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<journal-title><![CDATA[Psicologia em Pesquisa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A psicologia teórica e filosófica como uma área de pesquisa acadêmica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho (GEPET) ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The need for philosophical and conceptual psychology research has been repeatedly pointed out due to the characterization of the discipline as excessively focused on method and empirical data collection. In the last few decades, a new area of research has been developed to meet these demands, the Philosophical and Theoretical Psychology. With the aim of providing an introduction to this area, we highlighted some of the main journals, graduate programs and institutions that are involved in the production of knowledge in this field. We tried to establish the scope and purposes of the Theoretical and Philosophical Psychology. We reviewed different authors who sought to establish the main activities in this field. Thus, we provide some examples of important research, and we concluded that the encouragement of this kind of inquiry is indeed relevant to Psychology.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>DOI:</b> 10.5327/Z1982-1247201500010009</font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A psicologia te&oacute;rica e filos&oacute;fica como uma &aacute;rea de pesquisa acad&ecirc;mica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Philosophical and theoretical psychology as a field of academic research</b></font></p>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fl&aacute;vio Fernandes Fontes;    Jorge Tarc&iacute;sio da Rocha Falc&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho (GEPET). Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal), Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="back"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisas filos&oacute;ficas e conceituais v&ecirc;m sendo reiteradamente apontadas como necess&aacute;rias na Psicologia, dada a caracteriza&ccedil;&atilde;o da disciplina como   excessivamente centrada no m&eacute;todo e na coleta de dados emp&iacute;ricos. Em resposta a isso, ocorreu ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas o surgimento de uma   nova &aacute;rea de pesquisa, a Psicologia Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica. Com o objetivo de fornecer uma introdu&ccedil;&atilde;o a este campo, s&atilde;o destacados alguns dos principais   peri&oacute;dicos, programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e institui&ccedil;&otilde;es que produzem conhecimento nesta vertente. Procurou-se delimitar o escopo e o objetivo da   Psicologia Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica. Foram revisados diferentes autores que procuraram estabelecer quais as suas principais atividades, para isso foram   elencados alguns exemplos de pesquisas importantes, e concluiu-se a relev&acirc;ncia do fomento deste tipo de pesquisa para a Psicologia como um todo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> psicologia te&oacute;rica; psicologia filos&oacute;fica; an&aacute;lise conceitual.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The need for philosophical and conceptual psychology research has been repeatedly pointed out due to the characterization of the discipline as   excessively focused on method and empirical data collection. In the last few decades, a new area of research has been developed to meet these demands,   the Philosophical and Theoretical Psychology. With the aim of providing an introduction to this area, we highlighted some of the main journals,   graduate programs and institutions that are involved in the production of knowledge in this field. We tried to establish the scope and purposes of the   Theoretical and Philosophical Psychology. We reviewed different authors who sought to establish the main activities in this field. Thus, we provide   some examples of important research, and we concluded that the encouragement of this kind of inquiry is indeed relevant to Psychology.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> theoretical psychology; philosophical psychology; conceptual analysis.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A falta de pesquisa te&oacute;rica e de an&aacute;lises conceituais   em Psicologia tem sido apontada reiteradamente   como um problema por diferentes autores   (Machado, Louren&ccedil;o, &amp; Silva, 2000). Wittgenstein   (1996), em uma passagem c&eacute;lebre, apontou que "existem   na Psicologia m&eacute;todos experimentais e confus&atilde;o   conceitual" (p. 206). Harr&eacute; e Secord (1972) reclamaram   da ingenuidade conceitual dos psic&oacute;logos e da   sua tend&ecirc;ncia a substituir discuss&otilde;es conceituais por   defini&ccedil;&otilde;es operacionais e experimentos, lamentando   que a precis&atilde;o de significado dos conceitos n&atilde;o seja t&atilde;o valorizada no campo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Moscovici (1972) afligiu-se pelo estado de   neglig&ecirc;ncia em que a pesquisa te&oacute;rica se encontra   em Psicologia, particularmente agora que "o sonho   positivista de uma ci&ecirc;ncia sem metaf&iacute;sica" (p. 22)   parece cada vez mais um sonho e n&atilde;o uma possibilidade   real. Para Moscovici (1972), o resguardo   do debate te&oacute;rico em Psicologia possui aspectos   emocionais, pois h&aacute; um medo real de cair em debates   filos&oacute;ficos. No entanto, se pesquisadores de   outras &aacute;reas podem se dividir em te&oacute;ricos e experimentalistas,   deixando mais liberdade para que cada   atividade desenvolva a sua pr&oacute;pria cultura, ent&atilde;o   porque n&atilde;o pode haver a realiza&ccedil;&atilde;o de algo assim   tamb&eacute;m na Psicologia?<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="1a"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Wachtel (1980) reclamou da falta de incentivos   para a realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos te&oacute;ricos em Psicologia,   apesar da sua evidente necessidade, e Wakefield   (2007) recentemente retomou tal artigo para afirmar   mais uma vez a necessidade de atividade te&oacute;rica em   Psicologia. Toulmin e Leary (1985) relacionam o estreitamento   dos pensamentos te&oacute;rico e filos&oacute;fico em   Psicologia com a influ&ecirc;ncia positivista, que teve como   resultado a forma&ccedil;&atilde;o de um verdadeiro culto ao empirismo   na Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Alston (1985) destacou que a an&aacute;lise conceitual &eacute; uma parte importante de qualquer empreendimento   intelectual, e a rela&ccedil;&atilde;o entre filosofia anal&iacute;tica e teoria   psicol&oacute;gica pode render frutos para a &aacute;rea em an&aacute;lise.   