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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Resultados preliminares do Programa PRHAVIDA em crianças com escores clínicos de ansiedade, depressão e estresse]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Childhood is a stage full of challenges. Children go through various situations, positive and negative, requiring from them resources to face them. However, when events become oppressive, they may not be prepared for conflict resolution, which can result in psychological symptoms such as anxiety, stress and depression. An alternative to dealing with the challenges of childhood are interventions based on the Cognitive-Behavioral approach, designed to promote mental health with a focus on social and life skills. This article aims to present and evaluate the preliminary outcomes of the application of the Life Skills Promotion Program (PRHAVIDA) in children with clinical scores of anxiety, depression and stress. The study included 16 children aged between 8 and 10 years. The instruments used were: Multidimensional Anxiety Scale for Children - MASC; Child Stress Scale; and Children's Depression Inventory. The study involved a pre-experimental design with application of assessment instruments before and after the intervention. The results found a statistically significant reduction in depression scores at post-test compared to the pre-test. There were no differences in anxiety and stress scores. The study raises the hypothesis that adjustments are needed in the program to meet the demand of children with anxiety and stress symptomatology. However, the program has positive effects for children's depression symptoms and therefore contributes to the healthy development of children as well as fulfills its goal of being a promoter of child mental health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados preliminares do Programa PRHAVIDA em crian&ccedil;as com escores cl&iacute;nicos de ansiedade, depress&atilde;o e estresse</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PRHAVIDA Program preliminary outcomes in children with clinical scores of anxiety, depression and stress</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patr&iacute;cia Cavalari Nardi; Isabela Maria Freitas Ferreira; Carmem Beatriz Neufeld</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade de S&atilde;o Paulo. Faculdade de Filosofia Ci&ecirc;ncias e Letras de Ribeir&atilde;o Preto. Av. Bandeirantes, 3900, Bloco 5, Sala 29, 14040-901, Ribeirao Preto, SP, Brasil. <a href="mailto:patriciacnardi@gmail.com">patriciacnardi@gmail.com</a>, <a href="mailto:isa_mff@yahoo.com.br">isa_mff@yahoo.com.br</a>, <a href="mailto:cbneufeld@usp.br">cbneufeld@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inf&acirc;ncia &eacute; uma fase repleta de desafios. As crian&ccedil;as passam por diversas situa&ccedil;&otilde;es, positivas e negativas, que requerem delas recursos para enfrent&aacute;-las. Quando os eventos se tornam opressivos, elas podem n&atilde;o estar preparadas para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, acarretando sintomas psicol&oacute;gicos como ansiedade, estresse e depress&atilde;o. Uma alternativa para lidar com os desafios da inf&acirc;ncia s&atilde;o as interven&ccedil;&otilde;es embasadas na abordagem Cognitivo-Comportamental, destinadas a promover sa&uacute;de mental com enfoque nas habilidades sociais e de vida. Este artigo objetiva apresentar e avaliar os resultados preliminares da aplica&ccedil;&atilde;o do Programa de Promo&ccedil;&atilde;o de Habilidades para a Vida (PRHAVIDA) em crian&ccedil;as com escores cl&iacute;nicos de ansiedade, depress&atilde;o e estresse. Participaram 16 crian&ccedil;as de 8 a 10 anos. Os instrumentos utilizados foram: Escala Multidimensional de Ansiedade para Crian&ccedil;as, Escala de Stress Infantil e Children's Depression Inventory. O estudo envolveu o delineamento pr&eacute;-experimental com aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos antes e ap&oacute;s o programa. Como resultados, encontrou-se uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa dos escores de depress&atilde;o no p&oacute;s-teste quando comparados ao pr&eacute;-teste. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as nos escores de ansiedade e estresse. O estudo levanta hip&oacute;teses de que s&atilde;o necess&aacute;rios ajustes no programa para atender a demanda das crian&ccedil;as com sintomatologia de ansiedade e estresse. No entanto, o programa tem efeitos positivos para sintomas de depress&atilde;o infantil e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento saud&aacute;vel das crian&ccedil;as, bem como atende seu objetivo de ser promotor de sa&uacute;de mental infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> promo&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental infantil, habilidades de vida, terapia cognitiva-comportamental.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Childhood is a stage full of challenges. Children go through various situations, positive and negative, requiring from them resources to face them. However, when events become oppressive, they may not be prepared for conflict resolution, which can result in psychological symptoms such as anxiety, stress and depression. An alternative to dealing with the challenges of childhood are interventions based on the Cognitive-Behavioral approach, designed to promote mental health with a focus on social and life skills. This article aims to present and evaluate the preliminary outcomes of the application of the Life Skills Promotion Program (PRHAVIDA) in children with clinical scores of anxiety, depression and stress. The study included 16 children aged between 8 and 10 years. The instruments used were: Multidimensional Anxiety Scale for Children – MASC; Child Stress Scale; and Children's Depression Inventory. The study involved a pre-experimental design with application of assessment instruments before and after the intervention. The results found a statistically significant reduction in depression scores at post-test compared to the pre-test. There were no differences in anxiety and stress scores. The study raises the hypothesis that adjustments are needed in the program to meet the demand of children with anxiety and stress symptomatology. However, the program has positive effects for children's depression symptoms and therefore contributes to the healthy development of children as well as fulfills its goal of being a promoter of child mental health.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> promotion of children's mental health, life skills, cognitive-behavioral therapy.