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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Esquemas iniciais desadaptativos e o consumo de álcool: uma revisão sistemática]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Alcohol consumption among young people has become a standard in society and levels of drinking show that this risky behavior can lead to substance dependence. Understanding the relationship between Early Maladaptive Schemes and consumption can contribute to the development of preventive actions, as well as guide future empirical research. The aim is verify the findings related to the theme and to understand what correlations exist between the maladaptive Initial Schemes and alcohol consumption. Systematic review of articles from the last 10 years from the date of publication, using Scielo, PePSIC, LiLaCs and PubMED databases. Empirical research articles and a narrative review were included, and the selection criteria used were type of sample, instruments used and discussions relevant to the theme.There were few articles on the theme, mainly in Brazil. Observations on methodologies and limitations are commented in all articles, such as gender heterogeneity of participants, cross-sectional, sample characteristics regarding number and type (clinical or non-clinical) and the need for future research on the same theme, as well as the implications positive for the development of more effective treatments in the area.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O</b> REVIEW ARTICLES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Esquemas iniciais desadaptativos e o consumo de &aacute;lcool: uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Early desadaptive schemas and alcohol consume: a sistematic review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Flavia Salomoni Mansano; Karen Priscila Del Rio Szupzynski</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal da Grande Dourados, Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia - Dourados - Mato Grosso do Sul - Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O consumo de &aacute;lcool entre jovens tornou-se um padr&atilde;o na sociedade e os n&iacute;veis de consumo mostram que este comportamento de risco pode levar a depend&ecirc;ncia da subst&acirc;ncia. Compreender qual a rela&ccedil;&atilde;o existente entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos e o consumo pode colaborar para desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es preventivas, al&eacute;m de nortear pesquisas emp&iacute;ricas futuras. Objetivos: Verificar os achados relacionados ao tema e compreender quais correla&ccedil;&otilde;es existem entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos e o consumo de &aacute;lcool. M&eacute;todo: Foi feita revis&atilde;o sistem&aacute;tica de artigos cient&iacute;ficos dos &uacute;ltimos 10 anos, utilizando as bases de dados Scielo, PePSIC, LiLaCs e PubMED. Foram inclu&iacute;dos artigos de pesquisas emp&iacute;ricas e uma revis&atilde;o narrativa, e os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o utilizados foram tipo de amostra, instrumentos utilizados e discuss&otilde;es pertinentes ao tema. Resultados e Discuss&atilde;o: Foram encontrados poucos artigos na tem&aacute;tica, principalmente no Brasil. Observa&ccedil;&otilde;es sobre metodologias e limita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o comentadas em todos os artigos, como heterogeneidade dos g&ecirc;neros dos participantes, recorte transversal, caracter&iacute;sticas das amostras ou a quest&atilde;o do n&uacute;mero/tipo de amostra. &Eacute; enfatizada a necessidade de futuras pesquisas sobre a mesma tem&aacute;tica, bem como as implica&ccedil;&otilde;es positivas para o desenvolvimento de tratamentos mais efetivos na &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> consumo de &aacute;lcool; terapia do esquema; question&aacute;rio de esquemas de young.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alcohol consumption among young people has become a standard in society and levels of drinking show that this risky behavior can lead to substance dependence. Understanding the relationship between Early Maladaptive Schemes and consumption can contribute to the development of preventive actions, as well as guide future empirical research. The aim is verify the findings related to the theme and to understand what correlations exist between the maladaptive Initial Schemes and alcohol consumption. Systematic review of articles from the last 10 years from the date of publication, using Scielo, PePSIC, LiLaCs and PubMED databases. Empirical research articles and a narrative review were included, and the selection criteria used were type of sample, instruments used and discussions relevant to the theme.There were few articles on the theme, mainly in Brazil. Observations on methodologies and limitations are commented in all articles, such as gender heterogeneity of participants, cross-sectional, sample characteristics regarding number and type  (clinical or non-clinical) and the need for future research on the same theme, as well as the implications positive for the development of more effective treatments in the area.