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Journal of Human Growth and Development
versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598
Resumo
MACHADO, Priscila Coelho Rabelo et al. Política de suplementação alimentar para gestantes: análise da cobertura em regiões brasileiras à luz da COVID-19. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2024, vol.34, n.2, pp.221-231. Epub 10-Fev-2025. ISSN 0104-1282. https://doi.org/10.36311/jhgd.v34.14857.
Introdução
no contexto do Brasil, um país periférico, as mulheres grávidas são uma classe vulnerável. A adequada nutrição e saúde fetal dependem diretamente da nutrição materna, que muitas vezes é precária. Assim o suplemento alimentar, que já mudou o cenário de saúde da desnutrição de crianças, tem grande importância no melhor Cuidado Pré-Natal.
Objetivo
analisar a qualidade e a oferta da suplementação alimentar de gestantes no Brasil, antes e durante a pandemia da COVID-19.
Método
análise de dados de domínio público de gestantes cadastradas no sistema E-gestor atenção básica, entre 2019 e 2021.
Resultados
os micronutrientes ofertados no Brasil na política pública de suplementação de gestantes são o ferro e o ácido fólico, desde 2005 até a presente data. A análise dos dados mostrou que a oferta daqueles tanto no ano pré-pandemia quanto na pandemia foi inadequada, alcançando menos de 20% das gestantes nas cinco regiões do país, tendo apenas um estado na região nordeste, dos 27 estados nacionais, tido oferta adequada a 100% das gestantes.
Conclusão
a suplementação rica em diversos micronutrientes, usada preventivamente na gestação, reduz doenças maternas e fetais. Todavia no Brasil a política de suplementação na gravidez encontra-se pobre em qualidade, ofertando há anos apenas ácido fólico e ferro, bem como apresenta inadequada distribuição desses. Tal fato demonstrou não ter relação com a crise sanitária da pandemia, pois ocorreu desde a pré pandemia e pior em números antes do que durante ela. Portanto identificou-se na suplementação de gestantes no Brasil um conjunto de “má qualidade e baixa oferta”, que contribui em manter uma maior morbimortalidade materno-fetal e infantil.
Palavras-chave : nutrição materna; saúde materno-infantil; política de saúde; suplementos nutricionais.












