de l&iacute;ngua portuguesa (tabela 1).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    1</b> - Caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas da amostra</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t1.gif">    <br>   <sup>*</sup> Nem todas as crian&ccedil;as responderam ao instrumento </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>   Apresenta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na tabela 2, apresentam-se    as dimens&otilde;es do Instrumento Kidscreen, que visa medir a Qualidade de    Vida Relacionada com a Sa&uacute;de em Crian&ccedil;as e Adolescentes e a respectiva    consist&ecirc;ncia interna.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    2</b> - Valores da consist&ecirc;ncia interna das dimens&otilde;es so instrumento    Kidscreen (vers&atilde;o crian&ccedil;as e adolescentes)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t2.gif">    <br> <sup>*</sup>Intervalo dos valores &plusmn; de Cronbach, dos pa&iacute;ses europeus membros    do grupo Kidscreen (Ravens-Sieberer & European Kidscreen Group, 2005)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os valores da    consist&ecirc;ncia interna (&plusmn; de Cronbach) das dimens&otilde;es do Kidscreen    variam entre 0,60 (auto-percep&ccedil;&atilde;o) e 0,88 (quest&otilde;es econ&oacute;micas),    com valor global m&eacute;dio de 0,80, o que confirma a elevada consist&ecirc;ncia    interna da escala. Analisando as dimens&otilde;es entre si, verificamos que    &eacute; relativamente &agrave;s dimens&otilde;es <i>&#8220;Sentimentos&#8221;,    &#8220;Fam&iacute;lia, ambiente familiar e vizinhan&ccedil;a&#8221; e &#8220;Provoca&ccedil;&atilde;o&#8221;</i>,    que as crian&ccedil;as e adolescentes referem uma melhor percep&ccedil;&atilde;o    da qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de (e&#8226;84,00). A dimens&atilde;o    <i>&#8220;Ambiente escolar e aprendizagem&#8221;</i> &eacute; que apresenta    valores inferiores na percep&ccedil;&atilde;o da QVRS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando comparamos    os valores da consist&ecirc;ncia interna (&plusmn; de Cronbach) das dimens&otilde;es    do Kidscreen obtidos na amostra portuguesa, verificamos que estes se inserem    no intervalo dos pa&iacute;ses membros do Projecto Europeu Kidscreen, excepto    na dimens&atilde;o da <i>&#8220;Autopercep&ccedil;&atilde;o&#8221;</i>, onde    os valores da amostra portuguesa s&atilde;o ligeiramente inferiores. Na dimens&atilde;o    da <i>&#8220;Fam&iacute;lia, ambiente familiar e vizinhan&ccedil;a&#8221;</i>,    o valor encontra-se no limite inferior, quando comparado com os valores m&eacute;dios    europeus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Comparando os    meninos com as meninas quanto &agrave; sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a pr&oacute;pria    qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de, na maioria das dimens&otilde;es    encontram-se diferen&ccedil;as significativas, sendo que os meninos apresentam    valores m&eacute;dios mais elevados do que as meninas, excepto no caso da dimens&atilde;o    &#8220;Ambiente escolar e aprendizagem&#8221;, onde s&atilde;o as meninas que    apresentam valores m&eacute;dios superiores, e no caso das dimens&otilde;es    &#8220;Quest&otilde;es econ&oacute;micas&#8221; e &#8220;Amigos (as)&#8221;,    onde as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero n&atilde;o s&atilde;o significativas    (Tabela 3).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    3</b> - An&aacute;lise univariada da QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes (e desvios    padr&atilde;o) por g&ecirc;nero</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t3.gif">    <br>   <sup>***</sup>p&pound;0,001 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Analisando a rela&ccedil;&atilde;o    entre os dois grupos et&aacute;rios considerados no estudo, o grupo dos 10 aos    11 anos (crian&ccedil;as) e o grupo dos 12 anos ou mais (adolescentes), quanto    &agrave; sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a pr&oacute;pria qualidade de vida    relacionada com a sa&uacute;de, na grande maioria das dimens&otilde;es encontram-se    diferen&ccedil;as significativas, excepto na dimens&atilde;o &#8220;Quest&otilde;es    econ&oacute;micas&#8221;. O grupo das crian&ccedil;as apresenta valores m&eacute;dios    mais elevados do que o grupo dos adolescentes, excepto no caso da dimens&atilde;o    &#8220;Provoca&ccedil;&atilde;o&#8221;, no qual s&atilde;o os adolescentes que    apresentam valores m&eacute;dios superiores (Tabela 4).