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Construção psicopedagógica

versão impressa ISSN 1415-6954versão On-line ISSN 2175-3474

Constr. psicopedag. vol.34 no.36 São Paulo  2024  Epub 03-Fev-2025

https://doi.org/10.37388/cp2024/v34n36a06 

ARTIGOS ORIGINAIS

A RELAÇÃO ENTRE A AFETIVIDADE E A APRENDIZAGEM

THE RELATION BETWEEN AFFECTIVITY AND LEARNING

Beatriz Vasques1 

1 Psicopedagoga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - vasques.beatrizz@gmail.comBrasil


RESUMO

Este trabalho investiga a relação entre afetividade e dificuldades de aprendizagem, adotando uma perspectiva fenomenológica pós-junguiana sobre as diferenças e potenciais dos “estilos cognitivos socioafetivos” e o pensamento de Wallon sobre o vínculo afetivo. As observações e análises destacam a análise das transferências entre pares, com seus perfis potenciais idênticos ou diferenciados que facilitam ou dificultam o desenvolvimento das relações afetivas. A abordagem metodológica adotada foi a pesquisa narrativa, que requer observação e análise qualitativa das respostas das crianças, utilizando observações, análises e escrita categorizadas como “construtivas-interpretativas” centradas em relatos de experiências das crianças, dos pais e da própria psicopedagoga que buscou as construções afetivas favoráveis nos seus diagnósticos e intervenções psicopedagógicas.

Palavras-Chave: Afetividade; Aprendizagem; Psicopedagogia clínica; Estilos cognitivo-socioafetivos

ABSTRACT

This paper investigates the relations between affectivity and learning difficulties, adopting a post-Jungian phenomenological perspective on the differences and potentials of “socio-affective cognitive styles” and Wallon’s thinking on the affective bond. The observations and analysis focus on the transfers between peers, with their identical or different profiles or potentials that facilitate or hinder the development of affective relationships. The methodological approach adopted was narrative research, which involves observation and qualitative analysis of the children’s responses. This approach uses observations, analysis, and writing categorized as “constructive-interpretive,” centered on reports of the children’s experiences, those of their parents, and the psychopedagogue herself, who sought favorable affective constructions in her diagnoses and psychopedagogical interventions.

Key words: Affectivity; Learning; Clinical Psychopedagogy; Cognitive-Socioaffective Styles

Introdução

A presente pesquisa tem como objetivo geral compreender a psicodinâmica da afetividade nos processos de aprendizagem, pressupondo que os aprendizes, bem como aqueles que cuidam e orientam, apresentam sua singularidade, potencial e limites, conforme seu perfil de personalidade, diferentes inteligências e formas de ser e de expressar, revelando diferentes traços de um “estilo cognitivo-socioafetivo”.

As reflexões e análises das práticas basearam-se em eixos teóricos essenciais da psicologia do desenvolvimento e conhecimentos psicopedagógicos: o pensamento de Wallon (1968) sobre o valor do afeto e Winnicott (1958) sobre a importância do vínculo afetivo, e os conhecimentos analíticos fenomenológicos pós-Junguianos, identificando e valorizando diferentes potenciais das crianças que revelam sua singularidade e traços diferenciados de um “estilo cognitivo-socioafetivo”.

Através do curso de especialização em psicopedagogia da PUC-SP (2022), tive contato com teorias da psicopedagogia e da psicologia do desenvolvimento afetivo e cognitivo, que fundamentam o processo de ensino aprendizagem, assim como os diagnósticos e intervenções psicopedagógicas. Pude realizar meu estágio em psicopedagogia institucional clínica em um espaço dedicado especificamente para intervenções psicopedagógicas, diferenciado do ambiente da sala de aula de uma escola na região sul de São Paulo.

Durante as supervisões do estágio, as trocas entre as estagiárias e a supervisora, Profª Dra. Eloísa Fagali, contribuíram positivamente para minha ampliação criativa e análise do diagnóstico e das intervenções psicopedagógicas, as quais relatarei no presente trabalho de forma reflexiva o tema proposto.

Método

Como sou também protagonista ativa desta pesquisa, mantendo a narrativa das experiências, no qual o pesquisador é o próprio protagonista de suas intervenções psicopedagógicas.

Segundo concepções do método de pesquisa narrativa, o relato de experiência contribui para que a revisão teórica alicerce a pesquisa, como um tipo de conversa entre a teoria e a vida (Clandinin e Connelly, 2015). Este tipo de pesquisa, com análise qualitativa, busca ampliar a percepção do sentido e a relevância sobre a temática, e não apenas apresentar um conjunto de divulgações teóricas que somam ao conhecimento da área de pesquisa. Para a pesquisa e análise em educação e aprendizagem, essa metodologia expande o fenômeno estudado, levando em consideração os aspectos próprios que acontecem nas vivências relatadas.