Danziger (1985) indicou a excessiva valoriza&ccedil;&atilde;o de   quest&otilde;es sobre m&eacute;todos em detrimento de discuss&atilde;o   te&oacute;rica, ressaltando que alguns dos autores mais influentes   da hist&oacute;ria da Psicologia, como Wundt, Freud,   K&ouml;hler, Wertheimer, Lewin e Piaget, n&atilde;o fizeram uso   de estat&iacute;stica inferencial para chegar a suas conclus&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Machado et al. (2000) discorreram de forma longa   e convincente sobre como a Psicologia em geral tem   se orientado predominantemente para fatos e pesquisas   emp&iacute;ricas, dando pouca aten&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade fundamental   de an&aacute;lise dos conceitos. Ao final, recomendam que   o estudo da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia, da l&oacute;gica e da filosofia   anal&iacute;tica pode ser mais ben&eacute;fico do que as atuais disciplinas   de estat&iacute;stica e dos m&eacute;todos de pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Machado e Silva (2007) mostraram como a   an&aacute;lise conceitual &eacute; uma parte do m&eacute;todo cient&iacute;fico   na F&iacute;sica, por meio de um estudo das an&aacute;lises conceituais   feitas por Galileu, e recomendaram que a   Psicologia invista nessa estrat&eacute;gia a fim de clarificar   significados, expor problemas em modelos te&oacute;ricos,   revelar pressupostos n&atilde;o explicitados e avaliar a consist&ecirc;ncia   de teorias. Banicki (2011) postulou que   a atividade de an&aacute;lise conceitual em Psicologia n&atilde;o   tem sido desenvolvida como poderia, argumentou   contra uma s&eacute;rie de obje&ccedil;&otilde;es feitas &agrave; an&aacute;lise conceitual,   e concluiu que esta &eacute; uma ferramenta promissora   que pode contribuir para o desenvolvimento da &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Laurenti (2012) atualizou o diagn&oacute;stico de   Wittgenstein, afirmando: "na Psicologia, existem m&eacute;todos   (experimentais e n&atilde;o experimentais) e confus&atilde;o   conceitual" (p. 179). Isto &eacute;, mesmo com as cr&iacute;ticas ao   m&eacute;todo experimental e o surgimento de novos m&eacute;todos,   a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho te&oacute;rico frente ao   emp&iacute;rico continua forte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para Laurenti (2012), s&atilde;o diversos os problemas   para aqueles que desejam conduzir pesquisas conceituais   em Psicologia. Poucos orientadores aceitam trabalhos   deste tipo, h&aacute; dificuldades de apoio financeiro, de estabelecimento   das linhas de pesquisa e de inser&ccedil;&atilde;o em   linhas existentes, al&eacute;m daquela de publica&ccedil;&atilde;o em peri&oacute;dicos,   o que faz com que alguns estudantes migrem   para a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Filosofia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Cruz (2013) defende a import&acirc;ncia e a atualidade   de se defender uma atitude filos&oacute;fica na Psicologia, em   um momento em que a medicaliza&ccedil;&atilde;o e o sucesso das   neuroci&ecirc;ncias pressionam no sentido de reduzir o psicol&oacute;gico   ao biol&oacute;gico. Para isso, aponta, como instrumentos   especialmente importantes, a hist&oacute;ria dos conceitos de   Canguilhem e o trabalho de Foucault, a fim de pensar a   dimens&atilde;o hist&oacute;rica do saber psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os constantes e cont&iacute;nuos apontamentos de   que a Psicologia precisa de mais trabalhos te&oacute;ricos   e conceituais s&atilde;o sintom&aacute;ticos, tanto da sua escassez   quanto de seu car&aacute;ter marginal/minorit&aacute;rio. Os trabalhos   acad&ecirc;micos te&oacute;ricos em Psicologia existentes s&atilde;o   frequentemente ignorados e desconhecidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Dado o contexto esbo&ccedil;ado, o presente artigo pretendeu   ser uma introdu&ccedil;&atilde;o ao campo, a fim de possibilitar   uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o ao assunto, fornecendo   indica&ccedil;&otilde;es sobre a sua forma&ccedil;&atilde;o e o seu progresso pol&iacute;tico-   institucional e sua relev&acirc;ncia dentro da Psicologia   enquanto &aacute;rea do conhecimento como um todo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">     <b>A forma&ccedil;&atilde;o da Psicologia Te&oacute;rica e     Filos&oacute;fica no plano internacional e no Brasil</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O campo da Psicologia Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica &eacute;   reconhecido internacionalmente como uma &aacute;rea de   pesquisa. Desde 1963, a <i>American Psychological Association</i>   (APA) tem uma divis&atilde;o voltada para a &aacute;rea,   denominada<i> Society for Theoretical and Philosophical   Psychology.</i> No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980, fundou-se,   tamb&eacute;m com proje&ccedil;&atilde;o mundial, a <i>International Society   for Theoretical Psychology</i>. Alguns peri&oacute;dicos s&atilde;o   dedicados exclusivamente ao campo, como o "<i>Journal   of Theoretical and Philosophical Psychology</i>", cujo primeiro   n&uacute;mero foi lan&ccedil;ado em 1981<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="2a"></a>; o "<i>New Ideas in   Psychology</i>", que come&ccedil;ou a ser editado em 1983 e o "<i>Theory and Psychology</i>", cujo in&iacute;cio se deu em 1991.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O est&aacute;gio avan&ccedil;ado da discuss&atilde;o sobre uma Psicologia   Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica nos Estados Unidos pode   ser averiguado pelo debate sobre o artigo de Slife e   Williams (1997). Os autores sugeriram a cria&ccedil;&atilde;o de   uma subdisciplina de Psicologia Te&oacute;rica como um reconhecimento   de uma &aacute;rea que, na pr&aacute;tica, j&aacute; existe, e   citam a fragmenta&ccedil;&atilde;o da Psicologia, as influ&ecirc;ncias de   perspectivas p&oacute;s-modernas e as mudan&ccedil;as na filosofia   da ci&ecirc;ncia como fatores que tornam a reflex&atilde;o te&oacute;rica   extremamente necess&aacute;ria. O texto gerou diversas respostas,   as quais ser&atilde;o resumidas no presente trabalho<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="3a"></a>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quinn (1998) defende que a Psicologia Te&oacute;rica   pode ser &uacute;til para a Psicoterapia, j&aacute; que esta tem tradicionalmente   criado v&aacute;rias escolas de pensamento e   poderia se beneficiar de mais avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica de   m&eacute;todos e ideias. Abi-Hashem (1998) nota na Psicologia   Te&oacute;rica uma oportunidade para contrabalancear   o car&aacute;ter demasiado espec&iacute;fico das pesquisas acad&ecirc;micas   em Psicologia. No entanto, o investigador alerta   para a possibilidade de que uma Psicologia Te&oacute;rica   pode ser tanto um modo de se obter uma vis&atilde;o mais   global dos problemas como agravar a fragmenta&ccedil;&atilde;o,   j&aacute; que aumenta o n&uacute;mero de subdisciplinas (quest&atilde;o   tamb&eacute;m levantada por Gantt, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Grace e Ferreras (1998) consideram que o   argumento de Slife e Williams (1997) n&atilde;o tem sustenta&ccedil;&atilde;o,   dado que a Psicologia vem funcionando   bem sem uma subdisciplina de Psicologia Te&oacute;rica e   que a atividade te&oacute;rica j&aacute; est&aacute; embutida na atividade   normal de qualquer psic&oacute;logo. Weems (1998) demonstra   preocupa&ccedil;&atilde;o de que uma Psicologia Te&oacute;rica   vista como subdisciplina acabe aumentando a dist&acirc;ncia   entre a reflex&atilde;o te&oacute;rica e a pesquisa experimental.   