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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Poder discriminante da escala de configuração do poder organizacional na perspectiva macro organizacional e sua utilização como instrumento de caracterização do perfil cultural das organizações]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study's objective is to evaluate the discriminating capacity of the organizational power configuration scale to identify the different ways each of the power configurations is manifested in different organizations, in a macro organizational and cultural perspective. Twenty-two (22) organizations of different sizes, public, private, public/private investment and legal entities participated in the study. The power configurations instrument, which contains the six theoretically proposed and empirically confirmed configurations, was applied collectively and answered individually. The samples were selected by convenience, but the representativeness of each organization as a whole was guaranteed by reproducing the original characteristics of the population in terms of distribution by area. A total of 3,589 participants responded to the instrument. The MANOVA multivariate tests showed that the organization has effect over the configurations of power. The results empirically show the differences between the power configurations and their manifestation as a phenomenon at the organizational level, thus the power configurations can be investigated on a macro organizational level and in a cultural perspective. Discriminant analysis showed that all the configurations contribute to the multivariate effects identified in the MANOVA, suggesting that the power configurations characterize the organizations studied and produce distinct effects in relation to these organizations, which is also related to the construct at the organizational level.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Poder discriminante da escala de configura&ccedil;&atilde;o do poder organizacional na perspectiva macro organizacional e sua utiliza&ccedil;&atilde;o como instrumento de caracteriza&ccedil;&atilde;o do perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The discriminating capacity of the organizational power configuration scale in the macro organizational perspective and its use as a tool for characterizing the cultural profile of organizations </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria das Gra&ccedil;as Torres da Paz<sup>I</sup>; Elaine Rabelo Neiva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade de Bras&iacute;lia    <br>   <sup>II</sup>Universidade de Bras&iacute;lia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo teve como objetivo avaliar o poder discriminante da escala de Configura&ccedil;&otilde;es de Poder organizacional para identificar as diferentes formas de manifesta&ccedil;&atilde;o de cada uma das configura&ccedil;&otilde;es de poder em diferentes organiza&ccedil;&otilde;es, numa perspectiva macro organizacional/ cultural. Participaram do estudo 20 organiza&ccedil;&otilde;es de diferentes tamanhos, p&uacute;blicas, privadas, de economia mista e de direito p&uacute;blico/privado. O instrumento de configura&ccedil;&otilde;es de poder contendo as seis configura&ccedil;&otilde;es propostas teoricamente e confirmadas empiricamente foi aplicado coletivamente e respondido individualmente. As amostras foram constitu&iacute;das por acessibilidade, mas sendo assegurada a representatividade de cada organiza&ccedil;&atilde;o no seu todo por meio da reprodu&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas originais da popula&ccedil;&atilde;o em termos de distribui&ccedil;&atilde;o por &aacute;reas. 3589 participantes responderam ao instrumento. Os testes multivariados da MANOVA demonstraram que a organiza&ccedil;&atilde;o tem efeito sobre as configura&ccedil;&otilde;es de poder. Os resultados evidenciam empiricamente as diferen&ccedil;as entre as configura&ccedil;&otilde;es de poder e a manifesta&ccedil;&atilde;o delas como fen&ocirc;meno de n&iacute;vel organizacional, de forma que as configura&ccedil;&otilde;es de poder podem ser investigadas no n&iacute;vel macro da organiza&ccedil;&atilde;o e numa perspectiva cultural. A an&aacute;lise discriminante mostrou que todas as configura&ccedil;&otilde;es contribuem para os efeitos multivariados identificados na MANOVA, sendo poss&iacute;vel concluir que as configura&ccedil;&otilde;es de poder caracterizam as organiza&ccedil;&otilde;es estudadas e produzem efeitos diferenciados em rela&ccedil;&atilde;o a elas, o que tamb&eacute;m remete ao construto no n&iacute;vel organizacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> poder organizacional, an&aacute;lise discriminante, n&iacute;vel macro organizacional, perfil cultural.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study's objective is to evaluate the discriminating capacity of the organizational power configuration scale to identify the different ways each of the power configurations is manifested in different organizations, in a macro organizational and cultural perspective. Twenty-two (22) organizations of different sizes, public, private, public/private investment and legal entities participated in the study. The power configurations instrument, which contains the six theoretically proposed and empirically confirmed configurations, was applied collectively and answered individually. The samples were selected by convenience, but the representativeness of each organization as a whole was guaranteed by reproducing the original characteristics of the population in terms of distribution by area. A total of 3,589 participants responded to the instrument. The MANOVA multivariate tests showed that the organization has effect over the configurations of power. The results empirically show the differences between the power configurations and their manifestation as a phenomenon at the organizational level, thus the power configurations can be investigated on a macro organizational level and in a cultural perspective. Discriminant analysis showed that all the configurations contribute to the multivariate effects identified in the MANOVA, suggesting that the power configurations characterize the organizations studied and produce distinct effects in relation to these organizations, which is also related to the construct at the organizational level.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> organizational power, discriminant analysis, macro organizational level, cultural profile</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos sobre o poder t&ecirc;m sido abordados em diferentes perspectivas e contextos para explicar o fen&ocirc;meno.  O in&iacute;cio desses estudos se deu mais enfaticamente no &acirc;mbito estatal, numa dimens&atilde;o pol&iacute;tica, tendo como grandes representantes Maquiavel (1513/1972) e Hobbes (1651/1988), mas foram ampliados para outras entidades sociais que objetivam alterar resultados, decis&otilde;es e comportamentos de pessoas, a exemplo das organiza&ccedil;&otilde;es. Poder &eacute; um recurso cr&iacute;tico para os atores organizacionais que buscam adquiri-lo, mant&ecirc;-lo e evitam perd&ecirc;-lo, quer seja com o objetivo de alcan&ccedil;ar objetivos pessoais, quer seja no sentido de alcan&ccedil;ar objetivos grupais e organizacionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito das organiza&ccedil;&otilde;es as pesquisas t&ecirc;m como um dos focos de investiga&ccedil;&atilde;o os antecedentes estruturais do poder, como as estruturas burocr&aacute;ticas (Weber, 1991); as coaliz&otilde;es pol&iacute;ticas e as alian&ccedil;as nas organiza&ccedil;&otilde;es (Cyert &amp; March, 1963); as configura&ccedil;&otilde;es de poder (Mintzberg, 1983); a depend&ecirc;ncia de recursos (Pfeffer &amp; Salancik, 1978), a centralidade nas redes sociais (Bass, 2008), dentre outros. A literatura ainda aponta estudos sobre a din&acirc;mica do poder em pequenos grupos (Bacharach &amp; Lawler, 1982; Paz, Martins &amp; Neiva, 2004; Ridgeway, 1982); sobre o poder de influenciadores e o uso de t&aacute;ticas de influ&ecirc;ncia (French &amp; Raven, 1959; Raven, Schwarzwald &amp; Koslowsky, 1998; Thibaut &amp; Kelley, 1959; Yukl, Seifert &amp; Chaves, 2008) e tamb&eacute;m salienta o poder dos influenciadores e das lideran&ccedil;as relacionadas &agrave;s caracter&iacute;sticas de personalidade dos mesmos (Bass, 2008). Nessa perspectiva Anderson, Sapataro e Flynn (2008) argumentam que a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas pessoais na organiza&ccedil;&atilde;o pode ocorrer a partir do ajuste entre as caracter&iacute;sticas da pessoa e as da organiza&ccedil;&atilde;o, salientando o <i>Fit</i> P-O (congru&ecirc;ncia pessoa/organiza&ccedil;&atilde;o). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora com menor intensidade, as pesquisas tamb&eacute;m t&ecirc;m estabelecido rela&ccedil;&otilde;es entre poder e cultura (Menon, Sim, Fu, Chiu &amp; Hong, 2010). Torelli e Shavitt (2010) salientam a omiss&atilde;o da cultura na compreens&atilde;o das formula&ccedil;&otilde;es conceituais e te&oacute;ricas sobre o poder e desenvolvem pesquisa <i>cross cultural</i> tendo as culturas verticais e horizontais individualistas e coletivistas como preditoras de cren&ccedil;as sobre os usos apropriados do poder, de mem&oacute;rias epis&oacute;dicas sobre o poder, de atitudes que servem aos objetivos do poder e dos contatos e caminhos por meio dos quais o poder &eacute; usado e patrocinado. Os resultados obtidos por meio das percep&ccedil;&otilde;es de participantes de diferentes grupos culturais confirmam que os pap&eacute;is da orienta&ccedil;&atilde;o cultural vertical e horizontal podem ser usados para identificar e predizer os distintos tra&ccedil;os culturais relativos ao poder. Esses resultados v&atilde;o ao encontro das considera&ccedil;&otilde;es de Chiu e Hong (2006) ao salientarem que as culturas adotam padr&otilde;es normativos para legitimar o uso do poder, assim como &agrave;s de Winter (1993) quando afirma que as culturas podem diferir sobre quais defini&ccedil;&otilde;es de poder adotar e sobre quais caminhos seguir para alcan&ccedil;ar os objetivos do poder.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Torelli e Shavitt (2010), o poder &eacute; de grande centralidade e instrumentalidade para o alcance dos objetivos culturais estabelecidos.  Em algumas culturas o poder &eacute; utilizado para manuten&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de status dos seus detentores, como no caso das culturas autocr&aacute;ticas em que o uso do poder pessoal &eacute; manifestado, enquanto em outras &eacute; usado para beneficiar os seus demais membros, a exemplo das culturas coletivistas. Os autores sugerem que seja ampliado o leque de concep&ccedil;&otilde;es sobre o poder nos estudos que o relacionam &agrave; cultura, n&atilde;o se restringindo apenas &agrave; vis&atilde;o do poder pessoal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Admitindo que n&atilde;o s&oacute; as na&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m subgrupos dentro das na&ccedil;&otilde;es, como institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es podem ser caracterizados por distintos padr&otilde;es culturais (Hofstede, 1980; Schwartz, 1992), Paz e Tamayo (2004) apresentam um modelo de an&aacute;lise do perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es tendo como uma das suas vari&aacute;veis componentes o poder organizacional, sendo a cultura definida como formas de sentir, pensar e agir compartilhadas nas organiza&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As configura&ccedil;&otilde;es de poder organizacional propostas por Mintzberg (1983) s&atilde;o o foco de an&aacute;lise do poder organizacional na proposta de Paz e Tamayo (2004). A teoria de poder do referido autor contempla diferentes concep&ccedil;&otilde;es de poder relativas a cada configura&ccedil;&atilde;o, como o poder pessoal t&iacute;pico da configura&ccedil;&atilde;o autocr&aacute;tica, o poder ideol&oacute;gico da configura&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria e assim sucessivamente.  As configura&ccedil;&otilde;es de Mintzberg t&ecirc;m inspirado estudos sobre cultura organizacional, como o modelo de an&aacute;lise do perfil cultural de Quinn e Rohrbaugh (1983), que segundo Cameron e Ettington (1988), adotam a base conceitual da configura&ccedil;&atilde;o meritocr&aacute;tica ao propor o tipo cultural adhocracia.  No presente estudo considera-se que as configura&ccedil;&otilde;es de poder podem ser analisadas como manifesta&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as, de atitudes e de comportamentos compartilhados do coletivo em rela&ccedil;&atilde;o ao poder organizacional, numa perspectiva cultural. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir, baseado na s&iacute;ntese da Teoria do Poder Organizacional (Paz, Martins &amp; Neiva, 2004), um breve resumo da referida teoria (Mintzberg, 1983,1992). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resumo da Teoria do Poder Organizacional </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A teoria retrata como o poder se configura nas organiza&ccedil;&otilde;es, partindo do pressuposto que o comportamento organizacional &eacute; um jogo de poder onde v&aacute;rios jogadores - influenciadores - tentam controlar as a&ccedil;&otilde;es organizacionais. Esses jogadores podem ser os pr&oacute;prios membros que fazem a organiza&ccedil;&atilde;o, ou pessoas n&atilde;o pertencentes &agrave; estrutura organizacional, mas que podem exercer influ&ecirc;ncia sobre ela e tentar interferir em seus resultados. Desta forma, o poder &eacute; concebido como for&ccedil;a mobilizadora (Paz, 2011) e Mintzberg (1992) o define como a capacidade de afetar o comportamento  organizacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os influenciadores formam coaliz&otilde;es que se constituem por meio da alian&ccedil;a de pessoas que agem para alcan&ccedil;ar determinados objetivos e comp&otilde;em a coaliz&atilde;o externa (CE) e a coaliz&atilde;o interna (CI). A CE &eacute; composta por influenciadores de diferentes grupos: propriet&aacute;rios, fornecedores, parceiros, etc., al&eacute;m do Conselho Diretor que se constitu&iacute; a coaliz&atilde;o formal. A CE pode exercer o poder de forma dominadora, direta e focalizada; de forma passiva, se submetendo &agrave; CI; e de forma dividida quando os influenciadores possuem demandas conflitantes, podendo provocar divis&atilde;o da CI. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A CI &eacute; constitu&iacute;da pelos membros organizacionais de diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos e que vivem o cotidiano da organiza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o influenciadores que utilizam quatro sistemas de influ&ecirc;ncia que impactam o fluxo de poder. O sistema de autoridade, constitu&iacute;do pelos subsistemas de Controle de Pessoal e Controle Burocr&aacute;tico, objetiva integrar os empregados &agrave;s metas formais da organiza&ccedil;&atilde;o, fazendo-a funcionar como uma m&aacute;quina. O sistema ideol&oacute;gico, baseado em tradi&ccedil;&otilde;es e s&iacute;mbolos, tem como objetivo uma identifica&ccedil;&atilde;o pouco diferenciada dos seus membros, incentivando a lealdade e a coes&atilde;o, sem a necessidade de controles formais.  O Sistema de Especialistas restringe o poder aos influenciadores que dominam o conhecimento e que se diferenciam na cadeia administrativa por dominarem fun&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas e tarefas altamente especializadas. Finalmente, o Sistema Pol&iacute;tico que transforma todos em jogadores que tentam subverter os interesses organizacionais em favor dos interesses individuais e grupais. Os jogadores agem devido a falhas na estrutura organizacional, na operacionaliza&ccedil;&atilde;o de objetivos ou na satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades pessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a utiliza&ccedil;&atilde;o dos quatro sistemas de influ&ecirc;ncia ou de poder, a Coaliz&atilde;o Interna pode se organizar de cinco maneiras diferentes: CI Personalizada e Burocr&aacute;tica quando predomina o sistema de autoridade; CI Ideol&oacute;gica, quando o sistema ideol&oacute;gico se salienta; CI Profissional, quando o sistema mais utilizado &eacute; o dos especialistas e CI Politizada, com predomin&acirc;ncia do sistema pol&iacute;tico. Os influenciadores internos fazem o movimento de passagem do poder dentro da CI. S&atilde;o eles: o CEO (<i>Center Executive Office)</i>, gerentes, operadores, analistas da tecnoestrutura e <i>staff </i>de suporte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Mintzberg (1983), o poder afeta os resultados organizacionais e, assim sendo, os influenciadores est&atilde;o constantemente atentos ao Sistema de Metas, que busca sobreviv&ecirc;ncia, efici&ecirc;ncia, controle e crescimento, b&aacute;sicas em qualquer organiza&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m das metas ideol&oacute;gicas, formais e pessoais compartilhadas. Os sistemas de metas e de influ&ecirc;ncia s&atilde;o respons&aacute;veis pela homeostase organizacional, buscando  estabilidade e estabelecendo limites e crit&eacute;rios para efetiva&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as. O sistema pol&iacute;tico &eacute; mais  &eacute; mais livre e embora possa amea&ccedil;ar a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia da organiza&ccedil;&atilde;o se for muito intenso e duradouro, pode tamb&eacute;m conduzir a mudan&ccedil;as importantes e inovadoras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os influenciadores organizacionais, al&eacute;m de utilizarem os sistemas de influ&ecirc;ncia tamb&eacute;m usam as bases de poder para efetivar mudan&ccedil;as e alcan&ccedil;ar resultados. Para Mintzberg (1983), o que torna o influenciador poderoso &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o politicamente h&aacute;bil dessas bases de poder. Tanto mais forte ser&aacute; o influenciador, quanto mais a organiza&ccedil;&atilde;o depender da base que ele controla. Tanto mais forte ser&aacute; a organiza&ccedil;&atilde;o, quanto menos depender dos influenciadores que controlam as bases de poder. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As inter-rela&ccedil;&otilde;es entre as Coaliz&otilde;es Externas e Internas, os sistemas de influ&ecirc;ncia e de metas utilizados pelos influenciadores s&atilde;o organizados numa tipologia de configura&ccedil;&otilde;es de poder que mostra como o poder flui dentro e ao redor das organiza&ccedil;&otilde;es. O poder organizacional pode ser configurado em seis tipos: Autocracia, Instrumento, Mission&aacute;ria, Meritocracia, Sistema Aut&ocirc;nomo (originalmente denominado Sistema Fechado) e Arena Pol&iacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Autocracia, o poder &eacute; concentrado na c&uacute;pula da organiza&ccedil;&atilde;o, a gest&atilde;o pode favorecer a competi&ccedil;&atilde;o e a dinamicidade e a CE &eacute; passiva. Na configura&ccedil;&atilde;o do tipo Instrumento a organiza&ccedil;&atilde;o serve de instrumento para o alcance dos objetivos do influenciador ou grupo de influenciadores que est&aacute; fora da organiza&ccedil;&atilde;o, o modelo de gest&atilde;o &eacute; prescritivo e a CE &eacute; dominadora. Na configura&ccedil;&atilde;o Mission&aacute;ria o influenciador poderoso &eacute; a ideologia, que mant&eacute;m a coaliz&atilde;o externa passiva e patrocina uma forte identifica&ccedil;&atilde;o dos seus membros com as metas e objetivos ideol&oacute;gicos, via socializa&ccedil;&atilde;o e doutrina&ccedil;&atilde;o. Na Meritocracia, os especialistas s&atilde;o os mais fortes influenciadores internos, a gest&atilde;o estimula novas aprendizagens e inova&ccedil;&atilde;o e a CE &eacute; passiva. Na configura&ccedil;&atilde;o Sistema Aut&ocirc;nomo os influenciadores s&atilde;o os pr&oacute;prios membros da organiza&ccedil;&atilde;o, principalmente seus administradores, a gest&atilde;o valoriza a autonomia e a compet&ecirc;ncia, objetivando  integra&ccedil;&atilde;o e crescimento da organiza&ccedil;&atilde;o. A CE &eacute; passiva. A Arena Pol&iacute;tica &eacute; a configura&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica da organiza&ccedil;&atilde;o em crise. A atividade pol&iacute;tica &eacute; significativamente aumentada e os influenciadores perseguem seus objetivos individuais, uma vez que s&atilde;o diminu&iacute;das as for&ccedil;as de integra&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas configura&ccedil;&otilde;es, no entanto, n&atilde;o s&atilde;o estanques. Como decorr&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as de maior peso no macro contexto, elas podem passar por transforma&ccedil;&otilde;es internamente e, num processo din&acirc;mico, serem substitu&iacute;das por outras, resultando em um modelo de est&aacute;gios de desenvolvimento organizacional. Assim, como num cont&iacute;nuo que vai desde a autocracia, passando por instrumento e mission&aacute;ria at&eacute; a meritocracia e sistema aut&ocirc;nomo, estas &uacute;ltimas, configura&ccedil;&otilde;es em fase de maturidade, as organiza&ccedil;&otilde;es vivem seu processo de transforma&ccedil;&atilde;o ou de decl&iacute;nio na Arena Pol&iacute;tica. Desta forma, as organiza&ccedil;&otilde;es nascem, crescem, amadurecem e morrem. Mas podem renascer com outros formatos e perspectivas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da cultura a partir das configura&ccedil;&otilde;es de poder</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entender as organiza&ccedil;&otilde;es numa perspectiva cultural &eacute; importante, uma vez que &eacute; da dimens&atilde;o s&oacute;cio cultural que parece germinar as mudan&ccedil;as mais dif&iacute;ceis e mais profundas das organiza&ccedil;&otilde;es, aquelas compromissadas com o humano, o social e o ecol&oacute;gico (Paz, 2011). No mundo acad&ecirc;mico, a dinamicidade e o desenvolvimento dos estudos sobre cultura organizacional com a utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes enfoques e abordagens metodol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m complementares, podem ser constatados na literatura publicada (Anderson, Sapataro &amp; Flynn, 2008; Berson, Oreg &amp; Dvir, 2008; Bezrukova, Thatcher, Jehn &amp; Spell, 2012; Cameron &amp; Quinn, 1999; Chatman &amp; Sapataro, 2005; Endorgan, Liden &amp; Kraimer, 2006; Ogbonna &amp; Harris, 2000; Schein, 2010; Xenikou &amp; Simosi, 2006). S&atilde;o estudos que prop&otilde;em teorias, instrumentos de medida da cultura organizacional, estabelecem rela&ccedil;&otilde;es da cultura organizacional com lideran&ccedil;a, com cultura nacional, com desempenhos e resultados da organiza&ccedil;&atilde;o, com valores, com justi&ccedil;a, e com o teste de modelos em que a cultura &eacute; introduzida como vari&aacute;vel mediadora e/ou moderadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliar uma vari&aacute;vel cultural exige trat&aacute;-la como um fen&ocirc;meno coletivo, de constru&ccedil;&atilde;o social, de intera&ccedil;&atilde;o, de forma que o foco deve ser em medidas globais que sejam representativas da organiza&ccedil;&atilde;o (Paz &amp; Tamayo, 2004). A dificuldade da medida consiste em assegurar que um fen&ocirc;meno de n&iacute;vel organizacional seja identificado a partir do conjunto das percep&ccedil;&otilde;es individuais. Puente-Palacios e Borba (2009) defendem que um m&eacute;todo satisfat&oacute;rio para mensurar fen&ocirc;menos ao n&iacute;vel de grupos (organiza&ccedil;&otilde;es) &eacute; o que permite coletar dados por meio de question&aacute;rios individuais, desde que duas condi&ccedil;&otilde;es sejam asseguradas: averiguar se h&aacute; similaridade de respostas, compartilhamento de percep&ccedil;&otilde;es entre os membros do grupo, e se o construto discrimina os grupos contidos na amostra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos culturais que se utilizam de escalas devem atentar &agrave;s quest&otilde;es metodol&oacute;gicas referentes &agrave; amostragem. Se h&aacute; pretens&atilde;o de estabelecer compara&ccedil;&otilde;es entre v&aacute;rias culturas organizacionais objetivando o teste de teorias ou instrumentos, tem-se um estudo de generaliza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;rio assegurar que a amostra seja representativa da cultura estudada como um todo, visto que, sendo a organiza&ccedil;&atilde;o  considerada como um sistema, deve-se trabalhar com a possibilidade de exist&ecirc;ncia de subculturas e contraculturas. A cultura n&atilde;o pode ser inferida a partir do comportamento ou de percep&ccedil;&otilde;es de um ou de alguns poucos indiv&iacute;duos das organiza&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, apenas objetivar generaliza&ccedil;&otilde;es pode levar ao risco de simplificar excessivamente a realidade, se n&atilde;o forem considerados o poder de teste dos instrumentos de medida e outras t&eacute;cnicas e m&eacute;todos de coleta de dados, como entrevistas, observa&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises de documentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A identifica&ccedil;&atilde;o das configura&ccedil;&otilde;es de poder mais marcantes de uma organiza&ccedil;&atilde;o possibilita a caracteriza&ccedil;&atilde;o da forma de tomada de decis&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es e das rela&ccedil;&otilde;es de comando e subordina&ccedil;&atilde;o nela existentes, portanto retratam a estrutura organizacional. Quando analisadas na perspectiva cultural, elas identificam as formas de sentir, pensar e proceder nas organiza&ccedil;&otilde;es referentes a essas rela&ccedil;&otilde;es de comando e subordina&ccedil;&atilde;o e de decis&atilde;o, tanto no n&iacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o como um todo quanto no n&iacute;vel de suas unidades ou &aacute;reas. Assim sendo &eacute; poss&iacute;vel considerar, a partir das configura&ccedil;&otilde;es de poder organizacionais, as culturas autocr&aacute;tica, instrumental, mission&aacute;ria, meritocr&aacute;tica e aut&ocirc;noma. A configura&ccedil;&atilde;o Arena Pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; considerada como tipo cultural uma vez que se caracteriza como crise, ocorrendo por ocasi&atilde;o de mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o, incluindo a mudan&ccedil;a de est&aacute;gio de desenvolvimento organizacional, significando instabilidade. No entanto, &eacute; um indicador importante para a identifica&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as culturais em curso na organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando-se o modelo de an&aacute;lise cultural de Schein (1985, 2010) as configura&ccedil;&otilde;es de poder organizacional comporiam o n&iacute;vel dos artefatos e cria&ccedil;&otilde;es, que consiste na arquitetura f&iacute;sica e social e nos padr&otilde;es manifestos de comportamento. No modelo proposto, esse n&iacute;vel tem correspond&ecirc;ncia com os aspectos vis&iacute;veis das configura&ccedil;&otilde;es de poder - se o poder &eacute; autocr&aacute;tico; se &eacute; dos influenciadores externos; se o poder &eacute; da ideologia; se &eacute; dos especialistas; se o poder &eacute; da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o caracterizada por autonomia; ou se o poder est&aacute; dividido entre v&aacute;rias coaliz&otilde;es e pessoas que est&atilde;o dentro e fora da organiza&ccedil;&atilde;o, caracterizando uma arena pol&iacute;tica que possibilita crises na organiza&ccedil;&atilde;o. Cada configura&ccedil;&atilde;o, na realidade, retrata padr&otilde;es culturais que revelam diferentes concep&ccedil;&otilde;es de poder, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da Arena Pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar as configura&ccedil;&otilde;es de poder organizacional foi constru&iacute;da e validada psicometricamente a Escala de Configura&ccedil;&atilde;o do Poder Organizacional-ECPO (Paz &amp; Neiva, 2008, 2014). Comprovar se a ECPO pode ser utilizada para avaliar o poder organizacional numa perspectiva macro organizacional &eacute; o principal foco do estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo tem como objetivos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1º) Avaliar o poder discriminante da escala de Configura&ccedil;&otilde;es de Poder organizacional para identificar as diferentes formas de manifesta&ccedil;&atilde;o de cada uma das configura&ccedil;&otilde;es de poder em diferentes organiza&ccedil;&otilde;es numa perspectiva macro organizacional; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2º) apresentar como a ECPO pode ser utilizada para caracterizar o perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Amostra</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram do estudo 22 organiza&ccedil;&otilde;es de diferentes tamanhos, representadas pelos participantes que responderam ao instrumento de configura&ccedil;&otilde;es de poder contendo as seis configura&ccedil;&otilde;es propostas teoricamente por Mintzberg (1983) e confirmadas empiricamente por Paz e Neiva (2014). As amostras foram constitu&iacute;das por acessibilidade, mas sendo assegurada a representatividade de cada organiza&ccedil;&atilde;o no seu todo por meio da reprodu&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas originais da popula&ccedil;&atilde;o em termos de distribui&ccedil;&atilde;o por &aacute;reas. Os dados demogr&aacute;ficos dos 3589 trabalhadores participantes da pesquisa tiveram distribui&ccedil;&atilde;o variada. Foram retirados do banco de dados os valores ausentes e os casos extremos multivariados identificados pela dist&acirc;ncia Mahalanobis, resultando em 3390 participantes. Tamb&eacute;m foram retiradas do banco as organiza&ccedil;&otilde;es que tiveram todos os seus coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o relativos &agrave;s configura&ccedil;&otilde;es de poder superiores a 0,30. Por fim, 20 organiza&ccedil;&otilde;es de pequeno, m&eacute;dio e grande porte, que est&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab01.jpg">tabela 1</a>, permaneceram no banco de dados para proceder &agrave;s an&aacute;lises multivariadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instrumentos e procedimentos de aplica&ccedil;&atilde;o</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram usados os instrumentos de configura&ccedil;&otilde;es de poder nas suas vers&otilde;es ampla, com 50 itens, e reduzida, contendo 29 itens. A valida&ccedil;&atilde;o da ECPO (Paz &amp; Neiva, 2014) confirmou a estrutura te&oacute;rica proposta por Mintzberg (1983). Em sua vers&atilde;o ampliada a escala foi submetida &agrave; an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, resultando em seis fatores com os autovalores superiores a 1,2, cargas fatoriais entre 0,30 e 0,72 (seguindo recomenda&ccedil;&otilde;es de Pasquali, 2012), comunalidades dos itens entre 0,30 e 0,56 e &iacute;ndices de precis&atilde;o (<i>Alfa de Cronbach</i>) variando de 0,73 a 0,86. A valida&ccedil;&atilde;o cruzada, feita em seguida, composta por tr&ecirc;s subamostras aleat&oacute;rias com 501, 565 e 535 casos tamb&eacute;m confirmou a mesma estrutura te&oacute;rica, com seis fatores correspondentes &agrave;s configura&ccedil;&otilde;es de poder, todos com <i>Alfas de Cronbach </i>acima de 0,70. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, &uacute;ltima an&aacute;lise a ser realizada, testou dois modelos de mensura&ccedil;&atilde;o compostos por seis fatores: o primeiro com 50 itens e fatores n&atilde;o correlacionados; o segundo com 29 itens e seis fatores correlacionados. O primeiro modelo apresentou &iacute;ndices de ajuste em torno de 0,90-0,92. Assim, algumas altera&ccedil;&otilde;es foram realizadas como redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de itens (perman&ecirc;ncia de itens com carga fatorial superior a 0,50) seguindo prescri&ccedil;&otilde;es de Kline (2010), e correla&ccedil;&otilde;es entre os fatores por sugest&atilde;o do software AMOS. A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de itens facilita o c&aacute;lculo dos par&acirc;metros do modelo de mensura&ccedil;&atilde;o e fornece uma estrutura parcimoniosa. O modelo apresentou bons &iacute;ndices de ajuste de acordo com Kline (2010): GFI = 0,964; NFI = 0,951, CFI = 0,964; RMSEA = 0,066, com intervalo de confian&ccedil;a entre 0,064 e 0,069, o que resultou numa vers&atilde;o reduzida da escala, com 29 itens, mas tamb&eacute;m composta pelos seis fatores propostos teoricamente. Para avaliar a confiabilidade dos seis fatores, principalmente em termos de validade convergente e discriminante foram computados os &iacute;ndices J&ouml;reskog's <i>rho </i>para cada fator. Os resultados foram muito satisfat&oacute;rios com os &iacute;ndices variando entre 0,80 a 0,93 para todos os seis fatores: mission&aacute;ria (0,92), instrumento (0,88), arena pol&iacute;tica (0,90), meritocracia (0,88), autocracia (0,82) e sistema fechado (0,92). A confirma&ccedil;&atilde;o fatorial emp&iacute;rica da estrutura te&oacute;rica proposta, demonstra a consist&ecirc;ncia dos itens por fator e a consist&ecirc;ncia emp&iacute;rica da fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para confirmar a estabilidade da estrutura fatorial na amostra do presente estudo foram realizadas an&aacute;lises fatoriais nas amostras das organiza&ccedil;&otilde;es compostas por mais de 150 sujeitos. A estabilidade da estrutura fatorial contendo 6 fatores se manteve nos referidos casos e a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria tamb&eacute;m apresentou &iacute;ndices semelhantes para esta amostra de pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os instrumentos foram aplicados coletivamente e respondidos individualmente pelos empregados das organiza&ccedil;&otilde;es pesquisadas. As aplica&ccedil;&otilde;es foram feitas, em sua maioria, via <i>online,</i> e as respostas de cada participante eram enviadas para um servidor que ficava fora da organiza&ccedil;&atilde;o pesquisada. Alguns instrumentos impressos tamb&eacute;m foram utilizados em algumas organiza&ccedil;&otilde;es, sendo a aplica&ccedil;&atilde;o feita de forma presencial. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O poder discriminante da ECPO numa perspectiva macro organizacional</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Primeiramente foram calculadas as m&eacute;dias, desvios padr&atilde;o e coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o dos subgrupos das organiza&ccedil;&otilde;es, cujos resultados s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab01.jpg">Tabela 1</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para confirmar se houve compartilhamento de percep&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno entre os membros componentes dos coletivos organizacionais foi realizado o c&aacute;lculo do coeficiente de concord&acirc;ncia interna (r<sub>wg</sub>) proposto por James, Demaree e Wolf (1984, 1993) e do &Iacute;ndice de Correla&ccedil;&atilde;o Intraclasse - ICC (Snijders &amp; Bosker, 1999), cujos resultados s&atilde;o apresentados nas <a href="#tab02">Tabelas 2</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab03.jpg">3</a>. Os &iacute;ndices de concord&acirc;ncia interna (r<sub>wg</sub>) e ICC s&atilde;o utilizados para avaliar em que medida os construtos investigados possuem variabilidade no n&iacute;vel do grupo (no caso, organiza&ccedil;&atilde;o) que justifique a agrega&ccedil;&atilde;o das respostas individuais, de modo a que o construto em quest&atilde;o possa ser usado no n&iacute;vel organizacional.