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inf&acirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo de grande desenvolvimento f&iacute;sico, cognitivo e psicossocial. &Eacute; nesta fase que a estimula&ccedil;&atilde;o pode maximizar os aspectos positivos da crian&ccedil;a e influenciar o amadurecimento. Com o desenvolvimento, as crian&ccedil;as tomam consci&ecirc;ncia de seus sentimentos e dos sentimentos dos outros, tornando-se assim mais emp&aacute;ticas e pr&oacute;-sociais. Quando este crescimento ocorre, &eacute; considerado um sinal de adapta&ccedil;&atilde;o positiva ao meio em que est&atilde;o inseridas, al&eacute;m de afetar suas concep&ccedil;&otilde;es sobre si mesmas, sua autoestima e autoconceito (Barry <i>et al.,</i> 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, a inf&acirc;ncia &eacute; uma fase repleta de desafios. Com o passar dos anos as crian&ccedil;as deparam-se com in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es diferentes, positivas e negativas, que lhes requerem recursos para enfrent&aacute;-las. Eventos estressantes tais como mudan&ccedil;a de casa e/ou escola, nascimento de irm&atilde;os, hospitaliza&ccedil;&otilde;es fazem parte desta etapa da vida, e uma parcela das crian&ccedil;as aprende a lidar com elas. No entanto, quando esses eventos s&atilde;o opressivos, as crian&ccedil;as podem n&atilde;o estar preparadas para a resolu&ccedil;&atilde;o destes conflitos, acarretando problemas emocionais e comportamentais. Al&eacute;m disso, graves estressores podem ter efeito a longo prazo no bem-estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico (Lipp <i>et al.</i>, 2014; Barry <i>et al</i>., 2013; Timmermans <i>et al.</i>, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das consequ&ecirc;ncias desses eventos que vem crescendo na popula&ccedil;&atilde;o infantil &eacute; o estresse. Ele &eacute; caracterizado como o processo em que eventos ambientais s&atilde;o interpretados e avaliados pelo indiv&iacute;duo como uma demanda superior aos seus recursos, podendo colocar em risco seu bem-estar (Vanaelst <i>et al.,</i> 2012). No caso do estresse infantil, este pode irritar, amedrontar, confundir e/ou incomodar a crian&ccedil;a de alguma forma (Lipp <i>et al.</i>, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora as crian&ccedil;as nem sempre reconhe&ccedil;am sua susceptibilidade ao estresse, a exposi&ccedil;&atilde;o excessiva e cr&ocirc;nica a situa&ccedil;&otilde;es estressantes na fam&iacute;lia, escola, problemas de sa&uacute;de, n&atilde;o &eacute; incomum (Vanaelst <i>et al.,</i> 2014). As crian&ccedil;as que tem maior dificuldade em desenvolver ou adquirir estrat&eacute;gias de enfrentamento e resili&ecirc;ncia, e/ou apresentam um repert&oacute;rio empobrecido de habilidades para a vida est&atilde;o mais vulner&aacute;veis a desenvolverem sintomas de estresse patol&oacute;gico, comprometendo seu desenvolvimento, uma vez que seus comportamentos se tornam limitados e oprimidos, consequentemente evitam atitudes e posturas que as outras crian&ccedil;as executam com maior facilidade. O estresse sofrido para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es entendidas como amea&ccedil;adoras contribui para que a crian&ccedil;a reforce a baixa autoestima e comprove a baixa autoefic&aacute;cia, que, em geral, j&aacute; se encontram na percep&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Quando a crian&ccedil;a n&atilde;o aprende a lidar com o estresse, nem com as situa&ccedil;&otilde;es que o desencadeiam, ela poder&aacute; vir a ser um adulto com menos recursos de enfrentamento, tornando-se, assim, mais fr&aacute;gil e suscet&iacute;vel &agrave;s enfermidades e adversidades da vida (Lipp <i>et al.</i>, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este quadro de estresse abre portas para que outras psicopatologias se desenvolvam na crian&ccedil;a, pois as condi&ccedil;&otilde;es de estresse constante podem comprometer as fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e cognitivas da crian&ccedil;a (Filgueiras <i>et al.,</i> 2013), tornando-a mais suscet&iacute;vel para desenvolver outros sintomas e/ou transtornos psicopatol&oacute;gicos, como por exemplo, Transtorno de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade (Lee <i>et al.</i>, 2010), transtornos ansiosos, depressivos, entre outros (Vanaelst <i>et al</i>., 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ansiedade &eacute; um problema de sa&uacute;de comum entre as crian&ccedil;as (Rapee, 2015). Entendido como um sistema de respostas cognitivas, afetivas, comportamentais e fisiol&oacute;gicas que &eacute; ativado diante de eventos considerados estressantes, aversivos e/ou amea&ccedil;adores pelo indiv&iacute;duo (Clark e Beck, 2012). Os principais efeitos da ansiedade na inf&acirc;ncia s&atilde;o as poucas habilidades sociais e de enfretamento, baixa autoestima e desempenho acad&ecirc;mico, podendo afetar o bem-estar geral da crian&ccedil;a. Al&eacute;m disso, os sintomas de ansiedade na inf&acirc;ncia podem ser fatores de risco para outras doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas e preditores para transtornos de ansiedade em adultos (Rapee, 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ca&iacute;res e Shinohara (2010) ressaltam que mais de 50% das crian&ccedil;as ansiosas experimentar&atilde;o um epis&oacute;dio depressivo como parte de sua s&iacute;ndrome ansiosa. A depress&atilde;o na inf&acirc;ncia, normalmente, est&aacute; associada &agrave; baixa autoestima, ao isolamento social, &agrave; queda no rendimento escolar e ao uso de subst&acirc;ncias (Martinsen <i>et al.</i>, 2014; Meinzer <i>et al.</i>, 2014). A depress&atilde;o est&aacute; presente cada vez mais na popula&ccedil;&atilde;o infantil, podendo ser muitas vezes cr&ocirc;nica, recorrente, causando preju&iacute;zos e limita&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o associadas a consequ&ecirc;ncias para toda vida (Pennant <i>et al.,</i> 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para lidar com estes desafios &eacute; necess&aacute;rio que, cada vez mais, as crian&ccedil;as sejam auxiliadas a desenvolverem compet&ecirc;ncia e habilidades sociais (HS). As HS s&atilde;o entendidas como uma classe de atitudes e a&ccedil;&otilde;es sociais com o objetivo de estabelecer relacionamentos interpessoais saud&aacute;veis e eficazes, contribuindo para a compet&ecirc;ncia social. Esta, por sua vez, diz respeita a capacidade de articular pensamentos, sentimentos e comportamentos do indiv&iacute;duo com seu objetivo e sua rela&ccedil;&atilde;o com o outro, levando em considera&ccedil;&atilde;o o contexto e cultura em que est&aacute; inserido (Del Prette e Del Prette, 2009). Ambas s&atilde;o consideradas indicadores de ajustamento psicossocial e de uma perspectiva positiva como fatores de prote&ccedil;&atilde;o para um desenvolvimento saud&aacute;vel, assim como o contr&aacute;rio tamb&eacute;m &eacute; verdadeiro, pois repert&oacute;rios comportamentais empobrecidos podem resultar em problemas psicol&oacute;gicos (M&uuml;ller <i>et al.,</i> 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As HS podem ser consideradas partes das habilidades para a vida (HV), que por sua vez s&atilde;o respons&aacute;veis por desenvolver no