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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redução de jornada melhora a qualidade de vida no trabalho?: A experiência de uma organização pública brasileira]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does working time reduction improve quality of work life?: The experience of a Brazilian public organization]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to identify possible impacts of working-time reduction on employees' Quality of Work Life (QWL) at Brazilian Public Organization's department. Literature shows strong relation between working-time and QWL, mainly concerning adaptation with private life issues and optimization of time-use at work. Based on Activity Ergonomics' theoretical approach, document analysis was done; psychometric scales and interviews were applied to employees from the department where working-time was reduced. There was small difference in QWL indicatives among employees who worked on reduced to those on conventional working-time at psychometric scales' results. On interviews, employees with reduced working-time and managers said that there was optimization of time-use, since employees could take care of their private issues at their free time, and productivity was kept at the same level or higher; however, managers complained due to difficulty to supervise their teams. Study concludes that there were few indicatives of effective QWL improvement. Recommendations are presented for the studied Organization for better QWL achievements]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Redu&ccedil;&atilde;o de jornada melhora a qualidade de vida no trabalho? A experi&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Does working time reduction improve quality of work life? The experience of a Brazilian public organization</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Thiago Lopes Carneiro<sup>I</sup>; M&aacute;rio C&eacute;sar Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Bras&iacute;lia. (<a href="mailto:lopescarneiro@unb.br">Hlopescarneiro@unb.brH</a>)    <br>   <sup>II</sup>Doutor pela &Eacute;cole Pratique de Hautes &Eacute;tudes (Paris, Fran&ccedil;a) </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo foi identificar os poss&iacute;veis impactos da redu&ccedil;&atilde;o de jornada de trabalho para a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) de empregados em um departamento de uma organiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira. Aliteratura aponta uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre jornada e QVT, especialmente quanto &agrave; compatibiliza&ccedil;&atilde;o da vida pessoal com o trabalho e o aproveitamento do tempo no trabalho. Com base no enfoque te&oacute;rico da Ergonomia da Atividade, utilizaram-se an&aacute;lise documental, escalas psicom&eacute;tricas e entrevistas com os empregados do departamento onde foi implementada a mudan&ccedil;a de jornada. Houve pouca diferen&ccedil;a nos indicadores de QVT entre os empregados em jornada reduzida e jornada convencional, nos resultados das escalas psicom&eacute;tricas. Nas entrevistas, empregados em jornada reduzida e gestores afirmaram haver melhor uso do tempo, pois resolviam assuntos no per&iacute;odo livre do dia, e que sua produtividade se manteve ou melhorou; entretanto, os gestores se queixaram de ser mais dif&iacute;cil supervisionar a equipe. O estudo concluiu que houve poucos aprimoramentos para QVT. Apresentam-se recomenda&ccedil;&otilde;es para maior efetividade da pol&iacute;tica de QVT na organiza&ccedil;&atilde;o estudada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> jornada de trabalho; Qualidade de Vida no Trabalho; organiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; Ergonomia. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective of this study was to identify possible impacts of working-time reduction on employees' Quality of Work Life (QWL) at Brazilian Public Organization's department. Literature shows strong relation between working-time and QWL, mainly concerning adaptation with private life issues and optimization of time-use at work. Based on Activity Ergonomics' theoretical approach, document analysis was done; psychometric scales and interviews were applied to employees from the department where working-time was reduced. There was small difference in QWL indicatives among employees who worked on reduced to those on conventional working-time at psychometric scales' results. On interviews, employees with reduced working-time and managers said that there was optimization of time-use, since employees could take care of their private issues at their free time, and productivity was kept at the same level or higher; however, managers complained due to difficulty to supervise their teams. Study concludes that there were few indicatives of effective QWL improvement. Recommendations are presented for the studied Organization for better QWL achievements. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>working-time; Quality of Work Life; public organization; Ergonomics. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa surgiu no contexto de implanta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) em uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira. Uma das medidas previstas consistia em estudar a viabilidade de se adotar um modelo de jornada flex&iacute;vel. Visando a subsidiar a decis&atilde;o dos gestores, analisou-se uma experi&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio, j&aacute; implementada no Departamento de Inform&aacute;tica da organiza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivou-se identificar os poss&iacute;veis impactos da redu&ccedil;&atilde;o da jornada naquele Departamento sobre a QVT de seus empregados. As "quest&otilde;es-b&uacute;ssola" que orientaram a investiga&ccedil;&atilde;o foram as seguintes: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Como se caracterizam as representa&ccedil;&otilde;es que os participantes fazem do contexto de organizacional em termos de organiza&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho? </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Como se configura o Custo Humano do Trabalho (CHT) no setor estudado?</p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> A experi&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho produziu impactos  positivos para a Qualidade de Vida no Trabalho (ou seja, reduziu o CHT)? </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para investigar a tem&aacute;tica e buscar respostas &agrave;s quest&otilde;es de pesquisa, adotou-se o referencial te&oacute;rico da Ergonomia da Atividade (Gu&eacute;rin <i>et al</i>., 2001; Montmollin, 1995; Wisner, 1987). N&atilde;o obstante, o uso da observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, instrumento fundamental da An&aacute;lise Ergon&ocirc;mica do Trabalho (AET), foi considerado pouco proveitoso para o objeto em quest&atilde;o, posto que n&atilde;o se buscava caracterizar em detalhes as atividades dos participantes, mas sim, em linhas gerais, identificar os impactos do novo modelo de jornada sobre a QVT. Portanto, n&atilde;o se trata de uma pesquisa em Ergonomia "<i>strictu sensu</i>", mas utilizou-se seu referencial te&oacute;rico para compreender as poss&iacute;veis contradi&ccedil;&otilde;es do contexto analisado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1.1. Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho: uma tem&aacute;tica atual </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A jornada de trabalho tem impactos sobre a vida dentro e fora do trabalho. Surgiram novos modelos de jornada, de maneira geral mais flex&iacute;veis, por meio de compensa&ccedil;&atilde;o de horas, trabalho em casa, extin&ccedil;&atilde;o do controle de hor&aacute;rio etc. (Baker <i>et al</i>., 2003; Karsten & Leopold, 2003; Singe & Croucher, 2003; Tietze & Musson, 2002). Inserida nessa multiplicidade, a redu&ccedil;&atilde;o de jornada &eacute; apontada como um modelo que favorece a distribui&ccedil;&atilde;o de renda e o aumento da produtividade (Bosch & Lehndorff, 2001), vindo ao encontro de uma luta hist&oacute;rica da classe trabalhadora (Dal Rosso, 2002) e alinhada com a caracteriza&ccedil;&atilde;o do "trabalho decente" (Bescond, Ch&acirc;taignier & Mehran, 2003; Ghai, 2003). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A jornada de trabalho &eacute; um dos principais objetos de disputas entre empregadores e empregados. Segundo Dal Rosso (2002), as longas jornadas se tornaram pr&aacute;tica comum no Brasil ao final do s&eacute;culo XIX, quando se iniciou a industrializa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Na corrente oposta, a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) estabeleceu conven&ccedil;&otilde;es sobre a jornada (Bosch, 1999), consolidadas no Brasil pelo ent&atilde;o presidente Get&uacute;lio Vargas (Decreto-Lei nUº<sup>U</sup> 5.452, de 1º de maio de 1943), com limite semanal para a jornada, acr&eacute;scimos para horas extras e f&eacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da d&eacute;cada de 1990, a flexibilidade mostrou-se como principal tend&ecirc;ncia, destacando-se, no Brasil, o "Banco de Horas", que ganhou espa&ccedil;o sob o argumento de que permitia melhor concilia&ccedil;&atilde;o entre vida pessoal e profissional dos trabalhadores. Contudo, Dal Rosso (2003) argumenta que a regulamenta&ccedil;&atilde;o do banco de horas foi impulsionada por interesses de empres&aacute;rios, resultando em aumento de horas trabalhadas e redu&ccedil;&atilde;o de custos com horas extras. O aumento da flexibilidade possibilita a burla aos controles de hor&aacute;rio e &agrave; extens&atilde;o de jornada n&atilde;o remunerada (Barnard, Deakin & Hobbs, 2003; Bosch & Lehndorff, 2001; Singe & Croucher, 2003). Na contram&atilde;o, Bosch (1999) argumenta que a redu&ccedil;&atilde;o da jornada &eacute; favorecida quando o pa&iacute;s atinge sua "maturidade econ&ocirc;mica", ou seja, quando os trabalhadores conseguem suprir suas necessidades exclusivamente com seus sal&aacute;rios, sem precisar cumprir horas extras ou ter mais de um emprego (corroborado por Beaudoin & Edgar, 2003; Wyatt & Wah, 2001), como em alguns pa&iacute;ses europeus (B&eacute;lgica, Dinamarca, Alemanha e Fran&ccedil;a). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especialmente a experi&ecirc;ncia da Fran&ccedil;a guarda alguns pontos relevantes para o caso aqui estudado. Naquele pa&iacute;s, reduziu-se, por meio de lei, a semana de trabalho de 44 para 35 horas (P&eacute;lisse, 2004). Estrade, Meda & Orain (2001) constataram que os impactos sobre a vida profissional e familiar foram diferenciados, conforme os ajustes feitos em cada organiza&ccedil;&atilde;o, o g&ecirc;nero do entrevistado e a ocupa&ccedil;&atilde;o cargos t&eacute;cnicos ou gerenciais, al&eacute;m da margem de manobra para contornar a intensifica&ccedil;&atilde;o do trabalho (corroborado por Askenazy, Bloch-London & Roger, 2004; Bu&eacute; & Puech, 2003; Pinto, 2003). P&eacute;lisse (2004) destaca que novas pr&aacute;ticas de uso do tempo no trabalho emergiram com a redu&ccedil;&atilde;o de jornada, como a modula&ccedil;&atilde;o (os gestores definem os per&iacute;odos de trabalho das equipes conforme a demanda), trabalho em turnos de revezamento e rearranjo de equipes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando situa&ccedil;&otilde;es em que o trabalhador pode escolher o modelo de jornada, diversos fatores podem influenciar sua prefer&ecirc;ncia. A idade, que indiretamente indica o "momento da vida", associando-se &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia, investimento em estudos e proximidade da aposentadoria (Karsten & Leopold, 2003; Singe & Croucher, 2003; Tietze & Musson, 2002; Tuuli & Karisalmi, 1999); a perspectiva de progress&atilde;o na carreira, comprometimento organizacional, motiva&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho (Walsh & Deery, 1999); g&ecirc;nero, especialmente em fun&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o dos pap&eacute;is sociais (Bu&eacute; & Puech, 2003; Pinto, 2003); grade hor&aacute;ria do trabalho (Baker <i>et al</i>., 2003), no que tange &agrave; concilia&ccedil;&atilde;o com vida social e lazer (Estrade, M&eacute;da & Orain, 2001); e o resultado para a renda familiar (Barnard, Deakin & Hobbs, 2003; Bosch, 1999; Hoorens, Remmers & Riet, 1999). Al&eacute;m desses fatores, o impacto sobre o ritmo de trabalho &eacute; igualmente importante. Dal Rosso (2002, 2003) aponta tr&ecirc;s medidas do tempo que influenciam a rela&ccedil;&atilde;o entre homem e trabalho: a dura&ccedil;&atilde;o (quantidade de horas por dias, semanas ou anos), a distribui&ccedil;&atilde;o (forma como o hor&aacute;rio se concentra ou dilui em determinados per&iacute;odos) e a intensidade (esfor&ccedil;o f&iacute;sico, intelectual e emocional investido no trabalho). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1.2. Defini&ccedil;&atilde;o e abordagem de Qualidade  de Vida no Trabalho (QVT) </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; consenso sobre o conceito de QVT na literatura, sendo, entretanto, comum descrev&ecirc;-la em termos de indicadores de satisfa&ccedil;&atilde;o e envolvimento com o trabalho, comprometimento organizacional, inten&ccedil;&atilde;o de mudar de emprego, produtividade, absente&iacute;smo, estresse, autonomia, reconhecimento pelo superior hier&aacute;rquico, remunera&ccedil;&atilde;o adequada, entre outros (Abdeen, 2002; Goodman, 2001; Lewis <i>et al</i>., 2001; Sirgy <i>et al</i>., 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para este estudo, utiliza-se o referencial te&oacute;rico da Ergonomia (Falzon, 2004; Ferreira, 2003; Laville, 1977; Montmollin, 1995; Wisner, 1987) e adota-se uma abordagem de QVT baseada em medidas integradas para transformar o contexto organizacional que visam a fazer prevalecer o bem-estar dos trabalhadores (Donaldson <i>et al.</i>, 1999; Huzzard, 2003; Huzzard, den Hertog & Hague, 2002; Limongi-Fran&ccedil;a, 1996; Requena, 2003; Tuuli & Karisalmi, 1999; Walton, 1974). Bosch (1999) sugerira que s&atilde;o necess&aacute;rios estudos em Ergonomia para investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre jornada, fadiga, acidentes e doen&ccedil;as; trata-se, portanto, de investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre o ser humano e seu ambiente de trabalho. Segundo Ferreira & Mendes (2003), sob tal foco, o ambiente organizacional pode ser compreendido em termos de um Contexto de Produ&ccedil;&atilde;o de Bens e Servi&ccedil;os (CPBS), que &eacute; composto de tr&ecirc;s dimens&otilde;es: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, que diz respeito aos elementos prescritos, formal ou informalmente, que expressam as concep&ccedil;&otilde;es e as pr&aacute;ticas de gest&atilde;o de pessoas, tais como divis&atilde;o do trabalho, rotinas, etc. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, que expressam os elementos estruturais para a atividade em termos de, por exemplo, infra-estrutura disponibilizada, ambiente f&iacute;sico, instrumentos, etc. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho, que consistem nos aspectos interacionais no ambiente de trabalho, como, por exemplo, intera&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas com colegas ou usu&aacute;rios e fornecedores externos &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas tr&ecirc;s dimens&otilde;es estabelecem o cen&aacute;rio de par&acirc;metros b&aacute;sicos que s&atilde;o configuradores das fontes do Custo Humano do Trabalho (CHT). O CHT expressa, segundo Ferreira & Mendes (2003), o que deve ser despendido pelos trabalhadores (individual e coletivamente) em face das contradi&ccedil;&otilde;es existentes no CPBS, nas seguintes esferas:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> exig&ecirc;ncias f&iacute;sicas: disp&ecirc;ndio fisiol&oacute;gico e biomec&acirc;nico, principalmente sob a forma de posturas, gestos, deslocamentos e emprego de for&ccedil;a f&iacute;sica; </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> exig&ecirc;ncias cognitivas: disp&ecirc;ndio intelectual, sob a forma de aprendizagem necess&aacute;ria, de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e de tomada de decis&atilde;o; e </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> exig&ecirc;ncias afetivas: disp&ecirc;ndio emocional, sob a forma de rea&ccedil;&otilde;es afetivas,  de sentimentos e de estado de humor. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda segundo Ferreira & Mendes (2003), o CHT mant&eacute;m estreita rela&ccedil;&atilde;o  com a atividade e orienta o desenvolvimento das Estrat&eacute;gias de Media&ccedil;&atilde;o Individual e Coletiva (EMIC), usadas pelos trabalhadores para gerir os efeitos das contradi&ccedil;&otilde;es do CPBS e fazer prevalecer as viv&ecirc;ncias de bem-estar sobre as de mal-estar. Nessa perspectiva te&oacute;rica, a QVT pode ser compreendida como a <i>rela&ccedil;&atilde;o harmoniosa entre os indiv&iacute;duos e o Contexto de Produ&ccedil;&atilde;o de Bens e Servi&ccedil;os (CPBS), permitindo margens de manobra para utilizar suas Estrat&eacute;gias de Media&ccedil;&atilde;o Individual e Coletivas (EMIC), reduzindo efeitos negativos do Custo Humano do Trabalho (CHT) e fazendo prevalecer as viv&ecirc;ncias de bem-estar no trabalho</i>. Cabe ressaltar que essa defini&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a constitui&ccedil;&atilde;o de um contexto sociot&eacute;cnico compat&iacute;vel com as caracter&iacute;sticas, necessidades e expectativas de seus usu&aacute;rios, rompendo com defini&ccedil;&otilde;es tradicionais de QVT que visam a "adaptar o ser humano ao trabalho" por meio de pr&aacute;ticas compensat&oacute;rias do desgaste provocado por um ambiente organizacional desfavor&aacute;vel. Tais pr&aacute;ticas (como medicina alternativa, aulas de alongamento, <i>yoga</i>, dan&ccedil;a, etc.) se baseiam na retirada tempor&aacute;ria da pessoa do ambiente adverso de trabalho, mantendo inalteradas as fontes originais de desgaste (Huzzard, den Hertog & Hague, 2002; Limongi-Fran&ccedil;a, 1996). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. M&eacute;todo </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buscou-se estudar a redu&ccedil;&atilde;o de jornada sob o ponto de vista dos participantes da pesquisa, quando a experi&ecirc;ncia completava seis meses. O m&eacute;todo utilizado visava &agrave; sua compreens&atilde;o em diferentes esferas: institucional, compara&ccedil;&atilde;o entre jornada convencional e reduzida e entre representa&ccedil;&otilde;es de gestores e empregados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1. Instrumentos, procedimentos e participantes da pesquisa </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos e procedimentos foram encadeados de forma que os resultados dos primeiros orientassem as quest&otilde;es a serem analisadas nas etapas subseq&uuml;entes. O estudo consistiu de (vide <a href="/img/revistas/rpot/v7n1/a07tab01.gif">Tabela 1</a>): </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> An&aacute;lise documental de instru&ccedil;&otilde;es e normativos para caracterizar o cen&aacute;rio em que a pesquisa foi realizada. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Aplica&ccedil;&atilde;o de duas escalas (extra&iacute;das do Invent&aacute;rio de Trabalho e Riscos de Adoecimento - <b>Itra</b>), do tipo Likert, com cinco pontos, validadas por meio de an&aacute;lise fatorial (Pasquali, 1999) por Ferreira & Mendes (2003). AEscala de Custo Humano do Trabalho (ECHT) &eacute; composta por 31 itens, distribu&iacute;dos em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: <b>f&iacute;sica </b>(fator com 10 itens, com alfa de Cronbach de 0,91); <b>cognitiva </b>(9 itens, alfa de 0,86); e <b>afetiva </b>(12 itens, alfa de 0,84). Por sua vez, a Escala Avalia&ccedil;&atilde;o do Trabalho (EAT) &eacute; composta por 28 itens que se agrupam em tr&ecirc;s fatores: "Precariedade das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho" (com 9 itens, alfa de 0,90); "Falta de apoio nas rela&ccedil;&otilde;es socioprofissionais" (12 itens, alfa de 0,87); e "Rigidez da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho" (7 itens, alfa de 0,78). Tais escalas mant&ecirc;m sintonia com o quadro te&oacute;rico de refer&ecirc;ncia da pesquisa.</p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Entrevistas semi-estruturadas, elaboradas com base nos resultados da an&aacute;lise documental das escalas e acrescidas de quest&otilde;es referentes &agrave;s mudan&ccedil;as decorrentes da redu&ccedil;&atilde;o de jornada. N&atilde;o se entrevistaram empregados em jornada convencional, pois se focalizava a experi&ecirc;ncia de transi&ccedil;&atilde;o do modelo de jornada. Formularam-se dois roteiros de conte&uacute;do semelhante, sendo um adaptado para o grupo de empregados e outro para o de gestores. Os dados das entrevistas foram tratados por meio de an&aacute;lise categorial-tem&aacute;tica (Bardin, 1977), que consiste na divis&atilde;o do conte&uacute;do da entrevista em unidades de sentido (i.e. fra&ccedil;&otilde;es de texto que formam uma "id&eacute;ia" completa), na categoriza&ccedil;&atilde;o dessas unidades conforme temas semelhantes e, finalmente, no registro de suas respectivas recorr&ecirc;ncias. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 53 participantes que responderam ao Itra formaram dois grupos,  conforme a jornada pela qual optaram - convencional ou reduzida. Em ambos os grupos, predominou o g&ecirc;nero masculino, e as mulheres concentraram-se no grupo de jornada reduzida. A idade daqueles em jornada reduzida era maior do que a daqueles em jornada convencional (com p &lt; 0,001), mas o mesmo n&atilde;o foi verificado quanto ao tempo de servi&ccedil;o. Entre os 18 analistas entrevistados, predominaram os homens, e a m&eacute;dia de idade foi de 40,8 anos (d.p. = 11,1). A redu&ccedil;&atilde;o entre da quantidade de empregados em jornada reduzida entrevistados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que responderam ao Itra deveu-se ao per&iacute;odo de f&eacute;rias ou tratamento de sa&uacute;de de parte deles. Os quatro gestores entrevistados eram todos homens, com m&eacute;dia de idade de 49,3 anos (d.p. = 1,7). De maneira geral, predominaram participantes com n&iacute;vel superior completo e tempo de servi&ccedil;o diversificado (vide <a href="/img/revistas/rpot/v7n1/a07tab02.gif">Tabela 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apresentam-se abaixo os resultados na seq&uuml;&ecirc;ncia das etapas da pesquisa, concomitantemente com sua discuss&atilde;o. Desse modo, procurou-se facilitar o entendimento do trajeto