<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1983-8220</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Gerais : Revista Interinstitucional de Psicologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Gerais, Rev. Interinst. Psicol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1983-8220</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de São João del-Rei, Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Federal de Uberlândia.]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1983-82202009000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um convite à neurociência cognitiva social]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An invitation to social cognitive neuroscience]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haase]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vitor Geraldi]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro-Chagas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arantes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Érica Alves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>2</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>42</fpage>
<lpage>49</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1983-82202009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1983-82202009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1983-82202009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O artigo visa apresentar uma nova área interdisciplinar de investigação, a neurociência cognitiva social (NCS), introduzindo seus pressupostos, métodos e eventuais contribuições à compreensão científica do comportamento. Em seguida, analisaremos resultados empíricos recentes da NCS, o que nos permitirá refletir sobre a interação entre fatores genéticos (natureza) e experienciais (criação) no desenvolvimento do comportamento humano.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper presents a new interdisciplinary research field, called social cognitive neuroscience (SCN). Assumptions, methods and possible contributions to the scientific understanding of behavior are presented. Recent empirical results of SCN are analyzed, which will allow a reflection about the interaction between nature and nurture in the development of human behavior.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Neurociência cognitiva social]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia evolucionista]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento humano]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Social cognitive neuroscience]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Evolutionary psychology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Human development]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><a name="1b"></a><b>Um convite &agrave; neuroci&ecirc;ncia cognitiva social </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>An invitation to social cognitive neuroscience </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Vitor Geraldi Haase<a href="#1a"><sup>1</sup></a>; Pedro Pinheiro-Chagas; &Eacute;rica Alves Arantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>RESUMO</b>  </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O artigo visa apresentar uma nova &aacute;rea interdisciplinar de investiga&ccedil;&atilde;o, a neuroci&ecirc;ncia cognitiva social (NCS),      introduzindo seus pressupostos, m&eacute;todos e eventuais contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; compreens&atilde;o cient&iacute;fica do comportamento.      Em seguida, analisaremos resultados emp&iacute;ricos recentes da NCS, o que nos permitir&aacute; refletir sobre a intera&ccedil;&atilde;o      entre fatores gen&eacute;ticos (natureza) e experienciais (cria&ccedil;&atilde;o) no desenvolvimento do comportamento humano.      </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Neuroci&ecirc;ncia cognitiva social, Psicologia evolucionista, Desenvolvimento humano </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>ABSTRACT</b>      </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">The paper presents a new interdisciplinary research field, called social cognitive neuroscience (SCN). Assumptions,      methods and possible contributions to the scientific understanding of behavior are presented. Recent empirical      results of SCN are analyzed, which will allow a reflection about the interaction between nature and nurture in the      development of human behavior.      </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Keywords:</b> Social cognitive neuroscience, Evolutionary psychology, Human development </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>O cognitivismo </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Na virada para o s&eacute;culo XXI, surgiram v&aacute;rias &aacute;reas interdisciplinares de pesquisa, as quais constituem desdobramentos da revolu&ccedil;&atilde;o cognitiva iniciada no final da D&eacute;cada de 1940 (Stillings, Weisler, Chase, Feinstein, Garfield, &amp; Rissland, 2005). O cognitivismo constitui um paradigma filos&oacute;fico que congrega diversas disciplinas interessadas no estudo do comportamento animal, humano e artificial. O pressuposto fundamental do cognitivismo &eacute; de que os sistemas computacionais artificiais constituem um modelo que, apesar de uma met&aacute;fora limitada para o funcionamento do c&eacute;rebro-mente, ao menos se reveste de valor heur&iacute;stico consider&aacute;vel. Haja vista a prolifera&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;os te&oacute;ricos, metodol&oacute;gicos e emp&iacute;ricos em diversas disciplinas, os quais contribu&iacute;ram para estabelecer o cognitivismo como l&iacute;ngua franca que congrega disciplinas t&atilde;o d&iacute;spares como a biologia evolutiva, neuroci&ecirc;ncias, psicologia, ling&uuml;&iacute;stica, antropologia, filosofia, inform&aacute;tica, rob&oacute;tica, etc. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">As intensas colabora&ccedil;&otilde;es entre pesquisadores de diversas &aacute;reas, na esteira do cognitivismo, favoreceram o surgimento gradual de pelo menos tr&ecirc;s &aacute;reas de pesquisa interessadas nos aspectos sociais do comportamento. Na interface entre psicologia, antropologia e biologia surgiu a psicologia evolucionista, cujo objetivo principal &eacute; focalizar o comportamento animal e humano a partir do exame emp&iacute;rico de previs&otilde;es oriundas da teoria da evolu&ccedil;&atilde;o por sele&ccedil;&atilde;o natural (Pinker, 2004). A neuroeconomia tem congregado psic&oacute;logos, economistas e neurocientistas interessados em investigar os processos de tomada de decis&atilde;o de animais e humanos, procurando entender por que tais processos muitas vezes se desviam dos pressupostos racional-utilitaristas da teoria econ&ocirc;mica cl&aacute;ssica. (Glimcher, 2003). Finalmente, a NCS representa uma conflu&ecirc;ncia de interesses te&oacute;ricos, metodol&oacute;gicos e quest&otilde;es emp&iacute;ricas investigados pela neuroci&ecirc;ncia cognitiva de um lado, e por uma abordagem espec&iacute;fica da psicologia social, a cogni&ccedil;&atilde;o social, de outro. (Cacioppo <i>et al</i>., 2007, Lieberman, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">At&eacute; o final da D&eacute;cada de 1940, os psic&oacute;logos e neurocientistas dispunham de uma s&eacute;rie de m&eacute;todos e conhecimentos emp&iacute;ricos sobre o comportamento e sobre a estrutura e atividade do c&eacute;rebro, no entanto careciam de um ingrediente funcional essencial que permitisse uma an&aacute;lise mais abrangente e possibilitasse a converg&ecirc;ncia entre estas &aacute;reas (Gardner, 1988). De um lado, a resposta veio do cognitivismo, enquanto que do outro veio a teoria da evolu&ccedil;&atilde;o. Os neurocientistas j&aacute; conheciam e tinham os m&eacute;todos para investigar a estrutura anat&ocirc;mica e os padr&otilde;es de atividade de neur&ocirc;nios do lobo frontal em animais, por exemplo. Mas n&atilde;o possu&iacute;am uma id&eacute;ia muito clara sobre quais eram estas fun&ccedil;&otilde;es e como elas poderiam, eventualmente, ser relacionadas ao que era observado pelos psic&oacute;logos no n&iacute;vel comportamental. A resposta do cognitivismo foi que o c&eacute;rebro-mente processa informa&ccedil;&atilde;o (Gardner, 1988), o que corresponde &agrave; chamada teoria do processamento de informa&ccedil;&atilde;o (TPI). A resposta encontrada na teoria da evolu&ccedil;&atilde;o foi que o resultado do processamento de informa&ccedil;&atilde;o, o comportamento, tem fun&ccedil;&otilde;es adaptativas (Pinker, 2004). Os comportamentos podem ser compreendidos como estrat&eacute;gias evolutivamente est&aacute;veis para maximizar a aptid&atilde;o reprodutiva no ambiente ancestral. Estas duas respostas permitiram que a caixa preta do c&eacute;rebro-mente come&ccedil;asse a ser aberta. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Os pressupostos de que a fun&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebromente &eacute; processar informa&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o da adapta&ccedil;&atilde;o ou sucesso reprodutivo s&atilde;o certamente question&aacute;veis. Modelos alternativos t&ecirc;m apontado as limita&ccedil;&otilde;es da abordagem cl&aacute;ssica da TPI, sugerindo concep&ccedil;&otilde;es mais din&acirc;micas, em que o organismo e o ambiente constituem uma unidade funcional complexa organizada em m&uacute;ltiplos n&iacute;veis (van Gelder &amp; Port, 1995). O pressuposto adaptacionista tamb&eacute;m tem seus cr&iacute;ticos (Gould &amp; Lewontin, 1979). Por um lado, o processo evolutivo ocorre tamb&eacute;m devido a mecanismos aleat&oacute;rios e restri&ccedil;&otilde;es estruturais e funcionais que s&atilde;o subprodutos de &ldquo;escolhas" evolutivas pr&eacute;vias, sem que seja poss&iacute;vel caracterizar a priori quando um determinado tra&ccedil;o comportamental constitui uma adapta&ccedil;&atilde;o. Por outro, o racioc&iacute;nio adaptacionista corre o risco de cair em um c&iacute;rculo recursivo tauto-e teleol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Do ponto de vista te&oacute;rico, entretanto, o modelo cl&aacute;ssico de processamento de informa&ccedil;&atilde;o permanece como um referencial importante, uma esp&eacute;cie de <i>sparring partner</i>, contra o qual os modelos te&oacute;ricos alternativos precisam se digladiar. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, a quest&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; resolvida no plano filos&oacute;fico, e sim no plano emp&iacute;rico. &Agrave; medida que os resultados v&atilde;o se acumulando, torna-se paradoxalmente cada vez mais n&iacute;tido que, apesar de os modelos da TPI serem muito limitados, as concep&ccedil;&otilde;es alternativas n&atilde;o t&ecirc;m conseguido se disseminar e firmar na comunidade cient&iacute;fica. Em parte, a raz&atilde;o para isto pode ser metodol&oacute;gica. As tecnologias atualmente dispon&iacute;veis permitem investigar mais facilmente as quest&otilde;es de pesquisa formuladas no paradigma cognitivista cl&aacute;ssico. Os m&eacute;todos requeridos pelas abordagens te&oacute;ricas alternativas exigem tecnologias matem&aacute;ticas e computacionais que ainda s&atilde;o embrion&aacute;rias, caras, pouco acess&iacute;veis e de escassa utilidade pr&aacute;tica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>O cognitivismo na neuroci&ecirc;ncia social </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O nome neuroci&ecirc;ncia cognitiva social precisa, antes de tudo, ser justificado, uma vez que a profus&atilde;o de qualificativos poderia ferir os ouvidos mais sens&iacute;veis (Banaji, 2006). A inclus&atilde;o dos termos <i>social</i> e <i>neuroci&ecirc;ncia</i> n&atilde;o necessita de maiores explica&ccedil;&otilde;es. A quest&atilde;o toda &eacute; o que o <i>cognitivo</i> est&aacute; fazendo entre os dois. A dimens&atilde;o cognitiva &eacute; muito importante porque constitui justamente o elo entre o comportamento social investigado pelos psic&oacute;logos sociais e as bases neurobiol&oacute;gicas, investigadas pelos neuropsic&oacute;logos (Ochsner &amp; Lieberman, 2001). &Eacute; o paradigma cognitivista que permite uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre as duas tradi&ccedil;&otilde;es de pesquisa e garante a consist&ecirc;ncia interna da NCS. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A NCS nasceu por volta do ano de 2000 quando pesquisadores das &aacute;reas de psicologia social de tradi&ccedil;&atilde;o norte-americana e neuroci&ecirc;ncia cognitiva se congregaram em projetos comuns (Banaji, 2006; Ochsner &amp; Lieberman, 2001). A psicologia social trouxe o conceito de cogni&ccedil;&atilde;o social e os m&eacute;todos comportamentais para sua investiga&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de uma s&eacute;rie de t&oacute;picos de pesquisa (Todorov, Harris &amp; Fiske, 2006). Os temas cl&aacute;ssicos da psicologia social dizem respeito aos processos psicol&oacute;gicos envolvidos na intera&ccedil;&atilde;o entre os seres humanos, tanto como indiv&iacute;duos, quanto em grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A cogni&ccedil;&atilde;o social diz respeito ao estudo de como os indiv&iacute;duos processam, codificam, armazenam, representam e acessam a informa&ccedil;&atilde;o de natureza social referentes ao <i>self</i> e aos outros indiv&iacute;duos para regular, de forma adaptativa, seu comportamento em sociedade (Cacioppo <i>et al</i>., 2007). A psicologia social tematiza diversos aspectos da vida social, tais como regula&ccedil;&atilde;o social, rejei&ccedil;&atilde;o social, forma&ccedil;&atilde;o de impress&otilde;es, autoconhecimento, infer&ecirc;ncia sobre os processos mentais alheios, regula&ccedil;&atilde;o emocional, atitudes, cren&ccedil;as e mem&oacute;rias relativas a grupos sociais, etc. (Banaji, 2006). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Se a psicologia social tem uma tradi&ccedil;&atilde;o de pesquisa que remonta aos prim&oacute;rdios da psicologia, a neuroci&ecirc;ncia cognitiva &eacute; uma disciplina jovem. A neuroci&ecirc;ncia cognitiva tamb&eacute;m &eacute; uma &aacute;rea interdisciplinar que nasceu da converg&ecirc;ncia entre a TPI e a neuropsicologia (Gazzaniga, 2000). At&eacute; o final da D&eacute;cada de 1980, cientistas computacionais e psic&oacute;logos cognitivistas investiam em um programa de pesquisa denominado funcionalista. O funcionalismo pressup&otilde;e que o estudo da cogni&ccedil;&atilde;o pode ser realizado em dois n&iacute;veis independentes: o n&iacute;vel da computa&ccedil;&atilde;o e algoritmos (software) e o n&iacute;vel da implementa&ccedil;&atilde;o (hardware). Ainda durante os anos 1980, era comum, por exemplo, que neuropsicol&oacute;gos analisassem os padr&otilde;es de comprometimento de pacientes neurol&oacute;gicos apenas em termos de modelos de processamento de informa&ccedil;&atilde;o, sem fazer refer&ecirc;ncia &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre os d&eacute;ficits funcionais e a estrutura cerebral (Caramazza, 1986). Naquela &eacute;poca, isto fazia sentido, uma vez que o processamento de informa&ccedil;&atilde;o era o referencial te&oacute;rico que permitia analisar empiricamente o funcionamento da caixa preta, e os m&eacute;todos que possibilitavam a correla&ccedil;&atilde;o estrutura-fun&ccedil;&atilde;o eram prec&aacute;rios. A partir do desenvolvimento das tecnologias de imageamento funcional do c&eacute;rebro, tornou-se poss&iacute;vel correlacionar <i>online</i> representa&ccedil;&otilde;es e processos informacionais com padr&otilde;es de ativa&ccedil;&atilde;o cerebral, inclusive em indiv&iacute;duos normais. Nascia, assim, a neuroci&ecirc;ncia cognitiva (Posner &amp; Raichle, 1994). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A &aacute;rea da cogni&ccedil;&atilde;o social e a neuroci&ecirc;ncia cognitiva se complementam de diversas maneiras na NCS. Ambas compartilham o pressuposto metodol&oacute;gico de aditividade ou m&eacute;todo da subtra&ccedil;&atilde;o, ao qual a neuroci&ecirc;ncia cognitiva acrescenta o localizacionismo, o qual foi herdado da neuropsicologia do s&eacute;culo XIX (Caplan, 1987, Hecaen &amp; Albert, 1978). O m&eacute;todo de subtra&ccedil;&atilde;o consiste em submeter o participante a uma tarefa cognitiva A cujo correlato neuroanat&ocirc;mico ser&aacute; registrado por algum aparelho de imageamento cerebral. Ap&oacute;s um intervalo, o participante &eacute; submetido a uma tarefa cognitiva B. Finalmente as imagens registradas em A s&atilde;o subtra&iacute;das das imagens registradas em B, e o pesquisador infere que o resultado da subtra&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave;s regi&otilde;es espec&iacute;ficas que processam o dom&iacute;nio cognitivo A. Tal m&eacute;todo &eacute; utilizado porque, quando um indiv&iacute;duo realiza qualquer tarefa cognitiva, praticamente todo o c&eacute;rebro &eacute; ativado (por exemplo, o c&oacute;rtex visual prim&aacute;rio em todas as tarefas que demandam um est&iacute;mulo visual), al&eacute;m do que a sala experimental &eacute; inexoravelmente carregada de vari&aacute;veis confundidoras, tais como o pr&oacute;prio ru&iacute;do do aparelho, a temperatura do ambiente, etc. No mesmo sentido, cada indiv&iacute;duo atribui significados diferentes para as tarefas propostas e existe grande variabilidade anatomofuncional entre sujeitos. Do ponto de vista da neuropsicologia, o objetivo central &eacute; fazer infer&ecirc;ncias sobre a estrutura e fun&ccedil;&atilde;o da mente a partir da an&aacute;lise dos padr&otilde;es de desempenho de pacientes com les&otilde;es cerebrais e doen&ccedil;as neuropsiqui&aacute;tricas em diversos testes e paradigmas experimentais. O m&eacute;todo utilizado &eacute; a correla&ccedil;&atilde;o an&aacute;tomo-clinica, como era realizada tradicionalmente em exames necrosc&oacute;picos das les&otilde;es cerebrais, as quais eram comparadas aos padr&otilde;es de desempenho clinicamente observados. As t&eacute;cnicas de neuroimagem estrutural ampliaram a aplicabilidade do m&eacute;todo, permitindo que as correla&ccedil;&otilde;es fossem feitas ainda durante a vida dos pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O localizacionismo se baseia no pressuposto de que as dissocia&ccedil;&otilde;es de desempenho observadas em diferentes les&otilde;es ou paradigmas de ativa&ccedil;&atilde;o permitem fazer infer&ecirc;ncias sobre a organiza&ccedil;&atilde;o modular do sistema cerebral-mental (Caplan, 1987, Caramazza, 1986). De um modo geral, os resultados dos estudos obtidos com os m&eacute;todos de neuroimagem funcional e os dados neuropsicol&oacute;gicos obtidos com pacientes s&atilde;o consistentes (Price, 2000). Uma das principais diferen&ccedil;as &eacute; que o localizacionismo sugerido pelos dados de neuroimagem funcional &eacute; de natureza mais distribu&iacute;da (Posner &amp; Raichle, 1994). Os estudos de neuroimagem funcional mostram que cada processo cognitivo analisado &eacute; implementado por um padr&atilde;o de atividade que recruta &aacute;reas corticais e subcorticais espec&iacute;ficas, por&eacute;m geograficamente dispersas por amplas por&ccedil;&otilde;es do tecido cerebral. O m&eacute;todo da neuroimagem funcional n&atilde;o permite identificar, entretanto, quais regi&otilde;es s&atilde;o crucialmente envolvidas com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma tarefa. Desta forma, Price (2000) sugeriu que as duas abordagens s&atilde;o complementares. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Os benef&iacute;cios da intera&ccedil;&atilde;o com psic&oacute;logos sociais s&atilde;o &oacute;bvios para os neurocientistas cognitivistas: eles podem usufruir de uma rica tradi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e emp&iacute;rica consolidada em d&eacute;cadas de pesquisa sobre os mais relevantes comportamentos, significativos para a intera&ccedil;&atilde;o social na esp&eacute;cie humana. Mas qual &eacute; a import&acirc;ncia do localizacionismo e qual o benef&iacute;cio que a psicologia social pode auferir da intera&ccedil;&atilde;o com a neuroci&ecirc;ncia cognitiva, a ponto de justificar o surgimento de uma nova disciplina, a NCS? Para respondermos a esta quest&atilde;o, mencionaremos rapidamente alguns avan&ccedil;os conceituais e emp&iacute;ricos, oportunizados pela NCS. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">No decorrer das &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, a psicologia tornou-se cada vez mais cognitiva, e a psicologia cognitiva tornou-se progressivamente mais neuropsicol&oacute;gica (Eyseck &amp; Keane, 2005). Uma das principais vantagens da integra&ccedil;&atilde;o com a neuropsicologia e neuroci&ecirc;ncia cognitiva &eacute; que estas fornecem crit&eacute;rios biol&oacute;gicos restritivos para a constru&ccedil;&atilde;o de modelos te&oacute;ricos (Shallice, 1988). Uma das principais defici&ecirc;ncias de modelos te&oacute;ricos derivados da investiga&ccedil;&atilde;o com programas computacionais ou dados do desempenho de indiv&iacute;duos normais &eacute; a aus&ecirc;ncia de crit&eacute;rios biol&oacute;gicos de plausibilidade. Para que a empreitada da NCS se justifique, entretanto, os m&eacute;todos de neuroimagem funcional n&atilde;o podem apenas fornecer crit&eacute;rios restritivos na constru&ccedil;&atilde;o de modelos te&oacute;ricos. Eles precisam tamb&eacute;m ter valor heur&iacute;stico, iluminando conceitos e fen&ocirc;menos antigos a partir de novos &acirc;ngulos, bem como contribuindo com dados emp&iacute;ricos e conceitos radicalmene novos. Tal &eacute; o caso de dois resultados emp&iacute;ricos importantes que ser&atilde;o brevemente discutidos (Gusnard, 2006, Lieberman &amp; Eisenberger, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A primeira descoberta diz respeito ao chamado estado <i>default</i> ou linha de base da atividade mental (Gusnard, 2006). A utiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de subtra&ccedil;&atilde;o exige que entre a realiza&ccedil;&atilde;o de uma tarefa e outra, o participante fique parado na m&aacute;quina, relaxando e aguardando o pr&oacute;ximo experimento. Os registros de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica funcional (RMf) eram rotineiramente realizados apenas durante a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas at&eacute; que, por acaso, a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores da equipe de Marcus Raichle foi despertada para o fato de que a atividade cerebral nos per&iacute;odos entre os experimentos se caracterizava por um padr&atilde;o muito consistente de ativa&ccedil;&atilde;o bilateral nos c&oacute;rtex frontal e parietal mediais e no c&oacute;rtex parietal lateral (Gusnard &amp; Raichle, 2001). As &aacute;reas ativadas nestas circunst&acirc;ncias s&atilde;o bastante superpon&iacute;veis &agrave;quelas ativadas por tarefas em que o indiv&iacute;duo dirige sua aten&ccedil;&atilde;o para a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios estados mentais ou estados mentais alheios (Gallagher, Jack, Roepstorf, &amp; Frith, 2002, vide revis&atilde;o em Lieberman, 2007). Investiga&ccedil;&otilde;es ulteriores demonstraram que a atividade destas &aacute;reas diminui sistematicamente quando o indiv&iacute;duo focaliza sua aten&ccedil;&atilde;o em est&iacute;mulos ou tarefas f&iacute;sicos, localizados no ambiente externo. Lieberman (2007) sistematizou os resultados de dezenas de estudos, demonstrando que o foco nos estados mentais internos, pessoais ou alheios, ativa &aacute;reas mediais no lobo frontal e parietal, ao passo que o foco atencional externo, referente a est&iacute;mulos familiares e que contenham componentes sociais relevantes (Gusnard &amp; Raichle, 2001), ativa &aacute;reas na superf&iacute;cie lateral dos hemisf&eacute;rios cerebrais. Foi descoberta, portanto uma rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca entre dois focos atencionais, um interno e outro externo. Quando a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida para os estados mentais, ativam-se as &aacute;reas mediais do c&oacute;rtex frontal e parietal. Quando a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida para objetos ou tarefas no ambiente exterior, as &aacute;reas mediais s&atilde;o inativadas e o metabolismo aumenta em regi&otilde;es laterais. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A natureza social do estado <i>default</i>, referenciado no <i>self</i> e no outro, refor&ccedil;a a hip&oacute;tese de que a atividade cognitiva humana evoluiu a partir de press&otilde;es seletivas colocadas pela conviv&ecirc;ncia em grupo (Mithen, 2002). Ou seja, a intelig&ecirc;ncia &eacute; eminentemente cogni&ccedil;&atilde;o social. A descoberta da exist&ecirc;ncia do estado mental <i>default</i> e de sua natureza eminentemente social &eacute; um achado in&eacute;dito, que n&atilde;o havia sido previsto por nenhuma teoria ou dado emp&iacute;rico da psicologia social e que se reveste de um significado enorme para esta disciplina. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O outro resultado importante que gostar&iacute;amos de descrever &eacute; o da chamada dor social. Tanto na linguagem cotidiana quanto em psicopatologia e psicologia clinica &eacute; muito comum que se fale sobre sofrimento ps&iacute;quico referindo-se ao mesmo como se fosse uma forma de dor (Lieberman &amp; Eisenberger, 2006). Resultados de estudos com neuroimagem funcional sugerem que a express&atilde;o dor social tem uma realidade f&iacute;sica subjacente, que &eacute; mais do que uma met&aacute;fora. Eisenberger, Lieberman e Williams (2003) investigaram as &aacute;reas cerebrais ativadas por uma experi&ecirc;ncia de exclus&atilde;o social. Os participantes recebiam a informa&ccedil;&atilde;o (falsa) de que participariam de um experimento de <i>hyperscanning. Hyperscanning</i> &eacute; uma t&eacute;cnica de investiga&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sendo desenvolvida no &acirc;mbito da NCS, na qual dois indiv&iacute;duos interagem por uma rede de computadores e t&ecirc;m seus padr&otilde;es de atividade cerebral registrados simultaneamente em m&aacute;quinas de RMf. Na realidade, no estudo de Eisenberger <i>et al</i>., os indiv&iacute;duos participavam de um jogo virtual de bola com dois parceiros fict&iacute;cios programados por um computador. Durante a linha de base os parceiros com os quais o participante interagia jogavam a bola para ele em 50% dos ensaios. Na outra fase de registro, os dois jogadores fict&iacute;cios ficavam jogando a bola apenas entre si, excluindo socialmente o participante da pesquisa. Estudos comportamentais anteriores indicaram que o paradigma &eacute; muito eficiente na evoca&ccedil;&atilde;o de fortes sentimentos de rejei&ccedil;&atilde;o social (Williams, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O resultado principal da investiga&ccedil;&atilde;o de Eisenberger <i>et al</i>. (2003) foi que, al&eacute;m de eliciar sentimentos com uma val&ecirc;ncia extremamente