indiv&iacute;duo capacidades emocionais, sociais e cognitivas que podem ajud&aacute;-los a lidar melhor com as demandas cotidianas (Gorayeb, 2002; Jones e Lavalle, 2009; WHO, 1997). Alguns exemplos de HV propostos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (WHO, 1997) s&atilde;o: pensamento criativo e cr&iacute;tico, comunica&ccedil;&atilde;o eficaz, tomada de decis&atilde;o, autoconhecimento, empatia, lidar com as emo&ccedil;&otilde;es e o estresse, e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Uma vez que as HS e HV contribuem para o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento da crian&ccedil;a, elas podem se tornar as bases para programas de promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o infanto-juvenil. Na literatura, atualmente, a inser&ccedil;&atilde;o de programas de sa&uacute;de mental para crian&ccedil;as e adolescentes tem recebido aten&ccedil;&atilde;o crescente. Estes, n&atilde;o s&atilde;o apenas espec&iacute;ficos para interven&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m h&aacute; programas de preven&ccedil;&atilde;o de sintomas e transtornos, e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental universal, os quais t&ecirc;m o intuito de promover autoconhecimento, psicoeduca&ccedil;&atilde;o e habilidades de enfrentamento para que essa popula&ccedil;&atilde;o tenha um desenvolvimento saud&aacute;vel e consiga lidar de forma positiva com as demandas cotidianas (Nardi <i>et al., </i>2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um programa espec&iacute;fico para promo&ccedil;&atilde;o de habilidades para a vida para crian&ccedil;as e adolescentes foi desenvolvido por Neufeld <i>et al. </i>(2014), denominado Programa de Promo&ccedil;&atilde;o de Habilidades para a Vida (PRHAVIDA). Esse programa foi criando nos anos de 2009 e 2010, destinados a grupos de crian&ccedil;as e adolescentes em contexto escolar, com o objetivo de promover sa&uacute;de mental, por meio do treinamento de HS e HV, embasados na Terapia Cognitivo-Comportamental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe ressaltar que a escola tem desempenhado um importante papel como facilitador no campo das pr&aacute;ticas preventivas e de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, principalmente com as crian&ccedil;as, uma vez que &eacute; um ambiente que permite di-versos tipos de interven&ccedil;&otilde;es. Assim, as escolas podem assumir um papel pioneiro na efetiva&ccedil;&atilde;o de programas promotores de sa&uacute;de e qualidade de vida (Bergnehr e Nelson, 2015; Lipp <i>et al., </i>2002). No entanto, ainda s&atilde;o escassos na literatura nacional estudos que apontam os resultados de programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de para crian&ccedil;as na escola (Marin e Fava, 2016).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proposta inicial da pesquisa era verificar resultados preliminares obtidos a partir da aplica&ccedil;&atilde;o do PRHAVIDA em dois grupos de crian&ccedil;as do tipo interven&ccedil;&atilde;o. No entanto, verificou-se que na amostra estudada, 72,7% (n=16) das crian&ccedil;as apresentaram algum escore cl&iacute;nico. Dessa forma, julgou-se necess&aacute;rio investigar mais especificamente o efeito de tal interven&ccedil;&atilde;o para essa amostra espec&iacute;fica, sendo assim o objetivo do atual trabalho foi apresentar e avaliar os resultados preliminares da aplica&ccedil;&atilde;o do PRHAVIDA nos dois grupos de crian&ccedil;as que obtiveram no m&iacute;nimo um escore cl&iacute;nico de ansiedade, depress&atilde;o ou estresse, a fim de avaliar os efeitos deste programa nesta amostra espec&iacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Participantes</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 16 crian&ccedil;as do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal da cidade de Ribeir&atilde;o Preto (SP), na qual nove crian&ccedil;as participaram no ano de 2011, representando o grupo G1 e sete crian&ccedil;as no ano de 2012, integrando o grupo denominado G2. Considerando os dois grupos, compuseram a amostra nove meninos e sete meninas, com idade m&eacute;dia de 8 anos e 5 meses (<i>DP</i>= 0,70). As crian&ccedil;as que apresentaram ansiedade cl&iacute;nica somam 62,5% (n=10) da amostra. As crian&ccedil;as com sintomas cl&iacute;nicos de depress&atilde;o somam 50,0% (n=8), e 18,75% (n=3) dos participantes apresentaram sintomas cl&iacute;nicos de estresse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi crit&eacute;rio de inclus&atilde;o a crian&ccedil;a ter idade de 8 a 10 anos, estar cursando o 3º ano do Ensino Fundamental, ter sua participa&ccedil;&atilde;o autorizada pelos pais, conclu&iacute;do a interven&ccedil;&atilde;o, e apresentar escore cl&iacute;nico em algum instrumento. Entende-se por n&iacute;vel cl&iacute;nico quando a crian&ccedil;a pontua acima do ponto de corte estipulado pela literatura do instrumento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de verificar uma poss&iacute;vel mudan&ccedil;a ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o para cada n&iacute;vel de popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, as crian&ccedil;as participantes do estudo foram realocadas em duas categorias distintas, considerando os dados cl&iacute;nicos coletados no pr&eacute;-teste. As categorias s&atilde;o: categoria 1, apresentou n&iacute;vel cl&iacute;nico em uma das vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas, ou seja, somente uma pontua&ccedil;&atilde;o acima do ponto de corte nos instrumentos ESI, MASC ou CDI e, categoria 2, apresentou n&iacute;vel cl&iacute;nico em mais de uma das vari&aacute;veis em estudo, ou seja, duas ou mais pontua&ccedil;&otilde;es acima do ponto de corte nos instrumentos ESI, MASC ou CDI. O <a href="/img/revistas/cclin/v10n1/a07gra01.jpg">Gr&aacute;fico 1</a> apresenta a incid&ecirc;ncia dos escores cl&iacute;nicos, no qual &eacute; poss&iacute;vel observar que mais da metade dos participantes apresentaram sintomas de ansiedade sozinhos ou em comorbidade com sintomas de depress&atilde;o ou estresse</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Instrumentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escala Multidimensional de Ansiedade para Crian&ccedil;as (MASC) (March <i>et al.,</i> 1997): Traduzida, adaptada e validada para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira por Nunes (2004). A escala possui 39 itens que tem por objetivo avaliar os sintomas ansiosos da crian&ccedil;a em diferentes dimens&otilde;es como: sintomas f&iacute;sicos, de ansiedade social, do comportamento de evitar o dano e de separa&ccedil;&atilde;o/p&acirc;nico. A escala conta com op&ccedil;&otilde;es de resposta do tipo <i>likert </i>de 4 pontos. Aprofundando a busca bibliogr&aacute;fica encontrou-se um ponto de corte de 56 (Vianna, 2008) e outro ponto de corte 72 (Ca&iacute;res e Shinohara, 2010) para a MASC. Para a presente pesquisa foi utilizado o primeiro ponto de corte, para que n&atilde;o fosse exclu&iacute;da nenhuma crian&ccedil;a que apresentasse algum sintoma cl&iacute;nico de ansiedade, resguardando assim que o grupo n&atilde;o cl&iacute;nico realmente se compusesse de crian&ccedil;as com nenhum sintoma dentre os medidos neste estudo. Encontrou-se uma consist&ecirc;ncia interna, representada pelo Alpha de Cronbach, de 0,91 (Martins, 2013).