Concepções de Afetividade, Segundo Wallon

A teoria psicogenética de Henri Wallon (1879 – 1962) desempenhou um papel crucial na compreensão da afetividade nos processos psíquicos, incluindo a aprendizagem. Na teoria psicogênica de Wallon, segundo Mahoney e Almeida (2015), temos, no desenvolvimento, dois tipos de integração, e a primeira é a integração organismo-meio. O autor compreende que o desenvolvimento se faz com a compartilha entre o potencial genético, da própria espécie, e as variantes do meio, segundo ele:

[...] os motivos que podem surgir das circunstâncias naturais são, no homem, submersos por aqueles que procedem de uma sociedade de formas complexas e instáveis. A influência que ela é susceptível de exercer pressupõe no indivíduo um equipamento de aptidões extremamente diferenciadas, cuja formação depende da espécie (Wallon, 1968 p. 49).

A construção da consciência também é um diálogo entre o sujeito e o meio. “Sendo assim, a consciência não se dá em si nem por si, mas em função do outro, e esta resposta ocorre desde a primeira infância, porque só me conheço quando conheço o outro” (Alexandroff, 2012, p. 37).

A segunda integração é a afetiva-cognitiva-motora. O conjunto afetivo abrange as emoções, os sentimentos e as paixões. O conjunto ato motor diz respeito ao movimento do corpo, o tônus muscular, o equilíbrio e todo o aparelho permitindo que as emoções e os sentimentos se expressem. “O conjunto cognitivo oferece um conjunto de funções que permite a aquisição e a manutenção do conhecimento por meio de imagens, noções, ideias e representações” (Mahoney e Almeida, 2015, p. 18).

Wallon, propunha que o desenvolvimento humano ocorre em fases distintas, cada uma caracterizada por mudanças qualitativas nas capacidades cognitivas, emocionais e motoras. Essas fases são interdependentes e refletem a interação contínua entre o indivíduo e o ambiente. Ele enfatizava a importância das emoções e das relações sociais no desenvolvimento, argumentando que o progresso de uma fase para outra é impulsionado tanto por fatores internos quanto externos.

Em cada estágio, revela-se a presença de todos os conjuntos funcionais. Alessandroff (2012) continua suas reflexões colocando em destaque que “(...) segundo o autor, há sempre uma alternância entre os estados subjetivos, de construção de si e os estados objetivos, de busca do mundo, do aprender” (Alexandroff, 2012, p. 38).

Mahoney e Almeida (2015) contextualizam a afetividade para Wallon sendo o afeto como a disposição do ser humano de entrar em contato e ser afetado pelo outro, ou por si mesmo em seu mundo interior, podendo este contato provocar sensações agradáveis ou não.

O conjunto afetivo costumava ser visto pela sociedade como o oposto ao cognitivo, como o elemento desagregador à reflexão. Mas segundo Alexandroff (2012):

Para ele, a emoção não pode ser vista isoladamente, mas integrada ao funcionamento da inteligência, da motricidade e do social e, por isso, fundamental para a própria sobrevivência da espécie humana, no estabelecimento de vínculos básico interpessoais, inclusive na fusão e diferenciação entre os sujeitos e no conhecimento do real (Alexandroff, 2012, p. 37).

A afetividade está associada ao princípio do processo cognitivo, por meio da interação com o ambiente, a criança desenvolve suas habilidades cognitivas. A fase categorial de Wallon corresponde ao início da fase escolar da criança, onde o destaque deveria estar na vontade de aprender e conhecer o mundo. Mas quando não se observa este movimento, entende-se que “pode estar havendo uma inadequação do trabalho escolar ou uma permanência de aspectos subjetivos que deveriam ter sido escoados através da expressividade na etapa anterior” (Alexandroff, 2012, p. 39).

Por meio da perspectiva teórica de Wallon, compreendemos que a cognição e o afeto estão intrinsecamente entrelaçados, estabelecendo uma dinâmica em espiral na qual um campo depende do outro para se desenvolver.

Winnicott e a Teoria Psicanalítica

Uma abordagem adicional para compreender a afetividade no desenvolvimento humano é explorar a teoria de Winnicott, pediatra e psicanalista dedicado ao estudo do desenvolvimento emocional de crianças e bebês.

Em muitas de suas pesquisas, Winnicott concentrou-se nas relações subjetivas que se desenrolam no ambiente. Ao comparar suas obras com as de Wallon, compreendi a importância das forças intrapsíquicas e fisiológicas para o desenvolvimento emocional.

