SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.45 número especial 2Psicologia e Cuidado Ancestral: Tecendo Diálogos entre as Experiências do Conselho Federal de Psicologia com Povos de Terreiro e QuilombolasInterseccionalidades das Desigualdades Raciais e Socioeconômicas na Perspectiva Neuropsicológica: Entrevista com o Grupo de Trabalho de Neuropsicologia do Conselho Federal de Psicologia índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

artigo

Indicadores

Compartilhar


Psicologia: Ciência e Profissão

versão impressa ISSN 1414-9893versão On-line ISSN 1982-3703

Resumo

ZANINI, Daniela Sacramento; FERNANDES, Iorhana Almeida; NAZARENO, Elias  e  MENDONCA, Tamiris Maia Gonçalves Pereira. Colonialidades do Bem-Estar: Perspectivas Indígenas Karajá e Javaé e Não Indígenas. Psicol. cienc. prof. [online]. 2025, vol.45, n.spe2, e299202.  Epub 14-Nov-2025. ISSN 1414-9893.  https://doi.org/10.1590/1982-3703003299202.

Este estudo analisa as concepções de bem-estar entre homens e mulheres indígenas dos povos Karajá e Javaé e não indígenas da região Centro-Oeste do Brasil, considerando os efeitos do gênero na construção dessas percepções. Fundamentado em abordagens decoloniais e críticas à hegemonia dos modelos WEIRD de bem-estar, foram realizados seis grupos focais e um grupo operativo para validação com participação de indígenas estudantes da Licenciatura Intercultural da Universidade Federal de Goiás (UFG) e adultos não indígenas. As respostas às três perguntas norteadoras foram analisadas por meio de nuvens de palavras e redes de sentido. Os resultados indicam que, em todos os grupos, relações interpessoais e familiares aparecem como centrais para o bem-estar. No entanto, entre os indígenas, há ênfase nas relações comunitárias, cultura e espiritualidade; entre os não indígenas, sobressaem o autocuidado, conquistas individuais e estabilidade emocional. A análise de gênero revela a influência de papéis sociais distintos, especialmente entre mulheres indígenas, cuja percepção de bem-estar está fortemente ligada à família e à vida comunitária. As diferenças encontradas evidenciam a importância de considerar epistemologias plurais e contextos culturais na compreensão do bem-estar. Contribui-se, assim, para uma Psicologia Positiva mais crítica, inclusiva e sensível à diversidade de modos de vida.

Palavras-chave : Bem-estar; Povos indígenas; Decolonialidade; Gênero.

        · resumo em Inglês | Espanhol     · texto em Português     · Português ( pdf )