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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Juventude e Educação Profissionalizante: Dimensões Psicossociais do Programa Jovem Aprendiz]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Youth and Professional Education: The Psychosocial Dimensions of the Young Apprentices Program]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to analyze the psychosocial impacts of the relationship between education and professionalization in the view of young people participating in a Learning Program (PA). Questionnaires were applied to 99 young people from the PA aiming to understand: reasons for admission and permanence; estimated importance; contributions to professional future and educational background. The qualitative analysis indicated a strong influence from friends/co-workers. The young people suggested improvements and indicated paradoxes in the work-training relationship. Applying contributions from the Community Social Psychology and aiming at a civic formation, it was proposed a reflection about the relationship between youth and vocational education, contributions to an extended formation of young people and about the dynamics involving the "student who works" and the "worker who studies".]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">http://dx.doi.org/10.5327/Z1982-12472012000200004</font></p>     <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGOS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juventude e Educa&ccedil;&atilde;o Profissionalizante: Dimens&otilde;es Psicossociais do Programa Jovem Aprendiz<a id="tx*"></a><a href="#nt*"><sup>*</sup></a> </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Youth and Professional Education: The Psychosocial Dimensions of the Young Apprentices Program</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria de Fatima Quintal de Freitas; Lygia Maria Portugal de Oliveira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal do Paran&aacute;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo pretende analisar os impactos psicossociais da rela&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o e profissionaliza&ccedil;&atilde;o na &oacute;tica dos jovens participantes de um Programa de Aprendizagem (PA). Aplicaram-se question&aacute;rios a 99 jovens do PA buscando compreender: as raz&otilde;es do ingresso e perman&ecirc;ncia; a import&acirc;ncia atribu&iacute;da; as contribui&ccedil;&otilde;es para o futuro profissional e a forma&ccedil;&atilde;o educacional. A an&aacute;lise qualitativa das respostas indicou forte influ&ecirc;ncia de amigos/colegas de trabalho. Os jovens sugeriram melhorias e indicaram paradoxos na rela&ccedil;&atilde;o trabalho-forma&ccedil;&atilde;o. Utilizando aportes da psicologia social comunit&aacute;ria e visando a uma forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, foi proposta uma reflex&atilde;o sobre juventude e educa&ccedil;&atilde;o profissionalizante, as contribui&ccedil;&otilde;es para uma forma&ccedil;&atilde;o ampliada dos jovens, e sobre a din&acirc;mica "estudante que trabalha" e "trabalhador que estuda".&nbsp;&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Adolescente; Programa Jovens Aprendizes; participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria; trabalho juvenil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper aims to analyze the psychosocial impacts of the relationship between education and professionalization in the view of young people participating in a Learning Program (PA). Questionnaires were applied to 99 young people from the PA aiming to understand: reasons for admission and permanence; estimated importance; contributions to professional future and educational background. The qualitative analysis indicated a strong influence from friends/co-workers. The young people suggested improvements and indicated paradoxes in the work-training relationship.&nbsp; Applying contributions from the Community Social Psychology and aiming at a civic formation, it was proposed a reflection about the relationship between youth and vocational education, contributions to an extended formation of young people and about the dynamics involving the "student who works" and the "worker who studies".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Adolescent; Young Apprentices Program; community participation; youth work.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Falar a respeito da juventude, nos tempos atuais, coloca no foco do debate alguns aspectos relevantes para o planejamento e implementa&ccedil;&atilde;o de formas de a&ccedil;&atilde;o, dirigidas &agrave; melhoria da qualidade de vida e forma&ccedil;&atilde;o deste segmento populacional (Castro &amp; Besset, 2008; Freitas, 2008; Belluzzo &amp; Victorino, 2004). H&aacute; poucas d&eacute;cadas, os jovens n&atilde;o apareciam, necessariamente, como uma categoria psicossocial importante para a formula&ccedil;&atilde;o das propostas de a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, porque a eles n&atilde;o era tributada autonomia como segmento social, nem direitos c&iacute;vicos e pol&iacute;ticos; eles nem eram vistos como atores sociais participantes na constru&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio cotidiano. Assim, at&eacute; pouco tempo, as pol&iacute;ticas de a&ccedil;&atilde;o dirigidas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e cidad&atilde; dos jovens n&atilde;o recebiam reconhecimento social e cient&iacute;fico (Belluzzo &amp; Victorino, 2004). Contudo, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, este cen&aacute;rio modificou-se, destinando &agrave; juventude um lugar de participa&ccedil;&atilde;o ativa na defini&ccedil;&atilde;o das propostas de a&ccedil;&atilde;o (Liborio &amp; Sousa, 2004; Freitas, 2008) e melhoria da qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se presencia o envelhecimento mundial, o que, por si s&oacute;, coloca a juventude &#151; e suas possibilidades de <i>empowerment</i> &#151; como centro nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas dirigidas &agrave; mudan&ccedil;a e melhoria sociais (Veras &amp; Louren&ccedil;o, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora aqui n&atilde;o tenhamos a preocupa&ccedil;&atilde;o de discorrer sobre a trajet&oacute;ria hist&oacute;rico-conceitual da categoria juventude &#151; entendendo-a em sua dimens&atilde;o ativa e participante da realidade social &#151;, vale a pena considerar alguns aspectos que permitem compreender a pol&iacute;tica educacional relacionada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e profissional dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho, nos &uacute;ltimos anos (Frigotto, 2001; Almeida, 2007; Suss, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo do s&eacute;culo XX, presenciou-se no Brasil a amplia&ccedil;&atilde;o das perspectivas de an&aacute;lise a respeito da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia/juventude. Em meados do s&eacute;culo XIX, criaram-se medidas, nas pol&iacute;ticas do estado, para prover recursos e assist&ecirc;ncias &agrave; chamada "inf&acirc;ncia &oacute;rf&atilde;, pobre e desamparada". S&atilde;o medidas que buscaram o controle da "boa" ordem social para impedir a ruptura do conv&iacute;vio comunit&aacute;rio, evitando que os jovens se tornassem "mais marginalizados" ou mesmo "ca&iacute;ssem na vadiagem" (Fernandez-Enguita, 1989; Fonseca, 2009). Esse foi o per&iacute;odo em que v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es, ligadas &agrave; igreja, &agrave; filantropia social e &agrave;s Santas Casas de Miseric&oacute;rdia, adquiriram o car&aacute;ter de institui&ccedil;&otilde;es "asilares", voltadas para as crian&ccedil;as e adolescentes das camadas pobres. Suas fun&ccedil;&otilde;es prec&iacute;puas eram as de "amparar e assistir" os &oacute;rf&atilde;os e os menores abandonados por meio de trabalhos que oscilavam entre a assist&ecirc;ncia social e o uso de medidas corretivas e/ou repressivas para o controle das chamadas "condutas disruptivas e marginais" (Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Comercial [SENAC], 2010, p. 2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, at&eacute; a d&eacute;cada de 1930, predominou uma vis&atilde;o de inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia como merecedora do atendimento e assist&ecirc;ncia filantr&oacute;pica e da regula&ccedil;&atilde;o de condutas, recebendo a tutela do Estado (Fonseca, 2009). Com o grande &ecirc;xodo rural para os centros urbanos, dos anos 1940 e 1950 do s&eacute;culo XX, aumentou a entrada de crian&ccedil;as e adolescentes no trabalho fabril e industrial. A participa&ccedil;&atilde;o infanto-juvenil nestes cen&aacute;rios precarizados e insalubres constitui-se, paradoxalmente, como uma forma de contribuir para a sobreviv&ecirc;ncia de suas fam&iacute;lias, mesmo que para isso esses jovens e crian&ccedil;as permanecessem menos na realidade educacional.