No entanto, Winnicott (1958) acrescenta a ideia de que o indivíduo maduro vivencia uma dimensão psíquica interna e outra externa, com uma região intermediária situada entre ambas, onde residem os afetos. “De intermediária ele também nomeia a fase de transição da indiferenciação subjetiva para a integração do Eu, e conceitua que é a partir dos fenômenos transicionais que um bebê desenvolve a habilidade de reconhecer o outro e lidar com a realidade” (Arruda e Pombo-de-barros, 2010 p. 355).

Podemos observar a afetividade para Winnicott dentro dos fenômenos transicionais, ou seja, a forma como o indivíduo se relaciona com o outro, impactando no seu próprio desenvolvimento. A partir das teorias de desenvolvimento apresentadas de maneira sucinta, observamos que ambas reconhecem que o acontecer humano é intrinsecamente ligado à afetividade.

Enfoque Analítico e Pós Junguiano Sobre o Afeto Respeitando os Potenciais Diferentes dos “Estilos Cognitivos-Socioafetivos das Crianças”

A teoria de Jung acrescenta que cada um de nós carrega, tanto no nível consciente quanto no inconsciente, as quatro capacidades do Ego, as quais foram categorizadas como funções: a sensorial, a intuição, o pensamento e o sentimento. A cada uma delas se aplica uma das atitudes: introvertida ou extrovertida. Jung ressalta que as funções se apresentam em nível consciente e inconsciente de forma diferente para cada indivíduo “Quando as funções são controladas elas podem ser postas fora de uso, podem ser suprimidas, selecionadas, aumentadas de intensidade, dirigidas pela força da vontade, pelo que chamamos de intenção” (Jung, 2015 p. 30).

De acordo com as pesquisas de Jung sobre os variados tipos psicológicos, todos os indivíduos possuem essas habilidades e atitudes, formando uma característica específica do ego e demonstrando uma predominância em relação a uma das capacidades.

Jung propôs quatro funções de adaptação, incluindo duas funções racionais, como o pensamento e o sentimento, que se contrastam, embora compartilhem em relação a uma característica comum: a racionalidade do pensamento, que engloba a capacidade intelectual teórica e as formas alternativas de julgamento possibilitado pela função sentimento. O pensamento intelectual traz a razão lógica do córtex cerebral, e o racional sentimento traz as elaborações, julgamentos e análises do coração. As outras duas funções, sensorial e intuitiva, são consideradas irracionais, uma vez que se baseiam na percepção: o sensorial com captações da percepção objetiva e imediata, e a intuitiva com captação de uma percepção inconsciente subliminar.

Enquanto uma função predomina como a principal (superior consciente) em cada indivíduo, a oposta tende a ser menos desenvolvida (função inferior). As funções auxiliares subconscientes e com maior acesso para a consciência completam esse quadro de adaptação:

Segundo os estudos de Jung sobre os diferentes tipos psicológicos, todos os seres humanos apresentam estas capacidades e atitudes, constituindo uma determinada característica de ego e apresentando uma determinada capacidade com predominância da função sensorial, ou da intuição ou do sentimento, ou do pensamento. Cada função se integra com uma atitude introvertida ou extrovertida. Desenvolve-se assim um tipo psicológico com um potencial de Ego diferente (FAGALLI, 2024, p.01).

O tipo pensamento tem como função esclarecer o significado dos objetos, destacando os conceitos, ideias, classificando, explicando logicamente. De acordo com Fagali (2000), a função pensamento busca as explicações teóricas, as relações lógicas e procura identificar princípios gerais explicativos, conectando conceitos, classificando-os, organizando em sequência e atribuindo definições específicas. Este tipo de pensamento concentra-se em compreender as coisas sem envolvimento afetivo. No entanto, se uma pessoa tem o pensamento como característica principal, pode enfrentar desafios ao dialogar diretamente com suas próprias emoções, tanto as próprias quanto as dos outros:

O homem que age dirigido preponderantemente pelo intelecto constitui um tipo inconfundível, e a partir de seu traço dominante pode-se deduzir qual seja a condição de seu sentimento. Quando o pensamento é a função superior, o sentimento só poderá ser a inferior. (JUNG, 2015, p. 30-31).

