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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims the study of personality by understanding the relation between initial maladaptive schemes and empathy, given its importance of this constructs for the development of healthy interpersonal relationships. The objective was to investigate if there is a relation between the initial maladaptive schemes and empathy in university students. A quantitative, correlational and cross-sectional design was used. The sample consisted of 60 university students who were selected for convenience and at online platform. All ethics procedures were adopted, and the subjects respond to the Sociodemographic Questionnaire, a Multidimensional Interpersonal Reactivity Scale (EMRI) and Young Scheme Questionnaire (YSQ-S2). After the data collect, descriptive analyzes and Pearson correlation analyzes were performed. The results obtained showed 22 correlations between initial maladaptive schemes and empathy constructs, indicating that there is a relationship between empathy and initial maladaptive schemes. This results claims for the importance of early development of empathy and prevention of initial maladaptive schemes for health development, improving interpersonal relationships and mental health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RELATOS DE PESQUISAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>A rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The relation between empathy and initial maladaptive schemes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Daiana Berlitz<sup>I</sup>; Juliana da Rosa Pureza<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Acad&ecirc;mica de Psicologia da Universidade Feevale - (Psic&oacute;loga em forma&ccedil;&atilde;o) - Dois Irm&atilde;os - RS - Brasil    <br><sup>II</sup>Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica PUCRS - (Professora do Curso de Psicologia da Universidade FEEVALE)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho refere-se ao estudo da personalidade a partir da rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas iniciais desadaptativos e a empatia, visto sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais saud&aacute;veis. O objetivo foi investigar se h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas iniciais desadaptativos e a empatia em estudantes universit&aacute;rios. Utilizou-se um delineamento quantitativo, correlacional e transversal. A amostra foi composta de 60 estudantes universit&aacute;rios que foram selecionados por conveni&ecirc;ncia e em plataforma online. Todos os procedimentos &eacute;ticos foram adotados, e os sujeitos responderam ao Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico, a Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI) e ao Question&aacute;rio de Esquemas de Young (YSQ-S2). Ap&oacute;s a coleta, foram realizadas an&aacute;lises descritivas e an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. Os resultados obtidos apresentaram 22 correla&ccedil;&otilde;es entre esquemas iniciais desadaptativos e construtos da empatia, indicando que h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos. A partir destes resultados atenta-se a import&acirc;ncia do desenvolvimento da empatia e a preven&ccedil;&atilde;o de esquemas iniciais desadaptativos para o desenvolvimento mais saud&aacute;vel da personalidade, melhora das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e da sa&uacute;de mental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Esquemas iniciais desadaptativos; Empatia; Rela&ccedil;&otilde;es Interpessoais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study aims the study of personality by understanding the relation between initial maladaptive schemes and empathy, given its importance of this constructs for the development of healthy interpersonal relationships. The objective was to investigate if there is a relation between the initial maladaptive schemes and empathy in university students. A quantitative, correlational and cross-sectional design was used. The sample consisted of 60 university students who were selected for convenience and at online platform. All ethics procedures were adopted, and the subjects respond to the Sociodemographic Questionnaire, a Multidimensional Interpersonal Reactivity Scale (EMRI) and Young Scheme Questionnaire (YSQ-S2). After the data collect, descriptive analyzes and Pearson correlation analyzes were performed. The results obtained showed 22 correlations between initial maladaptive schemes and empathy constructs, indicating that there is a relationship between empathy and initial maladaptive schemes. This results claims for the importance of early development of empathy and prevention of initial maladaptive schemes for health development, improving interpersonal relationships and mental health.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Early maladaptive schemas; Empathy; Interpersonal relationships.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo dos relacionamentos interpessoais explora as conting&ecirc;ncias das rela&ccedil;&otilde;es humanas, com o objetivo de diminuir a ang&uacute;stia pela singularidade das pessoas e estimular a solidariedade em busca do estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es humanas caracterizadas pela harmonia (Antunes, 2009). Quando harmonioso, o relacionamento interpessoal permite a integra&ccedil;&atilde;o, a coopera&ccedil;&atilde;o, o compartilhamento de viv&ecirc;ncias e conhecimentos (Moscovici, 2007). A participa&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o dos seres humanos uns com os outros atrav&eacute;s de relacionamentos interpessoais tem uma fun&ccedil;&atilde;o adaptativa, j&aacute; que promove possibilidades de atingir metas que s&atilde;o valorizadas tanto individualmente quanto coletivamente, gerando maior adapta&ccedil;&atilde;o a diferentes contextos (Beramendi &amp; Zubieta, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos acerca da personalidade visam compreender o que caracteriza os indiv&iacute;duos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as individuais atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos, pensamentos e sentimentos das pessoas, sendo considerado um campo da psicologia que busca estudar as for&ccedil;as psicol&oacute;gicas que fazem um indiv&iacute;duo ser quem ele &eacute; (Friedman &amp; Schustack, 2004), estudar o indiv&iacute;duo em sua totalidade (Hall, Lindzey, &amp; Campbell, 2000) e, ainda, conhecer as diferen&ccedil;as entre os indiv&iacute;duos (Cloninger, 2003). Para o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais, a personalidade desempenha um papel importante, visto esta ser um conjunto dos padr&otilde;es que o indiv&iacute;duo desenvolve para lidar com seu ambiente, sendo desenvolvida a partir da troca com os outros, impactando diretamente as intera&ccedil;&otilde;es sociais (Leary, 1957). Desta forma, a personalidade tanto &eacute; formada pelas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, como impacta nestas rela&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, a personalidade ser&aacute; orientada e compreendida a partir dos estudos da terapia do esquema. A Teoria do Esquema tem sua origem a partir da terapia cognitivo-comportamental de Beck (Beck, 2013), e foi proposta por Jeffrey Young na d&eacute;cada de 1990, sendo considerada uma expans&atilde;o do modelo cognitivo de Beck, pois assume suas premissas b&aacute;sicas, al&eacute;m de expandir e integrar elementos de outras abordagens psicol&oacute;gicas, como teoria do apego, gestalt terapia, psican&aacute;lise, entre outros (Young, Klosko, &amp; Weishaar, 2008). Para essa abordagem, o conceito de esquema mental, &eacute; de forma geral, uma estrutura mental ampla, desenvolvida ao longo da vida, que possui fun&ccedil;&atilde;o organizativa, orientando o indiv&iacute;duo na interpreta&ccedil;&atilde;o e resposta &agrave; suas experi&ecirc;ncias nos diferentes pap&eacute;is sociais em que se coloca, abrangendo cogni&ccedil;&otilde;es, mem&oacute;rias, emo&ccedil;&otilde;es e sensa&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os esquemas s&atilde;o formados pela intera&ccedil;&atilde;o do temperamento e a rela&ccedil;&atilde;o com os cuidadores prim&aacute;rios, sendo formados, em sua maioria, nos primeiros anos de vida, o que os torna bastante arraigados, j&aacute; que v&atilde;o se perpetuando no decorrer da vida (Young et al., 2008). Para Wainer, Paim, Erdos e Andriola (2016) a estrutura&ccedil;&atilde;o da personalidade &eacute; um processo natural que se constitui atrav&eacute;s das bases gen&eacute;ticas herdadas que definem o temperamento e, consequentemente, as tend&ecirc;ncias afetivas, cognitivas, comportamentais e motivacionais do indiv&iacute;duo, que sofrer&atilde;o os impactos ambientais por meio da aprendizagem ao longo da vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um indiv&iacute;duo que apresenta um desenvolvimento saud&aacute;vel &eacute; o que tem suas necessidades emocionais b&aacute;sicas satisfeitas de forma adaptativa (Young et al., 2008). Quando uma necessidade b&aacute;sica n&atilde;o &eacute; satisfatoriamente atendida, ela ir&aacute; levar ao desenvolvimento de esquemas iniciais desadaptativos (EID's) (Susin, Carvalho, &amp; Kristensen 2014; Wainer et al., 2016; Young et al., 2008). Os esquemas iniciais desadaptativos s&atilde;o estruturas est&aacute;veis, r&iacute;gidas e duradouras que geram sofrimento, pois elas modelam o processamento das experi&ecirc;ncias do indiv&iacute;duo, de forma a ocasionar uma falha no processamento da informa&ccedil;&atilde;o, causando emo&ccedil;&otilde;es