&nbsp;&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; dentro desta din&acirc;mica, que, j&aacute; nos anos 1940 do s&eacute;culo XX, emergem as primeiras parcerias entre, de um lado, o Estado como regulador e respons&aacute;vel pela tutela da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia e, de outro, algumas institui&ccedil;&otilde;es voltadas a formar e cuidar da trajet&oacute;ria profissional dessa inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia e que s&atilde;o apoiadas pelo Estado. Os programas destinam-se a formar m&atilde;o de obra t&eacute;cnica e especializada, ao n&iacute;vel m&eacute;dio, que possa ser absorvida pelo mercado de trabalho t&eacute;cnico emergente. Este processo contribui para que sejam gerados dois subprodutos importantes. O primeiro refere-se &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o dos problemas de efici&ecirc;ncia e produtividade t&eacute;cnica das ind&uacute;strias, naquela &eacute;poca. O segundo &agrave; possibilidade de que a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia tivessem uma inser&ccedil;&atilde;o profissional reconhecida e aceit&aacute;vel, diminuindo, assim, os problemas de inclus&atilde;o social (Almeida, 2007; Fonseca, 2009; Franco, 1991). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas diferentes propostas de a&ccedil;&atilde;o conduzidas pelos governos federal, estaduais e municipais, destacam-se as a&ccedil;&otilde;es educativas e de forma&ccedil;&atilde;o dirigidas aos jovens, que pretendem possibilitar profissionaliza&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que lhes garanta absor&ccedil;&atilde;o pelo mercado de trabalho.&nbsp; Assim, j&aacute; na d&eacute;cada de 1940, encontram-se entidades profissionais, comprometidas com esta forma&ccedil;&atilde;o e apoiadas pelo Estado, como o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), criado em 1942, e o (SENAC), em 1946 (Oleski, 2009). Entre as d&eacute;cadas de 1950 e 1960, uma s&eacute;rie de leis, portarias e decretos constitu&iacute;ram um avan&ccedil;o na tentativa de unifica&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o profissional e do ensino secund&aacute;rio, que s&oacute; se concretizou no in&iacute;cio dos anos 1960. A insatisfa&ccedil;&atilde;o por parte de professores e alunos com o ensino profissional de n&iacute;vel m&eacute;dio acabou por extinguir a sua obrigatoriedade na d&eacute;cada de 1980. Desde ent&atilde;o, outras leis foram criadas com o intuito de legalizar a profissionaliza&ccedil;&atilde;o de jovens e adolescentes (Oliveira, 2010; SENAC, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a institucionaliza&ccedil;&atilde;o das formas de capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-profissional, os jovens e adolescentes come&ccedil;am a ser inclu&iacute;dos nos planos de a&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas nacionais de profissionaliza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento t&eacute;cnico, dirigidos prioritariamente ao n&iacute;vel m&eacute;dio da escolariza&ccedil;&atilde;o. O p&uacute;blico-alvo destas pol&iacute;ticas &eacute; fundamentalmente aquele mesmo jovem, oriundo das camadas populares e pobres, geralmente abandonado em sua inf&acirc;ncia. Amplia-se, ent&atilde;o, o modo de enfocar e compreender a adolesc&ecirc;ncia, emergindo novos significados. Assim, de uma adolesc&ecirc;ncia e juventude que eram vistas como destinat&aacute;rias dos servi&ccedil;os e propostas da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, come&ccedil;a-se a ver o surgimento de uma juventude, ainda oriunda dos setores populares e pobres, mas que pode, agora, beneficiar-se dos programas de forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, passando a utilizar tal forma&ccedil;&atilde;o como complemento para a sua prepara&ccedil;&atilde;o com foco no ingresso no mercado de trabalho. A educa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-profissional surge, ent&atilde;o, ligada &agrave; possibilidade de garantir fun&ccedil;&atilde;o social para estes jovens, fun&ccedil;&atilde;o esta reconhecida no sistema produtivo. Entretanto, mesmo diante desta inclus&atilde;o do jovem como participante do sistema produtivo, pode-se dizer que a discuss&atilde;o sobre sua condi&ccedil;&atilde;o psicossocial &#151; considerando-o sujeito e protagonista de sua hist&oacute;ria social, em que suas necessidades e direitos de cidadania sejam garantidos &#151; ainda &eacute; incipiente. H&aacute; ainda, nesta vis&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o assistencialista aos jovens, vistos como "receptores dos benef&iacute;cios", em que a forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica pode ser uma alternativa positiva que poder&aacute; garantir a sua coloca&ccedil;&atilde;o profissional (Oleski, 2009; Frigotto, 2001). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Educa&ccedil;&atilde;o Profissional e a Rela&ccedil;&atilde;o Escola-Alunos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificar e compreender os significados que os alunos atribuem ao fato de estudarem e receberem uma forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-profissional pode contribuir para refletir sobre a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; dos jovens, no &acirc;mbito educacional e/ou societal. V&aacute;rios t&ecirc;m sido os trabalhos que se debru&ccedil;am sobre esta din&acirc;mica, apontando resultados de investiga&ccedil;&otilde;es que mostram preocupa&ccedil;&otilde;es quanto ao futuro e &agrave; qualidade de vida desses jovens (Saffiotti, 2008; Queiroz, 2008; Oliveira, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentes t&ecirc;m sido os estudos, assim como a forma de sistematiz&aacute;-los e reunir as informa&ccedil;&otilde;es relevantes, de tal modo que seja poss&iacute;vel compreender a din&acirc;mica psicossocial entre estudantes, escola e processo de forma&ccedil;&atilde;o nesse contexto da profissionaliza&ccedil;&atilde;o. Indicam-se, aqui, trabalhos que foram reunidos em tr&ecirc;s tipos. No primeiro encontram-se investiga&ccedil;&otilde;es com &ecirc;nfase na rela&ccedil;&atilde;o escola-estudante, revelando certo car&aacute;ter negativo ou deficit&aacute;rio nessa rela&ccedil;&atilde;o segundo os pr&oacute;prios alunos. Entre elas s&atilde;o indicadas as que situam a escola como distante dos interesses dos estudantes; ou que pouco incentivam o processo dial&oacute;gico entre os diversos participantes da din&acirc;mica educacional; ou que os estudantes n&atilde;o t&ecirc;m sido ouvidos em suas reivindica&ccedil;&otilde;es e necessidades cotidianas; ou, ainda, que, no espa&ccedil;o educacional, t&ecirc;m existido v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es e epis&oacute;dios de desrespeito, humilha&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos e formas de preconceito (Checchia, 2010; M&uuml;ller, 2008). Um segundo agrupamento de pesquisas indica, tamb&eacute;m, a fun&ccedil;&atilde;o ou import&acirc;ncia da escola para os alunos. Encontram-se, aqui, estudos que mostram que a escola prepara para o conv&iacute;vio social, para o entretenimento e integra&ccedil;&atilde;o na sociedade e para uma forma&ccedil;&atilde;o moral (Carlos, 2006; Rayou 2005). E no terceiro agrupamento aparecem aspectos relativos &agrave; "utilidade social para depois dos estudos". Aqui se encontra que os alunos atribuem, como significado &agrave; escola e educa&ccedil;&atilde;o, o fato delas contribu&iacute;rem para