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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Confluências externas e internas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Secretaria de Estado da Educação de São Paulo Programa de Educação Continuada ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Conflu&ecirc;ncias    externas e internas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Vit&oacute;ria    Kachar Hernandes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doutoranda no Programa    de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o: Curr&iacute;culo    da PUC/SP. Vice-coordenadora do sub-projeto de <b>Inform&aacute;tica na Educa&ccedil;&atilde;o</b>    do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Continuada da Secretaria de Estado da    Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo. Consultora e docente na &aacute;rea    de Educa&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Refletir sobre    a forma&ccedil;&atilde;o do professor &eacute; considerar sua inser&ccedil;&atilde;o    num contexto social din&acirc;mico, numa pluralidade de tempos e espa&ccedil;os    que n&atilde;o respeitam o espa&ccedil;o geom&eacute;trico. A escola &eacute;    apresentada sob suas m&uacute;ltiplas configura&ccedil;&otilde;es, como um corpo    vivo pulsando. A forma&ccedil;&atilde;o do professor &eacute; pensada como um    processo virtual que se atualiza na medida em que ocorre, coerentemente com    o lugar e tempo, atenta &agrave;s mudan&ccedil;as nos diversos &acirc;mbitos    da sociedade, apropriando-se delas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes de refletir    sobre a forma&ccedil;&atilde;o do professor que &eacute; nossa finalidade, passaremos    por algumas reflex&otilde;es anteriores. Pensar <i>que sociedade,</i> qual est&aacute;    se fazendo e que est&aacute; para se fazer, auxiliando a dimensionar o contexto.    Da mesma forma, observar de fora <i>qual escola</i> estamos nos deparando e    dirigindo nossa a&ccedil;&atilde;o educacional. E entrar no mundo subjetivo    do indiv&iacute;duo para conhecer como reage &agrave;s influ&ecirc;ncias e conflitos    gerados por esse meio. Considerando esses &acirc;mbitos e a rede de imbricamentos    entre eles e interfer&ecirc;ncias, questionar e tentar dimensionar o processo    de forma&ccedil;&atilde;o do professor na era atual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A Sociedade    e sua velocidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vivemos um momento    caracterizado pela velocidade das mudan&ccedil;as. Mal conseguimos acomodar    uma transforma&ccedil;&atilde;o, j&aacute; surge outra gerando a desestabiliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Certamente    nunca antes as mudan&ccedil;as das t&eacute;cnicas, da economia e dos costumes    foram t&atilde;o l&aacute;pidas e desestabilizantes".(L&eacute;vy,</i> 1996:11)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sociedade de    hoje em oposi&ccedil;&atilde;o a um estado est&aacute;tico e est&aacute;vel    mostra-se densa, complexa em movimento e muta&ccedil;&atilde;o, transparecendo    suas modifica&ccedil;&otilde;es em todos os setores da vida do indiv&iacute;duo,    marginalizando, pressionando aqueles que n&atilde;o acompanham o movimento.    A crescente invas&atilde;o tecnol&oacute;gica no campo cultural, econ&ocirc;mico,    social e cient&iacute;fico, colabora intensivamente na gera&ccedil;&atilde;o    de uma profus&atilde;o de universos que se misturam, se mesclam em m&uacute;ltiplas    varia&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Os espa&ccedil;os    se metamorfoseiam e se bifurcam a nossos p&eacute;s, for&ccedil;ando-nos &agrave;    heterog&ecirc;nese.</i> (L&eacute;vy, 1996: 23)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma pluralidade    de tempos e espa&ccedil;os que n&atilde;o respeitam o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico    e o tempo cronol&oacute;gico surgem questionando a uniformidade e a fixidez.    O sistema de transporte e de comunica&ccedil;&atilde;o aproxima e conecta os    indiv&iacute;duos, modificando o estado anterior das coisas, num processo din&acirc;mico    de acelera&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e da mobilidade f&iacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cortelazzo afirma    que iniciamos nossa entrada na sociedade da comunica&ccedil;&atilde;o, sugerindo    que sa&iacute;mos da sociedade industrial e estamos na da informa&ccedil;&atilde;o<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>.    (in org. Bicudo e J&uacute;nior, 1996)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os limites e fronteiras    entre os territ&oacute;rios se tornam flex&iacute;veis e perme&aacute;veis,    propiciando a passagem do interior para o exterior e vice-versa. Por exemplo:    as rela&ccedil;&otilde;es entre o privado e o p&uacute;blico, objetivo e o subjetivo.    (L&eacute;vy, 1996). Ou, se pensarmos no trabalhador cl&aacute;ssico de antes,    tinha seu espa&ccedil;o f&iacute;sico delimitado dentro da empresa, em compara&ccedil;&atilde;o    com o empregado de hoje (e futuro), que pode desempenhar muitas das atividades    na sua pr&oacute;pria casa. A evolu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas torna    poss&iacute;vel o estar aqui e l&aacute; ao mesmo tempo. Os equipamentos m&eacute;dicos    tornam aparente e vis&iacute;vel o interior do nosso corpo e criam pr&oacute;teses    misturando corpo com artefato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A t&eacute;cnica    produzida pelas ci&ecirc;ncias transforma a sociedade</i> (Morin, 1990:16) e,    por seu lado, a sociedade tecnologizada modifica a ci&ecirc;ncia e, assim, se    mant&eacute;m um ciclo cont&iacute;nuo e cada vez mais complexo e acelerado.    A sociedade de hoje est&aacute; distante da de ontem e estar&aacute; distante    da de amanh&atilde;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes se trabalhava    com a dimens&atilde;o do passado no presente, agora trabalha-se com a dimens&atilde;o    do futuro, com o progn&oacute;stico. Algumas empresas planejam e produzem produtos    que provavelmente ser&atilde;o consumidos pelos que vir&atilde;o depois ou para    situa&ccedil;&otilde;es que ainda n&atilde;o existem, chegando a contratar futur&oacute;logos    para essa fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ent&atilde;o, a    sociedade transformada e transformadora, projetada para um devir, concebe institui&ccedil;&otilde;es    e indiv&iacute;duos que refletem esse modo de ser.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A Escola e a    possibilidade de m&uacute;ltiplas configura&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao olharmos a escola    de hoje, nos deparamos ainda com um forte tra&ccedil;o de sua origem se configurando    na condi&ccedil;&atilde;o da estabilidade, conserva&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o.    No seu surgimento, na sociedade grega, a escola significava um lugar coletivo    para manter a unidade e a estabilidade, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; diversidade    de costumes que emergiam nas fam&iacute;lias e &agrave;s amea&ccedil;as dos    b&aacute;rbaros. (Esp&oacute;sito, in Serbino e Grande, 1995)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Sistematicamente,    isto &eacute;, organizada como um corpo de doutrinas, leis e princ&iacute;pios,    a escola teria a finalidade de ordenar uma s&eacute;rie de fen&ocirc;menos,    modos de vida, h&aacute;bitos. Nasce, pois, a escola num tempo de sociedade.    Uma sociedade que, para ser, solicita a escola.</i> (Esp&oacute;sito, in Serbino    e Grande, 1995:116)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escola apresentou-se    na sua origem como um local para a manuten&ccedil;&atilde;o de uma disciplina    e ordem, nascidas da necessidade da sociedade sobreviver, evitar o seu esfacelamento    e promover sua integridade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bryan sustenta    a congru&ecirc;ncia que existe entre sistema de ensino e estrutura social, que    n&atilde;o &eacute; obra do acaso (in org. Bicudo e J&uacute;nior, 1996). Mas    n&atilde;o &eacute; sempre assim que a escola se mostra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dewey, no seu tempo,    questionou a escola apontando a reprodu&ccedil;&atilde;o dos mesmos m&eacute;todos    e conte&uacute;dos no passar dos anos, como se o que tivesse sido bom para uma    gera&ccedil;&atilde;o seria para outra, a seguinte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que se espera    da escola &eacute; que ela seja contempor&acirc;nea da sociedade; Freire enfatizou    isso. Parece at&eacute; que ela acompanha o cen&aacute;rio social e pol&iacute;tico    da sua &eacute;poca, at&eacute; por uma quest&atilde;o da sua sobreviv&ecirc;ncia,    mas &agrave;s vezes, sofre o descompasso. N&atilde;o vemos com simplicidade    a incorpora&ccedil;&atilde;o do ritmo das mudan&ccedil;as da sociedade pela    escola, e nem acreditamos que ela deixe de ser o que &eacute; para tornar-se    outra. Nela subsistem o velho e o novo, o est&aacute;tico e o din&acirc;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escola pode ser    lida na sua complexidade e diversidade, n&atilde;o descartando a exist&ecirc;ncia    das v&aacute;rias faces. Uma multiplicidade de formas que historicamente foram    se constituindo no tempo atrav&eacute;s do <i>sere fazer educacional.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vamos observar    a escola pelas influ&ecirc;ncias sofridas pelas germina&ccedil;&otilde;es da    tecnologia no seu meio, que a impelem a novas formas e configura&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma nova configura&ccedil;&atilde;o    da escola de corre da possibilidade dela se estender para outros locais virtuais,    apresentando outros lugares e momentos para a ocorr&ecirc;ncia da aprendizagem,    explorando a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento. Outros espa&ccedil;os    poss&iacute;veis est&atilde;o se tornando presentes no cotidiano da vida escolar    e do indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Encontramos informa&ccedil;&atilde;o    e forma&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o:    televis&atilde;o (tv a cabo), v&iacute;deo, computador (em casa), videogame,    etc, onde o indiv&iacute;duo gasta grande parte do tempo envolvido numa intera&ccedil;&atilde;o    passiva ou ativa, dependendo do ve&iacute;culo de media&ccedil;&atilde;o, intervindo    na recep&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es veiculadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Internet &eacute;    um exemplo de m&iacute;dia eletr&ocirc;nica de comunica&ccedil;&atilde;o que    tem-se apresentado como um <i>bra&ccedil;o da</i> escola, potencializando-a    e, ao mesmo tempo, despotencializando-a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escola pode ser    observada como um <i>corpo vivo ao</i> dimensionar o processo de centraliza&ccedil;&atilde;o    e descentraliza&ccedil;&atilde;o que acontece por efeito da inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica no seu ambiente. Ela pode ser considerada como um centro    de agrega&ccedil;&atilde;o do coletivo humano para a sistematiza&ccedil;&atilde;o    do conhecimento, atrav&eacute;s da converg&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es    estruturadas de educa&ccedil;&atilde;o. E atrav&eacute;s de um movimento para    dentro de recep&ccedil;&atilde;o, por meio de outros canais de a&ccedil;&atilde;o    educacional ligados com o mundo, se alimenta de mais pot&ecirc;ncia com os novos    recursos para a explora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento.    Em oposi&ccedil;&atilde;o a essa dire&ccedil;&atilde;o um movimento para fora    a leva para as extremidades, fragmentando-a e espalhandoa em partes e disseminando    sua fun&ccedil;&atilde;o para outros locais, como ramifica&ccedil;&otilde;es.    Neste processo de ir para os seus extremos e vir para o centro, a escola pode    apresentar-se como um <i>corpo vivo pulsando,</i> oxigenando-se com o contato    gerado fora do seu meio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As infovias caracterizam-se    como um ve&iacute;culo de acesso democr&aacute;tico a qualquer tipo de informa&ccedil;&atilde;o.    Toda diversidade de conhecimentos de v&aacute;rios lugares do mundo podem ser    buscados pela escola fora dela, fazendo ponte e conversando com pessoas, empresas,    outras escolas enfim, com a sociedade, sofrendo as interfer&ecirc;ncias advindas    do rompimento dos muros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es    e os conhecimentos apresentam-se em diversos formatos, fotos, textos, anima&ccedil;&otilde;es,    etc., o que enriquece as possibilidades de um aprender mais interativo e com    o jeito da sociedade e do indiv&iacute;duo de hoje. Mas o aprendiz e o professor    precisam estar preparados para ter condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis    de dom&iacute;nio operacional e educacional, para aproveitar a navega&ccedil;&atilde;o    na <i>via da informa&ccedil;&atilde;o,</i> definindo