intensas e comportamentos prejudiciais (Paim, Madalena, &amp; Falcke, 2012; Susin et al., 2014; Young et al., 2008). Assim, a partir do desenvolvimento de determinado esquema, a vis&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem de si, do mundo, dos outros e do futuro ir&atilde;o tender a se manter e perpetuar de forma est&aacute;vel e coerente em fun&ccedil;&atilde;o de economia cognitiva, independente de seu car&aacute;ter adaptativo ou distorcido (Susin et al., 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, identificam-se dezoito EID's espec&iacute;ficos descritos na literatura, que s&atilde;o divididos em cinco dom&iacute;nios (Paim et al., 2012; Wainer et al., 2016; Young et al., 2008). Um dom&iacute;nio esquem&aacute;tico corresponde a um agrupamento de necessidades b&aacute;sicas de cada fase do desenvolvimento da crian&ccedil;a que, caso n&atilde;o sejam satisfatoriamente atendidas, poder&atilde;o desencadear a forma&ccedil;&atilde;o de um EID (Paim et al., 2012; Wainer et al., 2016; Young et al., 2008). Cada um dos cinco dom&iacute;nios esquem&aacute;ticos da teoria do esquema ser&aacute; melhor descrito a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro dom&iacute;nio, denominado de Desconex&atilde;o e Rejei&ccedil;&atilde;o, compreende como necessidade b&aacute;sica a ser atendida a necessidade de v&iacute;nculo seguro (Young et al., 2008), tendo como tarefa evolutiva a aceita&ccedil;&atilde;o e o pertencimento (Wainer et al., 2016). Os esquemas contemplados no dom&iacute;nio Desconex&atilde;o e Rejei&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cinco: Abandono/Instabilidade, Desconfian&ccedil;a/Abuso, Priva&ccedil;&atilde;o Emocional, Defectividade/Vergonha e Isolamento social/Aliena&ccedil;&atilde;o (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo dom&iacute;nio de necessidades emocionais consiste em Autonomia e Desempenho Prejudicados, e refere-se &agrave;s necessidades de autonomia, compet&ecirc;ncia e sentido de identidade a serem atendidas (Young et al., 2008), com a tarefa evolutiva de adquirir senso de autonomia e compet&ecirc;ncia (Wainer et al., 2016). Os esquemas provenientes deste dom&iacute;nio s&atilde;o quatro: Depend&ecirc;ncia/Incompet&ecirc;ncia, Vulnerabilidade ao dano ou a doen&ccedil;a, Emaranhamento/Self subdesenvolvido e Fracasso (Young et al., 2008).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O terceiro dom&iacute;nio, denominado de Limites Prejudicados, possui como necessidades a serem atendidas o autocontrole e os limites realistas (Young et al., 2008) tendo como tarefa evolutiva aprender esses limites realistas de modo a funcionar de forma mais adaptativa no ambiente (Wainer et al., 2016). Este dom&iacute;nio apresenta dois esquemas: Arrogo/Grandiosidade e Autocontrole/Autodisciplina insuficientes (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O quarto dom&iacute;nio, denominado de Direcionamento para o outro, tem o lazer e a espontaneidade como necessidades b&aacute;sicas (Young et al., 2008), e o respeito a suas aspira&ccedil;&otilde;es e desejos como tarefa evolutiva (Wainer et al., 2016). Os esquemas provenientes deste dom&iacute;nio s&atilde;o tr&ecirc;s: Subjuga&ccedil;&atilde;o, Auto Sacrif&iacute;cio e Busca de aprova&ccedil;&atilde;o/Busca de reconhecimento (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, o quinto dom&iacute;nio, denominado de Supervigil&acirc;ncia e Inibi&ccedil;&atilde;o, apresenta as necessidades b&aacute;sicas de liberdade de express&atilde;o e de ter emo&ccedil;&otilde;es e necessidades validadas (Young et al., 2008), o que culmina na tarefa evolutiva de express&atilde;o emocional leg&iacute;tima (Wainer et al., 2016). Este dom&iacute;nio considera quatro esquemas: Inibi&ccedil;&atilde;o emocional, Padr&otilde;es inflex&iacute;veis/Postura cr&iacute;tica exagerada, Negativismo/Pessimismo e Postura Punitiva (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto importante sobre o tema refere-se ao conceito de esquemas condicionais e esquemas incondicionais. Os esquemas incondicionais s&atilde;o aqueles considerados mais remotos e nucleares sobre si mesmo e sobre os outros, dando a sensa&ccedil;&atilde;o de que o indiv&iacute;duo n&atilde;o tem sa&iacute;da, n&atilde;o importa o que ele fa&ccedil;a, ser&aacute; sempre incompetente, n&atilde;o merecedor de amor, entre outras (Young et al., 2008), enquanto os esquemas condicionais s&atilde;o os esquemas mais tardios, sendo estes desenvolvidos na tentativa de evitar o resultado negativo advindo do esquema incondicional, mesmo que temporariamente (Young et al., 2008). Assim, se um indiv&iacute;duo tiver o esquema incondicional de defectividade, ele pode desenvolver o de padr&otilde;es inflex&iacute;veis como esquema condicional, tendo como regra estabelecida que deve ser perfeito, sen&atilde;o n&atilde;o ir&aacute; merecer amor (Young et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A empatia, que tamb&eacute;m exerce papel importante para os relacionamentos interpessoais, &eacute; considerada um fen&ocirc;meno multidimensional composto por elementos afetivos, cognitivos e comportamentais, que leva o indiv&iacute;duo a capacidade de se p&ocirc;r no lugar do outro, compreendendo sua situa&ccedil;&atilde;o e seus sentimentos, demonstrando essa compreens&atilde;o e expressando preocupa&ccedil;&atilde;o para com esse outro (Alves, 2012; Davis, 1983; Falcone et al., 2008; Hoffman, 2007; Koller, Camino, &amp; Ribeiro, 2001; Monteiro, 2013; Motta, 2011; Rique, Camino, Formiga, Medeiros, &amp; Luna, 2010; Santos, 2012). O desenvolvimento ao longo do ciclo vital, e a manifesta&ccedil;&atilde;o da empatia dependem de condi&ccedil;&otilde;es sociais, desenvolvimentais, educacionais, experi&ecirc;ncias de vida do indiv&iacute;duo, entre outras (Monteiro, 2013), n&atilde;o havendo estudos conclusivos acerca de sua intera&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento da personalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito ao elemento cognitivo da empatia (tamb&eacute;m definido como tomada de perspectiva), este se refere &agrave; capacidade de entender os sentimentos e pensamentos de outra pessoa sem necessariamente experiment&aacute;-los, o que exige neutralidade e imparcialidade (Falcone et al., 2008). Nesse sentido, o elemento cognitivo da empatia equivale &agrave; compreens&atilde;o de forma intelectual e objetiva da perspectiva do outro, de modo a ampliar a perspectiva pessoal do indiv&iacute;duo sobre determinada situa&ccedil;&atilde;o (Monteiro, 2013). Para que o indiv&iacute;duo possa exercer a tomada de perspectiva, &eacute; necess&aacute;rio que ocorra uma inter-rela&ccedil;&atilde;o entre sua autoconsci&ecirc;ncia e a consci&ecirc;ncia do outro, pois &eacute; a partir do entendimento de seus pr&oacute;prios estados mentais e emocionais que o mesmo pode compreender o estado mental e emocional dos outros (Falcone et al., 2008). Dessa forma, &eacute; fundamental ressaltar que, al&eacute;m de contribuir na tomada de perspectiva, a autoconsci&ecirc;ncia e a consci&ecirc;ncia do outro contribuem para a regula&ccedil;&atilde;o emocional e para a flexibilidade cognitiva, aspectos necess&aacute;rios para a identifica&ccedil;&atilde;o sem confus&atilde;o com o outro, por modular a emo&ccedil;&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro e por controlar sentimentos de raiva em conflitos interpessoais, produzindo um melhor desempenho interpessoal frente &agrave;s experi&ecirc;ncias emp&aacute;ticas (Falcone et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O elemento afetivo da empatia refere-se ao interesse de solucionar as necessidades de algu&eacute;m, normalmente em situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento, tendo como consequ&ecirc;ncias fen&ocirc;menos como a simpatia, compaix&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o com o outro (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Hoffman, 2007). Considera-se, nesse sentido, que no elemento afetivo da empatia o sujeito n&atilde;o sente o mesmo que o outro, mas entende o que este est&aacute; sentindo, ou at&eacute; mesmo experimenta um afeto mais direcionado para a viv&ecirc;ncia do outro do que para a sua pr&oacute;pria (Hoffman, 2007). Considera-se importante ressaltar que sentir pelo sofrimento dos outros n&atilde;o &eacute; suficiente para caracterizar empatia, uma vez que apenas este elemento isolado pode gerar sentimentos que s&atilde;o direcionados a si pr&oacute;prio, levando o sujeito ao afastamento do foco emp&aacute;tico e da ang&uacute;stia que esta situa&ccedil;&atilde;o lhe causa; por outro lado, quando o elemento afetivo ocorre de forma conjunta com os outros elementos, leva a a&ccedil;&atilde;o direcionada a ajuda do outro (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Hoffman, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao elemento comportamental (verbal e n&atilde;o verbal) da empatia, consideram-se os aspectos que fazem o outro sentir-se compreendido, pois &eacute; atrav&eacute;s do comportamento que o outro pode sentir a empatia direcionada a si. Para compreender o outro, &eacute; preciso tamb&eacute;m possuir interesse no que o outro est&aacute; vivendo, sendo a demonstra&ccedil;&atilde;o de interesse essencial para a empatia (Santos, 2012). Dessa forma, percebe-se uma interlocu&ccedil;&atilde;o fundamental entre o elemento comportamental da empatia, como a demonstra&ccedil;&atilde;o de interesse, e os elementos cognitivos e afetivos j&aacute; mencionados anteriormente. Estrat&eacute;gias sens&iacute;veis de conforto verbal, desde que baseadas no n&atilde;o julgamento e na aceita&ccedil;&atilde;o do sofrimento do