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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização do comportamento sexual de adolescentes: iniciação sexual e gênero]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study investigated sexual initiation and behavior characteristics of 691 randomly selected adolescents, from both genders, between 12 and 19 years of age (M=15.47; SD=1.53), studying in public schools in Porto Alegre (RS). They answered the Brazilian Youth Questionnaire in which topics referring to sexual behaviors were analyzed. Data showed that 44.7% of the adolescents had already had their first sexual intercourse at the average age of 14.25 (SD=1.40), with partners on average 2.51 (SD=3.01) years older and who were mostly boyfriends (girlfriends), friends or neighbors. Significant gender differences were identified in the age of first intercourse, partner's age difference at first intercourse and use of contraceptive methods, among others. It can be concluded that adolescents' sexual initiation generally occurs with older partners, with whom the adolescents have a prior emotional bond and this process occurs differently between genders, explaining gender stereotypes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add"></a><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do comportamento sexual de adolescentes: inicia&ccedil;&atilde;o sexual e g&ecirc;nero</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Description of adolescent sexual behavior: sexual initiation and gender </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cristina Benites Tronco<a href="#not1"><sup>1</sup></a>; D&eacute;bora Dalbosco Dell'Aglio </b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo investigou caracter&iacute;sticas da inicia&ccedil;&atilde;o e do comportamento sexual de 691 adolescentes de ambos os sexos, entre 12 e 19 anos (M=15,47; DP=1,53), estudantes de escolas p&uacute;blicas de Porto Alegre (RS), selecionados aleatoriamente. Foi utilizado o Question&aacute;rio da Juventude Brasileira, do qual foram analisadas quest&otilde;es referentes aos comportamentos sexuais. Os dados indicaram que 44,7% dos adolescentes j&aacute; tiveram a primeira experi&ecirc;ncia de intercurso sexual, com m&eacute;dia de idade de 14,25 (DP=1,40), com parceiros em m&eacute;dia 2,5 anos mais velhos e na maioria dos casos com namorado(a), amigo(a) ou vizinho(a). Foram identificadas diferen&ccedil;as significativas entre os sexos quanto &agrave; idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, idade do parceiro na primeira rela&ccedil;&atilde;o, uso de contraceptivos, entre outras. Pode-se concluir que a inicia&ccedil;&atilde;o sexual dos adolescentes ocorre, em geral, com parceiros mais velhos, com os quais os jovens possuem v&iacute;nculo afetivo pr&eacute;vio, e que tal processo ocorre de forma diferenciada entre os sexos, explicitando estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Adolesc&ecirc;ncia; Comportamento Sexual; Inicia&ccedil;&atilde;o Sexual </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> This study investigated sexual initiation and behavior characteristics of 691 randomly selected adolescents, from both genders, between 12 and 19 years of age (M=15.47; SD=1.53), studying in public schools in Porto Alegre (RS). They answered the Brazilian Youth Questionnaire in which topics referring to sexual behaviors were analyzed. Data showed that 44.7% of the adolescents had already had their first sexual intercourse at the average age of 14.25 (SD=1.40), with partners on average 2.51 (SD=3.01) years older and who were mostly boyfriends (girlfriends), friends or neighbors. Significant gender differences were identified in the age of first intercourse, partner's age difference at first intercourse and use of contraceptive methods, among others. It can be concluded that adolescents' sexual initiation generally occurs with older partners, with whom the adolescents have a prior emotional bond and this process occurs differently between genders, explaining gender stereotypes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Adolescence; Sexual Behavior; Sexual Initiation </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A experi&ecirc;ncia do primeiro intercurso sexual &eacute; um evento normativo do ciclo vital adolescente. Dados recentes sugerem que mais da metade dos jovens brasileiros entre 15 e 19 anos j&aacute; tiveram rela&ccedil;&otilde;es sexuais pelo menos uma vez na vida e que a m&eacute;dia de idade na primeira rela&ccedil;&atilde;o foi de 14,9 anos (Paiva, Calazans, Venturi, & Dias, 2008). Estudos indicam que, quanto mais cedo ocorre a primeira rela&ccedil;&atilde;o, menores as chances dos jovens utilizarem algum m&eacute;todo contraceptivo (Almeida, Aquino, Gaffikin, & Magnani, 2003; Leite, Rodrigues, & Fonseca, 2004). Neste sentido, mesmo assumindo a inicia&ccedil;&atilde;o sexual como um evento relativamente comum entre os adolescentes, tais estudos justificam o quanto a forma como estas rela&ccedil;&otilde;es ocorrem &eacute; importante devido ao seu impacto na sa&uacute;de dos jovens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preocupa&ccedil;&atilde;o diante dos comportamentos sexuais dos jovens &eacute; marcada por diversos fatores e o per&iacute;odo do ciclo vital compreende um deles. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, a adolesc&ecirc;ncia abrange as idades entre os 10 e os 19 anos e configura a transi&ccedil;&atilde;o entre a inf&acirc;ncia e a idade adulta (World Health Organization, 2004). Durante este per&iacute;odo, a cogni&ccedil;&atilde;o e a tomada de decis&atilde;o ainda est&atilde;o em desenvolvimento, o que deixaria os jovens mais vulner&aacute;veis para o envolvimento em comportamentos de risco, entre eles, os comportamentos sexuais de risco (Rosenthal, Smith, & De Visser, 1999; World Health Organization, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias de uma vida sexualmente ativa, destacam-se a gravidez e a contamina&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis (DSTs), entre elas o HIV (AIDS). A tem&aacute;tica da gravidez na adolesc&ecirc;ncia &eacute; amplamente estudada na literatura (Brand&atilde;o & Heilborn, 2006; Levandowski, Piccinini, & Lopes, 2008). Tal fen&ocirc;meno atua como um evento estressor na vida do jovem, pois se sobrep&otilde;e a outros desafios normativos com os quais o adolescente deve lidar (Pelloso, Carvalho, & Valsecchi, 2002). Pesquisadores e te&oacute;ricos ainda divergem quanto aos benef&iacute;cios e preju&iacute;zos (sociais, biol&oacute;gicos, econ&ocirc;micos) da ocorr&ecirc;ncia de gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia (Barker & Castro, 2002). Para alguns, a gravidez &eacute; considerada um fator de prote&ccedil;&atilde;o, por exemplo, para as meninas, pois algumas a percebem como uma forma de valoriza&ccedil;&atilde;o em seu contexto social (Pantoja, 2003). Outros autores consideram a gravidez como um fator de risco, pois traria repercuss&otilde;es negativas para a sa&uacute;de mental, o desenvolvimento escolar e a ascens&atilde;o social das adolescentes (Chalem et al., 2007). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; AIDS, a maior faixa de incid&ecirc;ncia desta doen&ccedil;a se encontra entre os 25 e os 49 anos (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2010). Tem sido estimada uma subnotifica&ccedil;&atilde;o dos casos de AIDS durante a adolesc&ecirc;ncia, considerando que o portador de HIV pode viver em m&eacute;dia 10 anos at&eacute; que a doen&ccedil;a apresente qualquer sintoma. Nesse sentido, muitos contaminados durante a adolesc&ecirc;ncia atravessam essa etapa desconhecendo seu diagn&oacute;stico, descobrindo-o somente no in&iacute;cio da idade adulta (Santos & Santos, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de contraceptivos, em especial o preservativo, &eacute; considerado uma das mais eficazes formas de prote&ccedil;&atilde;o para evitar os riscos de uma vida sexualmente ativa (Alves & Lopes, 2008). Diversas estrat&eacute;gias, com o objetivo de orientar, informar e conscientizar os jovens da import&acirc;ncia do uso de preservativos, t&ecirc;m sido implementadas pelo governo, escolas e pela m&iacute;dia. No entanto, estudos indicam que ter um alto conhecimento com rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;todos contraceptivos n&atilde;o garante o uso destes m&eacute;todos pelos adolescentes em suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais (Alves & Lopes, 2008; Brand&atilde;o & Heilborn, 2006). O n&atilde;o uso, portanto, n&atilde;o pode mais ser atribu&iacute;do ao desconhecimento dos adolescentes quanto &agrave; import&acirc;ncia e a forma de utiliza&ccedil;&atilde;o de preservativos (Xavier, 2005). Nesse sentido, o n&atilde;o planejamento das rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a obje&ccedil;&atilde;o do parceiro em fazer uso do preservativo estariam entre alguns dos motivos que explicariam a falta de ades&atilde;o aos m&eacute;todos de prote&ccedil;&atilde;o por parte dos jovens (Martins et al., 2006). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Inicia&ccedil;&atilde;o sexual na adolesc&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sexualidade dos jovens &eacute; um tema complexo (Crockett, Raffaelli, & Moilanen, 2003). Neste sentido, tal tem&aacute;tica n&atilde;o pode ser compreendida como uma atividade isolada, mas como parte de um processo, em que diversos est&aacute;gios s&atilde;o explorados, de forma progressiva, possibilitando que os adolescentes adquiram n&iacute;veis de intimidade cada vez maiores. Quanto mais lenta a progress&atilde;o destes est&aacute;gios, mais preparados os jovens estariam no momento do intercurso sexual (Steinberg, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um estudo realizado em Israel, em que foram comparados os comportamentos sexuais dos jovens israelenses em dois per&iacute;odos distintos, anos 70 e anos 2000, foi observado que os jovens do s&eacute;culo XXI estavam iniciando a sua vida sexual mais cedo e com menores diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero comparativamente aos jovens da d&eacute;cada de 70 (Shtarkshall, Carmel, Jaffe-Hirschfield, & Woloski-Wruble, 2009). Segundo esta pesquisa, era esperado da gera&ccedil;&atilde;o de jovens dos anos 70 que sua inicia&ccedil;&atilde;o sexual ocorresse ap&oacute;s a conclus&atilde;o do ensino m&eacute;dio, quando o jovem j&aacute; n&atilde;o morava mais com os pais, enquanto no que se refere aos jovens dos anos 2000, a inicia&ccedil;&atilde;o costumava ocorrer ainda durante o per&iacute;odo escolar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Autores norte-americanos afirmam que, da metade para o final da adolesc&ecirc;ncia, os jovens tornam-se mais interessados nos aspectos das rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas e sexuais (Regan, Durvasula, Howell, Ure&ntilde;o, & Rea, 2004). O grupo de amizade tende a ser ampliado, numa transi&ccedil;&atilde;o de grupos de amigos do mesmo sexo para grupos mistos. A participa&ccedil;&atilde;o em grupos mistos e uma maior conviv&ecirc;ncia com o sexo oposto aumentam as chances dos adolescentes se envolverem nas primeiras rela&ccedil;&otilde;es amorosas (Connoly, Craig, Goldberg, & Pepler, 2004; Connoly, Furman, & Konarski, 2000; Feiring, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, o tipo de v&iacute;nculo estabelecido com o parceiro com o qual ocorre a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual tende a ser diferente para meninos e meninas. Em um estudo desenvolvido no Rio de Janeiro (Taquette, Vilhena, & Paula, 2004), a maioria das meninas indicou o namorado como primeiro parceiro sexual (90,7%), enquanto que apenas 33,3% dos meninos tiveram sua primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual com uma namorada. Para os meninos, a parceira na primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual foi, em geral, uma amiga (55,5%), enquanto que para as meninas, a primeira rela&ccedil;&atilde;o ocorreu com um amigo em apenas 9,3% dos casos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados apresentados em um estudo comparativo com adolescentes brasileiros entre 1998 e 2005 indicam que a propor&ccedil;&atilde;o de jovens entre 15 e 19 anos que j&aacute; tiveram ao menos uma rela&ccedil;&atilde;o sexual se manteve est&aacute;vel neste per&iacute;odo, em torno de 61,6% (Paiva et al., 2008). A idade m&eacute;dia da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual tamb&eacute;m se manteve em 14,9 anos. Foram indicadas algumas diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero: &eacute; menor a propor&ccedil;&atilde;o de meninas que iniciaram sua vida sexual e a m&eacute;dia da idade de inicia&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; menor para os meninos. Estes dados contrap&otilde;em a id&eacute;ia de que os adolescentes estariam iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo; no entanto, refor&ccedil;am os estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente a tal realidade, a sexualidade ainda &eacute; tratada de forma diferente para meninos e meninas. Em um estudo de Gubert e Madureira (2009), foi identificado que ainda hoje os meninos s&atilde;o estimulados a serem fortes e viris, a refor&ccedil;ar a sua masculinidade e iniciar suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais precocemente. J&aacute;, para as meninas, o incentivo &eacute; que as mesmas atrasem ao m&aacute;ximo a sua primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual e que preferencialmente se casem virgens. Na pr&aacute;tica, por&eacute;m, as expectativas sociais entram em choque com cren&ccedil;as dos adolescentes e din&acirc;micas estabelecidas nas rela&ccedil;&otilde;es com os pares. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um estudo qualitativo desenvolvido por Borges e Nakamura (2009), com quatro grupos focais de meninos e meninas, foi relatado que as meninas sofrem press&atilde;o de seus namorados para iniciar sua vida sexual. Elas acabam cedendo, com receio de que os meninos procurem outras parceiras com as quais possam satisfazer suas "necessidades". As meninas, portanto, consideram inevit&aacute;vel que a rela&ccedil;&atilde;o sexual ocorra antes do casamento, por&eacute;m, estabelecem algumas regras para que esta ocorra. Segundo elas, a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual deveria ocorrer em um contexto de afeto, compromisso e discri&ccedil;&atilde;o, sem multiplicidade de parceiros. Os meninos, por sua vez, esperam que suas parceiras sejam fi&eacute;is, sendo esse aspecto mais importante do que a virgindade. Estes ainda assumem que muitas vezes se sentem pressionados para se relacionarem sexualmente mesmo n&atilde;o sentindo atra&ccedil;&atilde;o, vontade ou preparo. Relatam que a virgindade e dizer "n&atilde;o" a uma oportunidade de rela&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o percebidos como fraquezas por seus pares. Tanto os meninos quanto as meninas admitem acreditar que os homens est&atilde;o sempre dispostos para o sexo e que aqueles que permanecem virgens seriam suspeitos de ter algum "problema". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo de iguais tamb&eacute;m se mostrou relevante no estudo de Shtarkshall e colaboradores (2009), no qual o maior preditor para a inicia&ccedil;&atilde;o sexual foi a percep&ccedil;&atilde;o dos adolescentes de que seus pares j&aacute; haviam tido experi&ecirc;ncias sexuais. Aqueles que consideravam que 1/3 ou mais de seus pares j&aacute; haviam tido a primeira experi&ecirc;ncia sexual tiveram mais chances de j&aacute; terem se iniciado sexualmente. As meninas percebiam que mais meninos do que meninas haviam tido sua primeira experi&ecirc;ncia sexual, enquanto que, para os meninos, n&atilde;o havia diferen&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de meninas e meninos que j&aacute; haviam se iniciado sexualmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao perfil do comportamento sexual dos jovens de Porto Alegre (RS), um estudo com adolescentes entre 15 e 25 anos indicou que 32,1% nunca haviam tido rela&ccedil;&otilde;es sexuais, 15,9% j&aacute; haviam se iniciado sexualmente, mas n&atilde;o mantinham uma frequ&ecirc;ncia constante de rela&ccedil;&otilde;es sexuais, 33,1% tinham atividades sexuais somente com seus parceiros fixos, 3,8% com parceiros fixos e outras pessoas e 13,6% mantinham rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem parceiro fixo (C&acirc;mara, Sarriera, & Carlotto, 2007). Quando investigada a idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual dos jovens de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico baixo da cidade de Porto Alegre, os meninos apresentaram m&eacute;dia de 13,64 anos e as meninas, m&eacute;dia de 14,79 anos (Cerqueira-Santos, Koller, & Wilcox, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente a estes achados, observa-se que diversos s&atilde;o os fatores envolvidos na inicia&ccedil;&atilde;o e comportamento sexual de adolescentes. Neste sentido, para ampliar a compreens&atilde;o sobre a sexualidade durante a adolesc&ecirc;ncia, o presente estudo teve como objetivo descrever e caracterizar os comportamentos sexuais de adolescentes, estudantes de escolas p&uacute;blicas, da cidade de Porto Alegre (RS), considerando as diferen&ccedil;as entre os sexos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Participantes </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram deste estudo 691 adolescentes matriculados entre a 7ª s&eacute;rie do Ensino Fundamental at&eacute; o 2° ano do Ensino M&eacute;dio em escolas p&uacute;blicas de Porto Alegre, sendo 60,9% (n=421) do sexo feminino e 39,1% (n=270) do sexo masculino. As idades variaram entre 12 e 19 anos (M=15,16; DP=1,56). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; etnia, 60,9% dos jovens participantes se autodenominaram branco/caucasiano; 17,9% negro; 16,6% pardo; 3,4% ind&iacute;gena e 1,3% amarelo. O estado civil referido pelos jovens foi "solteiro" em 98% dos casos, e "mora junto/casado" em 1,6% dos casos (n=11). O restante assinalou a op&ccedil;&atilde;o "outro" para estado civil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os adolescentes investigados responderam ao Question&aacute;rio da Juventude Brasileira - Vers&atilde;o Fase II (Dell'Aglio, Koller, Cerqueira-Santos, & Cola&ccedil;o, 2011), composto por 77 quest&otilde;es, sendo algumas de m&uacute;ltipla escolha e outras em formato tipo Likert de cinco pontos sobre intensidade e frequ&ecirc;ncia. Este instrumento autoaplic&aacute;vel investiga fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o em adolescentes, abordando aspectos relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e trabalho; comportamentos de risco (drogas, suic&iacute;dio, sexualidade, viol&ecirc;ncia); fatores de risco (viol&ecirc;ncia intrafamiliar e na comunidade, exposi&ccedil;&atilde;o a doen&ccedil;as/drogas, defici&ecirc;ncia, discrimina&ccedil;&atilde;o, institucionaliza&ccedil;&atilde;o, vida na rua, conflito com a lei, empobrecimento/pobreza, separa&ccedil;&atilde;o/perda na fam&iacute;lia); e fatores protetores sociais (lazer, rede de apoio) e pessoais (espiritualidade, autoestima, autoefic&aacute;cia, perspectivas para o futuro). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as an&aacute;lises realizadas neste estudo, foram utilizadas as quest&otilde;es referentes a dados sociobiodemogr&aacute;ficos (sexo, idade, etnia, estado civil, pessoas com quem mora, escolaridade) e ao comportamento sexual dos jovens. Nessas quest&otilde;es os jovens indicaram se j&aacute; tiveram sua primeira experi&ecirc;ncia de intercurso sexual, com qual idade, quem foi o parceiro e a idade do parceiro. Tamb&eacute;m indicaram as atitudes relacionadas ao uso de preservativos e contraceptivos, assim como a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis e gravidez. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimentos e Considera&ccedil;&otilde;es &Eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi desenvolvida de acordo com os procedimentos &eacute;ticos preconizados pela Resolu&ccedil;&atilde;o 196 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (1996). O projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto de Psicologia da UFRGS, sob protocolo n&uacute;mero 2009060. Foi solicitada a concord&acirc;ncia das escolas participantes do estudo. Os alunos das turmas selecionadas foram abordados em sala de aula e convidados a participarem da pesquisa, sendo que nessa ocasi&atilde;o foram explicados os objetivos e o car&aacute;ter sigiloso e volunt&aacute;rio, salientando que, a qualquer momento, a participa&ccedil;&atilde;o poderia ser interrompida. Mediante a concord&acirc;ncia verbal quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o no projeto, foi solicitado que os jovens levassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para os respons&aacute;veis assinarem, autorizando a participa&ccedil;&atilde;o de seu filho. Os pr&oacute;prios adolescentes tamb&eacute;m deram seu assentimento em participar