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escala de Stress Infantil (ESI): Instrumento brasileiro e validado para a popula&ccedil;&atilde;o infantil por Lipp e Lucarelli (2005). Tem como objetivo avaliar os sintomas de estresse em crian&ccedil;as de 6 a 14 anos de idade. &Eacute; composto por 35 itens com respostas em escala <i>likert </i>(0 a 5 pontos), abordando os fatores de rea&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas (RF), psicol&oacute;gicas (RP), psicol&oacute;gicas com componente depressivo (RPD) e psicofisiol&oacute;gicas (RPF) do estresse. Esse instrumento permite classificar o estresse em quatro fases: alerta ou alarme, defesa ou resist&ecirc;ncia, quase-exaust&atilde;o e exaust&atilde;o. A fase de comprometimento e preju&iacute;zo significativo &eacute; a partir da quase-exaust&atilde;o, no qual a crian&ccedil;a n&atilde;o mais consegue resistir aos estressores presentes em sua vida. Nessa fase o ponto de corte &eacute; 79,40 pontos no escore total ou quando nas respostas do instrumento aparecem c&iacute;rculos completamente cheios (5 pontos) em 7 ou mais itens da escala total. A consist&ecirc;ncia interna desse instrumento, representada pelo Alpha de Cronbach, foi 0,89 (Lipp e Lucarelli, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Children's Depression Inventory - CDI (Kovacs, 1983): Adaptado, normatizado e validado para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira por Gouveia <i>et al.</i> (1995). O invent&aacute;rio tem por finalidade a detec&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos e sua poss&iacute;vel severidade em crian&ccedil;as e adolescente de sete aos 17 anos. &Eacute; composto por 27 itens, nos quais h&aacute; tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es respostas pontuadas de 0 a 2. O invent&aacute;rio apresenta ponto de corte 17 pontos. Esse instrumento apresentou um Alpha de Cronbach de 0,81 (Gouveia <i>et al.,</i> 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa atendeu &agrave;s diretrizes da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em vigor na &eacute;poca da coleta de dados. O projeto foi aprovado por Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) sob o n&uacute;mero 532/2010 - 2010.1.1965.59.1 e a coleta iniciou-se ap&oacute;s essa autoriza&ccedil;&atilde;o. A partir da parceria e aceite da escola, foi escolhida por conveni&ecirc;ncia uma turma do 3º Ano do Ensino Fundamental, ap&oacute;s isso, foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) &agrave;s crian&ccedil;as para que estas entregassem aos pais, informando os objetivos e procedimentos da pesquisa e solicitando a autoriza&ccedil;&atilde;o dos filhos a participar. Somente fizeram parte da pesquisa crian&ccedil;as cujos pais assinaram o TCLE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a autoriza&ccedil;&atilde;o dos pais, as crian&ccedil;as passaram pelo pr&eacute;-teste, no qual foram aplicados todos os instrumentos acima descritos. Ap&oacute;s esse momento, participaram do programa PRHAVIDA, que teve dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente tr&ecirc;s meses e, depois do t&eacute;rmino do mesmo as crian&ccedil;as passaram pelo p&oacute;s-teste, no qual foram aplicados os mesmos instrumentos do pr&eacute;-teste. Este procedimento foi realizado com as crian&ccedil;as no ano de 2011 e repetiu-se com mais as crian&ccedil;as de 2012. &Eacute; importante salientar que o PRHAVIDA &eacute; aplicado por estagi&aacute;rios do 4º e 5º ano do curso de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, devidamente treinados e supervisionados pelas pesquisadoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos eram de auto relato e a aplica&ccedil;&atilde;o dos mesmos foram individuais com aux&iacute;lio de estagi&aacute;rias treinadas para sanar quaisquer d&uacute;vidas que os participantes tiveram. Al&eacute;m disso, aquelas crian&ccedil;as que tiveram dificuldade com leitura e intepreta&ccedil;&atilde;o de texto as estagi&aacute;rias realizaram a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos junto com a crian&ccedil;a. Todos os instrumentos foram aplicados em sequ&ecirc;ncia em um &uacute;nico encontro, e as crian&ccedil;as gastavam em m&eacute;dia de 30 minutos para responder as tr&ecirc;s escalas. Todas as crian&ccedil;as que pontuaram escores cl&iacute;nicos foram feitos contatos com os pais para comunicar e encaminhar a crian&ccedil;a para uma avalia&ccedil;&atilde;o mais especializada e atendimento psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O PRHAVIDA foi composto de 11 sess&otilde;es semanais de cerca de 50 minutos cada. Nestas foram abordados temas como a Identidade e Regras do grupo, Psicoeduca&ccedil;&atilde;o de HS e HV, Direitos Humanos e Civilidade, Empatia, Assertividade, Emo&ccedil;&otilde;es, Modelo Cognitivo e Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas. Dessa forma, o programa abrangeu psicoeduca&ccedil;&atilde;o e treinos de habilidades sociais e para a vida, embasados na Terapia Cognitivo-Comportamental (Neufeld <i>et al.,</i> 2014). O conte&uacute;do de cada sess&atilde;o do programa pode ser visualizado na <a href="/img/revistas/cclin/v10n1/a07tab01.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram realizadas an&aacute;lises quantitativas descritivas e inferenciais dos dados. As an&aacute;lises lan&ccedil;aram m&atilde;o de estat&iacute;stica n&atilde;o-param&eacute;trica (Field, 2009). Com o objetivo de verificar a possibilidade de unir os dois grupos participantes para tornar-se um &uacute;nico grupo interven&ccedil;&atilde;o, foram realizadas an&aacute;lises de equival&ecirc;ncia, por meio do teste estat&iacute;stico Mann-Whitney. Para uma an&aacute;lise mais aprofundada dos dados foram realizadas an&aacute;lises que compararam o pr&eacute; e p&oacute;s-teste dos grupos G1 e G2, por meio do teste estat&iacute;stico Wilcoxon. Este teste tamb&eacute;m foi utilizado para comparar os resultados pr&eacute; e p&oacute;s-teste em cada categoria. Para os resultados com diferen&ccedil;as estatisticamente significativas foi analisado o tamanho do efeito (tipo r). O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado para este estudo foi de <i>p </i>&lt; 0,05 com intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O resultado do teste Mann-Whitney mostrou que houve diferen&ccedil;a estatisticamente significativa somente para a vari&aacute;vel depress&atilde;o (CDI) no pr&eacute;-teste do grupo 1 (Mediana = 13,00) em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&eacute;-teste do grupo 2 (Mediana = 19,00) (U = 11,50; <i>p</i> = 0,031). Dessa forma, os dois grupos foram tratados separadamente nas an&aacute;lises subsequentes em rela&ccedil;&atilde;o a essa vari&aacute;vel. Quando as an&aacute;lises eram sobre as vari&aacute;veis estresse e ansiedade os grupos foram tratados como equivalentes, pois n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados do teste de Wilcoxon n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na vari&aacute;vel ansiedade (MASC) entre os dados oriundos do pr&eacute;-teste (Mediana = 61,00) e p&oacute;s-teste (Mediana = 64,00), Z = 0,512, <i>p </i>= 0,609. Da mesma forma, para a vari&aacute;vel estresse (ESI) n&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os dados do pr&eacute;-teste (Mediana = 40,50) e p&oacute;s-teste (Mediana = 42,50), Z = -0,414, <i>p</i> = 0,679.