</font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Hox (2002), o ICC pode variar de 0 a 1. Quando seu valor &eacute; nulo ou se aproxima de zero, significa que as organiza&ccedil;&otilde;es analisadas s&atilde;o homog&ecirc;neas entre si e que a percep&ccedil;&atilde;o das configura&ccedil;&otilde;es pelo individuo &eacute; independente da organiza&ccedil;&atilde;o em que trabalha. O contexto n&atilde;o diferencia a percep&ccedil;&atilde;o, as diferen&ccedil;as s&atilde;o aleat&oacute;rias e explicadas pela variabilidade individual e de erro. O ideal &eacute; que o ICC seja pr&oacute;ximo de 1 (Hox, 2002; Hox &amp; Roberts, 2011), contudo, n&atilde;o existe um valor m&iacute;nimo referendado na literatura. &Iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse acima de 0,25 (remete a mais de 25% de variabilidade devido ao efeito do grupo) s&atilde;o considerados, em alguns estudos, como indicadores de que o fen&ocirc;meno avaliado ocorre no n&iacute;vel coletivo, o que permite a continuidade das an&aacute;lises para identificar o poder discriminante da escala, a partir dos resultados obtidos. O ICC avalia o quanto da varia&ccedil;&atilde;o total das configura&ccedil;&otilde;es se deve a diferen&ccedil;as entre as organiza&ccedil;&otilde;es pesquisadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o de homogeneidade das respostas via c&aacute;lculo do coeficiente de concord&acirc;ncia interna &eacute; apresentada na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab03.jpg">Tabela 3</a>. A literatura tem apontado que valores do <sub>rwg</sub> superiores a 0,70 s&atilde;o indicativos da adequa&ccedil;&atilde;o de agregar as respostas dos indiv&iacute;duos ao n&iacute;vel coletivo, mas James e cols. (1984) consideram que valores at&eacute; 0,50 podem ser aceitos como moderados. A partir dos dados apresentados na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab03.jpg">Tabela 3</a> pode-se concluir que as percep&ccedil;&otilde;es compartilhadas dos membros componentes de cada uma das organiza&ccedil;&otilde;es que compuserem a amostra retratam a percep&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel do coletivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida foram realizadas an&aacute;lises dos pressupostos estat&iacute;sticos caracter&iacute;sticos das an&aacute;lises multivariadas de vari&acirc;ncia para investigar se as configura&ccedil;&otilde;es de poder abordadas no n&iacute;vel macro organizacional discriminam  as organiza&ccedil;&otilde;es. Todos os testes apresentaram aceita&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese nula, indicando que as distribui&ccedil;&otilde;es possuem ader&ecirc;ncia &agrave; curva normal, conforme <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab04.jpg">Tabela 4</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro pressuposto da an&aacute;lise multivariada de vari&acirc;ncia &eacute; a homogeneidade das matrizes de vari&acirc;ncia/covari&acirc;ncia. Tal pressuposto &eacute; testado pelo Box M (Rutherford, 2000), conforme mostra a <a href="#tab05">Tabela 5</a>. Os resultados apontam a homogeneidade das matrizes de covari&acirc;ncia da an&aacute;lise.</font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram verificados os pressupostos de linearidade e de homogeneidade de regress&atilde;o, conforme Tabachnick e Fidel (2000). As vari&aacute;veis dependentes apresentaram rela&ccedil;&otilde;es lineares entre si e os &acirc;ngulos das retas das vari&aacute;veis dependentes. Considerando os grupos, apresentaram coeficientes de angula&ccedil;&atilde;o similares, sendo consideradas paralelas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os testes multivariados da MANOVA forneceram resultados significativos, evidenciando que a organiza&ccedil;&atilde;o tem efeito sobre as configura&ccedil;&otilde;es de poder, ou seja, existem diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas significativas entre as combina&ccedil;&otilde;es lineares das configura&ccedil;&otilde;es de poder em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es participantes da pesquisa. Tal resultado traz ind&iacute;cios para a exist&ecirc;ncia emp&iacute;rica de diferen&ccedil;as entre as configura&ccedil;&otilde;es de poder e da manifesta&ccedil;&atilde;o delas como fen&ocirc;meno no n&iacute;vel organizacional. Todos os testes apresentaram efeitos significativos. O tra&ccedil;o de Pillai foi utilizado por ser o mais indicado para avaliar situa&ccedil;&otilde;es em que os grupos s&atilde;o de tamanhos variados (Bray &amp; Maxwell, 1985; Field, 2009, Rutherford, 2000). Os resultados da <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab04.jpg">Tabela 4</a> mostram que o teste de Pillai apresentou resultados significativos no que diz respeito &agrave;s diferen&ccedil;as entre organiza&ccedil;&otilde;es. Como a quest&atilde;o da diferen&ccedil;a no tamanho dos grupos &eacute; ressaltada por Hair Jr., Anderson, Tatham e Black (2009), foram retiradas da amostra todos os grupos que apresentavam discrep&acirc;ncias acima de 1,5 no n&uacute;mero de sujeitos. Assim os grupos extremos (inferiores a 100 sujeitos e o grupo contendo 923 sujeitos) foram retirados da amostra e os c&aacute;lculos foram repetidos. Os resultados est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab06.jpg">Tabela 6</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra quest&atilde;o a ser pontuada diz respeito aos c&aacute;lculos na MANOVA usarem efeitos fixos ou rand&ocirc;micos (Bray &amp; Maxwell, 1985; Clark &amp; Linzer, 2012), pois as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de natureza diferenciada. O uso de efeitos fixos ou variados foi testado neste estudo e n&atilde;o houve diferen&ccedil;as quando as an&aacute;lises foram realizadas com efeitos fixos ou variados. Como n&atilde;o h&aacute; uma teoria que discrimine efeitos fixos e variados (Bray &amp; Maxwell, 1985; Clark &amp; Linzer, 2012), os efeitos fixos s&atilde;o relatados neste artigo por se considerar que as organiza&ccedil;&otilde;es apresentam caracter&iacute;sticas que as tornam similares em alguma perspectiva (DiMaggio &amp; Powell, 1991). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como &eacute; poss&iacute;vel constatar, os resultados dos testes permaneceram significativos com &iacute;ndices de:  Pillai = 1,151, p =0,001; Lambda de Wilks 0,252, p =0,001; Tra&ccedil;o de Hotelling = 1,686, p =0,001; Raiz de Roy = 0,625, p = 0,001. Os eta quadrados variaram entre 0,19 a 0,39, corroborando os resultados encontrados anteriormente. Outra estrat&eacute;gia adotada para equalizar o efeito das diferen&ccedil;as de tamanho dos grupos foi o uso da vari&aacute;vel tamanho de grupo como covari&aacute;vel na an&aacute;lise m&uacute;ltipla de covari&acirc;ncia. Os resultados mostraram que os efeitos das organiza&ccedil;&otilde;es sobre a combina&ccedil;&atilde;o linear das configura&ccedil;&otilde;es de poder continuam enfatizados pelo teste estat&iacute;stico da MANCOVA, quando controlados os efeitos do tamanho do grupo.  Os resultados significativos dos testes multivariados foram: Pillai = 0,939, p =0,001; Lambda de Wilks 0,334, p =0,001; Tra&ccedil;o de Hotelling = 1,296, p =0,001; Raiz de Roy = 0,565, p = 0,001.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s avaliar os efeitos multivariados, a MANOVA apresenta os efeitos univariados para cada uma das vari&aacute;veis dependentes. Esses resultados se encontram na <a href="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab07.jpg">Tabela 7</a>. As configura&ccedil;&otilde;es de poder que mais diferenciam as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o Arena Pol&iacute;tica e Mission&aacute;ria, enquanto a Meritocracia &eacute; aquela que menos diferencia. Essas interpreta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas com base nos valores de vari&acirc;ncia explicada (eta ao quadrado), cuja leitura &eacute;  semelhante ao r quadrado (Field, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Field (2009) questiona o uso dos testes univariados para verificar o efeito das vari&aacute;veis dependentes separadamente. O autor indica que o software SPSS n&atilde;o controla adequadamente o erro do conjunto, o que compromete os efeitos identificados. Para tanto, ele recomenda a realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lise discriminante envolvendo as vari&aacute;veis pesquisadas.  Neste caso, as vari&aacute;veis dependentes tornam-se vari&aacute;veis independentes na an&aacute;lise discriminante. Os resultados da an&aacute;lise discriminante mostram que todas as <i>variates</i> (vari&aacute;veis estat&iacute;sticas) criadas s&atilde;o significativas, o que demonstra o efeito das seis configura&ccedil;&otilde;es de poder conforme apontado na <a href="#tab08">Tabela 8</a>. Portanto, todas as configura&ccedil;&otilde;es contribuem para os efeitos multivariados identificados na MANOVA. As correla&ccedil;&otilde;es entre os resultados e as fun&ccedil;&otilde;es discriminantes revelaram que o modelo carregou em todas as fun&ccedil;&otilde;es com correla&ccedil;&otilde;es superiores a 0,40. H&aacute; tamb&eacute;m contribui&ccedil;&otilde;es de (r &gt; 0,15) em todas as vari&aacute;veis dependentes para a composi&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis estat&iacute;sticas. Os resultados da an&aacute;lise discriminante demonstraram que as configura&ccedil;&otilde;es de poder caracterizam as organiza&ccedil;&otilde;es e possuem efeitos diferenciados.