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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre o estresse materno e a inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[The main objective of the present study is to analyze the relationships between mother's psychological state and school status of children with cerebral palsy (CP). CP is characterized by impairments in several developmental domains, which may function as stressors to the mothers. Instruments applied to the mothers were the Beck Depression Inventory, General Health Questionnaire and a Brazilian version of the Questionnaire on Resources and Stress (Questionário de Estresse para Pais de Crianças com Transtornos do Desenvolvimento). Two hundred and forty five mothers of children with CP were subdivided in three groups, according to the children's school status (regular school, special school, no school). Results showed that mothers of children not attending a school scored worse on two measures, stress and mothers' perceptions of child's characteristics (dependency, and impairment). We suggest that relationships between mothers' psychological state and children's school status may be reciprocal. Higher maternal stress levels and more negative perceptions of their children's functionality may contribute to school and social exclusion. We hypothesize that attending school may offer social support, moderating the psychological impact of being a mother of a CP child.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inclusão escolar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre o estresse materno e a inclus&atilde;o escolar de crian&ccedil;as com paralisia cerebral</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Maternal stress and school inclusion of children with cerebral paralisy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Patr&iacute;cia Martins de Freitas<sup>I</sup>; Rita de C&aacute;ssia Lara Carvalho<sup>I</sup>; Maria Ruth Siffert Diniz Teixeira Leite<sup>II</sup>; Vitor Geraldi Haase<sup>III, IV</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade Federal Fluminense (UFF). Departamento de Psicologia da UFF</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>II</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro. Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>III</sup>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Departamento de Psicologia da UFMG</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>IV</sup>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). LND</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="top"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente estudo &eacute; analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es e o <i>status</i> escolar de crian&ccedil;a com paralisia cerebral (PC). A PC caracteriza-se por limita&ccedil;&otilde;es em diferentes &aacute;reas do desenvolvimento, sendo muitas vezes um estressor para as m&atilde;es. Os instrumentos utilizados neste artigo foram: o Invent&aacute;rio Beck de Depress&atilde;o, o Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral e o Question&aacute;rio de Estresse para Pais de Crian&ccedil;as com Transtornos do Desenvolvimento. A amostra foi constitu&iacute;da de 245 m&atilde;es divididas em tr&ecirc;s grupos de acordo com o <i>status</i> escolar de seus filhos: escola regular, escola especial e sem escola. Os resultados mostram que as m&atilde;es de crian&ccedil;as que est&atilde;o sem escola apresentam altera&ccedil;&otilde;es no estado psicol&oacute;gico para duas medidas: o estresse e a percep&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e sobre as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (depend&ecirc;ncia e incapacidade). N&oacute;s sugerimos que a rela&ccedil;&atilde;o entre o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es e o <i>status</i> escolar da crian&ccedil;a pode ser rec&iacute;proca. Os maiores n&iacute;veis de estresse e da percep&ccedil;&atilde;o negativa de suas crian&ccedil;as podem contribuir para as exclus&otilde;es escolar e social. Trabalhou-se com a hip&oacute;tese de que o suporte social oferecido pela escola diminui o sofrimento psicol&oacute;gico de m&atilde;es de crian&ccedil;a com PC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Inclus&atilde;o escolar; Estresse materno; Paralisia cerebral; Adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial; Suporte social.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The main objective of the present study is to analyze the relationships between mother's psychological state and school <i>status</i> of children with cerebral palsy (CP). CP is characterized by impairments in several developmental domains, which may function as stressors to the mothers. Instruments applied to the mothers were the Beck Depression Inventory, General Health Questionnaire and a Brazilian version of the Questionnaire on Resources and Stress (Question&aacute;rio de Estresse para Pais de Crian&ccedil;as com Transtornos do Desenvolvimento). Two hundred and forty five mothers of children with CP were subdivided in three groups, according to the children's school <i>status</i> (regular school, special school, no school). Results showed that mothers of children not attending a school scored worse on two measures, stress and mothers' perceptions of child's characteristics (dependency, and impairment). We suggest that relationships between mothers' psychological state and children's school <i>status</i> may be reciprocal. Higher maternal stress levels and more negative perceptions of their children's functionality may contribute to school and social exclusion. We hypothesize that attending school may offer social support, moderating the psychological impact of being a mother of a CP child.