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<journal-title><![CDATA[Gerais : Revista Interinstitucional de Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O trabalho em grupo como dispositivo para ressignificação da queixa escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research, that was included in a care and resignification program for school complaints implemented by a federal university in Southern Brazil, aims to bring a new meaning to school complaints related to a third grade elementary school class and to contribute for potentiating social relations toward teacher-student and student-student. For that, were used semi-structured interviews and conversations with the teacher, observation in the classroom, and group work activities. The results identified was that the teacher was able to give a new signification to individualizing and pathologizing discourses on school complaints and the students grasped new ways to relate to other students. Therefore, although there are limitations, it was possible to build transforming actions]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fracasso Escolar]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia Histórico-cultural]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  		 		 		 			    <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font><b><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:"Verdana","sans-serif"; background:white'></span></b></p> 			    <p align=right style='text-align:right'><span lang=EN-US style=' background:white'>&nbsp;</span></p> 			    <p><b><span lang=EN-US style='font-size:13.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif"; background:white'>O trabalho em grupo como dispositivo para ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar</span></b></p> 			    <p><b><span lang=EN-US style='font-family:"Verdana","sans-serif";background:white'>Group work as a mechanism for a new meaning of school complaints</span></b></p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><font face="verdana" size="2"><b>Isabella Goulart Bittencourt<sup>1</sup>, &Aacute;gatha Rabelo de Lima<sup>2</sup>, Marivete Gesser<sup>3</sup></b></font></p> 		 			    <p><font face="verdana" size="2">1 Universidade Federal de Santa Catarina; isabellagoulartb@gmail.com</font></p>                 <p><font face="verdana" size="2">2 Universidade Federal de Santa Catarina; agatha_rabelo@hotmail.com</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">3 Universidade Federal de Santa Catarina; marivete@yahoo.com.br</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">RESUMO</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Este trabalho, inserido em um programa de aten&ccedil;&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar de uma universidade federal do sul do Brasil, objetivou ressignificar a queixa escolar de uma turma do terceiro ano do Ensino Fundamental e contribuir com rela&ccedil;&otilde;es sociais potencializadoras entre professor-aluno e aluno-aluno.  Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e conversas informais com as professoras, observa&ccedil;&otilde;es em sala de aula e atividades em grupo. Nos resultados, identificou-se que a professora conseguiu ressignificar os discursos individualizantes e patologizantes da queixa escolar e que os alunos se apropriaram de novas formas de se relacionar. Considera-se que, apesar de limita&ccedil;&otilde;es, constru&iacute;ram-se a&ccedil;&otilde;es transformadoras.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Fracasso Escolar; Intera&ccedil;&atilde;o Professor-Aluno; Psicologia Escolar; Psicologia Hist&oacute;rico-cultural. </font></p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="verdana" size="2">ABSTRACT</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">This research, that was included in a care and resignification program for school complaints implemented by a federal university in Southern Brazil, aims to bring a new meaning to school complaints related to a third grade elementary school class and to contribute for potentiating social relations toward teacher-student and student-student.  For that, were used semi-structured interviews and conversations with the teacher, observation in the classroom, and group work activities. The results identified was that the teacher was able to give a new signification to individualizing and pathologizing discourses on school complaints and the students grasped new ways to relate to other students. Therefore, although there are limitations, it was possible to build transforming actions.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> School Failure; Teacher-Student Interaction; School Psychology; Historical-Cultural Psychology.</font></p> 		 		 			    <p>&nbsp;</p> 		 		     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Comumente, a queixa escolar &eacute; compreendida como decorrente de dificuldades relacionadas &agrave; indisciplina da turma e ao comportamento e ao rendimento escolar do aluno no processo de ensino-aprendizagem, o que produz solicita&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&otilde;es aos profissionais de sa&uacute;de por parte dos pais, professores e coordenadores das institui&ccedil;&otilde;es de ensino (Oliveira, Bragagnolo &amp; Souza, 2014). Historicamente, a queixa foi compreendida em termos biopsicol&oacute;gicos e de car&ecirc;ncia cultural, o que produzia a culpabiliza&ccedil;&atilde;o do aluno, de seus familiares e dos professores pelo fracasso escolar (Patto, 1988), tendo o atendimento individualizado como &ecirc;nica op&ccedil;&atilde;o para a resolu&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de casos (Duque, Souza &amp; Cromack, 2009).  Entende-se, entretanto, a queixa escolar como um fen&ocirc;meno complexo, produzido em uma rede de rela&ccedil;&otilde;es que abrange a crian&ccedil;a, a escola, a fam&iacute;lia, o contexto social e hist&oacute;rico no qual ela &eacute; produzida, bem como as dimens&otilde;es institucionais e pol&iacute;tico-econ&ocirc;micas (Dazzani, Cunha, Luttigards, Zucoloto &amp; Santos, 2014).