O tipo que tem como função principal o sentimento realiza uma avaliação dos objetos, decidindo se são agradáveis ou não, e avaliando se seu uso é imoral ou ético, busca a empatia na relação com o outro ou a grande capacidade de se auto avaliar quando é mais introvertido. O sentimento desempenha um papel crucial na determinação do valor dos objetos. Similar ao pensamento, o sentimento emite julgamentos, mas sua lógica é distinta, uma vez que utiliza a lógica do coração para avaliar o valor intrínseco dos objetos, as motivações do outro, da humanidade, e de si próprio. O sentimento introvertido, pode manifestar-se de diferentes maneiras:

[...] esse tipo fará amizades muito facilmente, terá poucas ilusões sobre as pessoas, mas será capaz de avalizar seus lados positivos e negativos de maneira adequeada. São pessoas bem ajustadas, muito razoáveis, que se envolvem amavelmente com o mundo, conseguem o que querem muito facilmente e também conseguem, de alguma forma, levar todos a lhes darem o que querem (VON FRANZ, 1994, p.69).

O tipo com a função principal sensação é o tipo que prevalece na percepção sensorial, indicando a existência objetiva de determinado objeto, observando, e descrevendo, identificando de talhes, e com poder de organizar e do fazer concreto, muito mobilizado pelas utilizações pragmáticas do conhecimento e do saber. Ela confirma a presença dos elementos ao nosso redor e desempenha um papel fundamental na adaptação do indivíduo diante da realidade objetiva, por meio da observação e organizações e realizações concretas:

[...] cujo dom e função especializada é sentir e relacionar-se com os objetos externos de uma forma concreta e prática. Esses indivíduos observam todas as coisas, cheiram tudo e, ao entrarem num ambiente, percebem quase que imediatamente quantas pessoas estão presente. Além disso, eles notam se a sra. Fulano de tal estava lá e o que estava vestindo. Se se fizer essa indagação a um intuitivo, ele dirá que não percebeu e que3 não tema a mínima ideia a respeito da sua roupa (VON FRANZ, 1994, p.39).

O tipo com função superior intuição se concentra na percepção do significado interno de eventos, ou para além dos fatos aparentes. Busca as conexões entre situações, acontecimentos ou ideias para além dos fatos mobilizado pelas imagens, símbolos ou pelas possibilidades de que ainda não existe concretamente. Apresenta poder de imaginar e criar. Ele revela como as coisas surgem e oferece insights sobre o futuro em relação a esses elementos, caracterizando-se como um pensamento de escala mais ampla e originalmente criativa:

É impossível enxergar ao mesmo tempo através de paredes quando se observa fatos físicos. Se prestarmos bastante atenção em um homem que trabalha com as percepções sensoriais, veremos que as linhas de direção de seus olhos têm a tendência de convergir, de encontrar-se num determinado ponto; por sua vez, a expressão ou o olhar da pessoa intuitiva apenas cobre a superfície das coisas. (JUNG, 2015 p. 32).

Segundo a pós-junguiana Marie Louise Von Franz (1994), a manifestação predominante de uma função do ego, juntamente com uma atitude, já se evidencia a partir dos dois anos de idade, quando a criança começa a exibir as primeiras imagens cognitivas e simbólicas. Nesse sentido, há um processo de desenvolvimento individual (o processo de individuação da psique humana) que pode fortalecer ou restringir o potencial desde a infância, negando ou invertendo sua capacidade principal que é a função superior de um determinado tipo psicológico revelado em um indivíduo.

É digno observar que, nesta mesma fase de desenvolvimento (por volta de dois anos), conforme a teoria de Wallon (1968), a criança está atravessando um período similar. Munida da habilidade de fala e marcha, ela direciona sua atenção para o mundo externo, empenhando-se em compreender, por meio de um contato persistente com os objetos, suas características, nomenclaturas e funcionamentos.

Tanto Wallon (1968) quanto Jung (2000) concordam que nesta etapa ocorre o início da diferenciação da criança em relação ao mundo exterior, e este desenvolvimento está intrinsecamente ligado às mediações que ocorrem no âmbito afetivo.

Sobre sua teoria dos tipos psicológicos, Jung alertava sobre os riscos de nos concentrarmos excessivamente na “tipologização” ou categorização dos tipos, sem levar em conta a dinâmica psíquica subjacente, utilizando os traços dos tipos apenas como uma referência terapêutica:

[...] não adianta colocar as pessoas em gavetas de diferentes rótulos. Entretanto, quando se dispõe de um largo material empírico, são necessários princípios de ordem e de crítica para que se proceda a uma classificação. Espero não estar exagerando, mas é para mim extremamente importante criar uma ordem em meus dados experimentais, especialmente quando as pessoas estão preocupas e confusas, ou quando se tem de explicá-las umas às outras (Jung, 2015 p. 33).

