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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das habilidades sociais de universitários ingressantes e concluintes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The process of entering and remaining in college demands from the undergraduates the development of social skills which promote a better adaptation and preparation for the market. The purpose of this study was to characterize and compare the repertoire of social skills from beginners (second semester) and senior students (tenth semester) from different graduation courses and identify sociodemographic and occupational factors related to social skills. Undergraduates (n = 165) enrolled in Psychology, Law and Civil Engineering schools at a private institution from Minas Gerais participated in the study and responded to the Social Skills Inventory (IHS-Del-Prette) and an occupational and sociodemographic questionnaire. Except for Civil Engineering students, we observed that seniors showed a more developed social skills repertoire when compared to beginners. Besides, students that concluded secondary school in public institutions and had their own income showed themselves as the more skilled ones. Regarding gender, men and women showed a more developed repertoire in distinct social skills. New researches that evaluate changes in social skills repertoire from undergraduates during graduation period are recommended, enabling the intervention planning which promotes a better adaptation and preparation for the market via acquisition and improvement of these skills.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais de universit&aacute;rios ingressantes e concluintes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Social skills of beginner and senior undergraduates evaluation</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Murilo Freitas Bauth<sup>I</sup>; Andr&eacute;a Cabral Rios<sup>I</sup>; Diego Costa Lima<sup>II</sup>; K&ecirc;nia Izabel David Silva de Resende<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Centro Universit&aacute;rio de Lavras. Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia. Rua Padre Jos&eacute; Poggel, 506, Centenario, Lavras, 37200-000, MG, Brasil.  <a href="mailto:murilobauth.bauth.psi@gmail.com">murilobauth.bauth.psi@gmail.com</a>; <a href="mailto:andrea.rios@unilavras.edu.br">andrea.rios@unilavras.edu.br</a>    <br> <sup>II</sup>Universidade Jos&eacute; do Ros&aacute;rio Vellano (UNIFENAS). Curso de Psicologia. Pra&ccedil;a do Estudante, 2000, Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, 37070-045, Varginha, MG, Brasil. <a href="mailto:diegopsicologia@yahoo.com.br">diegopsicologia@yahoo.com.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Centro Universit&aacute;rio de Lavras. Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia. Rua Padre Jos&eacute; Poggel, 506, Centenario, Lavras, 37200-000, MG, Brasil. <a href="mailto:keniaizabel@gmail.com">keniaizabel@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de ingresso e perman&ecirc;ncia ao ensino superior exige do universit&aacute;rio o desenvolvimento de habilidades sociais que promovam uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o e preparo para o mercado de trabalho. Objetivou-se caracterizar e comparar o repert&oacute;rio de habilidades sociais de universit&aacute;rios iniciantes (segundo per&iacute;odo) e concluintes (d&eacute;cimo per&iacute;odo) de diferentes cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, e identificar fatores sociodemogr&aacute;ficos e ocupacionais associados &agrave;s habilidades sociais. Participaram 165 universit&aacute;rios, matriculados nos cursos de Psicologia, Direito e Engenharia Civil de uma institui&ccedil;&atilde;o particular de Minas Gerais, que responderam o Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette) e um Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico e Ocupacional. Com exce&ccedil;&atilde;o da Engenharia Civil, foi verificado que os alunos concluintes apresentaram um repert&oacute;rio de habilidades sociais mais desenvolvido quando comparados aos iniciantes. Al&eacute;m disso, estudantes que conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e possu&iacute;am renda pr&oacute;pria mostraram-se mais habilidosos. Quanto ao g&ecirc;nero, homens e mulheres apresentaram um repert&oacute;rio mais desenvolvido em habilidades sociais distintas. Recomenda-se novas pesquisas que tenham como objetivo avaliar as mudan&ccedil;as no repert&oacute;rio de habilidades sociais dos universit&aacute;rios durante o per&iacute;odo da gradua&ccedil;&atilde;o, possibilitando, desta forma, o planejamento de interven&ccedil;&otilde;es que promovam uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o e preparo para o mercado de trabalho por meio da aquisi&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento dessas habilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> habilidades sociais; universit&aacute;rios; forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The process of entering and remaining in college demands from the undergraduates the development of social skills which promote a better adaptation and preparation for the market. The purpose of this study was to characterize and compare the repertoire of social skills from beginners (second semester) and senior students (tenth semester) from different graduation courses and identify sociodemographic and occupational factors related to social skills. Undergraduates (<i>n</i> = 165) enrolled in Psychology, Law and Civil Engineering schools at a private institution from Minas Gerais participated in the study and responded to the Social Skills Inventory (IHS-Del-Prette) and an occupational and sociodemographic questionnaire. Except for Civil Engineering students, we observed that seniors showed a more developed social skills repertoire when compared to beginners. Besides, students that concluded secondary school in public institutions and had their own income showed themselves as the more skilled ones. Regarding gender, men and women showed a more developed repertoire in distinct social skills. New researches that evaluate changes in social skills repertoire from undergraduates during graduation period are recommended, enabling the intervention planning which promotes a better adaptation and preparation for the market via acquisition and improvement of these skills.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> social skills; undergraduates; vocational training.