</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Estudos relacionados &agrave; interven&ccedil;&atilde;o em queixa escolar mostram um predom&iacute;nio de encaminhamentos de alunos para cl&iacute;nicas-escolas (Elias &amp; Marturano, 2014; Nakamura et al., 2008) e atendimentos realizados por Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (Trautwein &amp; N&eacute;bias, 2006). H&aacute; tamb&eacute;m servi&ccedil;os de Psicologia Escolar que n&atilde;o realizam atividades no ambiente escolar, embora busquem manter contato com os profissionais da escola e com os pais dos alunos com queixa (Freller, et al., 2001) e interven&ccedil;&otilde;es que se pautam no atendimento do grupo de estudantes, seus respectivos pais/cuidadores e professores (Oliveira, Bragagnolo &amp; Souza, 2014). Alguns autores apresentam programas de interven&ccedil;&otilde;es feitas na e com a institui&ccedil;&atilde;o (Maia &amp; Lobo, 2013; Rodrigues &amp; Ribeiro, 2011; Titon, Urnau &amp; Zanella, 2006), compreendendo a relev&acirc;ncia que as intera&ccedil;&otilde;es sociais entre os membros da escola t&ecirc;m no processo de aprendizagem e na forma&ccedil;&atilde;o do aluno. Nesse sentido, Andrada (2005) entende que uma das fun&ccedil;&otilde;es do psic&oacute;logo educacional &eacute; a de propiciar modos de reflex&atilde;o e discuss&atilde;o com todos os sujeitos &ndash; professores, alunos e especialistas &ndash; para que suas rela&ccedil;&otilde;es e seus paradigmas sejam trabalhados.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Hoje h&aacute; um consenso de que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar e compreender a queixa escolar apenas com um enfoque psicol&oacute;gico, pois o fen&ocirc;meno &eacute; constitu&iacute;do tamb&eacute;m por dimens&otilde;es pedag&oacute;gicas e sociais (Dazzani, et al., 2014). Com base nisso, vem sendo proposta uma atua&ccedil;&atilde;o psicossocial, que, no contexto escolar, tem como base uma interven&ccedil;&atilde;o coletiva com os profissionais da escola. Assim, compromete-se com o processo pedag&oacute;gico e prop&otilde;e a supera&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o patologizante e individualizante do processo educativo (Lopes, Gesser &amp; Oltramari, 2014). Essa atua&ccedil;&atilde;o profissional voltada &agrave; compreens&atilde;o da queixa escolar como um fen&ocirc;meno complexo &eacute; relevante, pois ela rompe com o processo de patologiza&ccedil;&atilde;o e medicaliza&ccedil;&atilde;o da queixa por meio de diagn&oacute;sticos psicopatol&oacute;gicos que tendem a simplificar os sofrimentos ocorridos na inf&acirc;ncia, sem considerar a sua complexidade no contexto no qual se apresenta (Guarido, 2010). Destaca-se, portanto, a import&acirc;ncia de se atentar para os processos de exclus&atilde;o engendrados a partir das pr&aacute;ticas medicalizantes e os sofrimentos que podem emergir delas.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Partindo do pressuposto de que a atua&ccedil;&atilde;o profissional do psic&oacute;logo, no que se refere &agrave; queixa escolar, deve romper com perspectivas patologizantes e medicalizantes, foram realizadas estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o psicossocial embasadas na Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural (Vygotsky, 2000; Gesser &amp; Nuernberg, 2011). Elas tiveram como objetivo a ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar relacionada a uma turma do terceiro ano do Ensino Fundamental, bem como a promo&ccedil;&atilde;o, nesta turma, de rela&ccedil;&otilde;es sociais mais potencializadoras do respeito &agrave;s diferen&ccedil;as entre professor-aluno e aluno-aluno. Al&eacute;m disso, visando a romper com uma l&oacute;gica individualizante e patologizante dos estudantes e dos processos educacionais, o prop&oacute;sito do trabalho realizado foi desconstruir os discursos que pressup&otilde;em que as crian&ccedil;as t&ecirc;m um ou s&atilde;o um problema. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural de Vygotsky, a qual subsidiou a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho, ela situa o sujeito como constitu&iacute;do a partir dos processos de apropria&ccedil;&atilde;o que ocorrem nas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Nesse processo, a media&ccedil;&atilde;o semi&oacute;tica tem papel central, pois possibilita que os conhecimentos que est&atilde;o no contexto interpsicol&oacute;gico sejam apropriados e constituam a maneira como os sujeitos pensam, sentem e agem no mundo (Vygotsky, 1998). Destaca-se ainda que essa perspectiva te&oacute;rica rompe com os processos de essencializa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, &agrave; medida que destaca que a subjetividade se constitui na materialidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais (Gesser, 2013).</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Considerando que a apropria&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos produzidos historicamente acontece nas e pelas rela&ccedil;&otilde;es sociais e que a significa&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias acontece por meio das e nas intera&ccedil;&otilde;es, sendo, portanto, social e historicamente constru&iacute;da, optou-se por utilizar como estrat&eacute;gia o trabalho em grupo, que permite a constru&ccedil;&atilde;o coletiva, compreendendo que as atividades implementadas t&ecirc;m efeitos no coletivo. O trabalho desenvolvido est&aacute; inserido em um programa de aten&ccedil;&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar de uma universidade do sul do Brasil e &eacute; implementado em uma escola p&uacute;blica federal. O intuito desse programa &eacute; lidar com as demandas escolares por meio da compreens&atilde;o de aspectos ligados &agrave; institui&ccedil;&atilde;o e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es nela estabelecidas, entendendo que fen&ocirc;menos como a queixa escolar envolvem todos os participantes da escola (institui&ccedil;&atilde;o, professores, pais e alunos). </font></p> 			    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="3"><b>Procedimentos metodol&oacute;gicos</b></font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">O trabalho foi desenvolvido por estagi&aacute;rias do curso de Psicologia durante o segundo semestre de 2014 e primeiro semestre de 2015, supervisionado pelos psic&oacute;logos da institui&ccedil;&atilde;o escolar e por uma professora da universidade. Dentre as turmas da escola, optou-se por trabalhar com uma turma composta por 25 crian&ccedil;as (13 meninos e 12 meninas) com idades entre 8 e 10 anos, as quais, inicialmente, cursavam o segundo ano do Ensino Fundamental (2014). Desde esse per&iacute;odo, havia a queixa de que a turma era muito agitada e bagunceira, o que estaria prejudicando o desenvolvimento das crian&ccedil;as, as rela&ccedil;&otilde;es sociais e o processo de ensino-aprendizagem. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades do segundo semestre de 2014 (conversas com a professora e interven&ccedil;&otilde;es na sala de aula junto &agrave;s crian&ccedil;as), considerou-se pertinente continuar o trabalho no ano seguinte (2015), pois as professoras que assumiram a turma neste ano tamb&eacute;m estavam enfrentando dificuldades para lidar com esses alunos, ainda vistos como agitados e bagunceiros por elas.