percorrido e da articula&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica entre teoria e dados emp&iacute;ricos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.1. Cen&aacute;rio organizacional da redu&ccedil;&atilde;o da jornada e QVT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cen&aacute;rio organizacional, caracterizado aqui por meio da <i>an&aacute;lise documental</i>, passava pelos primeiros estudos previstos na rec&eacute;m-aprovada pol&iacute;tica institucional de QVT (datada do m&ecirc;s anterior ao in&iacute;cio da pesquisa). O Comit&ecirc; Gestor avaliava a possibilidade de se adotar um modelo de jornada flex&iacute;vel. Entretanto, dado que a redu&ccedil;&atilde;o de jornada havia sido implementada, como experi&ecirc;ncia piloto, no Departamento de Inform&aacute;tica, decidiu-se avaliar a possibilidade de transpor o modelo para os demais departamentos, mediante an&aacute;lise dos impactos de tal experi&ecirc;ncia. Todavia a implanta&ccedil;&atilde;o de um novo modelo deveria ser compat&iacute;vel com restri&ccedil;&otilde;es legais, tais como a jornada de 40 horas semanais (Lei nUº<sup>U</sup> 8.112/90, que prev&ecirc; redu&ccedil;&atilde;o de jornada mediante redu&ccedil;&atilde;o proporcional do sal&aacute;rio) e a compensa&ccedil;&atilde;o de horas, ao inv&eacute;s do pagamento extra pelo trabalho em tempo extraordin&aacute;rio (Decreto nUº<sup>U</sup> 1.590/96, do ent&atilde;o presidente Fernando Henrique Cardoso). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A justificativa para a redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho no Departamento de Inform&aacute;tica se apoiou nos seguintes argumentos: (a) natureza peculiar das atividades; (b) aumento na demanda dos servi&ccedil;os; (c) uso recorrente de horas extras; (d) elevado desgaste f&iacute;sico e mental dos empregados, relacionado &agrave;s press&otilde;es do cotidiano, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es e &agrave;s responsabilidades de trabalho que se refletiam em rotatividade elevada. Logo, ofereceu-se aos empregados que l&aacute; trabalhavam a escolha entre trabalhar oito horas por dia com intervalo de duas horas para almo&ccedil;o (jornada convencional) ou sete horas "corridas" com pausa de 15 minutos para lanche (jornada reduzida). O empregado poderia definir o per&iacute;odo fixo de trabalho dentro do hor&aacute;rio de funcionamento da organiza&ccedil;&atilde;o, concentrando suas atividades no per&iacute;odo da manh&atilde; ou da tarde. As horas remanescentes para o cumprimento de 40 horas semanais (previstas na Lei nUº<sup>U</sup> 8.112/90) seriam utilizadas para o atendimento a demandas extraordin&aacute;rias, &agrave;s quais os empregados estariam &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de trabalho n&atilde;o implicou redu&ccedil;&atilde;o salarial. Contudo, por decis&atilde;o da chefia do Departamento, os empregados que optaram pelo hor&aacute;rio flex&iacute;vel n&atilde;o poderiam concorrer &agrave; gratifica&ccedil;&atilde;o por desempenho, correspondente a cerca de 10% da remunera&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de in&iacute;cio de carreira, nem a comiss&otilde;es gerenciais, pois as normas exigiam dedica&ccedil;&atilde;o integral dos comissionados. Desse modo, a op&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio reduzido restringe-se a analistas que n&atilde;o ocupam cargos de chefia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os elementos que comp&otilde;em esse cen&aacute;rio organizacional, de um lado, s&atilde;o bastante caracter&iacute;sticos na experi&ecirc;ncia internacional, pois o quadro jur&iacute;dico-administrativo constitui um desafio para as experi&ecirc;ncias de mudan&ccedil;as na jornada de trabalho (Barnard, Deakin & Hobbs, 2003; P&eacute;lisse, 2004; Singe & Croucher, 2003) e, de outro, s&atilde;o originais e inovadores, pois buscam implantar mudan&ccedil;as contextuais com base em uma pol&iacute;tica de QVT. Nessa perspectiva, para uma primeira avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos da redu&ccedil;&atilde;o de jornada como medida efetiva de QVT, procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o das duas escalas psicom&eacute;tricas do Itra a empregados em jornada convencional e reduzida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.2. Uma primeira "fotografia" da inter-rela&ccedil;&atilde;o  entre redu&ccedil;&atilde;o da jornada e QVT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o do Trabalho (EAT) e da Escala de Custo Humano do Trabalho (ECHT) desenharam, sob a &oacute;tica dos participantes da pesquisa, um primeiro cen&aacute;rio da implementa&ccedil;&atilde;o da jornada reduzida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; QVT. Constatou-se que os respondentes em jornada reduzida eram mais velhos que aqueles em jornada convencional (respectivamente, m&eacute;dia = 44,4 e c.v. = 24%; m&eacute;dia = 34,6 e c.v. = 22%; p &lt; 0,001). Investigaram-se as poss&iacute;veis raz&otilde;es para a prefer&ecirc;ncia dos mais velhos pela jornada reduzida nas entrevistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os itens da EAT receberam, de maneira geral, m&eacute;dias baixas ou moderadas (<a href="/img/revistas/rpot/v7n1/a07tab03.gif">Tabela 3</a>). Todos os itens sobre rela&ccedil;&otilde;es socioprofissionais foram baixos (ou seja, m&eacute;dias at&eacute; 2,4). Os itens com m&eacute;dias moderadas, relativos &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, indicaram que os respondentes consideram as normas r&iacute;gidas (item 4), h&aacute; cobran&ccedil;a por resultados (item 3) e insufici&ecirc;ncia de pessoas para realizar as tarefas (item 6). Quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, os itens moderados apontaram desconforto do ambiente f&iacute;sico (item 21), mobili&aacute;rio inadequado (item 23) e ru&iacute;do (item 22). Formulou-se uma quest&atilde;o, na etapa de entrevistas, para explorar se os empregados perceberam ou n&atilde;o melhoria no contexto de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ECHT indicou predomin&acirc;ncia de custo cognitivo (<a href="/img/revistas/rpot/v7n1/a07tab04.gif">Tabela 4</a>). Alguns itens do custo cognitivo mostraram-se cr&iacute;ticos (i.e. com m&eacute;dia acima de 3,6), nomeadamente: resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (item 14), uso intensivo da mem&oacute;ria (item 18), concentra&ccedil;&atilde;o (item 21) e esfor&ccedil;o mental (item 20). O item 21, "ter concentra&ccedil;&atilde;o mental", apresentou diferen&ccedil;a significativa entre as m&eacute;dias dos grupos, sendo que os empregados em jornada reduzida apontaram menor custo se comparados com aqueles em jornada convencional (p = 0,014). Os indicadores de custo f&iacute;sico em destaque foram o uso demasiado da vis&atilde;o (item 17) e das m&atilde;os (item 30). Essas diferen&ccedil;as foram levadas para discuss&atilde;o na etapa de entrevistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores moderados levantados pelas escalas assinalam a necessidade de se adotarem medidas que visem a prevenir riscos de adoecimento, posto que podem evoluir para um patamar cr&iacute;tico se houver deteriora&ccedil;&atilde;o nesse cen&aacute;rio (Ferreira & Mendes, 2003). Contudo, a diferen&ccedil;a intergrupal quanto ao custo cognitivo indica poss&iacute;vel melhoria da QVT com a jornada reduzida. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.3. Representa&ccedil;&otilde;es de analistas e gestores sobre a jornada reduzida </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de conte&uacute;do das entrevistas (Bardin, 1977) resultou em dois eixos tem&aacute;ticos, an&aacute;logos nas respostas dos grupos de analistas e de gestores, com alguns n&uacute;cleos tem&aacute;ticos semelhantes (<a href="/img/revistas/rpot/v7n1/a07tab05.gif">Tabela 5</a>). O eixo "impactos observados e representa&ccedil;&otilde;es sobre a jornada reduzida" agrupou temas relacionados &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es dos entrevistados sobre essa experi&ecirc;ncia: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> No primeiro n&uacute;cleo tem&aacute;tico, as "<i>pondera&ccedil;&otilde;es (dos analistas) sobre a jornada reduzida</i>" envolviam o maior tempo livre <i>versus </i>a restri&ccedil;&atilde;o &agrave;s comiss&otilde;es. O sal&aacute;rio b&aacute;sico atendia &agrave;s necessidades dos analistas, e os valores das gratifica&ccedil;&otilde;es e das comiss&otilde;es eram considerados pequenos (correspondendo a cerca de 10% do sal&aacute;rio b&aacute;sico inicial), associados a um expressivo aumento da responsabilidade. A pol&iacute;tica de reajuste do sal&aacute;rio b&aacute;sico conforme tempo de servi&ccedil;o, na vis&atilde;o dos gestores, explicava a prefer&ecirc;ncia dos mais antigos pela jornada reduzida, posto que as comiss&otilde;es eram-lhes ainda menos atraentes. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Os "<i>efeitos da jornada reduzida</i>" foram predominantemente positivos, tanto na perspectiva dos analistas, quanto dos gestores. Relatou-se a perman&ecirc;ncia de pessoas que outrora pensavam em deixar o Departamento ou a organiza&ccedil;&atilde;o, em busca de melhores condi&ccedil;&otilde;es ou de jornada reduzida.  Os analistas em jornada reduzida se dizem mais satisfeitos, havendo amenizado o custo humano, dada a sua compensa&ccedil;&atilde;o nas horas livres. Os entrevistados consideram que a produtividade melhorou ou permaneceu inalterada, n&atilde;o havendo, segundo eles, situa&ccedil;&otilde;es onde ela se reduziu. A opini&atilde;o dos gestores quanto &agrave; "<i>gest&atilde;o da equipe com jornada reduzida</i>" dividiu-se entre os obst&aacute;culos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave; supervis&atilde;o, de um lado, e a maior autonomia dos subordinados para solu&ccedil;&atilde;o dos problemas na aus&ecirc;ncia do chefe, de outro. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Na opini&atilde;o dos analistas, o "<i>aproveitamento do tempo no trabalho</i>" melhorou, posto que usam o outro per&iacute;odo do dia para se dedicar a assuntos pessoais. A extens&atilde;o da jornada mostrou-se eventual, restrita a situa&ccedil;&otilde;es emergenciais. J&aacute; o "<i>aproveitamento do tempo livre</i>" envolve uma ampla diversidade de atividades. Muitas delas t&ecirc;m n&iacute;tido impacto para a sa&uacute;de (tais como ir a m&eacute;dico, praticar atividade f&iacute;sica), descanso (repousar, se entreter) e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (dedicar-se a uma atividade art&iacute;stica, a um novo trabalho, &agrave; fam&iacute;lia ou a afazeres dom&eacute;sticos). </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo eixo, "rela&ccedil;&otilde;es humano-trabalho no Departamento de  Inform&aacute;tica", reuniu temas a respeito das representa&ccedil;&otilde;es dos analistas acerca do  CPBS, do CHT e das estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o. Os gestores, ao tratar desse tema,  concentraram-se sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> As <i>condi&ccedil;&otilde;es de trabalho</i>, para analistas e gestores, se caracterizavam por aspectos f&iacute;sico-ambientais prec&aacute;rios (por exemplo, ilumina&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, mobili&aacute;rio inadequado, ru&iacute;do e sujeira), exceto em locais recentemente reformados. V&aacute;rias divis&otilde;es mostravam car&ecirc;ncia de pessoas para trabalhar, havendo dificuldade de substitui&ccedil;&atilde;o de pessoas em f&eacute;rias ou que mudavam de Departamento. Os gestores sugeriram que, para conter a evas&atilde;o dos analistas, a pol&iacute;tica de pessoal deveria oferecer benef&iacute;cios auxiliares e remunerar o trabalho em tempo extraordin&aacute;rio. Quanto &agrave; <i>organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho</i>, as opini&otilde;es dos analistas aparecem distribu&iacute;das entre aqueles que consideram as normas excessivamente r&iacute;gidas, suficientemente r&iacute;gidas ou flex&iacute;veis. Queixaram-se de excessiva burocracia interna, car&ecirc;ncia de acompanhamento pelo gestor e exist&ecirc;ncia de tarefas concorrentes, o que lhes representava fator de atraso para o trabalho. As <i>rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho </i>marcavam-se por hierarquia r&iacute;gida e a car&ecirc;ncia de reconhecimento quando do bom desempenho. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Os indicadores de <i>custo humano do trabalho </i>relatados pelos analistas apontam para adoecimento, desgaste afetivo e cognitivo, estresse e restri&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o profissional por dificuldades de manter a efici&ecirc;ncia do processo produtivo. Para superar o custo humano e cumprir as tarefas, os analistas usam <i>estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o </i>variadas, tais como estabelecer prioridades, utilizar comunica&ccedil;&atilde;o formal e informal para difundir informa&ccedil;&otilde;es relevantes ou acumular tarefas. Quando era dif&iacute;cil superar as dificuldades, acomodavam-se perante os problemas ou faziam pausas n&atilde;oprogramadas durante o hor&aacute;rio de trabalho, para exerc&iacute;cios compensat&oacute;rios ou descanso. </p> </blockquote> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As quest&otilde;es oriundas dos resultados das escalas psicom&eacute;tricas foram, portanto, respondidas pelos participantes nas entrevistas semi-estruturadas. Em s&iacute;ntese, constatou-se que: (a) a diferen&ccedil;a encontrada no custo cognitivo (no item "concentra&ccedil;&atilde;o") entre os grupos parece estar relacionada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da jornada;  (b) o custo f&iacute;sico aparece associado &agrave; precariedade apontada no ambiente de trabalho, onde mobili&aacute;rio inadequado, ilumina&ccedil;&atilde;o e ru&iacute;do podem ser as principais fontes de desgaste, dado que os itens de uso da vis&atilde;o e das m&atilde;os, al&eacute;m do custo cognitivo, destacaram-se nos resultados da escala de custo humano; (c) para os analistas, houve diferen&ccedil;a pouco expressiva no CPBS ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o de jornada, por&eacute;m notou-se melhor compensa&ccedil;&atilde;o do CHT nas horas de folga (Bu&eacute; & Puech, 2003; Estrade, Meda & Orain, 2001; P&eacute;lisse, 2004); (d) a prefer&ecirc;ncia dos empregados com maior tempo na organiza&ccedil;&atilde;o pela jornada reduzida pode ser explicada pelo plano de carreira, posto que este prev&ecirc; o reajuste por tempo de servi&ccedil;o, o que torna as gratifica&ccedil;&otilde;es menos atraentes para esse grupo (Baker <i>et al</i>., 2003; Hoorens, Remmers & de Riet, 1999; Pinto, 2003; Walsh & Deery, 1999;). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se, neste caso estudado, que a pol&iacute;tica adotada obrigava a escolha ou pela jornada reduzida ou pela remunera&ccedil;&atilde;o adicional (gratifica&ccedil;&otilde;es e comiss&otilde;es), com perspectivas de progress&atilde;o na carreira. O simples fato de ser uma escolha permitiu-nos explorar o que os participantes ponderaram para tomar a decis&atilde;o. Primeiramente, temos o relato de que a remunera&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica paga para o cargo atendia satisfatoriamente &agrave;s necessidades dos empregados (considerando a realidade socioecon&ocirc;mica brasileira). Pode-se dizer que, dentro desse contexto organizacional, atingiu-se a "maturidade econ&ocirc;mica" (Beaudoin & Edgar, 2003; Bosch, 1999; Wyatt & Wah, 2001), fazendo com que a restri&ccedil;&atilde;o da remunera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fosse impeditiva da op&ccedil;&atilde;o por trabalhar menos horas, especialmente para aqueles com mais tempo de servi&ccedil;o, cujo sal&aacute;rio foi reajustado com o passar dos anos. Por outro lado, a restri&ccedil;&atilde;o de crescimento na carreira mostrou-se uma preocupa&ccedil;&atilde;o constante, colocando-se em jogo a realiza&ccedil;&atilde;o profissional (Pinto, 2003). Segundo os gestores, isso seria mais um motivo para que os empregados mais velhos escolhessem a jornada reduzida, j&aacute; que a proximidade da aposentadoria tamb&eacute;m lhes desestimulava a crescer na carreira (Tuuli & Karisalmi, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os empregados em jornada reduzida relataram que, de maneira geral, a "Qualidade de Vida" (n&atilde;o necessariamente "no Trabalho") melhorou (Baker <i>et al</i>., 2003; Estrade, Meda & Orain, 2001; Walsh & Deery, 1999). Esse foi o principal "contrapeso" nas pondera&ccedil;&otilde;es para escolher trabalhar sete horas por dia (Sirgy <i>et al</i>., 2001; Requena, 2003). Arela&ccedil;&atilde;o dessas pessoas com o tempo foi a principal mudan&ccedil;a. Concentrando o per&iacute;odo de trabalho na manh&atilde; ou &agrave; tarde, sobrava-lhes o outro per&iacute;odo livre. Aproveitavam esse tempo para se dedicar a diversas esferas da vida, proporcionando compensa&ccedil;&atilde;o do CHT, cuidado com a sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aproveitamento do tempo no trabalho tamb&eacute;m melhorou, principalmente em fun&ccedil;&atilde;o da facilidade de solucionar problemas pessoais sem conflitar com o expediente. Em outras palavras, a "dura&ccedil;&atilde;o" e a "distribui&ccedil;&atilde;o" (Dal Rosso, 2002) da jornada foram reduzidas, dado que tais empregados passaram a trabalhar 7 horas por dia e 35 por semana, mas provavelmente aumentou a "intensidade", pois a produtividade, segundo os entrevistados, mostrou-se maior ou igual &agrave; do per&iacute;odo de 40 horas semanais (Bu&eacute; & Puech, 2003). N&atilde;o obstante, pode-se afirmar que esse aumento da produtividade se mostrou um elemento de impacto positivo para a satisfa&ccedil;&atilde;o dos empregados, posto que resultados melhores s&atilde;o alcan&ccedil;ados mediante a redu&ccedil;&atilde;o ou const&acirc;ncia do CHT (Abdeen, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Persistiam, no contexto organizacional, problemas que poderiam gerar mal-estar no trabalho. As escalas (EAT e ECHT), por avaliarem aspectos da vida "dentro" do trabalho, n&atilde;o indicaram diferen&ccedil;as significativas entre os grupos com jornada convencional e reduzida (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o do item "concentra&ccedil;&atilde;o mental"), embora, para o segundo, tenha havido melhorias na vida "fora" do trabalho. Ambos os grupos enfrentavam ambiente f&iacute;sico desconfort&aacute;vel, car&ecirc;ncia de pessoal, rigidez das normas, processos pouco estruturados, tarefas concorrentes, hierarquia r&iacute;gida e pobre reconhecimento pelo trabalho desempenhado, for&ccedil;ando-os a desenvolver estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o para reduzir o CHT e alcan&ccedil;ar os resultados esperados. Ou seja, v&aacute;rios elementos que podiam solapar a QVT continuavam presentes, demandando variadas medidas corretivas e, sobretudo, preventivas (Donaldson <i>et al</i>., 1999; Huzzard, den Hertog & Hague, 2002; Limongi-Fran&ccedil;a, 1996; Requena, 2003). A redu&ccedil;&atilde;o de jornada poderia diminuir a exposi&ccedil;&atilde;o a tais problemas, mas os empregados continuavam sujeitos a eles enquanto estivessem desempenhando suas atividades em ambiente de trabalho pouco apropriado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Conclus&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme o referencial te&oacute;rico da Ergonomia da Atividade (Gu&eacute;rin <i>et al</i>., 2001; Montmollin, 1995; Wisner, 1987), a performance organizacional deve ser harmonizada com o bem-estar dos trabalhadores, ou seja, preservando-se a Qualidade de Vida no Trabalho. Neste estudo, identificaram-se os aspectos das condi&ccedil;&otilde;es, da organiza&ccedil;&atilde;o e das rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho que t&ecirc;m reflexo para o Custo Humano do Trabalho dos empregados. Respondendo &agrave;s "quest&otilde;esb&uacute;ssola" propostas, temos: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Na perspectiva de analistas e gestores, pouco mudou no CPBS. Mantiveram-se as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sico-ambientais prec&aacute;rias (exceto nas &aacute;reas modernizadas) e rela&ccedil;&otilde;es sociais baseadas em hierarquia r&iacute;gida (Donaldson <i>et al</i>., 1999; Limongi-Fran&ccedil;a, 1996; Requena, 2003). Entretanto, o melhor aproveitamento do tempo e a reorganiza&ccedil;&atilde;o da atividade da equipe marcaram as mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> O CHT mostrou-se predominantemente cognitivo (resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, uso da mem&oacute;ria e concentra&ccedil;&atilde;o) e f&iacute;sico (uso expressivo da vis&atilde;o e das m&atilde;os). Com a redu&ccedil;&atilde;o de jornada, pode ter havido aumento da intensidade do ritmo de trabalho (Dal Rosso, 2003), por&eacute;m com melhor compensa&ccedil;&atilde;o no hor&aacute;rio livre.</p>     <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> A redu&ccedil;&atilde;o de jornada propiciou melhor ajustamento entre vida profissional e particular, oferecendo tempo para cuidados com a sa&uacute;de, fam&iacute;lia e outros assuntos. Os empregados puderam dedicar um per&iacute;odo do dia ao trabalho, sem a necessidade de se preocupar com outros assuntos pessoais. Isso repercutiu positivamente sobre sua Qualidade de Vida no Trabalho, acompanhada da melhoria da produtividade, o que pode explicar a redu&ccedil;&atilde;o do custo com a concentra&ccedil;&atilde;o, apontada pela ECHT. Por outro lado, permaneceram fatores de desgaste no CPBS, o que demanda outras medidas de QVT para san&aacute;-las.</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Afinal, a redu&ccedil;&atilde;o de jornada melhorou a QVT? No caso estudado, houve uma n&iacute;tida melhoria da "Qualidade de Vida <b>fora </b>do Trabalho", com mais tempo para dedicar &agrave; fam&iacute;lia, &agrave; sa&uacute;de e a outras atividades (Bu&eacute; & Puech, 2003; Estrade, Meda & Orain, 2001; P&eacute;lisse, 2004; Pinto, 2003) e melhorias espec&iacute;ficas na Qualidade de Vida <b>no </b>Trabalho (com o melhor aproveitamento do tempo e melhor concentra&ccedil;&atilde;o). Contudo, pouco ou nada mudou nas condi&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho. Destarte, ao buscar-se a generaliza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia, &eacute; fundamental que ela esteja associada a mudan&ccedil;as do Contexto de Produ&ccedil;&atilde;o de Bens e Servi&ccedil;os (CPBS). Do contr&aacute;rio, a jornada reduzida pode se tornar uma medida primordialmente compensat&oacute;ria do mal-estar provocado por um cen&aacute;rio de precariedade em diversas esferas, o que se distancia de uma pol&iacute;tica de QVT integral, negligenciando outros problemas que podem originar adoecimento no trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se afirmar que a redu&ccedil;&atilde;o de jornada &eacute; fortemente aconselh&aacute;vel, embora alguns ajustes se fa&ccedil;am necess&aacute;rios para que ela se caracterize como medida efetiva de QVT. Nesse sentido, recomendou-se aos gestores da organiza&ccedil;&atilde;o estudada: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Identificar as &aacute;reas pass&iacute;veis se ajustarem &agrave; jornada reduzida, sem prejudicar suas atividades, por meio de f&oacute;runs com os coordenadores de equipe. </p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Estimular a autonomia e a delega&ccedil;&atilde;o de poderes, para que os analistas possam tomar decis&otilde;es na aus&ecirc;ncia de seus chefes (especialmente nos per&iacute;odos em que suas jornadas n&atilde;o s&atilde;o sobrepostas).