Este autor pondera no sentido de que seria melhor   abordar a Psicologia Te&oacute;rica como uma metadisciplina,   a qual atravessa e engloba todas as disciplinas, sem   necessariamente constituir uma &aacute;rea nova.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Stam (1998) reconhece que as diferentes atividades   propostas por Slife e Williams (1997) s&atilde;o relevantes,   por&eacute;m argumenta que o papel da teoria em Psicologia   n&atilde;o pode ser somente o de servir &agrave;s pesquisas existentes,   mas deve ser associado ao conhecimento hist&oacute;rico   e &agrave; possibilidade de mudar a disciplina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Howard (1998) afirmou que os "psic&oacute;logos   est&atilde;o se afogando em um mar de dados que poucos   tentam juntar" (p. 69) e que a s&iacute;ntese de achados &eacute; t&atilde;o   importante quanto o desenvolvimento de novos dados.   Para este autor, a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova subdisciplina   n&atilde;o &eacute; a mais relevante, deve-se estimular trabalhos que   tentem integrar conjuntos de experimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &Eacute; uma tarefa dif&iacute;cil, mas bastante recompensadora &mdash; afinal, o procedimento de coletar dados n&atilde;o deve   ser visto como um fim em si mesmo, mas como um para   se adquirir conhecimento, que s&oacute; pode advir pelo estabelecimento   de v&iacute;nculos com a teoria, que poder&aacute; fornecer   aos dados emp&iacute;ricos um quadro de refer&ecirc;ncia que lhes   forne&ccedil;a coer&ecirc;ncia e estrutura (Howard, 1998).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Brand (1998) alertou para o que considera ser   um vi&eacute;s p&oacute;s-moderno do artigo de Slife e Williams   (1997), ou seja, a defesa de que todo empreendimento   cient&iacute;fico se baseia em uma linguagem cujo sentido   depende do contexto e das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Brand   (1998) defende que uma Psicologia Te&oacute;rica &eacute; importante,   desde que n&atilde;o atue como ve&iacute;culo para um   determinado modo de pensar (p&oacute;s-moderno), e deve   incluir tamb&eacute;m a atividade te&oacute;rica positivista, isto &eacute;,   que considera fundamental o papel de observa&ccedil;&otilde;es   emp&iacute;ricas. Mais importante do que estabelecer se a   caracteriza&ccedil;&atilde;o de Brand do pensamento p&oacute;s-moderno &eacute; exata ou se o seu apelo ao empirismo &eacute; consistente,   o ponto fundamental &eacute; que grupos com diferentes filosofias   da ci&ecirc;ncia t&ecirc;m interesse em trabalho te&oacute;rico,   e n&atilde;o devem ser exclu&iacute;dos a <i>priori</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em face das an&aacute;lises apresentadas, e em di&aacute;logo   com elas, considerou-se que os diferentes n&iacute;veis   de atividade te&oacute;rica levantados ao longo desta   discuss&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o excludentes. Em um primeiro   n&iacute;vel, esta tarefa &eacute; inerente ao trabalho de todo e   qualquer psic&oacute;logo; em um segundo, &eacute; uma atividade   fim na qual alguns se engajam com mais   afinco, seja em continuidade ou em paralelo a suas   pesquisas emp&iacute;ricas; e em um terceiro n&iacute;vel, &eacute; uma   que adquire autonomia, ocupando um lugar que   n&atilde;o se define mais por sua rela&ccedil;&atilde;o com um trabalho   emp&iacute;rico (seja de introdu&ccedil;&atilde;o, fundamenta&ccedil;&atilde;o,   complementa&ccedil;&atilde;o, digress&atilde;o etc.), mas que se afirma   e entende como uma pesquisa de pleno direito,   com sua pr&oacute;pria ordem de quest&otilde;es e problemas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Portanto, a proposta de uma Psicologia Te&oacute;rica   e Filos&oacute;fica n&atilde;o significa substituir as atividades tipos   1 e 2 descritas ou destac&aacute;-las de seu lugar de direito para   concentr&aacute;-las em um outro lugar. A proposta &eacute; somar a   essas duas um tipo de atividade 3, e a justifica&ccedil;&atilde;o para   isso &eacute; que ela &eacute; caracterizada por um n&iacute;vel de autonomia   que permite criar uma cultura de trabalhos te&oacute;ricos   capazes de entregar resultados que dificilmente seriam   atingidos, ou levariam muito tempo para serem atingidos,   se perseguidos somente por atividades de tipos 1 e 2.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Independentemente da cria&ccedil;&atilde;o de uma subdisciplina,   que possivelmente &eacute; uma quest&atilde;o relacionada   ao n&uacute;mero de psic&oacute;logos com interesse em promover   tal a&ccedil;&atilde;o no plano hist&oacute;rico e pol&iacute;tico, entende-se   como um resultado conclusivo desse debate o fato de   a maioria dos autores concordar com a relev&acirc;ncia do   desenvolvimento de pesquisas que procurem trabalhar   quest&otilde;es conceituais, filos&oacute;ficas e te&oacute;ricas dentro   do campo da Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No Brasil, embora pesquisas te&oacute;ricas tenham   sido realizadas, a grande maioria n&atilde;o parece ter consci&ecirc;ncia   expl&iacute;cita de estar trabalhando em um campo   distinto que merece reconhecimento e autonomia. Um forte sinal dessa falta de elabora&ccedil;&atilde;o do campo &eacute;   o fato de que n&atilde;o h&aacute; peri&oacute;dicos especializados nesse   dom&iacute;nio de produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma mudan&ccedil;a importante no cen&aacute;rio brasileiro   foi a funda&ccedil;&atilde;o, em 2010, do N&uacute;cleo de Pesquisa   em Hist&oacute;ria e Filosofia da Psicologia (NPHFP) da   Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O mesmo   grupo inaugurou em 2011 uma linha de pesquisa   voltada para a Hist&oacute;ria e Filosofia da Psicologia, no   programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da UFJF,   que foi apresentada como a primeira do Brasil em seu   g&ecirc;nero (Araujo, 2012; Araujo, Caropreso, Simanke, &amp; Casta&ntilde;on, 2013).