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> School attending; Inclusion; Maternal stress; Cerebral palsy; Psychosocial adaptation; Social support.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inclus&atilde;o escolar &eacute; um processo pelo qual a crian&ccedil;a portadora de algum transtorno do desenvolvimento (TD) participa das atividades escolares de forma regular. O curr&iacute;culo inclusivo deve ser flex&iacute;vel, considerando as potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es individuais de cada crian&ccedil;a (STAINBACK & STAINBACK, 1999). Os TDs s&atilde;o definidos como um comprometimento global ou parcial de um ou mais n&iacute;veis do desenvolvimento: f&iacute;sico, cognitivo e psicossocial (SHEVELL <i>et al.</i>, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A paralisia cerebral (PC) &eacute; um tipo de transtorno do desenvolvimento que se caracteriza como uma neuropatologia motora, decorrente de uma les&atilde;o n&atilde;o-progressiva do c&eacute;rebro (SHEVELL <i>et al.</i>, 2001), e &eacute; classificada de acordo com a localiza&ccedil;&atilde;o da anomalia motora. A maioria dos indiv&iacute;duos portadores de PC apresenta defici&ecirc;ncias m&uacute;ltiplas graves. As habilidades perceptivas, motoras e de autocuidado podem ser gravemente afetadas. As anormalidades associadas podem incluir retardo mental, altera&ccedil;&otilde;es na fala, dificuldades de degluti&ccedil;&atilde;o e respira&ccedil;&atilde;o, microcefalia, subluxa&ccedil;&atilde;o do quadril, escoliose e contratura. Pode ocorrer, tamb&eacute;m, a presen&ccedil;a de crises convulsivas e defici&ecirc;ncias auditiva e visual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os diferentes quadros de PC podem variar muito quanto &agrave; gravidade das limita&ccedil;&otilde;es. Algumas crian&ccedil;as podem adquirir total independ&ecirc;ncia, considerando as fun&ccedil;&otilde;es motoras, cognitivas e sociais, como no caso de portadoras de PC hemipl&eacute;gica. Por outro lado, crian&ccedil;as acometidas por PC do tipo quadripl&eacute;gica podem ter mais dificuldades em adquirir independ&ecirc;ncia, pois possuem maior comprometimento motor e possivelmente cognitivo. As implica&ccedil;&otilde;es de ter uma crian&ccedil;a com PC revestem-se de um impacto psicol&oacute;gico potencial para os cuidadores, que, na maioria das vezes, s&atilde;o as m&atilde;es. Apesar das diferen&ccedil;as dos quadros cl&iacute;nicos nas PCs, a sobrecarga de tarefas relacionadas ao cuidado e tratamento da crian&ccedil;a, durante o desenvolvimento, s&atilde;o maiores do que as experienciadas pelas m&atilde;es de crian&ccedil;as sem TD (MILLER & CLARK, 2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente estudo foi verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es e o <i>status</i> escolar de crian&ccedil;as com PC. O sofrimento psicol&oacute;gico &eacute; um fen&ocirc;meno bastante freq&uuml;ente nessas m&atilde;es (MOBARAK <i>et al.</i>, 2000). Portanto, o interesse espec&iacute;fico deste estudo foi verificar se os estados psicol&oacute;gicos das m&atilde;es diferem, considerando o tipo de escola da crian&ccedil;a com PC. Para compreender essa rela&ccedil;&atilde;o, foram consideradas tr&ecirc;s categorias, a partir do <i>status</i> escolar da crian&ccedil;a: sem escola, em escola regular e em escola especial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo inclusivo &eacute; baseado em diferentes focos que variam de acordo com as prioridades educacionais da crian&ccedil;a: habilidades acad&ecirc;micas, comunicacionais, habilidades da vida di&aacute;ria e habilidades sociais (MANTOAN, 2003). Os avan&ccedil;os atingidos pela pol&iacute;tica educacional americana sugerem que o modelo inclusivo &eacute; bastante eficiente tanto para educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as deficientes, quanto para a de crian&ccedil;as normais (STAINBACK & STAINBACK, 1999). Entretanto, os dados sobre os efeitos da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva no Brasil n&atilde;o s&atilde;o conclusivos (MANTOAN 2003; BATISTA & ENUMO, 2004). Para verificar a efic&aacute;cia dos dois modelos educacionais, &eacute; necess&aacute;rio um estudo comparativo, avaliando os impactos da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva e especial para o desenvolvimento da crian&ccedil;a, utilizando o modelo longitudinal. Levando em conta a revis&atilde;o da literatura sobre estudos brasileiros que abordam a inclus&atilde;o escolar, verificou-se que pesquisas dessa natureza ainda n&atilde;o foram realizadas. Portanto, a inclus&atilde;o escolar &eacute; um modelo em fase de investiga&ccedil;&atilde;o no Brasil. Apesar dessa constata&ccedil;&atilde;o, consideramos a inclus&atilde;o escolar um modelo que merece investimentos, pois durante o desenvolvimento do estudo pudemos observar benef&iacute;cios significativos para as crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias na utiliza&ccedil;&atilde;o de tal modelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A promo&ccedil;&atilde;o da escolariza&ccedil;&atilde;o passa a ser reconhecida como um fator que favorece o desenvolvimento e a qualidade de vida da crian&ccedil;a (STAINBACK & STAINBACK, 1999). Outro ganho associado &agrave; vida escolar da crian&ccedil;a &eacute; a diminui&ccedil;&atilde;o da sobrecarga sobre a m&atilde;e, permitindo que a mesma possa dar continuidade ao seu desenvolvimento psicossocial, &agrave; sua vida conjugal, ao seu trabalho, al&eacute;m da aten&ccedil;&atilde;o aos outros filhos, parentes e amigos (BERESFORD, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial em fam&iacute;lias das quais uma crian&ccedil;a &eacute; portadora de PC pode ser definida como um processo complexo que envolve diferentes fatores, promovendo e mantendo a qualidade de vida da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia como um todo. O processo de adapta&ccedil;&atilde;o dos pais refere-se ao bem-estar envolvendo m&uacute;ltiplos componentes, sendo um dos mais significativos a capacidade dos pais de lidar e adaptar-se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas comportamentais da crian&ccedil;a (HAUSER-CRAM <i>et al.