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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Drug use among people living on the street contributes to their increased vulnerability. To deal with these situations, the Ministry of Health proposed the creation of the Street Clinic (Consultório de Rua). This is a strategy for intervention with drug users living on the street, based on the perspective of harm reduction. This study aims to describe and evaluate the implementation process of the Street Clinic in the city of Maceió-AL from the reported experiences of the healthcare team working in this project. Qualitative, descriptive study, using social constructionism as the theoretical framework. The six participants were professionals working in the first experience of the Street Clinic of Maceió. Instruments: documents related to the implementation of the service containing information about the population assisted and semi-structured interviews with team members containing questions formulated based on the Appreciative Inquiry. In the first semester of the implementation of the service 83 people were assisted (60.2% men, 56.6% between 12 and 25 years old, only 15.7% had any documentation). Based on the interviews, five thematic categories were proposed: reasons that characterize the success of the project, articulations that were carried out, postures that contribute to team success, learning in practice and challenges faced in implementing the Street Clinic. The embracement, the acceptance and the bond were highlighted as essential for the success of the work. Successful experiences were primarily related to health issues; In order to expand these actions it is necessary to invest in the hiring of multidisciplinary teams as the proposal of the Street Clinic has been proving its potentiality in reaching people with serious social vulnerability and drug use.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font> </p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Consult&oacute;rio de Rua: Contribui&ccedil;&otilde;es e Desafios de uma Pr&aacute;tica em Constru&ccedil;&atilde;o </b></font> </p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Street Clinic: Contributions of and Challenges for a Practice Under Construction</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jorgina Sales Jorge<sup>I<a name="n1"></a><a href="#n2">*</a></sup>; Clarissa Mendon&ccedil;a Corradi-Webster<sup>II<a name="n3"></a><a href="#n4">**</a></sup></b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade Federal de Alagoas, Macei&oacute; (AL) - Brasil </font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>II</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto (SP) -Brasil </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="endereco1"></a><a href="#endereco2">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>  </p>    <p align="left">&nbsp; </p>    <p align="left">&nbsp; </p><hr size="1" noshade="noshade">      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  consumo de drogas entre pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua contribui para o  aumento da vulnerabilidade destes. Para lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es, o  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua. Assim, esta &eacute;  uma estrat&eacute;gia para interven&ccedil;&atilde;o junto aos usu&aacute;rios de drogas em  situa&ccedil;&atilde;o de rua, baseada na perspectiva de redu&ccedil;&atilde;o de danos. Este estudo  teve como objetivo descrever e avaliar o processo de implementa&ccedil;&atilde;o do  Consult&oacute;rio de Rua no munic&iacute;pio de Macei&oacute; -AL a partir do relato de  experi&ecirc;ncias da equipe atuante neste projeto. Estudo qualitativo,  descritivo, tendo como referencial te&oacute;rico o construcionismo social. Os  participantes foram seis profissionais atuantes na primeira experi&ecirc;ncia  de Consult&oacute;rio de Rua de Macei&oacute;. Instrumentos: documentos relacionados  com a implementa&ccedil;&atilde;o do dispositivo, fichas com informa&ccedil;&otilde;es das pessoas  atendidas e entrevistas semi-estruturadas com os integrantes da equipe,  com quest&otilde;es formuladas com base na Investiga&ccedil;&atilde;o Apreciativa. No  primeiro semestre de implementa&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o foram atendidas 83 pessoas  (60,2% homens; 56,6% entre 12 e 25 anos; apenas 15,7% tinham alguma  documenta&ccedil;&atilde;o). Com base nas entrevistas, foram propostos cinco eixos  tem&aacute;ticos: raz&otilde;es que caracterizam o sucesso da experi&ecirc;ncia,  articula&ccedil;&otilde;es realizadas, posturas da equipe que contribuem para o  sucesso, aprendizados na pr&aacute;tica e desafios enfrentados na implementa&ccedil;&atilde;o  do Consult&oacute;rio de Rua. O acolhimento, a aceita&ccedil;&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o do  v&iacute;nculo foram destacados como essenciais para o sucesso do trabalho.  Foram apontadas experi&ecirc;ncias de sucesso relacionadas principalmente com  quest&otilde;es de sa&uacute;de e para amplia&ccedil;&atilde;o destas a&ccedil;&otilde;es faz-se necess&aacute;rio  investimento na contrata&ccedil;&atilde;o de equipes multiprofissionais. A proposta do  Consult&oacute;rio de Rua vem se mostrando sua potencialidade no alcance de  pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de grave vulnerabilidade social e uso de drogas.  </font> </p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Palavras-Chave</b>:Drogas; Tratamento; Consult&oacute;rio de Rua; Construcionismo Social; Investiga&ccedil;&atilde;o Apreciativa.</font>    <p></p> <hr size="1" noshade="noshade">      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Drug  use among people living on the street contributes to their increased  vulnerability. To deal with these situations, the Ministry of Health  proposed the creation of the Street Clinic (Consult&oacute;rio de Rua). This is  a strategy for intervention with drug users living on the street, based  on the perspective of harm reduction. This study aims to describe and  evaluate the implementation process of the Street Clinic in the city of  Macei&oacute;-AL from the reported experiences of the healthcare team working  in this project. Qualitative, descriptive study, using social  constructionism as the theoretical framework. The six participants were  professionals working in the first experience of the Street Clinic of  Macei&oacute;. Instruments: documents related to the implementation of the  service containing information about the population assisted and  semi-structured interviews with team members containing questions  formulated based on the Appreciative Inquiry. In the first semester of  the implementation of the service 83 people were assisted (60.2% men,  56.6% between 12 and 25 years old, only 15.7% had any documentation).  Based on the interviews, five thematic categories were proposed: reasons  that characterize the success of the project, articulations that were  carried out, postures that contribute to team success, learning in  practice and challenges faced in implementing the Street Clinic. The  embracement, the acceptance and the bond were highlighted as essential  for the success of the work. Successful experiences were primarily  related to health issues; In order to expand these actions it is  necessary to invest in the hiring of multidisciplinary teams as the  proposal of the Street Clinic has been proving its potentiality in  reaching people with serious social vulnerability and drug use.   </font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>  Drugs; Treatment; Street Clinic; Social Constructionism; Appreciative Inquire.