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A atividade te&oacute;rica/filos&oacute;fica em Psicologia tem   tradicionalmente estado associada &agrave; &aacute;rea de hist&oacute;ria,   tanto no &acirc;mbito da pesquisa (programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o   que envolvem os dois temas) quanto do ensino,   por meio da disciplina de Teorias e Sistemas em Psicologia   (Brock, 1998). O programa da UFJF segue o   exemplo de outros, tais como: H<i>istory and Theory of   Psychology,</i> da Universidade de York (Canad&aacute;); <i>History   and Theory of Psychology</i>, da Universidade de Edimburgo   (Esc&oacute;cia); <i>Theory and History of Psychology</i>, da   Universidade de Groningen (Holanda). Um outro   importante que n&atilde;o segue o padr&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o   com Hist&oacute;ria em seu t&iacute;tulo &eacute; o da Universidade de   Calgary (Canad&aacute;), denominado <i>Social and Theoretical   Psychology.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Institucionalmente, tamb&eacute;m h&aacute; associa&ccedil;&atilde;o   entre atividade te&oacute;rica/filos&oacute;fica e Hist&oacute;ria em algumas   sociedades de Psicologia. Dentro da <i>Canadian   Psychological Association</i>, existe a se&ccedil;&atilde;o <i>History and Philosophy</i>,   que edita o peri&oacute;dico "<i>History and Philosophy   of Psychology Bulletin</i>". Na <i>British Psychological Society,</i>   tamb&eacute;m existe uma se&ccedil;&atilde;o intitulada <i>History   and Philosophy</i>, que edita o peri&oacute;dico <i>"History and   Philosophy of Psychology</i>". J&aacute; a APA possui a divis&atilde;o   24, que &eacute; dedicada somente a <i>Theoretical and   Philosophical Psychology</i>, separada da 26, chamada   <i>Society for the History of Psychology.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No Brasil, os grupos de trabalho (GT) da Associa&ccedil;&atilde;o   Nacional de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em   Psicologia (ANPEPP) se aproximam mais das se&ccedil;&otilde;es   das sociedades citadas, embora estes n&atilde;o tenham a   mesma estabilidade no que diz respeito &agrave; numera&ccedil;&atilde;o   e exist&ecirc;ncia, ocorrendo varia&ccedil;&otilde;es entre os diferentes   encontros. No que diz respeito a esses GT, destaca-se   a exist&ecirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o de um GT em Hist&oacute;ria da Psicologia   desde 1996. No entanto, n&atilde;o h&aacute; um voltado   especificamente &agrave; atividade te&oacute;rica-filos&oacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   At&eacute; esta parte do trabalho, foi apontado para a   import&acirc;ncia desta &aacute;rea de Psicologia e sua constitui&ccedil;&atilde;o   no plano internacional e para o seu desenvolvimento   incipiente no Brasil. No entanto, &eacute; preciso explorar   com mais detalhes o que entendemos que uma Psicologia   Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica pode, ou deveria fazer, e   o que ela n&atilde;o &eacute; ou quais atividades n&atilde;o est&atilde;o dentro   deste dom&iacute;nio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">     <b>A atividade da psicologia te&oacute;rica e filos&oacute;fica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma confus&atilde;o que a proposta deste campo   pode causar &eacute; a de que se trata de uma nova escola   ou um paradigma, a partir do qual se deveria ler toda   a Psicologia, estando no n&iacute;vel de uma evolucionista   ou s&oacute;cio-hist&oacute;rica, por exemplo. A Psicologia Te&oacute;rica   e Filos&oacute;fica se prop&otilde;e como um campo aberto de   reflex&atilde;o e trabalho metate&oacute;rico e filos&oacute;fico dentro da   Psicologia de uma forma geral, sem compromisso espec&iacute;fico   com uma agenda que n&atilde;o seja a de criar e   cultivar uma cultura de pesquisa que permita dedica&ccedil;&atilde;o   exclusiva a esse tipo de trabalho, como uma op&ccedil;&atilde;o   poss&iacute;vel e desej&aacute;vel na pesquisa em Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Indiv&iacute;duos dentro do campo t&ecirc;m posicionamentos   dos mais variados, inclusive sobre quais   atividades a Psicologia Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica deveria   realizar. Certamente, n&atilde;o &eacute; nenhuma surpresa que   a concep&ccedil;&atilde;o do campo se torne alvo de disputas e   que diferentes vis&otilde;es sejam apresentadas, dado que   ele deve refletir necessariamente a fragmenta&ccedil;&atilde;o   da pr&oacute;pria Psicologia. Algumas dessas vis&otilde;es sobre   o que o campo &eacute;, presentes nos trabalhos de Slife   (2000), Martin (2004), Teo (2009) e Casta&ntilde;on   (2012), ser&atilde;o apresentadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Slife (2000) considera que o psic&oacute;logo te&oacute;rico   tem dois prop&oacute;sitos principais: formular e ajudar outros   a articular teorias que, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, ser&atilde;o   testadas empiricamente, seja de maneira quantitativa   ou qualitativa; examinar e ajudar outros psic&oacute;logos a   examinar temas n&atilde;o emp&iacute;ricos que sejam relevantes   para o seu trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para Slife (2000), o psic&oacute;logo te&oacute;rico pode   atuar como um consultor que ajuda outros a examinarem   e constru&iacute;rem teoricamente seus trabalhos, de   uma maneira an&aacute;loga talvez ao trabalho da presta&ccedil;&atilde;o   de servi&ccedil;os de um estat&iacute;stico para um pesquisador que   n&atilde;o domina determinados recursos. Isso ajudaria a   mudar a imagem do psic&oacute;logo te&oacute;rico, que muitas vezes &eacute; tido como um cr&iacute;tico mordaz, o qual n&atilde;o oferece   solu&ccedil;&otilde;es, mas apenas aponta problemas. A posi&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;tico seria por demais confort&aacute;vel &mdash; &eacute; preciso ir   al&eacute;m e interagir, proporcionando op&ccedil;&otilde;es construtivas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A intera&ccedil;&atilde;o proposta por Slife se daria n&atilde;o s&oacute;   entre pesquisadores profissionais, mas tamb&eacute;m entre   psic&oacute;logos te&oacute;ricos e comunidade como um todo.   