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    4</b> - An&aacute;lise univariada da QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes (e desvios    padr&atilde;o) por grupo de idade</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t4.gif">    <br>   <sup>***</sup>p&pound;0,001; <sup>**</sup>p&pound;0,01</font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; vari&aacute;vel estatuto socioecon&oacute;mico (ESE), foram encontradas,    na grande maioria das dimens&otilde;es, diferen&ccedil;as significativas quanto    &agrave; sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a pr&oacute;pria qualidade de vida    relacionada com a sa&uacute;de, excepto na dimens&atilde;o &#8220;Tempo livre&#8221;.    Os elementos com ESE m&eacute;dio/alto apresentam valores m&eacute;dios mais    elevados do que os elementos com ESE baixo (Tabela 5).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    5</b> - An&aacute;lise univariada da QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes (e desvios    padr&atilde;o) por estatuto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t5.gif">    <br>   <sup>***</sup>p&pound;0,001; <sup>**</sup>p&pound;0,01, <sup>*</sup>p&pound;0,05</font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na compara&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as e adolescentes portugueses com os oriundos de um pa&iacute;s    africano ou do Brasil, quanto &agrave; sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a pr&oacute;pria    qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de, na maioria das dimens&otilde;es    foram encontradas diferen&ccedil;as significativas, sendo que crian&ccedil;as    e adolescentes portugueses apresentam valores m&eacute;dios mais elevados do    que os das outras nacionalidades, excepto no caso da dimens&atilde;o &#8220;Sa&uacute;de    e actividade f&iacute;sica&#8221;, &#8220;Sobre si pr&oacute;prio&#8221; e &#8220;Ambiente    escolar e aprendizagem&#8221;, onde as diferen&ccedil;as de nacionalidade n&atilde;o    s&atilde;o significativas (Tabela 6).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    6</b> - An&aacute;lise univariada da QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes (e desvios    padr&atilde;o) por nacionalidade</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t6.gif">    <br>   <sup>***</sup>p&pound;0,001; <sup>**</sup>p&pound;0,01, <sup>*</sup>p&pound;0,05    </font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Verifica-se que    todas as dimens&otilde;es da escala se encontram correlacionadas entre si, destacando-se    correla&ccedil;&otilde;es mais elevadas (&gt; 0,5), principalmente a correla&ccedil;&atilde;o    entre a dimens&atilde;o &#8220;Sentimentos&#8221; e as dimens&otilde;es &#8220;Sa&uacute;de    e actividade f&iacute;sica&#8221;, &#8220;Estado de humor geral&#8221;, &#8220;Tempo    livre&#8221; e &#8220;Fam&iacute;lia, ambiente familiar e vizinhan&ccedil;a&#8221;;    entre a dimens&atilde;o &#8220;Estado de humor geral&#8221; e a dimens&atilde;o    &#8220;Sobre si pr&oacute;prio&#8221; (autopercep&ccedil;&atilde;o); e ainda,    da dimens&atilde;o &#8220;Tempo livre&#8221; com as dimens&otilde;es &#8220;Fam&iacute;lia,    ambiente familiar e vizinhan&ccedil;a&#8221; e &#8220;Amigos(as)&#8221; (Tabela    7).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela    7</b> - Correla&ccedil;&atilde;o de Spearman entre as divis&otilde;es da QVRS -    Instrumento Kidscreen (vers&atilde;o filhos) </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/2a05t7.gif">    <br> <sup>**</sup>Correla&ccedil;&atilde;o significativa a 0,01 (2 - tailed)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o    no contexto da sa&uacute;de p&uacute;blica e da psicologia da sa&uacute;de,    especificamente na QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes, sugere-se a inclus&atilde;o    de medidas da sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a sua pr&oacute;pria qualidade    de vida, principalmente em n&iacute;vel de sa&uacute;de, f&iacute;sica, cultural,    envolvimento social, estressores sociais, comportamentos de sa&uacute;de, e    processos psicossoaciais, tais como: autoconceito, estilos de coping, orienta&ccedil;&atilde;o    para a vida (optimismo), suporte social e educa&ccedil;&atilde;o parental. Estes    factores, num contexto de sa&uacute;de, v&atilde;o influenciar a qualidade de    vida. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia, podem ser identificados crian&ccedil;as    e adolescentes em risco, em termos da sua sa&uacute;de subjectiva, e fornecidos    a estas crian&ccedil;as programas de interven&ccedil;&atilde;o, devidamente    contextualizados e avaliados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Ap&oacute;s o primeiro passo de tradu&ccedil;&atilde;o e de valida&ccedil;&atilde;o    da vers&atilde;o portuguesa do instrumento Kidscreen, no &acirc;mbito da QVRS    em crian&ccedil;as e adolescentes, atrav&eacute;s da sua pr&oacute;pria percep&ccedil;&atilde;o,    foi aprofundado o estudo das diferen&ccedil;as individuais aos mais diversos    n&iacute;veis (g&eacute;nero, idade, estatuto socioecon&oacute;mico e nacionalidade).    Obtendo, deste modo, um conhecimento mais aprofundado sobre a forma como os    diferentes factores afectam a QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes, permitindo    planear, implementar e avaliar uma interven&ccedil;&atilde;o, tendo em conta    os factores risco e promovendo os factores protectores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Pretende-se, como futura investiga&ccedil;&atilde;o, aprofundar as diferen&ccedil;as    nacionais (Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Alentejo e Algarve) e internacionais    (entre os diversos pa&iacute;ses membros do Projecto Europeu Kidscreen). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Paralelamente pretende-se aferir os factores pessoais e sociais promotores da    QVRS em crian&ccedil;as e adolescentes, principalmente o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia    entre os resultados das crian&ccedil;as e dos adolescentes e dos respectivos    pais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Numa fase final, pretende-se propor algumas estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o    adequadas e baseadas na investiga&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A promo&ccedil;&atilde;o    de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais pode constituir uma estrat&eacute;gia    para promover a constru&ccedil;&atilde;o de alternativas e de formas de lidar    com os desafios mais adequadas, em situa&ccedil;&otilde;es onde os factores    sociais, econ&oacute;micos e ambientais podem constituir factores ligados ao    risco, sendo um meio que possibilite um aumento de participa&ccedil;&atilde;o    e de bem-estar das crian&ccedil;as e dos adolescentes. O desenvolvimento de    programas de promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais    que capacitem as crian&ccedil;as e os adolescentes a: identificar e resolver    problemas, gerir conflitos interpessoais, optimizar a sua comunica&ccedil;&atilde;o    interpessoal, defender os seus direitos, resistir &agrave; press&atilde;o de    pares etc., ir&aacute; optimizar a sua capacidade de escolher um estilo de vida    saud&aacute;vel e de o manter (Matos, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>   Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Attree, P. (2004).    Growing up in disadvantage: a systematic review of the qualitative evidence.    <i>Child: Care, Health and Development</i> 30, 6, 679-689. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900170&pid=S1808-5687200600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bagwell, C.; Schmidt,    M,; Newcomb, A. & Bukowski, W. (2001). Friendship and peer rejection as    predictors of adult adjustment. <i>Child and Adolescent Development</i>, 91,    25-49.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900171&pid=S1808-5687200600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bisegger, C.;    Cloetta, B.; Rueden, U.; Abel, T.; Ravens-Sieberer & European Kidscreen    Group (2001). <i>Soz - Praventivmed</i>, 50, 281-291. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900172&pid=S1808-5687200600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Black, M. &    Krishnajumar, A. (1998). Children in low-income, urban settings: interventions    to promote mental health and well-being. <i>American Psychologist</i>, 53    (6), 635-646.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900173&pid=S1808-5687200600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bronfenbrenner,    U. (1986). Ecology of the family as a context for human development: research    perspectives. <i>Developmental Psychology</i>, 22, 723-742.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900174&pid=S1808-5687200600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Caldera, Y. &    Hart, S. (2004). Exposure to child care, parenting style and attachment security.    <i>Infant and Child Development</i>, 13, 21-33. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900175&pid=S1808-5687200600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Chen, E.; Matthews,    K. & Boyce, W. (2002). Socioeconomic differences in children's healyh:    how and why do these relationships change with age? <i>Psychological Bulletin</i>,    128 (2), 295-329.