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o a vari&aacute;vel depress&atilde;o foi encontrada uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa no G1 entre os dados do pr&eacute;-teste (Mediana = 13,00) com o p&oacute;s-teste (Mediana = 5,00), mostrando que houve uma diminui&ccedil;&atilde;o dos escores, Z = -2,092,<i> p</i> = 0,036. A partir dessa diferen&ccedil;a tamb&eacute;m foi realizada a an&aacute;lise do tamanho de efeito para comparar a magnitude dessa diferen&ccedil;a. Assim, encontrou-se r = -0,50, que &eacute; considerado um efeito grande (Field, 2009). O mesmo resultado se mant&eacute;m para o grupo G2, na qual foi encontrada uma diferen&ccedil;a significativa de redu&ccedil;&atilde;o entre os dados do pr&eacute;-teste (Mediana = 19,00) com o p&oacute;s-teste (Mediana = 8,00), Z= -2,366, <i>p</i> = 0,018, bem como o tamanho do efeito dessa diferen&ccedil;a tamb&eacute;m foi grande, r = -0,632.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s essa an&aacute;lise, foi realizada a divis&atilde;o dos participantes por categorias (conforme explicado no item participantes). Tendo em vista o n&iacute;vel de sintoma apresentado para avaliar o efeito da interven&ccedil;&atilde;o nas diferentes categorias, foi realizado o teste Wilcoxon para comparar os resultados pr&eacute; e p&oacute;s-teste em cada categoria. Os dados est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/cclin/v10n1/a07tab02.jpg">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para essa an&aacute;lise, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria 1 foi encontrada uma mudan&ccedil;a estatisticamente significativa para a vari&aacute;vel depress&atilde;o (CDI). Percebe-se que houve uma diminui&ccedil;&atilde;o no escore do p&oacute;s-teste quando comparado ao pr&eacute;-teste. Verificou-se que esta mudan&ccedil;a foi estatisticamente significativa (Z = -2,864, <i>p</i> = 0,004) com uma magnitude de efeito grande (r = -0,54). Para as vari&aacute;veis estresse (ESI) e ansiedade (MASC), apesar do aumento de suas medianas, essas diferen&ccedil;as n&atilde;o foram estatisticamente significativas (<i>p</i> = 0,824 e <i>p</i> = 0,799, respectivamente para estresse e ansiedade). Na categoria 2 n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para nenhuma vari&aacute;vel (<i>p</i> &gt; 0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para complementar as an&aacute;lises apresentadas foi realizada uma an&aacute;lise descritiva para avaliar quais crian&ccedil;as possivelmente mudaram de categoria no p&oacute;s-teste quando comparado com o pr&oacute;prio pr&eacute;-teste. Na categoria 2: dos cinco participantes, apenas um permaneceu nessa categoria, outros tr&ecirc;s passaram para a categoria 1 e um indiv&iacute;duo chegou a aus&ecirc;ncia de sintomas cl&iacute;nicos. Na categoria 1: dos 11 participantes, 7 continuaram na mesma, 2 tiveram aus&ecirc;ncia de sintomas cl&iacute;nicos e dois passaram para categoria 2.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente artigo teve o objetivo de apresentar e avaliar os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do PRHAVIDA em crian&ccedil;as com escores cl&iacute;nicos de ansiedade, depress&atilde;o e estresse, a fim de avaliar os efeitos deste programa nesta amostra cl&iacute;nica. As a&ccedil;&otilde;es em preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental, principalmente na inf&acirc;ncia, t&ecirc;m ganhado for&ccedil;a com o aprimoramento dos estudos em adoecimento mental (Nardi <i>et al., </i>2015). Estima-se que os estudos sobre preval&ecirc;ncia de adoecimento mental infantil giram em torno de 10 a 20% em todo o mundo (Kieling <i>et al., </i>2011). Desta forma, justifica-se a import&acirc;ncia de estudos que promovam sa&uacute;de mental e avaliem programas voltados para tem&aacute;tica, auxiliando assim as crian&ccedil;as a lidarem, de forma saud&aacute;vel e adaptativa, com as adversidades inerentes ao desenvolvimento humano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do PRHAVIDA ser um programa do tipo universal e n&atilde;o estar focado em nenhuma sintomatologia espec&iacute;fica, os resultados apontam que houve uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa dos sintomas cl&iacute;nicos depressivos para ambos os grupos (G1 e G2) e para a categoria 1. Este resultado indicou que a interven&ccedil;&atilde;o pode ter auxiliado a diminui&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de sintomas de depress&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica estudada. A manifesta&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o infantil pode ocorrer por meio de sintomas emocionais, como o des&acirc;nimo e a baixa autoestima (Sowislo e Orth, 2013; Serr&atilde;o <i>et al., </i>2007); de natureza cognitiva, como o pessimismo, desesperan&ccedil;a (Serr&atilde;o <i>et al., </i>2007) e vi&eacute;s atencional e cognitivo (Rozenman <i>et al., </i>2014). Sendo assim, hipotetiza-se dois fatores que podem ter contribu&iacute;do para essa melhora das crian&ccedil;as: primeiro, al&eacute;m do programa priorizar a psicoeduca&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m permite o treinamento, dessa forma, a crian&ccedil;a tem a possibilidade de aprender e praticar em contexto grupal. Concomitante a isso as sess&otilde;es de manejo de emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis, o pensamento alternativo e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas podem ter contribu&iacute;do para este resultado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, &eacute; importante ressaltar que o aumento do repert&oacute;rio de HS e HV impacta no aumento da qualidade de vida da crian&ccedil;a, contribuindo para o seu desenvolvimento saud&aacute;vel e positivo ao longo da vida (Jones e Lavalle, 2009). Assim, a hip&oacute;tese de que o programa tem efeitos positivos e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento saud&aacute;vel das crian&ccedil;as com algum n&iacute;vel de sintomas depressivos ganha mais for&ccedil;a. No entanto, julga-se necess&aacute;rios mais estudos na &aacute;rea para aprimorar tais resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de a literatura