Serviços Personalizados
Journal
artigo
Indicadores
Compartilhar
Estilos da Clinica
versão impressa ISSN 1415-7128versão On-line ISSN 1981-1624
Resumo
MELO, Isabella Mascarenhas et al. A vivência do rompimento de vínculo familiar em crianças residentes em uma instituição de acolhimento. Estilos clin. [online]. 2025, vol.30, n.1, pp.114-129. Epub 23-Jan-2026. ISSN 1415-7128. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i1p114-129.
Este estudo teve como objetivo investigar como crianças que residem numa instituição de acolhimento expressam a vivência do rompimento de vínculo com a família de origem. Ao nascer, o bebê é um ser vulnerável e incapaz de sobreviver por conta própria; tudo o que lhe falta deve ser suprido por um adulto cuidador. Além dos cuidados básicos de alimentação e higiene, é importante a vivência de um contato afetivo contínuo com uma figura constante, seja a mãe ou um cuidador substituto competente. Essa relação é fundamental para o estabelecimento de vínculos de apego, os quais são essenciais para promover e garantir seu desenvolvimento biopsicoafetivo. Metodologicamente, foram realizados estudos de caso com quatro crianças, na faixa etária dos seis a dez anos de idade, residentes na Instituição de Acolhimento de Gurupi-TO - Casa Cidadã. Como instrumentos de investigação, foram utilizadas entrevistas com a psicóloga da instituição, posteriormente entrevistas lúdicas com as crianças em conjunto à aplicação do procedimento de Desenhos-Estórias da Família. Como ressultado, as crianças expressaram a ruptura do vínculo familiar, desde a impossibilidade de escrever o nome e o empobrecimento da palavra (C1); da impossibilidade de falar da família (C2); da incapacidade de realizar um desenho sobre a temática família (C3); e da nomeação do desenho como “foto da família” (C4). Os casos discutidos apresentam histórias de vida diferenciadas que esboçam o abandono, o desamparo, a falta de cuidado e acolhimento que impactam no desenvolvimento dessas crianças. Assim, foram apontados sentimentos, comportamentos e sintomas apresentados pelas crianças como a agressividade, delinquência, privação afetiva, desamparo, dificuldades de aprendizagem na escola, sentimento de ambivalência pela família. Destaca por fim, a importância do serviço de acolhimento institucional diante de situações em que as famílias estão impossibilitadas de cumprir sua função de cuidado e proteção.
Palavras-chave : lar adotivo; criança; família; infância; desamparo.