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900176&pid=S1808-5687200600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Currie, C.; Hurrelmann,    K.; Settertobulte, W.; Smith, R. & Todd, J. (2000). <i>Health and health    behaviour among young people. HEPCA series.</i> Copenhagem: World Health Organization.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900177&pid=S1808-5687200600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Currie, C.; Samdal,    O.; Boyce, W. & Smith, R. (2001). <i>HBSC, a WHO cross national study:    research protocol for the 2001/2002 survey</i>. Copenhagen: WHO.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900178&pid=S1808-5687200600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Erdley, C.; Nangle,    D.; Newman, J. & Carpenter, E. (2001). Children's friendship experiences    and psychological adjustment and research. <i>Child and Adolescent Development</i>,    91, 5-24.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900179&pid=S1808-5687200600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Gaspar, T.; Matos,    M.; Ribeiro, J.; Leal, I. & Gon&ccedil;alves, A. (2005). Sa&uacute;de, qualidade    de vida e desenvolvimento. Em: M. Matos (Org.). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o,    Gest&atilde;o de Conflitos e Sa&uacute;de na Escola</i> (pp. 61-68). Lisboa:    Faculdade de Motricidade Humana. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900180&pid=S1808-5687200600020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Gaspar, T.; Matos,    M.; Ribeiro, J. & Leal, I. (2006). Avalia&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o    da qualidade de vida em crian&ccedil;as e adolescentes. Em: C. Machado; L. Almeida;    A. Guisande; M. Gon&ccedil;alves & V. Ramalho (Orgs.). <i>Actas do XI Congresso    Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos</i>    (pp. 491-500). Universidade do Minho Edi&ccedil;&otilde;es Psiquilibrios: Braga.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900181&pid=S1808-5687200600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Harding, L. (2001).    Children's quality of life assessments: a review of genetic and health    related quality of life measures completed by children and adolescents. <i>Clinical    Psychology and Psychotherapy</i>, 8, 79-96. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900182&pid=S1808-5687200600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hartput, W. (1996).    The company they keep: friendship and their developmental significance. <i>Child    Development</i>, 67, 1-13. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900183&pid=S1808-5687200600020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hartput, W. (1999).    The company they keep: friendships and their developmental significance. Em:    R. Muuss & H. Porton (Orgs.) <i>Adolescent Behavior</i> (pp.144-157).    USA: McGraw-Hill College.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900184&pid=S1808-5687200600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Harter, S. (1985).    <i>Manual for the self-perception profile for children</i>. Denver: University    of Denver Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900185&pid=S1808-5687200600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Harter, S. (1989).    Causes, correlates and the functional role of global self-worth: a life-span    perspective. Em: J. Kolligian & R. Sternberg (Orgs.). <i>Perceptions of    Competence and Incompetence Across the Life-Span</i> (pp.67-97). New Haven,    Yale University Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900186&pid=S1808-5687200600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kazdin, A. &    Whitley, M. (2003). Treatment of parental stress to enhance therapeutic change    among children referred for aggressive and antisocial behaviour. <i>Journal    of Consulting and Clinical Psychology</i>, 71 (3), 503-515.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900187&pid=S1808-5687200600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kennedy, J. &    Kennedy, C. (2004). Attachment theory: implications for school psychology. <i>Psychology    in the School</i>, 41 (2), 247-259.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900188&pid=S1808-5687200600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kowal, A.; Krull,    J.; Kramer, L. & Crick, N. (2002). Children's perceptions of the fairness    of parental preferential treatment and their socioemotional well-being. <i>Journal    of Family Psychology</i>, 16 (3), 297-306.