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Visando &agrave; maior compreens&atilde;o da queixa apresentada pelas professoras, foram realizadas conversas informais e entrevistas semiestruturadas com elas, bem como observa&ccedil;&atilde;o participante (Becker, 1994) na sala de aula. Esses procedimentos tiveram a finalidade de conhecer as professoras, suas concep&ccedil;&otilde;es sobre os estudantes, processos de ensinar e aprender, bem como compreender suas dificuldades e a rela&ccedil;&atilde;o destas com discursos contempor&acirc;neos, como os de normaliza&ccedil;&atilde;o e patologiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos infantis e medicaliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Os conte&uacute;dos das entrevistas com as professoras inclu&iacute;ram, principalmente, elementos relacionados &agrave; escolha da profiss&atilde;o, &agrave; trajet&oacute;ria profissional, &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da turma com a qual trabalhavam, &agrave;s dificuldades e potencialidades encontradas, bem como estrat&eacute;gias utilizadas para lidar com os problemas cotidianos e conhecimentos que as professoras tinham sobre o papel do psic&oacute;logo na escola.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es obtidas nas entrevistas apontaram que as professoras tinham uma concep&ccedil;&atilde;o idealizada de aluno. Elas acreditavam que todos os estudantes deveriam ser calmos e tranquilos, com a capacidade de ficarem durante todo o per&iacute;odo escolar sentados em suas carteiras, &ldquo;absorvendo&rdquo; passivamente os conte&uacute;dos escolares. Identificou-se que essa concep&ccedil;&atilde;o de aluno apresentada pelas professoras produzia como efeito processos de patologiza&ccedil;&atilde;o daqueles estudantes que apresentavam caracter&iacute;sticas dissonantes das esperadas por elas. No que se refere aos alunos, identificou-se a necessidade de ser realizado um trabalho voltado ao acolhimento das diferen&ccedil;as entre eles e &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Diante do que foi identificado por meio das observa&ccedil;&otilde;es, entrevistas e conversas informais, foi realizado um plano de a&ccedil;&atilde;o. Este foi implementado tendo a professora regente da turma como principal parceira, embora os demais professores que ministravam aulas pontuais de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, m&uacute;sica, artes e alem&atilde;o tamb&eacute;m tivessem sido ouvidos e convidados a participar. A escolha pela realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho tendo a professora regente como principal parceira foi porque ela estava diariamente com os estudantes e se disp&ocirc;s a ceder algumas aulas para o trabalho com a turma e a realizar o planejamento e a avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho junto com as estagi&aacute;rias. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Dito isso, descreveremos a proposta de interven&ccedil;&atilde;o realizada ao longo do primeiro semestre de 2015, a qual foi constru&iacute;da e reformulada com a participa&ccedil;&atilde;o da professora regente, considerando a import&acirc;ncia de um trabalho interdisciplinar e horizontal, conforme proposto por Ciaffone e Gesser (2014). Destaca-se que a atua&ccedil;&atilde;o teve como prop&oacute;sitos auxiliar a professora a ressignificar a queixa escolar, al&eacute;m de construir com ela estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o grupais voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais favorecedoras da apropria&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia como empatia, respeito, cuidado e acolhimento das diferen&ccedil;as. Para atingir o que se prop&ocirc;s, foram realizados sete encontros com as crian&ccedil;as em sala de aula. Eles ocorreram semanalmente, com dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de uma hora.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">No primeiro encontro, foi realizada uma oficina denominada F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es, que teve como objetivos: a) refletir sobre o que &eacute; e como acontece o trabalho em grupo; b) desenvolver a imagina&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o a partir da livre elabora&ccedil;&atilde;o de objetos; e c) possibilitar a observa&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre o grupo (como as crian&ccedil;as escolhem uns aos outros para realizar o trabalho e como dividem os materiais, por exemplo). A atividade foi sugerida pelos alunos da turma e foi realizada em conjunto com o NeAmb (N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental vinculado ao Departamento de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental da universidade), que desenvolve projetos relacionados a quest&otilde;es socioambientais na comunidade escolar. No primeiro momento da interven&ccedil;&atilde;o, o estagi&aacute;rio do NeAmb explicou de modo l&uacute;dico para as crian&ccedil;as como reutilizar e reciclar os materiais que iriam direto para o lixo. Ap&oacute;s tal explica&ccedil;&atilde;o, as estagi&aacute;rias de Psicologia solicitaram que a turma se dividisse em grupos de quatro a cinco crian&ccedil;as, as quais foram orientadas a produzirem algo (qualquer objeto) a partir de materiais como sucatas, papel colorido, papel crepom e cartolina. Esses materiais foram trazidos pelos alunos, professora e pelas estagi&aacute;rias e foram dispostos no centro da sala para que houvesse socializa&ccedil;&atilde;o entre os participantes, estimulando, dessa forma, a solidariedade entre eles.  </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Dando continuidade ao processo de interven&ccedil;&atilde;o, no encontro seguinte &agrave; oficina F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es, foi solicitado que, no grande grupo, as crian&ccedil;as descrevessem o que foi realizado na atividade anterior (como foi escolher o(s) colega(s) para o trabalho em grupo e dividir os materiais) e como se sentiram realizando-a. Esperou-se que as crian&ccedil;as pensassem sobre suas a&ccedil;&otilde;es no grupo, bem como em modos de trabalhar com os colegas. A partir das reflex&otilde;es realizadas com as crian&ccedil;as no segundo encontro, foi solicitado que elas fizessem um desenho que ilustrasse o que entendem por trabalho em grupo, baseado n&atilde;o s&oacute; na escolha e na conviv&ecirc;ncia com o colega no momento da cria&ccedil;&atilde;o dos objetos na F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m em situa&ccedil;&otilde;es da vida cotidiana. Optou-se pela realiza&ccedil;&atilde;o de um desenho, considerando que as crian&ccedil;as demonstram gostar desse tipo de atividade, al&eacute;m de esse se constituir em um signo, o qual pode modificar a rela&ccedil;&atilde;o do sujeito consigo mesmo e com os outros (Zanella, 2001). Pediu-se tamb&eacute;m que os alunos escrevessem uma frase a respeito do tema, a fim de integrar os processos cognitivos, afetivos e de escrita, bem como associar com a atividade que j&aacute; estava planejada para o pr&oacute;ximo encontro, que se referiu aos princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia no grupo (combinados da turma).