o objeto da sua busca,    assim como, sabendo onde procurar, como selecionar e analisar se a informa&ccedil;&atilde;o    &eacute; consistente e coerente, pois n&atilde;o h&aacute; ainda um tipo adequado    de filtro do que &eacute; veiculado por esse meio. H&aacute; uma certa banaliza&ccedil;&atilde;o    do conhecimento, cl&aacute;ssicos e hist&oacute;rias mal elaboradas convivem    no mesmo ambiente -<i>na mesma prateleira</i> Do usu&aacute;rio exige-se um    olhar mais atento e cr&iacute;tico para n&atilde;o estar consumindo leitura    vulgar por cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Questiona-se a    compet&ecirc;ncia da escola como informadora, e espera-se dela a prepara&ccedil;&atilde;o    do indiv&iacute;duo para lidar com esse mundo que se desvela de v&aacute;rias    formas. Os conte&uacute;dos e m&eacute;todos s&atilde;o colocados em questionamento    com rela&ccedil;&atilde;o a sua adequa&ccedil;&atilde;o aos tempos atuais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com as m&iacute;dias    eletr&ocirc;nicas n&atilde;o h&aacute; um tempo para come&ccedil;ar e um para    acabar; pressup&otilde;e um aprender que n&atilde;o se restringe a um m&iacute;nimo    e m&aacute;ximo de idade, e nem a um limite de n&uacute;mero de indiv&iacute;duos.    Elas viabilizam o acesso &agrave; quantidade intensificando o tempo. O poder    de atingir muitos &eacute; &uacute;til e democratizante, por&eacute;m pode provocar    preju&iacute;zo ao n&iacute;vel da qualidade educacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A dimens&atilde;o    de tempo e espa&ccedil;o &eacute; relativizada, podendo-se estar aqui e l&aacute;    ao mesmo tempo, ver a <i>Mona Lisa</i> no museu de Louvre sem ter que abandonar    as atividades profissionais ou escolares. Ganha-se com o tempo e com o espa&ccedil;o    na possibilidade de locomo&ccedil;&atilde;o virtual para se comunicar com o    outro ou estar em outros lugares antes inacess&iacute;veis.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mundo invade    a escola e ela entra no mundo. A escola fica inflada e exposta ao p&uacute;blico.    Estas possibilidades de estar em contato direto com outros lugares e outros    espa&ccedil;os permitem a intensifica&ccedil;&atilde;o da interfer&ecirc;ncia    social e cultural, produzindo releituras e a sua oxigena&ccedil;&atilde;o. Interc&acirc;mbios    com o outro ampliam o contato com o exterior, com o diferente e com o desconhecido,    modificando ambos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A abertura para    a diversidade se apresentar sem preconceitos, inc&ocirc;modos, valorizando na    sua capacidade de gerar cidad&atilde;os mais cr&iacute;ticos e conscientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A comunica&ccedil;&atilde;o    via rede de computadores entre alunos de regi&otilde;es e culturas diferentes    permite-lhes perceber que o mundo &eacute; maior e mais diversificado do aquele    em que eles vivem. N&atilde;o s&oacute; lhes permite aprender sobre outros modos    de viver, outras hist&oacute;rias, outros modos de pensar, mas tamb&eacute;m    a contrapor a sua pr&oacute;pria cultura come&ccedil;ar a conhec&ecirc;-la,    uma vez que eles v&atilde;o ser estimulados a falar sobre ela ease orgulhar    ou n&atilde;o de suas tradi&ccedil;&otilde;es, criando-se assim um embasamento    s&oacute;lido para o crescimento de cidad&atilde;os cr&iacute;ticos, conscientes,    atuantes e modificadores da sociedade.</i> (Cortelazzo, in org. Bicudo e J&uacute;nior,    1996: 90)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aprende-se a navegar    sem fronteiras, uma met&aacute;fora para o pensamento que n&atilde;o encontra    limites para viajar em outros territ&oacute;rios e divagar em outras circunst&acirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As ramifica&ccedil;&otilde;es    da escola a configuram de um outro jeito, de v&aacute;rios jeitos. O processo    ordenado e disciplinar institu&iacute;do &agrave; escola no seu in&iacute;cio,    abre-se para um outro, indisciplinar e ca&oacute;tico, gerando uma abertura    para sua renova&ccedil;&atilde;o e contextualiza&ccedil;&atilde;o na sociedade    e na vida. Uma reconstru&ccedil;&atilde;o considerando o contexto temporal,    espacial e social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Mais que isto,    interrogara escola na sociedade e no tempo implica v&ecirc;-la no imbricamento    do tempo e do espa&ccedil;o, no movimento perene, na constru&ccedil;&atilde;o    e na "desconstru&ccedil;&atilde;o"... para "reconstruir". Isto significa resgatar    no tempo, na escola e na sociedade o homem que a&iacute; est&aacute; sendo.    