</i>, 2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escola tem um papel indireto no processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial das m&atilde;es de crian&ccedil;as com TD, pois atua no desenvolvimento da crian&ccedil;a, dividindo as tarefas com a fam&iacute;lia. O papel da escola, como recurso social, tem sido pouco investigado por pesquisadores dos processos de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial. O suporte &eacute; um tipo de recurso geralmente disponibilizado pela rede social da fam&iacute;lia. A rede social tem sido considerada um elemento decisivo, tanto no processo de diminui&ccedil;&atilde;o do estresse materno, quanto no de escolariza&ccedil;&atilde;o (BERESFORD, 1994; STAINBACK & STAINBACK, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inclus&atilde;o escolar depende de um outro processo, o de inclus&atilde;o familiar, cujo termo pode ser utilizado para representar o processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial da fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de uma crian&ccedil;a portadora de um TD. Tal adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo complexo e depende de diversos fatores, como, por exemplo, bem-estar psicol&oacute;gico da m&atilde;e, suporte social, apoio do c&ocirc;njuge, condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, especialmente escolaridade, trabalho e cren&ccedil;as pessoais e existenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inclus&atilde;o familiar exige a aceita&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com PC, conjuntamente com uma organiza&ccedil;&atilde;o diferenciada quanto ao desenvolvimento de toda fam&iacute;lia, ou seja, &eacute; necess&aacute;rio que todos os membros se acomodem &agrave; situa&ccedil;&atilde;o (GALLIMORE <i>et al.</i>, 1989). A inclus&atilde;o escolar, por sua vez, n&atilde;o poder&aacute; ocorrer se a fam&iacute;lia n&atilde;o conseguir direcionar seus recursos pessoais e sociais para a reorganiza&ccedil;&atilde;o do sistema familiar, desenvolvendo, assim, padr&otilde;es inadequados, como, por exemplo, as limita&ccedil;&otilde;es na inclus&atilde;o familiar, que podem ter efeitos negativos na inclus&atilde;o escolar de crian&ccedil;as com TD (GALLIMORE <i>et al.</i>, 1989). A incapacidade de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial da fam&iacute;lia poder&aacute; implicar em conseq&uuml;&ecirc;ncias limitadoras do desenvolvimento da crian&ccedil;a, como, por exemplo, pouca participa&ccedil;&atilde;o social, exclus&atilde;o escolar e processos psicopatol&oacute;gicos (FOLKMAN & MOSKOWITZ, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em diversos estudos, a experi&ecirc;ncia de ter uma crian&ccedil;a com PC tem sido identificada como um evento de sobrecarga emocional (NEREO, FEE & HINTON, 2003; MOBARAK <i>et al.</i>, 2000; MANUEL <i>et al.</i>, 2003). Assim, as limita&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas presentes na fam&iacute;lia poder&atilde;o contribuir para o processo de exclus&atilde;o escolar e social (HAUSER-CRAM <i>et al.</i>, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s revis&atilde;o da literatura, percebeu-se que a maioria dos estudos sobre crian&ccedil;as com TD's considera os aspectos familiares (THOMPSON <i>et al.</i>, 1993; HASTING, 1997; JOHNSON & READER, 2002). A rela&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial da fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a tem sido bastante investigada, demonstrando uma concord&acirc;ncia quanto &agrave; inter-rela&ccedil;&atilde;o dessas vari&aacute;veis. Mink, Nihira & Meyers (1983) demonstraram que as fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com retardo mental, caracterizadas por alto n&iacute;vel de coes&atilde;o e intera&ccedil;&otilde;es positivas entre m&atilde;e e crian&ccedil;a, apresentam funcionamento psicossocial adaptativo. Outro estudo mostra que, no caso da PC, o desajuste psicol&oacute;gico das m&atilde;es est&aacute; associado aos problemas comportamentais da crian&ccedil;a (NEREO, FEE & HINTON, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na pesquisa de Hauser-Cram <i>et al.</i> (2001), a coes&atilde;o familiar e o comportamento de intera&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a s&atilde;o vari&aacute;veis preditoras do desenvolvimento de habilidades comunicativas, sociais e de atividades de vida di&aacute;ria de crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Down, considerando os primeiros cinco anos de vida. Logo, a adapta&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia contribui para o desenvolvimento, auxiliando na obten&ccedil;&atilde;o de ganhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudando crian&ccedil;as autistas e seus irm&atilde;os, Hasting (2003) demonstrou um pior ajustamento psicossocial dos irm&atilde;os quando comparados com crian&ccedil;as de um grupo controle, oriundas de fam&iacute;lias sem crian&ccedil;as com TD. Nesse estudo, foi demonstrado que a influ&ecirc;ncia da crian&ccedil;a com TD sobre o desenvolvimento dos irm&atilde;os &eacute; menos explicada pelos dist&uacute;rbios da crian&ccedil;a autista do que pelos problemas psicol&oacute;gicos das m&atilde;es. Isso significa que o estado psicol&oacute;gico da m&atilde;e, desencadeado pela presen&ccedil;a de uma crian&ccedil;a com TD, pode comprometer o desenvolvimento de seus outros filhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto importante &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre os pais e a crian&ccedil;a com PC, muitas vezes associada ao processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial. As dificuldades de aceitar a crian&ccedil;a com PC podem desencadear dois padr&otilde;es: baixo investimento parental, traduzido por neglig&ecirc;ncia nos cuidados com a crian&ccedil;a; ou alto investimento parental, gerando muitas vezes a superprote&ccedil;&atilde;o, expressa por cuidados excessivos (BAUMRIND, 1997). No primeiro caso, a crian&ccedil;a recebe menos investimento de aten&ccedil;&atilde;o, de afeto, menor estimula&ccedil;&atilde;o etc. O baixo investimento parental pode resultar em problemas comportamentais, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor etc. Esse padr&atilde;o desencadeia um processo que se automant&eacute;m. Assim, &agrave; medida que os pais n&atilde;o conseguem desenvolver intera&ccedil;&otilde;es positivas com seus filhos, aumenta ainda mais a probabilidade de dist&uacute;rbios comportamentais e emocionais em suas crian&ccedil;as (HAUSER-CRAM <i>et al.</i>, 2001; JOHNSON & READER, 2002). No segundo caso, a superprote&ccedil;&atilde;o limita o desenvolvimento, dado o excesso de cuidados com a crian&ccedil;a. Como exemplo, nos quadros mais leves de PC, &eacute; poss&iacute;vel perceber que a maior limita&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a &eacute; psicossocial, enquanto nos casos mais graves as limita&ccedil;&otilde;es podem ser motoras, ling&uuml;&iacute;sticas e at&eacute; cognitivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crian&ccedil;as com PC podem apresentar comprometimento motor dos membros inferiores e superiores, defici&ecirc;ncia mental, comprometimentos auditivo, visual e outros. Tais limita&ccedil;&otilde;es presentes nos quadros acima aumentam as exig&ecirc;ncias sobre o respons&aacute;vel ou cuidador principal, que, no caso do presente estudo, foi a m&atilde;e. A depend&ecirc;ncia para as atividades de vida di&aacute;ria, tais como tomar banho, alimentar-se, vestir-se e brincar, muitas vezes, imprime sobre as m&atilde;es uma sobrecarga de tarefas. Quando estas s&atilde;o voltadas para o cuidado da crian&ccedil;a, muitas vezes diminui o tempo e, posteriormente, o interesse da m&atilde;e para si mesma e para o restante do grupo familiar (BERESFORD, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fam&iacute;lia &eacute; o primeiro ambiente social da crian&ccedil;a, e as intera&ccedil;&otilde;es familiares podem ser facilitadoras ou limitadoras do desenvolvimento (HAUSER-CRAM <i>et al.</i>, 2001; BRONFENBRENNER, 1996). A abordagem direcionada para crian&ccedil;as com PC e suas fam&iacute;lias deve ter a pretens&atilde;o de identificar os processos associados com a qualidade de vida e com a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento. Considerando a import&acirc;ncia dos aspectos psicol&oacute;gicos da fam&iacute;lia, especialmente das m&atilde;es, que desempenham o papel de principais cuidadoras, o presente estudo tem como objetivo analisar o <i>status</i> escolar de crian&ccedil;as com PC e o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra foi constitu&iacute;da de 245 m&atilde;es de crian&ccedil;as atendidas na Associa&ccedil;&atilde;o Mineira de Reabilita&ccedil;&atilde;o (AMR), uma entidade filantr&oacute;pica sem fins lucrativos. O objetivo principal da AMR &eacute; atender &agrave;s crian&ccedil;as de baixa renda, portadoras de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica, nas &aacute;reas de reabilita&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica, inclus&atilde;o social, inclus&atilde;o escolar e habilita&ccedil;&atilde;o vocacional. A AMR disp&otilde;e de uma equipe multidisciplinar, composta de m&eacute;dicos especializados e de profissionais nas &aacute;reas de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e servi&ccedil;o social. A Associa&ccedil;&atilde;o atende, atualmente, a 420 crian&ccedil;as em tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o por meio do Servi&ccedil;o Integrado de Reabilita&ccedil;&atilde;o (SIR). Outro servi&ccedil;o oferecido &eacute; o Servi&ccedil;o de Inclus&atilde;o Escolar (SIE). A situa&ccedil;&atilde;o escolar das crian&ccedil;as atendidas pela AMR &eacute; diferenciada em: crian&ccedil;as que n&atilde;o freq&uuml;entam a escola, crian&ccedil;as que estudam em escola regular e crian&ccedil;as que estudam em escola especial (Tabela 1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela 1:</b> Distribui&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as por tipo de escola.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="../img/revistas/arbp/v57n1/1a05t1.jpg"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A idade m&eacute;dia das m&atilde;es que participaram do estudo &eacute; de 31,75 anos com dp = 7,9 anos. A distribui&ccedil;&atilde;o da escolaridade das m&atilde;es &eacute;: 34,1% possuem o prim&aacute;rio; 21% o primeiro grau; 43,5 % o segundo grau; e 1,4% o terceiro grau. A idade m&eacute;dia das crian&ccedil;as foi de 5,6 anos, com dp = 2,4 anos. A amostra foi dividida em tr&ecirc;s grupos de compara&ccedil;&atilde;o, levando em conta o <i>status</i> escolar da crian&ccedil;a: sem escola, escola especial e escola regular. Considerando o quadro cl&iacute;nico das crian&ccedil;as com PC, &eacute; importante ressaltar que as crian&ccedil;as com quadros extremamente graves, resultando em depend&ecirc;ncia constante da cuidadora, n&atilde;o foram inclu&iacute;das no estudo. A amostra foi constitu&iacute;da de m&atilde;es de crian&ccedil;as com PC do tipo esp&aacute;stica (25% hemipl&eacute;gica, 15% dipl&eacute;gica e 45% quadripl&eacute;gica), 11% do tipo at&aacute;xica e 4% ateto&iacute;de .