A Dra. Eloisa Fagali (2009) e colaboradores multiprofissionais (psicólogos, psicopedagogos e arteterapeutas), por meio de suas investigações com base nos diagnósticos e intervenções com crianças, adolescentes e adultos fundamentados na abordagem analítica, expandiu o termo “tipos de personalidade” para “estilos cognitivos-socioafetivos”, ampliando com novas observações das ciências contemporâneas

Estilos cognitivos-socioafetivos

A abordagem dos “estilos cognitivos – socioafetivos” leva em consideração as características dos tipos, admitindo a possibilidade de variações ao longo do tempo. Essa perspectiva enriquece os aspectos cognitivos, socioafetivos, corporais e criativos, abrangendo também diversos tipos de atenção, memória e uma ampla gama de operações e condições das funções executivas.

Chama a atenção a conexão significativa entre essa abordagem e os princípios de integração identificados por Wallon (1968) em sua teoria do desenvolvimento. Os domínios afetivo, cognitivo e motor, delineados por Wallon, parecem abordar aspectos semelhantes aos dos estilos. Esses dois enfoques se entrelaçam como instrumentos para compreender o indivíduo, uma vez que um busca compreender o desenvolvimento e o outro, como ele se relaciona consigo mesmo e com os outros, considerando os estilos, as singularidades e diversidades em relação às funções sensorial, intuitiva, sentimento e pensamento.

Segundo Fagali (2024), o termo “estilo” associa-se ao que se manifesta em relação à singularidade de uma pessoa, em um determinado momento existencial, demandando uma observação minuciosa e aprofundada das sutilezas de mudanças:

Os estilos cognitivos-socioafetivos relacionam-se à forma de captar e processar a realidade, onde é acionado um tipo de pensamento ou inteligência. É um jeito de expressar mediado por uma determinada linguagem (verbal ou não verbal), é uma tendencia de usar padrões comportamentais ao dialogar com as emoções (Fagali 2002, p.12 ApudFagali & Quilantes, 2023, p. 155 ).

Fagali e colaboradores delinearam certos aspectos relacionados à aprendizagem, associando-os às funções e atitudes destacadas por Jung. (Fagali & Quilantes, 2023, p.155-158).

O estilo cognitivo-socioafetivo mental, que está associado à função pensamento, é caracterizado por uma abordagem racional e uma lógica fundamentada na pura e simples racionalidade. Este estilo de aprendizado prefere métodos de ensino lineares, teóricos e organizados.

O estilo cognitivo socioafetivo subjetivo, associado à função sentimento, classificado como racional, direciona sua lógica para o relacionamento e a empatia. Este estilo apresenta predominância nas memórias episódicas, autobiográficas e evocativas, destacando lembranças de experiências afetivas ricas em subjetividade.

O estilo cognitivo socioafetivo sensório-perceptivo concreto, relacionado à função sensorial, é caracterizado como irracional, concentrando-se no momento presente, no “aqui e agora”. Sua memória reflete essa orientação, retendo informações por meio das percepções sensoriais e utilizando a memória mecânica automática de curto prazo.

No estilo cognitivo-socioafetivo intuitivo imaginário, associado à função intuição, a memória é caracterizada como associativa e imaginária. No processamento do conhecimento, esse estilo busca o diálogo com imagens e utiliza a imaginação para realizar livre associações.

Todos esses conceitos desempenham um papel crucial como ferramentas para uma compreensão mais profunda do sujeito, fornecendo um suporte valioso na implementação prática da abordagem psicopedagógica.

O Espaço Psicopedagógico como um Espaço Potencializador de Transferências Curativas

A atuação do psicopedagogo acontecerá dentro de um espaço que independente de ser situado em uma instituição ou não, será ambiente de trabalho clínico, onde buscaremos a evolução e a libertação das potencialidades do aprendiz com dificuldade de aprendizagem. Segundo Jung, esse processo dinâmico se desenrola por meio do afeto, envolvendo as interações entre o consciente e o inconsciente individual, além das influências dos arquétipos (presentes no inconsciente coletivo). Tais elementos afetam a psique tanto do terapeuta quanto do paciente. Baseados no estudo de Jung, Fordham (1994) os traz que:

O evento mais importante e valioso do ponto de vista terapêutico é o desenvolvimento da transferência, na qual o paciente faz projeções no analista. As projeções criam uma situação dinâmica que garante que a análise se torne um procedimento tanto afetivo quanto intelectual (Fordham, 1994, p, 142).

Segundo Fagali (2024), essas transferências revelam elementos das associações arcaicas, nas quais ocorreram introjeções e projeções iniciais durante o processo de formação da psique das pessoas, orientadas por influências específicas. Tais transferências podem surgir como um movimento compensatório diante de dificuldades no estabelecimento de contatos, semelhante ao conceito de transferência em Winnicott.