negativa, a experi&ecirc;ncia de rejei&ccedil;&atilde;o social no jogo de <i>Cyberball</i> ativava regi&otilde;es no giro do c&iacute;ngulo dorsal que s&atilde;o superpon&iacute;veis &agrave;quelas recrutadas pela dor cr&ocirc;nica em pacientes com c&acirc;ncer, por exemplo. Em um estudo posterior, foi observado fatores gen&eacute;ticos podem moderar a rela&ccedil;&atilde;o entre maior susceptibilidade &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o social e conseq&uuml;ente ativa&ccedil;&atilde;o do giro do c&iacute;ngulo e tra&ccedil;os agressivos de personalidade (Eisenberger, Way, Taylor, Welch &amp; Lieberman, 2007). Os dados deste &uacute;ltimo estudo sugerem que o comportamento antissocial pode estar relacionado n&atilde;o apenas a uma aus&ecirc;ncia de empatia pelo sofrimento da v&iacute;tima, mas tamb&eacute;m a uma hipersensibilidade &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o social. Lieberman (2007) sumariza dezenas de estudos realizados na &uacute;ltima d&eacute;cada a partir da perspectiva da NCS, discutindo suas implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">&Eacute; importante considerar que diversos estudos recentes v&ecirc;m apontando limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas significativas para o racioc&iacute;nio inferencial proveniente das evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas utilizando-se medidas de correla&ccedil;&atilde;o entre estruturas cerebrais e fun&ccedil;&otilde;es cognitivas, atrav&eacute;s de imageamento cerebral por RMf (Vul, Harris, Winkielman &amp; Pashler, 2009; Kriegeskorte, Simmons, Bellogowan &amp; Baker, 2009). Uma recente metan&aacute;lise (Vul, Harris, Winkielman &amp; Pashler, 2009) investigou 55 estudos relacionados &agrave; NCS, dentre os quais 53% deles cometeram o chamado erro de n&atilde;oindepend&ecirc;ncia. Esse erro refere-se &agrave; sele&ccedil;&atilde;o dos voxels a serem correlacionados com medidas comportamentais. Nesses estudos, os pesquisadores obtiveram, para cada sujeito, uma medida comportamental (tarefa), bem como dos sinais <i>BOLD</i> (blood oxygenation level dependent) de v&aacute;rios <i>voxels</i> (pesquenas regi&otilde;es neuroanat&ocirc;micas das quais o sinal BOLD &eacute; medido). Em seguida, a atividade de cada <i>voxel</i> foi correlacionada com a medida comportamental de interesse para cada sujeito. A partir desse corpo de correla&ccedil;&otilde;es, os pesquisadores selecionaram apenas aqueles valores que estavam acima de um ponto de corte, arbitrariamente postulado. Por fim, agregaram os sinais da RMf por meio dos voxels selecionados e derivaram uma medida final da correla&ccedil;&atilde;o entre os sinais <i>BOLD</i> e as mediadas comportamentais de interesse. Resumindo, o &iacute;ndice final de correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; independente do crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o das correla&ccedil;&otilde;es a serem investigadas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O efeito estat&iacute;stico desse erro &eacute; inflar as correla&ccedil;&otilde;es, de forma que algumas delas passam a ser artificialmente maiores (por exemplo, <i>r</i> = 0,88) do que o esperado estatisticamente, quando se leva em considera&ccedil;&atilde;o a pr&oacute;pria limita&ccedil;&atilde;o da acur&aacute;cia das medidas comportamentais (Vul, Harris, Winkielman &amp; Pashler, 2009). Apesar de frequentes na literatura da NCS, os erros metodol&oacute;gicos nas an&aacute;lises dos dados de RMf v&ecirc;m cada vez mais sendo apontados, e diversos pesquisadores est&atilde;o chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a problem&aacute;tica por eles produzida. Inclusive, alguns grupos est&atilde;o propondo algoritmos metodol&oacute;gicos para evit&aacute;-los (Kriegeskorte, Simmons, Bellogowan &amp; Baker, 2009). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">A NCS &eacute; uma &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o recente. Apesar de ainda enfrentar diversas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, especialmente do ponto de vista estat&iacute;stico, a NCS vem contribuindo significativamente para o entendimento da cogni&ccedil;&atilde;o humana, bem como da localiza&ccedil;&atilde;o neuroanat&ocirc;mica de estados emocionais de natureza social. &Eacute; oportuno destacar que os m&eacute;todos estat&iacute;sticos n&atilde;o servem apenas para testar hip&oacute;teses, de forma que tamb&eacute;m podem ser entendidos como ferramentas b&aacute;sicas de <i>insights</i> que orientar&atilde;o o pesquisador em investiga&ccedil;&otilde;es posteriores mais refinadas. No caso da NCS, as correla&ccedil;&otilde;es entre medidas de comportamento e padr&otilde;es de ativa&ccedil;&atilde;o cerebral podem ser concebidas como filtros para separar os sinais de ru&iacute;dos. A confirma&ccedil;&atilde;o do real significado anatomo-funcional das correla&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ser&aacute; decidia no plano metodol&oacute;gico, mas sim emp&iacute;rico, isto &eacute;, por meio de estudos com pacientes neurol&oacute;gicos, com modelos animais, bem como trabalhos com seres humanos que utilizem uma metodologia experimental, causando les&otilde;es virtuais e tempor&aacute;rias em sujeitos normais atrav&eacute;s de estimula&ccedil;&atilde;o magn&eacute;tica transcraniana. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Temas como julgamento moral (Moll, De Oliveira Souza &amp; Zahn, 2008), tomada de decis&atilde;o (Glimcher, 2003), comportamentos afetivos (Lieberman &amp; Eisenberger, 2006), vem sendo sistematicamente explorados por pesquisadores da NCS, apontando achados importantes, tanto do ponto de vista te&oacute;rico, quanto cl&iacute;nico. Espera-se que, num futuro pr&oacute;ximo, novas evid&ecirc;ncias -por exemplo, obtidas nas pesquisas sobre estado <i>default</i> do c&eacute;rebro - possam trazer maior compreens&atilde;o de doen&ccedil;as cujo d&eacute;ficit na intera&ccedil;&atilde;o social &eacute; pronunciado. E que as informa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o dos sistemas dedicados ao processamento da dor social e f&iacute;sica possam auxiliar no tratamento de pacientes portadores de dor cr&ocirc;nica. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Do ponto de vista de converg&ecirc;ncia interte&oacute;rica das ci&ecirc;ncias, tal como proposta por Edward O. Wilson (1999), a disciplina NCS apresenta-se como um programa de pesquisa extremamente robusto na investiga&ccedil;&atilde;o do comportamento social humano. A integra&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas provindas de diferentes metodologias e paradigmas experimentais, incluindo desde investiga&ccedil;&otilde;es sobre associa&ccedil;&otilde;es entre polimorfismos gen&eacute;ticos e comportamentos at&eacute; de dados arqueol&oacute;gicos relacionados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o social no ambiente ancestral, passando por registros de neuroimagem funcional de processos cognitivos normais, prop&otilde;em uma antropologia filos&oacute;fica fortemente fundamentada numa perspectiva epigen&eacute;tica do desenvolvimento cognitivo humano. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Banaji, M. R. (2006). Foreword. In J. T. Cacioppo, P. S. Visser &amp; C. L. Pickett (Orgs.), <i>Social neuroscience: People thinking about thinking people</i> (pp.vii-x). Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771393&pid=S1983-8220200900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Cacioppo, J. T. et al. (2007). Social neuroscience. Progress and implications for mental health. <i>Perspectives on Psychological Science, 2</i>,99-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771395&pid=S1983-8220200900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Caplan, D. (1987). <i>Neurolinguistics and linguistic aphasiology: An introduction</i>. Cambridge: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771397&pid=S1983-8220200900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Caramazza, A. (1986). On drawing inferences about the structure of normal cognitive systems from the analysis of pattern of abnormal performance: The case for single-patient studies. <i>Brain and Cognition, 5</i>,41-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771399&pid=S1983-8220200900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Eisenberger, N. I., Way, B. M., Taylor, S. E., Welch, W. T., &amp; Lieberman M. D. (2007). Understanding genetic risk for aggression: Clues from the brain's response to social exclusion. <i>Biological Psychiatry,1,61</i>(9),1100-1108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771401&pid=S1983-8220200900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Eysenck, M. W., &amp; Keane, M. T. (2005). <i>Cognitive psychology: A student&acute;s handbook</i>. 5. ed. Hove,England: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771403&pid=S1983-8220200900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Gallagher, H. L., Jack, A. I., Roepstorff, A., &amp; Frith, C. D. (2002). Imaging the intentional stance in a competitive game. <i>NeuroImage, 16</i>,814-821.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771405&pid=S1983-8220200900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Gazzaniga, M. S. (2000). Life with George: The birth of Cognitive Neuroscience Institute. In M. S. Gazzaniga (Org.), <i>Cognitive Neuroscience: A Reader</i> (pp. 4-13). Oxford , UK: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771407&pid=S1983-8220200900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Glimcher, P. W. (2003). <i>Decisions, uncertainty, and the brain: The science of neuroeconomics</i>. Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771409&pid=S1983-8220200900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Gould, S. J., &amp; Lewontin, R. C. (1979). The spandrels of San Marco and the Panglossian paradigm: A critique of the adaptationist programme. <i>Proceedings of the Royal Society London Biological Sciences, 21</i>,205(1161), 581-598.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771411&pid=S1983-8220200900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Gusnard, D. A. (2006). Neural substrates of self-awareness. In J. T. Cacioppo, P. S. Visser &amp; C. L. Pickett (Orgs.), <i>Social neuroscience: People thinking about thinking people</i> (pp. 41-62). Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771413&pid=S1983-8220200900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Gusnard, D. A., &amp; Raichle, M. E.(2001). Searching for a baseline: functional imaging and the resting human brain. <i>Nature Reviews Neuroscience, 2</i>(10),685-694.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771415&pid=S1983-8220200900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Hecaen, H., &amp; Albert, M. L. (1978). <i>Human neuropsychology</i>. New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771417&pid=S1983-8220200900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Heimer, L., &amp; van Hoesen, G. W. (2006). The limbic lobe and its output channels: Implications for emotional functions and adaptive behaviors. <i>Neuroscience and Biobehavioral Reviews, 30</i>,126-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771419&pid=S1983-8220200900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Kriegeskorte, N., Simmons, W. K., Bellgowan, P. S., &amp; Baker, C. I. (2009). Circular analysis in systems neuroscience: The dangers of double dipping. <i>Nature Neuroscience, 12</i>(5),535-540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771421&pid=S1983-8220200900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Lieberman, M. D. (2007). Social cognitive neuroscience: A review of core processes. <i>Annual Review of Psychology, 58</i>,259-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771423&pid=S1983-8220200900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Lieberman, M. D., &amp; Eisenberger, N. I. (2006). A pain by any other name (rejection, eclusion, ostracism) still hurts the same: Role of dorsal anterior cingulate cortex in social and physical pain. In J. T. Cacioppo, P. S. Visser &amp; C. L. Pickett (Orgs.), <i>Social neuroscience: People thinking about thinking people</i> (pp. 169-187). Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771425&pid=S1983-8220200900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Mithen, S. (2002). <i>A pr&eacute;-hist&oacute;ria da mente: Uma busca das origens da arte, da religi&atilde;o e da ci&ecirc;ncia</i>. S&atilde;o Paulo: UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771427&pid=S1983-8220200900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Moll, J., De Oliveira Souza, R., &amp; Zahn, R. (2008). The Neural Basis of Moral Cognition: Sentiments, Concepts, and Values.<i> Annals of the New York Academy of Sciences, 1124</i>,161-180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771429&pid=S1983-8220200900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Ochsner, K. N., &amp; Lieberman, M. D. (2001). The emergence of social cognitive neuroscience. <i>American Psychologist, 56</i>(9),717-734.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771431&pid=S1983-8220200900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Pinker, S. (2004). <i>T&aacute;bula rasa: A nega&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea da natureza humana</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771433&pid=S1983-8220200900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Posner, M. I., &amp; Raichle, M. E. (1994). <i>Images of mind</i>. New York: Scientific American.