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos utilizados t&ecirc;m a finalidade espec&iacute;fica de avaliar as m&atilde;es das crian&ccedil;as com PC, enfocando aspectos associados ao sofrimento psicol&oacute;gico, tais como o estresse, a depress&atilde;o e a sa&uacute;de em geral. Foram utilizados os seguintes instrumentos: a vers&atilde;o brasileira do Question&aacute;rio de Estresse para Pais de Crian&ccedil;as com Transtornos do Desenvolvimento (QE-PTD); o Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o de Beck (IBD); e o Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral de Golberg (QSG).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vers&atilde;o brasileira do Question&aacute;rio de Estresse para Pais de Crian&ccedil;as com Transtornos do Desenvolvimento (QE-PTD) &eacute; constitu&iacute;da de 32 itens e 4 fatores: Fator I - Restri&ccedil;&otilde;es Comportamentais; Fator II - Sobrecarga emocional; Fator III - Pessimismo; Fator IV - Caracter&iacute;sticas da Crian&ccedil;a. O instrumento passou por estudo de adapta&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e confiabilidade, apresentando resultados satisfat&oacute;rios (FREITAS, 2004). O QE-PTD &eacute; um question&aacute;rio objetivo do tipo Verdadeiro (V) ou Falso (F), no qual os pais devem pensar na crian&ccedil;a com problemas de desenvolvimento enquanto preenchem o question&aacute;rio. Em alguns itens, existem lacunas em branco, ao ler esses itens os pais devem imaginar o nome da crian&ccedil;a e responder V ou F. Por exemplo, "_______ n&atilde;o se comunica com outras crian&ccedil;as de sua faixa et&aacute;ria".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o de Beck (IBD) - vers&atilde;o brasileira retirada de Gorenstein & Andrade (1998) - &eacute; composto de 21 itens. O probando deve responder qual das quatro alternativas presentes em cada item melhor corresponde a como ele tem se sentido considerando a &uacute;ltima semana. O IBD tem como objetivo identificar indiv&iacute;duos deprimidos. Sem pretens&atilde;o diagn&oacute;stica, sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; completar a avalia&ccedil;&atilde;o de pacientes com depress&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral de Golberg (QSG) (PASQUALI <i>et al.</i>, 1996) &eacute; um question&aacute;rio de sa&uacute;de f&iacute;sica e ps&iacute;quica, adaptado e validado para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Composto de 60 perguntas, por meio dele &eacute; poss&iacute;vel avaliar os seguintes fatores: Fator I - Estresse; Fator II - Desejo de Morte; Fator III - Preocupa&ccedil;&atilde;o com o Pr&oacute;prio Desempenho; Fator IV - Dist&uacute;rbios do Sono; e Fator V - Dist&uacute;rbios Psicossom&aacute;ticos. Tais fatores visam avaliar o &iacute;ndice de depress&atilde;o, o n&iacute;vel de estresse cognitivo e f&iacute;sico, as caracter&iacute;sticas psicossom&aacute;ticas, o &iacute;ndice de auto-efic&aacute;cia, desejo de morte e os dist&uacute;rbios do sono. Somando-se esses cinco escores, obtemos um escore de sa&uacute;de geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto pelo Comit&ecirc; de &eacute;tica e Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (processo ETIC 227/02), foi iniciado o processo de sele&ccedil;&atilde;o da amostra. A investiga&ccedil;&atilde;o sobre o estado psicol&oacute;gico, considerando o estresse, a depress&atilde;o e a sa&uacute;de geral, foi realizada com as m&atilde;es das crian&ccedil;as atendidas pela AMR. Todas as m&atilde;es foram convidadas, entretanto a participa&ccedil;&atilde;o foi condicionada ao interesse e ao preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados sobre o tipo de escola foram retirados do banco de dados da AMR, que &eacute; atualizado semestralmente. A aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o do estado emocional das m&atilde;es foi realizada no mesmo per&iacute;odo da atualiza&ccedil;&atilde;o do banco de dados da AMR. Ap&oacute;s o preenchimento do banco de dados, a partir do tipo de escola da crian&ccedil;a e do estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es, foram selecionadas as participantes que tinham crian&ccedil;as em idade escolar. A idade escolar foi utilizada como crit&eacute;rio para evitar o vi&eacute;s do grupo de crian&ccedil;as sem escola, pois as crian&ccedil;as poderiam estar sem escola em virtude da precocidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de dados foi iniciada com a an&aacute;lise descritiva da amostra e seus resultados m&eacute;dios. Estes foram analisados em cada instrumento de modo comparativo, considerando como crit&eacute;rio de forma&ccedil;&atilde;o de grupos o tipo da escola: nenhuma, especial e regular. Para verificar as diferen&ccedil;as e suas signific&acirc;ncias, foram utilizados o teste de Kruskal Wallis e o teste estat&iacute;stico de Mann-Whitney.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Tabela 2 mostra os resultados comparativos das medianas no QE-PTD, no IBD e no QSG. A an&aacute;lise foi feita inicialmente com o c&aacute;lculo das medianas por grupo e, em seguida, com o teste estat&iacute;stico de Mann-Whitney. O resultado deste &uacute;ltimo demonstra diferen&ccedil;as significativas no estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es comparando os grupos de crian&ccedil;as sem escola (tipo de escola: nenhuma) com as m&atilde;es de crian&ccedil;as dos outros dois tipos de escola (especial e regular).