afirmar sobre a comorbidade entre sintomas de ansiedade e depress&atilde;o (Rozenman <i>et al., </i>2014; Vanaelst <i>et al., </i>2012; Ca&iacute;res e Shinohara, 2010), o presente estudo n&atilde;o encontrou em seus resultados diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na an&aacute;lise geral entre pr&eacute; e p&oacute;s-teste e nem na an&aacute;lise de categoriza&ccedil;&atilde;o para a vari&aacute;vel de ansiedade. Isto &eacute;, apesar da redu&ccedil;&atilde;o significativa de sintomas cl&iacute;nicos de depress&atilde;o, o mesmo n&atilde;o ocorreu com os sintomas cl&iacute;nicos de ansiedade. Faz-se necess&aacute;rio considerar que o programa tem apenas uma sess&atilde;o para trabalhar manejo de emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis e autocontrole, o que talvez n&atilde;o tenha sido suficiente para causar algum al&iacute;vio nos sintomas de ansiedade. Um encaminhamento seria o aumento do n&uacute;mero de sess&otilde;es sobre essa tem&aacute;tica, bem como sobre distor&ccedil;&otilde;es cognitivas e pensamento alternativo e avaliar se dessa forma este conhecimento ficaria mais solidificado mesmo ap&oacute;s o t&eacute;rmino do grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estresse infantil tamb&eacute;m est&aacute; relacionado com os sintomas citados anteriormente, uma vez que o mesmo com intensidade excessiva e prolongada pode levar a problemas graves de sa&uacute;de, como dist&uacute;rbios ansiosos, depress&atilde;o, entre outros problemas de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental (Lemes <i>et al.,</i> 2003). No entanto, apesar das diferen&ccedil;as significativas encontradas com os escores de depress&atilde;o, n&atilde;o foram observadas tais diferen&ccedil;as na vari&aacute;vel estresse. Como citado anteriormente o programa contou com apenas uma sess&atilde;o para manejo de emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis, o que n&atilde;o surtiu o efeito esperado para essa vari&aacute;vel. Al&eacute;m disso, &eacute; importante frisar que o estresse pode estar relacionado ao efeito do semestre escolar, segundo Borges e Maturano (2009) o pr&oacute;prio semestre escolar e suas atribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas como o ac&uacute;mulo de atividades, provas e trabalhos sejam respons&aacute;veis por um aumento da percep&ccedil;&atilde;o de estresse em escolares. As autoras apontam que essa carga de situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas ocorre entre os meses de abril e novembro, per&iacute;odo no qual o p&oacute;s-teste foi utilizado em ambos os grupos no presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe ressaltar que o ambiente em que as crian&ccedil;as est&atilde;o inseridas pode ser um fator de vulnerabilidade para o aparecimento de sintomas psicopatol&oacute;gicos. Desta forma, faz-se imprescind&iacute;vel entender os contextos de vida, social, financeiro, educacional em que estas crian&ccedil;as est&atilde;o inseridas (Timmermans <i>et al., </i>2010). Entende-se como um dos limites deste estudo a falta de controle das vari&aacute;veis do contexto destas crian&ccedil;as, mas ainda assim, hipotetiza-se que este contexto pode ser respons&aacute;vel pelos dados alarmantes de sintomas psicopatol&oacute;gico da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra limita&ccedil;&atilde;o a considerar &eacute; a quest&atilde;o de se tratar de uma an&aacute;lise com apenas 16 crian&ccedil;as. Apesar de ser poss&iacute;vel levantar hip&oacute;teses frut&iacute;feras sobre o andamento do programa em teste, ainda s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos e replica&ccedil;&otilde;es visando observar se estes resultados se mant&ecirc;m em um n&uacute;mero maior de casos. Outro aspecto a ser ressaltado &eacute; o fato de as interven&ccedil;&otilde;es serem sempre realizadas por terapeutas iniciantes e, por vezes, inexperientes. Tal fato inspira cuidado em termos de generaliza&ccedil;&otilde;es, mas ao mesmo tempo tornam os resultados ainda mais promissores, uma vez que se poderia hipotetizar que com terapeutas mais experientes os resultados poderiam ser ainda mais consistentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A validade ecol&oacute;gica do estudo foi uma preocupa&ccedil;&atilde;o que permeou as escolhas meto dol&oacute;gicas realizadas. Entende-se que a escola acarreta pontos positivos e negativos a pesquisa. Os principais pontos positivos foram a n&atilde;o interfer&ecirc;ncia no contexto em que a pesquisa foi realizada e atender a popula&ccedil;&atilde;o que &eacute; objeto de aplica&ccedil;&atilde;o do PRHAVIDA, isto &eacute;, em crian&ccedil;as em contexto escolar. Em contrapartida, o ponto negativo &eacute; a perda de controle de vari&aacute;veis estudadas, como por exemplo, algumas crian&ccedil;as que n&atilde;o sabiam ler, mas estavam participando do estudo, e o ambiente de aplica&ccedil;&atilde;o tendo muitas vezes interfer&ecirc;ncias. Dessa forma, &eacute; importante frisar que apesar do estudo apresentar limita&ccedil;&otilde;es, entende-se que o mesmo atendeu a pergunta de pesquisa, apresentando os dados referentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do PRHAVIDA em crian&ccedil;as com escores cl&iacute;nicos, a fim de avaliar os efeitos deste programa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo apresentou resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do programa PRHAVIDA para crian&ccedil;as com escores cl&iacute;nicos. Este programa contou com embasamento te&oacute;rico e procedimentos j&aacute; descritos na literatura em Terapia Cognitivo-Comportamental. Os resultados obtidos atrav&eacute;s das an&aacute;lises realizadas sugerem v&aacute;rias hip&oacute;teses ao estudo. Cabe ressaltar que os resultados que apresentaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas foram de melhoras nos escores de sintomas de depress&atilde;o. Algumas hip&oacute;teses devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o, como: as tem&aacute;ticas do programa podem beneficiar mais as crian&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis de depress&atilde;o do que ansiedade e estresse, o programa ser aplicado por terapeutas em forma&ccedil;&atilde;o; o tempo de dura&ccedil;&atilde;o do programa; o ambiente sociocultural em que as crian&ccedil;as est&atilde;o inseridas e, a necessidade de reavalia&ccedil;&atilde;o da estrutura do programa aplicado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, reconhece-se que apesar dos resultados e hip&oacute;teses levantadas, o estudo apresenta limita&ccedil;&otilde;es que devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o. As principais limita&ccedil;&otilde;es do estudo foram: o pequeno n&uacute;mero de participantes, a falta de um grupo compara&ccedil;&atilde;o, a correla&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos com informa&ccedil;&otilde;es sobre o contexto sociocultural de cada crian&ccedil;a, e o fato dos