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Journal of Human Growth and Development

versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598

Resumo

PESTANA, Andressa Braz Carlini et al. Relação entre o estresse crônico, estado nutricional, razão neutrófilo-linfócito e variabilidade da frequência cardíaca entre policias militares da ativa em uma região metropolitana. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2025, vol.35, n.1, pp.56-67.  Epub 27-Jun-2025. ISSN 0104-1282.  https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.16614.

Introdução

o estresse crônico, as características sociodemográficas e o estado nutricional podem afetar negativamente a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), especialmente em agentes públicos militares da ativa, resultando em uma modulação autonômica cardíaca alterada.

Objetivo

o objetivo deste estudo foi relacionar a modulação autonômica cardíaca em agentes públicos militares da ativa com o estresse crônico, características sociodemográficas e o estado nutricional.

Método

foi realizado um estudo transversal em militares do estado do Espírito Santo com 71 participantes maiores de 18 anos no período de agosto a novembro de 2022. A análise da modulação autonômica da frequência cardíaca foi realizada através do software Kubios®. Para esta análise os indivíduos permaneceram em decúbito dorsal por 25 minutos. Os índices de VFC foram calculados utilizando métodos lineares nos domínios do tempo e da frequência. Foram encontradas diferenças estatística entre homens e mulheres na variável SDNN ( desvio padrão da média de todos os intervalos RR normais) (p=0,006), RMSSD ( raiz quadrada da média dos quadrados das diferenças entre intervalos RR normais sucessivos intervalos) (p=0,028). Entre as diferentes faixas de IMC (Índice de massa corporal) RR médio (média de intervalos RR consecutivos) (p=0,007) e FC média ( frequência cardíaca média) (p=0,015) e nas diferentes faixas etárias SI ( índice de estresse Baevsky ) (p=0,001), SDNN (p=0,003), RMSSD (p=0,004). Houve associação entre o índice de massa corporal (IMC) e o intervalo RR médio (Mean RR).

Resultado

pessoas com obesidade tendem a ter uma frequência cardíaca média mais alta, enquanto aquelas com sobrepeso geralmente apresentam um intervalo RR médio maior. Essas diferenças indicam padrões distintos na regulação autonômica cardíaca conforme o estado nutricional.

Conclusão

houve influência do estado nutricional na modulação autonômica cardíaca em agentes públicos militares da ativa, porém não há relação com estresse crônico sofrido por esta população.

Palavras-chave : Frequência cardíaca; Militares; Sistema nervoso autonomo; Sistema nervoso simpático; Sistema nervoso parassimpático, Neutrophil-lymphocyte ratio.

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