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade">         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O  </b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A expans&atilde;o do consumo de subst&acirc;ncias psicoativas, especialmente &aacute;lcool,  coca&iacute;na (crack) e inalantes entre a popula&ccedil;&atilde;o mais jovem, configura-se  no atual cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico como uma preocupa&ccedil;&atilde;o nacional,  necessitando de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais efetivas e novos dispositivos de  cuidado para o seu enfrentamento<a name="brasil1"></a><a href="#brasil2"><sup>1</sup></a>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> V&aacute;rios estudos v&ecirc;m sendo realizados sobre o consumo de &aacute;lcool e outras  drogas entre diferentes faixas et&aacute;rias e popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. No  Brasil, os principais levantamentos nacionais v&ecirc;m sendo conduzidos pela  Secretaria Nacional de Pol&iacute;ticas sobre Drogas - SENAD em parceria com o  Centro Brasileiro de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Drogas Psicotr&oacute;picas &#8212;  CEBRID/UNIFESP e, dentre os quais, podemos destacar os levantamentos  sobre o uso de drogas entre crian&ccedil;as e adolescentes em situa&ccedil;&atilde;o de rua  realizados nos anos de 1987, 1989, 1993 e 1997. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O &uacute;ltimo Levantamento Nacional sobre o uso de drogas entre crian&ccedil;as e  adolescentes em situa&ccedil;&atilde;o de rua foi realizado em 2003, nas 27 capitais  brasileiras, pelo CEBRID. Neste estudo foram entrevistas 2.807 crian&ccedil;as e  adolescentes entre 10 e 18 anos, assistidos por institui&ccedil;&otilde;es  governamentais ou n&atilde;o governamentais. O estudo evidenciou que o consumo  de drogas est&aacute; inserido no cotidiano de grande parte das crian&ccedil;as e dos  adolescentes que vivem em situa&ccedil;&atilde;o de rua. Essas crian&ccedil;as e  adolescentes, privados de seus mais b&aacute;sicos direitos, s&atilde;o mais  vulner&aacute;veis ao desenvolvimento de problemas associados ao uso de drogas,  como situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e problemas de sa&uacute;de<a name="noto1"></a><a href="#noto2"><sup>2</sup></a>.   Neste cen&aacute;rio de alta vulnerabilidade, adolescentes e jovens em situa&ccedil;&atilde;o  de rua s&atilde;o expostos, cotidianamente, a diversos fatores de risco  pessoal e social, tornando-se mais vulner&aacute;veis &agrave; viol&ecirc;ncia e ao consumo  de drogas. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em 2009, o F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e o Minist&eacute;rio da  Justi&ccedil;a divulgaram o estudo sobre o &iacute;ndice de Vulnerabilidade Juvenil &agrave;  Viol&ecirc;ncia (IVJ), no qual Macei&oacute; encontra-se entre os 43 munic&iacute;pios mais  vulner&aacute;veis do Brasil, sendo classificado como munic&iacute;pio de alta  vulnerabilidade. Na pesquisa foram avaliados os seguintes indicadores:  mortalidade por homic&iacute;dios (0,807), mortalidade por acidentes de  tr&acirc;nsito (0,228), frequ&ecirc;ncia &agrave; escola e emprego (0,574), pobreza  (0,493), desigualdade (0,382). Diante destes resultados, Macei&oacute;  apresentou o maior &iacute;ndice de vulnerabilidade juvenil &agrave; viol&ecirc;ncia  (0,496), dentre as capitais brasileiras, ocupando assim o 1º. lugar no  ranking. A pesquisa identifica ainda que h&aacute; "uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre  viol&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho e escolaridade, uma vez  que os jovens de 18 a 24 anos que n&atilde;o realizam fun&ccedil;&otilde;es remuneradas e n&atilde;o  estudam formam o grupo no qual o IVJ &eacute; mais elevado<a name="forum1"></a><a href="#forum2"><sup>3</sup></a>." </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No atual contexto de Macei&oacute;, o uso indevido de drogas e a viol&ecirc;ncia tem  representado dois grandes desafios multifatoriais que devem  configurar-se como prioridades na implementa&ccedil;&atilde;o de programas e pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Freqüentemente, a m&iacute;dia local revela a problem&aacute;tica do uso de &aacute;lcool e  outras drogas associada &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e criminalidade,  contribuindo para o aumento do estigma e do preconceito com o usu&aacute;rio.  Esses fatores refor&ccedil;am a exclus&atilde;o social e promovem a dissemina&ccedil;&atilde;o de  uma percep&ccedil;&atilde;o distorcida da realidade do uso de &aacute;lcool e outras drogas. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Diante deste contexto, tem se constitu&iacute;do uma lacuna assistencial,  fazendo-se necess&aacute;ria a cria&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias, novas formas de  fazer sa&uacute;de, capazes de reverter a conten&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; sa&uacute;de e a  tantos outros recursos sociais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em 1997, o professor Ant&ocirc;nio Nery Filho, coordenador do Centro de  Estudos e Terapia do Abuso de Drogas- CETAD/Universidade Federal da  Bahia, ap&oacute;s a produ&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa etnogr&aacute;fica sobre meninos e  meninas de rua, usu&aacute;rios de subst&acirc;ncias psicoativas na cidade de  Salvador / Bahia percebeu que estes jovens pouco chegavam ao CETAD e  quando o faziam, dificilmente davam continuidade ao tratamento. Com  isto, concebeu a id&eacute;ia do Consult&oacute;rio de Rua<a name="oliveira1"></a><a href="#oliveira2"><sup>4</sup></a>.  Entre 1999 e 2006, a experi&ecirc;ncia do Consult&oacute;rio de Rua foi desenvolvida  em Salvador, mostrando-se como uma estrat&eacute;gia adequada para interven&ccedil;&atilde;o  junto aos usu&aacute;rios de drogas em situa&ccedil;&atilde;o de rua.  No Brasil, a positividade desta experi&ecirc;ncia somada &agrave; magnitude do  consumo prejudicial de drogas, associada ao contexto de exclus&atilde;o,  vulnerabilidade e risco das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, fizeram com que o  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em 2009, propusesse o Consult&oacute;rio de Rua como uma  das estrat&eacute;gias do Plano Emergencial de Amplia&ccedil;&atilde;o de Acesso ao  Tratamento e Preven&ccedil;&atilde;o em &aacute;lcool e outras Drogas no Sistema &uacute;nico de  Sa&uacute;de - PEAD. Em 2010, tamb&eacute;m foi incorporado ao Plano Integrado de  Enfrentamento ao Crack e outras Drogas - PIEC. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup><a name="ministerio11"></a><a href="#minist%E9rio22">5</a></sup>, os "Consult&oacute;rios de Rua e Redu&ccedil;&atilde;o de Danos dever&atilde;o:  </font></p>     <blockquote>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     a. Constituir-se como dispositivos p&uacute;blicos componentes da rede de  aten&ccedil;&atilde;o integral em sa&uacute;de mental, oferecendo &agrave;s pessoas com problemas  decorrentes do uso de &aacute;lcool e outras drogas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o,  preven&ccedil;&atilde;o e cuidados prim&aacute;rios no espa&ccedil;o da rua. </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     b. Promover a&ccedil;&otilde;es que enfrentem as diversas formas de  vulnerabilidade e risco, especialmente em crian&ccedil;as, adolescentes e  jovens. </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     c. Ter como eixos o respeito &agrave;s diferen&ccedil;as, a promo&ccedil;&atilde;o de direitos  humanos e da inclus&atilde;o social, o enfrentamento do estigma, as estrat&eacute;gia  de redu&ccedil;&atilde;o de danos e a intersetorialidade. </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     d. Estar alinhados &agrave;s diretrizes da Pol&iacute;tica para Aten&ccedil;&atilde;o Integral a  Pessoas que Usam &aacute;lcool e Outras Drogas, do Plano Emergencial de  Amplia&ccedil;&atilde;o do Acesso ao Tratamento e Preven&ccedil;&atilde;o em &aacute;lcool e outras Drogas,  da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Mental, da Pol&iacute;tica Nacional de DST/AIDS,  da Pol&iacute;tica de Humaniza&ccedil;&atilde;o e da Pol&iacute;tica de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    </font></p> </blockquote>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Desta forma, o presente estudo foi desenvolvido na primeira experi&ecirc;ncia  de Consult&oacute;rio de Rua (Projeto Fique de Boa) de Macei&oacute; coordenada pela  Secretaria Municipal de Sa&uacute;de com o apoio do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de a  partir de dezembro de 2009. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O interesse em realizar este estudo surgiu a partir desse cen&aacute;rio e,  principalmente, da possibilidade de contribuir para o fortalecimento e  expans&atilde;o do dispositivo Consult&oacute;rio de Rua e Redu&ccedil;&atilde;o de Danos no Brasil e  mais, especificamente, no munic&iacute;pio de Macei&oacute;, possibilitando o  delineamento de pr&aacute;ticas e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o voltadas &agrave;s pessoas que  fazem uso de drogas, que favore&ccedil;am a redu&ccedil;&atilde;o das diversas formas de  vulnerabilidade e risco e o acesso ao cuidado. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nossa responsabilidade, enquanto profissionais e pesquisadores, n&atilde;o &eacute;  apenas a de conhecer e aceitar a realidade, mas principalmente pensar  nos caminhos de mudan&ccedil;a que podemos come&ccedil;ar a construir numa perspectiva  ampliada de valoriza&ccedil;&atilde;o da vida e de exerc&iacute;cio da cidadania. Neste  processo de mudan&ccedil;a, o saber e o fazer, devem estar intimamente  entrela&ccedil;ados, a fim de possibilitar novos olhares e novos dispositivos  de cuidado para uma aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;s pessoas que vivenciam o uso de  &aacute;lcool e outras drogas em situa&ccedil;&atilde;o de rua. A pr&aacute;tica no espa&ccedil;o da rua  deve incorporar o saber, a experi&ecirc;ncia e a cultura das pessoas que o  constituem e deve ser constru&iacute;da a partir de uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal  baseada no v&iacute;nculo, no acolhimento e na escuta qualificada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Compreender a vida na rua e o uso de drogas &eacute; algo desafiador e  complexo, sobretudo no atual cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico nacional e local. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Desta forma, este estudo teve como objetivo descrever e avaliar o  processo de implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua no munic&iacute;pio de Macei&oacute; a  partir do relato de experi&ecirc;ncias da equipe atuante neste projeto.  Especificamente, o estudo objetivou: descrever o processo de  implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua (Projeto Fique de Boa); descrever a  popula&ccedil;&atilde;o assistida pelo projeto em termos de sexo, idade, proced&ecirc;ncia,  posse de documenta&ccedil;&atilde;o de identifica&ccedil;&atilde;o e resid&ecirc;ncia fixa; conhecer, a  partir de relatos de experi&ecirc;ncias exitosas, as articula&ccedil;&otilde;es, recursos e  estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas utilizadas e os desafios encontrados para esta  implementa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b> 3. M&Eacute;TODOS  </b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b> 3.1 Tipo de Estudo </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo. Foi utilizado como  referencial te&oacute;rico o construcionismo social. Para a perspectiva  construcionista social as pessoas est&atilde;o a todo o momento construindo  sentido sobre suas experi&ecirc;ncias. Estas constru&ccedil;&otilde;es de sentido  influenciam no modo como conduzem sua vida. Estas constru&ccedil;&otilde;es se d&atilde;o  atrav&eacute;s da linguagem, que n&atilde;o representa a realidade e sim a constr&oacute;i.  S&atilde;o situadas no contexto hist&oacute;rico e cultural e produzidas nas rela&ccedil;&otilde;es,  em di&aacute;logos com interlocutores presentes e presentificados (atrav&eacute;s de  discursos sociais, vozes de familiares, dentre outros). Desta forma, a  pesquisa construcionista social entende a ci&ecirc;ncia como uma pr&aacute;tica  discursiva, sendo o conhecimento cient&iacute;fico constru&iacute;do por pessoas em  intera&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o algo apreendido do mundo. Com isto, a pesquisa  construcionista social n&atilde;o busca se aproximar da verdade, mas auxiliar a  abertura de novas possibilidades de constru&ccedil;&atilde;o de sentido sobre  determinado objeto<sup><a name="mcnamee1"></a><a href="#mcnamee2">6</a>,<a name="corradi1"></a><a href="#corradi2">7</a></sup>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O construcionismo social j&aacute; vem sendo utilizado em pesquisas que abordam  o consumo de &aacute;lcool e outras drogas, sendo considerado um referencial  te&oacute;rico que auxilia na compreens&atilde;o dos significados constru&iacute;dos<sup><a name="eckerdt1"></a><a href="#eckerdt2">8</a></sup>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b> 3.2 Participantes da Pesquisa </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os participantes deste estudo foram os integrantes da equipe do  Consult&oacute;rio de Rua de Macei&oacute;. A equipe &eacute; formada por: agentes redutores  de danos, profissionais de sa&uacute;de (Programas Municipais de Sa&uacute;de Mental,  de DST/AIDS e Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica) e de assist&ecirc;ncia social,  totalizando 06 (seis) participantes. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b> 3.3 Cen&aacute;rio </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O estudo foi realizado nos locais de atua&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua  "Fique de Boa!", ou seja, nos espa&ccedil;os da rua. No momento do estudo, este  era desenvolvido no centro da cidade de Macei&oacute; por uma equipe volante  constitu&iacute;da por agentes redutores de danos, profissionais de sa&uacute;de e de  assist&ecirc;ncia social. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>    3.4 Produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es </b></font></p>    <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os instrumentos utilizados para a produ&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es analisadas  neste estudo foram: documentos relacionados com a implementa&ccedil;&atilde;o do  dispositivo, fichas com informa&ccedil;&otilde;es das pessoas atendidas e entrevista  semi-estruturada com os integrantes da equipe. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A an&aacute;lise documental desenvolveu-se a partir de documentos do Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de que descrevem a proposta para implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de  Rua (CR), do projeto apresentado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de  Macei&oacute; e de registros do cadastro dos usu&aacute;rios atendidos e di&aacute;rios de  campo da equipe. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A entrevista semi-estruturada foi direcionada a todos os integrantes da  equipe do CR (agentes redutores de danos, profissionais de sa&uacute;de e de  assist&ecirc;ncia social) e contou com um roteiro pr&eacute;-estabelecido inspirado  na Investiga&ccedil;&atilde;o Apreciativa<sup><a name="souza1"></a><a href="#souza2">9</a></sup>.  