a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma profiss&atilde;o, e que por meio do ensino m&eacute;dio seria poss&iacute;vel participar dos processos seletivos para o ensino superior, resultando depois em uma "carreira" (Oliveira, 2008; Meyrelles, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;ria da educa&ccedil;&atilde;o profissional no Brasil, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; de outros pa&iacute;ses, apresenta peculiaridades sobre a rela&ccedil;&atilde;o adolescentes/jovens, estudo e trabalho (Fonseca, 2009; Franco, 1991). O desenvolvimento da forma&ccedil;&atilde;o profissional no Brasil, at&eacute; mesmo para os pertencentes &agrave;s elites, aconteceu tardiamente, visto que as universidades de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais somente foram criadas a partir de 1930. O acesso a elas era restrito aos estratos sociais dominantes, enquanto para a grande massa dos trabalhadores existia apenas uma educa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter tecnicista, que com o objetivo de qualific&aacute;-los para operarem as m&aacute;quinas industriais e desenvolverem tarefas dependentes de habilidades ligadas &agrave; produtividade. A maioria dos trabalhadores, quando acediam &agrave;s escolas, faziam-no por meio de Institutos de Aprendizagem, caracterizados por promover educa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter assistencialista para qualificar trabalhadores para operarem m&aacute;quinas e desenvolverem tarefas com habilidade e efici&ecirc;ncia (Oleski, 2009; Oliveira &amp; Tomazzeti, 2012; SENAC, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta &ecirc;nfase para a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional t&eacute;cnica, diretamente ligada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o industrial, trazia em si um paradoxo. De um lado, o car&aacute;ter assistencialista ao pretender diminuir as condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis destes jovens, futuros trabalhadores, com a coloca&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho profissionalizante. De outro, revela concep&ccedil;&otilde;es estigmatizantes e preconceituosas, indicando que os comportamentos antissociais seriam quase exclusivos dos setores pobres e desfavorecidos. Isso aparece, por exemplo, no Parecer 16/99 do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o [MEC], 1999, p. 568) ao referir-se &agrave; educa&ccedil;&atilde;o profissional como tendo o prop&oacute;sito de "amparar crian&ccedil;as &oacute;rf&atilde;s e abandonadas", de "diminuir a criminalidade e a vagabundagem" e de (trazer algum) "favorecimento aos &oacute;rf&atilde;os e desvalidos da sorte".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Reformas Educacionais (Lei n&ordm; 5540/68; Lei n&ordm; 5692/71) (SENAC, 2009) do ensino superior e ensino de 1&ordm; e 2&ordm; graus impactaram a rela&ccedil;&atilde;o entre estudo e inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Isto aconteceu porque essas reformas defendiam medidas de conten&ccedil;&atilde;o ao ensino superior e, com isso, contribu&iacute;ram, tamb&eacute;m, para a forma&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos ao n&iacute;vel m&eacute;dio, resultando numa unifica&ccedil;&atilde;o entre o ensino m&eacute;dio e o ensino profissional. J&aacute; na nova Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 estabelecem-se novas diretrizes em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho, em especial ao trabalho infanto-juvenil, sendo proibido para menores de 16 anos (Brasil, 1988) e restringindo-se o ingresso no mercado de trabalho somente &agrave;queles na condi&ccedil;&atilde;o de aprendizes, na faixa et&aacute;ria dos 14 aos 18 anos. Com o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), criado em 13 de julho de 1990, a proibi&ccedil;&atilde;o do trabalho infantil torna-se mais rigorosa e difundida no territ&oacute;rio nacional (ECA, 1990). Nele, mais precisamente no cap&iacute;tulo V, encontram-se as regula&ccedil;&otilde;es para os direitos da crian&ccedil;a e do adolescente &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o e a sua prote&ccedil;&atilde;o no trabalho, reafirmando a proibi&ccedil;&atilde;o do trabalho infantil aos menores de 14 anos de idade, excetuando-se aqueles que se encontram na condi&ccedil;&atilde;o de aprendiz. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, no Brasil, novas demandas desafiaram a rela&ccedil;&atilde;o trabalho-educa&ccedil;&atilde;o no que se refere &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional necess&aacute;ria para a inser&ccedil;&atilde;o qualificada no mercado de trabalho. Este &eacute; um per&iacute;odo marcado pelas seguintes caracter&iacute;sticas: acentuada falta de trabalho e coloca&ccedil;&atilde;o profissional para maiores de 40 anos; dificuldade de trabalho para adolescentes rec&eacute;m-sa&iacute;dos das faculdades e/ou sem experi&ecirc;ncia de trabalho; grande n&uacute;mero de crian&ccedil;as/adolescentes trabalhando em condi&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o; e forte evas&atilde;o escolar. Neste contexto, surge um movimento que tenta gerar leis e programas de a&ccedil;&otilde;es para atender &agrave;s necessidades do mercado, legalizando a profissionaliza&ccedil;&atilde;o de jovens/adolescentes e lhes assegurando o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es dignas (Oliveira, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os principais programas e modalidades educativas (Josviak, 2009; Oleski, 2009), &shy;encontram-se: "Escola de F&aacute;brica" (Lei n&ordm; 11.180/05), para jovens de 16 a 24 anos matriculados no ensino p&uacute;blico, com renda <i>per capita</i> familiar at&eacute; 1,5 sal&aacute;rio m&iacute;nimo e que recebem bolsa-aux&iacute;lio de R$ 150 &#151; esta lei foi revogada pela Lei n&ordm; 11.692/08, que d&aacute; bolsas perman&ecirc;ncia (R$ 300) a benefici&aacute;rios do Programa Universidade para Todos (PROUNI) e tamb&eacute;m instituiu o Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial (PET); "Programa ProJovem" (Programa Nacional de Inclus&atilde;o do Jovem) (Lei n&ordm; 11.129/05), para jovens de 18 a 24 anos, com ensino fundamental conclu&iacute;do at&eacute; a 4&ordf; s&eacute;rie, sem v&iacute;nculo empregat&iacute;cio, que recebem qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e bolsa-aux&iacute;lio de R$ 100; c) Primeiro Emprego (Lei n&ordm; 10.748/03), para profissionalizar jovens de 16 a 24 anos, sem v&iacute;nculo empregat&iacute;cio anterior, com renda mensal <i>per capita</i> de at&eacute; meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo, que recebem bolsa-aux&iacute;lio de at&eacute; R$ 150 (at&eacute; seis meses), com posterior inclus&atilde;o no trabalho &#151; esta lei foi revogada pela de n&ordm; 11.692/08 e n&atilde;o existe mais como modalidade de educa&ccedil;&atilde;o profissional; d) Est&aacute;gio (Lei n&ordm; 11.788/08), como supervis&atilde;o no ambiente de trabalho de alunos dos anos finais do ensino fundamental, e como educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos no ensino m&eacute;dio; e) Programa Jovem Aprendiz (Lei n&ordm; 10.097/00), como curso de forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica ou t&eacute;cnica na &aacute;rea em que o jovem aprendiz trabalha e que tem a obriga&ccedil;&atilde;o de contratar adolescentes (5 a 15% das fun&ccedil;&otilde;es) com idade de 14 a 24 anos na condi&ccedil;&atilde;o de "jovem aprendiz". Ele tem como direito o ingresso no mercado de trabalho, fazendo um contrato de at&eacute; dois anos com carteira profissional assinada, direitos trabalhistas e um sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional, devendo terminar o ensino m&eacute;dio sem reprovar por faltas (Josviak, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes s&atilde;o os principais programas de a&ccedil;&atilde;o e de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, implicados com os princ&iacute;pios educativos e com a qualifica&ccedil;&atilde;o/capacita&ccedil;&atilde;o profissional-t&eacute;cnica dirigida aos jovens. Est&atilde;o, tamb&eacute;m, comprometidos em fornecer condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para a forma&ccedil;&atilde;o de valores dirigidos ao mundo do trabalho, pelo fortalecimento de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais dignas, justas e que potencializem a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania.&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista as caracter&iacute;sticas e os princ&iacute;pios presentes no Programa Jovem Aprendiz (PJA) &#151; capacitar e preparar os jovens para o mundo do trabalho, aprimorando seu processo educativo (Oliveira, 2010) &#151; &eacute; que se tem como objetivos, no presente artigo, identificar e compreender os significados que atribuem &agrave; escola e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional recebida no PJA e descrever os problemas e dificuldades que enfrentam em seu cotidiano de aprendizagem para o trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa pode contribuir para a compreens&atilde;o dos processos educacionais que vivem os aprendizes no PJA, visto que esta modalidade de forma&ccedil;&atilde;o profissional t&eacute;cnica, mediada pelo cumprimento da Lei n&ordm; 10.097/2000, tem tido papel fundamental na constru&ccedil;&atilde;o da identidade do jovem e da sua rela&ccedil;&atilde;o com o mundo do trabalho. Apresenta-se, na se&ccedil;&atilde;o seguinte, o plano metodol&oacute;gico utilizado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se uma pesquisa de campo explorat&oacute;ria junto a 99 jovens, participantes do PJA desenvolvido em uma institui&ccedil;&atilde;o educacional-religiosa, na capital de um estado da regi&atilde;o Sul do Brasil. Utilizou-se, como instrumento de coleta de dados, um question&aacute;rio semiestruturado (Oliveira, 2010), em torno dos eixos tem&aacute;ticos: caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-familiar; expectativas educativas/forma&ccedil;&atilde;o; experi&ecirc;ncias de trabalho; e significados do programa de aprendizagem. Realizou-se, tamb&eacute;m, um estudo piloto que permitiu avaliar o instrumento quanto &agrave; sua adequa&ccedil;&atilde;o e capta&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, aplicado tamb&eacute;m em sala de aula. Os jovens foram informados sobre os objetivos da pesquisa e, ap&oacute;s o esclarecimento dos mesmos, leram e assinaram o termo de consentimento livre e informado (TCLI), j&aacute; que s&atilde;o maiores de 18 anos, havendo a concord&acirc;ncia de todos. O projeto e sua realiza&ccedil;&atilde;o est&atilde;o em conson&acirc;ncia ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal do Paran&aacute;, tendo sido tamb&eacute;m autorizada, por escrito, pela dire&ccedil;&atilde;o do PJA e pela coordenadora pedag&oacute;gica. Os instrutores foram tamb&eacute;m informados e esclarecidos anteriormente, cedendo os hor&aacute;rios de aula para a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. Optou-se por aplicar os question&aacute;rios &agrave;s turmas com aprendizes maiores de 18 anos, pois estes, apesar de terem a maioridade legal, representavam a &uacute;ltima faixa et&aacute;ria de aprendizes que poderia beneficiar-se da Lei da Aprendizagem, que prioriza a contrata&ccedil;&atilde;o de pessoas entre 14 e 18 anos, e estariam &agrave;s portas do mundo de trabalho adulto. Estes aspectos poderiam maximizar as possibilidades de serem obtidas respostas dos jovens aprendizes mais pr&oacute;ximas &agrave; realidade do mundo de trabalho, que os acompanharia pelo resto da vida. Elas foram submetidas a uma an&aacute;lise qualitativa e de conte&uacute;do, construindo-se categorias <i>a posteriori</i>. A metodologia utilizada foi a an&aacute;lise de conte&uacute;do, por meio de "Quadros de Respostas", que s&atilde;o "criados com o objetivo de possibilitar a vis&atilde;o globalizada do leque de respostas fornecidas pelos sujeitos a cada assunto abordado" (Freitas, 1986, p. 39), de tal modo que o cruzamento das respostas, com os eixos tem&aacute;ticos abordados, permite identificar e analisar os temas/conte&uacute;dos nos quais as respostas e posi&ccedil;&otilde;es dos participantes se situam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o Sociofamiliar, Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 99 jovens inscritos no PJA e que participaram desta pesquisa estavam, na ocasi&atilde;o, cursando a modalidade Auxiliar de Produ&ccedil;&atilde;o Industrial e Mec&acirc;nica (APIM). A institui&ccedil;&atilde;o educacional que desenvolve o PJA situa-se em um dos estados da regi&atilde;o Sul e conta com quase 450 aprendizes matriculados. O programa desta institui&ccedil;&atilde;o atende a jovens e empresas/f&aacute;bricas da regi&atilde;o e possui tr&ecirc;s modalidades de cursos: Auxiliar de Administra&ccedil;&atilde;o, com oito turmas; Mec&acirc;nica B&aacute;sica, com duas turmas; e APIM, com seis turmas. H&aacute; um predom&iacute;nio (87) de homens, em parte explicado pelo tipo de curso que frequentam, que &eacute; o &uacute;ltimo mencionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A idade deles concentra-se entre 18 e 20 anos, e 6 aprendizes declararam ter um filho. A maioria deles (82) mora em casa pr&oacute;pria e 26 residem com cinco ou seis pessoas. Todos informaram que contribuem para a renda familiar, sendo que 7 s&atilde;o os &uacute;nicos respons&aacute;veis pelo sustento da pr&oacute;pria fam&iacute;lia. A maioria (64) dos aprendizes terminou o ensino m&eacute;dio, enquanto os demais ainda estudam nesse n&iacute;vel (33) ou no ensino fundamental (2). Quanto aos cursos futuros desejados, aparecem os da &aacute;rea de inform&aacute;tica e computa&ccedil;&atilde;o indicados por metade dos participantes da pesquisa; seguidos pelos da &aacute;rea da Mec&acirc;nica e El&eacute;trica (17,86%) e Administra&ccedil;&atilde;o (11,91%). Como terceira indica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o os cursos profissionalizantes, incluindo o de Aprendizagem e de Produ&ccedil;&atilde;o Industrial, assim como os que 'garantam uma empregabilidade'. Al&eacute;m destes, com poucas indica&ccedil;&otilde;es (dois e tr&ecirc;s) aparecem os cursos de Ingl&ecirc;s, cursos de Pet Shop, Primeiros Socorros, M&uacute;sica e Artes, e de Recepcionista de Eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expectativa por fazer curso universit&aacute;rio aparece para 74 aprendizes, sendo que 16 indicaram mais de uma op&ccedil;&atilde;o. As Engenharias encontram-se  entre os mais apontados (em ordem, Mec&acirc;nica, Civil, de Produ&ccedil;&atilde;o e de Qualidade), seguidas por Administra&ccedil;&atilde;o, com sete indica&ccedil;&otilde;es. As respostas que revelam aus&ecirc;ncia de escolha (n&atilde;o sei ou n&atilde;o respondeu) equiparam-se, em frequ&ecirc;ncia, &agrave;s escolhas feitas para a &aacute;rea de humanas (Pedagogia, Psicologia, Filosofia) e outros campos (Direito, Geografia, Turismo, Letras, Designer, Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Artes, M&uacute;sica, Fotografia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os motivos apontados pelos jovens para se inscreverem no PJA foram agrupados nas seguintes categorias em ordem de raz&otilde;es: aprimoramento atrav&eacute;s do estudo e forma&ccedil;&atilde;o; chances de ter um trabalho, ter uma profiss&atilde;o e recursos pr&oacute;prios; e possibilidade de ajudar a fam&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perspectivas e sonhos de futuro e planos para si pr&oacute;prios, os jovens indicaram raz&otilde;es ligadas &agrave; "aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimento", acontecendo o mesmo sobre o porqu&ecirc; terem escolhido o curso de aprendizagem. S&atilde;o raz&otilde;es indicadas, em ordem de import&acirc;ncia, a busca por qualifica&ccedil;&atilde;o e trabalho, incluindo a possibilidade de ter um neg&oacute;cio pr&oacute;prio (38,66%); o desejo de aprimorar a educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o (31,90%); possuir bens materiais (7,90%); ser feliz e com qualidade de vida (6,75%); formar fam&iacute;lia (5,52%); e ser algu&eacute;m na vida (4,29%). Estes aspectos parecem indicar uma liga&ccedil;&atilde;o entre a forma&ccedil;&atilde;o e o mundo do trabalho como elementos norteadores e importantes para os sonhos e planos desses jovens aprendizes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Experi&ecirc;ncias de