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Journal of Human Growth and Development
versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598
Resumo
PESSANHA, Raphael Manhães et al. Tendências de incompletude das variáveis epidemiológicas dos registros hospitalares de câncer de mulheres com neoplasia maligna da mama no Espírito Santo, Brasil. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2025, vol.35, n.1, pp.111-123. Epub 27-Jun-2025. ISSN 0104-1282. https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.15861.
Introdução
a Organização Mundial da Saúde classifica as Doenças Crônicas Não Transmissíveis como a principal causa de morte global, com 71% das mortes associadas a neoplasias malignas. Em 2020, ocorreram cerca de 19,3 milhões de novos casos de câncer e 10 milhões de mortes no mundo, sendo as Américas responsáveis por 20,9% da incidência global. No Brasil, o INCA estima 704 mil novos casos de câncer para 2023-2025, com destaque para os cânceres de mama e próstata, que representam 15% dos novos casos cada. A idade acima de 50 anos, fatores genéticos, histórico familiar e outros são fatores de risco para o câncer de mama.
Objetivo
avaliar a tendência de incompletude das variáveis do Registro Hospitalar de Câncer de casos de neoplasia maligna da mama de todos os hospitais que compõem a Rede de Atenção Oncológica do Espírito Santo.
Método
estudo retrospectivo de séries temporais utilizando-se dados secundários a partir da Ficha de Registro do tumor dos RHC da Rede de Atenção Oncológica do Espírito Santo entre 2000 e 2020. A incompletude dos dados foi classificada como excelente (<5%), boa (entre 5%-10%), regular (>10%<20%), ruim (>20%<50%) e muito ruim (>50%), de acordo com o percentual de ausência de informação. O teste de Mann–Kendall foi utilizado para avaliar as tendências temporais entre os anos, e o teste de Friedman para avaliar as classificações de qualidade da série histórica.
Resultados
foram registrados 16.587 casos de câncer de mama nos Registros Hospitalares de Câncer do Espírito Santo entre 2000 e 2020. As variáveis alcoolismo (p<0,001), tabagismo (p<0,001), história familiar de câncer (p<0,001), estado conjugal (p<0,001), tiveram uma incompletude com tendência de decréscimo estatisticamente significantes. Já as variáveis relacionadas ao diagnóstico/tratamento e características do tumor apresentaram uma tendência de incompletude menor ao longo do tempo, apresentando um acréscimo, tais como, tipo de exame diagnóstico realizado (p=0,03), diagnósticos e tratamentos anteriores (p=0,008), bases mais importantes para o diagnóstico do tumor (p<0,001), lateralidade do tumor (p=0,008), presença de mais de um tumor primário (p=0,01).
Conclusão
os escores das variáveis epidemiológicas dos Registros Hospitalares de Câncer de mulheres com câncer de mama no Espírito Santo tiveram em sua maioria completude classificada como “excelente”. Porém, a variáveis de importância clínica como estadiamento TNM apresentou um decréscimo na completude durante a maior parte da série histórica.
Palavras-chave : câncer de mama; oncologia; registro hospitalar de câncer; epidemiologia; vigilância em saúde pública.












