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Neuropsicologia Latinoamericana

versão On-line ISSN 2075-9479

Resumo

ESCOTTO-CORDOVA, Eduardo A.  e  RAMOS, Ana M. Baltazar. Neuropsicologia qualitativa: alternâncias semióticas no diagnóstico e tratamento da dislexia, um caso. Neuropsicologia Latinoamericana [online]. 2024, vol.16, n.3, pp.60-69.  Epub 05-Dez-2025. ISSN 2075-9479.  https://doi.org/10.5579/rnl.2024.0868.

A neuropsicologia qualitativa de corte luriana utiliza a análise da cotidianidade, a zona de desenvolvimento próximo, a variação sistêmica da atividade, a análise sindrômica e o ensino reabilitador como procedimentos fundamentais no diagnóstico e intervenção. Por outro lado, a abordagem semiótico-linguística para o diagnóstico de alterações da linguagem, bem como o uso de alternáncias semióticas, são recursos teórico-metodológicos que vão além da análise meramente linguística das dificuldades da linguagem que tem predominado até agora. Utilizando essas características, apresentamos o diagnóstico e tratamento de um caso de dislexia em uma menina de 8 anos com sintomas de dislexia e TDAH relatados por neuropediatra, atendida utilizando alternâncias semióticas e procedimentos da neuropsicologia qualitativa histórico-cultural que recorre à análise da cotidianidade, zona de desenvolvimento próximo, variação sistêmica da atividade, análise sindrômica e ensino reabilitador como procedimentos fundamentais no diagnóstico e intervenção. Demonstrar que o uso de diferentes signos além da escrita pode servir de apoio para melhorar a leitura e escrita. No curso de 20 sessões de uma hora cada, analisamos diversas alternáncias semióticas, descobrindo que o transtorno se limitava apenas a signos escritos, mas não a nenhum outro sinal. Utilizamos os signos-significados que a menina dominava (desenho de caras e personagens, brinquedos, objetos, gestos, mímica, jogo de papéis) em uma situação de microsociedade de apoio lúdico que incluiu a mãe e três psicólogos jovens, para que a menina escrevesse palavras e frases correspondentes aos cenários, objetos e personagens representados. A menina desenvolveu desenhos complexos e pôde escrever breves narrativas neles. Conjeturamos que o problema se associa com os vínculos entre memória semántica e grafismos léxicos.

Palavras-chave : neuropsicologia qualitativa; alternâncias semióticas; análise sindrômica; variação sistêmica da atividade; dislexia.

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