</p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Rever regras e procedimentos para diminuir o retrabalho e superar obst&aacute;culos burocr&aacute;ticos ou de hierarquia.</p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Corrigir os problemas que provocam o desconforto f&iacute;sico-ambiental (ru&iacute;do, ilumina&ccedil;&atilde;o, temperatura, equipamentos, mobili&aacute;rio).</p>       <p><img src="/img/revistas/rpot/v7n1/quad.gif"> Suprir as &aacute;reas carentes de pessoal (abrir processos seletivos). </p> </blockquote> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exame da tem&aacute;tica da pesquisa refor&ccedil;a o car&aacute;ter estruturador do tempo para as demais dimens&otilde;es do trabalho. Mudan&ccedil;as no tempo trazem efeitos que se manifestam imediatamente sobre o contexto e as pessoas. Assim, implementar a redu&ccedil;&atilde;o de jornada n&atilde;o &eacute; tarefa simples. &Eacute; necess&aacute;rio compatibilizar a jornada reduzida com a execu&ccedil;&atilde;o eficiente e eficaz das atividades, sendo que, em algumas situa&ccedil;&otilde;es, isso pode n&atilde;o ser fact&iacute;vel. Por fim, &eacute; fundamental a participa&ccedil;&atilde;o efetiva dos empregados na decis&atilde;o sobre como funcionar&aacute; a jornada pois, do contr&aacute;rio, poder&atilde;o ser os primeiros a "boicotar" o modelo proposto (Ferreira, 2003). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Refer&ecirc;ncias </b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABDEEN, Tarek Hassan. Company performance: does quality of work life really matter?. <b>Management Research News</b>, v. 25, n. 8/10, p. 8-11, 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093871&pid=S1984-6657200700010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ASKENAZY, Philippe; BLOCH-LONDON, Catherine; ROGER, Muriel. La r&eacute;duction du temps de travail 199-2003: dynamique de construction des lois "Aubry" et premi&egrave;res &eacute;valuations. <b>&Eacute;conomie et Statistique</b>, v. 376-377, p. 153-171, 2004. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093872&pid=S1984-6657200700010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BAKER, Angela; ROACH, Gregory; FERGUSON, Sally; DAWSON, Drew. The impact of different rosters on employee work and non-work time preferences. <b>Time & Society</b>, v. 12, n. 2/3, p. 315-332, 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093873&pid=S1984-6657200700010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARDIN, L. <b>An&aacute;lise de Conte&uacute;do</b>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093874&pid=S1984-6657200700010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARNARD, Catherine; DEAKIN, Simon; HOBBS, Richard. Opting out of the 48-hour week: employer necessity or individual choice? An empirical sudy of the operation of article 18(1)(b) of working time directive in the UK. <b>The Industrial Law Journal</b>, v. 32, n. 4, p. 223-252, dez. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093875&pid=S1984-6657200700010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BEAUDOIN, Lynda Egglefield; EDGAR, Linda. Hassles: their importance to nurses' quality of work life. <b>Nursing Economics</b>, v. 21, n. 3, p. 106-113, mai.-jun. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093876&pid=S1984-6657200700010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BESCOND, David; CH&Acirc;TAIGNIER, Anne; MEHRAN, Farhad. Seven indicators to measure decent work: an international comparison. <b>International Labour Review</b>, v. 142, n. 2, p. 179-211, 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093877&pid=S1984-6657200700010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BOSCH, Gerhard. Working time: tendencies and emerging issues. <b>International Labour Review</b>, v. 138, n. 2, p. 131-149, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093878&pid=S1984-6657200700010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BOSCH, Gerhard; LEHNDORFF, Steffen. Working-time reduction and employment: experiences in Europe and economic policy recommendations. <b>Cambridge Journal of Economics</b>, v. 25, n. 2, p. 209-243, mar. 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093879&pid=S1984-6657200700010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BU&Eacute;, Jennifer; PUECH, Isabelle. Organisation du travail: comment les salari&eacute;s vivent le changement. <b>Premi&egrave;res Informations, Premi&egrave;res Synth&egrave;ses</b>, n. 24.1, jun. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093880&pid=S1984-6657200700010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DAL ROSSO, Sadi. Working time in Brazil: past experience and recent changes. <b>Time & Society</b>, v. 11, n. 1,  p. 67-86, 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093881&pid=S1984-6657200700010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DAL ROSSO, Sadi. Flextempo: Flexibiliza&ccedil;&atilde;o de jornada &agrave; brasileira. Em: FERREIRA, M&aacute;rio C&eacute;sar; DAL ROSSO, Sadi. <b>A regula&ccedil;&atilde;o social do trabalho. </b> Bras&iacute;lia: Paralelo 15, 2003. cap. 4,  p. 71-92. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093882&pid=S1984-6657200700010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DONALDSON, Stewart I.; SUSSMAN, Steve; DENT, Clyde W.; SEVERSON, Hebert H.; STODDARD, Jacqueline L. Health behavior, quality of work life, and organizational effectiveness in the lumber industry. <b>Health Education and Behavior</b>, v. 26, n. 4, p. 579-591, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093883&pid=S1984-6657200700010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ESTRADE, Marc-Antoine; M&Eacute;DA, Dominique; ORAIN, Renaud. Les effets de la r&eacute;duction du temps de travail sur les modes de vie: qu'en pensent les salari&eacute;s um an apr&eacute;s?.  <b>Premi&egrave;res Informations, Premi&egrave;res Synth&egrave;ses</b>,n. 21.1, mai. 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093884&pid=S1984-6657200700010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FALZON, Pierre. Os objetivos da Ergonomia. Em: DANIELLOU, Fran&ccedil;ois (Coord.). <b>A ergonomia em busca de seus princ&iacute;pios: debates epistemol&oacute;gicos.</b> S&atilde;o Paulo: Edgard Bl&uuml;cher, 2004. p. 229-239. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093885&pid=S1984-6657200700010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA, M&aacute;rio C&eacute;sar. O sujeito forja o ambiente, o ambiente "forja" o sujeito: media&ccedil;&atilde;o indiv&iacute;duo-ambiente em ergonomia da atividade. Em: FERREIRA, M&aacute;rio C&eacute;sar; DAL ROSSO, Sadi. <b>A regula&ccedil;&atilde;o social do trabalho.