Assim as transferências, tanto inconscientes quanto conscientes, podem ser analisadas considerando as diversas funções dos tipos psicológicos ou indivíduos com estilos cognitivos- socioafetivos. As transferências podem ser percebidas de maneira positiva quando há afinidades ou identidades de estilos entre o terapeuta e o paciente. Os estilos tendem a rejeitar o outro, se este se revela com características do estilo oposto ao seu.

Isso ocorre porque as pessoas enxergam nos outros as projeções de suas próprias sombras, ou seja, as funções menos desenvolvidas de si mesmas. No entanto, por outro lado, quando dois tipos são próximos, a dinâmica interpessoal estimula transferências positivas, promovendo proximidade e identificação. “Quando temos que tratar de uma pessoa de tipo sentimental, se lhe falássemos de coisas exclusivamente intelectuais, dar-se-ia o mesmo que se colocássemos um intelectual entre pessoas que reagissem apenas através do sentimento” (Jung, 2015 p. 158).

Quando essa transferência positiva se manifesta, a relação propicia uma reflexão mais aprofundada e consciente, conduzindo a descobertas mútuas e progressos tanto para o paciente ou aluno quanto para o terapeuta ou professor.

Reflexão Sobre as Experiências Vividas e Recontextualizadas

O projeto em colaboração com uma escola particular em São Paulo foi elaborado para configurar-se como um ambiente de aprendizado multifacetado. Durante meus atendimentos, tive a oportunidade de trabalhar com duas crianças notáveis, às quais darei os pseudônimos Pedro e Júlia, respeitando sua privacidade. Optarei por aprofundar minha narrativa na história de Pedro, uma vez que sua jornada deixou uma marca profunda em mim. Os atendimentos clínicos psicopedagógicos tiveram início em março de 2023 e continuaram sob minha supervisão até o início do ano de 2024.

Na ocasião da primeira entrevista, tive a presença somente da mãe, que, desde as primeiras palavras, expôs a percepção de que algo faltava em Pedro. Ele é filho único, proveniente de pais separados.

A partir do segundo casamento do pai, a dinâmica familiar vivenciou diversas situações delicadas. As notas escolares de Pedro não foram recuperadas, resultando em sua reprovação no 4º ano.

No primeiro encontro Pedro e Júlia estavam contentes e receptivos. Explorando a interação entre os dois e visando aproveitar a troca entre eles, foram realizados diversos jogos cooperativos e atividades conjuntas. Já na segunda sessão, durante um Jogo do Desenho, cada um deles representou o lugar que mais gostava de estar, enquanto o outro tentava adivinhá-lo por meio de perguntas sim ou não.

Na dinâmica do jogo, Pedro empenhou-se em fornecer dicas para que Júlia pudesse adivinhar seu desenho. Nota-se que as dicas oferecidas por Pedro estavam todas relacionadas ao seu cotidiano e à sua visão pessoal do lugar representado. Elas estavam centradas em sua própria perspectiva, ele mencionou características como o local onde passa mais tempo, a conexão entre sua casa e a do vizinho, e a ligação com seu esporte favorito.

Esse movimento de buscar referências em seu mundo concreto, para estabelecer relações e até mesmo desenvolver seu raciocínio lógico, caracteriza o raciocínio indutivo. Essa abordagem é inerente ao estilo cognitivo socioafetivo sensorial concreto, que parte da observação e experimentação sensorial e de objetivos para deduzir princípios teóricos e conceitos abstratos (Fagali, 2024).

Em outro momento, a própria fala de Pedro revelou uma característica significativa do estilo sensorial concreto. Ao desenhar Júlia, ele solicitou que ela ficasse à sua frente, explicando que conseguia desenhar o que estava vendo e não apenas o que estava em sua mente. Ele demonstrou a necessidade de estímulo para criar, utilizando um tipo de produção baseada em modelos já existentes, nos quais ele tentava adicionar elementos em um ato criativo.

Isso também foi observado em outra ocasião quando, após contar a história dos saltimbancos, solicitei que reescrevessem a narrativa de acordo com sua perspectiva, com o intuito de avaliar sua habilidade de escrita. Pedro utilizou o modelo fornecido, acrescentando o tema do futebol, uma temática muito presente em sua vida. Esse comportamento reflete a criatividade típica de alguém com o estilo cognitivo - socioafetivo sensorial concreto.

Importante ressaltar que o futebol estabelece um vínculo forte com a mãe de Pedro, que sempre o incentivou a seguir sua paixão. Segundo suas narrativas, o momento mais significativo em sua rotina ocorria quando sua mãe o levava para a pracinha e torcia por ele durante as partidas com seus amigos. Essa conexão com o futebol pode ser interpretada como uma forma de resgate da relação com sua mãe, utilizando o esporte como um fenômeno transicional, conforme proposto pela teoria de Winnicott (1985).

