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IGT na Rede
versão On-line ISSN 1807-2526
Resumo
GOMES, Ana Paula de Almeida e FERREIRA, Wanderlea Nazaré Bandeira. O Silêncio Que Me (In)Forma: Quando horizontes gestálticos e orientais coabitam o espaço-tempo psicoterapêutico. IGT rede [online]. 2024, vol.21, n.40, pp.32-63. Epub 12-Maio-2025. ISSN 1807-2526. https://doi.org/10.5281/zenodo.15150864.
No cenário ocidental de sobrecarga sonora e informacional, a escuta do silêncio é um movimento ético e político. Por ser uma noção central nas filosofias orientais como o Taoísmo e o Budismo, a integração desse vazio sagrado pode abrir novas possibilidades no processo de cuidado. Como o silêncio é um elemento potente no espaço clínico, essa é uma discussão relevante para a Psicologia. A Gestalt-terapia, por sua vez, possui raízes orientais que abrem os sentidos à vivência presente que (in)forma, mesmo que silenciosamente. Sendo assim, através da autoetnografia performática enquanto metodologia, este artigo pretende analisar as formas de coabitação do silêncio no espaço-tempo psicoterapêutico a partir da Gestalt-terapia e das Filosofias Orientais, dando lugar central às minhas experiências de vida. Como conclusão, ficam os direcionamentos para a valorização do silêncio como elemento comunicativo figural na clínica, o reencontro potente com a experiência presente e o acolhimento das polaridades sonoras que emergem na psicoterapia. Por fim, ressalto a escassez de materiais, convidando a comunidade científica para essa discussão.
Palavras-chave : Silêncio; Gestalt-terapia; Filosofias Orientais; Psicoterapia.