outro, demonstram interesse e auxiliam o sujeito em sofrimento a sentir-se validado em sua experi&ecirc;ncia, a elaborar seus pr&oacute;prios sentimentos e a encontrar compreender sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia (Falcone et al., 2008). &Eacute; importante diferenciar as estrat&eacute;gias de conforto emp&aacute;ticas, j&aacute; mencionadas, das estrat&eacute;gias n&atilde;o emp&aacute;ticas de conforto, que s&atilde;o aquelas nas quais o indiv&iacute;duo tenta impor seu ponto de vista sobre o sofrimento do outro, ignorando ou n&atilde;o considerando os sentimentos alheios, minimizando o problema e dificultando as solu&ccedil;&otilde;es (Falcone et al., 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia do estudo acerca da empatia se refere ao car&aacute;ter de preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de que o desenvolvimento da empatia propicia, em fun&ccedil;&atilde;o dos diversos benef&iacute;cios psicol&oacute;gicos e sociais associados (Motta, 2011). Dentre estes benef&iacute;cios, destaca-se a efetividade interpessoal e capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o, que produzem maior ajustamento e satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal, menores &iacute;ndices de conflitos sociais e do rompimento de rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas, e menores indicadores de problemas emocionais e psicossom&aacute;ticos (Falcone et al., 2008). Ainda, a efetividade interpessoal associada &agrave; empatia est&aacute; relacionada tamb&eacute;m aos efeitos de maior toler&acirc;ncia, benevol&ecirc;ncia e compaix&atilde;o (Motta, 2011), relacionando-se positivamente com a resolu&ccedil;&atilde;o cooperativa de conflitos (Garaigordobil &amp; Maganto, 2011), com uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo pedir perd&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es em que se sinta culpado (Howell, Turowski, &amp; Buro, 2012), e uma maior capacidade de perdoar os maus comportamentos dos outros (Mellor &amp; Fung, 2012). Por outro lado, a aus&ecirc;ncia ou defici&ecirc;ncia de empatia no indiv&iacute;duo pode resultar em importantes preju&iacute;zos sociais, problemas de regula&ccedil;&atilde;o e controle emocional e distor&ccedil;&otilde;es na percep&ccedil;&atilde;o, maiores &iacute;ndices de depress&atilde;o, psicopatia e viol&ecirc;ncia entre pares (Falcone et al., 2008; Motta, 2011), e resolu&ccedil;&otilde;es mais agressivas de conflitos (Garaigordobil &amp; Maganto, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante considerar que, mesmo com todos os efeitos positivos decorrentes da empatia, quando emitida em excesso &agrave; mesma pode gerar altos custos emocionais, colocando o sujeito em vulnerabilidade emocional e impedindo a emiss&atilde;o de atos de ajuda para com os outros (Alves, 2012; Hoffman, 2007). Nesse sentido, percebe-se na literatura refer&ecirc;ncia a pessoas altamente emp&aacute;ticas (principalmente aquelas que, apesar de terem um grande sentimento emp&aacute;tico, sentem-se impotentes para ajudar, ou apresentam baixa regula&ccedil;&atilde;o emocional) que acabam agindo de maneira egoc&ecirc;ntrica, deixando de ajudar os outros em momentos de dificuldade e se afastando da situa&ccedil;&atilde;o de modo a proteger-se de uma sobrecarga emocional (Alves, 2012; Hoffman, 2007). Dessa forma, entende-se que o indiv&iacute;duo precisa ter condi&ccedil;&otilde;es emocionais internas de sentir o sofrimento do outro sem confundi-los com os seus, o que pressup&otilde;em um distanciamento cognitivo e afetivo para que possa compreender a perspectiva do outro (Alves, 2012; Hoffman, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um modelo te&oacute;rico interessante acerca da empatia foi proposto por Davis (1983) que sugere a empatia como uma reatividade interpessoal. O mesmo autor sugere que, em fun&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter multidimensional, a avalia&ccedil;&atilde;o da empatia deve envolver a an&aacute;lise de quatro dimens&otilde;es, sendo duas delas cognitivas (tomada de perspectiva e fantasia) e duas emocionais (considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e ang&uacute;stia pessoal) (Davis, 1983). Para melhor compreens&atilde;o do modelo, cada um destes elementos ser&aacute; explorado de forma mais detalhada a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tomada de perspectiva diz respeito a observar as coisas pelo ponto de vista do outro em detrimento do seu (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Formiga et al., 2011; Koller et al., 2001). Nesse sentido, um requisito importante da tomada de perspectiva &eacute; a capacidade de ver uma situa&ccedil;&atilde;o sob diversos pontos de vista (Rique et al., 2010). Expandindo a compreens&atilde;o do conceito, pode-se considerar a tomada de perspectiva como uma habilidade metacognitiva que est&aacute; na base de outras fun&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas como a regula&ccedil;&atilde;o emocional, a autoconsci&ecirc;ncia e as compet&ecirc;ncias sociais (Acevedo, 2014). Este fen&ocirc;meno est&aacute; relacionado a melhores n&iacute;veis de autoestima, avalia&ccedil;&otilde;es positivas dos outros, maior sensibilidade dos sentimentos e necessidades dos outros (Rique et al., 2010), ao n&iacute;vel &oacute;timo de sa&uacute;de, com a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e conflitos, com a capacidade de relacionar-se e identificar seus pr&oacute;prios sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m o dos outros (Acevedo, 2014), e a n&iacute;veis mais baixos de medo, isolamento social, fobia social e vergonha (Rique et al., 2010). A tomada de perspectiva &eacute; influenciada pelo desenvolvimento cognitivo do sujeito como um todo, e come&ccedil;a aproximadamente a partir dos cinco anos de idade em crian&ccedil;as saud&aacute;veis, etapa do desenvolvimento onde o egocentrismo diminui e as capacidades cognitivas da crian&ccedil;a j&aacute; permitem o olhar sobre o ponto de vista dos outros (Garc&iacute;a, G&oacute;mez-Becerra, Ch&aacute;vez-Brown, &amp; Greer, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica pode ser considerada a capacidade do sujeito de emitir compaix&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o com os outros (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Formiga et al., 2011; Koller et al., 2001). A considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica implica em uma motiva&ccedil;&atilde;o para ajudar o outro, referindo-se a energia que o indiv&iacute;duo desloca de si mesmo para investir no outro (Rique et al., 2010). &Eacute; atrav&eacute;s da considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica que ocorre a descentraliza&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio self, para que o sujeito emita sentimentos de preocupa&ccedil;&atilde;o e compaix&atilde;o para o outro, gerando comportamentos de al&iacute;vio para os outros indiv&iacute;duos (Alves, 2012). &Eacute; importante ressaltar que a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e a tomada de perspectiva n&atilde;o necessariamente ocorrem de forma simult&acirc;nea ou seguem sempre a mesma ordem, pois o desenvolvimento de ambas ocorre de forma independente (Enright &amp; Fiztgibbons, 2000 como citado em Rique et al., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ang&uacute;stia pessoal diz respeito aos sentimentos de desconforto resultantes de observar o outro vivenciando uma experi&ecirc;ncia negativa (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Formiga et al., 2011; Koller et al., 2001). A ang&uacute;stia pessoal se refere a comportamentos que visam diminuir a ansiedade e mal estar advindos das situa&ccedil;&otilde;es dos outros, uma vez que envolvem sentimentos centralizados no pr&oacute;prio self, levando a comportamentos baseados no atendimento de suas pr&oacute;prias necessidades (Alves, 2012; Falcone et al., 2008). Assim, frente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sofrimento do outro, o indiv&iacute;duo sente desconforto e tens&atilde;o, o que em casos extremos pode lev&aacute;-lo a distanciar-se da situa&ccedil;&atilde;o sem que aconte&ccedil;am comportamentos de ajuda (Formiga et al., 2011). Em alguns casos, elevados &iacute;ndices de ang&uacute;stia pessoal frente ao sofrimento do outro podem indicar uma tend&ecirc;ncia de personalidade ego&iacute;sta e auto orientada para suas necessidades (Cecconello &amp; Koller, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fantasia consiste na capacidade do indiv&iacute;duo de identifica&ccedil;&atilde;o profunda com personagens fict&iacute;cios (oriundos de filmes, livros, novelas), de forma a sentir junto com eles seus estados emocionais (Alves, 2012; Falcone et al., 2008; Formiga et al., 2011; Koller et al., 2001). Nesse sentido, considera-se a fantasia como uma ades&atilde;o involunt&aacute;ria das necessidades e sentimentos do outro (Alves, 2012; Formiga et al., 2011). Ao contr&aacute;rio da ang&uacute;stia pessoal, este componente da empatia demanda uma menor descentraliza&ccedil;&atilde;o do self, j&aacute; que h&aacute; uma identifica&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e &eacute; poss&iacute;vel sofrer junto com o personagem sem que isso leve o indiv&iacute;duo a tomar o lugar do outro (Alves, 2012). No processo de valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o brasileira da Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI), que tem como base o modelo de Davis (1983) os autores optaram por retirar a subescala de fantasia do instrumento, por entender que a mesma havia sido constru&iacute;da com base em quest&otilde;es culturais espec&iacute;ficas do autor original, o que j&aacute; havia implicado em dificuldades operacionais na avalia&ccedil;&atilde;o de empatia em outros contextos (Formiga et al., 2011; Koller et al., 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda fazendo refer&ecirc;ncia a Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI), o autor original do instrumento postulou a necessidade de medir os componentes da empatia de maneira separada, pois somente conhecendo os efeitos individuais destes componentes &eacute; que se pode avaliar a influ&ecirc;ncia de cada um deles sobre o comportamento do indiv&iacute;duo (Davis, 1983), e entender seu escore total. Assim, a tomada de perspectiva e a reatividade emocional afetam o comportamento que o indiv&iacute;duo toma em rela&ccedil;&atilde;o aos outros, mas sem as estimativas separadas, a contribui&ccedil;&atilde;o independente de cada componente dentro da individualidade do sujeito n&atilde;o pode ser estimada (Falcone et al., 2008).