Após alguns encontros, identificamos, portanto, o seu estilo cognitivo-socioafetivo sensório-perceptivo concreto, e sob a orientação da Professora Dra. Eloisa Fagali, delineamos estratégias para desenvolver sua função inferior, neste caso, a função intuitiva, considerando seu progresso escolar. Por meio de sondagens, observamos defasagens na leitura e escrita, inseguranças em operações matemáticas, e uma dinâmica familiar marcada por questões afetivas e emocionais que estavam impactando seu processo de aprendizado.

Uma sequência de trabalho muito significativa foi das operações matemáticas, em que durante a fase de sondagem, Pedro revelou uma hesitação ao utilizar operações mais complexas como a multiplicação e a divisão, e refletindo com a teoria de Wallon, em que a etapa subsequente não se desenvolve plenamente até que a fase emocional correspondente esteja pronta. Em outras palavras, podemos pensar que o aspecto emocional associado a essa transição ainda não havia sido atingido, resultando em uma barreira para o progresso cognitivo de Pedro.

Após disponibilizar uma gama mais ampla de ferramentas e atividades para ampliar os recursos de Pedro, de forma concreta e sensorial, valorizando seu estilo cognitivo - socioafetivo sensório-perceptivo concreto buscamos instigar um impulso que o capacitasse a sentir-se mais confiante em relação às demais operações.

A estratégia foi direcionada não apenas para fornecer recursos adicionais, mas também para incentivar Pedro a superar suas inseguranças e limitações, criando um ambiente propício para o desenvolvimento gradual de sua confiança. O jogo seguia a seguinte dinâmica: se optasse pela adição, ganharia um ponto, mas se escolhesse qualquer outra operação, seriam concedidos três pontos.

A competitividade de Pedro foi um fator auxiliar significativo nesse processo. Ao montar os cálculos de multiplicação, demonstrou que estava aprendendo. À medida que progredia e compreendia cada problema, montando as multiplicações correspondentes, ele expressava alegria com risos e comentários como “Ahhh agora entendi, olha é assim? Ahh que legal”(sic). Concluiu todos os seis problemas que haviam sido propostos dessa maneira e resolveu corretamente as operações e os cálculos da tabuada.

Sua atitude ao realizar essa atividade foi comovente para mim; sua autoestima e segurança demonstraram uma diferença significativa em relação ao primeiro momento. Um avanço notável havia ocorrido. Interessante notar que muitos indivíduos do estilo cognitivo socioafetivo sensorial concreto buscam captar as sensações vindas de si próprios por meio do corpo, e podemos relacionar isso ao conceito de emoção de Wallon (1968), que envolve a exteriorização da afetividade, ou seja, sua expressão corporal e motora.

De acordo com Mahoney e Almeida (2015), a emoção desencadeia alterações que, paradoxalmente, contribuem para sua própria redução, impulsionando, assim, o desenvolvimento cognitivo. Essa exteriorização emocional não apenas reflete a interconexão entre as dimensões emocionais e cognitivas, mas também destaca a influência positiva que a expressão emocional pode ter no desenvolvimento concreto das capacidades sensoriais.

Para abordar a questão da leitura e escrita, promovi atividades sempre buscando despertar o desejo de escrever por meio de jogos e temas relacionados ao cotidiano de Pedro. A leitura parecia ser algo desejado por ele, ao mesmo tempo que parecia distante. Escreveu uma história em quadrinhos, vista na figura 1, que refletia esse desejo de possuir e até mesmo escrever um livro, mas tudo acabava sendo abandonado em favor do futebol.

Figura 1 História em quadrinhos feita por Pedro 

Esse comportamento assemelha-se à defesa inconsciente do ego do estilo cognitivo socioafetivo sensorial concreto ativo, que, “diante de ameaças e situações conflituosas, tende a valorizar e buscar modelos objetivos e utilitários já existentes no presente, explicitando saídas prontas” (Fagali, 2024, p.1).

Para auxiliá-lo, utilizei diversos livros e textos com temáticas de seu interesse, buscando aproximar o texto escrito de seu mundo concreto. A leitura foi abordada de maneira sensorial, incorporando elementos musicais e trabalhando com ritmos, com o objetivo de praticar aspectos característicos da prosódia. Através desta atividade também foi possível entrar em contato com a sua função intuitiva, a inferior, permitindo que o livre criar da música pudesse trabalhar as potencialidades desta função.

Todas essas intervenções visaram mobilizar suas potencialidades, no entanto, era igualmente crucial abordar sua função inferior, particularmente a função intuitiva, e promover um desenvolvimento mais eficaz de sua função auxiliar, subjetiva, dada a delicada situação familiar com a qual estava lidando.

