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Reverso
Print version ISSN 0102-7395
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FERNANDEZ-ALVAREZ, Hilda and MARANHAO, Bernardo. O Psicanalista sabe como não gozar: técnica versus estilo no ato analítico. Reverso [online]. 2025, vol.47, n.89, pp.15-25. Epub Oct 24, 2025. ISSN 0102-7395. https://doi.org/10.5935/0102-7395.v47n89.02.
Um analisante chega à primeira sessão escolhendo com zelo as palavras para descrever seu sofrimento e demonstrando, a seu modo bem peculiar de falar, calar e se mover, a estrutura linguística que parece afligi-lo. Como a analista escuta e escolhe intervir? A cada momento, emergem possibilidades de intervenção, mas a analista prefere permanecer em silêncio em uma circunstância e falar ou agir numa outra. Quais são os princípios que guiam tais atos? A questão está no núcleo da investigação de Lacan ao longo de toda a sua obra. Neste artigo, reflito sobre o saber do analista a respeito da técnica e do estilo na condução de uma análise. Argumento que uma análise bem-sucedida - a qual defino como um processo que subverte a compulsão à repetição a para permitir ao analisante encontrar um “saber se virar” com o gozo - depende de duas fontes de conhecimento: técnica e estilo. Qual dessas fontes seria mais vital para uma análise bem-sucedida: a técnica ou o estilo? Minha proposta é que uma análise pode existir sem técnica, mas nunca sem estilo. Desenvolverei a noção do estilo do analista da seguinte forma: o estilo é um efeito do desejo de analista, encontrado no fim de análise, que perfura a tessitura do discurso do analisante para revelar a letra insistente; envolve um necessário y savoir, um “saber ser virar” que não admite o gozo do analista no interior da análise; é uma lalíngua informada, o núcleo ativo das maneiras reais pelas quais um analista intervém, o que envolve uma orientação na direção da letra.
Keywords : técnica; estilo; gozo; desejo de analista; letra..