A partir da no&ccedil;&atilde;o aristot&eacute;lica de <i>phronesis</i>, o investigador   defende que todo conhecimento envolve necessariamente   um aspecto &eacute;tico, de di&aacute;logo e de intera&ccedil;&atilde;o   com a sociedade, e por isso, o psic&oacute;logo te&oacute;rico deveria   n&atilde;o s&oacute; participar de publica&ccedil;&otilde;es especializadas,   como tamb&eacute;m escrever para o p&uacute;blico leigo, recuperando   a figura do intelectual p&uacute;blico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Martin (2004) divide as atividades te&oacute;ricas da   Psicologia Te&oacute;rica em tr&ecirc;s grandes tipos: relacionadas   diretamente &agrave; pesquisa emp&iacute;rica; associadas &agrave; pr&aacute;tica   da profiss&atilde;o (incluindo aspectos morais e pol&iacute;ticos);   relacionadas &agrave; presen&ccedil;a da Psicologia na sociedade   como um todo. Para Martin (2004), a Psicologia Te&oacute;rica   teria um papel terap&ecirc;utico ao examinar a pesquisa,   a pr&aacute;tica profissional e as iniciativas p&uacute;blicas dos psic&oacute;logos,   debatendo sua ret&oacute;rica, seus conceitos e fazendo   dialogar diferentes pontos de vista e argumentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Teo (2009) defende que as psicologias te&oacute;rico-   filos&oacute;ficas se caracterizam como programas   metate&oacute;ricos que trabalham em dom&iacute;nios filos&oacute;ficos,   assumindo perspectivas reflexivas sobre temas psicol&oacute;gicos.   Para Teo (2009), todo psic&oacute;logo &eacute; te&oacute;rico,   no sentido de que faz uso necessariamente de teorias   e contribui para elas. O que caracteriza o diferencial   da atividade metate&oacute;rica &eacute; a reflex&atilde;o sobre os pressupostos   impl&iacute;citos e expl&iacute;citos das teorias dentro do &acirc;mbito filos&oacute;fico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Teo (2009) considera que as &aacute;reas filos&oacute;ficas   relevantes seriam: Ontologia, que engloba discuss&otilde;es   como o objeto da Psicologia, a rela&ccedil;&atilde;o mente e corpo   e a natureza das categorias psicol&oacute;gicas; Epistemologia,   que aborda natureza do conhecimento e verdade nas   teorias psicol&oacute;gicas; &eacute;tica/pr&aacute;tica, para discuss&otilde;es   sobre fato e valor, justi&ccedil;a social etc.; e est&eacute;tica, que   seria pertinente pela utiliza&ccedil;&atilde;o da arte na investiga&ccedil;&atilde;o   da subjetividade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O mesmo investigador cita ainda que trabalhos   metate&oacute;ricos podem ser de tr&ecirc;s tipos: reconstru&ccedil;&atilde;o, que   realizaria a integra&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o de teorias por meios   hist&oacute;ricos, te&oacute;ricos ou conceituais; desconstru&ccedil;&atilde;o, ou   seja, a cr&iacute;tica de uma determinada teoria, ou constru&ccedil;&atilde;o,   que &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o de uma teoria nova e original.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Casta&ntilde;on (2012) entende que a Psicologia Filos&oacute;fica   pode ser definida, de um modo geral, como   o estudo das quest&otilde;es conceituais em Psicologia, dividindo-   a em quatro campos: Epistemologia da Psicologia,   que engloba os problemas fundamentais da   Ontologia e da Epistemologia da Psicologia; Psicologia   Te&oacute;rica, que assume como pressuposto a aplica&ccedil;&atilde;o   da ci&ecirc;ncia moderna ao problema psicol&oacute;gico e funciona   como um correlato da f&iacute;sica te&oacute;rica; Psicologia   Filos&oacute;fica, um campo difuso que seria caracterizado   pela abordagem de temas psicol&oacute;gicos sem o uso do   m&eacute;todo cient&iacute;fico; Filosofia da Mente, dedicada aos   fen&ocirc;menos mentais, como consci&ecirc;ncia, mem&oacute;ria,   senso/percep&ccedil;&atilde;o, conceitualiza&ccedil;&atilde;o, dentre outros, e   sua rela&ccedil;&atilde;o com o c&eacute;rebro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Essas diferentes formas de dividir o campo revelam   a riqueza de suas possibilidades. Prop&otilde;e-se aqui que   a diferen&ccedil;a fundamental seja entre, de um lado, a psicologia   te&oacute;rica concebida como auxiliar da pesquisa emp&iacute;rica &mdash; correspondente ao sentido 1 de Slife, 1 de Martin   e 2 de Casta&ntilde;on &mdash; e a psicologia te&oacute;rica concebida de   maneira mais ampla, englobando uma s&eacute;rie de atividades   e problemas de dif&iacute;cil categoriza&ccedil;&atilde;o &mdash; sentido 2 de   Slife, 2 e 3 de Martin, 1, 3 e 4 de Casta&ntilde;on e talvez toda   a proposta metate&oacute;rica de Teo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Embora ambas as formas tenham legitimidade   e muito trabalho a fazer, gostar&iacute;amos de discorrer   mais longamente sobre a Psicologia Filos&oacute;fica em seu   sentido mais amplo, que n&atilde;o se considera diretamente   ligada a um modo espec&iacute;fico de pesquisa emp&iacute;rica ou   ao empreendimento de aplica&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o moderna   de ci&ecirc;ncia &agrave; Psicologia. Tornar-se o auxiliar de   um determinado modo de "pesquisa emp&iacute;rica" nos   parece potencialmente problem&aacute;tico, dado que pode   significar assumir alguns pressupostos sobre o que &eacute; "emp&iacute;rico", sem o devido exame cr&iacute;tico. Este &eacute; considerado   especialmente necess&aacute;rio e &uacute;til diante do contexto   atual, de tantas transforma&ccedil;&otilde;es na filosofia da ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O que antes era concebido apenas como filosofia   da ci&ecirc;ncia, atualmente se tornou um campo   de estudos muito mais sofisticado, no qual hist&oacute;ria,   filosofia e sociologia da ci&ecirc;ncia vieram a trabalhar   de forma mais integrada (Fagerberg, Landstr&ouml;m, &amp;   Martin, 2012; Cetina, 1991). O desenvolvimento de   pesquisas sobre fazer ci&ecirc;ncia (Martin, Nightingale, &amp;   Yegros-Yegros, 2012; K&ouml;che, 2005) vem demonstrando   consistentemente h&aacute; anos uma pluralidade enorme   de m&eacute;todos, culturas, linguagens e metaf&iacute;sicas no   fazer cient&iacute;fico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No entanto, muitos psic&oacute;logos continuam   se guiando por uma vers&atilde;o limitada, simplificada e   cristalizada de um m&eacute;todo cient&iacute;fico fundado exclusivamente   na elabora&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses test&aacute;veis, na operacionaliza&ccedil;&atilde;o para a verifica&ccedil;&atilde;o de tais hip&oacute;teses,   na utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas estat&iacute;stico-inferenciais e/   ou de resumo de informa&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de resultados &agrave; luz dos novos dados produzidos. A aplica&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica   de um procedimento metodol&oacute;gico e a obsess&atilde;o   da Psicologia com o m&eacute;todo foram retratadas como   metodolatria (Danziger, 2002) e fetichismo metodol&oacute;gico   (Koch, 1981).