</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">O terceiro encontro iniciou-se com a apresenta&ccedil;&atilde;o dos desenhos realizados no encontro anterior. Com base na avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho realizado at&eacute; aquele momento, identificou-se a necessidade da constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas e respeitosas, conforme prop&otilde;e Aquino (1998). Isso posto, considerando a import&acirc;ncia da conviv&ecirc;ncia em grupo no contexto escolar e pautados na relev&acirc;ncia de uma comunica&ccedil;&atilde;o clara e respeitosa entre os atores sociais da escola, optou-se por discutir e fomentar a cria&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia a partir do que o grupo (alunos e professora) avalia como modos &eacute;ticos de agir. Para trabalhar os princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia, as estagi&aacute;rias criaram uma hist&oacute;ria infantil, a qual representava algumas situa&ccedil;&otilde;es que ocorriam na sala de aula, utilizando as personagens da Turma da M&ocirc;nica &ndash; conto que a professora relatou que as crian&ccedil;as gostavam. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">No encontro seguinte, com base em uma proposta da professora regente da turma, foi levado para sala de aula um sem&aacute;foro com as seguintes frases: &ldquo;Parab&eacute;ns, continuem assim!&rdquo; (representado pela cor verde); &ldquo;Cuidado! &Eacute; hora de repensar&rdquo; (associado &agrave; cor amarela); e &ldquo;Parem e pensem, o que podemos fazer agora?&rdquo; (ligado ao vermelho). O prop&oacute;sito da cria&ccedil;&atilde;o desta estrat&eacute;gia foi o de que as crian&ccedil;as e a professora ficassem atentas aos acontecimentos da sala e pudessem utilizar as cores como disparador de discuss&otilde;es e reflex&otilde;es do que estava se estabelecendo em sala de aula. Uma reflex&atilde;o feita pelas estagi&aacute;rias de Psicologia junto &agrave; professora, no que se refere &agrave; estrat&eacute;gia do sem&aacute;foro, foi a de que, dependendo do modo como ela viesse a ser conduzida, facilmente se poderia correr o risco de marcar um aluno ou o grupo de alunos como respons&aacute;veis pelos sinais amarelo e vermelho, corroborando a estigmatiza&ccedil;&atilde;o deles. A professora entendeu a preocupa&ccedil;&atilde;o e prop&ocirc;s-se ficar atenta aos efeitos da estrat&eacute;gia. No mais, com essa estrat&eacute;gia, buscou-se trabalhar o senso de pertencimento ao grupo e as responsabilidades de cada um nesta rela&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de ser um momento para eles perceberem que suas a&ccedil;&otilde;es surtem efeitos nos outros. </font></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Visando a ampliar o processo de apropria&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia, o quinto encontro teve como objetivo falar sobre os poss&iacute;veis problemas relacionais que acontecem no cotidiano da escola. Al&eacute;m disso, tinha-se como intuito investigar o modo como as crian&ccedil;as agiam quando os combinados n&atilde;o eram cumpridos. A fim de pensar tamb&eacute;m de forma colaborativa, montou-se outra hist&oacute;ria da Turma da M&ocirc;nica, que retratava uma situa&ccedil;&atilde;o de sala de aula em que os personagens n&atilde;o agiam segundo os princ&iacute;pios criados na turma das crian&ccedil;as. A partir disso, as crian&ccedil;as leram a hist&oacute;ria e, em pequenos grupos (escolhidos por elas mesmas), criaram um poss&iacute;vel final para a situa&ccedil;&atilde;o apresentada. A &ecirc;nica consigna era que a an&aacute;lise da hist&oacute;ria e seu fechamento fossem baseados nos combinados da turma. Com base em Zanella (2001), pode-se afirmar que estrat&eacute;gias como essa, por  trabalhar com elementos como a fantasia e a imagina&ccedil;&atilde;o, possibilitam uma apropria&ccedil;&atilde;o de seu pr&oacute;prio lugar social e daquele ocupado pelas outras pessoas.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">A partir da cria&ccedil;&atilde;o do final da hist&oacute;ria, pediu-se para as crian&ccedil;as apresentarem o que produziram em grupo, em forma de teatro com as personagens da Turma da M&ocirc;nica, sendo que cada crian&ccedil;a deveria interpretar uma personagem no encontro. Ao se propor a realiza&ccedil;&atilde;o de um teatro pelas crian&ccedil;as, tentou-se trazer os princ&iacute;pios b&aacute;sicos de uma brincadeira. Segundo Vygotsky (1998), o brincar amplia a capacidade de visualizar o mundo real porque traz elementos das rela&ccedil;&otilde;es sociais cotidianas. Desta forma, ao se imaginarem como personagens, as crian&ccedil;as podem aumentar seu repert&oacute;rio de respostas &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es cotidianas (Vygotsky, 1998). </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">No &uacute;ltimo encontro, foi proposta uma atividade de constru&ccedil;&atilde;o de um texto coletivo com o qual se pretendeu transversalizar as quest&otilde;es escolares com o conte&uacute;do de l&iacute;ngua portuguesa, levando em considera&ccedil;&atilde;o os encadeamentos textuais na produ&ccedil;&atilde;o de uma reda&ccedil;&atilde;o com introdu&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e conclus&atilde;o, de acordo com o que as crian&ccedil;as estavam aprendendo em sala. Al&eacute;m disso, tinha-se como intuito trabalhar aspectos do processo grupal, considerando que, para elaborar um &ecirc;nico texto, as crian&ccedil;as necessitaram decidir em conjunto o que queriam abordar nele. Para o norteamento dos tr&ecirc;s par&aacute;grafos, fez-se, em cada um deles, as seguintes perguntas: &ldquo;O que as crian&ccedil;as esperavam do trabalho das estagi&aacute;rias?&rdquo;; &ldquo;Como foram as atividades?&rdquo;; &ldquo;O que eles querem dizer para deixar para elas de lembran&ccedil;a?