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais no &acirc;mbito universit&aacute;rio, percebe-se que desempenhos sociais mais elaborados s&atilde;o cada vez mais exigidos, tanto na forma&ccedil;&atilde;o dos universit&aacute;rios (Del Prette <i>et al</i>., 1998) quanto, posteriormente, no mercado de trabalho (Carter <i>et al</i>., 2012; Philips <i>et al</i>., 2014). Para Menkes (2011), al&eacute;m de um conhecimento te&oacute;rico e especializado, &eacute; necess&aacute;rio que o profissional, ao se inserir em um mercado de trabalho altamente competitivo, possua compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e a capacidade de interagir socialmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Subjacente aos aspectos que envolvem as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, encontra-se o constructo das habilidades sociais (Barreto <i>et al</i>., 2004). De acordo com Del Prette e Del Prette (2013), as habilidades sociais s&atilde;o descritas como diferentes classes de comportamentos presentes no repert&oacute;rio do indiv&iacute;duo que contribuem para as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. No contexto acad&ecirc;mico, elas apresentam rela&ccedil;&atilde;o tanto com o desempenho profissional e ajuste do estudante ao ensino superior, quanto a uma socializa&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, que possa garantir seu bem-estar psicol&oacute;gico (Bandeira e Quaglia, 2005). Quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas de socializa&ccedil;&atilde;o dos universit&aacute;rios, Bartholomeu <i>et al.</i> (2008), ao avaliarem estudantes de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (<i>n</i> = 126) de uma institui&ccedil;&atilde;o particular do interior de S&atilde;o Paulo, encontraram correla&ccedil;&otilde;es positivas entre o escore total do Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette) e a amabilidade, que se refere a um dos tra&ccedil;os de personalidade presentes na teoria dos Cinco Grandes Fatores (<i>Big Five</i>), indicando que estudantes mais habilidosos socialmente tendem a ser mais atenciosos, agrad&aacute;veis, emp&aacute;ticos e compreensivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros dois termos bastante utilizados na &aacute;rea de habilidades sociais s&atilde;o o de desempenho social e compet&ecirc;ncia social. O desempenho social &eacute; definido pela emiss&atilde;o de um ou mais comportamentos em uma determinada situa&ccedil;&atilde;o social, que podem ser caracterizados como socialmente competentes ou n&atilde;o. A compet&ecirc;ncia social apresenta car&aacute;ter avaliativo, que depender&aacute; da funcionalidade e coer&ecirc;ncia dos pensamentos e sentimentos do indiv&iacute;duo. Na din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es, as habilidades sociais apresentam-se como parte componente, mas n&atilde;o suficiente, para um desempenho socialmente competente (Del Prette e Del Prette, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Bolsoni-Silva <i>et al.</i> (2010), d&eacute;ficits de habilidades sociais do estudante podem gerar preju&iacute;zos no desempenho e nas intera&ccedil;&otilde;es sociais, dificultando seu desenvolvimento no meio acad&ecirc;mico. Os d&eacute;ficits em habilidades sociais que um indiv&iacute;duo pode apresentar s&atilde;o: (a) <i>d&eacute;ficits de aquisi&ccedil;&atilde;o</i>, definido pela falta de determinadas habilidades (uma ou mais) em seu repert&oacute;rio, tais quais n&atilde;o foram aprendidas por ele; (b) <i>d&eacute;ficits de desempenho</i>, caracterizado pela emiss&atilde;o de um comportamento com uma frequ&ecirc;ncia menor do que &eacute; esperada no ambiente (Del Prette e Del Prette, 2005); e (c) <i>d&eacute;ficits de flu&ecirc;ncia</i>, que consiste no desempenho de uma determinada habilidade em n&iacute;veis de profici&ecirc;ncia inferiores aos requeridos pelo ambiente (Ang&eacute;lico <i>et al</i>., 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ensino superior exige do estudante uma maior autonomia e, por isso, faz-se necess&aacute;rio que ele saiba lidar com v&aacute;rias tarefas curriculares e extracurriculares, tais como: a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s exig&ecirc;ncias cognitivas relacionadas &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de ensino e ao curso que se matricularam, &agrave;s novas responsabilidades adquiridas quando saem de casa (como manejo e gest&atilde;o do tempo e dinheiro), necessidade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es com os demais alunos e professores, entre outras (Freitas <i>et al.,</i> 2007). Pellegrini <i>et al.</i> (2012) investigaram a rela&ccedil;&atilde;o entre habilidades sociais e o gerenciamento do tempo, como vari&aacute;veis para controle de estresse, de estudantes universit&aacute;rios (<i>n</i> = 83) matriculados no primeiro ano dos cursos de Biologia, Engenharia Civil e Psicologia de uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica paulista. Os resultados apontaram que, falhas no gerenciamento do tempo constitu&iacute;am um fator causador de estresse para a amostra estudada e estavam associadas a d&eacute;ficits em habilidades sociais. Desta forma, como salientou Bolsoni-Silva <i>et al.</i> (2010), estudos que avaliem as habilidades sociais dos universit&aacute;rios apresentam grande relev&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m das considera&ccedil;&otilde;es apontadas, a avalia&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais de universit&aacute;rios justifica-se por se tratarem de uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o que, cada vez mais, tem sido exigida a compet&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Isso ocorre devido o acesso ao conhecimento que os universit&aacute;rios possuem na universidade, que ir&aacute; orientar seus pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es na sociedade (Del Prette e Del Prette, 2001). Nesse sentido, percebe-se na literatura uma car&ecirc;ncia de estudos que caracterizam as habilidades sociais de universit&aacute;rios de acordo com os cursos e per&iacute;odos da gradua&ccedil;&atilde;o em que est&atilde;o matriculados (Bolsoni-Silva <i>et al.,</i> 2010; Bolsoni-Silva e Loureiro, 2015). Pesquisas com esse enfoque podem oferecer subs&iacute;dios para interven&ccedil;&otilde;es mais efetivas conforme o momento do curso dos universit&aacute;rios (Bolsoni-Silva <i>et al</i>. (2010) e, tamb&eacute;m, na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais mais capacitados para lidar com as atuais exig&ecirc;ncias do mercado de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo o processo de adapta&ccedil;&atilde;o do estudante universit&aacute;rio, que vai desde a sua entrada, perman&ecirc;ncia