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O curr&iacute;culo de gradua&ccedil;&atilde;o nem sempre tem   conseguido acompanhar as mudan&ccedil;as, limitando-se   muitas vezes a considerar que as grandes perspectivas   te&oacute;ricas para abordar a Psicologia j&aacute; foram realizadas e   n&atilde;o h&aacute; mais a necessidade de procurar (Slife &amp; Williams,   1997). As &uacute;ltimas d&eacute;cadas assistiram ao surgimento de   grandes abordagens te&oacute;ricas inovadoras em Psicologia,   como o construcionismo social de Gergen (1973;   1985; 1996; 2009), a psicologia narrativa (Brockmeier &amp; Harr&eacute;, 2003; Murray, 2003) e todo um conjunto   de abordagens discursivas (Potter, 2003; Edwards,   2004) e p&oacute;s-modernas (Kvale, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o somente as grandes reformula&ccedil;&otilde;es   epistemol&oacute;gicas da Psicologia, o avan&ccedil;o geral dos   estudos sobre a ci&ecirc;ncia e as perspectivas p&oacute;s-modernas   que exigem trabalho te&oacute;rico por parte dos psic&oacute;logos.   Estudos te&oacute;ricos espec&iacute;ficos t&ecirc;m o potencial de provocar   debates e mudan&ccedil;as significativas no modo de   se praticar ci&ecirc;ncia em Psicologia. Exemplos disso s&atilde;o   os debates a respeito da apropria&ccedil;&atilde;o do conceito de "defini&ccedil;&atilde;o operacional" pela Psicologia (Koch, 1999;   Feest, 2012), a utiliza&ccedil;&atilde;o do teste da hip&oacute;tese nula   (Bakan, 1966; Meehl, 1978; Cohen, 1994; Gigerenzer,   2004; Lambdin, 2012) e o conceito de mensura&ccedil;&atilde;o   utilizado usualmente em Psicometria (Michell, 1997;   2000; 2003; 2006; Sturm, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   </font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Considera&ccedil;&otilde;es finais</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A Psicologia n&atilde;o &eacute; uma ci&ecirc;ncia t&atilde;o independente   da Filosofia ou mesmo ambicionaria, em seu   esfor&ccedil;o hist&oacute;rico, para se constituir enquanto ci&ecirc;ncia "respeit&aacute;vel" no contexto das demais ci&ecirc;ncias (Koch,   1981). No entanto, a especificidade de seus temas e   os problemas epistemol&oacute;gicos, te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos   que estes geram exigem um conhecimento da &aacute;rea   que fil&oacute;sofos n&atilde;o costumam ter, al&eacute;m do saber de filosofia   e abertura para reflex&atilde;o que muitos psic&oacute;logos   acostumados a pesquisas emp&iacute;ricas tampouco possuem.   Por isso, compartilhamos com muitos dos   autores citados ao longo deste artigo a ideia de que   a Psicologia necessita de uma &aacute;rea te&oacute;rica e filos&oacute;fica   para tratar convenientemente os problemas que   lhes s&atilde;o pr&oacute;prios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O movimento te&oacute;rico em Psicologia tem passado   relativamente despercebido pela maior parte dos   psic&oacute;logos, em fun&ccedil;&atilde;o de seu car&aacute;ter excessivamente   centrado no m&eacute;todo das pesquisas em Psicologia.   A ideia de que o m&eacute;todo &eacute; o componente essencial e   garantidor da "verdade" ou "validade" continua com   grande for&ccedil;a dentro da Psicologia acad&ecirc;mica (Slife &amp;   Williams, 1997). Se a pesquisa te&oacute;rica n&atilde;o for estimulada   como uma forma poss&iacute;vel de realizar trabalhos   acad&ecirc;micos em Psicologia, a formula&ccedil;&atilde;o dos problemas   e a busca por respostas correm o risco de continuar   sendo atividades guiadas principalmente por quest&otilde;es   metodol&oacute;gicas desconectadas de reflex&atilde;o, que ultrapassem   o dom&iacute;nio interno de validade dos procedimentos   utilizados &mdash; como &eacute; o caso das discuss&otilde;es   t&eacute;cnicas envolvendo representatividade, vi&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o,   controle e generaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A Psicologia guiada, especialmente, por preocupa&ccedil;&otilde;es   metodol&oacute;gicas nesse n&iacute;vel mais operacional est&aacute; condenada &agrave; pr&aacute;tica chamada por Kuhn (2009) de "ci&ecirc;ncia   normal", desprovida de for&ccedil;a e profundidade necess&aacute;rias &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es sobre o significado das suas   escolhas, perguntas e, sobretudo, premissas de pesquisa. &Eacute; isso o que a Psicologia Te&oacute;rica e Filos&oacute;fica tem para   oferecer de mais precioso: a oportunidade de que psic&oacute;logos   possam se dedicar em tempo integral a analisarem   aspectos fundamentais e ordenadores da busca cient&iacute;fica   em n&iacute;vel de pressupostos centrais &mdash; talvez assimil&aacute;veis   ao que Lakatos (1989) denominou de "n&uacute;cleo duro"   das propostas te&oacute;ricas. Esperamos que o presente artigo   possa ter chamado aten&ccedil;&atilde;o para este tema e ajudado a   fundamentar um maior interesse nessa dire&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Abi-Hashem, N. (1998). Returning to the fountains.   <i>American Psychologist, 53</i>(1), 63-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930306&pid=S1982-1247201500010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Alston, W. P. (1985). Conceptual analysis and   psychological theory. In: S. Koch &amp; D. E. Leary,   <i>A century of psychology as science. </i>(pp. 638-652).   Washington: APA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930308&pid=S1982-1247201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Araujo, S. F. (Org.). (2012). <i>Hist&oacute;ria e filosofia da Psicologia:</i>   perspectivas contempor&acirc;neas. Juiz de Fora: UFJF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930310&pid=S1982-1247201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Araujo, S. F., Caropreso, F. S., Simanke, R. T., &amp;   Casta&ntilde;on, G. A. (2013). The Wilhelm Wundt   Center and the first graduate program for the   history and philosophy of psychology in Brazil: a   brief report. <i>History of Psychology, 16</i>(3), 222-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930312&pid=S1982-1247201500010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bakan, D. (1966). The test of significance in   psychological research. <i>Psychological Bulletin,   66</i>(6), 423-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930314&pid=S1982-1247201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Banicki, K. (2011). Connective conceptual analysis and   psychology. <i>Theory &amp; Psychology, 22</i>(3), 310-323.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930316&pid=S1982-1247201500010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Brand, J. L. (1998). Theoretical psychology, Yes;   methodological egalitarianism, No! <i>American   Psychologist, 53</i>(1), 66-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930318&pid=S1982-1247201500010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Brock, A. (1998). Pedagogy and research. <i>The   psychologist, 11</i>, 169-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930320&pid=S1982-1247201500010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Brockmeier, J. &amp; Harr&eacute;, R. (2003). Narrativa:   problemas e promessas de um paradigma   alternativo.<i> Psicologia reflex&atilde;o e cr&iacute;tica, 16</i>(3).   