&rdquo;. Cada resposta se configurou em um par&aacute;grafo. Dessa forma, obteve-se uma ideia de sequ&ecirc;ncia temporal como proposto. Para a escrita do texto, solicitou-se que a professora coordenasse o grupo e digitasse o que estava sendo dito pelas crian&ccedil;as.</font></p> 			    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="3"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">A partir do que foi percebido por meio das entrevistas com as professoras, das observa&ccedil;&otilde;es e conversas realizadas ao fim de cada aula, buscou-se construir, nos di&aacute;logos iniciais com a professora regente, um novo olhar sobre as demandas trazidas por ela que, inicialmente, eram de cunho medicalizante e que foram ressignificadas, em grande parte, ao longo do per&iacute;odo em que foi realizado o trabalho. Durante a inser&ccedil;&atilde;o das estagi&aacute;rias como observadoras, havia uma fala constante por parte da docente, que afirmava: &ldquo;hoje eles est&atilde;o comportados, mas nem sempre &eacute; assim&rdquo;. Diante disso, as estagi&aacute;rias, visando &agrave; ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar, procuraram problematizar com a professora as pr&oacute;prias expectativas relacionadas aos alunos, os quais nem sempre manifestavam o comportamento indisciplinado relatado pela docente &agrave;s estagi&aacute;rias na entrevista semiestruturada. Al&eacute;m disso, outro ponto debatido foi o fato de que, de todos os alunos da turma, apenas um ainda n&atilde;o estava totalmente alfabetizado (lia bem, mas ainda apresentava algumas dificuldades de escrita), o que evidenciava que, apesar da &ldquo;bagun&ccedil;a&rdquo;, eles estavam aprendendo. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">O trabalho realizado, por ter fomentado que a professora regente se tornasse protagonista na constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es mais potencializadoras com os estudantes e entre eles, teve resultados muito prof&iacute;cuos. Assim, identificou-se que os feedbacks dados pelas estagi&aacute;rias contribu&iacute;ram tanto para que ela valorizasse suas boas interven&ccedil;&otilde;es em sala de aula, quanto para que ela desconstru&iacute;sse algumas cristaliza&ccedil;&otilde;es que a mantinham como incapacitada de lidar com as situa&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Foi explicitada &agrave; docente, por exemplo, a relev&acirc;ncia de realiza&ccedil;&atilde;o de um projeto desenvolvido por ela, que envolvia a fam&iacute;lia e hist&oacute;rias da regi&atilde;o onde o col&eacute;gio est&aacute; inserido, no qual os estudantes se engajaram de forma muito participativa e cooperativa. Baseado no pensamento de Leite (2012), pode-se afirmar que as interven&ccedil;&otilde;es realizadas pelas estagi&aacute;rias de Psicologia junto &agrave; professora regente e &agrave; turma contribu&iacute;ram para potencializar a emerg&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es afetivas entre a professora e os alunos, as quais aumentaram o engajamento deles no processo de ensino-aprendizagem. A partir de Gesser e Nuernberg (2011) e Gesser, Oltramari, Cord e Nuernberg (2012) tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel apontar que o trabalho realizado, por estar centrado nas rela&ccedil;&otilde;es sociais como um todo, e n&atilde;o nos estudantes especificamente, contribuiu para a mudan&ccedil;as n&atilde;o somente junto aos atores diretamente envolvidos, mas na escola como um todo. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">A partir do olhar da Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural (Zanella &amp; Molon, 2007), pode-se afirmar que a oficina denominada F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es, realizada em conjunto com o NeAmb junto aos alunos, possibilitou que a professora estranhasse a significa&ccedil;&atilde;o j&aacute; naturalizada de que a turma n&atilde;o conseguia se comportar, j&aacute; que os alunos interagiram de maneira respeitosa com o estagi&aacute;rio e entre si, respondendo &agrave;s quest&otilde;es colocadas. Ela conseguiu expressar isso para a turma e, inclusive, elaborou uma flor com as sucatas e expressou verbalmente a gratid&atilde;o pela forma como a turma agiu durante a atividade. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Considerou-se tamb&eacute;m que a atividade com as sucatas abrangeu os processos psicol&oacute;gicos de imagina&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o, o que se evidencia pela transforma&ccedil;&atilde;o de sucatas em objetos como rob&ocirc;s, f&aacute;brica de transforma&ccedil;&atilde;o do lixo em &aacute;gua, peixes, bonecas, porta-l&aacute;pis, casa, cata-vento, entre outros. A imagina&ccedil;&atilde;o propicia a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade &agrave; medida que permite ao homem a combina&ccedil;&atilde;o de seus elementos, confirmando que o processo criativo est&aacute; associado &agrave; experi&ecirc;ncia do sujeito e &agrave; oportunidade de estranhamento daquilo que j&aacute; est&aacute; posto e conhecido (Zanella, Balbinot &amp; Pereira, 2000; Vygotsky, 2000). Al&eacute;m disso, diante da quantidade de materiais que haviam sido disponibilizados para confec&ccedil;&atilde;o dos objetos, a sala de aula, no momento da execu&ccedil;&atilde;o da atividade, encontrava-se em meio &agrave; desordem e &agrave; bagun&ccedil;a, o que, ao contr&aacute;rio do que se esperava, foi motivo de orgulho para a professora, que entendeu aquela situa&ccedil;&atilde;o como promotora da imagina&ccedil;&atilde;o e da cria&ccedil;&atilde;o. </font></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Pode-se compreender os efeitos da oficina F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es produzidos na professora e nos alunos a partir da concep&ccedil;&atilde;o de uma educa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica, constitu&iacute;da por uma dimens&atilde;o sens&iacute;vel, ou seja, uma forma espec&iacute;fica de rela&ccedil;&atilde;o com a realidade, apoiada na sensibilidade, a qual se fundamenta &ldquo;(...) na possibilidade de reinven&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, problematizada e problematizadora&rdquo; (Zanella &amp; Sais, 2008, p. 683). A partir disso, podem ser desencadeados novos modos de estar com os outros e consigo mesmo, estranhando os conhecimentos e pr&aacute;ticas que est&atilde;o naturalizados. Isso possibilita a (re)inven&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas no contexto escolar com novas significa&ccedil;&otilde;es para as a&ccedil;&otilde;es educativas (Lopes, Gesser &amp; Oltramari, 2014; Zanella, 2006).