e sa&iacute;da do ensino superior, vem se mostrando um campo promissor e necessitado de estudos. A avalia&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais em estudantes ingressantes e concluintes justifica-se por dois motivos principais. O primeiro visa identificar poss&iacute;veis d&eacute;ficits no in&iacute;cio da gradua&ccedil;&atilde;o e, a partir disso, promover interven&ccedil;&otilde;es para o aprimoramento dessas habilidades, al&eacute;m de favorecer uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o na universidade e um preparo para o mercado de trabalho. O segundo tem como objetivo verificar quais cursos, ao final da gradua&ccedil;&atilde;o, necessitam de reformula&ccedil;&otilde;es curriculares, por meio do levantamento do &iacute;ndice de estudantes com repert&oacute;rio de habilidades sociais deficit&aacute;rio. Diante o que foi exposto, o objetivo desse estudo foi: (a) caracterizar o repert&oacute;rio de habilidades sociais de estudantes universit&aacute;rios que est&atilde;o matriculados nos segundos e d&eacute;cimos per&iacute;odos dos cursos de Psicologia, Direito e Engenharia Civil; (b) comparar o repert&oacute;rio de habilidades sociais dos estudantes do segundo com os do d&eacute;cimo per&iacute;odo; (c) identificar os fatores sociodemogr&aacute;ficos e ocupacionais associados &agrave;s habilidades sociais dos estudantes universit&aacute;rios analisados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Delineamento</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo consiste em um levantamento, cujo objetivo &eacute; a descri&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e incid&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas de uma popula&ccedil;&atilde;o alvo (Selltiz<i> et al</i>., 1987). Para a compara&ccedil;&atilde;o de grupos de sujeitos, foi utilizada a Compara&ccedil;&atilde;o com Grupo Est&aacute;tico, que visa comparar grupos naturais, que diferem por caracter&iacute;sticas inerentes aos sujeitos (Selltiz <i>et al</i>., 1987). Tamb&eacute;m se tem um estudo do tipo correlacional, descrito como aquele que investiga vari&aacute;veis naturais dos indiv&iacute;duos, sem a manipula&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis independentes (Selltiz <i>et al.</i>, 1987). Por fim, trata-se de um estudo de corte transversal, definido como um estudo em que a coleta de dados &eacute; realizada apenas em um intervalo de tempo (Campbell e Stanley, 1979; Selltiz <i>et al.</i>, 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Participantes</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram deste estudo 165 estudantes universit&aacute;rios matriculados nos segundos e d&eacute;cimos per&iacute;odos dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Direito e Engenharia Civil de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior particular da regi&atilde;o do sul de Minas Gerais. Do total de universit&aacute;rios, 88 estavam matriculados no segundo per&iacute;odo e 77 no d&eacute;cimo per&iacute;odo. Destes, 46 eram estudantes de Psicologia (26 do segundo per&iacute;odo e 20 do d&eacute;cimo per&iacute;odo), 52 eram do curso de Direito (30 do segundo per&iacute;odo e 22 do d&eacute;cimo per&iacute;odo) e 67 do curso de Engenharia Civil (32 do segundo per&iacute;odo e 35 do d&eacute;cimo per&iacute;odo). Do total de alunos (<i>n</i> = 165), 9 foram exclu&iacute;dos por n&atilde;o responderem os instrumentos de forma completa. As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e ocupacionais de toda a popula&ccedil;&atilde;o estudada encontram-se descritas na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cclin/v12n1/a06tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os cursos de Psicologia, Direito e Engenharia Civil foram escolhidos por serem os &uacute;nicos, na &eacute;poca da pesquisa, a possu&iacute;rem turmas de universit&aacute;rios iniciantes (segundo per&iacute;odo) e concluintes (d&eacute;cimo per&iacute;odo). A avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada com todos os alunos que estavam presentes no dia da aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos e aceitaram participar da pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Instrumentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para coleta de dados, foram utilizados o Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette) (Del Prette e Del Prette, 2001) e um Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico e Ocupacional. Os instrumentos est&atilde;o descritos a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais</i>: possui 38 itens que objetivam avaliar a frequ&ecirc;ncia com que o respondente sente ou age referente &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es interpessoais propostas. As alternativas de resposta, que devem ser indicadas pelo respondente, s&atilde;o: A ("nunca ou raramente"), B ("com pouca frequ&ecirc;ncia"), C ("com regular frequ&ecirc;ncia"), D ("muito frequentemente"), E ("sempre ou quase sempre"). Os resultados s&atilde;o apresentados em forma de um Escore Global das habilidades sociais e em cinco fatores, denominados de: F1) Autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco - remete &agrave; capacidade do indiv&iacute;duo de lidar com situa&ccedil;&otilde;es interpessoais que demandam a afirma&ccedil;&atilde;o e defesa dos direitos e autoestima, com risco potencial de rea&ccedil;&atilde;o indesej&aacute;vel; F2) Autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo - diz respeito &agrave; demandas interpessoais de express&atilde;o de afeto positivo e  afirma&ccedil;&atilde;o da autoestima que envolvem risco m&iacute;nimo de rea&ccedil;&atilde;o indesej&aacute;vel; F3) Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social - avalia a capacidade do indiv&iacute;duo de lidar com situa&ccedil;&otilde;es sociais neutras que envolvem aproxima&ccedil;&atilde;o (em termos de afeto positivo ou negativo), com risco m&iacute;nimo de rea&ccedil;&atilde;o indesej&aacute;vel; F4) Autoexposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas - abarca habilidades de abordar pessoas desconhecidas e, diferente da subescala anterior, possui maior risco de rea&ccedil;&atilde;o indesej&aacute;vel; F5) - Autocontrole da agressividade em situa&ccedil;&otilde;es aversivas - retrata a capacidade do indiv&iacute;duo de reagir a situa&ccedil;&otilde;es aversivas do interlocutor (agress&atilde;o, pilh&eacute;ria, descontrole) com razo&aacute;vel controle da raiva e da agressividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos dados brutos de escore global e fatores, o instrumento foi normatizado para avaliar o percentil, a