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The earth is round (p&lt;.05).   <i>American Psychologist, 49</i>(12), 997-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930327&pid=S1982-1247201500010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Cruz, M. G. A. (2013). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Danziger, K. (1985). The methodological imperative in   psychology. <i>Philosophy of the Social Sciences, 15</i>, 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930331&pid=S1982-1247201500010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Danziger, K. (2002).<i> Constructing the subject: historical   origins of psychological research.</i> Cambridge:   Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930333&pid=S1982-1247201500010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Edwards, D. (2004). Psicologia discursiva: unindo   teoria e m&eacute;todo com um exemplo. In: L. &Iacute;&ntilde;iguez   (Org.) (2004), <i>Manual de an&aacute;lise do discurso em   ci&ecirc;ncias sociais.</i> (pp. 181-205). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930335&pid=S1982-1247201500010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Fagerberg, J., Landstr&ouml;m, H., &amp; Martin, B. R. (2012).   Exploring the emerging knowledge base of 'the   knowledge society'. <i>Research Policy, 41</i>, 1121-1131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930337&pid=S1982-1247201500010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Feest, U. (2012). O operacionalismo na psicologia: sobre   o que &eacute; o debate, sobre o que deveria ser o debate. In:   S. F. Araujo (2012). <i>Hist&oacute;ria e filosofia da psicologia:   perspectivas contempor&acirc;neas</i>. (pp. 259-296). Juiz de   Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930339&pid=S1982-1247201500010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Gantt, E. E. (1998). Some questions about theoretical   psychology. <i>American Psychologist, 53</i>(1), 65-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930341&pid=S1982-1247201500010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Gergen, K. J. (1973). Social Psychology as History.   <i>Journal of Personality and Social Psychology, 26</i>(2),   309-320. Recuperado de <a href="http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/soc_psych.pdf" target="_blank">http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/soc_psych.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930343&pid=S1982-1247201500010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Gergen, K. J. (1985). The Social Constructionist   Movement in Modern Psychology. <i>American   Psychologist, 40</i>(3). Recuperado de: <a href="http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Constructionist_Movement.pdf" target="_blank">http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Constructionist_Movement.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930344&pid=S1982-1247201500010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Gergen, K. J. (1996). <i>Social Psychology as Social   Construction</i>: The Emerging Vision. Recuperado   de: <a href="http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Psychology_as_Social_Construction_The%20Emerging_Vision.pdf" target="_blank">http://www.swarthmore.edu/Documents/faculty/gergen/Social_Psychology_as_Social_Construction_The%20Emerging_Vision.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930345&pid=S1982-1247201500010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Gergen, K. J. (2009). <i>An invitation to social   construction</i>. 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Are theoretical   consultants needed? <i>American Psychologist, 53</i>(1), 67-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930350&pid=S1982-1247201500010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Harr&eacute;, R. &amp; Secord, P. F. 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Every psychologist needs to   be a theorist. <i>American Psychologist, 53</i>(1), 69-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930354&pid=S1982-1247201500010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Koch, S. (1981). The Nature and limits of   psychological knowledge: Lessons of a century qua "science". <i>American Psychologist, 36</i>(3), 257-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930356&pid=S1982-1247201500010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Koch, S. (1999). Psychology's Bridgman versus   Bridgman's Bridgman: a study in cognitive pathology.   In: S. Koch (1999), <i>Psychology in human context.   Essays in dissidence and reconstruction</i>. (pp. 366-   393). 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(2009). <i>A estrutura das revolu&ccedil;&otilde;es   cient&iacute;ficas</i> (Trad. Beatriz Vianna Boeira e   Nelson Boeira). S&atilde;o Paulo: Perspectiva. (Texto   originalmente publicado em 1962).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930362&pid=S1982-1247201500010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Kvale, S. (Ed.) (1992). <i>Psychology and postmodernism</i>.   London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930364&pid=S1982-1247201500010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Lakatos, I. (1989). <i>The methodology of scientific   research programmes &ndash; philosophical papers, vol.1.</i>   Cambridge: Cambridge University Press.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Lambdin, C. (2012). Significance tests as sorcery:   science is empirical &ndash; significance tests are not.   <i>Theory &amp; Psychology, 22</i>(1), 67-90.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Laurenti, C. (2012). Trabalho conceitual em   psicologia: pesquisa ou "perfumaria"?<i> Psicologia em   Estudo (Maring&aacute;), 17</i>(2), 179-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930368&pid=S1982-1247201500010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Machado, A., Louren&ccedil;o, O., &amp; Silva, F. J. (2000).   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Toward a richer   view of the scientific method: the role of conceptual   analysis. <i>American Psychologist, 62</i>(7), 671-681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930372&pid=S1982-1247201500010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Martin, J. (2004). What can theoretical psychology   do? <i>Journal of Theoretical and Philosophical   Psychology, 24</i>(1), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930374&pid=S1982-1247201500010000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Martin, B. R., Nightingale, P., &amp; Yegros-Yegros, A.   (2012). Science and technology studies: exploring   the knowledge base. <i>Research Policy, 41</i>, 1182-1204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930376&pid=S1982-1247201500010000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Meehl, P. (1978). Theoretical risks and tabular   asterisks: sir Karl, sir Ronald, and the slow   progress of soft psychology. <i>Journal of Consulting   and Clinical Psychology, 46</i>, 806-834.