Assim, concordando com o discurso construcionista social de que o  momento da entrevista &eacute; tamb&eacute;m um momento de constru&ccedil;&atilde;o de sentidos,  buscou-se utilizar um roteiro que desse visibilidade ao que a equipe  vinha fazendo e que estava dando certo, para que atrav&eacute;s de relatos de  sucesso outras possibilidades de a&ccedil;&atilde;o fossem desenvolvidas. Foi  utilizado o roteiro descrito a seguir: </font></p>     <blockquote>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   1. Conte uma experi&ecirc;ncia de sucesso durante sua atua&ccedil;&atilde;o no Consult&oacute;rio de Rua (Projeto Fique de Boa). </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     2. Porque considera esta experi&ecirc;ncia como uma de sucesso? Quais  articula&ccedil;&otilde;es foram feitas para que esta experi&ecirc;ncia tivesse &ecirc;xito? </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     3. O que voc&ecirc; considera da postura/atitude/forma de interven&ccedil;&atilde;o da equipe que contribuiu para esta experi&ecirc;ncia? </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     4. O que voc&ecirc; aprendeu com esta experi&ecirc;ncia que poder&aacute; utilizar/contribuir para o desenvolvimento do projeto? </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     5. Quais dispositivos foram acessados para este &ecirc;xito? </font></p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     6. Quais os desafios colocados a partir desta experi&ecirc;ncia para a  continuidade de um atendimento integral ao p&uacute;blico alvo do projeto? </font></p>   </blockquote>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>      3.5 An&aacute;lise dos dados </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para descrever o processo de implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua em  Macei&oacute;, foram lidos documentos que registravam o hist&oacute;rico deste, sendo  as informa&ccedil;&otilde;es sintetizadas. As informa&ccedil;&otilde;es contidas nas fichas das  pessoas atendidas foram organizadas de modo descritivo (n&uacute;mero e  freqü&ecirc;ncia) para caracterizar a popula&ccedil;&atilde;o assistida pelo projeto em  termos de sexo, idade, proced&ecirc;ncia, posse de documenta&ccedil;&atilde;o de  identifica&ccedil;&atilde;o e resid&ecirc;ncia fixa. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As entrevistas com profissionais foram transcritas e organizadas em uma  tabela, onde cada coluna era intitulada por uma das categorias  pr&eacute;-estabelecidas, a fim de conhecer a partir de relatos de experi&ecirc;ncias  exitosas, as articula&ccedil;&otilde;es, recursos e estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas  utilizadas e os desafios encontrados para esta implementa&ccedil;&atilde;o. Desta  forma, foram selecionados fragmentos das entrevistas que estavam  relacionados com as categorias e alocados nas colunas correspondentes.  As categorias pr&eacute;-estabelecidas refletiam as quest&otilde;es norteadoras da  pesquisa, sendo elas: raz&otilde;es que caracterizam o sucesso da experi&ecirc;ncia;  articula&ccedil;&otilde;es realizadas; posturas da equipe que contribuem para o  sucesso; aprendizados da pr&aacute;tica e desafios enfrentados na implementa&ccedil;&atilde;o  do Consult&oacute;rio de Rua. </font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b> 4. RESULTADOS  </b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> 4.1 Processo de implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua "Fique de Boa"</b> </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em abril de 2009, ap&oacute;s ampla repercuss&atilde;o acerca dos problemas  relacionados, sobretudo ao uso de crack em Macei&oacute;, foi solicitada pelo  Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual de Alagoas a forma&ccedil;&atilde;o de um Grupo de  Trabalho (GT) constitu&iacute;do por representantes de organiza&ccedil;&otilde;es  governamentais e n&atilde;o governamentais, com o intuito de elaborar uma  proposta de interven&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o usu&aacute;ria de drogas na regi&atilde;o  central da cidade. Essa solicita&ccedil;&atilde;o, somada ao interesse de implanta&ccedil;&atilde;o  de um Programa de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos em Macei&oacute; e a outras inquieta&ccedil;&otilde;es,  impulsionou a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de a propor um projeto de  interven&ccedil;&atilde;o voltado &agrave;s pessoas que fazem uso de drogas em situa&ccedil;&atilde;o de  extrema vulnerabilidade social. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As id&eacute;ias iniciais foram pensadas por um pequeno grupo de profissionais  do Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial - &aacute;lcool e outras Drogas (CAPSad) e do  Programa Municipal de DST/Aids durante a participa&ccedil;&atilde;o na Oficina de  "Preven&ccedil;&atilde;o ao Uso de &aacute;lcool e Drogas na Perspectiva de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos"  facilitada pela Coordenadora do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos da  Secretaria de Sa&uacute;de do Distrito Federal e por uma Consultora T&eacute;cnica do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ap&oacute;s cinco encontros do Grupo de Trabalho e discuss&otilde;es concomitantes  entre alguns setores da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Macei&oacute; (SMS),  as propostas de a&ccedil;&otilde;es e parcerias intersetoriais foram constru&iacute;das. O  projeto proposto pela SMS para atua&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o da rua envolvia a&ccedil;&otilde;es  de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; preven&ccedil;&atilde;o ao uso de drogas, &agrave;s DST/Aids e outros  agravos na perspectiva da redu&ccedil;&atilde;o de danos. Tal projeto passou ent&atilde;o a  ser denominado "Fique de Boa!" (uma express&atilde;o comum entre a popula&ccedil;&atilde;o  mais jovem, que significa ficar bem, curtir a vida numa boa). </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Passaram-se dois meses at&eacute; o lan&ccedil;amento do projeto e in&iacute;cio da  implementa&ccedil;&atilde;o de suas a&ccedil;&otilde;es voltadas, prioritariamente, para crian&ccedil;as,  adolescentes e jovens usu&aacute;rios de drogas em situa&ccedil;&atilde;o de rua.  Inicialmente, contava-se com uma equipe multidisciplinar formada por 03  assistentes sociais, 01 t&eacute;cnica de Enfermagem, 01 enfermeira, 03  psic&oacute;logos e 02 volunt&aacute;rios que atuavam semanalmente em dois pontos  m&oacute;veis e um ponto fixo (Pra&ccedil;a Marechal Deodoro) no centro da cidade de  Macei&oacute;. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em dezembro de 2009, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou o edital para "Sele&ccedil;&atilde;o  de Projetos de Consult&oacute;rio de Rua e Redu&ccedil;&atilde;o de Danos" e a equipe do  Projeto Fique de Boa identificou que as a&ccedil;&otilde;es deste projeto vinham sendo  desenvolvidas na mesma dire&ccedil;&atilde;o da proposta do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para a  estrat&eacute;gia de "Consult&oacute;rio de Rua" do SUS. Assim, o projeto foi enviado  para avalia&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, sendo aprovado juntamente com  outras 13 iniciativas no Brasil. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Com a realiza&ccedil;&atilde;o da I Oficina Nacional de Projetos de Consult&oacute;rio de Rua  (mar&ccedil;o/2010) pela Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Mental, &aacute;lcool e outras  Drogas e os encontros freqüentes da equipe atuante no projeto, as  atividades foram sendo constantemente constru&iacute;das na inter-rela&ccedil;&atilde;o dos  saberes e pr&aacute;ticas dos diferentes integrantes do Projeto Fique de Boa. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A participa&ccedil;&atilde;o de 03 (tr&ecirc;s) usu&aacute;rios do CAPSad e de 01 (uma) pessoa em  situa&ccedil;&atilde;o de rua foi destacada pela equipe como um importante fator  facilitador da entrada no campo de atua&ccedil;&atilde;o e de aceita&ccedil;&atilde;o da proposta de  trabalho. A parceria com a Secretaria Municipal de Assist&ecirc;ncia Social -  SEMAS, atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o de representantes do Centro de  Refer&ecirc;ncia em Assist&ecirc;ncia Social (CRAS) e do Centro de Refer&ecirc;ncia  Especializado em Assist&ecirc;ncia Social (CREAS), deve ser destacada &agrave; medida  que possibilitou uma articula&ccedil;&atilde;o para amplia&ccedil;&atilde;o da abrang&ecirc;ncia das  a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Aos poucos, a equipe constitu&iacute;da por volunt&aacute;rios e profissionais que se  disponibilizaram espontaneamente para o trabalho foi se fortalecendo e  aprimorando sua atua&ccedil;&atilde;o, ganhando a confian&ccedil;a e o respeito dos usu&aacute;rios  atendidos. A partir da identifica&ccedil;&atilde;o com a proposta de trabalho do  Consult&oacute;rio de Rua, os profissionais foram cedidos por suas institui&ccedil;&otilde;es  (CAPSad, SAE/CTA, Programa Municipal de Sa&uacute;de Mental, Diretoria de  Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica) durante dois turnos para atua&ccedil;&atilde;o no  Consult&oacute;rio de Rua "Fique de Boa". A perman&ecirc;ncia destes profissionais  favoreceu o v&iacute;nculo a partir do reconhecimento da equipe pela popula&ccedil;&atilde;o  atendida. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &agrave; medida que a equipe identificava resultados positivos das interven&ccedil;&otilde;es  nos espa&ccedil;os da rua, ampliavam-se as suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. Entre maio e  dezembro de 2010, os encontros na rua aconteceram, semanalmente, em  quatro &aacute;reas (Pra&ccedil;a da Independ&ecirc;ncia; Pra&ccedil;a Floriano Peixoto; Trilho do  trem e Mercado da Produ&ccedil;&atilde;o) localizadas no centro da cidade e  proximidades. Outro dia da semana era dedicado ao encontro da equipe,  momento no qual se discutiam os casos atendidos, os processos de  trabalho e outros assuntos pertinentes. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Durante as interven&ccedil;&otilde;es na rua, a equipe utilizou recursos materiais  diversos como: ve&iacute;culo amplo, insumos (preservativos, materiais  informativos e educativos, &aacute;gua mineral, mesa e banquetas), material  para procedimentos b&aacute;sicos (curativos e outros), coleta de exames e  vacina&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b> 4.2 Caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atendida</b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A partir da an&aacute;lise do cadastro dos usu&aacute;rios assistidos no per&iacute;odo de  janeiro a junho de 2010, foi constru&iacute;da a Tabela 01 com alguns dados  s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos desta popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  <b>Tabela 1</b> - Caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atendida pelo Consult&oacute;rio de Rua "Fique de Boa!". Macei&oacute;, 2010. </font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>         <p align="center"><img src= "/img/revistas/sts/v3n1/1a07t1.jpg>       <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos dados apresentados na tabela acima, pode-se observar que    entre as 83 pessoas atendidas, a maioria pertence ao sexo masculino    (60,2%). Quanto &agrave; faixa et&aacute;ria, 56,6% do total de pessoas cadastradas  apresenta entre 12 e 25 anos de idade. </font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Na distribui&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, segundo a posse de documenta&ccedil;&atilde;o de    identifica&ccedil;&atilde;o, apenas 15,7% destes apresentam pelo menos 01 (um)    documento de identifica&ccedil;&atilde;o (RG ou certid&atilde;o de nascimento). Quanto &agrave;    proced&ecirc;ncia, 65% dos cadastrados s&atilde;o procedentes do estado de Alagoas;    7,2% s&atilde;o de outro estado brasileiro e 27,8% n&atilde;o informaram. Destaca-se    ainda que a maioria n&atilde;o tinha resid&ecirc;ncia fixa (60,2%). </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>          4.3 Relatos das experi&ecirc;ncias </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os relatos de experi&ecirc;ncias exitosas descritas pelos participantes foram sintetizados e organizados no Quadro 01. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      Quadro 01. Relatos de experi&ecirc;ncias de sucesso com o Projeto Consult&oacute;rio de Rua. Macei&oacute;, 2010. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>        <p align="center"><img src= "/img/revistas/sts/v3n1/1a07q1.jpg>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chama a aten&ccedil;&atilde;o que entre os 05 entrevistados, um dos participantes    pediu para fazer o relato de duas situa&ccedil;&otilde;es. Dentre as situa&ccedil;&otilde;es    descritas, 04 referiam-se a casos atendidos, sendo que duas pessoas    referiram-se ao mesmo caso, sob diferentes pontos de vista. Um dos    entrevistados apresentou uma interven&ccedil;&atilde;o realizada (vacina&ccedil;&atilde;o) e outro a   proposta do projeto como um todo.</font></p>         <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os resultados foram agrupados em cinco eixos tem&aacute;ticos pr&eacute; -    estabelecidos: Eixo 1- raz&otilde;es que caracterizam o sucesso da experi&ecirc;ncia,   Eixo 2- articula&ccedil;&otilde;es realizadas, Eixo 3- posturas da equipe que    contribuem para o sucesso, Eixo 4- aprendizados na pr&aacute;tica e Eixo 5-  desafios enfrentados na implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <b>Eixo 1- Raz&otilde;es que caracterizam o sucesso da experi&ecirc;ncia </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ao falar sobre as raz&otilde;es que caracterizam o sucesso da experi&ecirc;ncia, os    participantes produziram sentidos diversificados que traduziram a    possibilidade de levar a cl&iacute;nica para o espa&ccedil;o da rua a partir da    realiza&ccedil;&atilde;o de cuidados prim&aacute;rios de sa&uacute;de, da testagem sorol&oacute;gica (HIV,    VDRL, Hepatite B e C), vacina&ccedil;&atilde;o e de visitas domicili&aacute;rias, favorecendo   o acesso da popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua aos dispositivos de sa&uacute;de. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Outro fator importante destacado pela equipe foi a constru&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo   possibilitado por rela&ccedil;&otilde;es baseadas na confian&ccedil;a, no di&aacute;logo, no    respeito e na valoriza&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio enquanto pessoa. Este fator tamb&eacute;m    facilitou o acesso aos equipamentos sociais e de sa&uacute;de e a aceita&ccedil;&atilde;o dos   procedimentos ofertados. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A garantia da continuidade do atendimento integral aparece constru&iacute;da a    partir das parcerias intra e interinstitucionais constitu&iacute;das ao longo    da execu&ccedil;&atilde;o do projeto. Percebe-se atrav&eacute;s das pr&aacute;ticas discursivas que o   exerc&iacute;cio da cidadania e o respeito aos direitos humanos &eacute; algo,    cotidianamente, priorizado pela equipe. Outra raz&atilde;o constru&iacute;da foi a    utiliza&ccedil;&atilde;o da Redu&ccedil;&atilde;o de Danos como uma diretriz do cuidado &agrave;s pessoas    que fazem uso de &aacute;lcool e outras drogas que favorece a aproxima&ccedil;&atilde;o dos    reais desejos e necessidades das pessoas atendidas, oferecendo um leque    de ofertas e possibilidades que ultrapassam as barreiras do preconceito e   da exclus&atilde;o. As pessoas passam a ser escutadas e acolhidas a partir de    suas singularidades, n&atilde;o sendo exigido delas a abstin&ecirc;ncia como garantia   para o atendimento/cuidado. De acordo com Marllat<sup><a name="marlatt1"></a><a href="#marlatt2">10</a></sup>, a Redu&ccedil;&atilde;o de danos &eacute; uma abordagem baseada, acima de tudo, na aceita&ccedil;&atilde;o e na empatia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <b>Eixo 2- Articula&ccedil;&otilde;es realizadas </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os entrevistados identificaram algumas articulac&otilde;es intra e    intersetorias realizadas que contribu&iacute;ram para o &ecirc;xito de algumas    experi&ecirc;ncias do Consult&oacute;rio de Rua, dentre as quais destacaram: Servi&ccedil;o    de Aten&ccedil;&atilde;o Especializada em DST/AIDS, Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial    para usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas (CAPSad), Albergue Municipal    (Secretaria Municipal de Assist&ecirc;ncia Social), Complexo de Regula&ccedil;&atilde;o de    servi&ccedil;os de sa&uacute;de (CORA), Programa Municipal de Imuniza&ccedil;&atilde;o, Laborat&oacute;rio    de An&aacute;lises Cl&iacute;nicas de Macei&oacute; (LACLIM), Ambulat&oacute;rio 24horas No&eacute;lia    Lessa. Nesse eixo, &eacute; importante destacar a import&acirc;ncia do fortalecimento   e da efetiva&ccedil;&atilde;o da intersetorialidade como fator preponderante para o    &ecirc;xito do trabalho desenvolvido pelo Consult&oacute;rio de Rua com vistas &agrave;    efetiva&ccedil;&atilde;o de uma aten&ccedil;&atilde;o integral e continuada &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <b>Eixo 3- Posturas da equipe que contribuem para o sucesso </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os participantes ao refletirem sobre a atua&ccedil;&atilde;o da equipe expressam    posturas humanizadas e &eacute;ticas, norteadas pela l&oacute;gica da Redu&ccedil;&atilde;o de    Danos. Evidenciam-se nas falas, posturas como o acolhimento, o sigilo, o   respeito &agrave;s singularidades e escolhas das pessoas atendidas.    Contribuindo de maneira positiva, os participantes tamb&eacute;m apontam a    integra&ccedil;&atilde;o da equipe e a disponibilidade para o acompanhamento implicado   dos usu&aacute;rios. A equipe demonstra uma atitude de co-responsabilidade    diante das demandas e necessidades significativamente constru&iacute;das pelos    usu&aacute;rios durante os encontros. Tais atitudes e posturas refor&ccedil;am o    reconhecimento da equipe como principal recurso do cuidado. Desse modo,    configurar-se-ia o que se denomina de "trabalhadores afetivos    fundamentais", pois, ao atuar no territ&oacute;rio existencial das pessoas, em    articula&ccedil;&atilde;o com outros membros da organiza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, produz sa&uacute;de e    sa&uacute;de mental. E &eacute; na proximidade, intensidade de afetos e rela&ccedil;&otilde;es que o   potencial terap&ecirc;utico se revela<sup><a name="lancetti1"></a><a href="#lancetti2">11</a></sup>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O alinhamento da equipe &agrave; Redu&ccedil;&atilde;o de Danos foi apontado como outra    postura importante que promove um "convite" a pensar em mudan&ccedil;as a    partir do contexto s&oacute;cio-cultural, desejos e possibilidades do usu&aacute;rio,    enquanto cidad&atilde;o. As posturas apresentadas pela equipe nos remetem a    pensar sobre o compromisso &eacute;tico de produ&ccedil;&atilde;o e defesa da vida, como algo   essencial para um "fazer" em sa&uacute;de orientado pelos princ&iacute;pios e    diretrizes de uma clinica ampliada e singular. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A postura de motivar para a mudan&ccedil;a aparece constru&iacute;da a partir dos    relatos sobre a constante oferta de informa&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es,    esclarecimento de d&uacute;vidas, di&aacute;logo sobre as possibilidades de melhoria    das condi&ccedil;&otilde;es de vida, de sa&uacute;de e de mudan&ccedil;a de comportamentos. Nesta    abordagem, o profissional n&atilde;o assume um papel autorit&aacute;rio, a rela&ccedil;&atilde;o    baseia-se na troca, no respeito &aacute; liberdade de escolha e no    compartilhamento de responsabilidades. Miller e Rollnick<sup><a name="lancetti11"></a><a href="#lancetti2">11</a></sup>   afirmam que "as estrat&eacute;gias da entrevista motivacional s&atilde;o mais    persuasivas que coercitivas, mais encorajadoras que argumentativas e    buscam criar uma atmosfera positiva que conduza &agrave; mudan&ccedil;a." </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>     Eixo 4 - Aprendizados na pr&aacute;tica </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   &eacute; evidente durante as entrevistas, a explora&ccedil;&atilde;o de aprendizados constru&iacute;dos a partir da experi&ecirc;ncia de Consult&oacute;rio de Rua. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A constru&ccedil;&atilde;o de um "fazer" baseado na &eacute;tica e na cidadania, foram    considerados aprendizados essenciais para um cuidar humanizado &agrave;s    pessoas que fazem uso de drogas e est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua. O trabalho    em equipe interdisciplinar foi outro aprendizado constru&iacute;do a partir dos   relatos e destacado como um fator que vem fortalecendo os saberes e as    pr&aacute;ticas para atua&ccedil;&atilde;o nos espa&ccedil;os da rua. Uma das entrevistadas aponta o   respeito ao tempo do usu&aacute;rio como um aprendizado, o que revela uma    atitude sens&iacute;vel e um olhar para a pessoa com todas as suas    singularidades, como centro do cuidado e protagonista do seu viver. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O sentido produzido acerca da import&acirc;ncia do estabelecimento de um    v&iacute;nculo de confian&ccedil;a e respeito reflete sentimentos de reconhecimento e    valoriza&ccedil;&atilde;o entre as pessoas atendidas e a equipe. Motivar para a    mudan&ccedil;a e mostrar-se dispon&iacute;vel ao outro, tamb&eacute;m aparecem constru&iacute;dos    como aprendizados que vem contribuindo para o &ecirc;xito das a&ccedil;&otilde;es    implementadas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O uso das estrat&eacute;gias de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos tem sido aprendido &agrave; medida    que a equipe entra em contato e se aproxima destas pessoas, escutando    suas vozes e, sobretudo, seus sil&ecirc;ncios que traduzem preconceito,    estigma, sofrimento e exclus&atilde;o social. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">            <b>     Eixo 5- Desafios enfrentados na implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua. </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      Os participantes constroem diferentes sentidos para as experi&ecirc;ncias e os   desafios compartilhados no cotidiano do Consult&oacute;rio de Rua. A    articula&ccedil;&atilde;o intersetorial para a garantia de uma aten&ccedil;&atilde;o integral &eacute;    percebida como um desafio complexo e permanente. Ao longo dos relatos,    coloca-se outro desafio continuamente vivenciado pela equipe, a    supera&ccedil;&atilde;o de preconceitos e estigmas associados tanto &agrave;s pessoas que    fazem uso de drogas como &agrave;quelas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, configurando-se    inclusive como um fator dificultador do acesso ao cuidado e de ades&atilde;o &agrave;s   praticas preventivas e de tratamento. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Percebe-se tamb&eacute;m a necessidade de refor&ccedil;o para a equipe do projeto no    que diz respeito &agrave; quantidade adequada de agentes redutores de danos,    tendo em vista a abrang&ecirc;ncia e complexidade das a&ccedil;&otilde;es realizadas. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A falta de forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos voltados para o trabalho em    Redu&ccedil;&atilde;o de Danos &eacute; outro importante desafio enfrentado na implementa&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es do Consult&oacute;rio de Rua em Macei&oacute;, assim como a garantia de    recursos materiais imprescind&iacute;veis, como ve&iacute;culo pr&oacute;prio e insumos de    preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o de danos.    Compartilha-se, ainda, a necessidade de dar visibilidade aos resultados    exitosos alcan&ccedil;ados pelo Consult&oacute;rio de Rua "Fique de Boa" e disseminar    informa&ccedil;&otilde;es sobre a efetividade do trabalho na perspectiva da Redu&ccedil;&atilde;o de   Danos, com o intuito de fortalecer e ampliar as parcerias intra e    intersetoriais. </font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>5. DISCUSS&Atilde;O  </b></font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O momento da entrevista foi explorado para a constru&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos    sentidos acerca da viv&ecirc;ncia ao longo da implementa&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de    Rua, buscando atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias exitosas refletir sobre    aprendizados, potenciais e desafios do trabalho realizado. Deste modo,    al&eacute;m da entrevista ter sido usada como ferramenta para a coleta de dados   deste projeto, foi tamb&eacute;m um momento no qual os participantes puderam    selecionar casos atendidos, explorar aspectos da atua&ccedil;&atilde;o da equipe e da    proposta do Consult&oacute;rio de Rua que foram generativos para o sucesso do    atendimento. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assim, foi destacada a contribui&ccedil;&atilde;o do Consult&oacute;rio de Rua para o    fortalecimento e a integra&ccedil;&atilde;o da rede de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. Contudo, a    equipe traz experi&ecirc;ncias de sucesso que est&atilde;o relacionadas,    principalmente, ao eixo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. Isso nos faz pensar sobre    algumas limita&ccedil;&otilde;es e desafios colocados pela pr&oacute;pria equipe,    relacionadas ao n&uacute;mero insuficiente de Agentes Redutores de Danos e a    necessidade de fortalecimento de parcerias intersetoriais para o    incremento da aten&ccedil;&atilde;o em outras &aacute;reas, como Assist&ecirc;ncia Social, Trabalho   e Educa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ao relatarem suas posturas, utilizam repert&oacute;rios como: v&iacute;nculo,    acolhimento, respeito &agrave;s diferen&ccedil;as, singularidades e escolhas das    pessoas, condizentes com os princ&iacute;pios e diretrizes dos referenciais    orientados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para o trabalho do Consult&oacute;rio de    Rua e Redu&ccedil;&atilde;o de Danos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A abordagem motivacional aparece nas entrevistas como uma atitude    positiva, corroborando com v&aacute;rios estudos que indicam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o    como uma estrat&eacute;gia efetiva para mudan&ccedil;a de comportamentos adictivos<sup><a name="miller1"></a><a href="#miller2">12</a></sup>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os princ&iacute;pios do acolhimento, do trabalho em equipe e da escuta    qualificada complementam-se para a efetiva&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es na perspectiva    de uma cl&iacute;nica ampliada constru&iacute;da cotidianamente nos espa&ccedil;os vivos da    rua<sup><a name="brasil11"></a><a href="#brasil22">13</a></sup>. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O conceito de Direitos Humanos nos leva a pensar sobre autonomia,    dignidade e protagonismo. Nos sentidos produzidos ao longo das    entrevistas, esses princ&iacute;pios s&atilde;o colocados como desafios continuamente    vivenciados pela equipe. Para tanto, tem-se buscado empoderar as pessoas   para que sejam protagonistas de suas pr&oacute;prias vidas.    Por outro lado, percebe-se que o preconceito e o n&atilde;o reconhecimento dos    direitos das pessoas que usam drogas refor&ccedil;am a exclus&atilde;o social e    representam barreiras para um cuidado &eacute;tico e humanizado. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As pr&aacute;ticas de sa&uacute;de devem "acolher, sem julgamento, o que em cada    situa&ccedil;&atilde;o, com cada usu&aacute;rio, &eacute; poss&iacute;vel, o que est&aacute; sendo demandado, o    que pode ser ofertado, o que deve ser feito, sempre estimulando a sua    participa&ccedil;&atilde;o e o seu engajamento<sup><a name="brasil44"></a><a href="#brasil55">14</a></sup>". </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nesse sentido, Jorge e Br&ecirc;da<sup><a name="jorge1"></a><a href="#jorge2">15</a></sup> afirmam que: </font></p>     <blockquote>       <blockquote>         <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">                     (...) o cuidado no contexto din&acirc;mico da rua &eacute; moldado pelas condi&ccedil;&otilde;es do       lugar, das pessoas e do momento. Assim, a imprevisibilidade integra a        rotina de trabalho, solicitando flexibilidade, articula&ccedil;&atilde;o, capacidade        de negocia&ccedil;&atilde;o, aceita&ccedil;&atilde;o, respeito e valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade, com        capacidade da equipe para adaptar-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es que se apresentam no        encontro. </font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">         Assim, considerando o respeito &agrave; diversidade humana, os entrevistados    reconhecem tamb&eacute;m a necessidade de diversifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias e    dispositivos a serem ofertados para uma aten&ccedil;&atilde;o integral baseada nos    princ&iacute;pios que norteiam a l&oacute;gica de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em Macei&oacute;, o Consult&oacute;rio de Rua "Fique de Boa" foi efetivamente a    primeira experi&ecirc;ncia desenvolvida sob a l&oacute;gica de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos,    podendo ser encarada como uma tentativa de assegurar a universalidade e a   integralidade do cuidado &agrave;s pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, considerando    sobretudo o contexto sociocultural e os direitos humanos das pessoas que   usam drogas. Apesar dos avan&ccedil;os e dos resultados alcan&ccedil;ados, a pr&aacute;tica    de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos ainda tem enfrentado muita resist&ecirc;ncia por parte de    gestores e trabalhadores para a sua implementa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito de todos os    servi&ccedil;os de sa&uacute;de do SUS. A Pol&iacute;tica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de Aten&ccedil;&atilde;o    Integral define as a&ccedil;&otilde;es de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos como relevantes    interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica e reconhece que a diversifica&ccedil;&atilde;o de    ofertas n&atilde;o baseadas exclusivamente na abstin&ecirc;ncia permite um movimento    de aproxima&ccedil;&atilde;o entre os usu&aacute;rios historicamente desassistidos e os    servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup><a name="ministerio454"></a><a href="#ministerio22">5</a></sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Um dos aspectos delicados a ser considerado aqui, diz respeito &agrave;    garantia da sustentabilidade e do financiamento desse novo dispositivo    da rede substitutiva em sa&uacute;de pela gest&atilde;o p&uacute;blica. Por ora, o    financiamento vem sendo garantido pelo Governo Federal e Municipal. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assim, as experi&ecirc;ncias relatadas e as pr&aacute;ticas discursivas constru&iacute;das    pela equipe no cotidiano do Consult&oacute;rio de Rua refletem um alinhamento    aos princ&iacute;pios e diretrizes das atuais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas orientadas    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, dentre as quais destacam-se: a Pol&iacute;tica para    Aten&ccedil;&atilde;o Integral a Pessoas que Usam &aacute;lcool e Outras Drogas, o Plano    Emergencial de Amplia&ccedil;&atilde;o do Acesso ao Tratamento e Preven&ccedil;&atilde;o em &aacute;lcool e   outras Drogas, o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Pol&iacute;tica    Nacional de DST/AIDS, a Pol&iacute;tica de Humaniza&ccedil;&atilde;o e a Pol&iacute;tica de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica. </font></p>     <p align="left">&nbsp; </p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>6. CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O uso de um roteiro de entrevista inspirado na Investiga&ccedil;&atilde;o Apreciativa    possibilitou que o momento da entrevista fosse tamb&eacute;m um espa&ccedil;o para a    equipe refletir sobre seu trabalho, fazendo apontamentos que podem ser    &uacute;teis para a continuidade deste. A proposta inicial do projeto vem sendo   desenvolvida, com &ecirc;nfase em a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o e    redu&ccedil;&atilde;o dos riscos e danos sociais e &agrave; sa&uacute;de, voltadas prioritariamente    para adolescentes e jovens em situa&ccedil;&atilde;o de rua. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Apesar dos relatos de experi&ecirc;ncias exitosas descritos, acredita-se que    estas podem ser ampliadas caso seja constitu&iacute;da uma equipe    interdisciplinar dedicada exclusivamente a esta proposta. Os    participantes apontaram a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo e do    acolhimento incondicional para o sucesso do trabalho. Sendo assim,    acredita-se que a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma equipe exclusiva    possibilitaria a intensifica&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es. Haveria    tamb&eacute;m a possibilidade de investimento maior em outras &aacute;reas que n&atilde;o    receberam foco nos relatos descritos aqui, como resgate do v&iacute;nculo    familiar, escolariza&ccedil;&atilde;o, a&ccedil;&otilde;es de prepara&ccedil;&atilde;o para o trabalho, dentre    outros. Vale destacar que mesmo com uma equipe dedicada apenas ao    Consult&oacute;rio de Rua, estas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem ser realizadas sem    considerar-se a intersetorialidade. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Este trabalho tamb&eacute;m contribuiu para dar visibilidade a uma inovadora    proposta de atua&ccedil;&atilde;o no campo de &aacute;lcool e outras drogas. Projetos com    base no modelo de Redu&ccedil;&atilde;o de Danos vem sendo utilizados, entretanto, h&aacute;    poucos trabalhos cient&iacute;ficos que avaliam a efetividade desta estrat&eacute;gia.   No cotidiano do Consult&oacute;rio de Rua &eacute; not&oacute;ria a contribui&ccedil;&atilde;o da Redu&ccedil;&atilde;o    de Danos como estrat&eacute;gia de aproxima&ccedil;&atilde;o e cuidado nos espa&ccedil;os da rua. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de reconhece que h&aacute; uma lacuna assistencial &agrave;s    pessoas que usam drogas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, sendo o Consult&oacute;rio de Rua    um dispositivo proposto com o desafio de reduzi-la e contribuir para o    fortalecimento da rede de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os sentidos produzidos e retratados ao longo deste estudo acerca das    experi&ecirc;ncias vivenciadas no cotidiano do Consult&oacute;rio de Rua, poder&atilde;o    servir como est&iacute;mulo para implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas que favore&ccedil;am essa pr&aacute;tica inovadora, constru&iacute;da passo a passo,   nos encontros din&acirc;micos da rua. </font></p>      <p align="left">&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="brasil2"></a><a href="#brasil1">1.</a> Brasil. Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de. Portaria Nº 1.190/GM de 4 de junho de 2009. Institui o Plano    Emergencial de Amplia&ccedil;&atilde;o do Acesso ao Tratamento e Preven&ccedil;&atilde;o em &aacute;lcool e   outras Drogas no Sistema &uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS (PEAD 2009-2010) e define   suas diretrizes gerais, a&ccedil;&otilde;es e metas. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;    2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640405&pid=S2178-7085201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="noto2"></a><a href="#noto1">2.</a> Noto AR, Galdur&oacute;z JCF, Nappo   AS, Carlini EA. V Levantamento Nacional sobre o uso de drogas entre    crian&ccedil;as e adolescentes em situa&ccedil;&atilde;o de rua nas 27 capitais brasileiras -   2003. 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Acesso em 10.10.2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640409&pid=S2178-7085201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="oliveira2"></a><a href="#oliveira1">4.</a> Oliveira MGPN.    Consult&oacute;rio de Rua: relato de uma experi&ecirc;ncia. (Disserta&ccedil;&atilde;o). Salvador:    Universidade Federal da Bahia, Instituto de Sa&uacute;de Coletiva. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640411&pid=S2178-7085201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="ministerio22"></a><a href="#ministerio11">5.</a> Brasil.    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Consult&oacute;rios de Rua do SUS. Material de trabalho    para a II Oficina Nacional de Consult&oacute;rios de Rua do SUS. 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Porto Alegre: Artmed Editora; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640427&pid=S2178-7085201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="brasil22"></a><a href="#brasil11">13.</a> Brasil. Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de. Cl&iacute;nica ampliada: equipe de refer&ecirc;ncia e projeto terap&ecirc;utico    singular. 2&ordf; ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2008c. 60 p.(S&eacute;rie B.    Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640429&pid=S2178-7085201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="brasil55"></a><a href="#brasil44">14.</a> Brasil. Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de. A pol&iacute;tica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para aten&ccedil;&atilde;o integral a    usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas. 2&ordf; ed. rev. ampl. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. 64 p. (S&eacute;rie B. Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4640431&pid=S2178-7085201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <a name="jorge2"></a><a href="#jorge1">15.</a> Jorge JS, Br&ecirc;da MZ.    Consult&oacute;rio de rua: novo espa&ccedil;o, novo dispositivo, inovadora forma de    cuidado. In: Soares MH, Bueno SMV. Sa&uacute;de Mental: novas perspectivas. 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<body><![CDATA[<br> Aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 30/12/2011 </font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>       <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>      <p align="left"><font face= "Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="n2"></a><a href="#n1">*</a></sup>Professora da Escola de Enfermagem e Farm&aacute;cia    <br><sup><a name="n4"></a><a href="#n3">**</a></sup>Professora doutora</font></p>        ]]></body>
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