partir da seguinte classifica&ccedil;&atilde;o: 1) Repert&oacute;rio deficit&aacute;rio em habilidades sociais (P &lt; 25); 2) Bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (abaixo da mediana, P = 25 e &lt; 50); 3) Repert&oacute;rio mediano (P = 50); 4) Bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana; P &gt; 50 e &lt; 75); 5) Repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais (P <u>&gt;</u> 75). O instrumento possui indicadores de consist&ecirc;ncia interna satisfat&oacute;ria, com alfa de <i>Cronbach</i> de 0,75 para a escala global e valores de alfa entre 0,74 a 0,96 para as subescalas; estrutura fatorial, avaliada pelo m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o alfa com rota&ccedil;&atilde;o <i>Varimax</i>, mediante cinco fatores principais identificados, que explicaram 92,75% da vari&acirc;ncia dos dados (Del Prette, Del Prette e Barreto, 1998). A fidedignidade tamb&eacute;m foi avaliada pelo teste e reteste, no qual foi obtido um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,90 (<i>p</i> = 0,001; Bandeira <i>et al.</i>, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e ocupacional</i>: tem como objetivo investigar caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e ocupacionais relacionadas &agrave; idade, g&ecirc;nero, estado civil, se possui renda pr&oacute;pria e status de moradia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimento &eacute;ticos e de coleta de dados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Primeiramente, a pesquisa foi submetida, avaliada e aprovada pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica em Pesquisa envolvendo Seres Humanos (CEP) (CAAE: 37533314.4.0000.5116). Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o, a Diretoria Geral da institui&ccedil;&atilde;o foi consultada para autorizar a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Em seguida, realizou-se uma reuni&atilde;o com os coordenadores dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o participantes para que o pesquisador pudesse apresentar o objetivo do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi realizada de forma coletiva nas salas de aula, em hor&aacute;rios previamente combinados com os professores. No momento da coleta, foram expostos a todos os alunos que estavam presentes os objetivos do estudo e solicitada a sua participa&ccedil;&atilde;o. Os alunos que aceitaram participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e foram informados que, a qualquer momento, poderiam interromper a sua participa&ccedil;&atilde;o, sem risco de qualquer preju&iacute;zo ou constrangimento e que as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas seriam mantidas em sigilo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimentos de an&aacute;lise de dados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos por meio do IHS-Del-Prette foram avaliados conforme &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es de seu manual de aplica&ccedil;&atilde;o, apura&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o (Del Prette e Del Prette, 2001). A partir dessas an&aacute;lises, foi realizada a classifica&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de habilidades sociais dos respondentes da seguinte forma: (a) Repert&oacute;rio bastante elaborado de habilidades sociais; (b) Bom repert&oacute;rio de habilidades sociais (acima da mediana); (c) Repert&oacute;rio mediano; (d) Bom repert&oacute;rio de habilidades sociais; e (e) Indica&ccedil;&atilde;o para Treinamento de Habilidades Sociais (repert&oacute;rio deficit&aacute;rio).<b> </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos dados foi realizada por meio do programa <i>Statistical Package for Social Sciences</i> (SPSS) 20.0 para Windows. Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra e descri&ccedil;&atilde;o dos escores do IHS-Del-Prette, foi utilizada a estat&iacute;stica descritiva, por meio de c&aacute;lculos m&eacute;dias, desvio-padr&atilde;o e porcentagem. Em seguida, foram realizadas an&aacute;lises para determinar se seriam usados testes param&eacute;tricos ou n&atilde;o-param&eacute;tricos por meio do teste de normalidade <i>Kolmogorov-Smirnov</i>. Foi verificado que o escore global e os fatoriais do IHS demonstraram seguir distribui&ccedil;&atilde;o normal (<i>p</i> &gt; 0,05). Desta forma, foram aplicados testes param&eacute;tricos para todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas deste estudo, adotando-se um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de <i>p</i> &lt; 0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para analisar as diferen&ccedil;as no repert&oacute;rio de habilidades sociais quanto &agrave;s vari&aacute;veis "estado civil" e "status de moradia", foi realizada uma An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia de medidas repetidas de um fator (ANOVA <i>Oneway</i>) com <i>post hoc Tukey</i>. O teste <i>t</i> de <i>Student</i> para amostras independentes foi empregado para investigar as diferen&ccedil;as referentes ao escore total e fatoriais do IHS-Del-Prette dos universit&aacute;rios agrupados pelo per&iacute;odo do curso em que estavam matriculados (segundo ou d&eacute;cimo per&iacute;odo), bem como para as vari&aacute;veis "g&ecirc;nero" e "se renda pr&oacute;pria". Para a vari&aacute;vel "idade" foi utilizado o teste de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado, tamb&eacute;m, o c&aacute;lculo do tamanho do efeito (<i>d</i>) a partir da diferen&ccedil;a entre as m&eacute;dias de duas condi&ccedil;&otilde;es pela m&eacute;dia dos seus desvios-padr&otilde;es. Essa avalia&ccedil;&atilde;o mede o quanto duas m&eacute;dias diferem em termos de desvios-padr&otilde;es. A medida do tamanho de efeito &eacute; avaliada como: pequeno (0,20 <u><</u> <i>d</i> <u><</u> 0,50), m&eacute;dio (0,50 <u><</u> <i>d</i> <u><</u> 0,80) ou grande (<i>d</i> <u>&gt;</u> 0,80; Cohen, 1988).