Trabalho e o Programa Jovem Aprendiz</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia anterior ao PJA aparece para 24 aprendizes, sendo que 74 j&aacute; haviam trabalhado antes (10 tiveram mais de uma experi&ecirc;ncia) e 1 n&atilde;o informa sobre isto. As experi&ecirc;ncias de trabalho anterior referem-se a atividades de administra&ccedil;&atilde;o, log&iacute;stica, opera&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas, servi&ccedil;os em supermercados, &aacute;rea de alimentos, &aacute;rea automotiva, constru&ccedil;&atilde;o civil, serralheria, madeireira e servi&ccedil;os gerais e hospitalares. Observa-se que a maioria dos inscritos no PJA tiveram experi&ecirc;ncia profissional anterior, indicando que nem todos s&atilde;o iniciantes no mercado de trabalho para o qual o programa pretende formar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maneira como ingressaram e/ou conheceram o PJA mostra predom&iacute;nio para a indica&ccedil;&atilde;o (para 50 aprendizes) de amigos que est&atilde;o fazendo ou fizeram o curso de Aprendizagem; 18 falam da influ&ecirc;ncia da escola; outros 18 tiveram conhecimento por meio de igrejas, assistentes sociais e televis&atilde;o; e 13 na pr&oacute;pria empresa que os havia contratado. Os sentimentos que eles t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho e &agrave; empresa em que atuam s&atilde;o de se sentirem: "bem inseguros" (70,70%), seguidos por terem tido um "come&ccedil;o ruim" (8,08%); sentem-se "normais, como qualquer um" (7,07%); "desmotivados e cobrados" (5,05%); "felizes e satisfeitos" (4,04%); "respeitados e agradecidos" (3,03%). N&atilde;o responderam 2,02% dos participantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desejo de serem efetivados no futuro, onde trabalham, aparece para 81 pessoas devido ao fato da empresa "ser boa e respeitar o funcion&aacute;rio", al&eacute;m do gosto que t&ecirc;m pelo trabalho que fazem. Verifica-se relativo equil&iacute;brio entre os sentimentos de desist&ecirc;ncia (em 44 aprendizes) e os de n&atilde;o desist&ecirc;ncia ao PJA (53), sendo que 2 n&atilde;o responderam.&nbsp; Entre os 44 que pensaram em desistir do PJA tiveram raz&otilde;es ligadas aos poucos ganhos financeiros (39,68%); &agrave;s dificuldades de transporte e hor&aacute;rio do curso tendo pouco tempo para almo&ccedil;ar (25,40%); trabalhar em outra &aacute;rea (9,53%); n&atilde;o gostar do curso ou empresa (9,53%); press&otilde;es no ambiente de trabalho (7,93%); e problemas familiares (7,93%). J&aacute; entre os que desejam permanecer (53) no PJA, os motivos referem-se a n&atilde;o valer a pena desistir e perder a oportunidade (22,23%); expectativa de um futuro melhor (15,87%); gostar do curso (12,7%); ter uma profiss&atilde;o (6,53%); outros (11,1%). N&atilde;o responderam 31,75% do total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o aos problemas e dificuldades enfrentados no Programa Jovem Aprendiz, v&aacute;rios foram os aspectos apontados. O primeiro refere-se &agrave; dist&acirc;ncia do curso, considerada desvantagem e desconforto para 85 aprendizes. Para isso, alguns apontam como solu&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;a de hor&aacute;rio, o que facilitaria a participa&ccedil;&atilde;o e gosto pelas aulas. Outros indicam que o tempo de aprendizagem (dois anos) &eacute; muito longo e que, para eles, seria mais f&aacute;cil &#151; contribuindo para a n&atilde;o desist&ecirc;ncia &#151; que o curso tivesse dura&ccedil;&atilde;o de um ano e que as aulas te&oacute;ricas, durante a semana, fossem aumentadas para n&atilde;o reduzir os conte&uacute;dos program&aacute;ticos dos dois anos. O segundo fator importante, apontado para uma poss&iacute;vel desist&ecirc;ncia no PJA, seria o sal&aacute;rio e o fato de n&atilde;o poderem fazer hora extra para aumentar a sua renda mensal, aparecendo este &uacute;ltimo aspecto para 91 aprendizes. Outra desvantagem e dificuldade a ser considerada &eacute; a falta de material did&aacute;tico, indicada por todos os aprendizes. Ligado a isto tamb&eacute;m apontam que as "aulas s&atilde;o chatas, mon&oacute;tonas e mat&eacute;rias ruins". Como solu&ccedil;&atilde;o, os aprendizes solicitam que haja mais aulas pr&aacute;ticas e din&acirc;micas, assim como equipamentos e maquinaria suficiente para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades pr&aacute;ticas de aprendizagem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Jovens, Educa&ccedil;&atilde;o e Trabalho: Algumas Reflex&otilde;es </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As rela&ccedil;&otilde;es entre mundo do trabalho e educa&ccedil;&atilde;o apresentam-se, tamb&eacute;m, aos jovens participantes do PJA, como tendo um forte significado psicossocial, seja para sua inser&ccedil;&atilde;o na escola, seja para se sentirem integrados e participantes na sociedade, ou para o pr&oacute;prio processo de transi&ccedil;&atilde;o escola-trabalho (Bock, 2002). Este significado psicossocial pode manifestar-se nas dimens&otilde;es relativas &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da identidade (estudante trabalhador, trabalhador estudante), &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de pertencimento social (ao se envolverem com o PJA e depositarem nele expectativas de realiza&ccedil;&atilde;o profissional) e &agrave; cren&ccedil;a no direito de participa&ccedil;&atilde;o (seja no &acirc;mbito do pr&oacute;prio PJA ou da sociedade, tendo j&aacute; um status de maior participa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica). Quando pesquisamos o PJA, em que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre educa&ccedil;&atilde;o e profissionaliza&ccedil;&atilde;o, dirigida a uma educa&ccedil;&atilde;o para o trabalho, procuramos captar, na &oacute;tica desses jovens, algumas dimens&otilde;es psicossociais relacionadas &agrave; sua vida e seus planos de futuro profissional, assumindo o compromisso de dar voz a eles.&nbsp; Os aprendizes revelaram que a forma&ccedil;&atilde;o recebida nesse programa de aprendizagem poder&aacute; ter maior import&acirc;ncia se dirigida &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es reais da sua vida e, principalmente, se forem potencializadas condi&ccedil;&otilde;es concretas para que eles possam ter um futuro mais promissor e seguro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo em que apontam dificuldades e/ou problemas vividos nesse processo de aprendizagem, observa-se que est&atilde;o dispostos a indicar possibilidades de melhoria e solu&ccedil;&atilde;o quando falam de alternativas que poderiam transformar as atividades de ensino-aprendizagem em situa&ccedil;&otilde;es, historicamente concretas, mais proveitosas e interessantes para o seu cotidiano. Em certa medida, isto indica que as contribui&ccedil;&otilde;es do programa s&atilde;o valorizadas pelos aprendizes, a despeito de existirem tais dificuldades. Contudo, a import&acirc;ncia dada &agrave; voz e percep&ccedil;&atilde;o que os aprendizes t&ecirc;m, sobre seu pr&oacute;prio processo de aprendizagem e forma&ccedil;&atilde;o, poderia constituir-se em uma ferramenta significativa para que pudessem ser feitas reestrutura&ccedil;&otilde;es e renova&ccedil;&otilde;es dos m&eacute;todos, estrat&eacute;gias e conte&uacute;dos existentes nesses cursos. Estas renova&ccedil;&otilde;es e reestrutura&ccedil;&otilde;es poderiam implicar em um envolvimento maior, por parte de aprendizes e formadores, al&eacute;m de, consequentemente, gerar resultados mais efetivos tanto na aprendizagem quanto na forma&ccedil;&atilde;o destes jovens como cidad&atilde;os.