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>Alcohol Drinking; Cognitive Behavioral Therapy; Personality Inventory.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Terapia do Esquema foi criada por Jeffrey Young e se desenvolveu na &aacute;rea da Terapia Cognitivo-comportamental como uma proposta nova e integradora de tratamento, na qual o intuito principal seria a possibilidade de atender casos de pacientes que n&atilde;o apresentavam respostas positivas aos tratamentos a que eram submetidos, e casos de recidivas de sintomas.Trata-se de um modelo conceitual que busca, a partir da integra&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias escolas  (Cognitivo-comportamental, Apego, Gestalt, Rela&ccedil;&otilde;es objetais, Construtivista e Psican&aacute;lise), abranger a compreens&atilde;o integral dos pacientes e de suas demandas  (Young, Klosko,  &amp; Weishaar, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; poss&iacute;vel pontuar diferenciais na abordagem da Terapia do Esquema pelas vantagens que podem ser obtidas por seu modelo cognitivo estruturado e sistem&aacute;tico, nos quais sua especificidade permite delinear as estrat&eacute;gias de tratamento para cada Esquema, Estilo de Enfrentamento e Modo. A fase de avalia&ccedil;&atilde;o conta com invent&aacute;rios que possibilitam uma interven&ccedil;&atilde;o ativa e diretiva que ultrapasse o <i>insight</i> e resulte na mudan&ccedil;a cognitiva, emotiva, interpessoal e comportamental. Salienta-se que esta abordagem, considerada sens&iacute;vel e humana, normaliza os transtornos psicol&oacute;gicos e os torna mais f&aacute;ceis de entender, facilitando e beneficiando a constru&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica satisfat&oacute;ria, fundamental para o tratamento  (Young et al.,  2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme Young et al.  (2008), os esquemas podem ser a base de transtornos cl&iacute;nicos ou de personalidade, bem como de comportamentos de risco ou abuso de subst&acirc;ncias. Logo, a compreens&atilde;o do funcionamento de tais estruturas &eacute; fundamental para desenvolver e planejar tratamentos eficazes aos pacientes. A forma&ccedil;&atilde;o dos Esquemas Iniciais Desadaptativos  (EIDs) se d&aacute; a partir das experi&ecirc;ncias nas etapas iniciais do desenvolvimento do sujeito e de fatores gen&eacute;ticos, sociais e ambientais em que n&atilde;o foram satisfeitas as necessidades emocionais da crian&ccedil;a. Uma vez que o sujeito vivencia, na vida adulta, situa&ccedil;&otilde;es percebidas como semelhantes, os esquemas podem ser ativados e se tornar respons&aacute;veis pelos padr&otilde;es cognitivos e comportamentais do indiv&iacute;duo  (Young et al.,  2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 18 EIDs s&atilde;o estruturados e divididos em 5 categorias amplas de necessidades emocionais n&atilde;o-satisfeitas, chamadas Dom&iacute;nios de Esquemas  (Young et al.,  2008). Cada Dom&iacute;nio refere-se a cren&ccedil;as gerais que podem ser formadas a partir das situa&ccedil;&otilde;es vividas com a fam&iacute;lia de origem e que podem ter sido percebidas como insuficientes para suprir as necessidades da crian&ccedil;a. Cren&ccedil;as mais espec&iacute;ficas podem ser identificadas pelos esquemas de cada categoria. Assim, os Dom&iacute;nios organizam e classificam as cren&ccedil;as e comportamentos caracter&iacute;sticos de cada grupo de EIDs  (<a href="#qua1">Quadro 1</a>), bem como suas singularidades e tratamentos espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><a name="qua1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03qua01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com uma abordagem sistem&aacute;tica e instrumentos espec&iacute;ficos, constru&iacute;dos a partir desta "nova roupagem" da Terapia Cognitivos-comportamental, o arcabou&ccedil;o te&oacute;rico metodol&oacute;gico da Terapia do Esquema permite identificar os Estilos e Modos de Enfrentamento a partir da avalia&ccedil;&atilde;o dos EIDs e seus respectivos padr&otilde;es disfuncionais da percep&ccedil;&atilde;o de si e do meio  (Young et al.,  2008). Al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o das estruturas cognitivas, o autor oferece t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es diretas e claras para o tratamento de cada paciente, considerando que cada um possui um perfil &uacute;nico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A valida&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio de Esquemas de Young - <i>Short Form</i> no Brasil foi realizado por Cazassa e Oliveira  (2012) em uma amostra n&atilde;o cl&iacute;nica e os resultados obtidos mostraram grau satisfat&oacute;rio para confiabilidade e capacidade de discrimina&ccedil;&atilde;o do instrumento  (Cazassa,  &amp; Oliveira, 2012). Foi realizado tamb&eacute;m o estudo psicom&eacute;trico em alcoolistas, que avaliou os EIDs de uma amostra cl&iacute;nica e n&atilde;o cl&iacute;nica  (Silva, Cazassa, Oliveira,  &amp; Gauer, 2012). O estudo observou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos 5 