da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi composta uma amostra representativa e aleat&oacute;ria, por conglomerados, a partir do sorteio entre todas as escolas p&uacute;blicas da cidade de Porto Alegre (RS), conforme lista disponibilizada pela Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o. Para cada escola selecionada, foi sorteada uma turma de cada n&iacute;vel para participar. O n&uacute;mero de participantes foi obtido atrav&eacute;s de um c&aacute;lculo amostral (previs&atilde;o de 640), considerando o total de alunos matriculados no Ensino Fundamental e Ensino M&eacute;dio em escolas p&uacute;blicas de Porto Alegre no ano de 2009, com margem de erro de 4% (Barbetta, 2001). A coleta foi realizada em 13 escolas, de diferentes bairros da cidade, sendo 12 estaduais e uma municipal, com uma m&eacute;dia de 50 adolescentes em cada escola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O instrumento foi aplicado de forma coletiva, na pr&oacute;pria escola e em sala de aula, &agrave;queles alunos que tinham a autoriza&ccedil;&atilde;o dos pais e consentiram em participar da pesquisa. A aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios durou aproximadamente 60 minutos. Membros da equipe foram treinados para esclarecer quaisquer d&uacute;vidas dos jovens e dar assist&ecirc;ncia e encaminhamento aos que necessitassem de apoio, o solicitassem, ou quando identificadas situa&ccedil;&otilde;es de risco iminente. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de mapear as caracter&iacute;sticas dos adolescentes com rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos sexuais realizou-se uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis em estudo. Tamb&eacute;m foram comparadas as caracter&iacute;sticas da amostra de acordo com sexo e idade dos participantes. Para comparar as diferen&ccedil;as entre os sexos, foi utilizado o teste T de Student para vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e chi-quadrado para vari&aacute;veis dicot&ocirc;micas e categ&oacute;ricas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao in&iacute;cio das rela&ccedil;&otilde;es sexuais, 44,7% (n=306) dos adolescentes responderam que j&aacute; haviam tido sua primeira experi&ecirc;ncia de intercurso sexual. A m&eacute;dia de idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o foi de 14,25 anos (DP=1,40), sendo que 85% destes jovens tiveram sua inicia&ccedil;&atilde;o sexual com 15 anos ou menos. Quando comparada a idade da inicia&ccedil;&atilde;o sexual por sexo, os meninos apresentaram m&eacute;dias significativamente menores (M=13,94; DP=1,41) do que as meninas (M=14,57; DP=1,33; t=-3,97; gl=300; p&lt;0,001). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados relacionados ao tipo de parceiro na primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/gerais/v5n2/a06tab01.jpg">Tabela 1</a>. Pode-se perceber que a categoria "namorado (a)" predominou tanto para meninos quanto meninas, mas com diferen&ccedil;a significativa entre os sexos (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=65,86; gl=1; p&lt;0,001). quanto &agrave; idade dos parceiros na primeira rela&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dia foi de 16,78 anos (dp=3,22), com diferen&ccedil;a de idade entre os parceiros de, em m&eacute;dia, 2,51 anos (dp=3,01). na an&aacute;lise por sexo, a m&eacute;dia de idade do primeiro parceiro sexual das meninas foi de 17,68 (dp=3,07) e da primeira parceira dos meninos foi de 15,86 (dp=3,11), apresentando diferen&ccedil;a significativa (t=-4,92; gl=277; p&lt;0,001). As meninas tiveram a primeira rela&ccedil;&atilde;o com parceiros, em m&eacute;dia, 3,08 anos mais velhos (DP=2,90), enquanto os meninos, com parceiras, em m&eacute;dia 1,93 anos mais velhas (DP=3,02), indicando diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (t=-3,24; gl=277; p=0,001). De acordo com tais dados, observa-se que as meninas tendem a escolher parceiros mais velhos do que os meninos para a sua primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados revelaram ainda que as rela&ccedil;&otilde;es sexuais dos adolescentes ao longo de suas vidas foram exclusivamente heterossexuais em 92,4% dos casos, exclusivamente homossexuais em 4,3% dos casos e 3,3% dos adolescentes relataram experi&ecirc;ncias de intercurso tanto heterossexuais quanto homossexuais. As rela&ccedil;&otilde;es sexuais estabelecidas no &uacute;ltimo ano foram com parceiros fixos em 61,6% dos casos, parceiros n&atilde;o fixos em 17,2% dos casos, parceiros fixos e n&atilde;o fixos em 15,8% dos casos e 5,4% n&atilde;o relataram rela&ccedil;&otilde;es sexuais no &uacute;ltimo ano. Quando comparados por sexo, 78,8% das meninas relataram exclusivamente parceiros fixos em suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais no &uacute;ltimo ano, enquanto apenas 45% dos meninos relataram o mesmo (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=38,48; gl=3; p&lt;0,001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No momento da pesquisa, 52,1% dos adolescentes estavam envolvidos em uma rela&ccedil;&atilde;o fixa, sendo que, entre os meninos, 42,2% estavam em uma rela&ccedil;&atilde;o fixa e, entre as meninas, 62,4% (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=11,6; gl=1; p=0,001). A m&eacute;dia de pessoas com quem os jovens tiveram rela&ccedil;&otilde;es sexuais no &uacute;ltimo ano foi de 2,42 parceiros (DP=2,66), sendo que as meninas apresentaram m&eacute;dia de 1,46 (DP=0,95) e os meninos m&eacute;dia de 3,48 (DP=3,44) parceiros, indicando diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (t=5,96; gl=124,11; p&lt;0,001). observa-se ent&atilde;o que os meninos apresentaram maior quantidade de parceiras sexuais quando comparados &agrave;s meninas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia do uso de preservativos, 53% dos adolescentes referiram utilizar camisinha em todas as suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais, 26% respondeu utiliz&aacute;-la na maioria das vezes, 13,5% poucas vezes e 7,4% referiram nunca utilizar o preservativo. Foi solicitado aos adolescentes que n&atilde;o utilizavam preservativos de forma consistente que identificassem os motivos para o n&atilde;o uso, sendo poss&iacute;vel identificar mais de um motivo (<a href="/img/revistas/gerais/v5n2/a06tab02.jpg">Tabela 2</a>). As respostas mais frequentes foram: a utiliza&ccedil;&atilde;o de outro m&eacute;todo anticoncepcional, n&atilde;o gostar de utilizar camisinha e confiar no parceiro. Para as meninas, o argumento mais utilizado foi o uso de outros m&eacute;todos anticoncepcionais e para os meninos, n&atilde;o gostar de utilizar camisinha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos adolescentes (58,8%) indicou carregar camisinha consigo pelo menos um dia no &uacute;ltimo m&ecirc;s, sendo que 58,8% destes carregaram todos os dias do &uacute;ltimo m&ecirc;s. Quando observamos este dado por sexo, percebemos que 77,5% dos meninos carregaram camisinha pelo menos um dia no &uacute;ltimo m&ecirc;s, enquanto apenas 39,2% das meninas o fizeram (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=42,97; gl=1; p&lt;0,001). na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual que tiveram com um parceiro fixo, 69,8% dos adolescentes utilizaram camisinha, e na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o com parceiros n&atilde;o fixos, 74% utilizaram camisinha. quando observado este dado por idade, percebemos que o uso de camisinha na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual com parceiros fixos &eacute; menor entre os adolescentes mais velhos (16-19 anos), sendo que 32,4% destes n&atilde;o utilizaram preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o, enquanto que apenas 20% dos mais novos (12-15) n&atilde;o o fizeram (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=7,58; gl=2; p=0,023). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao serem questionados sobre os m&eacute;todos contraceptivos em geral, 90,2% dos adolescentes disseram utilizar algum m&eacute;todo contraceptivo. Dentre as meninas, 94,6% afirmaram usar algum m&eacute;todo para evitar a gravidez e 85,9% entre os meninos, apresentando diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (</font>&chi;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>=5,41; gl=1; p=0,02). A camisinha foi o m&eacute;todo mais indicado pelos jovens (77,7%), seguido pela p&iacute;lula anticoncepcional (42,5%), como pode ser observado na <a href="/img/revistas/gerais/v5n2/a06tab03.jpg">Tabela 3</a>. Destaca-se que alguns participantes indicaram o uso de mais de um tipo de m&eacute;todo contraceptivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os adolescentes tamb&eacute;m foram questionados quanto &agrave; ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis e gravidez. Apenas 10 jovens (3,3%) indicaram a ocorr&ecirc;ncia de alguma doen&ccedil;a sexualmente transmiss&iacute;vel e 20 (6,8%) a ocorr&ecirc;ncia de gravidez (80% destas indesejadas). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta pesquisa, quase metade dos adolescentes investigados j&aacute; haviam tido sua primeira experi&ecirc;ncia de intercurso sexual. A idade m&eacute;dia da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual foi 14,3 anos (DP=1,4) e os meninos apresentaram idade de inicia&ccedil;&atilde;o sexual menor do que as meninas. Resultados semelhantes foram encontrados em um estudo de Paiva e colaboradores (2008) com amostra representativa de adolescentes brasileiros entre 16 e 19 anos. Neste caso, a m&eacute;dia geral da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual foi de 14,9 anos, sendo que a m&eacute;dia dos meninos foi 14,7 e das meninas 15,3. No estudo de Cerqueira-Santos e colaboradores (2008), com jovens de Porto Alegre e de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico baixo, a m&eacute;dia de idade na primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual foi 13,6 anos para os meninos e 14,8 anos para as meninas. Este &uacute;ltimo estudo apresentou resultados mais pr&oacute;ximos das m&eacute;dias de inicia&ccedil;&atilde;o sexual encontradas no presente estudo, o que pode indicar que aspectos do contexto socioecon&ocirc;mico e cultural est&atilde;o relacionados com a inicia&ccedil;&atilde;o sexual dos adolescentes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O parceiro na primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual foi, em geral, mais velho e algu&eacute;m com o qual os adolescentes j&aacute; possu&iacute;am algum v&iacute;nculo afetivo. Entre as op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no question&aacute;rio (namorado (a), vizinho (a), amigo (a), parente, e outro), a maioria das meninas indicou um namorado (89,9%), enquanto o tipo de parceira dos meninos na primeira rela&ccedil;&atilde;o foi mais distribu&iacute;do: 43,4% com namoradas, 24,1% com vizinhas e 20% com amigas. A distribui&ccedil;&atilde;o do tipo de parceiro por sexo &eacute; consistente com os dados encontrados no estudo de Taquette e colaboradores (2004) com adolescentes da periferia do Rio de Janeiro. Para aqueles adolescentes, entre as op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis (namorado (a), amigo (a) e profissional do sexo), 90,7% das meninas indicaram inicia&ccedil;&atilde;o sexual com namorado, enquanto apenas 33,3% dos meninos informaram o mesmo, sendo que a maioria dos meninos indicou uma amiga (55%). Pode-se perceber que a maioria dos adolescentes tende a optar por um parceiro com o qual tenha um v&iacute;nculo afetivo, refor&ccedil;ando a ideia de que os adolescentes procurariam estabelecer uma base segura na rela&ccedil;&atilde;o interpessoal com o parceiro antes de se envolver em formas mais &iacute;ntimas de intera&ccedil;&atilde;o sexual (O'Sullivan, Cheng, Harris, & Brooks-Gunn, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao uso de m&eacute;todos contraceptivos, apenas 53,2% dos jovens indicaram utilizar preservativo masculino em todas as suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais. Neste estudo, o n&atilde;o uso de preservativos foi atribu&iacute;do pelos adolescentes ao uso de outros m&eacute;todos contraceptivos, confian&ccedil;a no parceiro e n&atilde;o gostar de utilizar o preservativo. Aqueles adolescentes mais velhos que estavam em rela&ccedil;&otilde;es fixas relataram menor uso de preservativos nas &uacute;ltimas rela&ccedil;&otilde;es sexuais, o que pode indicar uma redu&ccedil;&atilde;o no uso de preservativos &agrave; medida que se envolvem em rela&ccedil;&otilde;es mais est&aacute;veis. Estudos sugerem que o uso de preservativos estaria associado pelos adolescentes com rela&ccedil;&otilde;es espor&aacute;dicas e, &agrave; medida que se envolvem em rela&ccedil;&otilde;es mais est&aacute;veis, nas quais confiam no parceiro, flexibilizam o uso deste m&eacute;todo, substituindo-o pela p&iacute;lula anticoncepcional e desconsiderando as DSTs (Almeida et al., 2003; Alves & Brand&atilde;o, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os motivos indicados para o n&atilde;o uso de preservativos revelam a preocupa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes, principalmente, com a preven&ccedil;&atilde;o da gravidez. Nestes casos, n&atilde;o foi observada preocupa&ccedil;&atilde;o com a contamina&ccedil;&atilde;o por alguma DST, destacando como um dos principais argumentos para n&atilde;o utilizar preservativos o uso de outros m&eacute;todos contraceptivos, m&eacute;todos estes que n&atilde;o protegem contra as DSTs. Estes adolescentes parecem subestimar os riscos de uma rela&ccedil;&atilde;o sexual desprotegida. Mesmo quando indicam que confiam no parceiro, poucos adolescentes com DSTs s&atilde;o diagnosticados ainda na adolesc&ecirc;ncia, seja por n&atilde;o procurarem atendimento de sa&uacute;de ou por n&atilde;o desconfiarem da doen&ccedil;a, tendo em vista que muitas das DSTs s&atilde;o assintom&aacute;ticas, principalmente para as mulheres (Codes et al., 2002). Uma pessoa pode viver anos sendo portador do HIV, por exemplo, sem apresentar sintomas e sem desenvolver a AIDS (Santos & Santos, 1999). Por &uacute;ltimo, outro frequente argumento &eacute; o fato de que o adolescente "n&atilde;o gosta" de usar preservativos masculinos. De fato, em um estudo com adolescentes universit&aacute;rios de S&atilde;o Paulo, 23,1% dos adolescentes consideraram que o uso do preservativo masculino diminui o prazer durante a rela&ccedil;&atilde;o sexual, e 17,6% admitem que o uso da camisinha n&atilde;o &eacute; essencial se conhecerem bem o parceiro (Alves & Lopes, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao uso dos m&eacute;todos contraceptivos em geral, 90,2% dos adolescentes relataram utilizar algum m&eacute;todo contraceptivo, sendo a camisinha e a p&iacute;lula anticoncepcional os m&eacute;todos mais referidos. Mesmo observando alta propor&ccedil;&atilde;o de uso de m&eacute;todos contraceptivos, foi observado que 9,8% dos adolescentes que j&aacute; tiveram rela&ccedil;&otilde;es sexuais n&atilde;o faziam uso de nenhum m&eacute;todo. Dos que utilizam, sabe-se pelo relato de frequ&ecirc;ncia do uso de preservativos, que muitos n&atilde;o o fazem de forma consistente, sendo ainda que 13% indicaram como m&eacute;todos contraceptivos estrat&eacute;gias naturais, nem sempre eficazes (como o coito interrompido e a tabela). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados sobre o uso de preservativos e contraceptivos levam ao questionamento da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o que chega aos jovens sobre tais assuntos. Estudos indicam que ter o conhecimento sobre os m&eacute;todos n&atilde;o est&aacute; diretamente relacionado ao uso destes m&eacute;todos (Alves & Lopes, 2008; Brand&atilde;o & Heilborn, 2006). No entanto, pode-se questionar a qualidade deste conhecimento, principalmente para adolescentes de escolas p&uacute;blicas e com menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que os adolescentes apresentem algumas caracter&iacute;sticas gerais quanto aos comportamentos sexuais, existem diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero que n&atilde;o podem ser ignoradas. Tendo em vista que as quest&otilde;es de g&ecirc;nero parecem ter um papel fundamental nas escolhas e atitudes sexuais dos adolescentes (Borges, 2007), cabe destacar e discutir as diferen&ccedil;as encontradas neste estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em geral, a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual ocorreu com parceiros com os quais os adolescentes possu&iacute;am v&iacute;nculos pr&eacute;vios, no entanto as meninas parecem ter a necessidade de v&iacute;nculos amorosos mais definidos (namorados), enquanto os meninos tendem a se relacionar com outras pessoas de seu c&iacute;rculo social, como vizinhas e amigas, com as quais n&atilde;o possuem, necessariamente, um v&iacute;nculo amoroso. Este pode ser um reflexo do significado de g&ecirc;nero atribu&iacute;do culturalmente &agrave; sexualidade, em que o homem deve seguir e satisfazer seus impulsos sexuais e as mulheres devem control&aacute;-los, cedendo-os apenas a pessoas com as quais tenham estabelecido algum v&iacute;nculo afetivo (Borges, 2007; Borges & Nakamura, 2009). Esse pressuposto &eacute; ilustrado com dados de dois estudos que investigaram as motiva&ccedil;&otilde;es de adolescentes de S&atilde;o Paulo para ter a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual (Borges, 2007; Borges & Schor, 2007). Para a maioria das meninas, a motiva&ccedil;&atilde;o principal para a inicia&ccedil;&atilde;o sexual foi o "amor pelo parceiro", enquanto que para os meninos foi a "atra&ccedil;&atilde;o pela parceira". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O reflexo das demandas sociais e culturais com rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero n&atilde;o est&aacute; presente apenas nos comportamentos e atitudes da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual. Os resultados referentes &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sexuais ocorridas ao longo dos 12 meses anteriores &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio tamb&eacute;m apresentaram diferen&ccedil;as com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo. As meninas indicaram, em m&eacute;dia, um n&uacute;mero menor de parceiros no &uacute;ltimo ano, sendo que a maior parte das suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais ocorreu em um contexto de relacionamento fixo. Os meninos, por sua vez, apresentaram m&eacute;dias maiores de parceiras no mesmo per&iacute;odo de tempo e suas rela&ccedil;&otilde;es ocorreram tanto em contexto de relacionamento fixo quanto n&atilde;o fixo. O maior n&uacute;mero de parceiros no &uacute;ltimo ano tamb&eacute;m esteve associado ao sexo masculino em um estudo realizado com adolescentes de Pelotas, no Rio Grande do Sul (Cruzeiro et al., 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao uso de m&eacute;todos contraceptivos, as meninas apresentaram maior uso de tais m&eacute;todos do que os meninos, o que poderia refletir a tradi&ccedil;&atilde;o do uso de contracep&ccedil;&atilde;o como exclusiva atribui&ccedil;&atilde;o feminina (Almeida et al., 2003). Este dado est&aacute; relacionado possivelmente &agrave; maior preocupa&ccedil;&atilde;o das meninas com situa&ccedil;&otilde;es de gravidez indesejada, quando as principais consequ&ecirc;ncias e responsabilidades s&atilde;o direcionadas &agrave; adolescente (Esteves & Menandro, 2005). Os meninos, por sua vez, carregavam mais camisinha consigo do que as meninas, o que pode estar associado a uma maior aceita&ccedil;&atilde;o social de que o jovem do sexo masculino possua uma vida sexualmente ativa (Borges & Schor, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo geral, os resultados descrevem um perfil de comportamentos sexuais na adolesc&ecirc;ncia que ainda est&aacute; permeado pela interfer&ecirc;ncia das demandas sociais de g&ecirc;nero (Borges, 2007). A primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual dos meninos ocorre mais cedo, eles apresentaram maior n&uacute;mero de parceiras sexuais no &uacute;ltimo ano e o maior costume de carregar camisinha consigo. Tais dados podem sugerir que os adolescentes do sexo masculino estariam mais prop&iacute;cios &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sexuais e &agrave; demonstra&ccedil;&atilde;o de que se engajam nestas rela&ccedil;&otilde;es, possivelmente por perceber uma maior aceita&ccedil;&atilde;o social para se envolver em comportamentos sexuais do que as adolescentes do sexo feminino. Estes aspectos tamb&eacute;m podem ser compreendidos a partir dos referenciais identit&aacute;rios de </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">masculinidade que promovem o aumento da vulnerabilidade dos homens a pr&aacute;ticas sexuais de risco, com maior n&uacute;mero de parceiras e a ideia de masculinidade associada &agrave; virilidade e poder, conforme apontam autores como Schraiber, Gomes e Couto (2005). Para estes autores, a masculinidade exigiria comportamentos de riscos, com consequente menor preocupa&ccedil;&atilde;o com o cuidado de si e de suas parceiras. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da pesquisa realizada foi poss&iacute;vel caracterizar a inicia&ccedil;&atilde;o e o comportamento sexual dos adolescentes de escolas p&uacute;blicas de Porto Alegre (RS), identificando diferen&ccedil;as com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo e &agrave; idade dos participantes. Por se tratar de uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o adolescente matriculada em escolas p&uacute;blicas, os dados encontrados podem ser generalizados a esta popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos sobre a idade de inicia&ccedil;&atilde;o sexual seguem o padr&atilde;o de outros estudos na &aacute;rea. Entretanto, o uso inconsistente de preservativos masculinos e a men&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns m&eacute;todos contraceptivos ineficazes pelos adolescentes preocupam. Dessa forma, em programas de preven&ccedil;&atilde;o direcionados aos jovens, deve ser enfatizada a necessidade do uso de preservativos aliado a outros m&eacute;todos contraceptivos, utilizando argumentos que considerem os motivos alegados pelos jovens para n&atilde;o utiliz&aacute;-los, discutindo-os e contrapondo-os. Percebe-se a necessidade de trabalhar junto aos adolescentes poss&iacute;veis alternativas, assumindo os aspectos negativos do m&eacute;todo, enfatizando, por&eacute;m, sua efic&aacute;cia e import&acirc;ncia de uso. Taquette, Vilhena e Paula (2004) sugerem que um caminho efetivo para incentivar o uso frequente de preservativos seria associar seu uso ao prazer resultante da seguran&ccedil;a e tranquilidade que ele proporciona, poupando os jovens da preocupa&ccedil;&atilde;o com uma poss&iacute;vel gravidez indesejada ou doen&ccedil;as. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deve-se considerar que os resultados do presente estudo n&atilde;o abrangem a popula&ccedil;&atilde;o de jovens estudantes de escolas privadas. Diferen&ccedil;as entre jovens estudantes de escolas p&uacute;blicas e privadas, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual e ao uso de preservativos masculinos, foram encontradas em um estudo de Martins e colaboradores (2006), indicando que adolescentes de escolas privadas tinham maior idade e maior preval&ecirc;ncia de uso de preservativos no momento da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual. Portanto, os resultados do presente estudo poderiam ter sido diferentes se inclu&iacute;ssemos estudantes de escolas particulares na amostra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outras limita&ccedil;&otilde;es deste estudo podem ser apontadas. Por se tratar de um estudo quantitativo, utilizando question&aacute;rio com perguntas objetivas, alguns resultados levantaram d&uacute;vidas que n&atilde;o puderam ser respondidas por esta pesquisa. Quest&otilde;es como o tipo de parceiro com quem o adolescente estabelece a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, os motivos para n&atilde;o utilizar camisinha e as diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero encontradas poderiam ser mais bem exploradas em estudos qualitativos com grupos focais, ou a partir de entrevistas individuais, que permitissem um maior acesso a quest&otilde;es subjetivas dos adolescentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados refor&ccedil;am a necessidade de programas de interven&ccedil;&atilde;o que promovam comportamentos sexuais saud&aacute;veis entre os adolescentes, enfatizando a prote&ccedil;&atilde;o contra DSTs e estimulando o uso consistente de m&eacute;todos contraceptivos adequados. Al&eacute;m disso, destaca-se a import&acirc;ncia de trabalhar quest&otilde;es relacionadas ao g&ecirc;nero, cidadania e direitos de escolha, assim como sua rela&ccedil;&atilde;o com os deveres para com os desejos e direitos dos outros. Discuss&otilde;es sobre os estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero poderiam contribuir para uma maior conscientiza&ccedil;&atilde;o quanto aos comportamentos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia, enquanto a discuss&atilde;o sobre direitos sexuais e reprodutivos, buscando uma reflex&atilde;o sobre os compromissos e responsabilidades que surgem como consequ&ecirc;ncia de seu exerc&iacute;cio, contribuiria para a melhoria da qualidade de vida dos jovens. Fica, ainda, evidente a necessidade de contemplar a opini&atilde;o dos adolescentes no planejamento das interven&ccedil;&otilde;es a fim de garantir sua aplica&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida, M. C., Aquino, E. M., Gaffikin, L., & Magnani, R. J. (2003). Uso de contracep&ccedil;&atilde;o por adolescentes de escolas p&uacute;blicas na Bahia. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 37(5), 566-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748488&pid=S1983-8220201200020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alves, A. S., & Lopes, M. H. (2008). Conhecimento, atitude e pr&aacute;tica do uso de p&iacute;lula e preservativo entre adolescentes universit&aacute;rios. <i>Revista Brasileira de Enfermagem</i>, 61(1), 11-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748490&pid=S1983-8220201200020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alves, C. A., & Brand&atilde;o, E. R. (2009). Vulnerabilidade no uso de m&eacute;todos contraceptivos entre adolescentes e jovens: interse&ccedil;&otilde;es entre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;ncia & Sa&uacute;de Coletiva</i>, 14(2), 661-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748492&pid=S1983-8220201200020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barbetta, P. A. (2001). <i>Estat&iacute;stica aplicada &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais.</i> Florian&oacute;polis: UFSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748494&pid=S1983-8220201200020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barker, L. S., & Castro, D. M. (2002). Gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Dando sentido ao acontecimento. In M. L. Contini, & S. H. Koller (Orgs.), <i>Adolesc&ecirc;ncia e psicologia: Concep&ccedil;&otilde;es, pr&aacute;ticas e reflex&otilde;es cr&iacute;ticas</i> (pp. 46-54). Bras&iacute;lia: Conselho Federal de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748496&pid=S1983-8220201200020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, A. L. (2007). Rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero e inicia&ccedil;&atilde;o sexual de mulheres adolescentes. <i>Revista da Escola de Enfermagem USP,</i> 41(4), 597-604.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748498&pid=S1983-8220201200020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, A. L., & Nakamura, E. (2009). Social norms of sexual initiation among adolescents and gender relations. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem,</i> 17(1), 94-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748500&pid=S1983-8220201200020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, A. L., & Schor, N. (2007). Homens adolescentes e vida sexual: Heterogeneidade nas motiva&ccedil;&otilde;es que cercam a inicia&ccedil;&atilde;o sexual. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 23(1), 225-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748502&pid=S1983-8220201200020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brand&atilde;o, E. R., & Heilborn, M. L. (2006). Sexualidade e gravidez na adolesc&ecirc;ncia entre jovens de camadas m&eacute;dias do Rio de Janeiro, Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 22(7), 1421-1430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748504&pid=S1983-8220201200020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C&acirc;mara, S. G., Sarriera, J. C., & Carlotto, M. S. (2007). Predictores de conductas sexuales de riesgo entre adolescentes. <i>Revista Interamericana de Psicologia</i>, 41(2), 161-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748506&pid=S1983-8220201200020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cerqueira-Santos, E., Koller, S. H., & Wilcox, B. (2008). Condom use, contraceptive methods, and religiosity among youths of low socioeconomic level. <i>The Spanish Journal of Psychology</i>, 11(1), 94-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748508&pid=S1983-8220201200020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chalem, E., Mitsuhiro, S. S., Ferri, C. P., Barros, M. C., Guinsburg, R., & Laranjeira, R. (2007). Gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Perfil s&oacute;cio-demogr&aacute;fico e comportamental de uma popula&ccedil;&atilde;o da periferia de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 23(1), 177-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748510&pid=S1983-8220201200020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Codes, J. S., Cohen, D. A., Melo, N. A., Santos, A. B., Codes, J. G., Silva Junior, J. C., & Rizzo, R. (2002). Detec&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis em cl&iacute;nica de planejamento familiar da rede p&uacute;blica no Brasil. <i>Revista Brasileirade Ginecologia e Obstetr&iacute;cia</i>, 24(1), 101-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748512&pid=S1983-8220201200020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Connoly, J., Craig, W., Goldberg, A., & Pepler, D. (2004). Mixed-gender groups, dating and romantic relationships in early adolescence. <i>Journal of Research on Adolescence</i>, 14(2), 185-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748514&pid=S1983-8220201200020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Connoly, J., Furman, W., & Konarski, R. (2000). The role of peers in the emergence of heterosexual romantic relationships in adolescence. <i>Child Development</i>, 71(5), 1395-1408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748516&pid=S1983-8220201200020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crockett, L. J., Raffaelli, M., & Moilanen, K. L. (2003). Adolescent sexuality: Behavior and meaning. In J. R. Adams, & M. D. Berzonsky (Orgs.), <i>Blackwell Handbook of Adolescence</i> (pp. 371-392). Malden: Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748518&pid=S1983-8220201200020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cruzeiro, A. L., Souza, L. D., Silva, R. A., Pinheiro, R. T., Rocha, C. L., & Horta, B. L. (2010). Comportamento sexual de risco: fatores associados ao n&uacute;mero de parceiros sexuais e ao uso de preservativos em adolescentes. <i>Ci&ecirc;ncia & Sa&uacute;de Coletiva</i>, 15(Supl.1), 1149-1158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748520&pid=S1983-8220201200020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dell'Aglio, D. D., Koller, S. H., Cerqueira-Santos, E., & Cola&ccedil;o, V. F. (2011). Revisando o Question&aacute;rio da Juventude Brasileira: Uma nova proposta. In D. D. Dell'Aglio & S. H. Koller (Orgs.), <i>Adolesc&ecirc;ncia e juventude: Vulnerabilidade e contextos de prote&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 259-270). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748522&pid=S1983-8220201200020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esteves, J. R., & Menandro, P. R. (2005). Trajet&oacute;rias de vida: Repercuss&otilde;es da maternidade adolescente na biografia de mulheres que viveram tal experi&ecirc;ncia. <i>Estudos de Psicologia</i>, 10(3), 363-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748524&pid=S1983-8220201200020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Feiring, C. (1999). Other-sex friendship networks and the development of romantic relationships in adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, 28(4), 495-512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748526&pid=S1983-8220201200020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gubert, D., & Madureira, V. S. (2009). Inicia&ccedil;&atilde;o sexual de homens adolescentes. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva</i>, 14(4), 1119-1128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748528&pid=S1983-8220201200020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Leite, I. C., Rodrigues, R. N., & Fonseca, M. C. (2004). Fatores associados com o comportamento sexual e reprodutivo entre adolescentes das regi&otilde;es Sudeste e Nordeste do Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 20(2), 474-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748530&pid=S1983-8220201200020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Levandowski, D. C., Piccinini, C. A., & Lopes, R. C. (2008). Maternidade adolescente.<i>Estudos de Psicologia,</i> 25(2), 251-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748532&pid=S1983-8220201200020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Martins, L. B., Costa-Paiva, L. H., Osis, M. J., Souza, M. H., Pinto-Neto, A. M., & Tadini, V. (2006). Fatores associados ao uso de preservativo masculino e ao conhecimento sobre DST/AIDS em adolescentes de escolas p&uacute;blicas e privadas do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 22(2), 315-323.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748534&pid=S1983-8220201200020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2010). Boletim epidemiol&oacute;gico: Aids - DST. Retrieved July 12, 2011, from <a href="http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2010/45974/vers_o_final_15923.pdf" target="_blank"> http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2010/45974/vers_o_final_15923.pdf</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748536&pid=S1983-8220201200020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O'Sullivan, L. F., Cheng, M. M., Harris, K. M., & Brooks-Gunn, J. (2007). I wanna hold your hand: The progression of social, romantic, and social events in adolescent relationships. <i>Perspectives on Sexual and Reproductive Health, 39(2),</i> 100-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4748537&pid=S1983-8220201200020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paiva, V., Calazans, G., Venturi, G., & Dias, R. (2008). 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