&nbsp; Estaria, aqui, alguma proximidade com um dos princ&iacute;pios norteadores da filosofia Freiriana (de Paulo Freire) ao defender a necessidade de que a aprendizagem parta da realidade concreta dos seus educandos e que se comprometa em regressar a essa realidade com propostas de mudan&ccedil;a, contribuindo, assim, para que os educandos compreendam e mudem seu mundo real (Freire, 1976; Freitas, 2006, 2008; Montero, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os participantes desta pesquisa relataram, ainda, que as amizades e o companheirismo, tanto no Programa de Aprendizagem quanto no ambiente de trabalho, s&atilde;o os fatores que mais influenciam para a sua perman&ecirc;ncia nesse programa e no trabalho. Depreende-se daqui uma reflex&atilde;o importante relativa &agrave; rede e suporte psicossociais presentes no cotidiano destes jovens (Freire, 1976; Liborio &amp; Sousa, 2004; Freitas, 2008; Montero, 2011). As redes e o suporte psicossocial, presentes no cotidiano dos jovens, adquirem, por um lado, a import&acirc;ncia de fortalecerem uma toler&acirc;ncia. Na medida em que estes aspectos constituem-se como baluartes para novas intera&ccedil;&otilde;es e para a reafirma&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias interpessoais j&aacute; existentes, isso parece adquirir import&acirc;ncia em termos de aumentar a toler&acirc;ncia para com aspectos precarizantes no trabalho que fazem, ou, em caso contr&aacute;rio, na aus&ecirc;ncia de tais redes psicossociais mostrar diminui&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave;s frustra&ccedil;&otilde;es ou dificuldades enfrentadas, mesmo que as condi&ccedil;&otilde;es possam n&atilde;o ser t&atilde;o prec&aacute;rias. Destaca-se tamb&eacute;m o papel decisivo que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o humanas, entre aprendizes e seus professores, assim como entre aprendizes e seus superiores no trabalho, pode ter para o fato de permanecerem e se envolverem com o ambiente de aprendizagem e de trabalho. Estes s&atilde;o alguns aspectos importantes para compreendermos o processo de constru&ccedil;&atilde;o de suas identidades, como aprendizes trabalhadores, que se alicer&ccedil;a tamb&eacute;m nas diferentes formas de intera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o desses jovens em seu cotidiano de forma&ccedil;&atilde;o e de trabalho (Coelho &amp; Aquino, 2009). Com isso, os sentimentos de "vazio" e impot&ecirc;ncia que podem aparecer diante das dificuldades de entrada no mundo do trabalho (Sarriera &amp; Verdin, 1996) podem n&atilde;o ter tanta influ&ecirc;ncia em suas vidas se forem recuperadas as condi&ccedil;&otilde;es de fortalecimento do clima do "grupo psicol&oacute;gico" (Turner et al., 1987). E &eacute; nas rela&ccedil;&otilde;es forjadas, dentro desse "grupo psicol&oacute;gico", que o sentimento de pertencimento (Turner et al., 1987) e, portanto, de refer&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e existencial perante o mundo que os cerca, poder&aacute; contribuir para novas perspectivas e planos de futuro para esses jovens no mercado de trabalho que se avizinha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, parece ser importante que conte&uacute;dos relativos &agrave; rede e suporte psicossociais que interferem nos processos educativos e formativos passem a fazer parte do processo de capacita&ccedil;&atilde;o dos docentes e dos gestores que v&atilde;o atuar diretamente com os jovens aprendizes seja, respectivamente, na escola ou na empresa. Depreende-se daqui, tamb&eacute;m, outro aspecto que, embora n&atilde;o mencionado diretamente pelos aprendizes, aparece como a outra face da moeda: os docentes e o quanto t&ecirc;m sido formados, e o quanto t&ecirc;m sido focalizadas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para uma atua&ccedil;&atilde;o formativa cr&iacute;tica junto a esta realidade que apresenta nuances peculiares. Freitas (2007) enfoca isto ao referir-se aos paradoxos e dilemas enfrentados pelo educador no seu trabalho de Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos, que muito se assemelha ao dos educadores envolvidos em diferentes programas de forma&ccedil;&atilde;o no campo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas aos setores desfavorecidos, como &eacute; o caso do Programa Jovem Aprendiz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, a este educador exige-se e se espera que tenha postura e atitudes quase herc&uacute;leas diante das dificuldades, inseguran&ccedil;as e paradoxos vividos, na maioria das vezes, solit&aacute;ria e silenciosamente. Espera-se que possa fazer com que aquelas pessoas, ali diante de si e altamente complexas e diversas, possam aprender a ler, escrever e comunicar-se com o mundo num movimento dial&eacute;tico de apropria&ccedil;&atilde;o de sua vida e do mundo oficialmente letrado e possa se constituir um agente de transforma&ccedil;&atilde;o social. Como construir isto em seus educandos? Esta tem sido uma indaga&ccedil;&atilde;o que, em v&aacute;rias ocasi&otilde;es, traz para o educador desafios e inseguran&ccedil;as, nem sempre faladas e muito menos discutidas, quando levado em conta o seu processo de forma&ccedil;&atilde;o (Freitas, 2007, p. 58).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outras palavras, h&aacute; que se cuidar para que n&atilde;o tornemos os docentes v&iacute;timas e nem os responsabilizemos pelas dificuldades nas situa&ccedil;&otilde;es de ensino-aprendizagem, no &acirc;mbito profissionalizante. Estas rela&ccedil;&otilde;es podem ser mais delicadas e dif&iacute;ceis do que as tradicionais, seja porque os alunos j&aacute; foram, anteriormente, expulsos do processo "habitual" de aprendizagem e, portanto, estigmatizados, seja porque a natureza da forma&ccedil;&atilde;o tem uma caracter&iacute;stica espec&iacute;fica (car&aacute;ter profissionalizante), nem sempre familiar aos docentes. Sendo assim, tamb&eacute;m seria importante estudar e compreender, na perspectiva psicossocial, os dilemas e paradoxos vividos n&atilde;o s&oacute; pelos aprendizes, mas tamb&eacute;m por seus educadores (Frigotto, 2001; Castro &amp; Besset, 2008; Josviak, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A busca pela aprendizagem, conhecimento e forma&ccedil;&atilde;o, na vis&atilde;o dos pr&oacute;prios jovens aprendizes, aparece de forma t&atilde;o importante quanto a necessidade de terem um emprego com carteira profissional assinada. Isso nos permite refletir sobre aquelas condi&ccedil;&otilde;es nas quais poderia haver certa exclus&atilde;o ou oposi&ccedil;&atilde;o entre esses dois aspectos. Ou seja, em situa&ccedil;&otilde;es &#151; infelizmente n&atilde;o t&atilde;o incomuns &#151; nas quais possa haver uma concorr&ecirc;ncia entre estudar <i>versus</i> ter um emprego com registro profissional (indicando certa seguran&ccedil;a), se os aprendizes tivessem de escolher, parece que fariam a op&ccedil;&atilde;o por esta &uacute;ltima condi&ccedil;&atilde;o, seja por raz&otilde;es &oacute;bvias, ou apoiados no fato de que a aprendizagem e a forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o superiormente mais valorizadas na atualidade. Al&eacute;m disso, muitas vezes tamb&eacute;m s&atilde;o vistos como pouco interessantes e &uacute;teis, como indicaram os aprendizes. Desnuda-se, aqui, a delicada dimens&atilde;o do processo educacional em termos de poder, de fato, imprimir uma forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e eficiente para estes jovens aprendizes no novo mundo do trabalho. A fragilidade desta dimens&atilde;o formativa da educa&ccedil;&atilde;o emerge, paradoxalmente, mesmo em um contexto no qual temos incorporado a ideologia de que a ascens&atilde;o e melhoria sociais podem ser obtidas por meio da educa&ccedil;&atilde;o. No caso destes jovens aprendizes e de outros pertencentes a estratos mais profissionalizantes, a educa&ccedil;&atilde;o, no mundo real, n&atilde;o tem necessariamente gerado tal mudan&ccedil;a positiva de ascens&atilde;o econ&ocirc;mica e social (Coelho &amp; Aquino, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As perspectivas de vida e os significados do mundo do trabalho no futuro destes jovens s&atilde;o extremamente sens&iacute;veis &agrave; maneira e condi&ccedil;&atilde;o de ingresso que v&atilde;o ter no mercado de trabalho, seja com maior ou menor precariedade, com mais ou menos explora&ccedil;&atilde;o, com facilidades ou dificuldades para iniciarem no mundo adulto de trabalho. Assim &eacute; que "o ingresso prec&aacute;rio e prematuro no mercado de trabalho pode marcar desfavoravelmente a vida laboral do jovem e afetar a sua forma de se ver no mundo, al&eacute;m de demarcar um novo significado para a vida laboral" (Coelho &amp; Aquino, 2009, p. 283). Os aprendizes revelaram que a forma&ccedil;&atilde;o recebida nesse PJA poder&aacute; ter maior import&acirc;ncia e impacto se dirigida &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es reais das suas vidas e, principalmente, se forem potencializadas condi&ccedil;&otilde;es concretas para que eles tenham um futuro mais promissor e seguro.