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Journal of Human Growth and Development
versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598
Resumo
CUNHA, Ester Ribeiro et al. High Prevalence and Factors Associated with Post-Traumatic Stress Disorder in Brazilian Public Safety Personnel: A Cross-Sectional Study. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2025, vol.35, n.2, pp.282-293. Epub 22-Out-2025. ISSN 0104-1282. https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.17801.
Introdução
o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um problema de saúde pública que pode se originar da exposição a eventos traumáticos. Apesar da alta taxa de exposição a traumas na população geral, apenas parte desenvolve o transtorno. Profissionais de segurança pública estão entre os mais vulneráveis, apresentando riscos significativos à qualidade de vida, desempenho ocupacional e saúde mental, influenciados por fatores sociodemográficos e psicossociais. Contudo, ainda são escassos os dados sobre a prevalência e os fatores determinantes do transtorno de estresse pós-traumático nessa população.
Objetivo
avaliar a prevalência de transtorno de estresse pós-traumático e identificar os fatores associados ao seu desenvolvimento em profissionais de segurança pública.
Método
estudo transversal com 206 profissionais de segurança pública do Espírito Santo, Brasil. Foram incluídos participantes que consentiram e excluídos aqueles com respostas ausentes no PCL-5. Os dados dos questionários socioeconômico, WHOQOL-BREF, DASS-21 e PCL-5, foram coletados presencialmente, considerando-se escore ≥ 36 como indicativo de provável TEPT. Foram utilizados testes não paramétricos, regressão de Poisson com variância robusta e qui-quadrado, utilizando R, SPSS e STATA. O Comitê de Ética da Universidade do Espírito Santo aprovou o estudo (nº5.382.872/2022).
Resultado
37.4% possuem indicativo de provável transtorno de estresse pós-traumático. A mediana de idade foi 39 anos e 73.8% eram do sexo masculino e 62.6% da Polícia Militar. A idade mais avançada, ser do sexo masculino e uma maior qualidade de vida nos domínios psicológico e ambiental, foram associados a menor prevalência de transtorno de estresse pós-traumático. A maior intensidade dos sintomas de estresse foi associada a maior prevalência de transtorno de estresse pós-traumático
Conclusão
os nossos resultados evidenciam a associação entre sexo, idade, percepção do estresse emocional, os domínios psicológicos e ambientais da qualidade de vida e transtorno de estresse pós-traumático, reforçando a necessidade de políticas públicas de saúde mental focadas em rastreamento e diagnóstico precoce, no bem-estar e gestão do estresse.
Palavras-chave : Transtorno de Estresse Pós-traumático; Qualidade de Vida; Saúde Mental; Fatores de Risco; Policiais.












