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Reverso

Print version ISSN 0102-7395

Abstract

ABREU, Scheherazade Paes de  and  IANNINI, Gilson. O tempo que não há: ensaio sobre o inconsciente atemporal. Reverso [online]. 2025, vol.47, n.89, pp.93-104.  Epub Oct 24, 2025. ISSN 0102-7395.  https://doi.org/10.5935/0102-7395.v47n89.11.

Este artigo investiga o conceito freudiano de atemporalidade do inconsciente, analisando suas implicações epistemológicas e clínicas. Partindo de textos fundamentais de Freud - Carta 52 (1896), Psicopatologia da vida cotidiana (1901), O mal-estar na cultura (1930), Conferência 31 (1933), A análise finita e a infinita (1937) e Moisés e o monoteísmo (1939) -, buscamos esclarecer como a noção de atemporalidade opera em relação às sobrevivências psíquicas e aos pontos de fixação. O problema central aqui discutido é o paradoxo apresentado por Freud: como algo essencialmente atemporal (o inconsciente) pode sofrer reorganizações periódicas, conservando, lado a lado, elementos invariantes e elementos que se modificam e se transformam ao longo do tempo? Nossa hipótese principal é que a atemporalidade não exclui o tempo, mas manifesta-se justamente por meio dos pontos de fixação pulsional, exigindo constante releitura. O objetivo deste artigo é examinar as consequências dessa tese freudiana para a teoria e a prática psicanalítica contemporânea.

Keywords : atemporalidade; inconsciente; fixação; metapsicologia..

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