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de um estudo de delineamento transversal, quantitativo e correlacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PARTICIPANTES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram deste estudo 60 adultos, estudantes universit&aacute;rios provenientes de diversas universidades da regi&atilde;o metropolitana de Porto Alegre. A partir da an&aacute;lise descritiva dos dados, foi poss&iacute;vel descrever o perfil da amostra de forma mais detalhada. Houve predomin&acirc;ncia de participantes do sexo feminino 88,3% (n=53), em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo masculino 11,7%. (n=7). Os participantes apresentaram idades variando de 18 anos a 44 anos, sendo a idade m&eacute;dia dos participantes 25,5 anos (DP=5,64).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil foi poss&iacute;vel observar que a maioria dos participantes (78,3%; n=47) s&atilde;o solteiros, 88,3% (n=53) n&atilde;o possuem filhos, 91,7% (n=55) s&atilde;o residentes da regi&atilde;o metropolitana de Porto Alegre. A maioria dos participantes (57,4%; n=35) cursa psicologia, s&atilde;o cat&oacute;licos (44,3%; n=27), e n&atilde;o referem uso de drogas l&iacute;citas e/ou il&iacute;citas (78,3%; n=47) e/ou de medica&ccedil;&otilde;es (70%; n=42).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acerca de doen&ccedil;as f&iacute;sicas, 88,3% (n=53) dos participantes n&atilde;o relatou apresentar nenhuma doen&ccedil;a f&iacute;sica diagnosticada, e 90% (n=54) n&atilde;o apresentam nenhum transtorno mental diagnosticado. Questionados sobre j&aacute; ter realizado psicoterapia em algum momento da vida, 75% (n=45) dos participantes afirmaram j&aacute; ter realizado, sendo que 66,7% (n=40) fizeram psicoterapia em modalidade individual, tendo como motivo de busca sintomas de ansiedade (15%; n=9).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Instrumentos</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</u>: com o objetivo de mapear caracter&iacute;sticas acerca do perfil s&oacute;cio demogr&aacute;fico dos participantes. Este question&aacute;rio possui perguntas acerca da idade, sexo, estado civil, profiss&atilde;o, curso de n&iacute;vel superior que est&aacute; realizando, renda familiar, moradia e filhos, religi&atilde;o, se &eacute; portador de doen&ccedil;a f&iacute;sica, ou transtorno mental, se j&aacute; realizou acompanhamento psicol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal de Davis (EMRI)</u>: escala desenvolvida por Mark H. Davis em 1980 e adaptada e validada para a cultura brasileira por Koller et al. (2001). O EMRI foi desenvolvido com 28 itens divididos em quatro subescalas da empatia: tomada de perspectiva, considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica, ang&uacute;stia pessoal e fantasia. Na adapta&ccedil;&atilde;o brasileira, a escala &eacute; formada por 21 itens, dividida em tr&ecirc;s subescalas, tendo-se retirado a subescala fantasia por esta ser baseada em aspectos culturais. Al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o por subescala, a soma dos componentes permite mensurar o &iacute;ndice total de empatia, sendo que quanto maior o escore, maior o n&iacute;vel de empatia do indiv&iacute;duo (Koller et al., 2001). O alpha de cronbach do EMRI na valida&ccedil;&atilde;o brasileira foi de </font>&#945;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> =0,72 para a escala total, </font>&#945;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">=0,63 para a tomada de perspectiva, </font>&#945;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">=0,67 para a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica, </font>&#945;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">=0,54 para a ang&uacute;stia pessoal (Koller et al., 2001). Neste estudo, a escala apresentou um baixo valor de consist&ecirc;ncia interna, com um alpha de cronbach de 0,454.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Question&aacute;rio de Esquemas de Young (YSQ-S2)</u>: O Question&aacute;rio de Esquemas de Young (<i>Young Schema Questionnaire short form- YSQ-S2</i>) foi desenvolvido por Jeffrey Young em 2003, sendo adaptado e validado no Brasil por Cazassa e Oliveira (2008). O Question&aacute;rio de Esquemas de Young forma reduzida &eacute; formado por 75 itens divididos em 15 subescalas, respondidos em uma escala tipo likert de 6 pontos que varia de 1 ("n&atilde;o me descreve de modo algum") a 6 ("me descreve perfeitamente"). A vers&atilde;o adaptada para a realidade brasileira do question&aacute;rio apresentou um alpha de cronbach de 0,95 para a escala total (Cazassa &amp; Oliveira, 2008). Neste estudo, o question&aacute;rio obteve consist&ecirc;ncia interna satisfat&oacute;ria, com o valor alpha de cronbach de 0,966.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Procedimento para coleta de dados</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo seguiu os procedimentos &eacute;ticos conforme Resolu&ccedil;&atilde;o nº 466 de 12 de Dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de e foi aprovado pelo comit&ecirc; de &eacute;tica e pesquisa da Universidade Feevale pelo n&uacute;mero CAAE: 63163716.3.0000.5348 em mar&ccedil;o de 2017. Os participantes tiveram acesso ao formul&aacute;rio de pesquisa atrav&eacute;s de redes sociais nas quais o estudo foi compartilhado, sendo estes informados a respeito do objetivo, da justificativa, da relev&acirc;ncia do estudo, e dos aspectos &eacute;ticos. Ap&oacute;s aceitarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, eram redirecionados a p&aacute;gina de resposta dos question&aacute;rios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Procedimento de an&aacute;lise dos dados</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos foram levantados e os dados foram armazenados no pacote estat&iacute;stico SPSS for Windows vers&atilde;o 16.0. Foram realizadas an&aacute;lises descritivas (m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e porcentagens) com o objetivo de descrever o perfil sociodemogr&aacute;fico da amostra, e an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson </i>para amostras param&eacute;tricas com o objetivo de investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas inicias desadaptativos e a empatia. Para as an&aacute;lises deste estudo, ser&aacute; considerado o n&iacute;vel se signific&acirc;ncia de p&lt;0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da corre&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o dos instrumentos Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal de Davis (EMRI), e Question&aacute;rio de Esquemas de Young (YSQ-S2), foi poss&iacute;vel identificar o n&iacute;vel de empatia e os esquemas iniciais desadaptativos dos participantes, respectivamente. Foram calculadas estat&iacute;sticas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia) e dispers&atilde;o (desvio-padr&atilde;o) para ambos os instrumentos (<a href="/img/revistas/rbtc/v14n1/a05tab01.jpg">Tabela 1</a> e <a href="/img/revistas/rbtc/v14n1/a05tab02.jpg">2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram realizadas an&aacute;lises com o objetivo de verificar se existiam correla&ccedil;&otilde;es significativas (Dancey &amp; Reidy, 2006) entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos com as informa&ccedil;&otilde;es sociedemogr&aacute;ficas da amostra. Neste sentido, constatou-se correla&ccedil;&otilde;es negativas entre tomada de perspectiva e renda familiar, ang&uacute;stia pessoal e a idade do participante, sugerindo que quanto maior a renda, menor ser&aacute; a tomada de perspectiva, e quanto maior a idade, menor &eacute; a ang&uacute;stia pessoal. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es com os esquemas iniciais desadaptativos, a idade do participante correlacionou-se de forma significativa e negativa com os esquemas de arrogo/grandiosidade e auto sacrif&iacute;cio, o que pode sugerir que quanto maior a idade menores ser&atilde;o os indicadores de arrogo/grandiosidade e auto sacrif&iacute;cio. Ainda, os esquemas de inibi&ccedil;&atilde;o emocional e autocontrole/autodisciplina insuficientes correlacionaram-se positivamente com a renda do participante, sugerindo que quanto maior a renda, maiores ser&atilde;o os n&iacute;veis de autocontrole/autodisciplina insuficientes e inibi&ccedil;&atilde;o emocional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acerca das correla&ccedil;&otilde;es entre os esquemas iniciais desadaptativos e a empatia, foram encontradas vinte e duas correla&ccedil;&otilde;es significativas. No que tange correla&ccedil;&otilde;es significativas positivas entre os EID's e os componentes da empatia, que indicam os esquemas que est&atilde;o associados h&aacute; maiores n&iacute;veis de empatia, o esquema de abandono apresentou correla&ccedil;&otilde;es com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica, ang&uacute;stia pessoal e empatia total. O esquema de vulnerabilidade ao dano e a doen&ccedil;a teve correla&ccedil;&otilde;es com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e a ang&uacute;stia pessoal. O esquema de auto sacrif&iacute;cio obteve correla&ccedil;&otilde;es com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e com a ang&uacute;stia pessoal. Estes resultados sugerem que indiv&iacute;duos com esquemas de abandono, vulnerabilidade ao dano e a doen&ccedil;a e auto sacrif&iacute;cio apresentam tanto considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica com outros indiv&iacute;duos, como sofrem de ang&uacute;stia pessoal frente a estas situa&ccedil;&otilde;es. Os esquemas de fracasso e inibi&ccedil;&atilde;o emocional se correlacionaram de forma positiva com a ang&uacute;stia pessoal. Este achado aponta que indiv&iacute;duos com estes dois esquemas tendem a agir de forma direcionada a aplacar sua ang&uacute;stia ao inv&eacute;s de direcionar sua a&ccedil;&atilde;o ao outro em um momento de dificuldade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es ambivalentes entre os EID's e os construtos da empatia, em que um mesmo esquema se correlacionou de forma positiva e negativa com a empatia. Os esquemas de desconfian&ccedil;a e abuso, isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o, emaranhamento/self subdesenvolvido, arrogo/grandiosidade, autocontrole/autodisciplina insuficientes correlacionaram-se negativamente com a tomada de perspectiva e de forma positiva com a ang&uacute;stia pessoal. Esses resultados sugerem que indiv&iacute;duos com estes esquemas, apesar de sentirem ang&uacute;stia frente ao sofrimento do outro, apresentam mais dificuldade de tentar entender uma situa&ccedil;&atilde;o pela perspectiva de outra pessoa, e que em momentos que requeiram empatia, os mesmos buscar&atilde;o agir de forma a diminuir sua ang&uacute;stia, n&atilde;o exercendo comportamentos de aux&iacute;lio ao outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O esquema de defectividade/vergonha apresentou somente correla&ccedil;&otilde;es negativas com os componentes da empatia, tomada de perspectiva e empatia total, o que indica que indiv&iacute;duos com este esquema apresentam dificuldade de tentar entender uma situa&ccedil;&atilde;o pela perspectiva de outra pessoa, al&eacute;m de serem menos emp&aacute;tica de maneira geral. Quatro esquemas n&atilde;o apresentaram nenhuma correla&ccedil;&atilde;o com os componentes da empatia, sendo eles: priva&ccedil;&atilde;o emocional, depend&ecirc;ncia/incompet&ecirc;ncia, subjuga&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es inflex&iacute;veis/postura cr&iacute;tica exagerada. Os resultados de todas as correla&ccedil;&otilde;es encontradas no estudo podem ser vistos na <a href="/img/revistas/rbtc/v14n1/a05tab03.jpg">Tabela 3</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram encontrados padr&otilde;es de correla&ccedil;&otilde;es entre EID's e os construtos da empatia. Os esquemas de abandono, vulnerabilidade ao dano e a doen&ccedil;as e auto sacr&iacute;fico correlacionaram-se positivamente com os componentes da empatia considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e ang&uacute;stia pessoal, resultado que chama a aten&ccedil;&atilde;o visto que, estas duas dimens&otilde;es emocionais s&atilde;o divergentes, j&aacute; que a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica implica na dedica&ccedil;&atilde;o e aux&iacute;lio ao outro, enquanto a ang&uacute;stia pessoal leva a comportamentos de al&iacute;vio do seu sofrimento, podendo levar ao afastamento da situa&ccedil;&atilde;o. Sobre isso, pode-se recorrer a Hoffman (2007) que salienta que mesmo indiv&iacute;duos considerados altamente emp&aacute;ticos podem n&atilde;o conseguir agir de forma emp&aacute;tica devido aos altos custos emocionais da empatia emitida em excesso, levando ao afastamento de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de modo a proteger-se de sobrecargas emocionais (Alves, 2012; Hoffman, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referente ao esquema de abandono pode-se supor que indiv&iacute;duos com comportamentos mais fortes de resigna&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica possam desenvolver maior considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica, visto que tendem a comportar-se de modo a submeter-se a todo tipo de situa&ccedil;&atilde;o para manter os relacionamentos que estabelece, de modo a evitar a experi&ecirc;ncia de abandono temida (Young et al., 2008). Por&eacute;m, estes comportamentos podem gerar altos custos emocionais, levando estes indiv&iacute;duos &agrave; ang&uacute;stia pessoal. Este esquema tamb&eacute;m foi o &uacute;nico a correlacionar-se positivamente com a empatia total, por&eacute;m, &eacute; importante ressaltar que apenas 13,3% obtiveram escores significativos para este esquema, visto que, conforme Santana (2011), quanto mais enraizado o esquema, mais dif&iacute;cil &eacute; para o individuo expressar o perd&atilde;o, e por conseguinte, a empatia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indiv&iacute;duos com esquema de vulnerabilidade ao dano ou a doen&ccedil;a tendem a n&atilde;o sentir medo de enfrentar situa&ccedil;&otilde;es normais do cotidiano, mas sim, de lidar com eventos catastr&oacute;ficos (Young et al., 2008). Assim, pode-se entender a correla&ccedil;&atilde;o positiva com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica em situa&ccedil;&otilde;es consideradas cotidianas, onde estes indiv&iacute;duos ir&atilde;o sentir-se capazes de lidar e sentir preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro tendo motiva&ccedil;&atilde;o para auxili&aacute;-lo, entretanto, em situa&ccedil;&otilde;es de cat&aacute;strofe, estes indiv&iacute;duos apresentar&atilde;o a tend&ecirc;ncia de expressar uma maior ang&uacute;stia pessoal devido ao seu sentimento de vulnerabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; o esquema de auto sacrif&iacute;cio, denominado por Young e colaboradores (2008) como de indiv&iacute;duos com um temperamento altamente emp&aacute;tico, configura-se por indiv&iacute;duos com alta motiva&ccedil;&atilde;o para aliviar ou impedir a dor alheia, sendo indiv&iacute;duos com alta sensibilidade ao sofrimento alheio (Young et al., 2008), o que explica sua rela&ccedil;&atilde;o com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica. Juntamente a esta alta sensibilidade, estes indiv&iacute;duos tamb&eacute;m sentem uma responsabilidade exagerada em rela&ccedil;&atilde;o aos seus entes pr&oacute;ximos, sendo comum a estes indiv&iacute;duos, quadros som&aacute;ticos e intenso estresse advindo desta dedica&ccedil;&atilde;o excessiva ao outro (Young et al., 2008), o que se relaciona com a ang&uacute;stia pessoal, devido &agrave; alta carga emocional destes indiv&iacute;duos, visto que se exigem exageradamente para dar conta das demandas das pessoas ao seu redor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os esquemas de fracasso e inibi&ccedil;&atilde;o emocional, que se correlacionaram apenas com o componente ang&uacute;stia pessoal, podemos entender est&aacute; rela&ccedil;&atilde;o devido ao grande sentimento de inadequa&ccedil;&atilde;o inerente a estes esquemas, o que pode levar a uma alta carga emocional pelo sentimento de n&atilde;o ser capaz de lidar com situa&ccedil;&otilde;es que exigem uma troca afetiva com outras pessoas. Em rela&ccedil;&atilde;o ao esquema de fracasso, por ver-se como inadequado em compara&ccedil;&atilde;o aos outros (Young et al., 2008), o indiv&iacute;duo pode sentir-se angustiado frente a situa&ccedil;&otilde;es que requerem empatia por sentir-se fracassado, temendo neste tipo de situa&ccedil;&atilde;o, ser "desmascarado" por n&atilde;o conseguir dar conta da expectativa social que imagina ter de atender, e nem mesmo atender a sua expectativa do que seria um comportamento ideal, o que leva a um alto n&iacute;vel de desgaste emocional. Quanto ao esquema de inibi&ccedil;&atilde;o emocional, estes indiv&iacute;duos inibem de forma excessiva a&ccedil;&otilde;es e sentimentos, pois temem perder o controle (Young et al., 2008) comportamento que pode gerar grande ansiedade, visto que, adotar uma posi&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica requer a express&atilde;o emocional e espontaneidade, o que &eacute; extremamente dif&iacute;cil para pessoas que apresentem inibi&ccedil;&atilde;o emocional, levando-as a ang&uacute;stia pessoal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo tamb&eacute;m encontrou-se um padr&atilde;o de correla&ccedil;&otilde;es ambivalentes entre os esquemas de desconfian&ccedil;a e abuso, isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o, emaranhamento/self subdesenvolvido, arrogo/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficientes, sendo este negativo com a tomada de perspectiva e positivo com a ang&uacute;stia pessoal. Desta forma, compreende-se que indiv&iacute;duos com estes esquemas ter&atilde;o dificuldade de olhar as situa&ccedil;&otilde;es de outros pontos de vista que n&atilde;o o seu, levando-os a ang&uacute;stia em situa&ccedil;&otilde;es com as quais n&atilde;o consigam responder a partir de seu ideal, e com as quais precisam sair de sua posi&ccedil;&atilde;o para auxiliar ou apoiar outro algu&eacute;m.