dom&iacute;nios e 15 esquemas avaliados pelo question&aacute;rio YSQ-S2. Al&eacute;m disso, foi testada a capacidade do instrumento em detectar a diferen&ccedil;a entre os grupos comparados. Este foi o primeiro estudo no Brasil que realizou compara&ccedil;&otilde;es entre amostras de popula&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e n&atilde;o cl&iacute;nicas com este instrumento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os esquemas n&atilde;o possuem car&aacute;ter est&aacute;vel, ou seja, podem oscilar sua ativa&ccedil;&atilde;o ao longo da vida do sujeito ou em determinadas situa&ccedil;&otilde;es  (Young et al.,  2008). Isto &eacute; considerado no estudo de Shorey, Stuart, Anderson e Strong  (2013), que examinaram a mudan&ccedil;a dos EIDs em pacientes dependentes de subst&acirc;ncias que passaram por um programa de tratamento de quatro semanas. Os resultados demonstraram que houve uma diminui&ccedil;&atilde;o dos escores em oito esquemas ao final do programa e indicam os EIDs como componentes importantes para planejamento de tratamentos na &aacute;rea  (Shorey et al.,  2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se que o consumo de &aacute;lcool no Brasil, segundo Levantamento Nacional de &Aacute;lcool e Drogas  (LENAD, 2012), apresentou um aumento de 20% na propor&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios frequentes de &aacute;lcool  (que bebem uma vez na semana ou mais) entre os anos de 2006 a 2012. Os dados subiram de 45% para 54%, apontando aumento significativo para o consumo entre mulheres. No que se refere ao uso nocivo da subst&acirc;ncia, foi poss&iacute;vel verificar que 17% dos pesquisados apresentam crit&eacute;rios para abuso e/ou depend&ecirc;ncia de &aacute;lcool.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o de jovens universit&aacute;rios que faz uso de &aacute;lcool no Brasil foi estudada por Pedrosa, Camacho, Passos e Oliveira  (2011) em uma amostra de estudantes de Faculdades das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de duas universidades p&uacute;blicas de Alagoas no ano de 2002. O estudo seccional, descritivo e anal&iacute;tico observou a frequ&ecirc;ncia, quantidade e informa&ccedil;&otilde;es relacionadas ao consumo de &aacute;lcool, tabaco e comportamento sexual, ou seja, vari&aacute;veis ambientais que poderiam influenciar o consumo. Os resultados mostraram o consumo de &aacute;lcool por 90,4% dos sujeitos da amostra, sendo 8,7% classificados como consumo abusivo da subst&acirc;ncia e com preval&ecirc;ncia tr&ecirc;s vezes maior entre os homens. Observando o alto &iacute;ndice de consumo de &aacute;lcool entre a popula&ccedil;&atilde;o de estudantes desta amostra brasileira  (Pedrosa et al.,  2011) e j&aacute;  conhecendo os fatores ambientais que podem vir a influenciar o consumo, torna-se relevante o conhecimento de fatores psicol&oacute;gicos que possam estar ligados &agrave; experimenta&ccedil;&atilde;o e/ou consumo excessivo da subst&acirc;ncia em amostras semelhantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bakhshi e Nikmanesh  (2013) estudaram qual o papel dos EIDs no comportamento de jovens potencialmente suscet&iacute;veis &agrave; depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias, e encontraram, a partir dos instrumentos utilizados, rela&ccedil;&otilde;es positivas e significativas entre todos os cinco Dom&iacute;nios de Esquemas e o potencial de depend&ecirc;ncia. Os Dom&iacute;nios de "Desconex&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o", "Autonomia e Desempenho Prejudicados" e "Direcionamento para o Outro" apresentaram maiores coeficientes na an&aacute;lise regressiva.Este estudo indicou a correla&ccedil;&atilde;o existente entre os EIDs e adi&ccedil;&atilde;o, confirmando a relev&acirc;ncia desta associa&ccedil;&atilde;o ao planejar estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento, al&eacute;m da necessidade de identificar grupos que possam apresentar maior potencial para abuso e depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias  (Bakhshi  &amp; Nikmanesh, 2013). Notando-se esta tend&ecirc;ncia, o objetivo desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica foi o levantamento da literatura cient&iacute;fica acerca de estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre EIDs e o consumo de &aacute;lcool j&aacute; realizados nos &uacute;ltimos 10 anos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos artigos encontrados nas bases de dados <i>SciELO</i>  (Scientific Eletronic Library Online), <i>PubMed</i>  (National Library of Medicine, USA), <i>PePSIC</i>  (Peri&oacute;dicos Eletr&ocirc;nicos de Psicologia) e <i>LiLACS</i>  (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de). Mediante consulta aos <i>Descritores de Assunto em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de</i>  (DECs), foram selecionados os descritores "Esquemas Iniciais Desadaptativos" e "&aacute;lcool", e as tradu&ccedil;&otilde;es para o ingl&ecirc;s "<i>Early Maladaptive Schemas</i>" e "<i>alcohol</i>". Foi utilizado o operador booleano "AND" para combinar os descritores e rastrear as publica&ccedil;&otilde;es. Os artigos selecionados foram submetidos aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o: per&iacute;odo de publica&ccedil;&atilde;o  (2009 a 2019); instrumentos utilizados  (obrigatoriedade do <i>YSQ</i>); e a identifica&ccedil;&atilde;o dos Esquemas correlacionados ao consumo de &aacute;lcool.