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diferen&ccedil;a foi significativa para duas medidas: o escore do QE-PTD e o Fator IV (QE-PTD) - Caracter&iacute;sticas da Crian&ccedil;a. As m&atilde;es de crian&ccedil;as que est&atilde;o sem escola apresentam maiores escores no QE-PTD, ou seja, maiores n&iacute;veis de estresse. O QE-PTD ainda n&atilde;o possui ponto de corte, entretanto os valores est&atilde;o dois desvios padr&otilde;es acima da m&eacute;dia de todas as m&atilde;es da AMR (FREITAS, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A outra diferen&ccedil;a encontrada foi a percep&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as Fator IV do QE-PTD, demonstrando que as m&atilde;es de crian&ccedil;as sem escola pontuam mais as dificuldades das crian&ccedil;as. As caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as s&atilde;o identificadas no QE-PTD pelas limita&ccedil;&otilde;es e grau de depend&ecirc;ncia. As m&atilde;es de crian&ccedil;as que n&atilde;o est&atilde;o na escola percebem mais as limita&ccedil;&otilde;es e o maior grau de depend&ecirc;ncia dos filhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram identificadas diferen&ccedil;as no estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es cujas crian&ccedil;as freq&uuml;entam a escola regular em compara&ccedil;&atilde;o com as m&atilde;es de crian&ccedil;as que freq&uuml;entam a escola especial. Para as outras medidas, inclusive o QSG e o IBD, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas em nenhum dos grupos investigados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tabela 2:</b> Compara&ccedil;&atilde;o entre o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es das crian&ccedil;as sem escola e m&atilde;es de crian&ccedil;as da escola regular.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="../img/revistas/arbp/v57n1/1a05t2.jpg"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O contexto atual &eacute; bastante marcado por discuss&otilde;es sobre os fatores que contribuem para a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. Entretanto, as pesquisas nessa &aacute;rea s&atilde;o restritas e n&atilde;o alcan&ccedil;am a diversidade de perguntas que est&atilde;o sem respostas, tanto para educadores, quanto para as fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com PC. O cen&aacute;rio a respeito da import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva sobrep&otilde;e-se &agrave;s garantias de qualidade no processo de escolariza&ccedil;&atilde;o. A diferen&ccedil;a entre situa&ccedil;&otilde;es ideais e as comprova&ccedil;&otilde;es por resultados emp&iacute;ricos deve ser considerada, antes de afirmarmos qual o procedimento adequado para a educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com PC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados apresentados pelo presente estudo sugerem que o estresse (QE-PTD) e as caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, limita&ccedil;&otilde;es e grau de depend&ecirc;ncia (Fator IV do QE-PTD), s&atilde;o estados subjetivos mais presentes nas m&atilde;es de crian&ccedil;as que n&atilde;o est&atilde;o na escola do que naquelas cujas crian&ccedil;as est&atilde;o em escolas regulares ou especiais. Esse resultado demonstra que o estresse presente no cuidado de crian&ccedil;as com PC &eacute; maior para as m&atilde;es de crian&ccedil;a que n&atilde;o est&atilde;o na escola, sugerindo maior vulnerabilidade para desenvolver problemas psicol&oacute;gicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o entre o tipo de escola e o estresse das m&atilde;es &eacute; um indicador da prov&aacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre a inclus&atilde;o familiar e a promo&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o escolar. O alto n&iacute;vel de estresse pode limitar o processo de inclus&atilde;o escolar. As dificuldades impostas pelo estresse podem gerar o isolamento social das m&atilde;es. Outro fator que pode contribuir para este isolamento &eacute; a necessidade destas m&atilde;es assumirem atitudes ativas paraenfrentar os preconceitos e barreiras ainda presentes no processo de inclus&atilde;o escolar. Por outro lado, a aus&ecirc;ncia de inclus&atilde;o escolar pode aumentar o estresse das m&atilde;es, visto que a falta da escola diminui os recursos sociais que s&atilde;o importantes na defini&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias para lidar com o estresse. A rela&ccedil;&atilde;o estabelecida no presente estudo foi explorat&oacute;ria e poder&aacute; ser visualizada na Figura 1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura 1:</b> Representa&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o entre o estresse das m&atilde;es e o processo educacional de crian&ccedil;as com PC.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="../img/revistas/arbp/v57n1/1a05f1.jpg"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia de escolariza&ccedil;&atilde;o pode ser decorrente da limita&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es sociais das m&atilde;es, uma vez que a redu&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es sociais na fam&iacute;lia &eacute; identificada como uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias do estresse, al&eacute;m de psicopatologias como a depress&atilde;o e a ansiedade (BERESFORD, 1994). Esta rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>status</i> escolar da crian&ccedil;a e o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es &eacute; bidirecional: por um lado, o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es pode influenciar, favorecendo ou limitando, o processo de escolariza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a; por outro, o <i>status</i> escolar da crian&ccedil;a pode ser uma vari&aacute;vel influente no estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es, contribuindo ou n&atilde;o com o processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>status</i> escolar das crian&ccedil;as e o estado psicol&oacute;gico das m&atilde;es foi analisada sem o controle da qualidade do processo educacional. Considerando que ainda s&atilde;o encontradas muitas barreiras na educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as portadoras de PC, &eacute; bastante prov&aacute;vel que as