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900189&pid=S1808-5687200600020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kotliarenco, M.    A.; C&aacute;ceres, I. & Fontecilla, M. (1997). <i>Estado de arte en resiliencia</i>.    Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud. Organizaci&oacute;n Mundial de    la Salud.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900190&pid=S1808-5687200600020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lonigan, C.; Carey,    M. & Finch, A. (1994). Anxiety and depression in children and adolescents:    negative affectivity and the utility of self-reports. <i>Journal of Consulting    and Clinical Psychology</i>, 62 (5), 1000-1008.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900191&pid=S1808-5687200600020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lonigan, C.; Phillips,    B. & Hooe, E. (2003). Relations of positive and negative affectivity to    anxiety and depression in children: evidence from a latent variable longitudinal    study. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>, 71 (3), 465-481.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900192&pid=S1808-5687200600020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Marinho, M.L.    & Caballo, V. (2002). Comportamento anti-social infantil e seu impacto para    a compet&ecirc;ncia social. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as</i>,    3 (2), 141-147.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900193&pid=S1808-5687200600020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Martins, E. &    Silva, J. (2000). <i>Cultura (s) e diversidade. Diversidade e Multiculturalidade</i>.    Lisboa: ISPA.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900194&pid=S1808-5687200600020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Masten, A. (2001).    Ordinary magic: resilience processes in development. <i>American Psychologist</i>,    56 (3), 227-238.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900195&pid=S1808-5687200600020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Matos, M.; Sim&otilde;es,    C.; Carvalhosa, S.; Reis, C. & Canha, L. (2000). <i>A sa&uacute;de dos    adolescentes portugueses</i>. Lisboa: FMH /PEPT-Sa&uacute;de.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900196&pid=S1808-5687200600020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Matos, M. Gaspar    & equipa do Projecto Aventura Social & Sa&uacute;de (2003). <i>A sa&uacute;de    dos adolescentes portugueses (Quatro anos depois)</i>. Lisboa: FMH.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900197&pid=S1808-5687200600020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Matos, M. (2005).    <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o de conflitos e sa&uacute;de na    escola</i>. Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900198&pid=S1808-5687200600020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mccullough, G.;    Huebner E. & Laughlin, J. (2000). Life events, self-concept, and adolescents'    positive subjective well-being. <i>Psychology in the Schools</i>, 37 (3),    281-290 .</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900199&pid=S1808-5687200600020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> McLoyd, V. (1998).    Socioeconomic disadvantage and Child Development. <i>American Psychologist</i>,    53 (2), 185-204.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900200&pid=S1808-5687200600020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nelson, G.; Laurendeau,    M. & Chamberland, C. (2001). A review of programs to promote family wellness    and prevent the maltreatment of children. <i>Canadian Journal of Behavioural    Science</i>, 33 (1), 1-13.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900201&pid=S1808-5687200600020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Newell, P. (1993).    <i>The United Nations Convention and Children's Rights in the U.K</i>.    London: National Childrens's Bureau.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900202&pid=S1808-5687200600020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Peixoto, F. &    Mata, L. (1993). Efeitos da idade, sexo e n&iacute;vel s&oacute;cio-cultural    no auto-conceito. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, 3 (11), 401-413.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900203&pid=S1808-5687200600020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Plancherel, B.;    Bolognini, M. & Halfon, O. (1998). Coping strategies in early and mid-adolescence:    differences according to age and gender in community sample. <i>European Psychologist</i>,    3 (3), 192-201.