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1. Procedimentos Para coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As buscas foram realizadas em bases de dados nacionais e internacionais visando resultados mais abrangentes e diversificados. O procedimento de pesquisa desta revis&atilde;o compreendeu em uma busca geral, exclus&atilde;o de artigos duplicados, aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o na leitura dos resumos, leitura dos textos completos e amostra final. Durante a leitura dos resumos foram aplicados os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para os estudos emp&iacute;ricos:  (a) Aplica&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio de Esquemas de Young como instrumento para identifica&ccedil;&atilde;o dos Esquemas;  (b) Correla&ccedil;&atilde;o entre os EIDs identificados nas amostras com o consumo de &aacute;lcool. Posteriormente foi realizada a leitura integral dos estudos e sele&ccedil;&atilde;o final dos artigos inclu&iacute;dos para revis&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo possibilitaram o acesso a 31 artigos por meio das quatro bases de dados previamente selecionadas devido &agrave; relev&acirc;ncia cient&iacute;fica que possuem. Os resultados foram sistematizados na <a href="#fig1">Figura 1</a>, em diagrama feito pelo <i>PRISMA Diagram Generator,</i> especificando o n&uacute;mero de estudos obtidos atrav&eacute;s das bases e quantos estudos foram considerados ao final da aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o/exclus&atilde;o.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram encontradas 31 publica&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s dos descritores selecionados, das quais 15 n&atilde;o possu&iacute;am duplica&ccedil;&atilde;o nos resultados de busca. Ao serem aplicados os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o, 9 artigos foram exclu&iacute;dos ap&oacute;s a leitura do t&iacute;tulo e resumo. Os 6 artigos recuperados foram submetidos novamente aos crit&eacute;rios e ap&oacute;s a leitura integral dos textos, 1 artigo foi exclu&iacute;do e 5 artigos foram selecionados e inclu&iacute;dos no estudo a partir desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando separados por bases de dados, os resultados demonstraram que a plataforma PubMED e LiLACS obtiveram maior n&uacute;mero de estudos  (n=2) considerados na revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Todos os dados est&atilde;o sistematizados na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. A seguir, &eacute; realizada uma caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, na qual s&atilde;o considerados aspectos bibliom&eacute;tricos, de metodologia e as correla&ccedil;&otilde;es acerca do tema dos EIDs e o consumo de &aacute;lcool.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos gerais dos resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere aos indicadores bibliom&eacute;tricos, foram discriminados os seguintes itens: autores, ano de publica&ccedil;&atilde;o, revista de publica&ccedil;&atilde;o e pa&iacute;s de estudo. Quanto &agrave; autoria dos artigos, nenhum foi classificado como autoria &uacute;nica, sendo um artigo com autoria de dois autores, um com tr&ecirc;s autores e tr&ecirc;s artigos com quatro autores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos ve&iacute;culos de divulga&ccedil;&atilde;o, distintas revistas publicaram sobre o tema, sendo elas das &aacute;reas de Psicologia, Medicina e Sa&uacute;de em geral. Especialmente nesta revis&atilde;o, considerou-se publica&ccedil;&otilde;es de 2009 a outubro de 2019, estando os resultados descritos abaixo: <a href="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab02.jpg">tabela 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab02.jpg"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab02tb.jpg">    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabela 2 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os anos de 2009 e 2019 foram encontradas 5 publica&ccedil;&otilde;es, tendo uma publica&ccedil;&atilde;o em cada ano. Os anos n&atilde;o representados na tabela n&atilde;o apresentaram publica&ccedil;&otilde;es a serem inclu&iacute;das a partir dos crit&eacute;rios estabelecidos pela busca. Em rela&ccedil;&atilde;o ao pa&iacute;s de publica&ccedil;&atilde;o, Estados Unidos e Brasil apresentaram duas publica&ccedil;&otilde;es  (cada pa&iacute;s) e Col&ocirc;mbia apresentou uma publica&ccedil;&atilde;o. O Qualis das revistas foi citado a fim de mostrar a relev&acirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o das revistas em que foram feitas as publica&ccedil;&otilde;es dos estudos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos metodol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os aspectos metodol&oacute;gicos analisados nos artigos foram:  (a) tipo de amostra;  (b) instrumentos utilizados e  (c) principais resultados. Dos cinco estudos analisados, dois utilizaram amostras com estudantes universit&aacute;rios; dois realizaram a pesquisa com grupos cl&iacute;nicos e n&atilde;o cl&iacute;nicos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; depend&ecirc;ncia de &aacute;lcool; e um estudo de revis&atilde;o narrativa considerou artigos com o objetivo de verificar as rela&ccedil;&otilde;es entre EIDs e o transtorno por uso de &aacute;lcool.