Significa reconhecer a diversidade desse estar no mundo e, quem sabe, conseguir    captar na fragr&acirc;ncia da sua fluidez, nos rastros do seu fazer-se, a unidade    dessa diversidade.</i> (Esp&oacute;sito, 1995: 120)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O indiv&iacute;duo    e a subjetividade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mundo pode ser    lido e vivido de diversos modos e cada qual tem sua riqueza no universo criado    que lhe &eacute; peculiar e singular. Cada pessoa tem sua identidade apresentando-a    como ess&ecirc;ncia de seu modo de ser, agir, pensar, sonhar, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos dias atuais    h&aacute; uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o do global e uma supress&atilde;o    do que &eacute; secreto e, talvez, o perigo do desenrolar de uma perda de identidade    cultural (Ramos, 1997).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vamos fazer uma    releitura das coloca&ccedil;&otilde;es de Rolnik (1997) em rela&ccedil;&atilde;o    a subjetividade em tempos de globaliza&ccedil;&atilde;o, onde gera-se o que    ela chama de "toxic&ocirc;manos de identidade". Nesses tempos h&aacute; uma    intensifica&ccedil;&atilde;o de contatos entre os universos de qualquer ponto    do mundo provocando uma troca infind&aacute;vel como surgimento de um coletivo    an&ocirc;nimo, influenciando na configura&ccedil;&atilde;o da subjetividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>As subjetividades,    independentemente de sua morada, tendem a ser povoadas por afetos dessa profus&atilde;o    cambiante de universos; uma constante mesti&ccedil;agem de for&ccedil;as delineia    cartografias mut&aacute;veis e coloca em cheque seus habituais contornos.</i>    (Rolnik, org. Lins, 1997:19)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A interven&ccedil;&atilde;o    na subjetividade apresenta-se como processo de desestabiliza&ccedil;&atilde;o,    desenrolando-se atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo    com a rede complexa de universos em que se insere. A amea&ccedil;a vinda por    esse turbilh&atilde;o de micro e macro universos invasores da privacidade, fazem    a subjetividade sofrer as tens&otilde;es do fora com o dentro do indiv&iacute;duo,    desenhando outras figuras da subjetividade em cada momento. As misturas geram    uma intensifica&ccedil;&atilde;o da pulveriza&ccedil;&atilde;o da identidade    e, por outro lado, a globaliza&ccedil;&atilde;o cria modelos que s&atilde;o    disseminados para serem consumidos no mercado. As novelas de televis&atilde;o    ou as novelas constru&iacute;das em cima do drama da vida real divulgadas pela    m&iacute;dia dos jornais, das revistas, v&ecirc;m recheadas de modelos, valores,    &eacute;ticas e est&eacute;ticas. Elas podem ser consideradas como exemplos    de modelos. O indiv&iacute;duo &eacute; atingido continuamente por est&iacute;mulos    novos que o induzem a mudar seu comportamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Identidades    locais fixas desaparecem para dar lugar a identidades globalizadas flex&iacute;veis,    que mudam ao sabor dos movimentos do mercado e com igual velocidade.</i> (Rolnik,    1997: 20)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, surge um    conflito no indiv&iacute;duo entre o alienar-se e manter-se a margem do que    acontece, mantendo a fixa&ccedil;&atilde;o de sua refer&ecirc;ncia identit&aacute;ria    ou ent&atilde;o a desestabiliza&ccedil;&atilde;o exagerada produzida pelas numerosas    for&ccedil;as de fora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O indiv&iacute;duo    sente-se amea&ccedil;ado ao embrenhar-se no processo de mover-se ao sabor dos    acontecimentos e mudan&ccedil;as, gerando um caos ps&iacute;quico dificilmente    suportado pelo indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto a situa&ccedil;&atilde;o    de fixidez de identidade como a tentativa de sua globaliza&ccedil;&atilde;o    fracassam na manuten&ccedil;&atilde;o de uma subjetividade saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>O fruir da riqueza    da atualldade depende de as subjetividades enfrentarem os vazios de sentido    provocados pelas dissolu&ccedil;&otilde;es das figuras em que se reconhecem    a cada momento. S&oacute; assim poder&atilde;o investir a rica densidade de    universos que as povoam, de modo a pensar o impens&aacute;vel e inventar possibilidades    de vida.