</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Ainda fazendo refer&ecirc;ncia &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, pode-se citar a atividade dos encontros cinco e seis, em que houve a produ&ccedil;&atilde;o de um final para uma hist&oacute;ria e sua apresenta&ccedil;&atilde;o. Pode-se perceber que, assim como na estrat&eacute;gia relacionada &agrave; F&aacute;brica de Cria&ccedil;&otilde;es, as atividades propostas estimularam a imagina&ccedil;&atilde;o em uma situa&ccedil;&atilde;o de faz-de-conta, o que &eacute; importante para o desenvolvimento da sensibilidade e da cria&ccedil;&atilde;o (Zanella, Balbinot &amp; Pereira, 2000). No momento das apresenta&ccedil;&otilde;es do que as crian&ccedil;as criaram como final da hist&oacute;ria proposta pelas estagi&aacute;rias, pode-se perceber que, embora os alunos, em geral, se apropriassem dos princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia institu&iacute;dos por eles, alguns fizeram o papel das personagens semelhante ao que acontece durante a rotina na escola. As estagi&aacute;rias procuraram problematizar as implica&ccedil;&otilde;es dessas atitudes no grupo, sempre tendo como norte os princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia por eles criados.  </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Pode-se mencionar tamb&eacute;m que a atividade de cria&ccedil;&atilde;o de um desenho &ndash; m&eacute;todo indicado por Andrada (2005) &ndash; que ilustrasse o trabalho em grupo contribuiu para o processo de apropria&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de trabalho e para o desenvolvimento da coopera&ccedil;&atilde;o entre os estudantes. Cabe mencionar que as estagi&aacute;rias n&atilde;o buscaram criar uma defini&ccedil;&atilde;o &ecirc;nica e correta quanto aos processos grupais, e sim incentivar a reflex&atilde;o. Notou-se que, quando perguntado, nos encontros posteriores, sobre o que &eacute; trabalho em grupo, as crian&ccedil;as forneciam as respostas que haviam sido criadas e discutidas com os colegas no momento das apresenta&ccedil;&otilde;es dos trabalhos, o que demonstra que, nas rela&ccedil;&otilde;es intersubjetivas, elas se apropriaram do conceito que foi produzido coletivamente, estando a interven&ccedil;&atilde;o coerente com os princ&iacute;pios da Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural (Gesser &amp; Nuernberg, 2011). </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Sobre a cria&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia, ressalta-se que a estrat&eacute;gia de fazer esse processo junto com os alunos, em vez de trazer os princ&iacute;pios prontos, foi de suma import&acirc;ncia para o &ecirc;xito do trabalho. Percebeu-se que os alunos se apropriam melhor dos conhecimentos produzidos quando eles participam do processo de cria&ccedil;&atilde;o, corroborando o preceito da Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural de Vygotsky de que o processo de apropria&ccedil;&atilde;o acontece nas rela&ccedil;&otilde;es com os outros (Oliveira, Bragagnolo &amp; Souza, 2014). </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Ao se pensar a escola como uma institui&ccedil;&atilde;o que se articula com tantas outras com o intuito de regular a produ&ccedil;&atilde;o e a reprodu&ccedil;&atilde;o da vida humana (Rocha, 2000) por meio de normas e leis que nem sempre est&atilde;o oficialmente declaradas, tornando-as entidades abstratas, entende-se a necessidade de momentos para a discuss&atilde;o que repensem o que est&aacute; naturalizado, j&aacute; que &eacute; nas pr&aacute;ticas di&aacute;rias que se reproduzem os pressupostos das pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es. Nas pr&aacute;ticas escolares, est&atilde;o institu&iacute;das as exig&ecirc;ncias de cumprimento dos conte&uacute;dos programados, bem como da rotina escolar (avalia&ccedil;&otilde;es, notas e reuni&otilde;es). No entanto, pode-se afirmar que as estagi&aacute;rias propuseram algo que transforma o j&aacute; estabelecido, isto &eacute;, as pr&aacute;ticas e m&eacute;todos massificadores associados &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o com excesso de disciplinariza&ccedil;&atilde;o (Titon, Urnau &amp; Zanella, 2006), constituindo-se como uma a&ccedil;&atilde;o instituinte.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave; &uacute;ltima atividade, referente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do texto coletivo e ao fechamento do trabalho, retomou-se que durante a inser&ccedil;&atilde;o das estagi&aacute;rias no campo para observa&ccedil;&atilde;o as crian&ccedil;as n&atilde;o tinham conhecimento sobre do que tratava a Psicologia. Vale esclarecer que ocorreu uma conversa para entender quais as significa&ccedil;&otilde;es que as crian&ccedil;as tinham em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; profiss&atilde;o e ao trabalho desenvolvido, al&eacute;m de esclarecer aspectos relacionados &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo e, especificamente, &agrave; atividade das estagi&aacute;rias na sala de aula antes do in&iacute;cio das interven&ccedil;&otilde;es. Durante a elabora&ccedil;&atilde;o do segundo par&aacute;grafo, relacionado &agrave;s atividades realizadas, foram relembrados os conceitos de trabalho em grupo, bem como os princ&iacute;pios de conviv&ecirc;ncia, ambas as quest&otilde;es criadas pelos pr&oacute;prios alunos.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Em s&iacute;ntese, os resultados do trabalho realizado indicaram que as a&ccedil;&otilde;es implementadas operaram como um dispositivo com poder instituinte (Lourau, 1993) de ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar pela professora. Ou seja, elas produziram como efeitos v&aacute;rias mudan&ccedil;as no modo como a professora percebia os estudantes &ndash; de desviantes de uma norma previamente estabelecida para crian&ccedil;as com diferentes capacidades e formas de estar no mundo. O trabalho tamb&eacute;m contribuiu para que a professora reinventasse suas estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas e seus modos de se relacionar com as crian&ccedil;as. Al&eacute;m disso, as atividades realizadas auxiliaram os alunos da turma no processo de cria&ccedil;&atilde;o de novas formas de se relacionar com os outros, mediadas por rela&ccedil;&otilde;es de maior dialogicidade. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Considera&ccedil;&otilde;es finais</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Para a experi&ecirc;ncia de interven&ccedil;&atilde;o psicossocial aqui relatada e discutida, tinham-se como objetivos a ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar relacionada a uma turma do terceiro ano do Ensino Fundamental de um col&eacute;gio de aplica&ccedil;&atilde;o do Sul do pa&iacute;s, bem como a promo&ccedil;&atilde;o, nesta turma, de rela&ccedil;&otilde;es sociais mais potencializadoras entre professor-aluno e aluno-aluno. Esse trabalho estava inserido em um programa de aten&ccedil;&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o da queixa escolar de uma universidade p&uacute;blica do Sul do Brasil. O aporte te&oacute;rico utilizado foi o da Psicologia Hist&oacute;rico-Cultural e como estrat&eacute;gias foram realizadas entrevistas semiestruturadas e conversas com a professora regente da turma, observa&ccedil;&otilde;es em sala de aula e atividades voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do trabalho em grupo junto &agrave; turma.</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Pode-se considerar, com base na avalia&ccedil;&atilde;o feita com a professora e no modo como ela modificou a forma de se relacionar com os alunos, que houve a desconstru&ccedil;&atilde;o da ideia de que as crian&ccedil;as t&ecirc;m ou s&atilde;o um problema, geralmente atribu&iacute;da &agrave; fam&iacute;lia. Notam-se, entretanto, as limita&ccedil;&otilde;es do trabalho desenvolvido, pois embora se considere a fam&iacute;lia como constituinte das rela&ccedil;&otilde;es que envolvem a queixa escolar, n&atilde;o foi poss&iacute;vel desenvolver um trabalho que abarcasse essa dimens&atilde;o. </font></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Pode-se perceber tamb&eacute;m que as estrat&eacute;gias implementadas possibilitaram o desenvolvimento de todos os envolvidos no processo por meio da apropria&ccedil;&atilde;o de novas formas de se relacionar entre eles. Ademais, a produ&ccedil;&atilde;o coletiva de combinados pelos alunos auxiliou no desenvolvimento de fun&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas superiores, tais como aten&ccedil;&atilde;o, imagina&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o, e no processo de autorregula&ccedil;&atilde;o da turma. </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Por fim, ressalta-se que a pot&ecirc;ncia deste trabalho, constru&iacute;do em parceria com a professora da turma, est&aacute; relacionada &agrave; mudan&ccedil;a na compreens&atilde;o da queixa escolar n&atilde;o somente pela professora, mas por toda a escola, pois a queixa recebida pela psic&oacute;loga da institui&ccedil;&atilde;o colocava a turma como &ldquo;imposs&iacute;vel de se trabalhar&rdquo;. Todavia, a partir das estrat&eacute;gias implementadas junto &agrave; professora, foi poss&iacute;vel promover tanto a constru&ccedil;&atilde;o de novas formas de se relacionar entre os alunos, quanto o estranhamento do discurso naturalizado da professora e da pr&oacute;pria escola para com a turma. Isso mostra que podemos substituir as pr&aacute;ticas medicalizantes dos sujeitos por dispositivos que promovam a constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais mais dial&oacute;gicas e potencializadoras da vida.</font></p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><font face="verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Andrada, E. G. (2005). Novos paradigmas na pr&aacute;tica do psic&oacute;logo escolar. Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 18 (2), 196-199. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n2/27470.pdf&gt;. Acesso em: 31 mai. 2017 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781465&pid=S1983-8220201700020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Aquino, J. G. (1998). A indisciplina e a escola atual. Revista da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, 24(2), 181-204. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S0102-25551998000200011&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781466&pid=S1983-8220201700020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Becker, H. S. (1994). M&eacute;todos de pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais. s&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781468&pid=S1983-8220201700020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Ciaffone, A. C. R. &amp; Gesser, M. (2014). Integra&ccedil;&atilde;o Sa&uacute;de e Educa&ccedil;&atilde;o: Contribui&ccedil;&otilde;es da Psicologia para a Forma&ccedil;&atilde;o de Educadores de uma Creche em Sexualidade Infantil. Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 34(3), 774-787. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/1982-3703000392013&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781470&pid=S1983-8220201700020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.  </font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Dazzani, M. V. M., Cunha, E. O., Luttigards, P. M., Zucoloto, P. C. S. V. &amp; Santos, G. L. (2014). Queixa escolar: uma revis&atilde;o cr&iacute;tica da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional. Revista Quadrimestral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 18 (3), 421-428. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/2175-3539/2014/0183762&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781472&pid=S1983-8220201700020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Duque, D. F., Souza, C. D. &amp; Cromack, E. M. P. C. (2009). Ciranda: um olhar diferenciado sobre a escola. Pensando fam&iacute;lias, 13(2), 163-183. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.domusterapia.com.br/site/files/PF13n2DDuqueCirandaumOlharDiferenciadosobreaEscolaResumo.pdf&gt;. Acesso em: 5 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781474&pid=S1983-8220201700020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Elias, L. C. S. &amp; Marturano, E. D. (2014). &ldquo;Eu posso resolver problemas&rdquo; e Oficinas de linguagem: interven&ccedil;&otilde;es para queixa escolar. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 30 (1), 35-44. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722014000100005&gt;.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Freller, C. C., Souza, B. P, Angelucci, C. B., Bonadio, A. N., Dias, A. C, Lins, F. R. S. &amp; Macedo, T. E. R. (2001). Orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; queixa escolar. Psicologia em Estudo, 2, 129-134.  Dispon&iacute;vel em: &lt;www.scielo.br/pdf/pe/v6n2/v6n2a18.pdf&gt;. Acesso em: 5 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781477&pid=S1983-8220201700020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Guarido, R. (2010). A biologiza&ccedil;&atilde;o da vida e algumas implica&ccedil;&otilde;es do discurso m&eacute;dico sobre a educa&ccedil;&atilde;o. 