</font></p>     <p><a name="tab08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v14n2/a03tab08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os testes <i>post hoc</i> tamb&eacute;m foram realizados para identificar as diferen&ccedil;as entre as organiza&ccedil;&otilde;es considerando as configura&ccedil;&otilde;es separadamente. Os resultados dos testes <i>post hoc</i> indicaram diferentes subconjuntos de m&eacute;dias para cada uma das configura&ccedil;&otilde;es de poder:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A configura&ccedil;&atilde;o autocracia apresentou sete subconjuntos de m&eacute;dias, sendo que o Laborat&oacute;rio foi a organiza&ccedil;&atilde;o que menos apresentou autocracia e o corpo de bombeiros foi aquela que mais apresentou tal configura&ccedil;&atilde;o quando comparada &agrave;s demais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A configura&ccedil;&atilde;o instrumento apresentou nove subconjuntos de m&eacute;dias que apresentam a Rede de Farm&aacute;cias como aquela organiza&ccedil;&atilde;o que menos &eacute; caracterizada por esta configura&ccedil;&atilde;o e a Associa&ccedil;&atilde;o do Banco P&uacute;blico se destaca pela presen&ccedil;a mais forte da referida configura&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A configura&ccedil;&atilde;o instrumento &eacute; menos caracter&iacute;stica do Minist&eacute;rio e mais caracter&iacute;stica da Faculdade Privada, quando s&atilde;o analisados os seis subconjuntos de m&eacute;dias resultantes dos testes <i>post hoc</i>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - A Rede de Farm&aacute;cias revela a configura&ccedil;&atilde;o Arena Pol&iacute;tica como a menos presente em seus resultados quando comparada &agrave;s demais organiza&ccedil;&otilde;es e a PM &eacute; bastante caracterizada por esta configura&ccedil;&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A configura&ccedil;&atilde;o Sistema Aut&ocirc;nomo apresentou dez subconjuntos de m&eacute;dias cujos resultados indicaram que tal caracter&iacute;stica &eacute; mais forte na Rede de Postos de Gasolina e menos intensa no &Oacute;rg&atilde;o P&uacute;blico de Sa&uacute;de; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A meritocracia &eacute; menos caracter&iacute;stica da Faculdade Privada e mais caracter&iacute;stica do Minist&eacute;rio de acordo com os resultados dos sete subconjuntos de m&eacute;dias indicados nas an&aacute;lises <i>post hoc</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados evidenciam empiricamente as diferen&ccedil;as entre as configura&ccedil;&otilde;es de poder e a manifesta&ccedil;&atilde;o delas como fen&ocirc;meno de n&iacute;vel organizacional, de forma que as configura&ccedil;&otilde;es de poder podem ser investigadas no n&iacute;vel macro da organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como as an&aacute;lises anteriormente apresentadas confirmam que a ECPO pode ser utilizada no n&iacute;vel macro organizacional, ela tamb&eacute;m pode ser &uacute;til &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o do perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es na perspectiva do poder. Segundo Bastos, Loiola, Queiroz e Silva (2004), a cultura &eacute; uma dimens&atilde;o de an&aacute;lise da organiza&ccedil;&atilde;o, uma forma de compreender a organiza&ccedil;&atilde;o. Um fen&ocirc;meno pode ser interpretado de diferentes maneiras, em fun&ccedil;&atilde;o do paradigma norteador da an&aacute;lise, de forma que o poder organizacional pode ser analisado numa perspectiva cultural. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo objetivo do estudo foi apresentar como a ECPO pode ser utilizada para caracterizar o perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es. As condi&ccedil;&otilde;es que devem ser atendidas para tal fim s&atilde;o apresentadas a seguir:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - A cultura &eacute; considerada uma vari&aacute;vel macro organizacional, portanto a amostra utilizada para identificar seus tra&ccedil;os culturais deve ser representativa da organiza&ccedil;&atilde;o como um todo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- H&aacute; necessidade de confirma&ccedil;&atilde;o de que o fen&ocirc;meno &eacute; percebido pelo coletivo, que h&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o compartilhada do grupo. Sugere-se, a exemplo das an&aacute;lises estat&iacute;sticas realizadas neste artigo, que sejam realizados o c&aacute;lculo do coeficiente de concord&acirc;ncia interna proposto por James et al. (1993) e tamb&eacute;m o &iacute;ndice de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (Snijders &amp; Bosker, 1999 ). Esses &iacute;ndices possibilitam a avalia&ccedil;&atilde;o da medida em que os construtos investigados possuem variabilidade no n&iacute;vel dos grupos e podem ser agrupados para discriminar construtos do n&iacute;vel organizacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Para considerar que uma configura&ccedil;&atilde;o de poder &eacute; um tra&ccedil;o cultural da organiza&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dia obtida deve situar-se do ponto m&eacute;dio da escala para cima. Para ser um tra&ccedil;o cultural a caracter&iacute;stica tem que ser pelo menos razoavelmente percebida pelo coletivo. M&eacute;dias abaixo do ponto m&eacute;dio da escala, no caso da ECPO o ponto m&eacute;dio &eacute; 2, mesmo que haja bons &iacute;ndices de compartilhamento, significa que o grupo percebe  a configura&ccedil;&atilde;o de poder como um fraco tra&ccedil;o cultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- As instru&ccedil;&otilde;es sobre o preenchimento dos instrumentos devem deixar claro que o objeto de an&aacute;lise &eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o como um todo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- As &aacute;reas organizacionais precisam ser representadas adequadamente na amostra. Embora o objetivo do estudo tenha sido identificar o poder discriminante da escala no n&iacute;vel macro da organiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel, a partir dela, identificar as contra culturas e as subculturas. A aplica&ccedil;&atilde;o da ECPO em diferentes organiza&ccedil;&otilde;es para identificar o seu perfil cultural tem revelado que pelo menos uma configura&ccedil;&atilde;o se constitui o tra&ccedil;o cultural comum a todo sistema organizacional, no entanto, em uma ou at&eacute; mais &aacute;reas, essa configura&ccedil;&atilde;o comum aparece associada a pelo menos uma outra, de forma h&iacute;brida. Nestes casos, h&aacute; certa congru&ecirc;ncia entre os tra&ccedil;os culturais. Por exemplo, a organiza&ccedil;&atilde;o que tem um tra&ccedil;o cultural comum de autocracia, pode associ&aacute;-lo a um tra&ccedil;o de cultura instrumental em determinada &aacute;rea e essas caracter&iacute;sticas n&atilde;o s&atilde;o contradit&oacute;rias, o que caracteriza uma subcultura. No entanto, se a esse tra&ccedil;o cultural de autocracia associa-se o tra&ccedil;o de cultura meritocr&aacute;tica, &eacute; poss&iacute;vel que uma contra cultura esteja presente. Se os meritocratas s&atilde;o os influenciadores mais importantes de um subsistema, a t&ocirc;nica &eacute; que eles n&atilde;o aceitem ser controlados por um autocrata. Compreender essa din&acirc;mica &eacute; fundamental ao tra&ccedil;ar o perfil cultural de uma organiza&ccedil;&atilde;o, da&iacute; a necessidade de estratifica&ccedil;&atilde;o da amostra por &aacute;rea da organiza&ccedil;&atilde;o. Para identificar se h&aacute; subculturas e contraculturas &eacute; necess&aacute;rio fazer uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia comparando as m&eacute;dias das &aacute;reas da organiza&ccedil;&atilde;o investigada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- A identifica&ccedil;&atilde;o de autocracia como tra&ccedil;o cultural da organiza&ccedil;&atilde;o deve ser feito com cautela. Algumas vezes a Autocracia revela-se uma caracter&iacute;stica transit&oacute;ria. Como salientado no referencial te&oacute;rico, quando a organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; em crise e para que ela saia do funcionamento t&iacute;pico de uma arena pol&iacute;tica, uma das estrat&eacute;gias adotadas &eacute; a instala&ccedil;&atilde;o de uma autocracia. &Eacute; preciso que algu&eacute;m tome as r&eacute;deas da organiza&ccedil;&atilde;o e a coloque no caminho que assegure a sua sobreviv&ecirc;ncia. Mas em seguida ela pode fortalecer o seu tra&ccedil;o cultural pregresso mais marcante, ou se caracterizar com outro tra&ccedil;o cultural que n&atilde;o a autocracia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Outras t&eacute;cnicas e m&eacute;todos de coleta e an&aacute;lise de dados devem ser complementares &agrave; escala para melhor entender a rela&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os culturais com as pr&aacute;ticas organizacionais, cuja din&acirc;mica fazem da organiza&ccedil;&atilde;o uma cultura &uacute;nica e inconfund&iacute;vel. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grande objetivo do estudo consistiu em avaliar o poder discriminante da Escala de Configura&ccedil;&otilde;es de Poder organizacional para identificar as diferentes formas de manifesta&ccedil;&atilde;o das configura&ccedil;&otilde;es em diferentes organiza&ccedil;&otilde;es, no n&iacute;vel macro organizacional. vinte e duas organiza&ccedil;&otilde;es participaram do estudo, todas com amostras representativas das organiza&ccedil;&otilde;es como um todo, exig&ecirc;ncia necess&aacute;ria aos estudos quantitativos da cultura organizacional, uma vez que o conceito de cultura contempla as vis&otilde;es de coletivo e de compartilhamento. Este investimento deve-se ao objetivo de utilizar a ECPO para tra&ccedil;ar o perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es, maior motiva&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento do estudo. An&aacute;lises estat&iacute;sticas multivariadas foram utilizadas para o alcance dos objetivos propostos. Com a confirma&ccedil;&atilde;o do poder discriminante da ECPO em n&iacute;vel macro organizacional, pode-se admitir que cada configura&ccedil;&atilde;o de poder retrata padr&otilde;es culturais que revelam diferentes concep&ccedil;&otilde;es de poder, desde que as condi&ccedil;&otilde;es para utiliza&ccedil;&atilde;o da ECPO na perspectiva cultural apresentadas no corpo do artigo sejam consideradas para interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos com o instrumento. A escala tamb&eacute;m pode ser utilizada com &ecirc;nfase apenas na perspectiva estrutural do poder, sem a preocupa&ccedil;&atilde;o de interpreta&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno na dimens&atilde;o cultural. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A teoria do poder organizacional de Mintzberg atende &agrave;s considera&ccedil;&otilde;es feitas na literatura sobre o tema, relativas &agrave; necessidade de se atentar para a complexidade organizacional nos estudos sobre poder. A teoria aborda o poder interno e externo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, intra e entre grupos, al&eacute;m de discorrer sobre a imprescindibilidade de habilidades e de desejo pessoal para o seu exerc&iacute;cio. Os resultados obtidos com o estudo revelam-se importantes para o mundo acad&ecirc;mico, especialmente brasileiro, uma vez que a an&aacute;lise organizacional realizada com base em medida de n&iacute;vel macro, com ind&iacute;cios de validade estat&iacute;stica, n&atilde;o &eacute; uma marca dos instrumentos de medida publicados com a finalidade de analisar as organiza&ccedil;&otilde;es. Em estudos futuros a ECPO pode ser utilizada para testar modelos de media&ccedil;&atilde;o e modera&ccedil;&atilde;o, uma t&ocirc;nica nos recentes estudos culturais de abordagem quantitativa. A &ecirc;nfase na interpreta&ccedil;&atilde;o da ECPO numa perspectiva cultural visa subsidiar os gestores para a compreens&atilde;o da cultura de suas organiza&ccedil;&otilde;es considerando-a na implanta&ccedil;&atilde;o de novos projetos, processos e procedimentos ou em ajustes necess&aacute;rios, mas com o suporte de uma abordagem cient&iacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Anderson, C., Sapataro, S. E., &amp; Flynn, F. J. (2008). Personality and organizational culture as determinants of influence. <i>Journal Applied Psychology, 93</i>,702-710.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123886&pid=S1984-6657201400020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bacharach, S. B., &amp; Lawler, E. J. (1982). <i>Power and politics in organizations</i>. London: Jossey- Bass, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123888&pid=S1984-6657201400020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bass, B.M. (2008). <i>The Bass handbook of leadership: theory, research and managerial applications. </i>New York: Free Press</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123890&pid=S1984-6657201400020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bastos, A.V.B., Loiola, E., Queiroz, N., &amp; Silva, T.D. (2004). Conceito e perspectivas de estudo das organiza&ccedil;&otilde;es. Em J.C. Zanelli, J.E.Borges-Andrade e A.V.B. Bastos (Orgs.), <i>Psicologia, organiza&ccedil;&otilde;es e trabalho no Brasil </i>(pp. 63-90). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123891&pid=S1984-6657201400020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Berson, Y., Oreg, S., &amp; Dvir, T. (2008). CEO values, organizacional culture and firm outcomes. <i>Journal Organizational Behavior, 29</i>,615-633.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123893&pid=S1984-6657201400020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bezrukova, K., Thatcher, S.M.B., Jehn, K.A., &amp; Spell, C.S. (2012). The effects of alignments: examining group faultlines, organizational cultures, and performance. <i>Journal Applied Psychology, 97</i>,77-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123895&pid=S1984-6657201400020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bray, J.H., &amp; Maxwell, S. E. (1985). <i>Multivariate analysis of variance</i>. Newbury Park: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123897&pid=S1984-6657201400020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cameron, K., &amp; Ettington, D.R. (1988).The conceptual foundations of organizational culture. In J.C. Smarth (Ed.), <i>Higher education</i>: <i>Handbook of theory and research </i>(pp. 356-396). New York: Agathon Press </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123899&pid=S1984-6657201400020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cameron K., &amp; Quinn R. E. (1999). <i>Diagnosing and changing organizational culture</i>. New York: Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123900&pid=S1984-6657201400020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chiu, C., &amp; Hong, Y. (2006). <i>Social psychology of culture. </i>New York, NY: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123902&pid=S1984-6657201400020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clark, T. S., &amp; Linzer, D. A. (2012). <i>Should I use fixe dor random effects?</i> Manuscrito n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123904&pid=S1984-6657201400020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cyert, R.M,. &amp; March J.G. (1963). <i>A Behavioral theory of the firm</i>. New York: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123906&pid=S1984-6657201400020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DiMaggio, P. J., &amp; Powell, W. W. (1991). Introduction. In P. J. DiMaggio, &amp; W. W. Powell (Eds.), <i>The New Institutionalism in Organizational Analysis</i> (pp. 1-38). Chicago: The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123908&pid=S1984-6657201400020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Endorgan, B. Liden, R.C., &amp; Kraimer, M.L. (2006). Justice and leader-member exchange: The moderating role of organizational culture. <i>Personnel Psychology, 49</i>,395-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123910&pid=S1984-6657201400020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Field, A. (2009). <i>Discovering statistics using SPSS</i>. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123912&pid=S1984-6657201400020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">French, J.R.P., &amp; Raven, B. (1959). The bases of social power. In D. Cartwright (Ed.), S<i>tudies in Social Power</i> (pp. 150-167). Ann Arbor: Institute for Social Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123914&pid=S1984-6657201400020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hair Jr., J.F., Anderson, R.E, Tatham, R.L., &amp; Black, W.C. (2009). <i>An&aacute;lise multivariada de dados </i>(6ª edi&ccedil;&atilde;o). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123916&pid=S1984-6657201400020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hobbes, T.M. (1988). <i>Leviat&atilde; ou mat&eacute;ria, forma e poder de um estado eclesi&aacute;stico e civil.</i> S&atilde;o Paulo: Nova Cultura (Original publicado em 1651).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123918&pid=S1984-6657201400020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hofstede, G. (1980). <i>Culture's consequences</i>. Beverly Hills, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123920&pid=S1984-6657201400020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hox, J.J. (2002). <i>Multilevel analysis. techniques and applications</i>. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123922&pid=S1984-6657201400020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hox, J. J., &amp;  Roberts, J.K. (2011). <i>Handbook of advanced multilevel analysis</i>. New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123924&pid=S1984-6657201400020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">James, L.R., Demaree, R.G., &amp; Wolf, G. (1984). Estimating within-group interrater reliability with and without response bias. <i>Journal of Applied Psychology, 69</i>,85-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123926&pid=S1984-6657201400020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">James, R. L., Demaree, R. G., &amp; Wolf, G. (1993). rwg: An assessment of within-group interrater agreement. <i>Journal of Applied Psychology, 78</i>,306-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123928&pid=S1984-6657201400020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kline, R. B. (2010). <i>Principles and practices of structural equation modeling</i>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123930&pid=S1984-6657201400020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maquiavel, N. (1972). <i>O pr&iacute;ncipe.