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Journal of Human Growth and Development

versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598

Resumo

ARARIPE, Marcos Cordeiro et al. Mortalidade por transtornos mentais e comportamentais no Brasil: um estudo ecológico. J. Hum. Growth Dev. [online]. 2025, vol.35, n.2, pp.322-332.  Epub 27-Out-2025. ISSN 0104-1282.  https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.17793.

Introdução

existem muitos transtornos mentais distintos, com apresentações diferentes. Geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções, comportamento e relacionamentos anormais com outras pessoas. Os transtornos mentais incluem: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo, distúrbios por abuso de drogas, psicoses em geral, demência e transtornos do desenvolvimento, incluindo autismo. Mesmo assim, é uma das áreas que menos recebe atenção e verba da saúde pública. Em torno de 1 bilhão de pessoas vivem com transtorno mental, 3 milhões de pessoas perdem a vida todos os anos por conta do uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio.

Objetivo

analisar a mortalidade por transtorno mental e comportamental no Brasil no período de 2009 a 2019.

Método

estudo epidemiológico ecológico observacional com temporalidade transversal com dados oficiais do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS). Os dados foram coletados por local de ocorrência e de residência entre pacientes no período de 2009 a 2019, no Brasil, foi incluída a Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e as Fichas de Notificação de Internação (FNI). A fonte dos dados foi a Declaração de Óbitos (DO).

Resultados

analisando a mortalidade por transtorno mental e comportamental entre os sexos, notou-se que apenas os paciente do sexo masculino apresentou redução na taxa em todas as regiões brasileiras,destacando as regiões Nordeste (β = -0,27, p=0,001), região Sudeste (β = -0,20, p=0,003) e região Sul (β = -0,19, p=0,023), apresentaram reduções significantes. Ao realizar uma comparação na série estudada, ambos os sexos apresentaram redução, mas, apenas o sexo masculino teve declínio significativo (masculino: β = -0,20, p=0,001; feminino: β = -0,03, p=0,146).

Conclusão

a mortalidade por transtornos mentais e comportamentais, revelou maiores taxas no ano de 2011 (7,376), correspondendo maior parcela do sexo masculino (11,25), especialmente solteiro, em todas as regiões da unidade da federação brasileira. Quanto a análise total dos óbitos na série do estudo, houve aumento da mortalidade no sexo feminino, com prevalência na Região Nordeste e em estado civil viúva

Palavras-chave : Mortalidade; Incidência; Transtornos mentais; comportamentais.

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