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771435&pid=S1983-8220200900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Price, C. J. (2000). The anatomy of language: Contributions from functional neuroimaging. <i>Journal of Anatomy, 197</i>,335-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771437&pid=S1983-8220200900010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Shallice, T. (1988). <i>From neuropsychology to mental structure</i>. Cambridge: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771439&pid=S1983-8220200900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Stillings, N. A., Weisler, S. E., Chase, C. H., Feinstein, M. H., Garfield, J. L., &amp; Rissland, E. L. (1995). Cognitive Science: An introduction. 2. ed. Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771441&pid=S1983-8220200900010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Todorov, A., Harris, L. T., &amp; Fiske, S. T. (2006). Towards a socially inspired neuroscience. <i>Brain Research, 1079</i>,76-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771443&pid=S1983-8220200900010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Van Gelder, T., &amp; Port, R. F. (1995). It&acute;s about time: An overview of the dynamical approach to cognition. In R. F. Port &amp; T. van Gelder (Orgs.), <i>Mind as motion: Explorations in the dyncamics of cognition</i> (pp. 1-43). Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771445&pid=S1983-8220200900010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Vul, E., Harris, C, Winkielman, P., &amp; Pashler, H. (2009). Puzzlingly high correlations in FMRI studies of emotion, personality, and social cognition. <i>Perspectives on Psychological Science, 4</i>(3),211-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771447&pid=S1983-8220200900010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Williams, K. D. (2007). Ostracism. <i>Annual Review Psychology</i>, 58,425-452.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771449&pid=S1983-8220200900010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font>	</p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Wilson, E. O. (1999) <i>Consilience: The unity of knowledge</i>. London: Vintage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4771451&pid=S1983-8220200900010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Recebido em: 01/04/09     <br> Aceito em: 02/11/09 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b">1</a> Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:vghaase@gmail.com">vghaase@gmail.com</a></font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Banaji]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Foreword]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cacioppo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Visser]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pickett]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social neuroscience: People thinking about thinking people]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>vii-x</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cacioppo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social neuroscience: Progress and implications for mental health]]></article-title>
<source><![CDATA[Perspectives on Psychological Science]]></source>
<year>2007</year>
<volume>2</volume>
<page-range>99-123</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caplan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Neurolinguistics and linguistic aphasiology: An introduction]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caramazza]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On drawing inferences about the structure of normal cognitive systems from the analysis of pattern of abnormal performance: The case for single-patient studies]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain and Cognition]]></source>
<year>1986</year>
<volume>5</volume>
<page-range>41-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eisenberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Way]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Welch]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lieberman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding genetic risk for aggression: Clues from the brain's response to social exclusion]]></article-title>
<source><![CDATA[Biological Psychiatry]]></source>
<year>2007</year>
<volume>61</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1100-1108</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eysenck]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keane]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cognitive psychology: A student´s handbook]]></source>
<year>2005</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Hove ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psychology Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gallagher]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jack]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roepstorff]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frith]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Imaging the intentional stance in a competitive game]]></article-title>
<source><![CDATA[NeuroImage]]></source>
<year>2002</year>
<volume>16</volume>
<page-range>814-821</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gazzaniga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Life with George: The birth of Cognitive Neuroscience Institute]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gazzaniga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cognitive Neuroscience: A Reader]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>4-13</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glimcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Decisions, uncertainty, and the brain: The science of neuroeconomics]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gould]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lewontin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The spandrels of San Marco and the Panglossian paradigm: A critique of the adaptationist programme]]></article-title>
<source><![CDATA[Proceedings of the Royal Society London Biological Sciences]]></source>
<year>1979</year>
<volume>21</volume>
<numero>1161</numero>
<issue>1161</issue>