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Acesso em: 31 mai. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781483&pid=S1983-8220201700020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Gesser, M. (2013).&#160;Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e direitos humanos:&#160;desafios &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo.&#160;Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 3(spe) 66-77. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/pcp/v33nspe/v33speca08.pdf&gt;. Acesso em: 31 mai. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781485&pid=S1983-8220201700020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Leite, S. A. S. (2012). Afetividade nas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas. Temas em Psicologia, 20(2), 355-368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781487&pid=S1983-8220201700020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   </font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lopes, S. R., Gesser, M. &amp; Oltramari, L. C. (2014). 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Editora da UERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781491&pid=S1983-8220201700020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Maia, D. S.; &amp; Lobo, B. O. M. (2013). O desenvolvimento da habilidade de solu&ccedil;&atilde;o de problemas interpessoais e a conviv&ecirc;ncia na escola. Psicologia em Revista, 19 (1), 17-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781493&pid=S1983-8220201700020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Nakamura, M. S., Lima, V. A. A., Tada, I. N. C, &amp; Junqueira, M. H. R. (2008). Desvendando a queixa escolar: um estudo no Servi&ccedil;o de Psicologia na Universidade Federal de Rond&ocirc;nia. Revista Semestral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 12 (2). Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572008000200013&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781495&pid=S1983-8220201700020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.  </font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Oliveira, J. L. A. P., Bragagnolo, R. I. &amp; Souza, S. V. (2014). Proposi&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas na interven&ccedil;&atilde;o com estudantes com queixa escolar. 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Caderno de Pesquisa s&atilde;o Paulo, (65), 72-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781499&pid=S1983-8220201700020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Rocha, M. L. da. (2000). Educa&ccedil;&atilde;o em tempos de t&eacute;dio: um desafio &agrave; micropol&iacute;tica. In.: E. de Tanamachi, M. L. da Rocha &amp; M. Proen&ccedil;a (Orgs.), Psicologia e educa&ccedil;&atilde;o: desafios te&oacute;rico-pr&aacute;ticos. (pp. 185-207). s&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Rodrigues, M. C., &amp; Ribeiro, N. N. (2011). Avalia&ccedil;&atilde;o da empatia em crian&ccedil;as participantes e n&atilde;o participantes de um programa de desenvolvimento sociocognitivo. 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Acesso em: 5 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781504&pid=S1983-8220201700020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Trautwein, C. T. G. &amp; N&eacute;bias, C. (2006). A queixa escolar por quem n&atilde;o se queixa: o aluno.&#160;Mental,&#160;4(6), 123-148. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-44272006000100010&amp;lng=pt&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em: 7 jun. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781506&pid=S1983-8220201700020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Vygotsky, L. S. (1998). Forma&ccedil;&atilde;o social da mente. s&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781508&pid=S1983-8220201700020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Vygotsky, L. S. (2000). Imaginacion y creaci&oacute;n en la edad infantil. Buenos Aires: Nuestra Am&eacute;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781510&pid=S1983-8220201700020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zanella, A. V. (2001). Vygostki: contexto, contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; psicologia e o conceito de zona de desenvolvimento proximal. Itaja&iacute;: Editora Univali.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781512&pid=S1983-8220201700020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Zanella, A. V. (2006). &ldquo;Pode at&eacute; ser flor se flor parece a quem o diga&rdquo;: reflex&otilde;es sobre a educa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica e o processo de constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito. In S. Z. Da Ros, A. V. Zanella, &amp; K. Maheirie (Orgs.), Rela&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas, atividade criadora e imagina&ccedil;&atilde;o: sujeitos e (em) experi&ecirc;ncia (pp. 33-47). Florian&oacute;polis: NUP/UFSC.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zanella, A. V., Balbinot, G. &amp; Pereira, R. S. (2000). Re-criar a (na) Renda de Bilro: analisando a nova trama tecida. Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 13 (3), 539-547. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722000000300021&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781515&pid=S1983-8220201700020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zanella, A.V. &amp; Molon, S. I. (2007). Psicologia (em) contextos de escolariza&ccedil;&atilde;o formal: das pr&aacute;ticas de domina&ccedil;&atilde;o &agrave; (re)inven&ccedil;&atilde;o da vida.&#160;Contrapontos, 7(2), 255-268. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/904/758&gt;. Acesso em: 31 mai. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781517&pid=S1983-8220201700020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 			    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zanella, A. V. &amp; Sais, A. P. (2008). Reflex&otilde;es sobre o pesquisar em psicologia como processo de cria&ccedil;&atilde;o &eacute;tico, est&eacute;tico e pol&iacute;tico. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 26(4), 679-687. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?pid=S0870-82312008000400012&amp;script=sci_arttext&gt;. Acesso em: 5 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4781519&pid=S1983-8220201700020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Recebido em: 10/02/2016</font></p> 			    <p><font face="verdana" size="2">Aceito em: 27/06/2017</font></p> 		      ]]></body>
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