</i> (Rolnik, 1997: 24)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma a&ccedil;&atilde;o    volunt&aacute;ria e consciente do indiv&iacute;duo dependera da reflex&atilde;o    que far&aacute; sobre si, sobre os outros universos e as rela&ccedil;&otilde;es    que estabelece com estes, aprendendo a lidar com a avalanche pelo qual se sente    amea&ccedil;ado, sempre atento &agrave;s for&ccedil;as internas e externas que    se mobilizam no conflito, criando formas de viver a multiplicidade de universos    que emergem da sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A Forma&ccedil;&atilde;o    do Professor diante das conflu&ecirc;ncias externas e internas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pensar sobre    o professor e a sua forma&ccedil;&atilde;o necessita considerar todo o volume    de modifica&ccedil;&otilde;es que se transfiguram na sociedade e como ele pode    apropriar-se delas sem perder sua identidade enquanto educador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Refletir sobre    a forma&ccedil;&atilde;o do professor na efervesc&ecirc;ncia atual e o no que    est&aacute; apontando para ser. Tomar o presente e, tamb&eacute;m, projetar-se    para um futuro pr&oacute;ximo, assim como, dar-se conta da dimens&atilde;o espacial    que ultrapassa os limiteis das paredes da escola, considerando a din&acirc;mica    de rela&ccedil;&otilde;es entre espa&ccedil;o e tempo, conectada com a sociedade,    escola e indiv&iacute;duo que est&atilde;o sendo e que est&atilde;o para ser.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    pode ser expressa como um processo virtual que se atualiza na medida em que    ocorre, coerentemente com o lugar e tempo, atenta &agrave;s mudan&ccedil;as    nos diversos &acirc;mbitos da sociedade, apropriando-se delas. Colocando a forma&ccedil;&atilde;o    em constante reformula&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o, gestadas    no conflito entre o velho e o novo, o institu&iacute;do e o instituinte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A concep&ccedil;&atilde;o    de forma&ccedil;&atilde;o de professor n&atilde;o fica delimitada pelo espa&ccedil;o    f&iacute;sico da escola, mas sim conquistando outros locais de a&ccedil;&atilde;o    direta, como os veiculados pelas tecnologias e m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas,    implicando no dom&iacute;nio destes recursos poss&iacute;veis de uso na a&ccedil;&atilde;o    educativa, analisando essas ferramentas e seus usos, para intervir atrav&eacute;s    de uma reflex&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica da sua adequa&ccedil;&atilde;o    e riqueza para o processo de forma&ccedil;&atilde;o educacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levar o professor    a depurar sua <i>leitura e seu olhar no</i> reconhecimento dos modelos de aprendizagens    subjacentes &agrave; sua pr&aacute;tica e a de outrem, assim como, nos recursos    tecnol&oacute;gicos em uso. Na explora&ccedil;&atilde;o dos computadores como    recursos de aprendizagem, observar nos softwares as concep&ccedil;&otilde;es    pedag&oacute;gicas que carregam. Ao perceber e reconhecer, ele pode refazer    e reconstruir em uma nova abordagem, inventando outros ambientes de aprendizagem    atualizados com as modifica&ccedil;&otilde;es sociais e culturais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    do professor deve abarcar as novas ferramentas e os novos locais que emergem    como poss&iacute;veis de explora&ccedil;&atilde;o do conhecimento e na nova    configura&ccedil;&atilde;o de escola. Isso implica numa prepara&ccedil;&atilde;o    do indiv&iacute;duo <i>com</i> e <i>para</i> os recursos tecnol&oacute;gicos    dispon&iacute;veis, n&atilde;o s&oacute; o instrumentalizando, mas fazendo com    que se aproprie do processo de utiliza&ccedil;&atilde;o: o <i>pensar sobre</i>    o recurso e o pensar sobre o <i>fazer</i> com ele, explorando o melhor que cada    um pode oferecer e criando ambientes prop&iacute;cios para o aprender. Mas isso    n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel quando a imers&atilde;o do indiv&iacute;duo    &eacute; s&oacute; no fora de si, mas quando tamb&eacute;m abarca o dentro de    si.