crian&ccedil;as em processo de escolariza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estejam recebendo a melhor assist&ecirc;ncia. Apesar das atuais dificuldades enfrentadas na educa&ccedil;&atilde;o especial, bem como na inclusiva, &eacute; poss&iacute;vel perceber a import&acirc;ncia de tais institui&ccedil;&otilde;es para desenvolvimento da crian&ccedil;a e de suas fam&iacute;lias. As possibilidades de mudan&ccedil;a na educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com PC e outros TDs aumentam as expectativas de contribui&ccedil;&atilde;o com a adapta&ccedil;&atilde;o familiar, possibilitando maior qualidade de vida para a crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Simmons (1998) apresenta argumentos desfavor&aacute;veis &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das escolas especiais na Inglaterra. Segundo a autora, o aumento de crian&ccedil;as deficientes nas escolas regulares &eacute; artificial. A probabilidade de preju&iacute;zos para a crian&ccedil;a sem um atendimento especializado pode diminuir a quantidade de ganhos ao longo do desenvolvimento. As dificuldades de uma crian&ccedil;a deficiente s&atilde;o desafios para a educa&ccedil;&atilde;o especializada, em virtude a necessidade de m&eacute;todos inovadores e outros servi&ccedil;os (CARPENTER, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos sobre os benef&iacute;cios da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva para as crian&ccedil;as portadoras de PC ainda s&atilde;o muito limitados (SIMMONS, 1998), de modo que os investimentos em pesquisas mais anal&iacute;ticas, que comparem o processo educacional e seus resultados em escolas inclusivas e escolas especiais, devem ser o foco de futuros trabalhos. A investiga&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a entre escola regular e especial, considerando diferentes tipos de limita&ccedil;&otilde;es, potencialidades e os ganhos para a crian&ccedil;a com TD, ainda &eacute; escassa. Outro fator relevante &eacute; a adequa&ccedil;&atilde;o de estruturas e capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal com fins de potencializar os efeitos positivos da educa&ccedil;&atilde;o para a crian&ccedil;a e suas fam&iacute;lias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os projetos de inclus&atilde;o escolar desenvolvidos pela AMR realizam visitas escolares para orienta&ccedil;&atilde;o e acompanhamento do processo. O atendimento multidisciplinar e a adapta&ccedil;&atilde;o ao ambiente escolar s&atilde;o var&aacute;veis que contribuem para a escolariza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com PC. Entretanto, essa metodologia n&atilde;o &eacute; realizada por todos os centros de reabilita&ccedil;&atilde;o. A escola n&atilde;o deve ser a &uacute;nica institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela inclus&atilde;o escolar. Este processo deve ser realizado conjuntamente pela escola, por profissionais da sa&uacute;de e pela fam&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BAUMRIND, D. (1997) The discipline encounter: contemporary issues. <i>Aggression and Violent Behavior</i>, vol. 2, pp. 321-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173338&pid=S1809-5267200500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BATISTA, M. W. & ENUMO, S. R. F. (2004) Inclus&atilde;o escolar e defici&ecirc;ncia mental: an&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o social entre companheiros. <i>Estudos de Psicologia</i>, vol. 9, n&ordm; 1, pp. 101-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173340&pid=S1809-5267200500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BERESFORD, B. (1994) Resources and strategies: how parents cope with the care of a disabled child. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry</i>, vol. 35, pp. 171-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173342&pid=S1809-5267200500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRONFENBRENNER, U. (1996) <i>A ecologia do desenvolvimento humano:</i> <i>experimentos naturais e planejados</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o Maria Adriana Ver&iacute;ssimo Veronese. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173344&pid=S1809-5267200500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______________. (2000) Sustaining the family: meeting the needs of families of children with disabilities. <i>British Journal of Especial Education</i>, vol. 27, n&ordm; 3, pp. 135-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173346&pid=S1809-5267200500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREITAS, P. M. (2004) Adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de m&atilde;es de crian&ccedil;as com transtornos do desenvolvimento: uma compara&ccedil;&atilde;o entre a distrofia muscular progressiva tipo Duchenne e a paralisia cerebral. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173348&pid=S1809-5267200500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FOLKMAN, S. & MOSKOWITZ, J. T. (2000) Positive affect and the other side of coping. <i>American Psychologist</i>, vol. 55, n&ordm; 6, pp. 647-654.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173350&pid=S1809-5267200500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GALLIMORE, R.; WEISNER, T. S.; KAUFMAN, S. Z. & BERNHEIMER, L. P. (1989) The social construction of ecocultural niches: family accommodation of developmentally delayed children. <i>American Journal on Mental Retardation</i>, vol. 94, pp. 216-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173352&pid=S1809-5267200500010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GORENSTEIN, C. & ANDRADE, L. (1998) Invent&aacute;rio de depress&atilde;o de Beck: propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i>, vol. 25, pp. 245-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173354&pid=S1809-5267200500010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HASTINGS, R. P. (1997) Grandparents of children with disabilities: a review. <i>International Journal of Disability, Development and Education</i>,<i> </i>vol. 44, n&ordm; 4, pp. 329-340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173356&pid=S1809-5267200500010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">________________. (2003) Brief report: behavioral adjustment of siblings of children with autism. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders</i>, vol. 33, n&ordm; 1, pp. 99-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173358&pid=S1809-5267200500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HAUSER-CRAM, P.; WARFIELD, M. E.; SHONKOFF, J. P. & KRAUSS, M. W. (2001) <i>Children with disabilities: a longitudinal study of child development and parent well-being.</i> Monographs of the Society for Research in Child Development, vol. 66, s&eacute;rie 3, n&ordm; 236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173360&pid=S1809-5267200500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JOHNSON, J. H. & READER, S. K. (2002) Assessing stress in families of children with ADHD: preliminary development of the disruptive behavior stress inventory (DBSI). <i>Journal of Clinical Psychology in Medical Settings</i>, vol. 9, n&ordm; 1, pp. 51-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173362&pid=S1809-5267200500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MANTOAN, M. T. E. (2003) <i>Inclus&atilde;o escolar: o que &eacute;? Por qu&ecirc;? Como fazer?</i> S&atilde;o Paulo: Moderna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173364&pid=S1809-5267200500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MANUEL, J.; Naughton M. J.; Balkrisnan R.; Smith B. P. & Koman L. A. (2003) Stress and adaptation of children with cerebral palsy. <i>Journal of Pediatric Psychology</i>, vol. 28, n&ordm; 2, pp. 197-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173366&pid=S1809-5267200500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MILLER G. & CLARK, G. D. (2002) Paralisias cerebrais: causas, conseq&uuml;&ecirc;ncias e conduta. Barueri: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173368&pid=S1809-5267200500010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MINK, I. T.; NIHIRA, K. & MEYERS, C. E. (1983) Taxonomy of families life styles I. Homes with TMR children. <i>Americam Journal of Mental Deficiency</i>, vol. 87, pp. 484-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173370&pid=S1809-5267200500010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MOBARAK, R.; KNAN N. Z.; MUNIR S.; ZAMAN S. S. & MCCONACHIE H. (2000) Predictors of stress in mothers of children with cerebral palsy in Bangladesh. <i>Journal of Pediatric Psychology</i>, vol. 25, n&ordm; 6, pp. 427-433.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173372&pid=S1809-5267200500010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NEREO, N. E.; FEE, R. J.; HINTON V. J. (2003) Parental Stress in Mothers of Boys with Duchenne Muscular Dystrophy. <i>Journal of Pediatric Psychology</i>, vol. 28, n&ordm; 7, pp. 473-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173374&pid=S1809-5267200500010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PASQUALI, L.; GOUVEIA, V. V.; ANDRIOLA, W. B.; RAMOS A. L. M. (1996) <i>Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral de Goldberg. Manual T&eacute;cnico.</i> Casa do Psic&oacute;logo: S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173376&pid=S1809-5267200500010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SHEVELL, M. I.; MAJNEMER, A.; ROSENBAUM, P. & ABRAHAMOWICZ, M. (2001) Etiologic determination of childhood developmental delay. <i>Brain & Development</i>, vol. 23, n&ordm; 4, pp. 228-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173378&pid=S1809-5267200500010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SIMMONS, K. (1998) Rights at risk. <i>British Journal of Special Education</i>, vol.<i> </i>25, n&ordm; 1, pp. 9-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173380&pid=S1809-5267200500010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">STAINBACK, S. & STAINBACK, W. (1999) <i>Inclus&atilde;o: um guia para educadores.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173382&pid=S1809-5267200500010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">THOMPSON JR., R. J.; GIL, K. M.; GUSTAFSON, K. E.; GEORGE, L. K.; KEITH, B. R.; SPOCK, A. & KINNEY, T. R. (1993) Stability and change in the psychological adjustment of mothers of children and adolescents with cystic fibrosis and sickle cell disease. <i>Journal of Pediatric Psychology</i>, vol. 19, n&ordm; 2, pp. 171-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173384&pid=S1809-5267200500010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a href="#top"><img src="/img/revistas/arbp/v57n1/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prof.&ordf; Cec&iacute;lia Coimbra</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E-mail: <a href="mailto:gtnm@alternex.com.br">gtnm@alternex.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fernanda Bocco</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E-mail: <a href="mailto:fbocco@terra.com.br">fbocco@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prof.&ordf; Maria Livia do Nascimento</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E-mail: <a href="mailto:livianascimento@cruiser.com.br">livianascimento@cruiser.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 01/11/05</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Revisado em: 14/07/06</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aprovado em: 19/09/06</font></p>      ]]></body>
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