SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.28 número especial 1Quando a alta não é o fim: reflexões sobre a síndrome pós-cuidados intensivosRevisão do protocolo de atendimento psicológico em unidade neonatal de alta complexidade índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

artigo

Indicadores

Compartilhar


Revista da SBPH

versão impressa ISSN 1516-0858

Resumo

GOMES, Layla Raquel Silva; BRAGHETTO, Alyne Lopes; TSUCHIYA, Gustavo Yuzo  e  MORETTO, Maria Lívia Tourinho. Atuação de psicanalistas em contextos de emergência e sobrevivência no Brasil. Rev. SBPH [online]. 2025, vol.28, n.spe1, e005.  Epub 21-Nov-2025. ISSN 1516-0858.  https://doi.org/10.57167/rev-sbph.2025.v28.esp_1.910.

Emergências são situações de alta gravidade e risco iminente de morte. Nesses contextos, destaca-se a importância da Psicologia no cuidado psicossocial, considerando tanto o potencial traumático quanto o sofrimento persistente dos sobreviventes. Há uma relação estreita entre as emergências e as questões ligadas à sobrevivência. As Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) na gestão de riscos, emergências e desastres reconhecem a participação da Psicologia na formulação de estratégias de intervenção desde 1987. No entanto, são escassos os relatos sobre a atuação de psicanalistas nesse campo, apesar de a Psicanálise abordar temas relevantes ao contexto emergencial, sugerindo possíveis contribuições para a prática clínica nesses cenários. Este estudo realizou uma revisão de literatura com o objetivo de mapear a produção científica sobre a atuação de psicanalistas em situações de emergência e sobrevivência no Brasil. Foram utilizadas duas bases de dados eletrônicas, LILACS e PePsic, com critérios específicos de inclusão e exclusão. Após triagem, foram identificados 8 relatos de experiência, que foram organizados em seis eixos de discussão. A análise dos textos revelou três operadores fundamentais para a prática psicanalítica nesses contextos: a escuta, o testemunho e o ato analítico, todos como suporte à subjetivação do acontecimento. Esses elementos aparecem tanto na fase de resposta e reconstrução, como no reconhecimento de corpos, despedidas e acolhimento imediato, quanto no acompanhamento de familiares e nas discussões interprofissionais. Conclui-se que a direção do tratamento deve levar em conta a temporalidade e as características do acontecimento, adotando estratégias e dispositivos clínicos que respeitem a singularidade dos sujeitos e dos territórios. Diante da escassez de publicações específicas, constata-se que a atuação da Psicanálise em contextos de emergência e sobrevivência ainda é pouco explorada na produção científica brasileira.

Palavras-chave : Clínica psicanalítica; Intervenção na crise; Luto; Trauma psíquico; Atitude frente a morte.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · Português ( pdf )