<page-range>581-598</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gusnard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neural substrates of self-awareness]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cacioppo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Visser]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pickett]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social neuroscience: People thinking about thinking people]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>41-62</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gusnard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raichle]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Searching for a baseline: functional imaging and the resting human brain]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature Reviews Neuroscience]]></source>
<year>2001</year>
<volume>2</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>685-694</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hecaen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human neuropsychology]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heimer]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Hoesen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The limbic lobe and its output channels: Implications for emotional functions and adaptive behaviors]]></article-title>
<source><![CDATA[Neuroscience and Biobehavioral Reviews]]></source>
<year>2006</year>
<volume>30</volume>
<page-range>126-147</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kriegeskorte]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simmons]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bellgowan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circular analysis in systems neuroscience: The dangers of double dipping]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature Neuroscience]]></source>
<year>2009</year>
<volume>12</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>535-540</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lieberman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social cognitive neuroscience: A review of core processes]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review of Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>58</volume>
<page-range>259-289</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lieberman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eisenberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A pain by any other name (rejection, eclusion, ostracism) still hurts the same: Role of dorsal anterior cingulate cortex in social and physical pain]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cacioppo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Visser]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pickett]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social neuroscience: People thinking about thinking people]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>169-187</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mithen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A pré-história da mente: Uma busca das origens da arte, da religião e da ciência]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNESP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moll]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Oliveira Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zahn]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Neural Basis of Moral Cognition: Sentiments, Concepts, and Values]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of the New York Academy of Sciences]]></source>
<year>2008</year>
<volume>1124</volume>
<page-range>161-180</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ochsner]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lieberman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The emergence of social cognitive neuroscience]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
<year>2001</year>
<volume>56</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>717-734</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinker]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tábula rasa: A negação contemporânea da natureza humana]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Posner]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raichle]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Images of mind]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Scientific American]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Price]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The anatomy of language: Contributions from functional neuroimaging]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Anatomy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>197</volume>
<page-range>335-359</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shallice]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[From neuropsychology to mental structure]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stillings]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weisler]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chase]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feinstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rissland]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cognitive Science: An introduction]]></source>
<year>1995</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Todorov]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fiske]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Towards a socially inspired neuroscience]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain Research]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1079</volume>
<page-range>76-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Gelder]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Port]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[It´s about time: An overview of the dynamical approach to cognition]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Port]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Gelder]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[.), Mind as motion: Explorations in the dyncamics of cognition]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>1-43</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vul]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winkielman]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pashler]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Puzzlingly high correlations in FMRI studies of emotion, personality, and social cognition]]></article-title>
<source><![CDATA[Perspectives on Psychological Science]]></source>
<year>2009</year>
<volume>4</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>211-324</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ostracism]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>58</volume>
<page-range>425-452</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Consilience: The unity of knowledge]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vintage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