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dar-se conta dos    conflitos e intensidades que permeiam seu pensamento e seu agir, que influenciam    a sua a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. Conhecer seus pr&oacute;prios limites    e encontrar o passo equivalente a sua possibilidade de caminhar na dire&ccedil;&atilde;o    da sua transforma&ccedil;&atilde;o e a que pode propiciar ao outro. Viabilizar,    atrav&eacute;s da reflex&atilde;o te&oacute;rica, um melhor entendimento e depura&ccedil;&atilde;o    da pr&oacute;pria pratica, para que o educador possa ressignific&aacute;-la    e reconstru&iacute;-la, implicando num aprofundamento que possibilite a tomada    de consci&ecirc;ncia do seu <i>pensar</i> e <i>agir na educa&ccedil;&atilde;o.</i>    Apropriar-se da sua a&ccedil;&atilde;o de uma maneira mais integrada, navegando    no seu mundo interior para descobrir melhor o exterior. A elabora&ccedil;&atilde;o    de um conhecimento externo pressup&otilde;e um conhecimento interno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>E n&atilde;o    se trata apenas de conhecimento, mas tamb&eacute;m de compreens&atilde;o, acordo    entre os pr&oacute;prios meios e fins e puls&otilde;es, o que implica possibilidade    de exercitar um certo dom&iacute;nio sobre as pr&oacute;prias inclina&ccedil;&otilde;es    e a&ccedil;&otilde;es, a fim de que elas nos controlem e dirijam mas n&atilde;o    nos co&iacute;bam ou sufoquem.</i> (Calvino, 1994:106)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O educador precisa    saber lidar com as diferen&ccedil;as que existem no outro, observando-os fora    de si, e tamb&eacute;m dar-se conta do diverso que existe e pode coexistir em    si, n&atilde;o necessariamente excludentes, dando espa&ccedil;o para que o diverso    no <i>pensar e</i> no <i>ser</i> transborde, escapando do comportamento linear    e esperado, vivendo <i>come a partir</i> do diferente que existe no seu pr&oacute;prio    ser. O adormecido pode aflorar e o indiv&iacute;duo se experimentar diferente    diante de um mesmo objeto ou de uma mesma situa&ccedil;&atilde;o, propiciando    a mudan&ccedil;a. Assim, possibilita-se uma verdadeira transforma&ccedil;&atilde;o    que deixa de ser s&oacute; discurso para ser tamb&eacute;m a&ccedil;&atilde;o.    A mudan&ccedil;a efetiva na forma&ccedil;&atilde;o do professor implica em vivenciar    o diferente no outro e em si pr&oacute;prio e refletir sobre eles, gerando modifica&ccedil;&otilde;es    no meio educacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    precisa considerar a necessidade de preparar um indiv&iacute;duo que saiba lidar    com a instabilidade, pois n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel usar a mesma pr&aacute;tica    para as novas situa&ccedil;&otilde;es. O lidar com o novo, diferente e o movimento,    exige uma a&ccedil;&atilde;o reflexiva que questiona o estabelecido, reformula    o problema, construindo e testando novas abordagens (Wolcott, 1995). Essa reflex&atilde;o    n&atilde;o acontece <i>s&oacute;</i> e <i>nem se esgota</i> na forma&ccedil;&atilde;o,    mas se estende na pi&aacute;tica profissional como uma necessidade cont&iacute;nua    de <i>alimenta&ccedil;&atilde;o</i> com o conhecimento, n&atilde;o se fazendo    na solid&atilde;o, mas na parceria e troca com te&oacute;ricos, colegas e alunos.    Desenvolver a reflex&atilde;o <i>da</i> (sobre) a&ccedil;&atilde;o e <i>na</i>    (durante) a&ccedil;&atilde;o, em outras palavras, um olhar anal&iacute;tico    sobre a a&ccedil;&atilde;o, <i>antes(na</i> perspectiva do que poder&aacute;    ser), <i>durante</i> e <i>depois.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gallo acredita    na "Filosofia da Educa&ccedil;&atilde;o" como um "instrumental reflexivo" para    o professor se armar de condi&ccedil;&otilde;es e auxili&aacute;-lo a refletir    sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica, sem a qual ficaria empobrecida e desqualificada.    (1996)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observar as dificuldades    que o professor enfrenta, instigando-o a olhar para dentro de si para n&atilde;o    se deixar levar pela press&atilde;o de fora ou aceitando a imposi&ccedil;&atilde;o    de um modismo, sabendo refletir e agir em cada momento de acordo com sua singularidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste caso, globalizar    n&atilde;o significa pulverizar e nem homogeneizar, mas aproximar o contato    com as diferen&ccedil;as para que delas possam surgir novas diversidades que    atendam &agrave;s necessidades e singularidades do indiv&iacute;duo. Sem negar    a realidade e enclausurasse num mundo a parte, como resist&ecirc;ncia &agrave;s    mudan&ccedil;as e transforma&ccedil;&otilde;es, e nem submetendo-se totalmente    a elas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais que forma&ccedil;&atilde;o    e menos que conforma&ccedil;&atilde;o, criar um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o    e investiga&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es educacionais experimentadas    na pr&aacute;tica, abrindo um canal de di&aacute;logo com as dificuldades de    ser professor num contexto social em veloz transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bryan, N.A.P. (1996).    Desafios educacionais da presente muta&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e    organizacional para a forma&ccedil;&atilde;o de professores do ensino tecnol&oacute;gico.    <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Educador,</i> (org. BICUDO e J&Uacute;NIOR). UNESP,    volume 3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063783&pid=S1414-9893199700010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Calvino, I. (1994).    <i>Palomar.</i> (trad. Ivo Barroso). Companhia das Letras.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063784&pid=S1414-9893199700010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cortelazzo, I.B.C    (1996). Utiliza&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica das redes eletr&ocirc;nlcas.    <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Educador.</i> (org. BICUDO and J&Uacute;NIOR).    UNESP, volume 3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063785&pid=S1414-9893199700010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esp&oacute;sito,    V.H.C. (1995). O que &eacute; isto, a escola? (org. SERBINO and GRANDE) <i>A    escola e seus Alunos.</i> UNESP, S&atilde;o Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063786&pid=S1414-9893199700010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gallo, S. (1996).    A filosofia e a forma&ccedil;&atilde;o do educador: os desafios da modernidade.    <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Educador,</i> (org. BICUDO and J&Uacute;NIOR).    UNESP, volume 2.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063787&pid=S1414-9893199700010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">L&eacute;vy, P.    (1996). <i>O que &eacute; virtual?</i> S&atilde;o Paulo: Editora 34.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063788&pid=S1414-9893199700010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Morin, E. (1990).    <i>Ci&ecirc;ncia com Consci&ecirc;ncia. Portugal:</i> Publica&ccedil;&otilde;es    Europa-Am&eacute;rica.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063789&pid=S1414-9893199700010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ramos, R.Y. (1997).    <i>Hacia Una Educaci&oacute;n Global desde la Transversalidad.</i> Spain: Anaya.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063790&pid=S1414-9893199700010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rolnik, S. (1997).    Toxic&ocirc;manos de Identidade - subjetividade em tempo de globaliza&ccedil;&atilde;o,    in LINS, D. (org.). <i>Cultura e Subjetividade - saberes n&ocirc;mades.</i>    S&atilde;o Paulo: Papirus.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063791&pid=S1414-9893199700010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rolnik, S. (1997a).    Uma Ins&oacute;lita viagem &agrave; subjetividade - fronteiras com a &eacute;tica    e a cultura, in LINS, Daniel (org.). <i>Cultura e Subjetividade - saberes n&ocirc;mades.</i>    S&atilde;o Paulo: Papirus.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063792&pid=S1414-9893199700010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wolcott, L.L. (1995).    The distance teacher as reflective practitioner. <i>Educational Technology,</i>    jan-fev, 39-43.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063793&pid=S1414-9893199700010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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