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900204&pid=S1808-5687200600020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ravens-Sieberer,    U,; Gosch, A.; Abel, T.; Auquier, P.; Bellach, B.; Bruil, J.; Dur, W.; Power,    M.; Rajmil, L. & European Kidscreen Group (2001). <i>Quality of life in    children and adolescents: a European public health perspective</i>. <i>Preventivmed</i>,    46, 294-302.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900205&pid=S1808-5687200600020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ravens-Sieberer,    U.; Gosch, A.; Rajmil, L.; Erhart, M.; Bruil, J.; Duer, W.; Auquier, P.; Power,    M.; Abel, T.; Czemy, L.; Mazur, J.; Czimbalmos, A.; Tountas, Y.; Hagquist, C.;    Kilroe, J. & Kidscreen group, (2005). KIDSCREEN-52 quality-of-life measure    for children and adolescents. <i>Expert Pharmacoeconomics Outcomes Res</i>.,    5(3).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900206&pid=S1808-5687200600020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ribeiro, J.L.P.    (2003). Quality of life is a primary end-point in clinical settings. <i>Clinical    Nutrition</i>, 23 (1): 121-130.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900207&pid=S1808-5687200600020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> STEP/BIT (2003).    <i>A Luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social: experi&ecirc;ncias do    Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza</i>. Genebra: Bureau Internacional    do Trabalho.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900208&pid=S1808-5687200600020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Schneider, B.;    Richard, J.; Younger, A. & Freeman, P. (2000). A longitudinal exploration    of the continuity of children's social participation and social withdrawal    across socioeconomic status levels and social settings. <i>European Journal    of Social Psychology</i>, 3, 497-519.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900209&pid=S1808-5687200600020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tuijl, C.; Branje,    S.; Dubas, J.; Vermulst, A. & Aken, M. (2004). Parent-offspring similarity    in personality and adolescents' problem behaviour. <i>European Journal    of Personality</i>, 19 (1), 51-68.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900210&pid=S1808-5687200600020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Walker, L. &    Taylor, J. (1991). Family interactions and the development of moral reasoning.    <i>Child Development</i>, 62, 264-283.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900211&pid=S1808-5687200600020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Wallander, J.    L. & Schmitt, M. (2001). Quality of life measurement in children and adolescents:    issues, instruments and applications. <i>Journal of clinical psychology</i>,    57 (4), 571-585.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900212&pid=S1808-5687200600020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> World Health Organization    Quality Of Life Group (1995). <i>The World Health Organization Quality Of Life    Assessment (WHOQOL): position paper from World Health Organization</i>. Genebra:    Department of mental health WHO. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900213&pid=S1808-5687200600020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> World Health Organization    Quality Of Life Assessment Group (1996). <i>What is Quality of Life?</i> World    Health Organization Quality Of Life Assessment (WHOQOL): World Health Forum.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900214&pid=S1808-5687200600020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> World Health Organization    Quality Of Life Group (1998). <i>The World Health Organization Quality Of Life    Assessment (WHOQOL): development and general psychometric properties</i>. Genebra:    Department of mental health WHO.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900215&pid=S1808-5687200600020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endfim"></a><a href="#endtopo"><img src="/img/revistas/rbtc/v2n2/seta.gif" border="0"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b></font></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   FMH (Projecto Aventura Social) - Estrada da Costa, Cruz Quebrada, 1499.     <br>   Lisboa- Portugal.     <br>   E-mail: <a href="mailto:taniagaspar@fmh.utl.pt">taniagaspar@fmh.utl.pt</a>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 05/11/2006.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aceito em:    11/12/2006.</font></p>      ]]></body>
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