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Journal of Human Growth and Development
versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598
Resumo
SOARES, Karllian Kerlen Simonelli et al. Análise do perfil de vulnerabilidade da coinfecção de tuberculose em pessoas vivendo com HIV. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2024, vol.34, n.2, pp.278-285. Epub 10-Fev-2025. ISSN 0104-1282. https://doi.org/10.36311/jhgd.v34.15778.
Introdução
estudos que buscam identificar e traçar o perfil de vulnerabilidade, contribuem para o direcionamento de intervenções necessárias a serem realizadas em pessoas com a coinfecção tuberculose (TB) e HIV (sigla em inglês para human immunodeficiency vírus), para alcançar o Fim da TB.
Objetivo
descrever o perfil da pessoa com a coinfecção tuberculose e HIV, no período de 2016 a 2018, no Espírito Santo – Brasil.
Método
trata-se de um estudo transversal e descritivo, com uso de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) TB e HIV, através de um processo metodológico de preparação do banco e análise descritiva de dados, as informações foram codificadas e armazenadas anonimamente em um banco de dados no Excel for Windows®; após utilizou-se o pacote estatístico STATA, versão 16 (StataCorp LP, College Station, TX, EUA) para realização das análises descritivas com identificação dos valores relativos e absolutos, e foram geradas tabelas para análise dos dados. O estudo obteve aprovação junto ao Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (CEP/CCS/UFES) sob o parecer de nº 4022892 em 12/05/2020.
Resultados
de um total de 4.428 casos, 325 casos eram de coinfecção TB-HIV, 322 casos foram localizados no banco SINAN-TB e três casos foram localizados após linkage com o banco SINAN-HIV que apresentaram registro de resultado negativo para o teste diagnóstico de HIV no banco SINAN-TB. Verificou-se um perfil com predomínio de homens (71%), jovens (20 a 39 anos) (52%), pardos (59%), tempo de estudo de até 8 anos (25%), do qual 29% relatam etilismo 26% faziam uso de drogas ilícitas, 37% eram tabagistas, que apresentavam a forma pulmonar da doença (66%), relatam adesão à terapia antirretroviral (65%) e apenas 44% com desfecho de cura no encerramento e 20% interromperam o tratamento; a maioria dos casos (61%) não realizaram o tratamento diretamente observado e apenas 6,9% dos casos relataram receber auxílio pelo programa de transferência de renda do governo.
Conclusão
a fim de garantir uma abrangência maior no controle da tuberculose em PVHIV, é necessária a ampliação no diálogo entre as políticas de saúde e de suporte social; possibilitar o acesso aos serviços de saúde como o tratamento antiretroviral à todas as pessoas diagnosticadas com HIV, e tratamento diretamente observado (TDO) oportuno às pessoas que apresentam esse perfil de vulnerabilidade. A realização de novos estudos, é imprescindível para contribuir no avanço tecnológico e planejamento nas ações de serviço em saúde.
Palavras-chave : tuberculose; HIV; epidemiologia; perfil de saúde; saúde pública.