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A respeito dos instrumentos utilizados nos estudos emp&iacute;ricos, todos os estudos  (n=4) considerados utilizaram o instrumento de identifica&ccedil;&atilde;o dos EIDs  (<i>Young Schema  Questionaire</i> - YSQ) em suas diferentes vers&otilde;es  (<i>Long</i> ou <i>Short</i>); 2 estudos utilizaram question&aacute;rio/ entrevista para coleta de dados sociodemogr&aacute;ficos da amostra; e 2 estudos utilizaram instrumentos para avaliar o consumo de &aacute;lcool. O artigo de revis&atilde;o narrativa realizou as buscas em bases de dados nacionais e internacionais, fundamentando-se nas principais obras e estudos relacionados &agrave; Terapia do Esquema e suas intera&ccedil;&otilde;es com a depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica. As especificidades metodol&oacute;gicas, assim como os resultados de cada artigo inclu&iacute;do nesta revis&atilde;o est&atilde;o descritas na <a href="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab03.jpg">Tabela 3</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Esquemas Iniciais Desadaptativos relacionados ao consumo de &aacute;lcool</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se que a maioria dos artigos inclu&iacute;dos  (n=4) apresentou a defini&ccedil;&atilde;o dos conceitos relacionados ao modelo cognitivo da Terapia do Esquema na introdu&ccedil;&atilde;o dos estudos, definindo os Dom&iacute;nios de Esquemas e os EIDs, n&atilde;o sendo observada diverg&ecirc;ncia nas defini&ccedil;&otilde;es entre os autores. Todos os artigos buscaram discutir a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de &aacute;lcool e EIDs e as correla&ccedil;&otilde;es que podem ser identificadas a partir das descri&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o e a fim de se sistematizar os dados, a seguir foram tabulados os resultados obtidos pelos cinco estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o dos EIDs e o consumo de &aacute;lcool conclu&iacute;do por cada autor  (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). Na <a href="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab05.jpg">Tabela 5</a> est&atilde;o apresentados os EIDs mais frequentes de cada um dos cinco Dom&iacute;nios de Esquemas, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de &aacute;lcool.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/a03tab04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da an&aacute;lise do conte&uacute;do dos artigos provenientes do resultado do m&eacute;todo aplicado, foi poss&iacute;vel realizar uma discuss&atilde;o acerca da rela&ccedil;&atilde;o existente entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos e o consumo de &aacute;lcool, seja este excessivo ou n&atilde;o. Os estudos convergem em diversos pontos, n&atilde;o apenas na an&aacute;lise de Esquemas e as hipot&eacute;ticas influ&ecirc;ncias que estes possam exercer no consumo de &aacute;lcool. Observa&ccedil;&otilde;es sobre metodologias e limita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o comentadas em todos os artigos, como heterogeneidade dos g&ecirc;neros dos participantes  (Maciel et al.,  2013; Simons et al.,  2018), recorte transversal  (Simons et al.,  2018; Shorey et al.,  2012), caracter&iacute;sticas das amostras quanto a n&uacute;mero e tipo  (cl&iacute;nica ou n&atilde;o cl&iacute;nica) e necessidade de futuras pesquisas sobre a mesma tem&aacute;tica, al&eacute;m das implica&ccedil;&otilde;es positivas para o  desenvolvimento  de tratamentos  mais efetivos  na &aacute;rea   (D&iacute;az et al.,  2010; Lima e Ferreira, 2015; Maciel et al.,  2013; Shorey et al.,  2012; Simons et al.,  2018).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A revis&atilde;o narrativa feita por Maciel et al.  (2013) verifica as rela&ccedil;&otilde;es entre os EIDs e o Transtorno por Uso de &Aacute;lcool  (TUA) e indica diverg&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o a um perfil espec&iacute;fico de EIDs para amostras cl&iacute;nicas. Este estudo correlacionou em sua busca o TUA com os EIDs, considerando a hip&oacute;tese de que o transtorno possa manter os esquemas disfuncionais, al&eacute;m de funcionar como estrat&eacute;gia de al&iacute;vio tempor&aacute;rio. Destaca-se a rela&ccedil;&atilde;o encontrada nos estudos entre TUA e os Esquemas e a relev&acirc;ncia de consider&aacute;-la ao planejar uma interven&ccedil;&atilde;o, uma vez que h&aacute; conclus&otilde;es de que existem EIDs mais frequentes em pacientes que apresentam o transtorno, tais como: Isolamento Social, Autossacrif&iacute;cio, Autocontrole e Autodisciplina Insuficientes, Subjuga&ccedil;&atilde;o, Inibi&ccedil;&atilde;o Emocional e Vulnerabilidade ao Dano ou Doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo de Maciel et al.  (2013) ainda destaca a Terapia do Esquema com Duplo Foco  (TEDF), proposta por Ball e Young  (2000), na qual s&atilde;o unidos conceitos da Terapia do Esquema com os princ&iacute;pios do protocolo de Preven&ccedil;&atilde;o &agrave; Reca&iacute;da. Nesta abordagem s&atilde;o considerados os comportamentos compensat&oacute;rios de esquiva e/ou hipercompensa&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias para mudan&ccedil;a, constru&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias para resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, rea&ccedil;&otilde;es frente ao afeto negativo e controle de impulsos para o uso do &aacute;lcool  (Maciel et al.,  2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maciel et al.  (2013) comenta a diferen&ccedil;a entre os g&ecirc;neros, no que se refere aos EIDs correlacionados ao TUA. Essa associa&ccedil;&atilde;o &eacute; corroborada nos resultados encontrados por Shorey et al.  (2012), que avaliaram os EIDs de homens e mulheres dependentes de &aacute;lcool que buscavam tratamento, al&eacute;m de investigar se havia diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros no que se refere aos Esquemas que apresentavam maior pontua&ccedil;&atilde;o. Homens e mulheres apresentaram, de forma semelhante, as maiores pontua&ccedil;&otilde;es nos 4 Esquemas:Autossacrif&iacute;cio, Padr&otilde;es</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inflex&iacute;veis, Postura Punitiva e Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes. No entanto, apenas as mulheres apresentaram os Esquemas de Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes e de Autossacrif&iacute;cio como problemas, e pontuaram significativamente mais que os homens em 14 dos 18 Esquemas avaliados pelo YSQ. Os resultados gerais concluem alta exist&ecirc;ncia dos EIDs na amostra e diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros na preval&ecirc;ncia de Esquemas disfuncionais, al&eacute;m do fato de que alguns Esquemas estarem particularmente mais presentes em dependentes de &aacute;lcool  (Shorey et al.,  2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Shorey et al.  (2012) finalizam o artigo discutindo as limita&ccedil;&otilde;es encontradas no estudo, bem como as implica&ccedil;&otilde;es de seus resultados para tratamentos e futuras pesquisas. Uma limita&ccedil;&atilde;o &agrave; fundamenta&ccedil;&atilde;o do tema &eacute; que a maioria dos estudos j&aacute; realizados sobre Esquemas e sujeitos dependentes de &aacute;lcool foram com amostras pequenas. Logo, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos utilizando grandes amostras permitiria conclus&otilde;es mais generaliz&aacute;veis sobre quais Esquemas s&atilde;o mais frequentes em cada g&ecirc;nero, al&eacute;m de poder proporcionar diretrizes mais espec&iacute;ficas de tratamento para cada grupo, ajudando cada paciente a lidar com seus Esquemas mais ativos. Al&eacute;m disso, todos os estudos realizados sobre o tema avaliaram os EIDs dos usu&aacute;rios de subst&acirc;ncias baseados na vers&atilde;o doQuestion&aacute;rio de Esquemas de Young que considera apenas 15 ou 16 esquemas e n&atilde;o a vers&atilde;o atualizada que abrange os 18 Esquemas. Destaca-se a relev&acirc;ncia do estudo de Shorey et. al.  (2012) por ser o primeiro com uma amostra de dependentes de &aacute;lcool a trazer resultados baseados na identifica&ccedil;&atilde;o dos 18 Esquemas, a partir da vers&atilde;o atualizada do Question&aacute;rio de Esquemas de Young  (YSQ-L3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo os autores Shorey et al.  (2012), o delineamento transversal de seu estudo pode ser outra limita&ccedil;&atilde;o a ser considerada. Um recorte longitudinal poderia confirmar a hip&oacute;tese de que os EIDs s&atilde;o est&aacute;veis ou n&atilde;o e se eles contribu&iacute;ram para o in&iacute;cio do consumo de &aacute;lcool. Al&eacute;m disso, n&atilde;o houve mensura&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool, o que impediu que fosse executada a correla&ccedil;&atilde;o dos EIDs com os n&iacute;veis de consumo da subst&acirc;ncia. De acordo com Shorey et al.  (2012), s&atilde;o necess&aacute;rias futuras pesquisas para se poder determinar quais fatores etiol&oacute;gicos podem influenciar nas diferen&ccedil;as dos EIDs prevalentes entre os g&ecirc;neros. Outrossim, entender a associa&ccedil;&atilde;o entre Transtornos cl&iacute;nicos e de Personalidade e EIDs poderia influenciar no desenvolvimento de tratamentos espec&iacute;ficos e eficientes a pacientes  que apresentem tais transtornos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima e Ferreira  (2015) partem da hip&oacute;tese de que a base do abuso e da depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias psicoativas podem ser os EIDs. Os resultados obtidos mostraram que os sujeitos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas apresentam maiores <i>scores</i> nos Esquemas de Priva&ccedil;&atilde;o Emocional, Abandono, Defectividade/ Vergonha, Vulnerabilidade