</i> Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira (Original publicado em 1513).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123932&pid=S1984-6657201400020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Menon, T., Sim, J., Fu, J.H.Y., Chiu, C., &amp; Hong, Y (2010). Blazing the trail versus trailing the group: culture and perceptions of the leader's position. <i>Organization Behavior Human Decision Process, 113</i>,51-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123934&pid=S1984-6657201400020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mintzberg, H.(1983). <i>Power in and around organizations</i>. New York: Englewood Cliffs-Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123936&pid=S1984-6657201400020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mintzberg,  H.(1992). <i>El poder en la organizaci&oacute;n</i> (J. M. Comajuncosa, Trad.) Barcelona: Ariel (Original publicado em 1983).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123938&pid=S1984-6657201400020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ogbonna, E., &amp; Harris, L.C. (2000). Leadership style, organizacional culture and performance: empirical evidence from UK companies. <i>International Journal Resource Management, 11</i>,766-788.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123940&pid=S1984-6657201400020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paz, M.G.T., &amp; Tamayo, A. (2004). Perfil cultural das organiza&ccedil;&otilde;es. Em A. Tamayo (Org.), <i>Cultura e sa&uacute;de nas organiza&ccedil;&otilde;es </i>(pp.20-38). Porto Alegre, Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123942&pid=S1984-6657201400020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paz  M. G. T, Martins,  M. C. F., &amp; Neiva, E. R. (2004). O poder nas organiza&ccedil;&otilde;es. Em J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade  &amp; A. V. B. Bastos (Orgs.), <i>Psicologia, organiza&ccedil;&otilde;es e trabalho no Brasil</i> (pp. 380-406). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123944&pid=S1984-6657201400020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paz, M.G.T. (2011). Perfil cultural de las organizaciones y bienestar del trabajador. En: E. Agull&oacute;, J.L. &Aacute;lvaro, A. Garrido, R. Medina &amp; I. Schweiger (Eds.), <i>Nuevas formas de organizaci&oacute;n del trabajo y la empleabilidad</i> (pp.85-108). Oviedo: Universidad de Oviedo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123946&pid=S1984-6657201400020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paz, M. G. T., &amp; Neiva, E. R. (2014). Configura&ccedil;&otilde;es de poder organizacional. Em: M. M. Siqueira (Org.), <i>Novas medidas do comportamento organizacional: ferramentas de diagn&oacute;stico e de gest&atilde;o</i> (pp.104-122), Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123948&pid=S1984-6657201400020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pfeffer, J. &amp; Salancik, G.R. (1978). <i>The external control of organizations: a resource dependence perspective</i>. New York: Harper &amp; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123950&pid=S1984-6657201400020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Puente-Palacios, K., &amp; Borba, A.C.P. (2009). Equipes de trabalho: fundamentos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos da mensura&ccedil;&atilde;o de seus atributos. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 8</i>,369-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123952&pid=S1984-6657201400020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quinn, R.E., &amp;  Rohrbaugh, J. (1983). A spatial model of effectiveness criteria: Towards a competing values approach to organizational analyses. <i>Management Science, 29</i>,363-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123954&pid=S1984-6657201400020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Raven, B. T., Schwarzwald, J., &amp; Koslowsky, M. (1998). Conceptualizing and measuring a power/interaction model of interpersonal influence. <i>Journal of Applied Social Psychology, 28</i>,307-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123956&pid=S1984-6657201400020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ridgeway, C.L. (1982). Status in groups: the importance of motivation. <i>American Sociological Review, 47</i>,76-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123958&pid=S1984-6657201400020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rutherford, A. (2000). <i>Introducing ANOVA and ANCOVA: GLM approach</i>. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123960&pid=S1984-6657201400020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schein, E.H. (1985). <i>Organizacional culture and leadership </i>(1ª Edi&ccedil;&atilde;o).  San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123962&pid=S1984-6657201400020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schein, E.H. (2010). <i>Organizacional culture and leadership</i> (4ª Edi&ccedil;&atilde;o). San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123964&pid=S1984-6657201400020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schwartz, S. H. (1992). Universals in the content and structure of values: theoretical advances and empirical test in 20 countries. In: M. Zanna (Ed.), <i>Advances in experimental social psychology</i> (pp.1-65). Orlando, FL: Academic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123966&pid=S1984-6657201400020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Snijders, T. A. B., &amp; Bosker, R. J. (1999). <i>Multilevel analysis: An introduction to basic and advanced multilevel modeling</i>. Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123968&pid=S1984-6657201400020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabachnick, B.G., &amp; Fidell, L.S. (2000). <i>Using multivariate statistics</i>. Harper Collings: College Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123970&pid=S1984-6657201400020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Thibaut, J.W., &amp; Kelley, H. (1959). <i>The social psychology of groups</i>. New York: Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123972&pid=S1984-6657201400020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Torelli, C.J., &amp; Shavitt, S. (2010).  Culture and concepts of power. <i>Jounal of Personality and Social Psychology, 99</i>,703-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123974&pid=S1984-6657201400020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Weber, M. (1991). <i>Economia e sociedade</i>. Bras&iacute;lia: Editora UnB (Original publicado em 1919).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123976&pid=S1984-6657201400020000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winter, D. G. (1993). Power motivation revisited. In C. P. Smith (Ed.), <i>Motivation and personality: Handbook of thematic content analysis </i>(pp.301-310). Cambridge, England: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123978&pid=S1984-6657201400020000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Xenikou, A., &amp; Simosi, M. (2006). Organizacional culture and transformational leadership as predictors of business unit performance. <i>Journal Management Psychology, 21</i>,566-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123980&pid=S1984-6657201400020000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Yukl. G., Seifert. C., &amp; Chavez. C. (2008). Validation of the extended influence behavior questionnaire. <i>Leadership Quarterly, 19</i>,609-621.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4123982&pid=S1984-6657201400020000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 18.02.2013     <br>   Aprovado em: 09.06.2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria das Gra&ccedil;as Torres da Paz, Pesquisadora Associada da UnB, Instituto de Psicologia. &Eacute; orientadora nos cursos de mestrado e doutorado no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Social, do Trabalho e das Organiza&ccedil;&otilde;es - PSTO. E-mail: <a href="mailto:torrespaz@uol.com.br">torrespaz@uol.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Elaine Rabelo Neiva, Professora Adjunta da UnB, Faculdade de administra&ccedil;&atilde;o. &Eacute; orientadora nos cursos de mestrado e doutorado no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Social, do Trabalho e das Organiza&ccedil;&otilde;es - PSTO. E-mail: <a href="mailto:elaine_neiva@uol.com.br">elaine_neiva@uol.com.br</a></font></p>      ]]></body>
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