&nbsp;&nbsp;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso tamb&eacute;m nos faz pensar na certa fragilidade que o processo educacional apresenta e no cotidiano destes jovens e de suas fam&iacute;lias, mesmo que represente um processo fundamental para a forma&ccedil;&atilde;o como cidad&atilde;os, como profissionais e seres humanos na melhor acep&ccedil;&atilde;o da palavra. Depreende-se daqui, ent&atilde;o, a necessidade de serem melhor conhecidas as redes e os cen&aacute;rios cotidianos em que esses atores sociais forjam seus planos de futuro e constroem suas cren&ccedil;as a respeito do que vale a pena lutar e fazer, e do que n&atilde;o vale, em termos de seus projetos profissionais e de futuro (Freitas, 2006). Estes aspectos poderiam ser uma parte de conte&uacute;do importante na grade curricular, para a forma&ccedil;&atilde;o docente e pedag&oacute;gica dos profissionais e educadores dos novos t&eacute;cnicos e cidad&atilde;os, participantes em nossa sociedade, como &eacute; o caso dos jovens aprendizes. Ao longo destas reflex&otilde;es, foi poss&iacute;vel, tamb&eacute;m, perceber que o curso frequentado e o trabalho que realizam n&atilde;o correspondem ao curso superior que os aprendizes gostariam de fazer como forma&ccedil;&atilde;o desejada. Aponta-se ainda o fato de que a tarefa em si, realizada pelo jovem aprendiz, &eacute; a mesma ou muito similar, at&eacute; em termos de responsabilidade, &agrave; de um trabalhador adulto, por&eacute;m com um sal&aacute;rio inferior, dentro do que a lei permite. Esta discuss&atilde;o recoloca um antigo debate, j&aacute; realizado nas d&eacute;cadas 1960 e 1970, a respeito das condi&ccedil;&otilde;es concretas, nas dimens&otilde;es do trabalho e da educa&ccedil;&atilde;o, para o estudante que trabalha e o trabalhador que estuda. Considera-se esta discuss&atilde;o importante para ser levada a cabo pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, em termos de serem compreendidas as repercuss&otilde;es na vida destes jovens, para os quais a educa&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o parecem, em muitas ocasi&otilde;es, ter uma rela&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o, esvaziando o car&aacute;ter principal da forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o para uma vida profissional futura. Defende-se que tais cursos e programas de aprendizagem deveriam constituir-se, de fato, em processos de forma&ccedil;&atilde;o ampliada e qualificada, evitando se transformar em cursos meramente t&eacute;cnicos de n&iacute;vel m&eacute;dio com um car&aacute;ter, muitas vezes, mais precarizado, quando priorizam o atendimento aos setores desfavorecidos, em detrimento da qualidade na forma&ccedil;&atilde;o e fortalecimento da cidadania. Ambos os aspectos n&atilde;o s&atilde;o opostos e nem poderiam ser excludentes se &eacute; defendida a perspectiva de uma forma&ccedil;&atilde;o ampliada e completa, assumindo o compromisso para uma forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e tecnicamente competente e implicada com a realidade local e nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida, A. M. (2007). O ingresso do estudante de n&iacute;vel m&eacute;dio e da escola t&eacute;cnica no mercado de trabalho por meio de est&aacute;gios n&atilde;o obrigat&oacute;rios: percep&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o dos jovens &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria<i>.</i> In <i>Encontro de Estudos e pesquisas em Hist&oacute;ria, Trabalho e Educa&ccedil;&atilde;o, </i>(v. 1, pp. 2-27). Campinas: Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914371&pid=S1982-1247201200020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Belluzzo, L., &amp; Victorino, R. C. (2004). A juventude nos caminhos da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. <i>S&atilde;o Paulo em Perspectiva</i>, <i>18</i>, 8-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914373&pid=S1982-1247201200020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brasil. (1988). Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Bras&iacute;lia: Senado Federal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914375&pid=S1982-1247201200020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bock, S. D. (2002). A Inser&ccedil;&atilde;o do Jovem no Mercado de Trabalho. In M. H. Abramo, M. V. Freitas &amp; M. Sposito. (orgs.) <i>Juventude em Debate,</i> (pp. 26-35). S&atilde;o Paulo: Cortez</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914377&pid=S1982-1247201200020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carlos, A. G. (2006). <i>Gr&ecirc;mio estudantil e participa&ccedil;&atilde;o do estudante</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914378&pid=S1982-1247201200020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Castro, L. R., &amp; Besset, V. L. (Eds.) (2008). <i>Pesquisa-interven&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e juventude.</i> Rio de Janeiro: NAU Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914380&pid=S1982-1247201200020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Checchia, A. K. A. (2010). <i>Adolesc&ecirc;ncia e Escolariza&ccedil;&atilde;o numa Perspectiva Cr&iacute;tica em Psicologia Escolar.</i> Campinas: Editora Al&iacute;nea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914382&pid=S1982-1247201200020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coelho, R. N., &amp; Aquino, C. A. B. (2009). Inser&ccedil;&atilde;o Laboral, Juventude e Precariza&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Psicologia Pol&iacute;tica</i>, <i>9</i>(18), 275-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914384&pid=S1982-1247201200020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adilescente [ECA]. (1990). Lei Federal n&ordm; 8.069, de 13 de junho de 1990. Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente. Bras&iacute;lia: Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914386&pid=S1982-1247201200020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fonseca, R. T. M. (2009). O direito &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o: da teoria &agrave; pr&aacute;tica. In R. B. Bley &amp; M. Josviak (Orgs.), <i>Ser Aprendiz! Aprendizagem profissional e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: aspectos jur&iacute;dicos, te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos</i>. S&atilde;o Paulo: LTr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914388&pid=S1982-1247201200020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Franco, L. A. C. (1991). <i>A escola do trabalho e o trabalho da escola</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914390&pid=S1982-1247201200020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freire, P. (1976). <i>Educacion y Cambio</i>. Buenos Aires: B&uacute;squeda-Celadec</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914392&pid=S1982-1247201200020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freitas, M. F. Q. (1986). <i>O psic&oacute;logo na comunidade. Estudo da atua&ccedil;&atilde;o de profissionais engajados em trabalhos comunit&aacute;rios</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914393&pid=S1982-1247201200020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freitas, M. F. Q. (2006). Dimens&otilde;es da exclus&atilde;o e da participa&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana: perspectiva da psicologia social comunit&aacute;ria latino-americana. In M. A. Schmidt &amp; T. Sltoltz (Orgs.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o, cidadania e inclus&atilde;o social, </i>(pp. 104-113). Curitiba: Aos Quatro Ventos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914395&pid=S1982-1247201200020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freitas, M. F. Q. (2007).