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Journal of Human Growth and Development

Print version ISSN 0104-1282On-line version ISSN 2175-3598

Abstract

MASELLI-SCHOUERI, Jean Henri et al. Income gaps, doctors, and ncd burden: correlating mortality, hospitalizations, and costs in Brazil. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2025, vol.35, n.1, pp.36-45.  Epub June 27, 2025. ISSN 0104-1282.  https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.17288.

Introdução

Doenças Crônicas Não Transmissíveis são um grande problema de saúde pública no Brasil, com notáveis disparidades sociais e regionais.

Objetivo

examinar a relação entre o número de médicos no Sistema Único de Saúde e o número de hospitalizações e taxas de mortalidade por Doenças Não Transmissíveis, e como a desigualdade de renda pode influenciar tais resultados.

Métodos

estudo ecológico usando dados secundários do sistema público de saúde do Brasil (2016-2018). As taxas de mortalidade foram padronizadas por idade com base na população da OMS. Todas as taxas foram padronizadas por 100.000 habitantes, e os custos foram convertidos para dólares americanos. A regressão linear foi realizada usando a estratégia de eliminação para trás.

Resultados

2.423.251 mortes foram registradas, com um gasto total de US$ 3,2 bilhões. Tanto as mortes quanto os custos foram maiores em homens. O índice de Gini foi inversamente correlacionado com o gasto total (p < 0,05) e internações hospitalares para a maioria das Doenças Não Transmissíveis (p < 0,001), exceto para doenças metabólicas. Não foi encontrada correlação entre o índice de Gini e mortalidade.

Conclusões

As Doenças Não Transmissíveis foram responsáveis por mais de 2 milhões de mortes em adultos durante 2016-2018, com maior impacto nos homens. Foi encontrada uma relação negativa entre desigualdade de renda e desfechos de Doenças Não Transmissíveis, mas nenhuma associação significativa com o número de médicos do Sistema Único de Saúde foi identificada.

Keywords : doenças não transmissíveis; desigualdade; saúde pública; gasto em saúde pública; Brasil.

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