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados referentes &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio global de habilidades sociais dos universit&aacute;rios separados por categorias (amostra total, segundo e d&eacute;cimo per&iacute;odo) est&atilde;o descritos na <a href="/img/revistas/cclin/v12n1/a06tab02.jpg">Tabela 2</a>. Do total de universit&aacute;rios que participaram desse estudo, verificou-se que 28,8% (<i>n</i> = 19) da amostra apresentava um repert&oacute;rio deficit&aacute;rio e 25,8% (<i>n</i> = 17) estavam abaixo da mediana, sendo eles provindos, em sua maioria, do curso de Engenharia Civil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito aos per&iacute;odos, o maior percentual de universit&aacute;rios que apresentou um repert&oacute;rio deficit&aacute;rio estava situado no segundo per&iacute;odo e, em contraponto, foi observado um maior &iacute;ndice de estudantes com um repert&oacute;rio bastante elaborado no d&eacute;cimo per&iacute;odo. Ainda no que diz respeito aos alunos concluintes, verificou-se que o curso de Engenharia Civil possu&iacute;a um maior &iacute;ndice de alunos com repert&oacute;rio deficit&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v12n1/a06tab03.jpg">Tabela 3</a> exibe os dados relativos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre alunos iniciantes (segundo per&iacute;odo) e concluintes (d&eacute;cimo per&iacute;odo). Foram verificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no Escore Global, F1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco e F4 - Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas. De maneira geral, no que diz respeito aos resultados estatisticamente significativos, observou-se que os alunos concluintes apresentaram m&eacute;dias superior &agrave; dos iniciantes em todas as an&aacute;lises realizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na compara&ccedil;&atilde;o entre os universit&aacute;rios iniciantes e concluintes, separados pelo curso de gradua&ccedil;&atilde;o em que estavam matriculados, foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nos cursos de Psicologia e Direito. No curso de Psicologia, verificou-se que essas diferen&ccedil;as foram significativas no Escore Global, F1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco e F2 - Autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de afeto positivo. Para os alunos de Direito, as diferen&ccedil;as significativas ocorreram no Escore Global, F4 - Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas e F5 - Autocontrole da agressividade. Em ambos os casos, os alunos concluintes apresentaram maiores m&eacute;dias quando comparados aos iniciantes. Destes resultados, foi verificado um tamanho de efeito grande para as diferen&ccedil;as entre os alunos de Psicologia, m&eacute;dio para os de Direito e pequeno para a Amostra Total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v12n1/a06tab04.jpg">tabela 4</a> exibe os resultados relacionados &agrave;s diferen&ccedil;as significativas entre as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e ocupacionais dos universit&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o aos escores global e fatoriais do IHS-Del-Prette. No que diz respeito ao g&ecirc;nero, diferen&ccedil;as estatisticamente significativas foram encontradas nos fatores 1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco, 2 - Autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de afeto positivo e 5 - Autocontrole da agressividade. Nos fatores citados, os homens apresentaram m&eacute;dias superiores nos dois primeiros e as mulheres no &uacute;ltimo fator. Quanto &agrave; idade, foram verificadas correla&ccedil;&otilde;es positivas e significativas para o Escore Global e para os fatores 1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco, 2 - Autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de afeto positivo, 3 - Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e 4 - Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas nas vari&aacute;veis "Estado Civil", "Status de moradia". Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel "Renda", foi observado que os universit&aacute;rios que possu&iacute;am renda pr&oacute;pria apresentavam m&eacute;dias mais elevadas no Escore Global e nos fatores 1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco, 3 - Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e 4 - Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas, quando comparados aos que n&atilde;o tinham renda pr&oacute;pria. Quanto ao tamanho do efeito, foi verificado que para a vari&aacute;vel g&ecirc;nero, o efeito foi pequeno para os fatores 1 e 2 e grande para o fator 5. Para a vari&aacute;vel renda, o efeito foi pequeno no F1, m&eacute;dio no escore global e F3, e grande para o F4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas nas vari&aacute;veis "Estado Civil", "Status de moradia". Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel "Renda", foi observado que os universit&aacute;rios que possu&iacute;am renda pr&oacute;pria apresentavam m&eacute;dias mais elevadas no Escore Global e nos fatores 1 - Enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco, 3 - Conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e 4 - Auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas, quando comparados aos que n&atilde;o tinham renda pr&oacute;pria. Quanto ao tamanho do efeito, foi verificado que para a vari&aacute;vel g&ecirc;nero, o efeito foi pequeno para os fatores 1 e 2 e grande para o fator 5. Para a vari&aacute;vel renda, o efeito foi pequeno no F1, m&eacute;dio no escore global e F3, e grande para o F4.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De maneira geral, a amostra total do presente estudo apresentou &iacute;ndices bastante diversificados no que se refere &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o prevista pelo IHS. Entretanto, quando observado o percentual de alunos com repert&oacute;rio deficit&aacute;rio no d&eacute;cimo per&iacute;odo, foi verificado que a maioria dos alunos do curso de Engenharia Civil apresentavam uma classifica&ccedil;&atilde;o situada abaixo da mediana. Uma hip&oacute;tese relacionada a esses &iacute;ndices &eacute; a de que, diferente dos cursos de Psicologia e Direito, durante o percurso na universidade, podem ter ocorrido poucas oportunidades de aquisi&ccedil;&atilde;o e aprimoramento das habilidades sociais destes estudantes. Ao decorrer desta discuss&atilde;o, ser&atilde;o apresentados outros dados que podem promover um poss&iacute;vel entendimento sobre esses resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao avaliar as diferen&ccedil;as no repert&oacute;rio de habilidades sociais dos alunos concluintes e iniciantes, foi observado que, mesmo apresentando um pequeno poder discriminativo, os alunos concluintes possu&iacute;am um repert&oacute;rio global mais elaborado, eram mais assertivos (F1) e habilidosos para situa&ccedil;&otilde;es de autoexposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas (F4). Apesar deste estudo possuir alunos iniciantes e concluintes matriculados somente em um per&iacute;odo da universidade (segundo e d&eacute;cimo), diferenciando-se de estudos que possu&iacute;am compara&ccedil;&otilde;es entre alunos dos tr&ecirc;s primeiros anos (Bolsoni-Silva <i>et al.,</i> 2010) e  entre os anos intermedi&aacute;rios/finais (a partir do terceiro ano) e iniciantes (primeiros dois anos) da gradua&ccedil;&atilde;o (Bolsoni-Silva e Loureiro, 2015), esses resultados podem contribuir para o avan&ccedil;o de um melhor entendimento sobre a influ&ecirc;ncia dos per&iacute;odos da gradua&ccedil;&atilde;o no repert&oacute;rio de habilidades sociais dos universit&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos estudos citados anteriormente, foram observados, tamb&eacute;m, que aqueles universit&aacute;rios que se encontravam matriculados em per&iacute;odos mais avan&ccedil;ados da universidade, possu&iacute;am um repert&oacute;rio de habilidades interpessoais mais elaborado que os iniciantes. A princ&iacute;pio, acredita-se que essas diferen&ccedil;as ocorreram devido ao tempo de perman&ecirc;ncia na universidade dos alunos, na qual entraram em contato com diversas demandas que podem ter propiciado a aquisi&ccedil;&atilde;o e/ou aprimoramento de suas habilidades sociais (por exemplo, apresentar semin&aacute;rios, negociar com professores hor&aacute;rios para avalia&ccedil;&otilde;es ou corre&ccedil;&atilde;o de notas equivocadas, envolver-se em relacionamentos amorosos, trabalhar em grupo, entre outras).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas compara&ccedil;&otilde;es realizadas entre os dois per&iacute;odos pesquisados (segundo e d&eacute;cimo), para cada curso separadamente, observou-se que alunos concluintes de Psicologia e Direito apresentavam um repert&oacute;rio geral de habilidades sociais mais desenvolvido que os seus respectivos alunos iniciantes. Algumas diferen&ccedil;as, ainda, foram encontradas nos fatores do IHS. Os alunos concluintes de Psicologia tamb&eacute;m eram mais assertivos (F1) e mais habilidosos na autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de afeto positivo (F2). J&aacute; os alunos concluintes de Direito, possu&iacute;am um repert&oacute;rio mais desenvolvido em habilidades de auto exposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas (F4) e no autocontrole da agressividade (F5). Al&eacute;m disso, foi observado que o curso de Psicologia apresentou um tamanho de efeito classificado como grande e o de Direito uma capacidade discriminativa m&eacute;dia nas diferen&ccedil;as apresentadas. Embora exista uma aus&ecirc;ncia na literatura que avalie a diferen&ccedil;a entre os cursos de Direito e Psicologia, impossibilitando uma an&aacute;lise geral quanto &agrave;s habilidades sociais caracter&iacute;sticas de cada um, sup&otilde;e-se que essas diferen&ccedil;as possam ter ocorrido devido as particularidades das grades curriculares e demandas que os alunos entraram em contato ao decorrer da sua perman&ecirc;ncia na universidade. Ou seja, o repert&oacute;rio de habilidades sociais dos universit&aacute;rios pode ter sido desenvolvido no sentido de adequ&aacute;-los aos desempenhos exigidos de cada curso na institui&ccedil;&atilde;o em que eles se encontravam matriculados</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os alunos iniciantes e concluintes do curso de Engenharia Civil evidencia a necessidade de uma maior aten&ccedil;&atilde;o ao curso em quest&atilde;o. Mesmo n&atilde;o se tratando de um estudo longitudinal, no qual seria poss&iacute;vel averiguar se existiam diferen&ccedil;as entre o in&iacute;cio e final da gradua&ccedil;&atilde;o quanto ao repert&oacute;rio de habilidades sociais desses indiv&iacute;duos, atenta-se ao fato deles possu&iacute;rem um repert&oacute;rio pouco desenvolvido ao encerrar sua perman&ecirc;ncia na universidade. Uma hip&oacute;tese que pode ser levantada para este resultado, &eacute; a de que o referido curso n&atilde;o possu&iacute;a uma estrutura curricular que abarcasse o aprimoramento das habilidades sociais dos universit&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do conhecimento espec&iacute;fico e instrumental da &aacute;rea, o mercado de trabalho atual exige do profissional de engenharia um bom repert&oacute;rio de habilidades sociais como, por exemplo, a capacidade de se comunicar, lidar com pessoas, trabalhar em equipe, entre outras (Carraro <i>et al.</i>, 2016). Nesse sentido, salienta-se a import&acirc;ncia de se adequar o curr&iacute;culo dos cursos de engenharia, abarcando desenvolvimento e aprimoramento das habilidades interpessoais (Lopes <i>et al</i>., 2015).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere ao g&ecirc;nero, os homens se mostraram mais assertivos (F1) que as mulheres e mais habilidosos em situa&ccedil;&otilde;es aversivas que requerem um autocontrole da agressividade (F5). J&aacute; as mulheres, possu&iacute;am um repert&oacute;rio mais elaborado para lidar com a autoafirma&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de afeto positivo (F2). Esses resultados corroboram os valores m&eacute;dios apresentados na amostra normativa do IHS (Del Prette e Del Prette, 2001) que sinalizaram diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros no repert&oacute;rio de habilidades sociais (Bandeira <i>et al</i>., 2006; Bartholomeu <i>et al</i>., 2008; Bolsoni-Silva <i>et al</i>., 2010; Bolsoni-Silva e Loureiro, 2015). Essas diferen&ccedil;as podem estar relacionadas &agrave;s demandas e expectativas socioculturais que influenciam a aquisi&ccedil;&atilde;o e o desempenho de determinadas habilidades sociais de acordo com o g&ecirc;nero a qual os indiv&iacute;duos pertencem (Ang&eacute;lico, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, analisando as diferen&ccedil;as entre o g&ecirc;nero dos indiv&iacute;duos dessa pesquisa, sup&otilde;e-se que os homens entraram em contato com mais demandas que exigiam o desempenho de habilidades de enfrentamento e autoafirma&ccedil;&atilde;o com risco (por exemplo, devolver mercadoria defeituosa, discordar do grupos e autoridades, cobrar d&iacute;vidas de amigos, abordar para rela&ccedil;&atilde;o sexual, apresentar-se a outra pessoa, entre outras) e autocontrole da agressividade (como lidar com cr&iacute;ticas dos pais e com chacotas, cumprimentar desconhecidos, entre outras). Por outro lado, foi demandado das mulheres um maior desempenho de habilidades de autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo (por exemplo, agradecer a elogios, elogiar familiares e outras pessoas em geral, expressar sentimento positivo e elogiar outras pessoas, entre outras).