&nbsp; Educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos, educa&ccedil;&atilde;o popular e processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o: intersec&ccedil;&otilde;es na vida cotidiana. <i>Educar em Revista</i>, <i>29</i>, 47-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914397&pid=S1982-1247201200020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freitas, M. F. Q. (2008). Juventude e vida cotidiana: perspectivas da psicologia social comunit&aacute;ria. In L. R. Castro &amp; V. L. Besset (Orgs.), <i>Pesquisa-interven&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e juventude, </i>(pp. 62-84). Rio de Janeiro: NAU/Faperj.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914399&pid=S1982-1247201200020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frigotto, G. (2001). Educa&ccedil;&atilde;o, crise do trabalho assalariado e do desenvolvimento: teorias em conflito. In G. Frigotto (Ed), <i>Educa&ccedil;&atilde;o e crise do trabalho: perspectivas de final de s&eacute;culo, </i>(pp. 25-51). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914401&pid=S1982-1247201200020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Josviak, M. (2009). Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e aprendizagem: a participa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho na constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para profissionalizar jovens no Paran&aacute;<i>. </i>In M. Josviak&nbsp; &amp; R. B. Bley (Eds.), <i>Ser Aprendiz! Aprendizagem profissional e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: aspectos jur&iacute;dicos, te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos, </i>(pp. 39-60). S&atilde;o Paulo: LTr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914403&pid=S1982-1247201200020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Liborio, R. M. C., &amp; Sousa, S. M. G. (Eds.) (2004). <i>A explora&ccedil;&atilde;o sexual de crian&ccedil;as e adolescentes no Brasil: reflex&otilde;es te&oacute;ricas, relatos de pesquisa e interven&ccedil;&otilde;es psicossociais.</i> Goi&acirc;nia: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914405&pid=S1982-1247201200020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Meyrelles, K. V. (2004). <i>Os sentidos e significados da escola para o adolescente</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914407&pid=S1982-1247201200020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o [MEC]. (1999). Parecer CNE/CEB n&ordm; 16/99. Trata das diretrizes curriculares nacionais para a educa&ccedil;&atilde;o profissional de n&iacute;vel t&eacute;cnico. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914409&pid=S1982-1247201200020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Montero, M. (2011). Ser, Fazer e Parecer: cr&iacute;tica e liberta&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina. In R. S. L. Guzzo &amp; F. Lacerda Jr. (Orgs.), <i>Psicologia Social para Am&eacute;rica Latina &#150; O resgate da Psicologia da Liberta&ccedil;&atilde;o, </i>(pp. 87-100). Campinas: Alinea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914411&pid=S1982-1247201200020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&uuml;ller, F. (2008). Socializa&ccedil;&atilde;o na escola: transi&ccedil;&otilde;es, aprendizagem e amizade na vis&atilde;o das crian&ccedil;as. <i>Educar em Revista</i>, 32, 123-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914413&pid=S1982-1247201200020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oleski, R. J. (2009). Hist&oacute;rico da aprendizagem profissional. In M. Josviak &amp; R. B. Bley (Orgs.), <i>Ser Aprendiz! Aprendizagem profissional e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: aspectos jur&iacute;dicos, te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos,</i> (pp. 83-102). S&atilde;o Paulo: LTr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914415&pid=S1982-1247201200020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oliveira, A. M., &amp; Tomazetti, E. M. (2012). Sobre a condi&ccedil;&atilde;o juvenil na escola contempor&acirc;nea: cen&aacute;rios de uma crise. <i>Atos de pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o (FURB)</i>, 7, 106-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914417&pid=S1982-1247201200020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oliveira, D. C. (2001). Futuro e liberdade: o trabalho e a institui&ccedil;&atilde;o escolar nas representa&ccedil;&otilde;es sociais de adolescentes. <i>Estudos de Psicologia</i> (Natal), <i>6</i>(2), 245-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914419&pid=S1982-1247201200020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oliveira, L. M. P. (2010). <i>Jovens aprendizes: aspectos psicossociais da forma&ccedil;&atilde;o para a vida</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914421&pid=S1982-1247201200020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Queiroz, E. M. O. (2008). Jovens trabalhadores e a Escola Noturna: rela&ccedil;&otilde;es de reciprocidade e antagonismo. In M. T. C. Guimar&atilde;es (<i>Org.</i>). <i>Estudos sobre jovens e processos educativos na contemporaneidade,</i> (v.1, pp. 13-35). Goi&acirc;nia: Editora da UCG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914423&pid=S1982-1247201200020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rayou, P. (2005). Crian&ccedil;as e jovens na escola: como os compreender. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, <i>26</i>(91), 465-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914425&pid=S1982-1247201200020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Saffiotti, A. (2008). <i>Crise e transforma&ccedil;&atilde;o: um estudo sobre a experi&ecirc;ncia de alunos de baixa renda num cursinho popular</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914427&pid=S1982-1247201200020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sarriera, J., &amp; Verdin, R. (1996). Os jovens &agrave; procura do trabalho: uma an&aacute;lise qualitativa<i>. Porto Alegre. Revista PSICO (PUCRS</i>), <i>27</i>(1), 59-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914429&pid=S1982-1247201200020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). (2010, October 8). A educa&ccedil;&atilde;o profissional no contexto da educa&ccedil;&atilde;o nacional. <i>Referenciais para a educa&ccedil;&atilde;o profissional SENAC</i>. Acesso em 8 de Outubro de 2010, em <a href="http://www.senac.br/conheca/referenciais/ref2.htm" target="_blank">http://www.senac.br/conheca/referenciais/ref2.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914431&pid=S1982-1247201200020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Suss, M. A. O. (2009). A aprendizagem e seus efeitos sobre a promo&ccedil;&atilde;o social de adolescentes e jovens na hist&oacute;ria do trabalho infantil &#150; Betesda. In M. Josviak, &amp; R. B. Bley (Eds.), <i>Ser Aprendiz! Aprendizagem profissional e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: aspectos jur&iacute;dicos, te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos, </i>(pp. 253-266). S&atilde;o Paulo: LTr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914432&pid=S1982-1247201200020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Turner, J. C., Hoog, M. A., Oakes, P. J., Reicher, S. D., &amp; Wetherell, M. S. (1987). <i>Rediscovering the Social Group: a Self-Categorization Theory</i>. Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914434&pid=S1982-1247201200020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Veras, R., &amp; Louren&ccedil;o, R. (2010). <i>Forma&ccedil;&atilde;o Humana em Geriatria e Gerontologia &#150; uma perspectiva interdisciplinar</i>. Rio de Janeiro: DOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3914436&pid=S1982-1247201200020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psipesq/v6n2/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b><br /> Maria de Fatima Quintal de Freitas<br /> Rua Manoel Eufrasio, 293/1.001<br /> CEP 80030-440 &#150; Curitiba/PR<br /> E-mails: <a href="mailto:fquintal@terra.com.br">fquintal@terra.com.br</a> / <a href="mailto:lygportugal@gmail.com">lygportugal@gmail.com</a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 27/05/2012<br /> Revisto em 05/09/2012<br /> Aceito em 30/10/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt*"></a><a href="#tx*">*</a> Agradecemos &agrave; CAPES</font></p>      ]]></body>
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