Sobre isto foi muito vantajoso conduzir o trabalho clínico psicopedagógico de forma coletiva, pois, retomando o conceito de transferência na teoria junguiana e pós-junguiana, analisei a relação não apenas entre o estilo cognitivo socioafetivo de Pedro e o meu que considero ser o estilo cognitivo-socioafetivo subjetivo, mas também a interação com a colega, Júlia, identificada após as devidas sondagens e interações, como um estilo cognitivo-socioafetivo intuitivo.

Essa diversidade, quando adequadamente compreendida e gerida, pode enriquecer ainda mais o ambiente educacional, promovendo uma aprendizagem mais abrangente e inclusiva.

Júlia tinha facilidade em falar sobre seus sentimentos e incômodos que trazia de sua família, um aspecto que Pedro evitava expressar. Ao longo do ano, conduzimos uma variedade de atividades que gradualmente nos permitiram abordar temas como sentimentos, família, desejos e emoções.

No final do ano, abordamos questões socioemocionais, utilizando vídeos e explorando um amplo vocabulário de sentimentos e emoções, de forma mais intensiva. Pedro se envolveu profundamente nesses momentos. Parecia estar pronto para absorver tudo o que foi trabalhado ao longo do ano.

As transferências e projeções que ocorreram durante esse período contribuíram para o desenvolvimento das funções em seu inconsciente. Pedro nos trouxe exemplos de situações envolvendo medo, tristeza, empatia e demonstrou interesse em conhecer nomes de sentimentos mais complexos e refinados, como compaixão e ansiedade.Ao retornar à teoria de Wallon (1968), tornou-se evidente a diferenciação dos sentimentos em Pedro. Esse refinamento emocional e a clareza na expressão de suas emoções permitiram um espaço mais amplo para o surgimento e desenvolvimento do seu campo cognitivo. O processo revelou como a compreensão e articulação das emoções podem ser fundamentais para o florescimento do aspecto cognitivo, demonstrando a interdependência entre o emocional e o cognitivo no desenvolvimento individual.

No final do ano, ele trouxe uma reflexão sobre o conto da Cigarra e a Formiga de La Fontaine, refletindo sobre o trabalho árduo e o sentimento de felicidade, e expressou o seu sentimento de agradecimento e reconhecimento por sua mãe, o texto pode ser lido na figura 2. Esse processo de expressão por meio da linguagem gráfica e escrita foi significativo, evidenciando que seu potencial subjetivo estava se desenvolvendo.

Figura 2 Reflexão de Pedro sobre o trabalho da mãe 

Ao término do ano, foi possível constatar inúmeros avanços no processo de equilíbrio para favorecer o desenvolvimento psíquico e cognitivo de Pedro, através da mobilização dos aspectos afetivos e da tomada de consciência de sua função subjetiva e intuitiva. Observamos um crescimento gradual, porém progressivo, em sua autoestima, permitindo uma flexibilidade maior em seu ego e em suas defesas.

Considerações finais

Retornando ao propósito geral deste estudo e às questões orientadoras dos procedimentos, análises e intervenções psicopedagógicas, destaco a interrelação entre a afetividade e a aprendizagem.

Desenvolvi minha análise com base no conhecimento dos estilos cognitivos-socioafetivos, que possibilitam as diferenciações dos potenciais de cada aprendiz e diversificação dos procedimentos psicopedagógicos, tornando mais acessível e valorizado o potencial de aprendizado do nosso aluno.

Por meio da teoria de Wallon sobre o desenvolvimento humano, que se baseia nos grandes conjuntos funcionais, pude observar que as funções afetivas, cognitivas e motoras se destacam alternadamente, permitindo que cada uma atinja seu potencial. Na primeira fase, observamos a predominância do conjunto afetivo, e que qualquer impedimento nesse ciclo pode afetar o desenvolvimento cognitivo. Esse desenvolvimento pode ser observado em várias atividades descritas aqui, como o processo de aprendizado matemático de Pedro.

É crucial que mais estudos sejam conduzidos nesse campo, buscando disseminar uma abordagem fenomenológica acima dos testes e laudos excessivos, que, infelizmente, buscam apenas justificar comportamentos em vez de oferecer auxílio.

Enxergo a psicopedagogia como um campo em constante formação, assemelhando-se a uma vasta tapeçaria, na qual cada profissional adiciona uma cor, uma linha, realiza um ponto, sem nunca chegar ao nó final. Com este estudo, início de forma modesta, contribuindo com meu toque pessoal, consciente de que esta tapeçaria, assim como eu, nunca estará completa, pois a jornada de aprendizado é infinita.

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