ao Dano ou Doen&ccedil;a, Emaranhamento e Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes. A presen&ccedil;a destes Esquemas, que por sua vez s&atilde;o padr&otilde;es r&iacute;gidos que se formaram ao longo da vida dos sujeitos, pode explicar a recorr&ecirc;ncia e prolongada dura&ccedil;&atilde;o do comportamento adicto da amostra, podendo ser entendido como uma forma que estes sujeitos encontraram para lidar com seus Esquemas  (Lima  &amp; Ferreira, 2005). Desta forma, o uso de &aacute;lcool e outras drogas poderia se tornar um enfrentamento ilus&oacute;rio por parte dos usu&aacute;rios, assumindo a fun&ccedil;&atilde;o de Resigna&ccedil;&atilde;o, Evita&ccedil;&atilde;o e Hipercompensa&ccedil;&atilde;o dos Esquemas  (Lima  &amp; Ferreira, 2005), corroborando assim com as considera&ccedil;&otilde;es feitas por Maciel et al.  (2013).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos emp&iacute;ricos revisados, nos quais as amostras eram de universit&aacute;rios, obtiveram resultados relevantes no que se refere aos EIDs que apresentam correla&ccedil;&atilde;o ao consumo de &aacute;lcool. A pesquisa realizada por D&iacute;az et al.  (2010) buscou identificar a rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo excessivo de &aacute;lcool e os EIDs em universit&aacute;rios na cidade de Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia. Os resultados obtidos mostram alto &iacute;ndice de consumo prejudicial entre os estudantes, al&eacute;m de EIDs com pontua&ccedil;&otilde;es aumentadas nos esquemas de Autossacrif&iacute;cio e Padr&otilde;es Inflex&iacute;veis. Houve correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o consumo de &aacute;lcool e os EIDs de Abandono, Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes, Desconfian&ccedil;a, Vulnerabilidade ao Dano ou Doen&ccedil;a, Inibi&ccedil;&atilde;o Emocional e Arrogo/Grandiosidade  (D&iacute;az et al.,  2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">D&iacute;az et al.  (2010) afirmam que a rela&ccedil;&atilde;o entre consumo de &aacute;lcool e os EIDs &eacute; relevante pelo fato de que &eacute; fundamental compreender a maneira como as pessoas processam as informa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que assim &eacute; poss&iacute;vel entender as motiva&ccedil;&otilde;es e causas dos comportamentos, entre os quais est&aacute; o consumo de &aacute;lcool. Desta forma, D&iacute;az et al.  (2010) concluem que o consumo excessivo de &aacute;lcool se relaciona a Esquemas caracterizados por alta subestima&ccedil;&atilde;o ao dano, baixa toler&acirc;ncia a frusta&ccedil;&atilde;o e processamento de emo&ccedil;&otilde;es negativas, cren&ccedil;as de superioridade e desconhecimento do impacto social de seus comportamentos e a Esquemas em que h&aacute; depend&ecirc;ncia emocional para manuten&ccedil;&atilde;o da estabilidade, a partir do apoio ou presen&ccedil;a de algu&eacute;m  (D&iacute;az et al.,  2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Simons et al.  (2018) testaram o papel da toler&acirc;ncia ao sofrimento como poss&iacute;vel mediador na rela&ccedil;&atilde;o entre EIDs espec&iacute;ficos  (Defectividade/Vergonha, Abandono e Autocontrole/ Autodisciplina Insuficientes) e problemas com o consumo de &aacute;lcool em universit&aacute;rios. As hip&oacute;teses dos autores s&atilde;o de que indiv&iacute;duos com estes Esquemas possuem baixa toler&acirc;ncia ao sofrimento, podendo resultar em problemas como o consumo de &aacute;lcool. Ou seja, sup&otilde;em que sujeitos que possuem baixo n&iacute;vel de toler&acirc;ncia ao sofrimento podem ter associa&ccedil;&otilde;es mais fortes entre os EIDs e o consumo excessivo. O estudo utilizou instrumentos espec&iacute;ficos para avaliar os Esquemas e mensurar a toler&acirc;ncia ao sofrimento, o consumo e problemas relacionados ao &aacute;lcool. Os resultados obtidos mostraram que a toler&acirc;ncia ao sofrimento mediou a rela&ccedil;&atilde;o entre os Esquemas de Abandono e Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes e problemas com &aacute;lcool e que possivelmente Defectividade/Vergonha  prejudique habilidades regulat&oacute;rias de maneira diferente dos outros dois Esquemas. A associa&ccedil;&atilde;o entre Defectividade/Vergonha e problemas com &aacute;lcool foi mais forte para indiv&iacute;duos com baixa toler&acirc;ncia ao estresse e foi o &uacute;nico Esquema com efeito direto nas vari&aacute;veis de consumo de &aacute;lcool e problemas relacionados, al&eacute;m de g&ecirc;nero e sobre os outros dois Esquemas  (Simons et al.,  2018).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A toler&acirc;ncia ao sofrimento foi significativamente correlacionada com problemas relacionados ao &aacute;lcool, apontando para uma quest&atilde;o de desregula&ccedil;&atilde;o emocional. Desta forma, os autores afirmaram que para o sucesso de um tratamento seria necess&aacute;rio desenvolver maior toler&acirc;ncia ao sofrimento e desativa&ccedil;&atilde;o dos EIDs, uma vez que os dois fatores foram associados a problemas relacionados ao &aacute;lcool e n&atilde;o ao consumo em si  (Simons et al.,  2018). Simons et al.  (2018) destacaram as limita&ccedil;&otilde;es de um estudo com delineamento transversal assim como Shorey et al.  (2012), al&eacute;m da predomin&acirc;ncia de mulheres na amostra e a necessidade de futuros estudos sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Shorey et al.  (2013) os EIDs podem ser modificados ap&oacute;s interven&ccedil;&otilde;es breves de 28 a 30 dias em cl&iacute;nicas de reabilita&ccedil;&atilde;o, como mostra seu estudo longitudinal com uma amostra de homens dependentes de subst&acirc;ncias em que houve diminui&ccedil;&atilde;o nos <i>scores</i> dos esquemas de Defectividade/ Vergonha, Depend&ecirc;ncia/Incompet&ecirc;ncia, Inibi&ccedil;&atilde;o emocional, Arrogo/Grandiosidade, Isolamento social e Vulnerabilidade ao Dano ou Doen&ccedil;a. Apesar da relev&acirc;ncia destas informa&ccedil;&otilde;es, os autores apontam que o resultado na mudan&ccedil;a dos Esquemas pode ter ocorrido tanto pela abstin&ecirc;ncia das subst&acirc;ncias como tamb&eacute;m pelo desenvolvimento de habilidades sociais atrav&eacute;s do programa de tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conclui-se que a rela&ccedil;&atilde;o entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos e o consumo de &aacute;lcool &eacute; significativa e pertinente. No entanto os EIDs que influenciam no consumo de &aacute;lcool diferem de acordo com as caracter&iacute;sticas das amostras. Reconhecer que esta correla&ccedil;&atilde;o existe &eacute; fundamental para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias, n&atilde;o s&oacute; de tratamento para pacientes, como tamb&eacute;m para conscientiza&ccedil;&atilde;o do uso e preven&ccedil;&atilde;o ao consumo de risco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, os resultados obtidos a partir da revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos estudos mais atuais ressaltam a pertin&ecirc;ncia e necessidade de pesquisas futuras relacionadas ao tema, considerando as limita&ccedil;&otilde;es citadas pelos autores como heterogeneidade e tamanho das amostras para estudos emp&iacute;ricos. A escassa literatura publicada, evidenciada por este estudo, salienta a necessidade de estudos futuros que possam contribuir para disseminar a rela&ccedil;&atilde;o entre a Terapia do Esquema e o uso/depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bakhshi B.,  F.,   &amp; Nikmanesh, Z.  (2013). Role of early maladaptive schemas on addiction potential in youth. International journal of high-risk behaviors  &amp; addiction, 2 (2),72-76. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4070144/" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4070144/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2942436&pid=S1808-5687202000020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ball, S. A.,   &amp; Young, J. E.  (2000). Dual focus schema therapy for personality disorders and substance dependence: Case study results. Cognitive and Behavioral Practice, 7, 270-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2942437&pid=S1808-5687202000020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cazassa, M. J.,   &amp; Oliveira, M. S.  (2012). Valida&ccedil;&atilde;o brasileira do question&aacute;rio de esquemas de Young: forma breve. Estudos de Psicologia  (Campinas), 29(1),23-31. <a href="http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v29n1/a03v29n1.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v29n1/a03v29n1.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2942439&pid=S1808-5687202000020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">D&iacute;az, C. G.,  Ar&eacute;valo, J. B.,  Angarita, E. V.,   &amp; Ruiz, Y. S.  (2010). Relaci&oacute;n entre el consumo excessivo de alcohol y esquemas maladaptativos tempranos em estudiantes universit&aacute;rios. 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S&atilde;o Paulo: Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de &Aacute;lcool e Outras Drogas. <a href="https://inpad.org.br/lenad/" target="_blank">https://inpad.org.br/lenad/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2942441&pid=S1808-5687202000020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima, A. C. R.,   &amp; Ferreira, D. V.  (2015). Avalia&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de Esquemas Iniciais Desadaptativos em sujeitos usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas. 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Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2942449&pid=S1808-5687202000020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#enda"><img src="/img/revistas/rbtc/v16n2/seta.jpg" border="0"></a><b> Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Flavia Salomoni Mansano    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Email: <a href="mailto:flaviasmansano@gmail.com">flaviasmansano@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este artigo foi submetido no SGP  (Sistema de Gest&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es) da RBTC em 17 de Mar&ccedil;o de 2020. cod. 07.    <br> Artigo aceito em 13 de Outubro de 2020.</font></p>      ]]></body>
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