instrumentos serem extensos e cansativos para as crian&ccedil;as, adicionalmente por serem de auto relato podem ter comprometido os resultados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como sugest&atilde;o para novos estudos o programa poderia ser aplicado por terapeutas experientes, para avaliar se existe diferen&ccedil;a entre o programa ser aplicado por estes ou por terapeutas em forma&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a obter mais resultados promissores de melhoras dos sintomas cl&iacute;nicos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; testagem, sugere-se a inclus&atilde;o de instrumentos que avaliem aspectos positivos da sa&uacute;de mental, como autoestima, satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, felicidade e o repert&oacute;rio de HS e HV nas crian&ccedil;as participantes, bem como um estudo qualitativo sobre as sess&otilde;es e como estes dados podem se relacionar como os resultados quantitativos adquiridos no programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma sugest&atilde;o importante &eacute; que novo estudo seja conduzido para analisar estes dados com rela&ccedil;&atilde;o a um grupo de compara&ccedil;&atilde;o, no qual as crian&ccedil;as da mesma idade, s&eacute;rie e contexto n&atilde;o tiveram passado pela interven&ccedil;&atilde;o. Seria interessante tamb&eacute;m a compara&ccedil;&atilde;o destes dados com outras crian&ccedil;as com diferentes contextos de vida a fim de analisar se esta poss&iacute;vel correla&ccedil;&atilde;o de mant&eacute;m. Outro estudo importante a ser realizado seria um <i>follow-up </i>para avaliar se os ganhos adquiridos com a participa&ccedil;&atilde;o no programa se mantiveram ao longo do tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o estudo abre novas perspectivas para pesquisas futuras que auxiliem no aprimoramento do programa de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental em crian&ccedil;as. Desta forma, espera-se ter colaborado para a tal &aacute;rea, mais especificamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilidades sociais e para a vida e auxiliado, a partir de um olhar cr&iacute;tico a entender as demandas enfrentadas pelas crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse projeto contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), por meio do fornecimento de uma bolsa de mestrado para a primeira autora, e tamb&eacute;m do apoio da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES), com uma bolsa de mestrado para a segunda autora. Todas as autoras contribu&iacute;ram com todas as etapas para elabora&ccedil;&atilde;o desse trabalho. As autoras declararam que n&atilde;o houve concorrentes ou potenciais conflitos de interesse em rela&ccedil;&atilde;o a este estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARRY, M.M.; CLARKE, A.M.; JENKINS, R.; PATEL, V. 2013. A systematic review of the effectiveness of mental health promotion interventions for young people in low and middle income countries. <i>BMC Public Health, </i><b>13</b>(835):1-19. <a href="https://doi.org/10.118,6/1471-2458-13-835" target="_blank">https://doi.org/10.118,6/1471-2458-13-835</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533749&pid=S1983-3482201700010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BERGNEHR, D.; NELSON, K.Z. 2015. Where is the child? A discursive exploration of the positioning of children in research on mental-health-promoting interventions. <i>Sociology of Health &amp; Illness, </i><b>37</b>(2):184-197. <a href="https://doi.org/10.1111/1467-9566.12197" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1467-9566.12197</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533750&pid=S1983-3482201700010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BORGES, D.S.C.; MATURANO, E.M. 2009. Aprendendo a gerenciar conflitos: um programa de interven&ccedil;&atilde;o para a 1ª s&eacute;rie do ensino fundamental. <i>Paid&eacute;ia, </i><b>19</b>(42):17-26. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-863X2009000100004" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0103-863X2009000100004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533751&pid=S1983-3482201700010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CA&Iacute;RES, M.C.; SHINOHARA, H. 2010. Transtornos de ansiedade na crian&ccedil;a: um olhar nas comunidades. <i>Revista Brasileira Terapias Cognitivas, </i><b>6</b>(1):62-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533752&pid=S1983-3482201700010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CLARK, D.A.; BECK, A.T. 2012. <i>Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade. </i>Porto Alegre, Artmed, 640 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533754&pid=S1983-3482201700010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z.A.P.; DEL PRETTE, A. 2009. <i>Psicologia das habilidades sociais na inf&acirc;ncia: Teoria e pr&aacute;tica.</i> 4ª ed., Petr&oacute;polis, Vozes, 280 p.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FIELD, A. 2009. <i>Descobrindo a estat&iacute;stica usando o SPSS.</i> Porto Alegre, Artmed, 688 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533757&pid=S1983-3482201700010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FILGUEIRAS, A.; LANDEIRA-FERNANDEZ, J.; FIORAVANTI-BASTOS, A.C.M.; SANTOS, P.P.P.; MENDON&Ccedil;A, I.; FONTENELE, B.; POYARES, M.; OLIVEIRA, C.E.T. de; SABOYA, E.; MARQUES, C.V.M. 2013. Estrutura factorial e propriedades psicom&eacute;tricas da escala de stress infantil adaptada para uma amostra de crian&ccedil;as cegas. <i>Psico</i>, <b>44</b>(1):26-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533759&pid=S1983-3482201700010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GORAYEB, R. 2002. O ensino de habilidade de vida em escolas no Brasil. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, </i><b>3:</b>213-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533761&pid=S1983-3482201700010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GOUVEIA, V.V.; BARBOSA, G.A.; ALMEIDA, H.J.F. de; GAI&Atilde;O, A.A. 1995. Invent&aacute;rio de depress&atilde;o infantil - CDI: estudo de adapta&ccedil;&atilde;o com escolares de Jo&atilde;o Pessoa. <i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria, </i><b>44</b>(7):345-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533763&pid=S1983-3482201700010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JONES, M.I.; LAVALLE, D. 2009. Exploring the life skills needs of British adolescent athletes. <i>Psychology of Sport and Exercise, </i><b>10:</b>159-167. <a href="https://doi.org/10.1016/j.psychsport.2008.06.005" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.psychsport.2008.06.