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indiv&iacute;duos com o esquema de desconfian&ccedil;a e abuso t&ecirc;m expectativas de que os outros ir&atilde;o mentir, trair e enganar, o que os levam a evitar intimidades e n&atilde;o compartilhar seus sentimentos (Young et al., 2008). Este tipo de comportamento pode estar associado &agrave; dificuldade na tomada de perspectiva, visto que j&aacute; existe uma ideia de que a perspectiva do outro seja m&aacute;, negativa, dificultando a vincula&ccedil;&atilde;o e comprometimento com os outros, gerando ang&uacute;stia em situa&ccedil;&atilde;o de estresse, vista a dificuldade de estabelecer rela&ccedil;&atilde;o com os demais. No esquema de isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o existe a ideia de que se &eacute; diferente da maioria das pessoas, o que leva ao sentimento de n&atilde;o pertencimento ao ambiente no qual est&aacute; inserido (Young et al., 2008). Em fun&ccedil;&atilde;o disto, poder&aacute; haver dificuldade de enxergar as situa&ccedil;&otilde;es do ponto de vista destes do qual se julga t&atilde;o diferente e alienado, ao mesmo tempo em que sentir&aacute; ang&uacute;stia, j&aacute; que, pela dificuldade de estabelecer relacionamentos interpessoais, e pela fragilidade de v&iacute;nculos estabelecidos, o indiv&iacute;duo n&atilde;o desenvolve repert&oacute;rio social para lidar com situa&ccedil;&otilde;es estressantes, acabando por desenvolver estrat&eacute;gias de afastamento e evita&ccedil;&atilde;o de tais contextos (Santana, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referente ao esquema de emaranhamento/self subdesenvolvido estes indiv&iacute;duos sentem-se emaranhados, normalmente a uma das figuras parentais, sendo dif&iacute;cil diferenciar seu verdadeiro self do self do outro, havendo dificuldade no estabelecimento da sua identidade pessoal (Young et al., 2008). Essa dificuldade pode estar relacionada &agrave; dificuldade de tomada de perspectiva, visto que, sua pr&oacute;pria perspectiva est&aacute; embasada pela perspectiva da figura a qual est&aacute; emaranhada, sendo-lhe dif&iacute;cil estabelecer um ponto de vista diferente do j&aacute; estabelecido, podendo haver a ang&uacute;stia pessoal devido &agrave; cren&ccedil;a de que se &eacute; imposs&iacute;vel viver adequadamente sem est&aacute; figura (Santana, 2011; Young et al., 2008), cren&ccedil;a ativada em um momento de estresse que necessite uma posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outra pessoa, levando a sentimentos de incapacidade de lidar com a situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A defini&ccedil;&atilde;o de Young e colaboradores acerca do esquema de arrogo/grandiosidade &eacute; de indiv&iacute;duos que sentem-se especiais e veem-se como melhores que as outras pessoas, n&atilde;o considerando-se sujeitos ao princ&iacute;pio de reciprocidade, buscando sempre satisfazer suas necessidade sem demonstrar empatia pelos outros (Young et al., 2008), defini&ccedil;&atilde;o que por si s&oacute; explica as correla&ccedil;&atilde;o encontradas neste estudo, visto que, por julgarem-se melhores e especiais, estas pessoas n&atilde;o buscar&atilde;o olhar o mundo da perspectiva alheia, pois sua perspectiva sempre &eacute; compreendida pela melhor perspectiva existente. Quanto &agrave; correla&ccedil;&atilde;o com a ang&uacute;stia pessoal, esta &eacute; explicada pela &ecirc;nfase deste esquema em satisfazer as suas necessidades em detrimento das dos demais, assim, em uma situa&ccedil;&atilde;o em que exija a aten&ccedil;&atilde;o e o direcionamento &agrave;s necessidades do outro, estes indiv&iacute;duos sofreram uma sobrecarga emocional, levando-os a ang&uacute;stia pessoal. Em um estudo acerca da viol&ecirc;ncia conjugal (Paim et al., 2012) observou-se a associa&ccedil;&atilde;o entre o esquema de arrogo/grandiosidade e a viol&ecirc;ncia conjugal, o que pode ser explicado pela postura pouco emp&aacute;tica (baixa tomada de perspectiva) e pela falta de preocupa&ccedil;&atilde;o com as necessidades dos outros em detrimento das suas (alto &iacute;ndice de ang&uacute;stia pessoal).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referente ao esquema de autocontrole/autodisciplina insuficientes, o mesmo mostra-se como a dificuldade de dar o limite as pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es e impulsos e a incapacidade de tolerar a frustra&ccedil;&atilde;o para realizar tarefas, com &ecirc;nfase em evitar o desconforto (Young et al., 2008). Esta &ecirc;nfase explica a ang&uacute;stia pessoal quando estes indiv&iacute;duos deparam-se com uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil que lhe exija uma a&ccedil;&atilde;o direcionada ao outro, enquanto a dificuldade de controle de impulso pode relacionar-se a dificuldade de tomada de perspectiva, pois para tal, &eacute; necess&aacute;rio "deixar" de lado suas ideias para ser flex&iacute;vel e olhar a situa&ccedil;&atilde;o de outras perspectivas, o que tamb&eacute;m pode ser dificultado pela busca pelo prazer imediato, e baixa toler&acirc;ncia a frustra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos esquemas que apresentaram correla&ccedil;&atilde;o ambivalente e dos que apresentaram apenas correla&ccedil;&atilde;o negativas, esta correla&ccedil;&atilde;o negativa deu-se apenas com o construto emp&aacute;tico da tomada de perspectiva, dado que pode ser melhor compreendido a partir de Snyder e Lopez (2007). Conforme estes autores, quando reportam-se a tem&aacute;tica do perd&atilde;o, que como j&aacute; referida anteriormente, pressup&otilde;em da empatia para acontecer (Worthington &amp; Scherer, 2004), m&aacute;goas s&atilde;o eventos interpretados pelo indiv&iacute;duo como viola&ccedil;&otilde;es, e rompimentos a suas expectativas e suposi&ccedil;&otilde;es sobre como as coisas de fato deveriam ser (Snyder &amp; Lopez, 2007), sendo estas expectativas e interpreta&ccedil;&otilde;es ditadas pelo conte&uacute;do esquem&aacute;tico individual, assim, cada expectativa quebrada &eacute; vivenciada novamente como o n&atilde;o atendimento de suas necessidades emocionais b&aacute;sicas (Santana, 2011). Para que exista o perd&atilde;o, um ato solid&aacute;rio ou emp&aacute;tico direcionado ao outro, &eacute; necess&aacute;rio olhar para este outro em um contexto amplo, buscando entender suas a&ccedil;&otilde;es, motiva&ccedil;&otilde;es e necessidades, expandido sua forma de ver, compreender e significar (Enright &amp; North, 1998). Assim, os esquemas de desconfian&ccedil;a/abuso, isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o, emaranhamento/self subdesenvolvido, arrogo/grandiosidadde, autocontrole/autodisciplina insuficientes e defectividade/vergonha, por apresentarem dificuldade na tomada de perspectiva, podem levar os indiv&iacute;duos a apresentarem dificuldades de entender as necessidades alheias, o que nublar&aacute; a avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o, impedindo a&ccedil;&otilde;es de direcionamento e aux&iacute;lio ao outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O esquema de defectividade/vergonha faz com que os indiv&iacute;duos vejam a si mesmos como falhos, inferiores, in&uacute;teis e n&atilde;o merecedores, levando a dificuldade de estabelecer relacionamentos pelo medo do momento em que sua defectividade ser&aacute; exposta, al&eacute;m de serem hipersens&iacute;veis a cr&iacute;ticas (Young et al., 2008). Sua correla&ccedil;&atilde;o negativa com a empatia total e tomada de perspectiva pode ser compreendida tanto pela dificuldade nos relacionamentos, que lhe restringe o repert&oacute;rio social para lidar com situa&ccedil;&otilde;es estressantes (Santana, 2011), como pelo medo de sua "inferioridade" ser descoberta e sua hipersensibilidade a cr&iacute;ticas, que pode dificultar a espontaneidade necess&aacute;ria para a manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos emp&aacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referente aos esquemas que n&atilde;o apresentaram nenhum tipo de correla&ccedil;&atilde;o com a empatia e seus componentes, o esquema de priva&ccedil;&atilde;o emocional, que &eacute; considerado um dos mais comuns, e o esquema que a maioria dos indiv&iacute;duos n&atilde;o reconhece possuir e n&atilde;o percebe sua ativa&ccedil;&atilde;o (Young et al., 2008), por este ser um esquema incondicional, e os indiv&iacute;duo comumente utilizarem-se de um esquema condicional para aliviar o sofrimento advindo deste, n&atilde;o percebendo a priva&ccedil;&atilde;o de forma clara (Young et al., 2008). Por conta disto, n&atilde;o se pode descartar algum tipo de rela&ccedil;&atilde;o com a empatia e o esquema de priva&ccedil;&atilde;o emocional, mesmo que n&atilde;o tenha sido encontrada neste estudo, visto que este esquema apresentou correla&ccedil;&atilde;o significativa com todos os esquemas, exceto o de inibi&ccedil;&atilde;o emocional. O esquema de depend&ecirc;ncia/incompet&ecirc;ncia, que caracteriza-se pela falta de confian&ccedil;a do indiv&iacute;duo em sua capacidade de decis&atilde;o e discernimento, o que o faz depender dos outros para tomar decis&otilde;es e resolver seus problemas (Young et al., 2008), tamb&eacute;m &eacute; um esquema incondicional (Young et al., 2008) que neste estudo apenas n&atilde;o se correlacionou com os esquemas de inibi&ccedil;&atilde;o emocional e padr&otilde;es inflex&iacute;veis, sendo assim, tamb&eacute;m pass&iacute;vel de algum tipo de correla&ccedil;&atilde;o com a empatia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Concernente ao esquema de subjuga&ccedil;&atilde;o, que caracteriza-se pela submiss&atilde;o excessiva ao controle dos outros, devido ao entendimento de que suas necessidades n&atilde;o s&atilde;o importantes para os outros (Young et al., 2008). Este &eacute; considerado um esquema condicional, ou seja, &eacute; usado para aliviar o sofrimento advindo de um esquema incondicional (Young et al., 2008). Assim, novamente n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel descartar a correla&ccedil;&atilde;o do esquema de subjuga&ccedil;&atilde;o com a empatia, pois este esquema correlacionou-se com todos os esquemas exceto com o de inibi&ccedil;&atilde;o emocional e padr&otilde;es inflex&iacute;veis/postura cr&iacute;tica exagerada. O esquema padr&otilde;es inflex&iacute;veis/postura cr&iacute;tica exagerada, que apresenta-se por indiv&iacute;duos que adotam uma postura perfeccionista e dedicada ao desempenho e produtividade, agindo dentro de padr&otilde;es demasiado elevados, tamb&eacute;m &eacute; um esquema condicional (Young et al., 2008), podendo este ter algum tipo de correla&ccedil;&atilde;o com a empatia devido a sua correla&ccedil;&atilde;o com os outros esquemas, sendo que neste estudo, padr&otilde;es inflex&iacute;veis/postura cr&iacute;tica exagerada correlacionou-se com os esquemas de abuso/desconfian&ccedil;a, isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o, vulnerabilidade ao dano e a doen&ccedil;a, arrogo/grandiosidade, autocontrole/autodisciplina insuficientes, auto sacrif&iacute;cio e inibi&ccedil;&atilde;o emocional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho teve como objetivo investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos em estudantes universit&aacute;rios. Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel identificar que o objetivo do estudo foi atingido, e foram identificadas diversas correla&ccedil;&otilde;es entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da metodologia de pesquisa online, foi poss&iacute;vel encontrar resultados interessantes, como as correla&ccedil;&otilde;es positivas entre os esquemas de abandono, de vulnerabilidade ao dano e a doen&ccedil;a auto sacrif&iacute;cio com a considera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e a ang&uacute;stia pessoal, as correla&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m positivas entre os esquemas de fracasso e inibi&ccedil;&atilde;o emocional com a ang&uacute;stia pessoal. As correla&ccedil;&otilde;es ambivalentes entre os esquemas de desconfian&ccedil;a/abuso, isolamento social/aliena&ccedil;&atilde;o, emaranhamento/self subdesenvolvido, arrogo/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficientes com a tomada de perspectiva e com a ang&uacute;stia pessoal. A correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o esquema de defectividade/vergonha com a tomada de perspectiva e com a empatia total, al&eacute;m dos esquemas de priva&ccedil;&atilde;o emocional, depend&ecirc;ncia/incompet&ecirc;ncia, subjuga&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es inflex&iacute;veis/postura cr&iacute;tica exagerada que n&atilde;o apresentaram correla&ccedil;&atilde;o com nenhum componente da empatia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as limita&ccedil;&otilde;es deste estudo pode-se destacar o fato de a coleta dos dados ter sido realizada online, o que impossibilita uma aproxima&ccedil;&atilde;o e controle com os participantes e a seguran&ccedil;a dos mesmos terem respondido os question&aacute;rios em um ambiente adequado. Ainda, tamb&eacute;m, &eacute; importante ressaltar que este estudo n&atilde;o trabalhou com amostras cl&iacute;nicas ou com a popula&ccedil;&atilde;o geral, estando restrito ao contexto dos universit&aacute;rios, o que tamb&eacute;m pode ter contribu&iacute;do para vieses dos dados encontrados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra importante limita&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; impossibilidade de serem considerados os esquemas incondicionais e condicionais na avalia&ccedil;&atilde;o dos participantes, o que n&atilde;o permite ter-se uma compreens&atilde;o total e cl&iacute;nica acerca da personalidade dos participantes. Al&eacute;m disso, as correla&ccedil;&otilde;es encontradas n&atilde;o nos permitem estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito entre as vari&aacute;veis empatia e esquemas, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel afirmar de forma concreta e direta como uma interfere no desenvolvimento e express&atilde;o da outra, e considera-se que alguns dos resultados de associa&ccedil;&otilde;es encontradas podem estar ocorrendo devido ao acaso ou &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, durante a pesquisa para a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho, houveram poucos achados de estudos nacionais e internacionais acerca do tema. Isto pode ter acontecido devido a Terapia dos Esquemas ser uma teoria nova no campo da Psicologia e do estudo da personalidade. A falta de estudos nacionais e internacionais acerca do tema dificultou o processo de an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, mas tamb&eacute;m caracteriza o presente estudo como inovador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o os poucos estudos achados acerca do tema, sugere-se que sejam realizados novos estudos que possam investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas iniciais desadaptativos e a empatia, podendo-se contribuir para o melhor entendimento acerca de um desenvolvimento da personalidade, colaborando para uma maior sa&uacute;de mental. Para complementar os resultados encontrados neste estudo e confirmar ou refutar as hip&oacute;teses te&oacute;ricas levantadas, &eacute; fundamental que sejam desenvolvidas mais pesquisas sobre o tema utilizando metodologias mais rigorosas, com amostras probabil&iacute;sticas e que se utilizem outros delineamentos metodol&oacute;gicos e an&aacute;lises de dados explicativas para a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De um modo geral, observou-se que o estudo atingiu de forma satisfat&oacute;ria o objetivo inicial deste trabalho, que visava investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia e os esquemas iniciais desadaptativos. Os achados deste trabalho apontam para a import&acirc;ncia de se trabalhar a empatia para um desenvolvimento mais saud&aacute;vel da personalidade. Este estudo buscou contribuir para um melhor entendimento acerca do desenvolvimento da personalidade a partir da &oacute;tica da Terapia do Esquema e da empatia. A partir deste entendimento, &eacute; poss&iacute;vel desenvolver programas de interven&ccedil;&atilde;o tanto para evitar o desenvolvimento de esquemas inicias desadaptativos, como para desenvolver habilidades emp&aacute;ticas ao longo do desenvolvimento da personalidade. A preven&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de esquemas iniciais desadaptativos e a promo&ccedil;&atilde;o da empatia podem auxiliar no desenvolvimento de relacionamentos interpessoais mais saud&aacute;veis, da sa&uacute;de mental e da qualidade de vida, sendo estes poss&iacute;veis fatores de prote&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento de transtornos de personalidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acevedo, G. C. S. (2014). Entrenamiento en toma de perspectiva de caso &uacute;nico. Informes Psicol&oacute;gicos, 14(2),103-123. Recuperado de <a href="http://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?sid=5f44f399-6d53-44d5-9049-85d82d019e63%40sessionmgr4009&vid=2&hid=4202" target="_blank">http://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?sid=5f44f399-6d53-44d5-9049-85d82d019e63%40sessionmgr4009&amp;vid=2&amp;hid=4202</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935975&pid=S1808-5687201800010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alves, S. M. (2012). <i>A Rela&ccedil;&atilde;o entre Capacidades Emp&aacute;ticas, Depress&atilde;o e Ansiedade em Jovens. </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal da Para&iacute;ba). Recuperado de <a href="http://tede.biblioteca.ufpb.br:8080/handle/tede/6920#preview-link0" target="_blank">http://tede.biblioteca.ufpb.br:8080/handle/tede/6920#preview-link0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935976&pid=S1808-5687201800010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antunes, C. (2009). <i>Rela&ccedil;&otilde;es interpessoais a autoestima: A sala de aula como um espa&ccedil;o do crescimento integral. </i>Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935977&pid=S1808-5687201800010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Beck, J. S. (2013). <i>Terapia Cognitivo-Comportamental:teoria e pr&aacute;tica</i>. (2. ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935979&pid=S1808-5687201800010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Beramendi, M. R., &amp; Zubieta, E. (2013). Identidad nacional y relaciones interpersonales en una cultura donde la norma es la transgresi&oacute;n. Revista psicologia pol&iacute;tica., 13(26),165-177. Recuperado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2013000100011&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-549X2013000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935981&pid=S1808-5687201800010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cazassa, M. J., &amp; Oliveira, M. S. (2008). Terapia focada em esquemas: conceitua&ccedil;&atilde;o e pesquisas. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 35</i>(5),187-195. Recuperado de <a href="http://www.revistas.usp.br/acp/article/viewFile/17162/19169" target="_blank">http://www.revistas.usp.br/acp/article/viewFile/17162/19169</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935982&pid=S1808-5687201800010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cecconello, A. M., &amp; Koller, S. H. (2000). Compet&ecirc;ncia social e empatia: um estudo sobre resili&ecirc;ncia com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza. Estudos de psicologia, 5(1),71-93. Recuperado de <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2000000100005&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2000000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935983&pid=S1808-5687201800010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cloninger, S. C. (2003). <i>Teorias da personalidade</i>. (2. ed.). S&atilde;o Paulo, Brasil: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935984&pid=S1808-5687201800010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dancey, C. P., &amp; Reidy, J. (2006). <i>Estat&iacute;stica sem matem&aacute;tica para psicologia: usando SPSS para windows</i>. (3. ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935986&pid=S1808-5687201800010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Davis, M. H. (1980). A multidimensional approachto individual differences in empathy. <i>JSAS Catalog of Selected Documents in Psychology, 10</i>,85-103. Recuperado de <a href="http://www.ucp.pt/site/resources/documents/ICS/GNC/ArtigosGNC/AlexandreCastroCaldas/24_Da80.pdf" target="_blank">http://www.ucp.pt/site/resources/documents/ICS/GNC/ArtigosGNC/AlexandreCastroCaldas/24_Da80.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935988&pid=S1808-5687201800010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Davis, M. H. (1983). Measuring individual differences in empathy: Evidence for a multidimensional approach. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 44</i>(1),113-126. Recuperado de <a href="https://www.researchgate.net/publication/215605832_Measuring_individual_differences_in_empathy_Evidence_for_a_multidimensional_approach" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/215605832_Measuring_individual_differences_in_empathy_Evidence_for_a_multidimensional_approach</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935989&pid=S1808-5687201800010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enright, R. D., &amp; North, J. (1998). <i>Exploring Forgiveness</i>. Madison: Universityof Wisconsin Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935990&pid=S1808-5687201800010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Falcone, E. M. O., Ferreira, M. C., Luz, R. C. M., Fernandes, C. S., Faria, C. A., D'Agustin, J. F., Sardinha, A., &amp; Pinho, V. D. (2008). Invent&aacute;rio de Empatia (I.E.): desenvolvimento e valida&ccedil;&atilde;o de uma medida brasileira. Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, 7(3),321-334. Recuperado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712008000300006&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712008000300006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935992&pid=S1808-5687201800010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Formiga, N. S., Rique, J., Galv&atilde;o, L.,Camino, C., Mathias, A., &amp; Medeiros F. (2011). Escala multidimensional de reatividade interpessoal - EMRI: consist&ecirc;ncia estrutural da vers&atilde;o reduzida. Revista de Psicolog&iacute;a, 13(2),188-198. Recuperado de <a href="https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi1rJbHyK_OAhUBrB4KHUfaDioQFghJMAY&url=http%3A%2F%2Frevistas.ucv.edu.pe%2Findex.php%2FR_PSI%2Farticle%2Fdownload%2F171%2F83&usg=AFQjCNGzISIgqb9v9Nx6X7HWAK8kEBKO2A&bvm=bv.129391328,d.dmo" target="_blank">https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=7&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwi1rJbHyK_OAhUBrB4KHUfaDioQFghJM    <br>   AY&amp;url=http%3A%2F%2Frevistas.ucv.edu.pe%2Findex.php%2FR_PSI%2Farticle%2Fdownload%2F171%2F83&amp;usg=AFQjCNGzISIgqb9v9Nx6X7    <!-- ref --><br>   HWAK8kEBKO2A&amp;bvm=bv.129391328,d.dmo</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935995&pid=S1808-5687201800010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Friedman, H. S., &amp; Schustack, M. W. (2004). <i>Teorias da Personalidade: da teoria cl&aacute;ssica &agrave; pesquisa moderna</i>. S&atilde;o Paulo: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935996&pid=S1808-5687201800010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Garaigordobil, M., &amp; Maganto, C. (2011). Empat&iacute;a y resoluci&oacute;n de conflictos durante lainfancia y laadolescencia. <i>Revista Latinoamericana de Psicolog&iacute;a, 43</i>(2),255-266. Recuperado de <a href="http://www.psicothema.com/pdf/3195.pdf" target="_blank">http://www.psicothema.com/pdf/3195.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935998&pid=S1808-5687201800010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Garc&iacute;a, M. J. M., G&oacute;mez-Becerra, I., Ch&agrave;vez-Brown, M., &amp; Greer, D. (2006). Toma De Perspectiva Y Teor&iacute;a De La Mente: Aspectos Conceptuales Y Emp&iacute;ricos. Una Propuesta Complementaria Y Pragm&aacute;tica. <i>Salud Mental, 29</i>(6),5-14. Recuperado de <a href="http://www.redalyc.org/pdf/582/58229602.pdf" target="_blank">http://www.redalyc.org/pdf/582/58229602.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2935999&pid=S1808-5687201800010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hall, C. S., Lindzey, G., &amp; Campbell, J. B. (2000). <i>Teorias da personalidade. </i>(4. ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936000&pid=S1808-5687201800010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoffman, M. L. (2007). <i>Empathyand moral development: implications for caringand justice.</i> New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936002&pid=S1808-5687201800010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Howell, A. J., Turowski, J. B., &amp; Buro, K. 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Recuperado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v18n3/04.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v18n3/04.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936005&pid=S1808-5687201800010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Leary, T. (1957). <i>Interpersonal Diagnosis of Personality.</i> New York: Ronald.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936006&pid=S1808-5687201800010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mellor, D., &amp; Fung, S. (2012). Forgiveness, Empathy and Gender - A Malaysian Perspective<i>. Sex Roles, 67</i>(1),98-107. Recuperado de <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11199-012-0144-4" target="_blank">https://link.springer.com/article/10.1007/s11199-012-0144-4</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936008&pid=S1808-5687201800010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Monteiro, B. D. S. (2013). <i>Engagement e empatia como preditores do burnout. </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade do Porto). Recuperado de <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/72148" target="_blank">https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/72148</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936009&pid=S1808-5687201800010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moscovici, F. (2007). <i>Desenvolvimento Interpessoal: treinamento em grupo</i>. Rio de Janeiro: LTC - Livros T&eacute;cnicos e Cient&iacute;ficos Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936010&pid=S1808-5687201800010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Motta, D. C. (2011). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de um programa para o desenvolvimento da empatia em crian&ccedil;as no contexto escola. </i>(Tese de Doutorado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Recuperado de <a href="http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3712" target="_blank">http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3712</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936012&pid=S1808-5687201800010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paim, K., Madalena, M., &amp; Falcke, D. (2012) Esquemas iniciais desadaptativos na viol&ecirc;ncia conjugal. Revista brasileira de terapias cognitivas, 8(1),31-39. Recuperado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872012000100005&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1808-56872012000100005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936013&pid=S1808-5687201800010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rique, J., Camino, C., Formiga, N., Medeiros, F., &amp; Luna, V. (2010). Considera&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica e Tomada de Perspectiva para o Perd&atilde;o Interpessoal. <i>Journal of Psychology, 44</i>(3),515-522. 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Recuperado de <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/67956" target="_blank">https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/67956</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936016&pid=S1808-5687201800010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Snyder, C. R., &amp; Lopez, S. J. (2007). <i>Psicologia Positiva: uma abordagem cient&iacute;fica e pr&aacute;tica das qualidades humanas. </i>Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2936017&pid=S1808-5687201800010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<br>   Institui&ccedil;&atilde;o:  Universidade Feevale    <br>   Rua dos Coqueiros, 147-2. Bairro Travess&atilde;o    <br>   Dois Irm&atilde;os/RS. - CEP: 93950-000    <br>   E-mail: <a href="mailto:daiana_berlitz@hotmail.com">daiana_berlitz@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gest&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es) da RBTC em 15 de dezembro de 2017. cod. XXX.    <br>   Artigo aceito em  28 de abril de 2018.</font></p>      ]]></body>
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