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</front><body><![CDATA[ <p><b><font size="4" face="Verdana">Editorial</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto de artigos da <i>Revista Epos</i> explora, no seu &uacute;ltimo n&uacute;mero do quinto volume, dois dos tr&ecirc;s eixos tem&aacute;ticos   de sua linha editorial: viol&ecirc;ncia e subjetiva&ccedil;&otilde;es. No   primeiro eixo, inscrevem-se dois artigos que tratam do tema m&iacute;dia e viol&ecirc;ncia.   "A produ&ccedil;&atilde;o de sentidos no jornalismo: os modelos   pelo mundo e a cobertura da criminalidade no Complexo da Mar&eacute; no   Rio",   de Marise Trist&atilde;o e Fernanda Sanglard, analisa a cobertura de dois epis&oacute;dios de   viol&ecirc;ncia ocorridos na cidade do Rio de Janeiro por dois ve&iacute;culos da m&iacute;dia,   apresentando-nos uma an&aacute;lise comparativa sobre os discursos, em suas &ecirc;nfases e   silenciamentos na constru&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias, na qual a aus&ecirc;ncia do Estado &eacute;   notificada, mas a partir de enquadres &eacute;tico-pol&iacute;ticos contrastantes.   Em tempos de debate sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia e no contexto de   seu reposicionamento nas democracias emergentes, o artigo apresenta elementos   para pensar as fun&ccedil;&otilde;es (enunciadas e latentes) realizadas pela m&iacute;dia entre   sociedade civil, Estado e criminalidade, tornando expl&iacute;cito seu papel na gest&atilde;o   pol&iacute;tica dos riscos na atualidade. J&aacute; no artigo&nbsp; "Assassinos de que natureza?",   Danielle Brasiliense questiona a essencializa&ccedil;&atilde;o do mal atrav&eacute;s da an&aacute;lise&nbsp; do   filme<i> Assassinos por natureza </i>e da s&eacute;rie de TV<i> Breaking Bad</i>, ambos   produ&ccedil;&otilde;es norte-americanas, &nbsp;propondo um debate em torno da rela&ccedil;&atilde;o entre mal e   moral, a fim de pensar a naturaliza&ccedil;&atilde;o do mal como recurso de normaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No segundo eixo &ndash; o das subjetiva&ccedil;&otilde;es &ndash;,   Nelma Cabral analisa experi&ecirc;ncias de sofrimento em conex&atilde;o com o mal-estar na   atualidade, tomando como caso as bulimias, no artigo "Pensar   e pensamento em quest&atilde;o nos sofrimentos bul&iacute;micos", no   qual recupera a invers&atilde;o freudiana na rela&ccedil;&atilde;o entre desejo e pensamento,   destituindo o segundo da soberania que a tradi&ccedil;&atilde;o racionalista cartesiana havia   lhe imputado e o condicionando &agrave; emerg&ecirc;ncia do desejo e da puls&atilde;o de morte.   Neste quadro, o trabalho situa a a&ccedil;&atilde;o repetitiva no curto-circuito pulsional da   a&ccedil;&atilde;o bul&iacute;mica como uma estrat&eacute;gia de separa&ccedil;&atilde;o do outro e de afirma&ccedil;&atilde;o de uma   vida n&atilde;o redut&iacute;vel aos imperativos narc&iacute;sicos e medicalizantes da atualidade.   Dialogando com a reflex&atilde;o sobre sofrimento e singulariza&ccedil;&atilde;o, Helena Bocayuva,   por sua vez, aborda, no artigo "Vinte e cinco dias &agrave;s voltas com Guillain-Barr&eacute;",&nbsp;as   repercuss&otilde;es subjetivas de um encontro contingente e contundente com a   fragilidade da vida, atrav&eacute;s de uma experi&ecirc;ncia autobiogr&aacute;fica com a s&iacute;ndrome   de Guillain-Barr&eacute; articulada &agrave; no&ccedil;&atilde;o foucaultiana de acontecimento. O artigo   torna inequ&iacute;voca a dissimetria entre a experi&ecirc;ncia de adoecimento/enfermidade,   singular e em sua dimens&atilde;o necessariamente relacional, e a categoria da doen&ccedil;a,   objeto de interesse do olhar m&eacute;dico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A articula&ccedil;&atilde;o entre sofrimento ps&iacute;quico   e redes/estrat&eacute;gias de cuidado &eacute; abordada em dois artigos que comp&otilde;em o n&uacute;mero   atual. Em "Maternidade, sofrimento ps&iacute;quico e redes sociais", Carla Sousa,   Vl&aacute;dia Juc&aacute; e Adilane Barbosa analisam, atrav&eacute;s de seis hist&oacute;rias de vida, como   se estruturam, s&atilde;o acionadas e se articulam redes de suporte de m&atilde;es sob   sofrimento mental. Inscrito na linhagem cr&iacute;tica acerca da naturaliza&ccedil;&atilde;o do   lugar da mulher e da m&atilde;e, o trabalho nos apresenta insumos para mostrar formas   inventivas de resist&ecirc;ncia aos discursos e pr&aacute;ticas asilares e eugenistas. J&aacute; o   artigo "O brincar em fam&iacute;lia como possibilidade de humaniza&ccedil;&atilde;o para crian&ccedil;as no   hospital", de V&acirc;nia Bustamante, Darci Neves, Marta Matos e Ros&acirc;ngela Oliveira, exp&otilde;e   um relato de experi&ecirc;ncia sobre uma interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental com fam&iacute;lias de   crian&ccedil;as hospitalizadas em um setor de cardiologia que nos permite pensar como   o acolhimento e o trabalho com os v&iacute;nculos familiares, na perspectiva de dar   voz &agrave; singularidade do adoecimento em seu sentido amplo, podem trazer   contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; integralidade e humaniza&ccedil;&atilde;o do cuidado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fechando o n&uacute;mero, Leila Ripoll   apresenta, atrav&eacute;s da resenha intitulada "A nega&ccedil;&atilde;o freudiana: fissuras na   raz&atilde;o cartesiana e na neutralidade cient&iacute;fica", o livro <i>A nega&ccedil;&atilde;o</i>, de   Sigmund Freud, reeditado&nbsp; pela Cosac Naify, com tradu&ccedil;&atilde;o de Marilene Carone e textos   do fil&oacute;sofo Vladimir Safatle e do f&iacute;sico Newton da Costa. Em seu convidativo   trabalho, Leila Ripoll p&otilde;e &ecirc;nfase na contribui&ccedil;&atilde;o de Freud para uma cr&iacute;tica da   neutralidade cient&iacute;fica, na qual o sujeito psicol&oacute;gico e o sujeito do   conhecimento tornam-se indiscern&iacute;veis, e aponta ainda para os desafios do uso   da l&oacute;gica e da matem&aacute;tica em sua articula&ccedil;&atilde;o com a psican&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Boa leitura!</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Cristiane Oliveira e Silvia Alexim Nunes</font></b>    <br>     <font size="2" face="Verdana">Editoras executivas</font></p>     ]]></body>
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