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise de influ&ecirc;ncia da renda no repert&oacute;rio de habilidades sociais, foi verificado que a parte da amostra que relatou possuir algum tipo de renda apresentou um repert&oacute;rio de habilidades sociais gerais, assertivas (F1), de conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social (F3) e de falar em p&uacute;blico (F4) mais desenvolvido que os sem nenhum tipo de renda. Resultados semelhantes foram encontrados por Bolsoni-Silva e Loureiro (2015). Estes autores observaram em seu estudo que estudantes que trabalhavam apresentavam habilidades de falar em p&uacute;blico mais desenvolvidas que aqueles que n&atilde;o possu&iacute;am emprego. Sup&otilde;e-se que esse resultado esteja relacionado &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada trabalho e ao n&uacute;mero de demandas que os indiv&iacute;duos foram expostos nos seus ambientes laborais. Esses universit&aacute;rios podem ter entrado em contato com situa&ccedil;&otilde;es nas quais era necess&aacute;rio, por exemplo, discordar do grupo e autoridades, abordar e cobrar d&iacute;vidas de clientes (<i>assertividade</i>), apresentar ideias em reuni&otilde;es ou semin&aacute;rios relacionados &agrave; sua ocupa&ccedil;&atilde;o (<i>falar em p&uacute;blico</i>), pedir favores a colegas de servi&ccedil;o, e iniciar, manter e encerrar conversa&ccedil;&otilde;es (<i>conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social</i>). O contato com estas diferentes demandas pode ter proporcionado a aquisi&ccedil;&atilde;o e/ou aprimoramento dessas habilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre idade e habilidades sociais, foi verificado que universit&aacute;rios mais velhos apresentavam um repert&oacute;rio de habilidades sociais gerais, assertivas, de autoafirma&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o de sentimento positivo, conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e autoexposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos e situa&ccedil;&otilde;es novas mais desenvolvidos. Esses resultados corroboram, parcialmente, os encontrados por Soares <i>et al.</i> (2013). No estudo em quest&atilde;o, foi verificado que os universit&aacute;rios mais velhos eram mais habilidosos em situa&ccedil;&otilde;es de conversa&ccedil;&atilde;o e desenvoltura social e autoexposi&ccedil;&atilde;o a desconhecidos. Acredita-se que esses resultados tenham ocorrido devido a um maior contato com diversas demandas que permitiram o desenvolvimento das habilidades citadas. Desta forma, a medida que os estudantes foram ficando mais velhos, eles entraram em contato com situa&ccedil;&otilde;es que exigiam a emiss&atilde;o dessas habilidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados encontrados neste estudo levantam algumas quest&otilde;es importantes. Apesar das habilidades sociais n&atilde;o serem objeto central de atua&ccedil;&atilde;o de algumas &aacute;reas profissionais, o desenvolvimento delas apresenta extrema import&acirc;ncia para os relacionamentos interpessoais na universidade e atua&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Vale ressaltar que, em todas as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o profissional o indiv&iacute;duo precisa interagir com outras pessoas, seja participando de reuni&otilde;es em grupo, nas rela&ccedil;&otilde;es profissionais cotidianas ou com sua clientela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere aos procedimentos metodol&oacute;gicos utilizados, esse estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Primeiramente, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel generalizar seus resultados para todas as popula&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias e nem afirmar, com exatid&atilde;o, que a perman&ecirc;ncia na universidade resulta em uma melhora no repert&oacute;rio de habilidades sociais. Nesse sentido, essa pesquisa prop&otilde;e-se, apenas, a apresentar e indicar hip&oacute;teses relacionadas ao desenvolvimento e aprimoramento das habilidades sociais no ensino superior. Outra limita&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada ao n&uacute;mero de cursos e alunos que foram avaliados. Desta forma, para futuros estudos, sugere-se que sejam realizadas pesquisas longitudinais, visando verificar as mudan&ccedil;as no repert&oacute;rio de habilidades sociais dessa popula&ccedil;&atilde;o-alvo durante os per&iacute;odos da gradua&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, faz-se necess&aacute;rio pesquisas com um maior n&uacute;mero de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, possibilitando assim uma maior generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, o presente estudo ressalta o qu&atilde;o importante &eacute; avaliar os alunos que entram na institui&ccedil;&atilde;o e aqueles que est&atilde;o prestes a se formar. Por meio dessa avalia&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel planejar interven&ccedil;&otilde;es que tenham como objetivo identificar os d&eacute;ficits em habilidades sociais logo no come&ccedil;o da gradua&ccedil;&atilde;o, evitando poss&iacute;veis problemas de adapta&ccedil;&atilde;o e, tamb&eacute;m, promovendo uma maior prepara&ccedil;&atilde;o para o mercado de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANG&Eacute;LICO, A. P. 2009. <i>Transtorno de ansiedade social e habilidades sociais: estudo psicom&eacute;trico e emp&iacute;rico</i>. S&atilde;o Paulo, SP. Tese de Doutorado. Universidade de S&atilde;o Paulo, 215 p.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANG&Eacute;LICO, A. P.; CRIPPA, J. A. S.; LOUREIRO, S. R. 2013. Social anxiety disorder and social skills. <i>In:</i> F. L. Os&oacute;rio (org), <i>Social anxiety disorder: from research to practice</i>. Nova York, Nova Science Publishers, p. 63-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545049&pid=S1983-3482201900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BANDEIRA, M., COSTA, M. N.; DEL PRETTE Z. A. P.; DEL PRETTE, A.; GERK-CARNEIRO, E. 2000. Qualidades psicom&eacute;tricas do Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS): estudo sobre a estabilidade temporal e validade concomitante. <i>Estudos de Psicologia (Natal)</i>, <b>5</b>(2):401-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545051&pid=S1983-3482201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BANDEIRA, M.; QUAGLIA, M. A. C. 2005. Habilidades sociais de estudantes universit&aacute;rios: Identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es sociais significativas. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, <b>9</b>(1):1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545053&pid=S1983-3482201900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARRETO, M.C.M.; PIERRI, M.R.S.R; DEL PRETTE, Z.A.P.; DEL PRETTE, A. 2004. Habilidades sociais entre jovens universit&aacute;rios: um estudo comparativo. Revista matem&aacute;tica estat&iacute;stica, <b>22</b>(1):31-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545055&pid=S1983-3482201900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARTHOLOMEU, D.; NUNES, C. H. S. S.; MACHADO, A. A. 2008. Tra&ccedil;os de personalidade e habilidades sociais em universit&aacute;rios. <i>Psico-USF,</i> <b>13</b>(1):41-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545057&pid=S1983-3482201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BOLSONI-SILVA, A. T.; LOUREIRO, S. R., ROSA, C.; OLIVEIRA, M. C. 2010. Caracteriza&ccedil;&atilde;o das habilidades sociais de universit&aacute;rios. <i>Contextos Cl&iacute;nicos</i>, <b>3</b>(1),62-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545059&pid=S1983-3482201900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BOLSONI-SILVA, A. T.; LOUREIRO, S. R. 2015. Social skills of undergraduates without mental disorders: academic and socio-demographic variables. <i>Psico-USF</i>, <b>20</b>(3),447-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545061&pid=S1983-3482201900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CAMPBELL, D. T.; STANLEY, J. C. 1979. <i>Delineamentos experimentais e quase experimentais de pesquisa</i>. S&atilde;o Paulo: E.P.U, 138 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545063&pid=S1983-3482201900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARRARO, C. R.; RODRIGUES, M. de S.; ARAUJO, E. A. S. 2016. Habilidades sociais profissionais presentes em engenheiros alunos de MBA de uma universidade no interior de S&atilde;o Paulo. <i>Latin American Journal of Business Management</i>, <b>7</b>(2),298-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545065&pid=S1983-3482201900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARTER, E. W.; AUSTIN, D.; TRAINOR, A. A. 2012. Predictors of postschool employment outcomes for young adults with severe disabilities. <i>Journal of Disability Policy Studies</i>, <b>23</b>(1),50-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545067&pid=S1983-3482201900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">COHEN, J. 1988. <i>Statistical power for behavioral sciences</i>. New York, Academic Press, 567 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545069&pid=S1983-3482201900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z.A.P.; DEL PRETTE, A. 2001. <i>Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette): manual de aplica&ccedil;&atilde;o, apura&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo, Casa do Psic&oacute;logo, 200 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545071&pid=S1983-3482201900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z.A.P.; DEL PRETTE, A. 2013. Social skills inventory (SSI-Del-Prette): characteristics and studies in Brazil. <i>In:</i> F. L. Os&oacute;rio. (org), <i>Social anxiety disorder: from research to practice</i>. Nova York, Nova Science Publishers, p. 49-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545073&pid=S1983-3482201900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. 2005. <i>Psicologia das habilidades sociais na inf&acirc;ncia: teoria e pr&aacute;tica</i>. Petr&oacute;polis, Vozes, 276 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545075&pid=S1983-3482201900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A.; BARRETO, M.C.M. 1998. An&aacute;lise de um invent&aacute;rio de habilidades sociais (IHS-Del-Prette) em uma amostra de universit&aacute;rios. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa,</i> <b>14</b>(3):219-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545077&pid=S1983-3482201900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEL PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A.; CORREIA, M. F. B. 1992. Compet&ecirc;ncia social: um estudo comparativo entre alunos de psicologia, servi&ccedil;o social e engenharia mec&acirc;nica. <i>Psic&oacute;logo Escolar: identidade e perspectivas</i>, 382-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545079&pid=S1983-3482201900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREITAS, H. C.; RAPOSO, N.; ALMEIDA, L. 2007. Adapta&ccedil;&atilde;o do estudante ao ensino superior e rendimento acad&eacute;mico: um estudo com estudantes do primeiro ano de enfermagem. <i>Revista Portuguesa de Pedagogia</i>, <b>41</b>(1):179-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545081&pid=S1983-3482201900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LOPES, D. C.; GEROLAMO, M. C., DEL PRETTE, Z. A. P.; MUSETTI, M. A. 2015. Social skills : a key factor for engineering students to develop interpersonal skills. <i>International Journal Enginnering Education</i>, <b>31</b>(1):405-413.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545083&pid=S1983-3482201900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MENKES, C. 2011. Novas Demandas do Contexto Profissional: as habilidades sociais profissionais. <i>Revista Psicologia Em Destaque</i>, <b>01</b>(01):71-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545085&pid=S1983-3482201900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PELLEGRINI, C. F. S.; CALAIS, S. L.; SALGADO, M. H. (2012<b>).</b> Habilidades sociais e administra&ccedil;&atilde;o de tempo no manejo do estresse. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia</i>, <b>64</b>(3):110-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545087&pid=S1983-3482201900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PHILLIPS, B. N.; KASEROFF, A. A.; FLEMING, A. R.; HUCK, G. E. 2014. Work-related social skills: definitions and interventions in public vocational rehabilitation. <i>Rehabilitation Psychology</i>, <b>59</b>(4):386-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545089&pid=S1983-3482201900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SELLTIZ, C.; WRIGHTSMAN, L. S.; COOK, S. W. 1987. <i>M&eacute;todos de pesquisa nas rela&ccedil;&otilde;es sociais: Delineamentos de pesquisa</i>. 2a., S&atilde;o Paulo: EPU. 117 p</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545091&pid=S1983-3482201900010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SOARES, A. B.; FRANCISCHETTO, V.; PE&Ccedil;ANHA, A. P. C. L.; MIRANDA, J. M.; DUTRA, B. M. S. 2013. Intelig&ecirc;ncia e compet&ecirc;ncia social na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; universidade. <i>Estudos de Psicologia,</i> <b>30</b>(3):317-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4545092&pid=S1983-3482201900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 03.07.2017    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aceito em: 16.01.2018</font></p>      ]]></body>
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