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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Editorial</b></font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DOI: 10.26823/RevistadoNUFEN.vol10.n03editorial</font>      <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A psicologia fenomenol&oacute;gica na atualidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adelma Pimentel, Tommy Akira Goto, Lucivaldo Ara&uacute;jo, Marciana Farinha, Kamilly Vale</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; com entusiasmo que entregamos este novo n&uacute;mero da Revista Eletr&ocirc;nica do   N&uacute;cleo de Pesquisas Fenomenol&oacute;gicas, "Revista do Nufen". O leitor observar&aacute; que neste   volume trazemos um Dossi&ecirc; in&eacute;dito: "Fenomenologia e Psicologia Fenomenol&oacute;gica na   atualidade: conceitos e temas"; uma Se&ccedil;&atilde;o de artigos livres e resenha, todos em uma   diversidade de temas, objetos de estudos e referenciais atuais que envolvem tanto o campo   da Psicologia quanto da Fenomenologia.   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Importante dizer que a partir da funda&ccedil;&atilde;o da Fenomenologia pelo matem&aacute;tico e   fil&oacute;sofo Edmund Husserl (1859-1938) tem-se a possibilidade da reformula&ccedil;&atilde;o da Psicologia   moderno-cient&iacute;fica para uma "Psicologia Fenomenol&oacute;gica", considerando para tanto as   contribui&ccedil;&otilde;es de suas obras desde as Investiga&ccedil;&otilde;es L&oacute;gicas (1900-1901) at&eacute; os seus &uacute;ltimos   escritos (1934-1937), todos reunidos na denominada obra "A Crise das ci&ecirc;ncias europeias e   a Fenomenologia Transcendental. Para Husserl a Psicologia, antes de aplicar seus conceitos   em experimentos cient&iacute;ficos, deveria primeiramente descrever as viv&ecirc;ncias ps&iacute;quicas, no   intuito de esclarecer suas estruturas vividas e explorar a totalidade dos modos de consci&ecirc;ncia   ps&iacute;quica. A "semelhante estat&iacute;stica re&uacute;ne fatos preciosos, e descobre neles regularidades   preciosas, por&eacute;m muito indiretas" (Husserl, 1911/1935, p.21), por isso &eacute; necess&aacute;rio uma   cr&iacute;tica radical &agrave; experi&ecirc;ncia mundana, para que se possa abrir o campo da experi&ecirc;ncia pr&oacute;pria   da subjetividade.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A concep&ccedil;&atilde;o de Psicologia Fenomenol&oacute;gica surgiu, desde os primeiros escritos   de Husserl, devido &agrave; proposta da Fenomenologia em ser uma ci&ecirc;ncia da subjetividade.   Husserl (1927/1990) assim o definiu na introdu&ccedil;&atilde;o do Artigo da Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica em   1927 quando, por exemplo, afirmou que ao mesmo tempo em que surgiu a Fenomenologia   filos&oacute;fica, surgiu tamb&eacute;m a Psicologia Fenomenol&oacute;gica, uma psicologia que tem como   finalidade ser o verdadeiro e aut&ecirc;ntico fundamento para a Psicologia.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido, a Psicologia Fenomenol&oacute;gica aparece nas an&aacute;lises de Husserl   com um af&atilde; reformador, no sentido de restabelecer, a partir do m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico, a "ess&ecirc;ncia" da vida ps&iacute;quica (intencionalidade, atos intencionais). Essa nova Psicologia se   torna radical em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras Psicologias (cient&iacute;fica, descritiva), por estar dirigida   peculiarmente &agrave; vida ps&iacute;quica em si mesma e &agrave;s suas estruturas. Assim, da mesma maneira   que o fenomen&oacute;logo procede, o psic&oacute;logo tamb&eacute;m busca apreender as ess&ecirc;ncias ps&iacute;quicas   na reflex&atilde;o psicol&oacute;gico-fenomenol&oacute;gica. O seu interesse se dirige aos fen&ocirc;menos ps&iacute;quicos, aos atos e viv&ecirc;ncias ps&iacute;quicas, ou ao que Husserl (2012) chamou de "interesse puro ao ser   subjetivo".   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse volume a &aacute;rea "Psicologia Fenomenol&oacute;gica" recebe destaque em uma   revista brasileira de Psicologia, com textos que honram o universo acad&ecirc;mico-cient&iacute;fico pela   relev&acirc;ncia dos temas tratados e pelas contribui&ccedil;&otilde;es baseadas em reflex&otilde;es fundamentadas   e pesquisadas. Esta colet&acirc;nea tem o objetivo de apresentar e desenvolver o que Husserl   elaborou como sua nova Psicologia, mas tamb&eacute;m trazer an&aacute;lises e discuss&otilde;es atuais e   interdisciplinares para se pensar a promissora Psicologia Fenomenol&oacute;gica.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Est&atilde;o reunidos aqui textos de autorias nacionais e internacionais, cujos   pesquisadores t&ecirc;m se dedicado &agrave; tem&aacute;tica com profundidade e rigor. Com a publica&ccedil;&atilde;o deste   Dossi&ecirc; esperamos colaborar e fomentar, de alguma forma, os debates sobre a ainda pouco   conhecida "Psicologia Fenomenol&oacute;gica".   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma boa leitura a tod@s</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">!</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">REFER&Ecirc;NCIAS</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Husserl, Edmund. (2012). <i>A Crise das Ci&ecirc;ncias Europeias e a Fenomenologia   Transcendental &ndash; uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; filosofia fenomenologia</i>. Forense Universit&aacute;ria: Rio de   Janeiro.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Husserl, Edmund (1965). <i>A Filosofia como ci&ecirc;ncia de rigor</i>. Lisboa: Atl&acirc;ntica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4254089&pid=S2175-2591201800030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Husserl, Edmund. (1990).<i> El Articulo de la Encuclopaedia Britanica</i>. Mexico: UNAM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4254091&pid=S2175-2591201800030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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