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930378&pid=S1982-1247201500010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Meux, M. O. (1998). 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Quantitative science and the   definition of measurement in psychology. <i>British   Journal of Psychology, 88</i>, 355-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930382&pid=S1982-1247201500010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Michell, J. (2000). 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The quantitative imperative:   positivism, na&iuml;ve realism and the place of qualitative   methods. <i>Theory &amp; Psychology, 13</i>(1), 5-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930386&pid=S1982-1247201500010000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Michell, J. (2006). Psychophysics, intensive   magnitudes, and the psychometricians' fallacy.   <i>Studies in History and Philosophy of Biological and   Biomedical Sciences, 17</i>, 414-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930388&pid=S1982-1247201500010000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Moscovici, S. (1972). Society and theory in social   psychology. In: J. Israel &amp; H. Tajfel (Eds.) (1972),   <i>The context of social psychology: a critical assessment.</i>   (pp. 17-68). 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What is it and who needs it? <i>Theory and Psychology,   17</i>(2), 187-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930398&pid=S1982-1247201500010000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Slife, B. D. (2000). The practice of theoretical   psychology. <i>Journal of Theoretical and Philosophical   Psychology, 20</i>(2), 97-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930400&pid=S1982-1247201500010000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Slife, B. D. &amp; Williams, R. N. (1997). Toward a theoretical   psychology: Should a subdiscipline be formally   recognized? <i>American Psychologist, 52</i>(2), 117-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930402&pid=S1982-1247201500010000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Slife, B. D. &amp; Williams, R. N. (1998). Theoretical   psychology as a subdiscipline: the conversation   continues.<i> American Psychologist, 53</i>(1), 71-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930404&pid=S1982-1247201500010000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Stam, H. J. (1998). Theory and disciplinarity.   <i>American Psychologist, 53</i>(1), 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930406&pid=S1982-1247201500010000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Sturm, T. (2012). H&aacute; algum problema com a   psicologia matem&aacute;tica no s&eacute;culo dezoito? Um   novo olhar sobre o velho argumento de Kant. In:   S. F. Araujo (2012). <i>Hist&oacute;ria e filosofia da psicologia:   perspectivas contempor&acirc;neas</i>. (pp. 87-132). Juiz   de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930408&pid=S1982-1247201500010000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Teo, T. (2009). Editorial. <i>Journal of Theoretical and   Philosophical Psychology, 29</i>(1), 1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930410&pid=S1982-1247201500010000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Toulmin, S. &amp; Leary, D. E. (1985). The cult of   empiricism in psychology, and beyond. In: S. Koch &amp; D. E. Leary (1985). <i>A century of psychology as science</i>. (pp. 594-617). Washington: APA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930412&pid=S1982-1247201500010000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Wachtel, P. L. (1980). Investigation and its discontents:   some constraints on progress in psychological   research. <i>American Psychologist, 35</i>(5), 399-408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930414&pid=S1982-1247201500010000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Wakefield, J. C. (2007). Why psychology needs   conceptual analysts: Wachtel's 'discontents' revisited.   <i>Applied and Preventive Psychology, 12</i>, 39-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930416&pid=S1982-1247201500010000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Weems, C. F. (1998). Theoretical psychology:   subdiscipline or metadiscipline? <i>American   Psychologist, 53</i>(1), 68-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930418&pid=S1982-1247201500010000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Wittgenstein, L. (1996). <i>Investiga&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas.</i> (Trad.   Jos&eacute; Carlos Bruni). S&atilde;o Paulo: Nova Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3930420&pid=S1982-1247201500010000900061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <b><a href="#back" target="_top"><img src="img/revistas/psipesq/v9n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia<a name="top"></a></b>    <br>   Fl&aacute;vio Fernandes Fontes    <br>   Universidade Federal do Rio Grande do Norte    <br>   Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho    <br>   Campus Lagoa Nova    <br>   CEP: 59072-970 &ndash; Natal/RN    <br>   E-mail: <a href="mailto:flaviofontes@outlook.com">flaviofontes@outlook.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 19/12/2014    <br>   Revisto em: 04/03/2015    <br> Aceito em: 27/05/2015</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="1"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a> O exemplo que costuma ser lembrado prontamente &eacute; o da F&iacute;sica   Te&oacute;rica (Howard, 1998). Ver a cr&iacute;tica de Robinson (2007), o que   argumenta que o trabalho te&oacute;rico na F&iacute;sica &eacute; completamente diferente   daquele na Psicologia e esse tipo de compara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve   ser feita. De toda maneira, Robinson (2007) concorda que uma "metapsicologia" dedicada a quest&otilde;es conceituais &eacute; necess&aacute;ria.    <br>  <a name="2"></a><a href="#2a"><sup>2</sup></a> O contexto de surgimento do peri&oacute;dico come&ccedil;ou em 1966 quando uma <i>newsletter</i> come&ccedil;ou a ser realizada pela Divis&atilde;o 24 da APA (Teo, 2009).    <br> <a name="3"></a><a href="#3a"><sup>3</sup></a> Todas foram publicadas no mesmo n&uacute;mero do peri&oacute;dico <i>American Psychologist</i>. Apenas o texto de Meux (1998), o qual parece refletir uma preocupa&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica com axiologia, e a resposta de Slife e Williams (1998) &agrave;s cr&iacute;ticas, que n&atilde;o acrescenta muito ao artigo original, n&atilde;o foram comentados.</font></p>      ]]></body>
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