</b> Bras&iacute;lia: Paralelo 15, 2003. cap. 2, p. 21-46. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093886&pid=S1984-6657200700010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA, M&aacute;rio C&eacute;sar; MENDES, Ana Magn&oacute;lia. Ergonomia da atividade & psicodin&acirc;mica do trabalho: um di&aacute;logo interdisciplinar em constru&ccedil;&atilde;o. Em: FERREIRA, M&aacute;rio C&eacute;sar; MENDES, Ana Magn&oacute;lia. <b>Trabalho e riscos de adoecimento: o caso dos auditores fiscais da Previd&ecirc;ncia Social brasileira. </b>Bras&iacute;lia: LPA, 2003. cap. 1, p. 31-60. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093887&pid=S1984-6657200700010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GHAI, Dharam. Decent work: concept and indicators. <b>International Labour Review</b>, v. 142, n. 2, p. 113-145, 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093888&pid=S1984-6657200700010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GOODMAN, Eric A.; ZAMMUTO, Raymond F.; GIFFORD, Blair D. The Competing Values Framework: understanding the impact of organizational culture on the Quality of Work Life. <b>Organization Development Journal</b>, v. 19, n. 3, p. 58-68, 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093889&pid=S1984-6657200700010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GU&Eacute;RIN, F.; LAVILLE, A.; DANIELLOU, F.; DURAFFOURG, J.; KERGUELEN, A.. <b>Compreender o trabalho para transform&aacute;-lo: a pr&aacute;tica da ergonomia</b>. Tradu&ccedil;&atilde;o G.M.J. Ingratta e M. Maffei.  S&atilde;o Paulo: Edgard Bl&uuml;cher, 2001. 206 p. T&iacute;tulo Original: Comprendre le travail pour le transformer: la pratique de l'ergonomie. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093890&pid=S1984-6657200700010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOORENS, Vera; REMMERS, Nicole; DE RIET, Kamieke Van. Time is an amazingly variable amount of money: endowment and ownership effects in the subjective value of working time. <b>Journal of Economic Psychology</b>, v. 20, p. 383-405, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093891&pid=S1984-6657200700010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HUZZARD, Tony. <b>The convergence of Quality of Working Life and Competitiveness: a current Swedish literature review</b>. 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Acesso em: 11.09.2005. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093893&pid=S1984-6657200700010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KARSTEN, Luchien; LEOPOLD, John. Time and management: the need for hora management. <b>Personnel Review</b>, v. 32, n. 4, p. 405-421, 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093894&pid=S1984-6657200700010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAVILLE, A. <b>Ergonomia</b>. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo, 1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093895&pid=S1984-6657200700010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEWIS, David; BRAZIL, Kevin; KRUEGER, Paul; LOHFELD, Lynne; TJAM, Erin. Extrinsic and intrinsic determinants of quality of work life. <b>International Journal of Health Care Quality Assurance</b>, v. 2, n. 3, p. 9-15, 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093896&pid=S1984-6657200700010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIMONGI-FRAN&Ccedil;A, Ana Cristina. <b>Indicadores empresariais de Qualidade de Vida no Trabalho</b>. 1996. Tese (Doutorado em Administra&ccedil;&atilde;o) - Faculdade de Economia, Administra&ccedil;&atilde;o e Contabilidade, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093897&pid=S1984-6657200700010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MONTMOLLIN, Maurice. A Ergonomia. Lisboa, Instituto Piaget, 1995. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093898&pid=S1984-6657200700010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PAQUALI, L. (1999). <b>Instrumentos psicol&oacute;gicos: Manual pr&aacute;tico de elabora&ccedil;&atilde;o</b>. Bras&iacute;lia: LabPAM/IBAPP. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093899&pid=S1984-6657200700010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">P&Eacute;LISSE, J&eacute;r&ocirc;me. From negotiation to implementation: a study of the reduction of working time in France (1998-2000). <b>Time & Society</b>, v. 13, n. 2/3, p. 221-224, 2004. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093900&pid=S1984-6657200700010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PINTO, Vanessa. Les attitudes des cadres face &agrave; la r&eacute;duction du temps de travail. <b>Quatre Pages</b>,n. 55, jan. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093901&pid=S1984-6657200700010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REQUENA, Felix. Social capital, satisfaction and quality of work life in the workplace. <b>Social Indicators Research</b>, v. 61, n. 3, p. 331-360, mar. 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093902&pid=S1984-6657200700010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SINGE, Ingo; CROUCHER, Richard. The management of trust-based working time in Germany. <b>Personnel Review</b>, v. 32, n. 4, p. 492-509, 2003. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093903&pid=S1984-6657200700010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SIRGY, M. Joseph; EFRALY, David; SIEGEL, Philip; LEE, Dong-Jin. A new measure of quality of work life (QWL) based on need satisfaction and spillover theories. <b>Social Indicators Research</b>, v. 55, n. 3, p. 241-302, set. 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093904&pid=S1984-6657200700010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TIETZE, Susanne; MUSSON, Gillian. When "work" meets "home": temporal flexibility as lived experience. <b>Time & Society</b>, v. 11, n. 2/3, p. 315-334, 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093905&pid=S1984-6657200700010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TUULI, Pirjo; KARISALMI, Seppo. Impact of working life quality on burnout. <b>Experimental Aging Research</b>,n. 25, p. 441-449, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093906&pid=S1984-6657200700010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WALSH, Janet; DEERY, Stephen. Understanding the peripheral workforce: evidence form the service sector. <b>Human Resource Management Journal</b>, v. 9, n. 2, p. 50-63, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093907&pid=S1984-6657200700010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WALTON, Richard E. Improving the quality of work life. <b>Havard Business Review</b>, v. &#91;s.n.&#93;, p. 10-155, mai-jun. 1974. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093908&pid=S1984-6657200700010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WISNER, A. (1987). <b>Por dentro do trabalho. Ergonomia: M&eacute;todo e t&eacute;cnica</b>. S&atilde;o Paulo: FTD/Obor&eacute;. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093909&pid=S1984-6657200700010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WYATT, Thomas A.; WAH, Chay Yue. Perceptions of QWL: a study of Singaporean employees development. Research and Practice in Human Resource Management, v. 9, n. 2, p. 59-76, 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4093910&pid=S1984-6657200700010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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