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533765&pid=S1983-3482201700010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KIELING, C.; BAKER-HENNINGHAM, H.; BELFER, M.; CONTI, G.; ERTEM, I.; OMIGBODUN, O.; ROHDE, L.A.; SRINATH, S. 2011. Child and adolescent mental health worldwide: Evidence for action. <i>Lancet, </i><b>378:</b>1515-1525. <a href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(11)60827-1" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(11)60827-1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533766&pid=S1983-3482201700010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KOVACS, M. 1983. <i>The children's Depression Inventory: a self-rated depression scale for school-aged youngsters.</i> Pittsburg, University of Pittsburg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533767&pid=S1983-3482201700010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEE, S.H.; SHIN, D.W.; STEIN, M.A. 2010. Increased cortisol after stress is associated with variability in response time in ADHD children. <i>Yousei Medical Journal, </i><b>51</b>(2):206-211. <a href="https://doi.org/10.3349/ymj.2010.51.2.206" target="_blank">https://doi.org/10.3349/ymj.2010.51.2.206</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533769&pid=S1983-3482201700010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEMES, S.O.; FISBERG, M.; ROCHA, G.M.; FERRINI, L.G.; MARTINS, G.; SIVIERO, K.; ATAKA, M.A. 2003. Stress infantil e desempenho escolar - avalia&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de 1ª a 4ª s&eacute;rie de uma escola p&uacute;blica do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. <i>Revista Estudos em Psicologia, PUC-Campinas, </i><b>20</b>(1):5-14. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-166X2003000100001" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0103-166X2003000100001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533770&pid=S1983-3482201700010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIPP, M.E.N.; ARANTES, J.P.; BURITI, M.S.; WITZIG, T. 2002. O estresse em escolares. <i> Psicologia Escolar e Educacional. </i><b>6</b>(1):51-56. <a href="https://doi.org/10.1590/S1413-85572002000100006" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S1413-85572002000100006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533771&pid=S1983-3482201700010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIPP, M.E.N.; LUCARELLI, M.D.M. 2005. <i>Escala de Stress Infantil - ESI.</i> S&atilde;o Paulo, Casa do Psic&oacute;logo, 62 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533772&pid=S1983-3482201700010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIPP, M.E.N. <i>et al</i>. 2014. <i>Stress em Crian&ccedil;as e Adolescentes.</i> Campinas, Papirus, 336 p.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARCH, J.S.; PARKER, J.D.; SULLIVAN, K.; STALLINGS, P.; CONNERS, C.K. 1997. The Multidimensional anxiety scale for children (MASC): factor structure, reliability, and validity. <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry</i>, <b>36</b>(4):554-565. <a href="https://doi.org/10.1097/00004583-199704000-00019" target="_blank">https://doi.org/10.1097/00004583-199704000-00019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533775&pid=S1983-3482201700010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARIN, A.; FAVA, D.C. 2016. Programas de interven&ccedil;&atilde;o no contexto escolar: revis&atilde;o da literatura cient&iacute;fica. <i>In:</i> FAVA, D.C., <i>A Pr&aacute;tica da Psicologia na Escola: introduzindo a abordagem cognitivo-comportamental. </i>Belo Horizonte, Ed. Artes&atilde;, p. 325-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533776&pid=S1983-3482201700010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINS, C.M.C. da S. 2013. <i>Entrevista para as perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade segundo o DSM-IV (ADIS-C) aplicada a uma popula&ccedil;&atilde;o adolescente: validade concorrente, validade discriminante, concord&acirc;ncia inter-avaliadores e aceitabilidade de entrevista cl&iacute;nica.</i> Coimbra, Portugal. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade de Coimbra, 47 p.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINSEN, K.D.; KENDALL, P.C.; STARK, K.; NEUMER, S.P. 2014. Prevention of anxiety and depression in chindren: Acceptability and feasibility of the transdiagnostic EMOTION Program. <i>Cognitive and Behavioral Practice, </i><b>23</b>(1):1-13. <a href="https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2014.06.005" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2014.06.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533779&pid=S1983-3482201700010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MEINZER, M.C.; PETTIT, J.W.; VISWESVARAN, C. 2014. The co-occurrence of attention-deficit/ hyperactivity disorder and unipolar depression in children and adolescents: A meta-analytic review. <i>Clinical Psychology Review, </i><b>34:</b>595-607. <a href="https://doi.org/10.1016/j.cpr.2014.10.002" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.cpr.2014.10.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533780&pid=S1983-3482201700010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&Uuml;LLER, R.; PETER, C.; CIEZA, A.; POST, M.W.; LEEUWEN, C.M.V.; WERNER, C.S.; GEYH, S. 2014. Social Skills: a resource for more social support, lower depression levels, higher quality of life, and participation in individuals with spinal cord injury? <i>Archives of Physical Medicine and Rehabilition, </i><b>96:</b>447-455. <a href="https://doi.org/10.1016/j.apmr.2014.09.006" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.apmr.2014.09.006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533781&pid=S1983-3482201700010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NARDI, P.C.; FERREIRA, I.M.F.; NEUFELD, C.B. 2015. Programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental em grupo para crian&ccedil;as. <i>In</i>: C.B. NEUFELD, <i>Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo para Crian&ccedil;as e Adolescentes. </i>Porto Alegre, Artmed, p. 35-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533782&pid=S1983-3482201700010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NEUFELD, C.B.; DAOLIO, C.C.; CASSIANO, M.; ROSSETTO, C.P.F.; CAVENAGE, C.C. 2014. Prhavida - Programa cognitivo-comportamental de habilidades de vida para crian&ccedil;as e adolescentes.<i> In:</i> C.B. NEUFELD (ed.), <i>Interven&ccedil;&otilde;es e Pesquisas em Terapia Cognitivo-Comportamental com indiv&iacute;duos e grupos. </i>Novo Hamburgo, Sinopsys, p. 80-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4533784&pid=S1983-3482201700010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NUNES, M.M. 2004. <i>Validade e confiabilidade da escala multidimensional de ansiedade para crian&ccedil;as (MASC).</i> S&atilde;o Paulo, SP. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade de S&atilde;o Paulo, 80 p.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PENNANT, M.E.; LOUCAS, C.E.; WHITTINGTON, C.; CRESWELL, C.; FONAGY, P.; FUGGLE, P.; KELVIN, R.; NAQVI, S.; STOCKTON, S.; KENDALL, T. 2015. 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